Camila, Duquesa da Cornualha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Camila
Duquesa da Cornualha (mais)
A Duquesa da Cornualha em 2018
Nascimento 17 de julho de 1947 (74 anos)
  King's College Hospital, Londres, Reino Unido
Nome completo Camila Rosamaria Shand
Maridos Andrew Parker Bowles (c. 1973; div. 1995)
Carlos, Príncipe de Gales (c. 2005)
Descendência Tom Parker Bowles
Laura Lopes
Casa Windsor (por casamento)
Pai Bruce Shand
Mãe Rosalind Cubitt
Religião Anglicanismo
Brasão

Camila, Duquesa da Cornualha GCVO (nascida Camila Rosamaria Shand, em inglês: Camilla Rosemary Shand; Londres, 17 de julho de 1947) é uma membro da família real britânica devido ao seu casamento com Carlos, Príncipe de Gales, o filho herdeiro aparente da rainha reinante Isabel II do Reino Unido. Embora seja legalmente a atual Princesa de Gales, Camila usa o título secundário de Duquesa da Cornualha, além de possuir o título de Duquesa de Rothesay na Escócia e Duquesa de Edimburgo após seu marido herdar o título de seu falecido pai, Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo. De 1973 a 1995, ela foi conhecida pela mídia como Camilla Parker Bowles, devido ao seu primeiro casamento com o oficial militar Andrew Parker Bowles, com quem teve dois filhos.

Camila e Carlos tiveram por muitos anos um relacionamento controverso, que foi muito divulgado pela mídia e atraiu atenção internacional. Em 2005 os dois se casaram em uma cerimônia civil realizada na Prefeitura de Windsor, seguida por uma benção anglicana televisionada realizada por Rowan Williams, Arcebispo da Cantuária, na Capela de São Jorge. O seu casamento foi polêmico no ponto de vista político e religioso, pois a igreja anglicana não aceitava o casamento de pessoas divorciadas[1] e inclusive tal imposição provocou a abdicação de um rei no passado (o Eduardo VIII do Reino Unido),[2] além disto o povo britânico amava muito a antecessora de Camila, a Diana, Princesa de Gales, e não queria ver Camila como rainha, na tentativa de abafar a imagem de invejosa que foi-lhe alocada pela mídia.

Como Duquesa da Cornualha, Camila auxilia Carlos em seus deveres oficiais. Ela também é patrona e presidente de várias organizações de caridade, trabalhando para aumentar o interesse em áreas como a osteoporose, abuso sexual e alfabetização, tendo sido muito elogiada pelas últimas.

Início de vida e educação[editar | editar código-fonte]

Camila Rosemaria Shand nasceu no King's College Hospital, na cidade de Londres na Inglaterra.[3] Ela é a filha mais velha de Bruce Middleton Hope Shand, ex-oficial do Exército Britânico, e de Rosalind Cubitt, filha mais velha de Roland Cubitt, 3.º Barão Ashcombe. Camila tem uma irmã, Annabel, e um irmão, Mark Shand, e o seu tio Henry Cubitt é o 4.º Barão Ashcombe[4] e sua tia Elspeth Howe é a Baronesa de Idlicote e esposa de Geoffrey Howe, Barão Howe de Aberavon. Uma das suas bisavós maternas, Alice Keppel, foi amante do rei Eduardo VII entre 1898 e 1910.[5] Em 1º de novembro de 1947, Camila foi batizada na Igreja Firle, East Sussex. Conhecida pelos íntimos desde pequena como Milla,[6] a futura duquesa passou muito tempo da sua criação no vilarejo de Plumpton na Inglaterra, onde a casa de sua família, conhecida como The Laines, ficava próxima do autódromo de Plumpton.[4] A família de Camila tinha uma segunda casa de três andares em South Kensington, Londres, onde ela passou parte da infância.[6] A mãe de Camila era dona de casa[7] e o seu pai investiu em várias empresas depois de se retirar do exército, sendo a mais conhecida a Block, Grey and Block, uma empresa de vinhos em Mayfair da qual se tornou sócio.[8]

Durante a sua infância, Camila tornou-se numa leitora ávida por influência do pai, que lhe lia frequentemente.[9] Ela cresceu com cães e gatos[6] e, quando ainda era pequena, aprendeu a montar póneis num clube de póneis, onde ganhou rosetas em gincanas da comunidade.[7] Segundo a própria Camila, a sua infância foi: "perfeita em todos os aspetos".[6] O biógrafo Gyles Brandeth descreve a sua família e infância:

"Costuma dizer-se que a infância de Camila foi 'ao estilo de Enid Blyton'. Na verdade, foi muito mais grandiosa do que isso. Camilla, quando era pequena, tinha algumas características da personalidade da Zé, a maria-rapaz de Os Cinco, mas as crianças de Enid Blyton eram da classe média e os Shand pertenciam, sem dúvida, à classe alta. Os Shand tinham estatuto e tinham criados - criados em casa, criados no jardim, criados para as crianças. Eram da pequena nobreza. Eles abriam o jardim para a festa de verão da Associação do Partido Conservador. Isso diz tudo."[6] — Gyles Brandeth

Quando tinha cinco anos, Camila foi enviada para Dumbrells School, em Sussex.[6] Ela deixou a escola aos 10 anos para ir estudar para a Queen's Gate School, em Kensington, Londres. Lá, foi colega da cantora Twinkle, que a descreveu como uma menina com "uma força interior" que irradiava magnetismo e confiança.[6] Uma das professoras da escola, a escritora Penelope Fitzgerald, que ensinava Francês, recordava Camila como "inteligente e vivaz". Camila deixou a escola em 1964, sem fazer os exames de acesso à universidade por opção dos pais.[6] Aos 16 anos, Camila ingressou e finalizou seus estudos em Mon Fertile, na Suíça, uma escola para moças de aperfeiçoamento e preparo à vida social.[10] [11] Depois de terminar os seus estudos nesta escola, Camila decidiu viajar para a França para estudar francês durante seis meses na Institut Britannique, localizada na cidade de Paris na França.[12][10]

Em 25 de março de 1965, Camila fez o seu baile de debutante na cidade de Londres, sendo uma de 311 jovens mulheres que participaram nesse ano[6] Depois de sair de casa dos pais, Camila partilhou um pequeno apartamento em Kensington com a amiga Jane Wyndham, sobrinha da decoradora Nancy Lancaster.[13] Depois, mudou-se para um apartamento maior em Belgravia, que partilhava com a senhoria, Lady Moyra Campbell, filha do Duque de Abercorn e, mais tarde com Virginia Carrington, filha do político Peter Carington, 6.º Barão Carrington.[6] Virginia foi casada com o tio de Camila, Henry Cubitt, entre 1973 e 1979.[6] Camila trabalhou como secretária em várias empresas no West End de Londres e foi rececionista na empresa de decoração Sibly Colefax & John Fowler em Mayfair.[6] Ela tinha uma paixão por cavalos e participava frequentemente em atividades equestres.[6] Camila também gostava de pintar, o que a levou a ter aulas privadas com um artista, apesar de a maior parte do seu trabalho ter acabado "no lixo".[14] Outros interesses incluíam horticultura e jardinagem.[15]

Casamentos[editar | editar código-fonte]

Primeiro casamento e filhos[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 60, Camila conheceu Andrew Parker Bowles (que na altura era um oficial e tenente do regimento Blues and Royals) através do seu irmão mais novo, Simon Parker Bowles, que trabalhava na empresa de vinhos do pai de Camila em Mayfair.[6] Andrew era amigo do príncipe Carlos, Príncipe de Gales, ex-namorado da princesa Ana, Princesa Real do Reino Unido e afilhado da rainha Isabel II do Reino Unido.[16] Após uma relação inconstante com várias separações, o casal anunciou o seu noivado de forma tradicional no jornal The Times em 1973.[3]

Bolehyde Manor, onde Camila e Andrew viveram com a sua família.

O casamento, uma cerimónia católica, teve lugar a quatro de julho desse ano na Guards Chappel, em Londres.[6] Camila tinha 25 anos e Andrew Parker Bowles tinha 33. O vestido de Camila foi criado pela casa de moda britânica Bellville Sassoon e entre as damas-de-honra encontrava-se a afilhada de Andrew, Lady Emma Herbert.[6] Este foi considerado "o casamento da alta sociedade do ano"[3] com oitocentos convidados[6], entre eles a princesa Ana, a rainha Isabel II, a Rainha-mãe e a princesa Margarida.[6]

Camila e Andrew compraram a mansão Bolehyde Manor em Allington, Wiltshire e, mais tarde, a Middlewick House, em Corsham.[17] O casal teve dois filhos: Thomas Henry Parker Bowles (nascido em 1974, colunista da revista Tatler e afilhado do príncipe Carlos e a Laura Rose (Parker Bowles) Lopes (nascida em 1978).[6] Ambas as crianças foram criadas na fé católica romana de seu pai, particularmente durante a vida de sua avó paterna Ann Parker Bowles; no entanto, Camilla permaneceu anglicana e não se converteu ao catolicismo romano.[18] Laura frequentou uma escola católica para meninas, mas se casou em uma igreja anglicana; e Tom não frequentou o Ampleforth College como seu pai, mas Eton – e se casou fora da Igreja Católica. Tom, como seu pai, é remanescente do Condado de Macclesfield.

