Luíz Gastão de Orléans e Bragança

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Dom Luiz
Imperador Titular do Brasil
Príncipe de Orleães e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
Período 5 de Julho de 1981 - presente
Antecessor(a) Dom Pedro Henrique
Príncipe Imperial do Brasil
Período 6 de Junho de 1938 - 5 de Julho de 1981
Antecessor(a) Dona Pia Maria
Sucessor Dom Bertrand
 
Casa Orleães e Bragança
Dinastia Vassouras
Nome completo
Luiz Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach
Nascimento 6 de junho de 1938 (80 anos)
  Mandelieu,  França
Pai Pedro Henrique de Orléans e Bragança
Mãe Maria Isabel da Baviera
Religião Catolicismo

Luiz Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach (Mandelieu, 6 de junho de 1938), príncipe de Orléans e Bragança, é o chefe da Casa Imperial do Brasil[1] e seria, portanto, de jure, o Imperador do Brasil.

Se fosse imperador, estaria reinando como Sua Majestade Imperial, Dom Luiz I, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

Foi o suposto príncipe imperial do Brasil, ou seja, herdeiro presuntivo de seu pai, Pedro Henrique de Orléans e Bragança,[1] de quem é primogênito, de 1938 até 5 de julho de 1981. Sua mãe é a Dona Maria Isabel da Baviera,[1] nascida princesa do Reino da Baviera. Dom Luiz ainda é neto de Luiz de Orléans e Bragança, bisneto de Luís III, o último rei da Baviera, da princesa Isabel, regente do Brasil,[2] e de seu esposo, Gastão de Orléans, o conde d'Eu, trineto de Pedro II, o segundo e último imperador do Brasil, e tetraneto em linha reta masculina de Luís Filipe I, rei da França.

É formado em química pela Universidade de Munique.[1]

Família imperial brasileira
Ramo de Vassouras
COA Dinasty Orleães-Bragança.svg

Origens[editar | editar código-fonte]

Luiz é o mais velho dos doze filhos do príncipe Pedro Henrique de Orléans e Bragança (19091981), chefe da casa imperial brasileira entre 1921 e 1981, e, portanto, de jure, imperador do Brasil por esse período, e da princesa Maria Isabel da Baviera (1914-2011), neta de Luiz III da Baviera (18451921), último rei da Baviera. D. Maria Isabel teria sido, de jure, imperatriz do Brasil.

Batizado na capela do Mas-Saint-Louis,[1] casa de campo pertencente a sua avó, D. Maria Pia de Bourbon (18781973), princesa das Duas Sicílias, tendo sido ela sua madrinha e, como seu padrinho, o tio materno Luiz, príncipe da Baviera (1913-2008). Foi seu padrinho de crisma, o jurista e professor universitário, Alcebíades Delamare Nogueira da Gama.

Com a morte do pai, em 1981, tornou-se o chefe da casa imperial e, portanto, de jure, o imperador do Brasil.

Formação[editar | editar código-fonte]

Luiz viu o Brasil pela primeira vez em 1945, após o término da Segunda Guerra Mundial, quando se estabeleceu definitivamente neste país, no Rio de Janeiro, depois no Paraná e finalmente em São Paulo, onde reside atualmente. Estudou em colégios tradicionais – como o carioca Colégio Santo Inácio, dos jesuítas – e mais tarde partiu para Paris, onde aperfeiçoou seu aprendizado de línguas. Fala fluentemente o português, o francês e o alemão e compreende o espanhol, o italiano e o inglês. Graduou-se em Química na Universidade de Munique, cursada de 1962 a 1967.[1]

Atuação[editar | editar código-fonte]

Desde sua ascensão à chefia da casa imperial, dedica todo o seu tempo às questões brasileiras, embora de forma discreta. Visita, com seus irmãos Bertrand de Orléans e Bragança[1] e Antônio João de Orléans e Bragança, as cidades brasileiras, onde é recebido com homenagens. Cidadão benemérito e honorário de quase todas as capitais, membro honorário de numerosas instituições culturais e históricas, possuindo condecorações, tais como: grão-mestre das Imperiais Ordens do Cruzeiro, de Pedro I, da Rosa, de Cristo, de São Bento e de Santiago, e ainda bailio grã-cruz da Ordem Constantiniana de São Jorge e da Casa Real das Duas Sicílias,[1] hoje inexistentes senão a título privado.

