Poxoréu

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Município de Poxoréu
Vista parcial de Poxoréu

Vista parcial de Poxoréu
Bandeira de Poxoréu
Brasão de Poxoréu
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 26 de outubro de 1938 (78 anos)
Gentílico poxorense ou poxoreano. alguns usam o termo poxoreense.
Prefeito(a) Nelson Paim (PDT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Poxoréu
Localização de Poxoréu no Mato Grosso
Poxoréu está localizado em: Brasil
Poxoréu
Localização de Poxoréu no Brasil
15° 50' 13" S 54° 23' 20" O15° 50' 13" S 54° 23' 20" O
Unidade federativa  Mato Grosso
Mesorregião Sudeste Mato-Grossense IBGE/2008[1]
Microrregião Tesouro IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Primavera do Leste, Novo São Joaquim, General Carneiro, Tesouro, Guiratinga, São José do Povo, Rondonópolis, Juscimeira, Jaciara, Dom Aquino, Campo Verde e Santo Antônio do Leste
Distância até a capital 240 km
Características geográficas
Área 6 923,227 km² [2]
População 17,232 hab. Censo IBGE/2012[3]
Densidade 0 hab./km²
Altitude 360 m
Clima O clima do Município é tropical quente e sub-úmido.
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,743 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 274 680,770 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 15 272,77 IBGE/2008[5]
Página oficial

Poxoréu é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a uma latitude 15º50'14" sul e a uma longitude 54º23'21" oeste, estando a uma altitude de 360 metros.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento do município de Poxoréu teve início em junho de 1924, quando se deu a descoberta das primeiras gemas diamantíferas na região. João Ayrenas Teixeira, acompanhado de mais seis garimpeiros, organizara uma expedição à terra dos índios bororos, localizadas nas adjacências do paralelo 16. Seu objetivo era encontrar ouro ou pedras preciosas. No dia 24 de junho eles chegam às margens de um córrego, onde realizam as primeiras prospecções, encontrando sete xibius. Em razão desse fato, e por serem eles sete companheiros, deram o nome àquele riacho de Sete. Nos dias seguintes eles continuaram com as prospecções, encontrando pedras maiores e reconhecendo a riqueza das jazidas descobertas.

A notícia se espalhou rapidamente. E, logo afluíram para a região grandes levas de garimpeiros, ao ponto de um jornal da capital relatar a existência no povoado de São Pedro, como ficou conhecida a aglomeração, de três mil pessoas.

São Pedro teve os seus dias de glória mas, em função das novas descobertas, não conseguiu manter seu status quo. Michael Baxter em seu livro Garimpeiros de Poxoréu, ao falar sobre o processo de ocupação da região, enumera que em novembro de 1924, e em janeiro de 1925, são descobertas as jazidas de Todos os Santos e de Rio das Pombas, respectivamente. E em julho de 1926 foram descobertos os "depósitos de vale e terraço" localizados no sopé do Morro da Mesa. Essas últimas descobertas atraíram os garimpeiros para Morro da Mesa, em função de sua grande riqueza. E, ali iniciou-se uma pequena povoação, a qual ficou inicialmente conhecida como Morro da Mesa.

Um incêndio ocorrido em outubro de 1927 destruiu mais da metade das edificações de São Pedro, bem como as esperanças de crescimento daquela comunidade, e assegurando a ascendência de Morro da Mesa, doravante conhecida como Poxoréu, o mesmo nome de um dos rios que banha a povoação e que, a partir daí, passa a ser o centro das atenções.

Em 1932 Poxoréu é elevado a distrito de paz, dentro do município de Cuiabá. Baxter, em seu Garimpeiros de Poxoréu, cita que "desde o começo havia crianças na corrutela, e em agosto de 1927, uma escola primária foi estabelecida". Tratava-se da Escola Particular Presidente Dr. Mário Corrêa da Costa, criada pela Decreto Presidencial nº. 776, de 24 de agosto de 1927.