A amizade entre o príncipe Carlos e os Parker-Bowles continuou. O casamento dos Parker-Bowles tornou-se aberto no decorrer do tempo, isto é, ambos cometiam adultério e sabiam disso.[19] A segunda e atual esposa de Andrew era sua amante na época de seu casamento com Camila.[19] Em dezembro de 1994, após 21 anos de casamento, Camila e o marido pediram oficialmente o divórcio, afirmando que já viviam separados há vários anos. Em julho desse ano, a mãe de Camila, Rosalind, tinha morrido de osteoporose e o seu pai disse que aquela foi "uma altura difícil para ela". O divórcio foi finalizado em março de 1995.[6]

Relacionamento com o Príncipe de Gales[editar | editar código-fonte]

Camila e o príncipe Carlos conheceram-se em 1971.[6] Na altura, Camila e Andrew Parker Bowles encontravam-se separados e Andrew namorava com Ana, a irmã de Carlos.[6] Apesar de Camila e Carlos pertenceram ao mesmo círculo social e de frequentarem os mesmos eventos, ainda não se tinham conhecido formalmente. A sua biógrafa, Caroline Brandreth, afirma que o casal não se conheceu num jogo de polo, como costuma ser relatado, mas sim na casa de uma amiga mútua, Lucía Santa Cruz, que os apresentou.[20][6] Eles tornaram-se amigos íntimos e acabaram por ter um relacionamento, algo que era do conhecimento do seu círculo social.[3] Quando Carlos e Camila começaram a namorar, encontravam-se frequentemente em jogos de polo em Windsor Great Park, onde Carlos jogava. O casal também ia regularmente ao clube privado Annabel's em Berkeley Square.[6] Quando a relação ficou mais séria, Camila apresentou Carlos à sua família em Plumpton.[3] Os dois fizeram uma pausa na relação quando Carlos teve de viajar para se juntar à Marinha Real em 1973 e esta acabou abruptamente pouco depois.[3][6]

Há relatos distintos dos motivos que levaram o casal a separar-se em 1973. Robert Lacey escreveu no seu livro Royal: Her Majesty Queen Elizabeth II que Carlos tinha conhecido Camila cedo demais e que não lhe tinha pedido para esperar por ele quando viajou para o estrangeiro.[21] Sarah Bradford escreveu no livro Diana que o tio-avô de Carlos, Lorde Louis Mountbatten, tinha sido o responsável por enviar o príncipe para o estrangeiro para que Carlos e Camila terminassem a sua relação e a sua neta Amanda Knatchbull pudesse aproximar-se dele.[22] Algumas fontes sugerem que a Rainha-mãe não aprovava o relacionamento com Camila porque queria que Carlos se casasse com uma das netas da sua amiga Lady Fermoy da família Spencer.[23] Outras fontes também sugerem que Camila não queria casar com Carlos e que preferia casar com Andrew Parker Bowles, com quem tinha mantido uma relação desde os anos 60, ou que Carlos só se queria casar depois dos 30 anos.[6]

No geral, a maioria dos biógrafos reais concordam que, mesmo que Carlos e Camila se quisessem casar na altura, a união não teria sido aprovada porque, segundo a prima e madrinha de Carlos, Patricia Mountbatten, alguns membros da corte não achavam que Camila fosse uma noiva adequada para o futuro rei. Em 2005, ela afirmou: "Em retrospectiva, pode dizer-se que o Carlos se devia ter casado com a Camila quando teve a oportunidade. Agora sabemos que eles eram ideais um para o outro, mas isso não era possível. (...) Não teria sido possível na altura".[6] No entanto, eles ficaram amigos.[6] Em agosto de 1979, o Lorde Louis Mountbatten foi assassinado pelo IRA. Carlos ficou muito abalado com a sua morte e diz-se que procurou consolo junto de Camila.[3] Durante este período, começaram a surgir rumores entre os seus amigos mais íntimos de que Carlos e Camila tinham reatado a sua relação.[3] Uma fonte próxima de Camila confirmou-o em 1980. Havia ainda rumores entre os funcionários da Casa Real de que isso tinha acontecido mais cedo.[6] Aparentemente, o marido de Camila não se importou com o caso, visto que ele próprio também tinha mantido várias amantes ao longo do seu casamento.[24] Para se casar com o príncipe Carlos, foi escolhida a jovem Lady Diana Frances Spencer.[25]

Nos anos 90, o caso veio à tona e Diana, Princesa de Gales acusou o adultério entre Carlos e Camila de ser o culpado da sua separação e divórcio no livro Diana: Her True Story.[6] Privadamente, Diana se referia a Camila chamando-a de "Rottweiler". Todavia, inicialmente os defensores do príncipe Carlos diziam que a causa da separação de Carlos e Diana era a "fixação paranóica" que ela tinha pelo "relacionamento amigável" entre o seu marido e Camila, defesa que depois se provou errada, tendo o próprio Carlos assumido que havia sido amante de Camila enquanto ambos ainda eram casados numa entrevista com Jonathan Dimbleby. [26] [27] Nessa entrevista, Carlos disse: "A Sra. Parker Bowles é uma grande amiga minha... é minha amiga há muito tempo e vai continuar a ser minha amiga durante muito tempo". No decorrer da entrevista, Carlos admitiu que tinha reatado a sua relação com Camila depois de o seu casamento com Diana ficar "irremediavelmente perdido" em 1996.[28]

Após a finalização dos respetivos divórcios, o príncipe Carlos declarou que a sua relação com Camila não era negociável.[29] Carlos estava ciente de que a sua relação estava a atrair muita publicidade negativa e contratou Mark Bolland (que já tinha contratado em 1995 para reabilitar a sua própria imagem) para melhorar a imagem pública de Camila.[30] Nos anos seguintes, Camila passou a acompanhar Carlos informalmente nos seus compromissos. Em 1999, o casal fez a sua primeira aparição pública em conjunto no Hotel Ritz em Londres numa festa de anos.[31] Cerca de 200 fotógrafos e jornalistas de todo o mundo registaram o momento. Em 2000, Camila acompanhou Carlos em vários compromissos oficiais na Escócia e, em 2001, ela tornou-se na presidente da Associação Nacional de Osteoporose, um cargo que a apresentou ao público.[32]

Em 2000, Camila conheceu a rainha pela primeira vez desde que a relação se tornara pública na festa do 60.º aniversário do ex-rei da Grécia, Constantino II. Este encontro foi visto como um selo de aprovação da rainha na relação entre Carlos e Camila.[33] Depois de uma série de aparições em locais públicos e privados, a rainha convidou Camila para as celebrações do seu Jubileu de Ouro em 2002. Camila sentou-se no camarote real, atrás da rainha, num dos concertos no Palácio de Buckingham.[34][35] Apesar de ainda manter uma casa em Wiltshire, a duquesa da Cornualha está a viver em Highgrove House e em Clarence House, antiga residência da rainha-mãe Isabel Bowes-Lyon, que se tornou a residência oficial do príncipe Charles em 2002. Carlos passou os seus primeiros anos de criação nessa casa, quando a sua mãe não havia sido coroada rainha ainda.[36] Em 2004, Camila acompanhou Carlos em quase todos os seus compromissos oficiais, incluindo uma visita de grande visibilidade aos highland games na Escócia.[37] Durante o ano de 2004, os media começaram a especular se o casal estaria a planear anunciar o seu noivado. Na altura, a maioria das sondagens indicava que o público britânico se mostrava favorável ao casamento.[6]

Segundo casamento[editar | editar código-fonte]

Em 10 de fevereiro de 2005, a Clarence House anunciou que Camila e o príncipe de Gales estavam noivos; como um anel de noivado, Carlos deu a Camila um anel de diamante que se acredita ter sido dado a sua avó, a rainha Isabel, a Rainha-mãe, quando ela deu à luz sua filha, a rainha Isabel II. O anel continha um diamante de corte quadrado com três baguetes de diamante em cada lado.[38] Como futuro Governador Supremo da Igreja da Inglaterra, a perspectiva de Carlos se casar com uma divorciada foi vista como controversa, mas com o consentimento da Rainha,[39] do governo e da Igreja da Inglaterra, o casal conseguiu casar. A rainha, o primeiro-ministro Tony Blair e o arcebispo de Canterbury Rowan Williams, ofereceram seus melhores votos em declarações à mídia.[40] Nos dois meses seguintes ao anúncio de seu noivado, a Clarence House recebeu 25.000 cartas com "95 ou 99% sendo de apoio"; Também foram recebidas 908 cartas de ódio, com as mais ameaçadoras e pessoais enviadas à polícia para investigação.[41]

