Stripped (álbum de Christina Aguilera)

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Stripped
Álbum de estúdio de Christina Aguilera
Lançamento 26 de outubro de 2002 (2002-10-26)
Gravação 2001-02
Gênero(s)
Duração 77:34
Formato(s)
Gravadora(s) RCA
Produção
Cronologia de Christina Aguilera
My Kind of Christmas
(2000)
Justin & Christina
(2003)
Singles de Stripped
  1. "Dirrty"
    Lançamento: 14 de setembro de 2002 (2002-09-14)
  2. "Beautiful"
    Lançamento: 16 de novembro de 2002 (2002-11-16)
  3. "Fighter"
    Lançamento: 13 de março de 2003 (2003-03-13)
  4. "Can't Hold Us Down"
    Lançamento: 8 de julho de 2003 (2003-07-08)
  5. "The Voice Within"
    Lançamento: 26 de outubro de 2003 (2003-10-26)

Stripped é o quarto álbum de estúdio da artista musical estadunidense Christina Aguilera. O seu lançamento ocorreu em 29 de outubro de 2002 pela gravadora RCA Records. Após o término de todos os trabalhos de seu disco de estreia, Aguilera participou de uma regravação da canção "Lady Marmalade" para o filme Moulin Rouge! (2001), e diversos executivos disseram-lhe que ela deveria não seguir o mesmo caminho da faixa e ser mais "urbana", mas a cantora decidiu ir contra a corrente. Desta maneira, o disco difere-se bastante do teen pop presente na sua estreia, e vai em direção a uma sonoridade mais urbana e madura, sob o controle criativo da própria musicista. O produto pauta-se pelo gêneros pop e R&B, mas possui influências de estilos como soul, hip hop, rock, gospel e música latina. Adicionalmente, Aguilera escreveu a maior parte do trabalho, colaborando com autores como Scott Storch, Matt Morris e Linda Perry, resultando em letras com temas como respeito pessoal, feminismo e sexo. Segundo a própria estadunidense, é em Stripped que ela começa a mostrar sua verdadeira personalidade, sendo seu projeto mais "pessoal".

Após chegar às lojas, o álbum contou com uma recepção mista dos analistas profissionais; alguns afirmaram que não havia um foco musical na obra, e outros elogiaram a voz e a parte artística da cantora. Uns avaliaram negativamente a imagem e o caminho que seguiu em Stripped. Entre 2003 e 2004, devido ao sucesso e reconhecimento adquiridos pelo êxito comercial, Stripped foi indicado a várias premiações nas mais diversas categorias, acumulando ao todo, vinte nomeações musicais, com uma vitória no Grammy Award. O álbum obteve um grande destaque de vendas em seus primeiros meses de comercialização. Ele estreou na segunda posição da tabela musical de álbuns estadunidense, a Billboard 200, com vendas de 330 mil cópias em sua primeira semana. Ele também atingiu excelentes índices de vendas vários outros países do mundo, destacando-se em territórios como Alemanha, Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Suíça, sendo certificado como disco de ouro e platina em mais de dez regiões. Em 2015, sua distribuição comercial em todo mundo foi avaliada em mais de treze milhões de cópias.

De Stripped surgiram cinco singles oficiais. O primeiro single, "Dirrty", foi recebido com críticas mistas devido a sua sonoridade e seu vídeo musical com conotação sexual. Na principal parada musical norte-americana, a Billboard Hot 100, obteve um desempenho mediano, alcançando a 48.º posição, mas conquistou maior sucesso comercial em outras regiões. A segunda música de trabalho, "Beautiful", foi elogiada pela crítica musical e chegou ao cume das tabelas de cinco países. A faixa é considerada um hino da comunidade LGBT. O terceiro foco de promoção, "Fighter", apresenta uma letra emblemática e teve um desempenho regular, estabelecendo-se como uma das vinte obras mais vendidas da semana em seis locais. "Can't Hold Us Down" e "The Voice Within" tornaram-se respectivamente, os dois últimos singles lançados para divulgação do álbum; ambos de execução moderada em gráficos do mundo. Ainda como parte da promoção do álbum, foram realizadas duas turnês musicais: a primeira em parceria com o cantor Justin Timberlake e o seu álbum de estreia, Justified (2002); e a segunda em repertório solo da própria artista.