Em 26 de outubro de 1938, pelo Decreto nº. 206, foi criado o município de Poxoréu, o qual foi, oficialmente, instalado em 1 de janeiro de 1939, tendo como primeiro administrador o interventor Luiz Coelho de Campos, nomeado pelo interventor estadual Cel. Júlio Müller.

Geografia[editar | editar código-fonte]

População[editar | editar código-fonte]

A população de Poxoréu passa por um processo de reformulação desde 1991, quando as jazidas diamantíferas começaram a mostrar sinais evidentes de esgotamento. Até então, seu território era ocupado geograficamente por dois grupos populacionais distintos, os agropecuaristas e os garimpeiros de diamante.

A caracterização desses segmentos populacionais é totalmente adversa. Enquanto os agropecuaristas são por natureza sedentários, estabelecendo raízes e fixando as suas fazendas, os garimpeiros são mais nômades, constituindo-se numa população flutuante, a qual está sempre em busca de regiões onde o mineral é mais abundante e com extração facilitada.

Limites[editar | editar código-fonte]

Poxoréu limita-se com os municípios de Primavera do Leste, Novo São Joaquim, General Carneiro, Tesouro, Guiratinga, São José do Povo, Rondonópolis, Juscimeira, Jaciara, Dom Aquino e Campo Verde e Santo Antônio do Leste.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Os testemunhos geológicos indicam a origem do município nas coberturas não dobradas do fanerozóico, sub-bacia ocidental da Bacia do Paraná.

O município situa-se na depressão denominada Rio Paraguai, calha do rio São Lourenço.

Apresenta em seu relevo as serras Grande, Saudade e Paraíso. Notadamente, aparecem os morros da Mesa e Dois Irmãos, que se encontram próximo à cidade, servindo o primeiro como cartão-postal de Poxoréu.

O relevo geral do município se enquadra no planalto dos Alcantilados, planalto dissecado, com elevação média de 700 metros acima do nível do mar, elevando-se de leste para oeste. A cidade de Poxoréu eleva-se a 450 metros acima do nível do mar, próxima da borda noroeste do planalto.

De um modo geral o relevo de Poxoréu está dividido em:

  • Montanhoso - 10%
  • Ondulado - 30%
  • Plano - 60%

O relevo montanhoso é formado por rochas avermelhadas na maioria, com presença de árvores e gramíneas.

Já o relevo ondulado ocupa a maioria das terras férteis (matas) onde se cultiva arroz, milho e feijão (lavouras de subsistência) e formação de pastagens.

E, no relevo plano encontram-se os cerrados e campos, onde a agricultura moto-mecanizada tem sua atuação com solos de boa qualidade.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Aproximadamente 60% da área do município é coberta de cerrado, com vegetação média - fraca, com presença de gramíneas. Existem também os campos naturais, onde predomina a pecuária de corte, com maior aproveitamento na época da rebrota.

A mata está localizada nas terras férteis, da região ondulada e nas furnas, onde são encontradas madeira de lei, como jatobá, ipê, aroeira e outras. Nessas áreas ainda são realizadas as lavouras de toco (arroz, milho, feijão) e, lavouras semi-mecanizadas de subsistência, bem como as pastagens artificial de Colonião, Jaraguá e Brachiaria.

Solos[editar | editar código-fonte]

O solo da região apresenta muita variação, tanto na qualidade física quanto na química. Os tipos mais comuns são: latossolo vermelho amarelo, latossolo vermelho escuro e as areais quartzosas vermelho amarelas. A maior parte dos solos da região apresenta de média e baixa fertilidade, mas com uma boa correção e adubação atinge boa produção.

