Crise hídrica no estado de São Paulo em 2014–2016

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Crise hídrica no estado de São Paulo em 2014–2016
Represa Paulo de Paiva Castro, em Mairiporã, parte do Sistema Cantareira.
Duração Janeiro de 2014 - Março de 2016
Áreas afetadas Estado de São Paulo

A crise hídrica no estado de São Paulo é o evento que se refere ao momento crítico iniciado em 2014 no estado mais populoso do Brasil, no qual os níveis de seca e redução de oferta de água atingiram níveis preocupantes e poucas vezes vistos na história do local. Um dos símbolos desta crise é a diminuição drástica do Sistema Cantareira, imenso reservatório administrado pela Sabesp e responsável pelo abastecimento de água de cerca de 8,8 milhões de pessoas.[1][2] A seca na Região Sudeste, em associação a fatores ligados à infraestrutura e planejamento, é a responsável pela pior crise hídrica enfrentada pela região.[3][4] A atuação da Sabesp na crise foi criticada em um artigo publicado pela revista PlOS ONE. A partir de dados da própria empresa foi constatado que a gestão dos recursos hídricos pela Sabesp é uma das principais responsáveis pela crise.[5]

O cenário de crise ameaça gerar sérios problemas principalmente à Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que tem cerca de 20 milhões de pessoas, é a sétima área urbana mais populosa do mundo[6] e o centro econômico, financeiro e técnico do Brasil. Em virtude de seu imenso tamanho e valor industrial, a RMSP enfrenta diversos desafios quando se trata de gerir seus recursos hídricos. A área metropolitana importa cerca de metade de seu abastecimento de água da Bacia do Rio Piracicaba na área metropolitana de Campinas em direção ao norte.

Causas e responsabilidade[editar | editar código-fonte]

De acordo com um grupo de especialistas, as causas da crise vão desde a diminuição das chuvas no Estado até o desmatamento, à ocupação desenfreada dos mananciais e à falta de planejamento do governo de São Paulo.[3]

Há outras correntes de entendidos no assunto que acusam ainda o governo federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA), que é o órgão responsável pela implementação e gerenciamento de todos os recursos hídricos do Brasil. Para este grupo, a agência não recomendou de forma adequada e clara que São Paulo e outros estados diminuíssem o consumo de água e tampouco exigiu da Sabesp uma postura mais firme contra a crise hídrica[7].

Em 2014 a ONU criticou o governo de São Paulo por não realizar os investimentos necessários para que todos os habitantes do estado tenham água. Também fez críticas ao governo federal brasileiro por não estar cumprindo com o seu dever de fornecer água e saneamento básico para toda a população do Brasil[8].

Segundo dados do IBOPE Inteligência, o público paulistano percebeu, na época, que a responsabilidade pela crise hídrica recaía principalmente no governo estadual (45% dos respondentes), da Sabesp (19%) da falta de chuvas (18%) e da própria população (10%).[9]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Mapa do estado de São Paulo, com a Grande São Paulo em destaque

Devido a sucessivas baixas históricas no início de 2014, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) determinaram uma redução da vazão máxima de captação de água do sistema, de 31 para 27,9 m3/s, a partir de 10 de março de 2014. Para atender esta determinação, a Sabesp utilizou água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para abastecer clientes antes atendidos pelo sistema Cantareira.[10][11][12]

Em 1 de fevereiro de 2014, a Sabesp anunciou um programa de descontos, válido de fevereiro a setembro, para incentivar a redução do consumo de água de clientes atendidos pelo sistema Cantareira. Clientes que reduzirem em ao menos 20% o consumo em relação à média dos 12 meses de 2013 terão desconto de 30% na conta.[13]

Em 17 de março de 2014, a Sabesp iniciou obras nas represas de Nazaré Paulista e Joanópolis, orçadas em 80 milhões de reais, para captar o chamado "volume morto", uma reserva de 300 bilhões de litros de água que fica abaixo do nível das atuais comportas e que é capaz de abastecer a região metropolitana de São Paulo por 4 meses.[14]

