CELG

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Razão social Companhia Celg de Participações
Tipo Empresa privada
Slogan Qualquer dia a qualquer hora, a CELG está com você!
Cotação BM&F BovespaGPAR3
Fundação 19 de agosto de 1955
Sede Goiânia, GO
Proprietário(s) 99,87% ENEL BRASIL S.A / 0.12% Demais acionistas
Presidente Sinval Zaidan Gama
Empregados 2699 (2008)[1]
Produtos Energia elétrica
Acionistas ENEL BRASIL S.A / Demais acionistas
Lucro Baixa R$ 91,03 milhões (2009)[2]
Website oficial celg.com.br

A Celg Distribuição S.A. - CELG D é uma sociedade por ações. Atua no setor de distribuição de energia elétrica, autorizada pela Aneel através do Contrato de Concessão n°63/2000. A área de concessão da companhia abrange 237 municípios do estado de Goiás. 

A participação acionária na Celg D está distribuída da seguinte forma:

• 99,8754% - ENEL BRASIL S.A.

• 0,1246% - Demais Acionistas 

A estrutura de administração da companhia é formada por um Conselho de Administração, composto por 6 (seis) membros, eleitos anualmente pela Assembleia Geral e uma Diretoria Executiva, composta por até 9 (nove) diretores, eleitos pelo Conselho de Administração. Ainda, é fiscalizada por um Conselho Fiscal, com 4 (quatro) membros efetivos, e respectivos suplentes, todos eleitos pela Assembleia Geral.

História[editar | editar código-fonte]

Em 19 de agosto de 1955, o governador Pedro Ludovico Teixeira sancionou a Lei Estadual nº 1.087, que criava a então denominada Centrais Elétricas de Goiás S.A. (Celg).

No ano seguinte, em 13 de março de 1956, seu funcionamento foi autorizado por meio do Decreto Federal nº 38.868. Suas atribuições eram: produção, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Em 1999, a CELG começou a prestar outros serviços, tais como diagnóstico energético, locação de equipamentos, mapa digital, além da tradicional comercialização de energia e por isso passou à denominação de Companhia Energética de Goiás.

Em dezembro de 2006 foi criada pelo Governo do Estado de Goiás a Companhia Celg de Participações - Celgpar, tendo como objeto social principal a participação em outras sociedades como acionista ou sócio-cotista. A Celgpar passou então a ser desde o momento de sua instituição a controladora da então Companhia Energética de Goiás - Celg.

A Celg, por sua vez, detinha o controle de uma subsidiária integral, a Celg Geração e Transmissão S.A. – Celg G&T, que foi constituída a partir da segregação dos ativos de geração e transmissão de energia elétrica da Celg.

Em março de 2007 a Celg foi convertida em subsidiária integral da Celgpar e teve alterada sua denominação social, passando a ser chamada de Celg Distribuição S.A. – Celg D.

Em junho de 2007, ocorreu a redução do capital social da Celg D e consequente transferência do controle acionário da Celg G&T para o domínio da Celgpar.

Essa sequência de ações permitiu que a Celg pudesse se adequar às novas regras estabelecidas pelo Governo Federal, que ditava a obrigatoriedade de segregação da atividade de distribuição de energia elétrica das demais atividades exercidas pela empresa, que também englobavam, à época, a geração e transmissão de energia elétrica.

Visando ao aproveitamento dos ativos da companhia e à exploração de serviços de telecomunicações, em agosto de 2008 foi criada a Companhia de Telecomunicações e Soluções – CELG Telecom, que constitui a terceira empresa controlada pela Celgpar.

Em 2015 a Celg D teve 50,3% de suas ações repassadas à Eletrobras em troca de um dívida com o governo.[3]. A empresa vinha apresentando prejuízos por vários anos seguidos.

O governo interino de Michel Temer marcou para agosto de 2016 a venda dos 51% da Celg D que detem em um leilão de privatização[4] Para viabilizar o processo, a dívida de um empréstimo da empresa Celgpar foi assumida pelo governo do estado de Goiás[5]. 10% das ações ordinárias serão oferecidos a funcionários e ex-funcionários aposentados[6].

Subsidiárias[editar | editar código-fonte]

A holding Companhia Celg de Participações (CELGPAR) possui as seguintes subsidiárias integrais:

Endividamento e CPI[editar | editar código-fonte]

Em 2009 registra o sexto ano consecutivo de prejuízo, com R$ 91,03 milhões.[2] Neste mesmo ano, a situação da empresa ensejou na Assembleia Legislativa de Goiás a instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Celg. A comissão encerrou os trabalhos em março de 2010, concluindo que entre as causas do endividamento da empresa foram a perda do patrimônio da empresa, com a venda das usinas de Corumbá I e Cachoeira Dourada e má administração.[7] Desde então a empresa vem acumulando prejuízo ano a ano, sem dinheiro para investimentos fica cada vez mais sucateada, quedas de energia mesmo na capital do estado são frequentes mesmo sem grandes chuvas ou causas aparentes, emperrando o crescimento do estado pois a demanda por energia elétrica já é maior que a oferta e mesmo assim diversas negociações para a recuperação da empresa terminaram sem acordo muitas vezes por incompetência de governo e oposição, que deixaram o assunto se tornar apenas mais um motivo para jogadas políticas e discussões intermináveis. A empresa teve sua privatização adiada por Ronaldo Caiado na CPI de 2015.[8]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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