Classificam-se os solos assim:

  • Parte alta - Terras planas próximas às terras de Primavera do Leste - onde se cultiva arroz, soja e milho (moto - mecanização) região de cerrado.
  • Parte baixa - Terras onduladas e montanhosas onde se cultiva: arroz, milho feijão, mandioca e pastagens (lavouras de toco e semi-mecanizadas) região de matas, campos e cerrados arenosos.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os cursos d'água do município participam de duas grandes bacias hidrográficas: a do Tocantins e a do Prata. Entre essas duas bacias corre um divisor de águas opostas, ocorrendo quase um estrangulamento do divisor entre o córrego do sul denominado Águas Emendadas e o rio do norte denominado Sangradouro.

Entre as águas do norte, nomeia-se o próprio rio das Mortes, que faz divisa com os municípios de Novo São Joaquim e Primavera do Leste, tendo como tributários os rios Sangradouro e das Almas e o córrego Perdidos. Entre as águas do sul, nomeia-se o próprio formador do rio Vermelho, contribuinte do rio São Lourenço pela margem esquerda. Participam ainda da vertente sul os rios Peixe e Paraíso, os ribeirões Água Emendada, Coité, Dourado. Formando ainda o rio Vermelho, banham a cidade o rio Poxoréu e os ribeirões Areias e Bororó.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é tropical quente e sub-úmido. No Centro-Norte, o período da seca estende-se por quatro meses, de maio a agosto, enquanto que no Centro-Sul, o período da seca se reduz para três meses, de junho a agosto. A precipitação anual é de 1.750 mm, com intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro. A temperatura média anual é de 22 °C, sendo a maior máxima 38 °C e a menor mínima 0 °C.

Distâncias[editar | editar código-fonte]

Poxoréu dista da capital do estado, Cuiabá, cerca de 240 km, via Dom Aquino e 250 km, via BR-070 (1). Além disso, Poxoréu está distante de Primavera do Leste a 42 km, de Rondonópolis a 85 km e de Dom Aquino a 76 km.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município é rico em belezas naturais, com inúmeras cachoeiras, belos morros, rios, cavernas, parque arqueológico, dentre outros. Morro da Mesa é seu mais famoso ponto turístico, com 750 metros de altura o monte pode ser visto por quase toda sede da cidade de Poxoréu.

Feriados municipais

Seguindo orientações emanadas da Lei Federal nº. 9.093, de 12 de setembro de 1995, o município de Poxoréu estabeleceu, através da Lei Municipal nº. 666, de 25 de março de 1997, que são os feriados municipais as seguintes datas:

Cultura[editar | editar código-fonte]

Entidades[editar | editar código-fonte]

A Associação Partilhar, fundada em 2005, promove o intercambio cultural no município.[6]

A UPE (União Poxorense de Escritores) é uma entidade cultural que reúne os principais escritores do município de Poxoréu, tais como Izaias Resplandes de Sousa, Gaudêncio Filho Rosa de Amorim, João de Souza, Luís Carlos Ferreira, Joaquim Moreira, Kautuzum de Araújo Coutinho, Josélia Neves da Silva, Márcia Adriana Nunes de Oliveira Almeida, Enir Arge Conceição, Genivá Bezerra, Amorésio Sousa Silva, Garibaldi Toledo de Moraes e Zenaide Farias Pinto. Sua fundação teve a iniciativa do Prof. Izaias Resplandes de Sousa. Deu-se em 31 de março de 1988. Cada um de seus membros são qualificados estatutariamente como "Notável Upenino". Seu slogan é atuar "em defesa da arte e da cultura". Dentre suas publicações, merecem destaque o jornal O Upenino e a revista A Upenina, bem como os livros Poxoréo e o Garças, do upenino Jurandir da Crux Xavier; Poxoréo: Um olhar sobre os distritos, do upenino Gaudêncio Filho Rosa de Amorim; Raios Misturados, da upenina Zenaide Farias Pinto; Antologia Poética Upenina, obra coletiva dos upeninos, coordenada por Gaudêncio Amorim; Pegadas de Longe, do upenino Luiz Carlos Ferreira; No meio das pedras há diamantes, do upenino Joaquim Moreira.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Associação». Associação Partilhar. Consultado em 24 de abril de 2013 
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