Em 18 de março de 2014, o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu autorização para retirar água do Rio Paraíba do Sul e colocá-la no sistema Cantareira. Essa autorização deve ser analisada pela Agência Nacional de Águas já que o Paraíba do Sul é um rio interestadual e é utilizado para abastecer o estado do Rio de Janeiro.[15]

Em 31 de março de 2014, o governo de São Paulo e a Sabesp anunciaram a ampliação, a partir de 1 de abril, do programa de descontos nas tarifas de água e esgoto para todos os 31 municípios da região metropolitana de São Paulo atendidos pela empresa .[16]

Em 21 de abril de 2014, durante evento na cidade de Franca, o governador Geraldo Alckmin anunciou que a Sabesp a partir de maio utilizará também 500 litros de água por segundo do Sistema Rio Grande para abastecer clientes antes atendidos pelo sistema Cantareira.[17] Também a partir de maio, clientes da Grande São Paulo que tiverem consumo acima da média dos 12 meses de 2013 terão que pagar multa de 30% na conta.[17]

A partir de 1 de maio, a Sabesp ampliou para mais 11 cidades o programa de desconto de 30% para quem consumir pelo menos 20% a menos do que a média de consumo de 2013, mas para estas cidades não está prevista multa caso haja aumento no consumo. As cidades são: Paulínia, Morungaba, Monte Mor, Hortolândia, Itatiba, Pinhalzinho, Bragança Paulista, Piracaia, Nazaré Paulista, Joanópolis e Vargem.[18]

Em 15 de maio de 2014, devido ao prolongado período de secas na região que abastece o Sistema Cantareira, seus reservatórios atingiram 8,2% de sua capacidade utilizável, o pior nível desde 1974, ano em que foi criado.[19]

Em 24 de outubro de 2014, o nível dos reservatórios do sistema Cantareira, incluindo a primeira cota da reserva técnica, atingiu 2,9% de sua capacidade. Neste dia a Sabesp incorporou a segunda cota da reserva técnica à medição do nível dos reservatórios do sistema Cantareira. Esta segunda cota possui um volume total de 105 bilhões de litros e adicionou 10,7 pontos percentuais ao nível medido.[20]

A atuação da Sabesp diante da crise hídrica de 2014 em São Paulo é criticada sob o argumento de que sua gestão dos Sistemas Cantareira e Alto Tietê está levando os reservatórios de água da cidade de São Paulo à exaustão.[21][22]

Nível do sistema Cantareira[editar | editar código-fonte]

Nível do Sistema Cantareira de Janeiro de 2014 até Abril de 2016:

Data Nível de Água Observações
6 de janeiro de 2014 Baixa 26,6%[23]
1 de fevereiro de 2014 Baixa 21,9%[24]
1 de março de 2014 Baixa 16,6%[25]
1 de abril de 2014 Baixa 13,4%[26]
1 de maio de 2014 Baixa 10,5%[27]
1 de junho de 2014 Aumento 24,8%[28] Incluindo a 1º cota de água do volume morto captada pela Sabesp em 16 de maio de 2014.[29]
1 de julho de 2014 Baixa 20,4%[30]
1 de agosto de 2014 Baixa 15,3%[31]
1 de setembro de 2014 Baixa 10,8%[32]
1 de outubro de 2014 Baixa 6,7%[33]
1 de novembro de 2014 Aumento 12,2%[34] Incluindo a 2º cota de água do volume morto captada pela Sabesp em 24 de outubro de 2014.[35]
1 de dezembro de 2014 Baixa 8,7%[36]
1 de janeiro de 2015 Baixa 7,2%[37]
1 de fevereiro de 2015 Baixa 5,0%[38]
1 de março de 2015 Aumento 11,6%[39] O nível do Sistema Cantareira foi elevado devido as fortes chuvas no mês de fevereiro no estado de São Paulo.[40]
1 de abril de 2015 Aumento 19,1%[41] O nível subiu devido as fortes chuvas do mês de março no estado de São Paulo, recuperando a segunda cota do volume morto.[42]
4 de maio de 2015 Baixa 19,7%[43] O nível do Sistema Cantareira foi elevado a 20% devido as chuvas que caíram sobre as represas na segunda quinzena do mês de abril, porém no início de maio as chuvas diminuíram a frequência e o nível voltou a cair, permanecendo com 19,7%.
1 de Junho de 2015 Baixa 19,2%[44] O nível do Sistema Cantareira declinou a 19,2% devido a falta de chuvas e a predominância da estação seca.
15 de Julho de 2015 Baixa 19,0%[44] Com a chegada da estiagem de inverno, o Sistema Cantareira perdeu uma razoável quantidade de seu volume.
1 de Agosto de 2015 Baixa 18,3%[44] Com a estação seca, o Sistema Cantareira perdeu boa parte de seu volume.
15 de Agosto de 2015 Baixa 16,8% [44] Com o avanço da estação seca e a forte incidência do fenômeno El Niño nesse segundo semestre, o Sistema Cantareira perdeu grande parte de seu volume.
1 de Setembro de 2015 Baixa 15,1% [44] Com a predominância da estação seca e a estiagem, o Sistema Cantareira perdeu parte do seu volume.
1 de Outubro de 2015 Aumento 16,1% [44] Com o início da estação das chuvas, o reservatório recebeu grande quantidade de chuvas sobre a região.
1 de Novembro de 2015 Baixa 15,8% [44]
1 de Dezembro de 2015 Aumento 19,3% [44] Com as chuvas de primavera, o Sistema Cantareira teve seu nível elevado.
1 de Janeiro de 2016 Aumento 29,8% [44] Com as constantes chuvas de verão, o Sistema Cantareira recuperou seus volumes negativos e passou a contabilizar seu nível em elevação no volume útil.
1 de Fevereiro de 2016 Aumento 45,5% [44] Mantendo sua elevação no volume útil devido às constantes chuvas de verão, o Sistema Cantareira já contabiliza 16% de seu volume útil, destacando que o volume útil teve início quando os níveis alcançaram 29% de sua capacidade para suprir as reservas do volume morto.
1 de Março de 2016 Aumento 53,2% [44] O Sistema Cantareira continuou em elevação devido às chuvas de verão, tendo assim 24% de seu volume útil e 29% das reservas do volume morto.
1 de Abril de 2016 Aumento 65,7% [44] O Sistema Cantareira permanece em constante elevação mesmo com o início do Outono e diminuição na frequência de chuvas.

Controvérsias e críticas à gestão[editar | editar código-fonte]

Em 20 de dezembro de 2014, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, anunciou que deixaria o respectivo cargo em 2015, em meio à crise hídrica no Estado de São Paulo, por conta de desgastes em sua relação com o governador Geraldo Alckmin motivados pela situação precária da água que o Estado e a Cidade de São Paulo enfrentam.

Outro fator que estremeceu ainda mais a relação foi a divulgação de um áudio onde Dilma Pena dizia ter recebido “orientação superior” que impediu a Sabesp de alertar a população sobre a necessidade de economizar água, durante uma reunião com executivos da companhia. O governo negou que tenha vedado alertas sobre a crise hídrica.

Em outro áudio, Dilma Pena chama de “teatrinho” a CPI da Sabesp na Câmara durante conversa com o vereador tucano Andrea Matarazzo [45]

Em janeiro de 2015, reportagem da Agência Pública revelou que, mesmo com uma determinação da Lei de Acesso à Informação (LAI), a Sabesp se recusava a tornarem públicos os contratos de Demanda Firme assinados pela companhia com cerca de 500 empresas para o fornecimento de altos volumes de água. Tais contratos privilegiam clientes que consomem acima de 500m³/mês e garantem que as empresas participantes consigam descontos que podem chegar a até 40% do valor pelo alto consumo de água, mesmo num período de escassez como o da crise hídrica[46].