O casamento deveria ter sido em 8 de abril de 2005, e deveria ocorrer em uma cerimônia civil no Castelo de Windsor, com um serviço religioso subsequente de bênção[42] na Capela de São Jorge. No entanto, realizar um casamento civil no Castelo de Windsor obrigaria o local a obter uma licença para casamentos civis, que não tinha. Uma condição de tal licença é que o local licenciado deve estar disponível por um período de um ano para quem deseja se casar lá, e como a família real não desejava tornar o Castelo de Windsor disponível ao público para casamentos civis, o local foi mudado para a prefeitura em Windsor Guildhall.[43] Em 4 de abril, foi anunciado que o casamento seria adiado em um dia para permitir que o Príncipe de Gales e alguns dos dignitários convidados assistissem ao funeral do Papa João Paulo II.[44][45]

Em 9 de abril de 2005, a cerimônia de casamento foi realizada. Os pais de Carlos e Camila não compareceram;[106] em vez disso, o filho de Camila, Tom, e o filho de Carlos, o príncipe Guilherme, atuaram como testemunhas.[46][47] A rainha e o duque de Edimburgo estiveram presentes na bênção religiosa. Depois, a rainha organizou um copo-d'água para o casal no Castelo de Windsor.[48] O evento contou com atuações do Coro da Capela de São Jorge, da Orquestra Filarmónica e do compositor galês Alun Hoddinott. Como prenda de casamento, o Marinsky Theatre Trust trouxe a cantora mezzo-soprano russa Ekaterina Semenchuk ao Reino Unido para cantar para o casal.[6] Depois do casamento, o casal viajou para a casa de campo de Carlos na Escócia, Birkhall, e participou nos seus primeiros compromissos oficiais durante a lua de mel.[49][50]

Vida pública[editar | editar código-fonte]

Duquesa Camila em 2005.

Depois de se tornar Duquesa da Cornualha, Camila adquiriu automaticamente a classificação como a segunda mulher mais alta na ordem de precedência britânica (depois da Rainha) e como tipicamente quinta ou sexta nas ordens de precedência de seus outros reinos, seguindo a Rainha, o vice-rei relevante, o Duque de Edimburgo e o Príncipe de Gales. Foi revelado que a rainha alterou a ordem real de precedência para ocasiões privadas, colocando a duquesa em quarto lugar, depois da Rainha, da Princesa Real e da Princesa Alexandra.[51][52] Dois anos após o casamento, a rainha estendeu a Camila sinais visíveis de pertencimento à família real; ela emprestou-lhe a Tiara Greville, que anteriormente pertencia à Rainha-Mãe,[53] e concedeu-lhe o distintivo da Ordem da Família Real da Rainha Isabel II.

Depois do casamento, a Clarence House passou a ser a residência oficial da Duquesa da Cornualha e do Príncipe de Gales. O casal também fica em Birkhall durante as férias de verão e em Highgrove House no Gloucestershire para reuniões familiares. Em 2008, o casal instalou-se em Llwynywermod, no País de Gales, onde ficam quando visitam o país.[54] Para estar sozinha com os seus filhos e netos, a duquesa ainda mantém a sua casa, Ray Mill House.[55] A Duquesa da Cornualha tem três damas-de-companhia, que incluem a sua amiga de longa data, Amanda MacManus, que é a sua dama-de-companhia principal e secretária privada.[56][57]

Em março de 2007, foi confirmado que Camila tinha sido submetida a uma histerectomia, apesar de não terem sido divulgados detalhes da mesma publicamente.[58] Em abril de 2010, ela partiu a perna durante uma caminhada na Escócia[59] e, em novembro desse ano, o carro da duquesa e do marido foi atacado por estudantes durante uma manifestação.[60] Em 9 de abril de 2012, a data do sétimo aniversário de casamento da duquesa e do príncipe de Gales, a rainha nomeou a duquesa para a Real Ordem Vitoriana.[61] Em 2016, a rainha incluiu a duquesa no Conselho Privado.[62] Em 1º de janeiro de 2022, ela fez de Camila uma Dama Real da Mais Nobre Ordem da Jarreteira.[63]

Visitas oficiais[editar | editar código-fonte]

O presidente dos EUA George W. Bush e sua esposa Laura Bush, dão as boas-vindas ao Príncipe de Gales e à Duquesa da Cornualha na Casa Branca, em 5 de novembro de 2005.

O primeiro compromisso real a solo da duquesa foi uma visita ao Hospital de Southampton.[6] Camila participou pela primeira vez no Trooping the Colour em 2005, tendo aparecido na varanda do Palácio de Buckingham. A sua primeira viagem oficial ao estrangeiro foi em novembro de 2005, quando visitou os Estados Unidos e conheceu o presidente George W. Bush e a primeira-dama, Laura Bush na Casa Branca.[64] Depois, o Príncipe de Gales e a Duquesa visitaram Nova Orelães para ver o estado da cidade depois da passagem do Furacão Katrina e conheceram alguns residentes cujas vidas mudaram radicalmente depois do furacão.[65] Em março de 2006, o casal visitou o Egito, a Arábia Saudita e a Índia. Em 2007, ela dirigiu o batismo do navio HMS Astute e do novo navio Ms Queen Victoria. Em novembro de 2007, a Duquesa e o Príncipe de Gales fizeram uma visita de quatro dias à Turquia. Em 2008, ela e o Príncipe de Gales visitaram as Caraíbas, o Japão, o Brunei e a Indonésia.

Príncipe Carlos e a Duquesa Camila em uma visita oficial à Jamaica em 2008.

Em 2009, visitaram o Chile, o Brasil, o Equador, a Itália e a Alemanha. A sua visita ao Vaticano em Itália incluiu um encontro com o Papa Bento XVI. Mais tarde, visitaram o Canadá. No início de 2010, visitaram a Hungria, a República Checa e a Polónia. Camila não conseguiu cumprir a sua agenda na Europa de Leste por ter um nervo preso nas costas. Em outubro de 2010, ela acompanhou o Príncipe de Gales a Deli, na Índia para as cerimónias de abertura dos Jogos da Commonwealth. Em março de 2011, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram Portugal, Espanha e Marrocos e encontraram-se com os chefes de Estado dos respetivos países.[66] Em junho de 2011, a Duquesa representou sozinha a família real no Torneio de Ténis de Wimbledon.[67] Em agosto desse ano, a Duquesa acompanhou o Príncipe de Gales numa visita a Tottenham após os motins de Londres de 2011. Depois, o casal encontrou-se com residentes de Tottenham em fevereiro de 2012, entre eles proprietários de lojas para ver como se encontravam seis meses após os motins.[68][69][70] Em setembro, a Duquesa participou numa cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados do 11 de setembro que marcou o 10.º aniversário dos mesmos. A cerimónia decorreu em Londres e contou com a participação do primeiro-ministro David Cameron e do Príncipe de Gales.[71] Em novembro de 2011, a Duquesa viajou com o Príncipe de Gales para visitar vários países da Commonwealth e estados árabes do Golfo Pérsico. O casal visitou a África do Sul e a Tanzânia e encontrou-se com os presidentes desses países: Jacob Zuma e Jakaya Kikwete.

Em março de 2012, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram a Noruega, a Suécia e a Dinamarca para assinalar o Jubileu de Diamante da rainha.[72] Em maio desse ano, o casal fez uma viagem de quatro dias ao Canadá inserida nas comemorações do Jubileu.[73] Em novembro de 2012, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram a Austrália, a Nova Zelândia e a Papua-Nova Guiné numa digressão de duas semanas inserida nas comemorações do Jubileu.[74] Durante esta visita, eles marcaram presença na Melbourne Cup de 2012, onde a Duquesa entregou a taça ao vencedor da corrida. Em 2013, o casal visitou a Jordânia e encontrou-se com o rei Abdullah II e a sua esposa, a rainha Rania. Eles visitaram um campo de refugiados sírios.[75]

A Duquesa da Cornualha e o Príncipe de Gales visitam o Museu do Vasa com o rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha Sílvia, em 2012.

