Nova Matriz Econômica

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Guido Mantega, Ministro da Fazenda do governo Dilma de 2006 até 2015, durante coletiva à imprensa em 2014. Em julho de 2012, Mantega assumiu pela primeira vez que o governo Dilma praticava uma nova "matriz macroeconômica".[1]

A Nova Matriz Econômica (NME), ou Nova Matriz Macroeconômica, foi um conjunto de medidas adotadas a partir de 2011 no início do governo Dilma Rousseff, com base em políticas de forte intervenção governamental na economia. Tais medidas combinaram política monetária com a redução da taxa de juros e política fiscal com dirigismo no investimento, elevação de gastos, concessões de subsídios e intervenção em preços.[2] A NME é apontada como uma das causas da crise econômica de 2014.

A NME consistiu também no abandono do tripé macroeconômico adotado no Governo Fernando Henrique Cardoso.[3]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O termo "Nova Matriz Econômica" foi cunhado em dezembro de 2012 pelo então Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, em entrevista ao jornal Valor Econômico. Holland atribuiu o baixo crescimento da economia no ano de 2012 ao que ele chamou, originalmente, de "nova matriz macroeconômica".[4][5]

Anteriormente, de 2006 a 2010, o Estado havia sido determinante na expansão do mercado interno através do incentivo ao consumo, com aumento do salário mínimo, transferência de renda, entre outras medidas. Portanto, ao final do governo Lula, crescia entre empresários a visão de que essa estratégia seria insustentável. A NME, adotada no início do governo Dilma, foi um conjunto de medidas para beneficiar o setor industrial, visando a redução dos custos das empresas nacionais e o aumento da competitividade diante da concorrência estrangeira. Dilma, formada em economia por uma escola de tradição industrialista, concorda com as demandas. Porém, o maior dinamismo na indústria não veio.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Mantega indica novo modelo econômico - Economia - Estadão». webcache.googleusercontent.com. 5 de julho de 2012. Consultado em 7 de junho de 2019 
  2. de Holanda Barbosa Filho, Fernando (2017). «A crise econômica de 2014/2017». SciELO 
  3. Nicolau, Luis Fernando Rodrigues (2015). «Contradições da nova matriz econômica do governo Dilma: porque a redução de juros não estimulou a taxa de investimento?». dspace.insper.edu.br 
  4. «País mudou sua matriz econômica, diz Holland». Valor. 17 de dezembro de 2012 
  5. a b Carvalho, Laura (8 de maio de 2018). Valsa brasileira: Do boom ao caos econômico. [S.l.]: Editora Todavia S.A. 193 páginas. ISBN 9788593828638 
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