Em fevereiro de 2015, reportagem do jornal espanhol El País, revelou a lista das 500 empresas privilegiadas. Na relação de instituições, com data de dezembro de 2014, há condomínios de luxo, bancos, hospitais, shoppings, igrejas, indústrias, supermercados, colégios, clubes de futebol, hotéis e entidades, como a Bolsa de Valores de São Paulo, a concessionária da linha 4 do Metrô de São Paulo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e a SPTrans. Num exemplo citado, o shopping Eldorado, consome por mês cerca de 20.000 m³, o mesmo que mais de 1.200 famílias de quatro membros juntas, considerando que cada indivíduo gasta 130 litros por dia[47][48].

Em agosto de 2015, após a realização de estudos, concluiu-se que grande parte da crise hídrica que a Região Metropolitana de São Paulo sofre desde Janeiro de 2014 poderia ter sido evitada se o Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin tivesse realizado medidas preventivas nesse âmbito, dessa forma, hoje a Grande São Paulo teria até 51% de água a mais do que se tem.[49]

Polêmicas sobre racionamento[editar | editar código-fonte]

Desde que a crise hídrica em São Paulo começou a atingir níveis mais preocupantes, ainda em 2014, moradores de vários bairros da capital paulista e da região metropolitana relataram a ocorrência de diversos períodos com a interrupção do fornecimento de água, em períodos do dia e especialmente à noite e de madrugada[50]. Do lado da empresa responsável pelo abastecimento e das autoridades, porém, tanto a Sabesp como o governador do Estado, Geraldo Alckmin, sempre insistiram que a falta de água não representava um racionamento, o que gerou a indignação da população afetada, que cobra um posicionamento mais claro dos responsáveis[51].

Em janeiro de 2015, o governador Alckmin admitiu pela primeira vez que São Paulo estava passando por um racionamento de água. Nas palavras do governador, o que estaria havendo era uma "restrição hídrica"[52]. O que a Sabesp e o governo do Estado chegaram a admitir de uma maneira mais clara é que há uma redução na pressão de água nas residências[53].

No fim de fevereiro de 2015, passado um ano do que a grande imprensa considerou como "racionamento", os transtornos eram cada vez mais visíveis entre a população. Conforme a estimativa do governo estadual, ao menos 200 mil viviam o problema de desabastecimento de uma maneira drástica. Segundo pesquisa do instituto Datafolha, 71% dos pesquisados afirmaram ter tido fornecimento de água interrompido[54].

Segundo dados da Kantar IBOPE Media, as campanhas do Governo de São Paulo pedindo que a população reduzisse o consumo de água atingiram 16 milhões de habitantes no primeiro semestre de 2015 - foi o equivalente a 82% da população, ou como se cada pessoa tivesse visto uma campanha de redução de consumo de água em média 17 vezes. Os paulistas viram quase tantas campanhas para reduzir o consumo de água quanto viram propagandas de produtos de barbear ou de depilar.[9]

Mudanças nos hábitos[editar | editar código-fonte]

Atendendo aos pedidos do governo e lidando com a falta de água nas torneiras, 77,5% dos brasileiros passaram a ajustar o consumo de água e 70% passaram a tomar banhos mais curtos. Entre 2014 e 2015, a proporção de banhos de até 5 minutos chegou a responder por 38% da média de tempo gasto com chuveiradas. A frequência dos banhos também foi afetada. Antes da crise hídrica, os brasileiros tomavam em média 2 ou mais banhos por dia. Durante a crise, estavam tomando 13,8 banhos por semana, ou cerca de dois banhos a menos por semana. Entre os paulistanos, a média era ainda menor: 12,5 banhos por semana.[9]

Além de restringir os banhos, o brasileiro evitou o desperdício encontrado formas de reutilizar a água dentro de casa. Alguns hábitos de economia de água já se tornaram padrão: 83,4% dos brasileiros garantem que nunca deixam a torneira aberta enquanto escovam os dentes. Outra preocupação foi a de reduzir o consumo de energia elétrica. Como boa parte da energia do Brasil é gerada em hidrelétricas, a conta de luz também aumentou, o que fez com que muita gente passasse a prestar mais atenção no consumo das suas casas e condomínios. Durante a crise, 69,9% dos brasileiros disseram ter substituído as lâmpadas da sua casa por versões mais econômicas, como a lâmpada de LED, 52% alegaram redução no uso de eletrodomésticos e 51,2% tiraram aparelhos eletrônicos da tomada, para evitar o consumo de energia no modo stand-by.[9]