A Duquesa esteve presente na abertura do Parlamento pela primeira vez em maio de 2013[76] e nesse mês teve a sua primeira visita a solo no estrangeiro em Paris. Nesse ano, o casal esteve presente na coroação do rei Guilherme Alexandre e da rainha Máxima dos Países Baixos e nas celebrações em honra da rainha Beatriz.[77] Em junho de 2014, a Duquesa e o Príncipe de Gales participaram nas celebrações do 70.º aniversário do D-Day na Normandia e fizeram uma visita de nove dias ao México e à Colômbia em novembro desse ano.[78][79] Em maio de 2015, a Duquesa e o Príncipe de Gales visitaram a Irlanda do Norte e fizeram a sua primeira visita conjunta à República da Irlanda.[80] Em abril de 2018, o casal visitou a Austrália e participou na abertura dos Jogos da Commonwealth de 2018.[81] O casal também visitou países da África Ocidental como Gâmbia, Gana e Nigéria em 2018.[82] Em março de 2019, o Príncipe de Gales e a Duquesa fizeram uma visita oficial a Cuba, tornando-se nos primeiros membros da realeza britânica a visitar o país. A visita serviu em parte para fortalecer as relações entre o Reino Unido e Cuba.[83] Em março de 2021, o casal fez a sua primeira visita desde o início da pandemia de Covid-19 à Grécia, a convite do governo grego, para celebrar o bicentenário da independência do país.[84]

Caridade e patrocínios[editar | editar código-fonte]

Duquesa Camila em Jersey para a Visita Real de 2012.

A Duquesa é mecenas de escolas (St Catherine's School), instituições de saúde (The Society of Chiropodists and Podiatrists, Trinity Hospice, Arthritis Nuffield Orthopaedic Centre, Royal National Hospital for Rheumatic Diseases, Maggie's Cancer Caring Centres, JDRF), instituições ligadas a animais ( Animal Care Trust, Battersea Dogs & Cats Home, British Equestrian Federation, Elephant Family), instituições de proteção e empoderamento de jovens e crianças (Youth Action Wiltshire, The Girls' Friendly Society) e instituições de apoio às artes (New Queen's Hall Orchestra, London Chamber Orchestra, Elmhurst School for Dance, National Youth Orchestra of Great Britain).[85]

A Duquesa é a comodora-chefe honorária do Serviço Médico da Marinha Real. Dentro dos seus deveres com este cargo, ela visitou o navio-escola HMS Excellent em janeiro de 2012 para atribuir medalhas a equipas médicas navais que regressavam do Afeganistão.[86] A Duquesa também é membro honorário de outras instituições e, em fevereiro de 2012, foi eleita para o Gray's Inn, uma associação de advogados profissionais.[87] Em fevereiro de 2013, ela foi nomeada chanceler da Universidade de Aberdeen, um cargo cerimonial que envolve entregar os diplomas aos licenciados.

Camila é a primeira mulher chanceler da história da universidade e o único membro da família real a deter o cargo desde que este foi criado em 1860.[88] Em 2015, foi anunciado que ela iria presidir o festival WOW (Women of the World Festival), um evento anual que celebra as conquistas das mulheres e que analisa os obstáculos que elas enfrentam no mundo, principalmente a violência doméstica.[89] Em 2018 e 2020, ela tornou-se vice-patrocinadora da Royal Commonwealth Society e da Academia Real de Dança.[90][91]

Osteoporose[editar | editar código-fonte]

Em 1994, a Duquesa associaou-se à National Osteoporosis Society depois de a sua mãe ter morrido de forma dolorosa da doença nesse ano. A sua avó materna também morreu devido a complicações provocadas pela osteoporose em 1986. A Duquesa tornou-se mecenas desta instituição em 1997 e passou a ser sua presidente em 2001 num evento que foi bastante divulgado e onde se fez acompanhar pelo Príncipe de Gales.[92] Em 2002, a Duquesa anunciou o lançamento de um mini-livro: A Skeleton Guide to a Healthy you, Vitamins and Minerals que tinha como objetivo ajudar as mulheres a proteger-se da doença.[93] No mês seguinte, ela participou na conferência de Mulheres Líderes para Examinar os Obstáculos e a Comparticipação do Diagnóstico e Tratamento da Osteoporose, que contou com a participação de 13 mulheres ilustres de todo o mundo. O evento foi organizado pela International Osteoporosis Foundation e apresentado pela rainha Rania da Jordânia. Foi neste evento que a Duquesa fez o seu primeiro discurso público. A conferência internacional, que decorreu em Lisboa, juntou figuras públicas de todo o mundo para falar da osteoporose e pediu a intervenção dos governos.[94] Em 2004, a Duquesa participou noutra conferência em Dublin, organizada pela Irish Osteoporosis Society e, no ano seguinte, visitou o National Institutes of Health em Maryland, nos Estados Unidos, para fazer uma apresentação sobre a osteoporose.[95]

Em 2006, a Duquesa lançou a campanha de caminhadas Big Bone, que levou 90 crianças a fazer uma caminhada de 16 quilómetros em Loch Muick, na propriedade de Balmoral na Escócia, para angariar dinheiro para a caridade. Através desta campanha, conseguiu angariar 200.000 libras.[96] Em 2011, ela participou na série de rádio The Archers para divulgar a doença[97] e, em 2013, associou-se ao programa Strictly Come Dancing para angariar fundos para a National Osteoporosis Society.[98] Em 2006, a Duquesa já tinha discursado em mais de 60 eventos relacionados com a osteoporose no Reino Unido e por todo o mundo, e também tinha inaugurado unidades de cintilografia óssea em centros de osteoporose para ajudar doentes.[92] Quase todos os anos, a Duquesa assinala o Dia Mundial da Osteoporose.[99] Ela continua a participar em conferências por todo o mundo e a conhecer especialistas para falar da doença.[100]

Pelo seu trabalho de sensibilização para a osteoporose em todo o mundo, a Duquesa foi homenageada com um prémio Ethel LeFrank por uma instituição de caridade norte-americana em 2005.[101] Em 2007, recebeu o prémio Kohn Foundation da National Osteoporosis Society.[102] Em julho de 2007, a Duquesa inaugurou o Cornwall Centre for Osteoporosis no Royal Cornwall Hospital, Truro.[103] No mesmo ano, a King's College de Londres concedeu-lhe uma honorary fellowship por aumentar a visibilidade da osteoporose.[104] Em 2009, a National Osteoporosis Society criou o prémio Duquesa da Cornualha, que reconhece os avanços na área da osteoporose.[105] Em 2016, a Duquesa recebeu um Doutoramento honorário da Universidade de Southampton. Em 2019, a National Osteoporosis Society passou a ser a Royal Osteoporosis Society.[106]

Vítimas de violação e de abuso sexual[editar | editar código-fonte]

Depois de visitar nove centros de crise para vítimas de violação e de ouvir histórias de sobreviventes, a Duquesa começou a chamar a atenção para o assunto e a promover formas de ajudar vítimas de violação e de abuso sexual a ultrapassar os seus traumas. Segundo o The Times: "As histórias que Sua Alteza Real ouviu na sua primeira visita e as histórias que ouviu depois deixaram-na com um forte desejo de chamar a atenção para a violação e o abuso sexual e de tentar ajudar as pessoas afetadas pelos mesmos".[107] Ela fala frequentemente com vítimas num centro de crise de violação em Croydon e costuma visitar outros centros, por todo o Reino Unido e em visitas oficiais ao estrangeiro, para se reunir com os funcionários e as vítimas.[108] Em 2010, em conjunto com o Mayor de Londres da altura, Boris Johnson, ela inaugurou um centro em Ealing, no Oeste de Londres, para vítimas de violação. Este centro acabou por se expandir para outras zonas da cidade, incluindo Hillingdon, Fulham, Hounslow, e Hammersmith.[109] Em 2011, a Duquesa inaugurou o Centro de Encaminhamento de Vítimas de Abuso Sexual de Oakwood Place Essex.[110]