Polêmicas e contestações[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Questão dinástica brasileira

A chamada questão dinástica brasileira ganhou corpo quando Luiz Gastão deveria assumir a chefia da casa imperial, após a morte do pai. O príncipe é membro da TFP — Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, organização conservadora católica que defende ideologias políticas de direita. Muitos monarquistas passaram a questionar a conveniência de se ter como imperador de jure quem pertence a tal instituição. A determinada altura, entre monarquistas, nasceu a ideia de que Luiz Gastão deveria abrir mão de seus direitos em favor de seu irmão D. Antônio, terceiro na linha sucessória, pois o segundo, D.Bertrand, é também atuante na TFP. Houve encontros entre porta-vozes dos dois ramos (Petrópolis e Vassouras) e momentos em que a aceitação do nome de Antônio tornou-se pacífica. Antônio, todavia, optou por não assumir o posto de herdeiro-aparente do irmão mais velho por tais meios.

Além de suas filiações políticas, outro fato que compromete a aceitação plena de Luiz como o legítimo herdeiro do trono brasileiro é a contestação, por alguns, do instrumento de renúncia de Pedro de Alcântara, em 1908, o que permitiu que a precedência fosse passada ao ramo de Vassouras. Para essas pessoas, este nunca deixou de ser o príncipe imperial do Brasil, opinião que vai contra a própria postura de D. Pedro de Alcântara ao longo de sua vida. Depois dele, seu filho Pedro de Alcântara Gastão de Orléans e Bragança e, mais recentemente, o neto Pedro Carlos seriam os legítimos sucessores na chefia da casa imperial. Essa hipótese, no entanto, foi mais ferrenhamente defendida por Pedro Gastão, que nunca aceitou a renúncia do pai, acirrando suas pretensões após a morte deste e do primo Pedro Henrique, pai de Luiz Gastão. Quanto ao filho de Pedro Gastão, Pedro Carlos, torna-se inviável às pretensões por desrespeitar regra básica das tradições da casa imperial brasileira para com seus membros da linha sucessória – a contração de matrimônio apenas com dinastas.

Herdeiros[editar | editar código-fonte]

Solteiro, herdou seus direitos ao trono seu irmão Bertrand de Orléans e Bragança, terceiro varão de Pedro Henrique de Orléans e Bragança, pois o segundo, Eudes, renunciou aos direitos dinásticos. Como Bertrand não teve filhos, a sucessão, de jure, ao trono brasileiro, caso Bertrand assumisse a chefia a casa imperial brasileira, passaria a pertencer a Antônio João, sexto varão, pois os quarto e quinto varões, Pedro de Alcântara Henrique e Fernando Diniz, também renunciaram a seus direitos, depois de Antônio João, herda os direitos Rafael Antônio, seu filho, visto que Pedro Luiz, o filho mais velho, morreu em decorrência da queda do voo Air France 447, depois herda os direitos monárquicos Maria Gabriela, irmã mais nova de Rafael e quinta na linha de sucessão ao trono brasileiro.

Após os varões, e da descendência de Antônio João, segue Isabel Maria, pois as gêmeas Maria Teresa e Maria Gabriela também renunciaram aos seus direitos e títulos brasileiros. Eleonora, embora tenha se casado com um chefe de outra casa dinástica, Miguel de Ligne, príncipe de Ligne, manteve seu status de dinasta.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Casa de Orléans e Bragança
Nascimento: 6 de junho de 1938
Precedido por
Pedro Henrique de Orléans e Bragança
COA Dinasty Orleães-Bragança.svg
Chefe da Casa Imperial Brasileira
1981
Sucedido por
Precedido por
Pia Maria Raniera de Orléans e Bragança
COA Imperial Prince of Brazil.svg
Príncipe Imperial do Brasil
19381981
Sucedido por
Bertrand de Orléans e Bragança