Mesmo não se vendo como principais responsáveis por resolver a crise da água, os brasileiros mudaram bastante seus hábitos depois da crise da água. Um monitoramento global da The Futures Company mostrou que 48% dos brasileiros declararam que levar um estilo de vida mais ambientalmente consciente era uma das suas prioridades, taxa maior do que a média global, de 45%. Além disso, 51% da população do Brasil declarou ter reduzido o consumo de recursos - como uso menos frequente de ar condicionado, apagar as luzes ou usar menos água -, taxa também maior que a média global, de 43%.[9]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sabesp - Sistema Cantareira
  2. «Nível da Cantareira cai a 16,4%, novo recorde negativo». Estadão. 28 de fevereiro de 2014. Consultado em 1 de março de 2014. 
  3. a b Maria Fernanda Ziegler (25 de janeiro de 2015). «Cinco razões (que não a falta de chuva) para explicar a crise hídrica em SP». iG. Consultado em 14 de março de 2015.. Cópia arquivada em 14 de março de 2015 
  4. Gazeta do Povo (23 de janeiro de 2015). «Sudeste vive a pior crise hídrica em 84 anos, afirma ministra». Consultado em 14 de março de 2015.. Cópia arquivada em 14 de março de 2015 
  5. Coutinho, Renato M.; Roberto A. Kraenkel, Paulo I. Prado (2015). «Catastrophic Regime Shift in Water Reservoirs and São Paulo Water Supply Crisis». PLoS ONE. 10 (9): e0138278. PMID 26372224. doi:10.1371/journal.pone.0138278 
  6. Lista das áreas metropolitanas por população, acessado em 2 de abril de 2009
  7. "Governo federal é cúmplice de estados na crise da água, dizem especialistas", IG, 5/2/2015
  8. "Racionamento não é culpa de São Pedro, diz ONU", Folha de S. Paulo, 9/9/2014
  9. a b c d e Jacqueline Lafloufa (24 de março de 2016). «Como a crise hídrica mudou o comportamento dos brasileiros». Kantar. Consultado em 19 de julho de 2016. 
  10. «Alckmin diz que vai remanejar água para evitar racionamento na Grande SP». Estadão. 6 de março de 2014. Consultado em 7 de março de 2014. 
  11. Maior crise hídrica de SP expõe lentidão do governo e sistema frágil. 22 de Março de 2014
  12. Má gestão leva à pior crise de água em SP. Governo paulista ignorou relátorios sobre crise e superexploração de sistema que abastece Grande SP e interior. Por Rafael Zanvettor. Caros Amigos, 19 Março 2014.
  13. «Sabesp anuncia desconto para quem economizar água em SP». G1. 1 de fevereiro de 2014. Consultado em 1 de fevereiro de 2014. 
  14. «Sabesp começa obras para captar volume morto de reservatório». G1. 17 de março de 2014. Consultado em 18 de março de 2014. 
  15. «Alckmin pede para usar água do Paraíba do Sul no Cantareira». G1. 19 de março de 2014. Consultado em 19 de março de 2014. 
  16. «Nível do Sistema Cantareira cai para 13,4%». G1. 31 de março de 2014. Consultado em 31 de março de 2014. 
  17. a b Fabio Leite e Rene Moreira (21 de abril de 2014). «Alckmin anuncia 'reforço' ao Cantareira e confirma multa por desperdício». Estadão. Consultado em 22 de abril de 2014. 
  18. «Sabesp amplia desconto em conta para 6 cidades da região de Campinas». G1. 1 de maio de 2014. Consultado em 1 de maio de 2014. 
  19. «Nível do Sistema Cantareira cai novamente e chega a 8,2%». G1. 15 de maio de 2014. Consultado em 15 de maio de 2014. 
  20. «Sabesp incorpora 2º volume morto à medição mas não inicia captação». G1. 24 de outubro de 2014. Consultado em 24 de outubro de 2014. 
  21. «Volume do sistema Alto Tietê cai para 7% em SP». UOL. 29 de outubro de 2014. Consultado em 29 de outubro de 2014. 
  22. «Alto Tietê chega a 8,2% e iguala nível de uso do volume morto no Cantareira». G1. 23 de outubro de 2014. Consultado em 23 de outubro de 2014. 