Em 2013, ela organizou um encontro entre vítimas de violação e grupos de apoio em Clarence House. O Diretor do Ministério Público, Keir Starmer, e a Ministra do Interior, Theresa May, estavam entre os convidados. Neste evento, a Duquesa apresentou um plano para ajudar as vítimas: cerca de 750 necessaires, criados pelos funcionários de Clarence House com artigos de toilette foram entregues às vítimas. A Duquesa teve esta ideia depois de visitar um centro no Derbyshire e de ter perguntado às vítimas o que as ajudaria a sentir-se confortáveis depois do trauma e dos exames forenses. Segundo Clarence House, o evento foi a primeira reunião de sempre com figuras proeminentes a focar-se exclusivamente na violação e no abuso sexual.[111] Nesse ano, a Duquesa visitou a Irlanda do Norte e inaugurou o The Rowan, um centro de encaminhamento de vítimas de abuso sexual no Antrim Area Hospital, que foi o primeiro centro a oferecer ajuda e conforto a vítimas de violação e de abuso sexual na Irlanda do Norte.[112] Em maio de 2014, durante a sua visita oficial ao Canadá, a Duquesa encontrou-se em privado com duas mulheres que tinham deixado lares violentos e que estavam a receber apoio da Alice House of Dartmouth, em Nova Scotia.[113] Em março de 2016, durante uma visita oficial aos Bálcãs com o seu marido, a Duquesa visitou programas da UNICEF em Montenegro e falou sobre abusos sexuais a crianças. Ela teve ainda acesso a uma amostra de uma nova aplicação concebida para proteger crianças de abuso sexual na internet.[114] No ano seguinte, a Duquesa criou uma parceria com a cadeia de drogarias Boots para criar uma linha de necessaires que são distribuídos a centros de encaminhamento de vítimas de abuso sexual do Reino Unido.[115] Em setembro de 2021, a Duquesa tornou-se patrocinadora do Mirabel Centre, o primeiro centro de encaminhamento de vítimas de abuso sexual da Nigéria.[116] Em outubro de 2021, a duquesa fez um discurso no lançamento do Shameless, um projeto endossado pela Women of the World Foundation e Birkbeck, Universidade de Londres, que busca educar as pessoas sobre violência sexual. Ela expressou seu choque com o assassinato de Sarah Everard e exortou homens e mulheres a quebrar a "cultura do silêncio" em torno da agressão sexual.[117]

Literacia[editar | editar código-fonte]

A Duquesa da Cornualha conversa com alunos da Escola dos Cavaleiros Templários em Baldock, Hertfordshire, 2012.

Sendo uma leitora ávida, a Duquesa é uma defensora da literacia. Ela é patrocinadora do National Literacy Trust e de outras caridades ligadas à literacia. A Duquesa visita escolas, bibliotecas e organizações infantis frequentemente para ler para crianças pequenas. Além disso, ela participa nas celebrações da literacia, incluindo no Dia Internacional da Literacia e no Dia Mundial do Livro.[118] Em 2011, ela participou no Hay Festival para apoiar a literacia infantil e doou livros às livrarias da Oxfam. No mesmo ano, ela doou dinheiro para apoiar a campanha de literacia do jornal Evening Standard.[119]

A Duquesa também já lançou e continua a lançar campanhas e programas para promover a literacia.[120] Neste âmbito, a Duquesa disse num discurso num evento do National Literacy Trust em 2013: "Acredito firmemente que a importância de incitar uma paixão pela leitura na próxima geração. Eu tive a sorte de ter um pai que era um bibliófilo fervoroso e também um contador de histórias brilhante. Num mundo onde a palavra escrita se encontra em competição com tantas outras coisas que pedem a nossa atenção, precisamos de mais heróis da literacia para continuarem a inspirar os jovens a encontrar o prazer e o poder de ler."[121]

A Duquesa da Cornualha com Peter McLaughlin, diretor da The Doon School, que ela visitou em novembro de 2013 em sua turnê pela Índia.

Camila é patrona do Queen's Commonwealth Essay Competition desde 2014. A iniciativa, que é administrada pela Royal Commonwealth Society, pede que jovens escritores de toda a Commonwealth escrevam ensaios sobre um tema específico com a Duquesa lançando a competição anualmente.[122] Desde 2015, Camila está envolvida com 500 Words, uma competição lançada pela BBC Radio 2 para crianças escreverem e compartilharem suas histórias[123] e foi anunciada como juíza honorária da competição em 2018.[124] Desde 2019, Camila apoia a iniciativa Poetry Together de Gyles Brandreth, que visa reunir gerações mais jovens e mais velhas por meio da recitação de poesia. Em janeiro de 2021, ela lançou o clube online Reading Room para leitores, escritores e comunidades literárias se conectarem e compartilharem seus interesses e projetos.[125] Em outubro de 2021, ela foi anunciada como patrona da Silver Stories, uma instituição de caridade que liga jovens a idosos, incentivando-os a ler histórias por telefone.[126] Em janeiro de 2022, ela se juntou aos membros da iniciativa Reading Room para promover o plantio de livros em bibliotecas telefônicas em todo o Reino Unido.[127]

Outras áreas[editar | editar código-fonte]

A Duquesa é uma defensora do bem-estar animal e patrona de muitas instituições de caridade de bem-estar animal, incluindo a Battersea Dogs & Cats Home e presidente do Brooke Hospital for Animals.[128] Ela costuma visitar outros abrigos de animais para mostrar seu apoio e ver como os animais são cuidados. Em 2011, ela adotou um filhote resgatado, um Jack Russell Terrier da Battersea Dogs and Cats Home,[129] e em 2012 adotou outro do abrigo.[130] Também em 2012, ela abriu duas instalações veterinárias na Escola de Ciências Veterinárias da Universidade de Bristol em Langford em Somerset, que fornecem tratamento para animais doentes.[131] Em 2015, Camila trabalhou com a loja de departamentos Fortnum & Mason para vender 250 potes de mel produzidos por abelhas em seu jardim particular em Wiltshire; os frascos, ao preço de £20, esgotaram em duas semanas[132] e os rendimentos foram doados para a instituição de caridade Medical Detection Dogs, da qual ela é patrona.[133] Desde então, a Duquesa envia uma edição limitada de mel todos os anos para a Fortnum & Mason, com os rendimentos doados para outras instituições de caridade.[134]

A Duquesa apoia organizações em todo o mundo que trabalham para combater a pobreza e a falta de moradia. Ela é patrona da Emmaus UK e, em 2013, durante sua viagem solo a Paris, foi conhecer o trabalho realizado pela instituição de caridade naquela cidade. Todos os anos, perto do Natal, ela visita as comunidades de Emaús em todo o Reino Unido. Na mesma linha, a Duquesa é uma firme defensora das cooperativas de crédito,[135] que ela afirma serem uma "força real para mudar o cenário financeiro, servir as pessoas, não lucrar" e "fornecer uma comunidade financeira amigável onde os membros mutuamente beneficiar de aconselhamento, bem como contas de poupança e empréstimos."[136] Ela também apoia organizações e programas relacionados a alimentação saudável, anti-MGF,[137] artes e patrimônio.

Imagem pública[editar | editar código-fonte]

A duquesa da Cornualha na Visita Real de 2014 em Halifax, Nova Escócia (Canadá).

Camila desde sempre foi impopular entre o povo britânico por ter sido amante do príncipe Carlos, quando ele ainda estava casado com Diana, Princesa de Gales. Mesmo após Carlos e Diana se divorciarem em 1996 e a morte prematura de Diana em 1997, o título de Princesa de Gales ainda estava fortemente associado a ela, levando Camila a adotar o título de Duquesa da Cornualha ao se casar com o príncipe em 2005.[138] De acordo com a especialista na família real Marlene Koenig, a decisão de Camila não assumir o antigo título de Diana foi para que as possíveis opiniões adversas a ela fossem limitadas. Disse ela ao Town & Country:[138]

"Camila não era popular ou querida, [embora] isso tenha mudado muito desde o casamento, já que Camila assumiu muitos projetos sociais e Carlos está muito mais feliz... Ainda assim, [havia] muita tensão e raiva entre um certo elemento da população — por isso, foi decidido que Camila seria denominada a Duquesa da Cornualha, embora, é claro, ela seja a Princesa de Gales" — Marlene Koenig.[138]

Mesmo após o casamento com o príncipe Carlos, ela tomou esforços para não se envolver em qualquer polêmica desde então.[139] [140] [141] O site especializado em pesquisas YouGov, por exemplo, apontou em dezembro de 2020 que ela empata em "opiniões positivas" e "opiniões negativas" em 34% dos resultados, o que é visto como algo preocupante para a futura Rainha-Consorte do Reino Unido. Ao contrário da Duquesa da Cornualha, Catarina, Duquesa de Cambridge (esposa do príncipe Guilherme, Duque de Cambridge), que será rainha-consorte depois de Camila, tem apenas 6% de opiniões negativas.

Numa outra pesquisa do YouGov, apenas 16% dos britânicos acham que Camila deveria receber o título de Rainha e 27% opinam que ela não deveria ter título algum. Segundo o mesmo site, Camila é apenas a 11ª mais popular do Top 15 dos membros da família real britânica.[142] [143]

Desde sempre de olho na rejeição da futura Rainha-Consorte do Reino Unido, a Casa Real de Windsor tem coordenado diversas campanhas de Relações Públicas para melhorar a imagem e aceitação de Camilla, o que visivelmente ainda não deu certo, tanto que em novembro de 2020, a Clarence House, o escritório oficial do casal, teve que moderar os comentários nas redes sociais após um episódio da série de televisão britânica-estadunidense The Crown da Netflix, sobre Diana, Princesa de Gales causar uma onda de comentários negativos a respeito dela e do marido.[141] [144] [139]

Moda e estilo[editar | editar código-fonte]

Nos anos após seu casamento, a Duquesa da Cornualha desenvolveu seu próprio estilo e experimentou roupas e conjuntos de designers de moda notáveis.[145][146] Diz-se que ela prefere "estilos de vestido de chá e blusa de assinatura" e favorece "tons de nude, branco e marinho" e "decotes redondos". Ela também foi elogiada por suas coleções de joias..[145] Em 2018, Tatler a nomeou em sua lista das pessoas mais bem vestidas da Grã-Bretanha, elogiando-a por suas escolhas de chapéus que deram "um bom nome à chapelaria".[147]

Títulos, estilos, honras e brasão[editar | editar código-fonte]

Monograma real de Camila como membro por casamento da família real britânica.

