Garibaldi

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Garibaldi
  Município do Brasil  
Garibaldi rs.jpg
Símbolos
Bandeira de Garibaldi
Bandeira
Brasão de armas de Garibaldi
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Apelido(s) "Capital do espumante"
Gentílico garibaldense
Localização
Localização de Garibaldi no Rio Grande do Sul
Localização de Garibaldi no Rio Grande do Sul
Garibaldi está localizado em: Brasil
Garibaldi
Localização de Garibaldi no Brasil
Mapa de Garibaldi
Coordenadas 29° 15' 21" S 51° 32' 02" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Região metropolitana Serra Gaúcha
Municípios limítrofes Santa Tereza, Coronel Pilar, Carlos Barbosa, Bento Gonçalves e Farroupilha
Distância até a capital 109 km
História
Fundação 31 de outubro de 1900 (119 anos)
Administração
Prefeito(a) Antônio Cettolin (PMDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 167,697 km²
População total (estimativa IBGE/2019[2]) 35 070 hab.
Densidade 209,13 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude 617 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 95720-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,786 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 826 559,849 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 27 401,29
http://www.garibaldi.rs.gov.br/ (Prefeitura)
http://www.camaragaribaldi.rs.gov.br/ (Câmara)

Garibaldi é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Localiza-se a uma latitude 29º15'22" sul e a uma longitude 51º32'01" oeste, estando a uma altitude de 617 metros. Sua população foi estimada em 35 070[2] habitantes, conforme dados do IBGE de 2019.

História[editar | editar código-fonte]

Planta da Colônia Conde d"Eu. Na área escura, a sede urbana da colônia.

Antes da colonização europeia da região, a atual região ocupada pelo município era território habitados pelas etnias indígenas dos caingangues e guaranis.

Garibaldi guarda, em sua arquitetura antiga, nas igrejas que representam o centro dos povoados, nos capitéis de beira de estradas do interior, pedaços de história de sua origem e de seu povoamento. Privilegiada em belezas naturais, localiza-se na região denominada Encosta Superior do Nordeste, no Rio Grande do Sul.

Surge, em 1870, a Colônia Conde d'Eu, em homenagem ao genro do imperador, casado com a Princesa Isabel.

Na segunda metade do século XIX, os imigrantes chegavam ao Rio de Janeiro e eram confinados na Ilha das Flores, e seguiam viagem ao Sul em vapores de precárias condições. Chegando em Porto Alegre, eram encaminhados para alojamentos superlotados, seguindo em barcos até Montenegro. Para chegar em Conde d'Eu, a viagem poderia durar até três dias por uma estrada que muitas vezes não permitia a passagem das carroças, fazendo com que as pessoas tivessem de carregar suas bagagens, utensílios e alimentos nas costas por longos trechos.

Entre julho e agosto de 1870, chegaram cerca de 15 famílias prussianas (alemãs), que aqui encontraram alguns portugueses e índios kaingangs. Estes imigrantes recebiam do governo ajuda para construir sua casa e ferramentas para iniciar a lavoura. Viviam da troca de víveres e tarefas diversas, sendo que o trabalho em construção de estradas era remunerado pelo governo, porém o pagamento demorava muito a chegar aos trabalhadores.

Em 1874, com a abertura duma picada em Figueira de Mello, houve um aumento do fluxo de imigrantes. E iniciou a vinda dos imigrantes italianos, provenientes em sua maioria do Norte da Itália.

Os colonos tiveram que mover guerra contra as feras e animais selvagens: suçuaranas, onças, antas, graxains, cobras peçonhentas, entre outras. Fizeram a derrubada das matas, construíram suas casas primeiramente em madeira e depois em alvenaria; organizaram ricas e amplas lavouras de trigo, milho, cevada e aveia, além da videira.

Procuravam se agrupar nas práticas religiosas, erguendo capelas, onde se encontravam para rezar, conviver, celebrar e esquecer da saudade da pátria longínqua.

Com o progresso da colônia, começou o processo de emancipação. Em 12 de abril de 1884, a Colônia Conde d'Eu foi elevada à categoria de freguesia (Freguesia de São Pedro). Em 31 de outubro de 1900, a freguesia se emancipou e foi batizada com o nome de Garibaldi, em homenagem ao herói farroupilha Giuseppe Garibaldi.

Considera-se a enorme importância no desenvolvimento e história de Garibaldi a chegada das famílias sírias: Koff, Nehme, Mereb, Lahude e Nejar, que desenvolveram o centro desta cidade com suas grandes casas comerciais.

O tropeirismo também teve importância fundamental no desenvolvimento de Garibaldi, pois uma das principais rotas birivas do Rio Grande do Sul foi a Estrada Buarque de Macedo, que ligava Lagoa Vermelha a Montenegro. Grandes casas comerciais e hotéis se desenvolveram ao largo desta estrada, com paradouro também para os animais, bem como a criação da alfândega (que denomina, hoje, o bairro onde estava localizada), onde eram fiscalizados as tropas ou os produtos comercializados. Muitos tropeiros já eram recebidos aqui como membros da família, e se habituaram ao modo de vida dos colonos, acabando por fazer de Garibaldi não só seu ponto de passagem, mas também sua moradia, como Manoel da Silva, Hermenegildo Bento de Almeida Mascarenhas, Manuel Carlos de Mello, Tertuliano Varella, Silvério Araújo, e Custódio Nunes.

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua colonização foi feita por uma mistura de etnias europeias, mas, apesar da diversificação, a cultura italiana predomina. É a "terra do espumante". As vinícolas são as maiores atrações: 80% do espumante e 60% do vinho nacional são fabricadas na região de Garibaldi e Bento Gonçalves. Vinícolas como "Peterlongo" (pioneira na fabricação de "champanhe" no Brasil, hoje é a única empresa existente no país a poder utilizar em seus rótulos essa expressão) "Chandon", "Cooperativa Vinícola Garibaldi", dentre outras, permitem a visitação e degustação.

Contrastando com a sofisticação do espumante, Garibaldi é o maior produtor de frango do Rio Grande do Sul e segundo do Brasil.

Existem prédios históricos como o antigo prédio da Biblioteca Pública, à Rua Buarque de Macedo, que é a parte mais antiga da cidade, assim como a Piccola Garibaldi (traduzido do italiano, "Pequena Garibaldi") - réplica da cidade no início do século XX. Para gastar o excesso de espumante, pode se fazer passeios de jipe entre parreiras e mata nativa.

Cidade-irmã[editar | editar código-fonte]

Garibaldi é geminada com a cidade de:

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2019 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2019. Consultado em 4 de setembro de 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de outubro de 2010 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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