  23. http://www.metrojornal.com.br/nacional/foco/nivel-do-reservatorio-da-cantareira-chega-a-266-54467
  24. http://jornaldepiracicaba.com.br/capa/default.asp?p=viewnot&cat=viewnot&idnot=215186
  25. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/03/nivel-do-sistema-cantareira-volta-subir-apos-quedas-consecutivas.html
  26. http://noticias.r7.com/sao-paulo/apos-quedas-diarias-nivel-do-sistema-cantareira-estabiliza-em-134-01042014
  27. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/nivel-de-agua-do-sistema-cantareira-chega-105.html
  28. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/06/nivel-de-agua-do-sistema-cantareira-volta-cair-neste-domingo.html
  29. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/com-agua-do-volume-morto-nivel-do-sistema-cantareira-chega-267.html
  30. http://www.portaldepaulinia.com.br/brasil/economia/27958-nivel-de-agua-armazenada-no-sistema-cantareira-cai-novamente.html
  31. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/08/cantareira-recebe-57-da-chuva-esperada-em-sete-meses.html
  32. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/09/cantareira-chega-ao-100-dia-de-queda-mesmo-com-chuva-no-domingo.html
  33. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cantareira-segue-em-queda-e-chega-a-67-diz-sabesp
  34. http://oglobo.globo.com/brasil/nivel-de-agua-do-sistema-cantareira-cai-apesar-da-chuva-14441123
  35. http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/cantareira-chega-a-13-6-com-segunda-cota-do-volume-morto
  36. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/12/novembro-termina-com-cantareira-em-queda-e-chuva-abaixo-da-media.html
  37. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/01/sistema-cantareira-inicia-2015-com-nivel-dos-reservatorios-estavel.html
  38. http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/nivel-do-sistema-cantareira-cai-apos-seis-dias-estavel
  39. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/03/nivel-do-cantareira-mantem-elevacao-no-comeco-de-marco-diz-sabesp.html
  40. http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/02/nivel-do-sistema-cantareira-volta-subir-e-chega-106.html
  41. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/04/nivel-do-sistema-cantareira-e-o-unico-subir-nesta-quarta-feira.html
  42. http://oglobo.globo.com/rio/sistema-cantareira-recupera-2-cota-de-volume-morto-15422345
  43. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/05/sem-chuvas-sistema-cantareira-cai-pela-2-vez-no-mes-de-maio.html
  44. a b c d e f g h i j k l http://www2.sabesp.com.br/mananciais/BalancoHEq.aspx
  45. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/12/presidente-da-sabesp-deixa-cargo-em-2015-apos-enfrentar-crise-hidrica.html
  46. "Sabesp se nega a publicar contratos de empresas que mais consomem água", Agência Pública, 20/1/2015
  47. "Em plena crise hídrica, Sabesp ainda premia grandes consumidores", El País, 12/2/2015
  48. "Contratos Firmados a partir de junho de 2010", El País, 12/2/2015
  49. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/08/1675464-grande-sp-teria-51-mais-agua-se-gestao-alckmin-tivesse-agido-antes.shtml
  50. "Moradores reclamam de falta d'água e pedem 'racionamento oficial' em SP", G1, 15/10/2014
  51. "Governo nega racionamento, mas moradores reclamam de falta d'água", G1, 14/3/2014
  52. "Alckmin admite pela primeira vez que SP passa por racionamento de água", G1, 14/1/2015
  53. "Sabesp vai reduzir a pressão de água e prevê sofrimento em SP", O Estado de S.Paulo, 9/1/2015
  54. "Racionamento em SP faz 1 ano e amplia transtornos", Folha de S.Paulo, 28/2/2015

Ligações externas[editar | editar código-fonte]