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

  • 17 de julho de 1947 – 04 de julho de 1973: "Srta. Camila Rosamaria Shand"
  • 04 de julho de 1973 – 03 de março de 1995: "Sra. Andrew Parker Bowles"
  • 03 de março de 1995 – 09 de março de 2005: "Sra. Camila Parker Bowles"
  • 09 de março de 2005 – presente: "Sua Alteza Real, a Duquesa da Cornualha"
    • Na Escócia: "Sua Alteza Real, a Duquesa de Rothesay" e "Princesa da Escócia"
    • Em Chester: "Sua Alteza Real, a Condessa de Chester"
    • Em Carrick: "Sua Alteza Real, a Condessa de Carrick"
    • Em Renfrew: "Sua Alteza Real, a Baronesa de Renfrew"

O seu título e estilo completo devido ao casamento com Charles é atualmente de: "Sua Alteza Real, Camila Rosamaria, Duquesa da Cornualha, Duquesa de Rothesay, Condessa de Chester, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Lady das Ilhas, Princesa da Escócia e Dama da Grande Cruz da Real Ordem Vitoriana".[148]

Pelo título Princesa de Gales ainda estar muito fortemente associado com sua última detentora, a Lady Diana Spencer (primeira esposa do príncipe Carlos, Príncipe de Gales), Camila preferiu utilizar a forma feminina do principal título subsidiário de seu marido, o Duque da Cornualha,[148] mesmo legalmente sendo a atual Princesa de Gales. A menos que algum decreto do Parlamento do Reino Unido seja aprovado estabelecendo o contrário, quando Carlos ascender ao trono e tornar-se rei, ela poderá assumir o título de Rainha-Consorte do Reino Unido.[149] Entretanto, a Clarence House afirmou oficialmente que se Carlos virar rei, é a intenção que Camila assuma o título de princesa consorte,[150] similar ao título que o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota recebeu com seu casamento com a rainha Vitória do Reino Unido. Esse não é o mesmo uso que o seu sogro príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, que não detém o título de príncipe consorte mesmo tendo sido criado um príncipe do Reino Unido por sua esposa.[151]

Honras[editar | editar código-fonte]

Ordens
Medalhas

Brasão[editar | editar código-fonte]

Em 2005, em seu aniversário de 58 anos, a Clarence House anunciou oficialmente que Camila havia recebido da rainha o direito de seu próprio brasão para uso pessoal. O brasão foi preparado por Peter Gwynn-Jones, Rei de Armas Principal da Jarreteira, e foi afirmado que Isabel II do Reino Unido, Camila e Carlos estavam todos "muito interessados" em sua criação.[154] O brasão de Camila impala os de seu marido à dextra (lado direito do portador e lado esquerdo do observador) e os de seu pai à sinistra (lado esquerdo do portador e lado direito do observador).[155]

O seu brasão consiste em: à dextra, o brasão real, esquatrelado: I e IV goles, três leões passant guardant or em pala (pela Inglaterra); II or, um leão rampant dentro de um tressure flory-contra-flory goles (pela Escócia); III Azure, uma harpa or com cordas argento (pela Irlanda), diferenciado por um lambel argento de três pés; em cima um escudo com quatro leões passant guardant or e goles, encimados por um coronel de herdeiro (pelo País de Gales). À sinistra, azure, uma cabeça de javali argento armada e linguada or, um acanalado argento com uma cruz crosslet fitchy sablé entre duas mullets goles.[155]

Acima está o coronel de herdeiro aparente de Carlos. Os suportes são o leão rampant or da Inglaterra à dextra, diferenciado pelo lambel argento de três pés e um coronel, e à sinistra um javali azure armado or, linguado goles e empanturrado com um coronel composto de cruzes formy e flores-de-lis presas ao mesmo por uma corrente refletida pelas costas e terminando em um anel or.[155]

Coat of Arms of Camilla, Duchess of Cornwall.svg
Brasão de Camila, Duquesa da Cornualha.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Nome Nascimento Casamento Descendência
Tom Parker Bowles 18 de dezembro de 1974 10 de setembro de 2005 Sara Buys Lola Rosalind Parker Bowles
Freddy Parker Bowles
Laura Parker Bowles 1 de janeiro de 1978 6 de maio de 2006 Harry Lopes Eliza Lopes
Louis Lopes
Gus Lopes

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2001/010707_charles.shtml
  2. http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/em-dezembro-de-1936-rei-da-inglaterra-abdicou-do-trono-para-casar-com-plebeia-11016956
  3. a b c d e f g h Graham, Caroline (2005). Camilla and Charles : the love story. Internet Archive. [S.l.]: London : John Blake 
  4. a b «Camilla Parker Bowles Biography». Biography.com. 17 de julho de 1947. Consultado em 27 de junho de 2010 
  5. Certificate in Genealogical Research, Boston University; B. A., Carnegie Mellon University. «Family Tree of Camilla Parker-Bowles». ThoughtCo (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2021 
  6. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag Brandreth, Gyles Daubeney (2006). Charles & Camilla : portrait of a love affair. Internet Archive. [S.l.]: London : Arrow Books 
  7. a b Junor, Penny (1998). Charles : victim or villain?. Internet Archive. [S.l.]: London : HarperCollins 
  8. «Obituary: Bruce Shand» (em inglês). 11 de junho de 2006. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  9. Low, Valentine. «Duchess of Cornwall launches Reading Room book club» (em inglês). ISSN 0140-0460. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  10. a b «HRH The Duchess of Cornwall | Prince of Wales». www.princeofwales.gov.uk (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2021 
  11. «Charm academy: Switzerland's last finishing school». Financial Times. 30 de setembro de 2010. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  12. «Camilla Duchess of Cornwall in Paris on first solo visit abroad». HELLO! (em inglês). 28 de maio de 2013. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  13. Wilson, Christopher (2003). The Windsor Knot. Citadel. ISBN 0-8065-2386-7.
  14. «My paintings were so bad they went in bin, jokes Duchess of Cornwall». www.telegraph.co.uk. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  15. «Focus: The Royal Marriage». the Guardian (em inglês). 13 de fevereiro de 2005. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  16. Weaver, Hilary (15 de novembro de 2020). «The True Story Behind Princess Anne & Andrew Parker Bowles' Relationship». ELLE (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2021 
  17. «Pink Floyd drummer Nick Mason welcomes Camilla back to her old home ground». The Wiltshire Gazette and Herald (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2021 
  18. «Duchess of Cornwall grandchild wins Royal baptism». The Daily Telegraph (em inglês). 14 de junho de 2008. Consultado em 28 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2022 
  19. a b Igoe, Katherine J. (19 de novembro de 2019). «What Camilla Parker Bowles' Relationship With Her First Husband Was Like». Marie Claire (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2021 
  20. Junor, Penny (2017). The Duchess: The Untold Story (em inglês). [S.l.]: Williams Collins 
  21. Lacey, Robert (2008). Monarch: The Life and Reign of Elizabeth II. Free Press. ISBN 978-1-4391-0839-0
  22. Bradford, Sarah (2007). Diana. Nota de rodapé 10: Penguin (Non-Classics). ISBN 978-0-14-311246-4.
  23. Erickson, Carolly (2005). Lilibet: An Intimate Portrait of Elizabeth II. St Martin's Griffin. p. 350. ISBN 978-0-312-33938-8.
  24. Kelley, Kitty (1997). The Royals. Hachette Digital, Inc. ISBN 978-0-446-51712-6
  25. http://elpais.com/diario/1994/10/17/internacional/782348405_850215.html
  26. «Folha de S.Paulo - Morte complica situação de Charles e sua amante - 7/9/1997». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 17 de dezembro de 2020 
  27. «Relembre a entrevista bombástica de Diana ao se separar do príncipe Charles». www.revistalofficiel.com.br. Consultado em 17 de dezembro de 2020 
  28. Dimbleby, Jonathan (1994). The Prince of Wales : a biography. Internet Archive. [S.l.]: New York : W. Morrow 
  29. «An honest woman at last». mattoid.com. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  30. «Mark Bolland: Marital aide». The Independent (em inglês). 8 de outubro de 2011. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  31. «BBC News | UK | Charles and Camilla go public». news.bbc.co.uk. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  32. «Charles and Camilla, after Diana». www.telegraph.co.uk. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  33. «Queen meets Camilla as relationship thaws. - Free Online Library». www.thefreelibrary.com. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  34. «Prince pleased with Queen's Camilla invite. - Free Online Library». www.thefreelibrary.com. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  35. «The Observer Profile: Camilla Parker Bowles». the Guardian (em inglês). 14 de julho de 2002. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  36. «Royal newlyweds break off honeymoon to meet pupils». The free library. The Birmingham Post (England). 15 de abril de 2005. Consultado em 15 de junho de 2012 
  37. «Charles and Camilla | Gallery | guardian.co.uk». www.theguardian.com. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  38. «Crown jewels: The fabulous rings which sealed the love of Europe's royal couples». Hello!. Reino Unido. Consultado em 6 de janeiro de 2016 
  39. «Royal Marriage». Parliament of the United Kingdom. 17 de março de 2005. Consultado em 19 de março de 2015 
  40. «Prince Charles to marry longtime lover Camilla». NBC News. 11 de fevereiro de 2005. Consultado em 6 de março de 2012 
  41. «Camilla hate mail is passed on to police». Gazette and Herald. 29 de abril de 2005. Consultado em 16 de dezembro de 2021 
  42. «Prayer and Dedication after a Civil Marriage». The Church of England. Consultado em 6 de outubro de 2017 
  43. «Prince Charles, Camilla change wedding plans». Chicago Tribune. 18 de fevereiro de 2005. Consultado em 3 de março de 2012 
  44. Dear, Paula (5 de abril de 2005). «Fans 'panic buy' 8 April mementos». BBC News. Consultado em 27 de junho de 2010 
  45. «Prince Charles Postpones Wedding to Attend Funeral». The New York Times. 4 de abril de 2005. Consultado em 16 de junho de 2013 
  46. «Q&A: Queen's wedding decision» (em inglês). 23 de fevereiro de 2005. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  47. «Wedding role for William and Tom» (em inglês). 23 de março de 2005. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  48. Keegan, Kayla (15 de novembro de 2019). «Prince Charles and Camilla Parker Bowles' Wedding Had to Be Split Into Two Parts». Good Housekeeping (em inglês). Consultado em 16 de outubro de 2021 
  49. «Royal newlyweds begin honeymoon» (em inglês). 9 de abril de 2005. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  50. «Royal newlyweds break off honeymoon to meet pupils. - Free Online Library». www.thefreelibrary.com. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  51. Davies, Caroline (24 de dezembro de 2005). «First royal Sandringham Christmas for Camilla». The Daily Telegraph (em inglês). UK. Consultado em 14 de janeiro de 2009. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2022 
  52. Eden, Richard (24 de junho de 2012). «The Queen tells the Duchess of Cambridge to curtsy to the 'blood princesses'». The Daily Telegraph (em inglês). Reino Unido. Consultado em 26 de julho de 2012. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2022 
  53. «Duchess of Cornwall wears Queen Mother's Tiara». Femalefirst.co.uk. Consultado em 27 de junho de 2010 
  54. «Royal Residences | Prince of Wales». www.princeofwales.gov.uk (em inglês). Consultado em 16 de outubro de 2021 
  55. «Prince Charles and Camilla: 10 years on». HELLO! (em inglês). 3 de junho de 2015. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  56. «Camilla to have three secretaries» (em inglês). 5 de maio de 2005. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  57. «So You Want to Be a … Lady-in-Waiting? - e-Royalty.com». web.archive.org. 21 de abril de 2016. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  58. «Charles sees Camilla in hospital» (em inglês). 5 de março de 2007. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  59. correspondent, Severin Carrell, Scotland (8 de abril de 2010). «Camilla breaks leg hillwalking». the Guardian (em inglês). Consultado em 16 de outubro de 2021 
  60. «Prince Charles, Camilla's Car Attacked By Student Protesters In London». web.archive.org. 23 de março de 2013. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  61. «The Queen makes Camilla a Dame Grand Cross». BBC News (em inglês). 9 de abril de 2012. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  62. Adedokun, Naomi (10 de abril de 2021). «Queen 'embraced' Camilla by inducting Duchess into special council for future King Charles». Express.co.uk (em inglês). Consultado em 16 de outubro de 2021 
  63. «New appointments to the Order of the Garter announced». The Royal Family. 31 de dezembro de 2021. Consultado em 1 de janeiro de 2022 
  64. «Charles and Camilla begin US tour» (em inglês). 1 de novembro de 2005. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  65. «USATODAY.com - Prince Charles, Camilla see Katrina's aftermath». usatoday30.usatoday.com. Consultado em 16 de outubro de 2021 
  66. «Prince of Wales and Duchess of Cornwall to visit Morocco». BBC News (em inglês). 14 de março de 2011. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  67. Mirror.co.uk (22 de junho de 2011). «Wimbledon 2011: Centre Court roof shields Duchess of Cornwall - but not Andy Murray». mirror (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  68. «TimesLIVE». TimesLIVE (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  69. «London riots: Charles and Camilla hear victims' tales». BBC News (em inglês). 17 de agosto de 2011. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  70. «London Riots anniversary: Prince Charles and Camilla return to Tottenham - News - Tottenham Journal». web.archive.org. 13 de fevereiro de 2012. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  71. «9/11 anniversary: I share your pain, Prince of Wales tells families of UK dead». www.telegraph.co.uk. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  72. «The Prince of Wales and the Duchess of Cornwall visit Sweden - Sveriges Kungahus». www.kungahuset.se (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  73. «Queen Elizabeth II's Diamond Jubilee – 2012 | The Canadian Encyclopedia». www.thecanadianencyclopedia.ca. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  74. TODAY, Maria Puente, USA. «Prince Charles and Camilla head Down Under for tour». USA TODAY (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  75. «The Prince of Wales and Duchess of Cornwall Visit Refugee Camp to See Impact of Syrian Crisis on Children». UNICEF USA (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  76. «Queen's Speech: Prince Charles attends State Opening of Parliament». www.telegraph.co.uk. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  77. «Queen Beatrix of the Netherlands Abdicates: Prince Charles and Camilla Attend Gala Dinner in Amsterdam [PHOTOS]». International Business Times UK (em inglês). 30 de abril de 2013. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  78. «D-Day anniversary: as it happened - Telegraph». web.archive.org. 7 de junho de 2014. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  79. «Prince Charles and Camilla will visit Mexico and Colombia». HELLO! (em inglês). 11 de julho de 2014. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  80. «Prince Charles and Camilla to visit Northern Ireland and the Republic, Clarence House announces». belfasttelegraph (em inglês). ISSN 0307-1235. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  81. «Prince Charles, Camilla land in Australia for key visit». Fox News (em inglês). 4 de abril de 2018. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  82. «The Prince of Wales and The Duchess of Cornwall will visit The Gambia, Ghana and Nigeria | Prince of Wales». www.princeofwales.gov.uk (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  83. «Prince Charles and Camilla make history in Cuba». BBC News (em inglês). 25 de março de 2019. Consultado em 17 de outubro de 2021 
  84. March 24, Stephanie Petit; Pm, 2021 03:36. «Prince Charles and Camilla Arrive in Greece for First Overseas Visit Since Most Recent U.K. Lockdown». PEOPLE.com (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  85. «Charities and Patronages - The Duchess of Cornwall | Prince of Wales». www.princeofwales.gov.uk (em inglês). Consultado em 17 de outubro de 2021 
  86. «Duchess of Cornwall presents medals to navy medics». BBC News (em inglês). 27 de janeiro de 2012. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  87. «Honourable Society of Gray's Inn | Prince of Wales». www.princeofwales.gov.uk (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  88. «Duchess of Cornwall elected as university chancellor». the Guardian (em inglês). 15 de fevereiro de 2013. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  89. Editor, Robert Jobson, Royal (16 de fevereiro de 2015). «Camilla to be president of Women of the World festival». www.standard.co.uk (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  90. «Our History». Royal Commonwealth Society (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  91. CNN, Lianne Kolirin. «Camilla, Duchess of Cornwall is ballet-dancing her way through lockdown». CNN. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  92. a b «Camilla's dearest cause - Telegraph». web.archive.org. 17 de dezembro de 2013. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  93. «Camilla launches guide to preventing osteoporosis». www.telegraph.co.uk. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  94. «Parker Bowles joins NHS debate» (em inglês). 26 de abril de 2002. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  95. «NIH Clinical Center». web.archive.org. 4 de abril de 2015. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  96. «Camilla Takes A Walk». www.cbsnews.com (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  97. «Duchess of Cornwall's Archers debut». BBC News (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  98. «Camilla, Duchess Of Cornwall attends special gala performance of 'Strictly Confidential'». HELLO! (em inglês). 20 de junho de 2013. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  99. «Duchess of Cornwall attends National Osteoporosis Day event». web.archive.org. 29 de outubro de 2013. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  100. «:: University of Southampton». web.archive.org. 24 de julho de 2015. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  101. «Camilla given osteoporosis award» (em inglês). 17 de maio de 2005. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  102. «Camilla wins award for osteoporosis campaign». the Guardian (em inglês). 28 de outubro de 2007. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  103. «Royal naming for hospital clinic» (em inglês). 5 de julho de 2007. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  104. «King's welcomes HRH The Duchess of Cornwall - King's College Hospital NHS Foundation Trust». www.kch.nhs.uk. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  105. «The Duchess of Cornwall urges end to "silent disease" in video message for World Osteoporosis Day». Royal Central (em inglês). 20 de outubro de 2020. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  106. «The Duchess of Cornwall attends the official launch of the Royal Osteoporosis Society | Prince of Wales». www.princeofwales.gov.uk (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  107. Low, Valentine. «Camilla takes leading role in fight to help rape victims» (em inglês). ISSN 0140-0460. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  108. «Rape & sexual abuse». archive.ph. 15 de março de 2015. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  109. «Duchess of Cornwall opens new rape support centre». Harrow Times (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  110. «Duchess of Cornwall visits rape crisis centre in Essex». BBC News (em inglês). 24 de outubro de 2011. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  111. Claire, Marie (5 de fevereiro de 2013). «Duchess of Cornwall hosts reception supporting survivors of rape and sexual abuse». Marie Claire (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  112. «Duchess of Cornwall officially opens The Rowan». web.archive.org. 3 de dezembro de 2017. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  113. Heritage, Canadian (11 de agosto de 2017). «2014 Royal Tour of Canada by Their Royal Highnesses The Prince of Wales and The Duchess of Cornwall». www.canada.ca. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  114. «The Duchess of Cornwall visits UNICEF Montenegro». www.unicef.org (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2021 
  115. «Video: HRH The Duchess of Cornwall visits Boots Safe Spaces». www.boots-uk.com. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  116. «Duchess of Cornwall named as patron of Nigeria's first sexual assault referral centre». The Independent (em inglês). 7 de setembro de 2021. Consultado em 18 de outubro de 2021 
  117. Coughlan, Sean (27 de outubro de 2021). «Camilla warns of culture normalising sexual violence». Consultado em 3 de novembro de 2021  Parâmetro desconhecido |publlicado= ignorado (ajuda)
  118. «The Duchess of Cornwall celebrates International Literacy Day». princeofwales.gov.uk. 8 de setembro de 2010. Consultado em 20 de maio de 2014 
  119. «Camilla joins our literacy campaign». Evening Standard. 7 de junho de 2011. Consultado em 10 de maio de 2014 
  120. «HRH the Duchess of Cornwall launches our search for Literacy Heroes». literacytrust.org.uk. 4 de outubro de 2013. Consultado em 9 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 18 de março de 2016 
  121. «A message from HRH The Duchess of Cornwall for the National Literacy Trust's 'Literacy Heroes' Campaign». princeofwales.gov.uk. 4 de outubro de 2013. Consultado em 17 de julho de 2015 
  122. «Duchess of Cornwall encourages young people to take on this challenge during lockdown». Hello!. 23 de abril de 2020. Consultado em 7 de março de 2021  Parâmetro desconhecido |última= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |primeira= ignorado (ajuda)
  123. «BBC Radio 2's 500 Words is launched with The Duchess of Cornwall as Honorary Judge». Official website of the Prince of Wales. 15 de janeiro de 2018. Consultado em 1 de abril de 2018 
  124. «500 words – HRH the Duchess of Cornwall». BBC Radio 2. Consultado em 1 de abril de 2018 
  125. «Duchess of Cornwall launches new Reading Room club for book lovers». ITV News. 1 de janeiro de 2021. Consultado em 9 de janeiro de 2021 
  126. Stacey, Danielle (3 de outubro de 2021). «The Duchess of Cornwall reveals her favourite book to read to her grandchildren». Hello!. Consultado em 3 de outubro de 2021 
  127. Petit, Stephanie (7 de janeiro de 2022). «Why Camilla, Duchess of Cornwall Took a Tourist Pic Inside One of the U.K.'s Iconic Red Telephone Boxes». People. Consultado em 7 de janeiro de 2022 
  128. «Our President: HRH The Duchess of Cornwall» (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2013. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2013 
  129. Sydney, Grace (22 de agosto de 2011). «Camilla, Duchess of Cornwall Adopts Rescue Puppy». Consultado em 9 de outubro de 2013 
  130. Sydney, Grace (3 de outubro de 2012). «Camilla, Duchess of Cornwall Adopts Second Rescue Puppy». Consultado em 14 de junho de 2014 
  131. «Camilla opens new equine veterinary facilities». 29 de fevereiro de 2012. Consultado em 9 de outubro de 2013 
  132. «Fortnum & Mason to stock royal honey from the Duchess of Cornwall's bees». Evening Standard. 1 de abril de 2015. Consultado em 19 de janeiro de 2020 
  133. «Duchess takes on the Duchy in the battle of the royal honeycombs». The Daily Telegraph (em inglês). 1 de abril de 2015. Consultado em 3 de abril de 2015. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2022 
  134. «Five products raising funds for charities around the UK». fundraising.co.uk. 12 de janeiro de 2018. Consultado em 28 de janeiro de 2020 
  135. «The Duchess and credit union». princeofwales.gov.uk. Consultado em 18 de julho de 2015 
  136. «The Duchess of Cornwall hosts a reception for representatives of the credit union sector». princeofwales.gov.uk. 16 de outubro de 2014. Consultado em 18 de julho de 2015 
  137. «Duchess of Cornwall praised for backing anti-FGM campaign» (em inglês). figo.org. Consultado em 26 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2016 
  138. a b c «O motivo pelo qual Camilla, a Duquesa da Cornualha, não é chamada de Princesa como Diana era chamada a Princesa Diana». apost.com. 21 de maio de 2021. Consultado em 26 de janeiro de 2022 
  139. a b Galaz, Mábel (19 de novembro de 2020). «Príncipe Charles se enfurece com sua imagem retratada em 'The Crown'». EL PAÍS. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  140. «Príncipe Charles e Camilla desativam respostas no Twitter após reações a 'The Crown'». F5. 25 de novembro de 2020. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  141. a b «Camilla's remarkable royal transformation | CBC News». CBC (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  142. «Should the Duchess of Cornwall become Queen if Prince Charle becomes King?». yougov.co.uk (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  143. «The most popular royalty in the UK | Politics | YouGov Ratings». yougov.co.uk (em inglês). Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  144. Erlanger, Steven (30 de dezembro de 2014). «BBC Delays Documentary on Prince Charles and Camilla Parker Bowles (Published 2014)». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 15 de dezembro de 2020 
  145. a b «How Camilla, Duchess of Cornwall, is finding her own sense of regal elegance at 69». The Daily Telegraph (em inglês). 4 de abril de 2017. Consultado em 9 de julho de 2018. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2022  Parâmetro desconhecido |última= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |primeira= ignorado (ajuda)
  146. «As Camilla, Duchess of Cornwall, turns 70, look back at her best fashion moment». The Telegraph (em inglês). 17 de julho de 2017. Consultado em 9 de julho de 2018. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2022 
  147. «Royal Family lead Tatler's 2018 best-dressed Brits list». BBC News. 2 de agosto de 2018. Consultado em 18 de outubro de 2018 
  148. a b c «The Duchess of Cornwall: Biography». The Prince of Wales and the Duchess of Cornwall. Consultado em 12 de abril de 2016 
  149. «Camilla can legally be queen: U.K. minister». CBS News. 21 de março de 2005. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  150. «Announcement of the marriage of HRH The Prince of Wales and Mrs Camilla Parker Bowles». Príncipe de Gales. 10 de fevereiro de 2005. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  151. «Whitehall, February 22, 1957». The London Gazette (41009): 1209. 22 de fevereiro de 1957. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  152. «The Duchess of Cornwall appointed to the Royal Victorian Order». The Britich Monarchy. 9 de abril de 2012. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  153. «Diamond Jubilee: Charles and Camilla on Papua New Guinea tour». BBC. 3 de novembro de 2012. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  154. «Camilla's coat of arms unveiled». BBC. 17 de julho de 2005. Consultado em 18 de agosto de 2014 
  155. a b c «The Coat of Arms of HRH The Duchess of Cornwall». College of Arms. Consultado em 18 de agosto de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Camila, Duquesa da Cornualha