Antecedentes e gravação[editar | editar código-fonte]

Com o lançamento de seu álbum de estreia autointitulado, Aguilera conseguiu sucesso com canções como "Genie in a Bottle" e "What a Girl Wants"; além disso, a artista participou de uma regravação da música "Lady Marmalade", originalmente do grupo LaBelle, para o filme Moulin Rouge! (2001) em conjunto com Pink, Mýa e Lil' Kim, a qual recebeu um Grammy Award em 2002 na categoria Best Pop Collaboration with Vocals.[1] Contudo, a cantora considerou que ser um "fenômeno emergente [da música]" traria consigo opiniões distintas de diversas pessoas, que diriam-lhe o que fazer, o que vestir e outras normas sociais que um típico cantor de pop deveria "obedecer". Sendo assim, a artista achava que tornaria-se muito "chata e superficial", por não mostrar quem realmente é.[2] Da mesma forma, pensou que ter uma imagem conservadora era "muito chato". "Quando 'Lady Marmalade' foi lançada, muitos executivos disseram que eu não deveria fazer isso, ser tão urbana. [...] Gostem ou não, essa sou eu".[3] O desenvolvimento de Stripped começou com o objetivo de deixar para trás a imagem e o som antigos da intérprete para mostrar sua verdadeira personalidade; ela descreveu o disco como "seu bebê" e assegurou que seria "uma gravação completamente experimental e uma representação honesta de [si] mesma". Aguilera completou dizendo: "Não importa se venderá uma ou um milhão de cópias. Só quero ser quem sou".[4][5]

Produção[editar | editar código-fonte]

A nova imagem de Aguilera foi promovida com o seu novo alter ego chamado "X-tina".[6]

De acordo com a MTV, Aguilera começou a gravar Stripped em setembro de 2001, nos estúdios de Los Angeles.[7] A cantora declarou em diversas ocasiões que desejava um intervalo de tempo entre seu álbum de estreia e Stripped,[7] dizendo que não ia gravar um álbum a cada ano como as outras no ramo.[7]

O produtor mais creditado pela sua participação foi Scott Storch, que, de acordo com a revista Entertainment Weekly, "fazendo que algumas canções do material discográfico se reproduzissem de forma genial".[8] A produtora Linda Perry também foi creditada como uma das colaboradoras principais.[8] Quando Perry e Aguilera se conheceram nos estúdios de gravação, a segunda lhe falou que queria ouvi-lá cantar.[8] Em resposta, Perry começou um projeto chamado "Beautiful", que por sua vez, interpretou Aguilera e foi inclusa na obra.[8] Mais tarde, a cantora concluiu que nunca pensou "em transformar 'Beautiful' em um single".[8] Também, Aguilera falou a MTV sobre Perry e disse que ela ensinou "a descarregar toda as frustações que sinto, e de forma igual aprendi a calmar meu estresse, gritando e aceitando os meus erros",[9] acrescentando que:

A cantora Alicia Keys colaborou na produção de "Impossible".
Me ensinou que todas as imperfeições são boas e devem ser mantidas, porque vem diretamente do coração. Desse modo, as coisas se saem mais credíveis tendo a valentia de sair para o mundo real.
Christina Aguilera.[9]

Outro dos produtores foi Glen Ballard, que trabalhou com Aguilera no single "The Voice Within".[10] Quando foi entrevistado e falou dos trabalhos com a cantora, comentou: "Penso que é uma maravilhosa compositora. Já sabemos que é uma excelente cantora, mas acredito que é bom adicionar isto. Realmente é uma compositora incrível".[10]

Uma canção, titulada "Impossible", foi produzida pela cantora de rhythm and blues Alicia Keys.[11] O canal MTV noticiou que as artistas levaram muito tempo esperando um trabalho em grupo,,as Keys decidiu fazer uma reunião e lá se tomou a decisão final da colaboração.[11] Necessitou três sessões de gravaçãoes para produzi-lá, concluindo o trabalho nos estúdios Electric Lady de Nova York.[11]

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Conteúdo lírico[editar | editar código-fonte]

Linda Perry colaborou na composição de várias faixas, entre elas "I'm Ok".

O conteúdo lírico de Stripped se baseia em problemas familiares e no amadurecimento da cantora.[12] A primera canção consiste em uma introdução do álbum, onde Aguilera usa as mesmas palavras que usou na entrevista com a revista Rolling Stone, acrescentando:

Agora, gostaria de me apresentar... Perdão se te irrito... Aquí está, nada superficial, não quiero brilhar, no pretendo ser outra, só eu...
Letra de "Stripped Intro".[13]

O quarto single da obra, e cronologicamente o segundo tema, é de índole feminista.[4] Christina Aguilera a escreveu em resposta a uma canção depreciativa que pertence ao cantor americano de rap Eminem,[9] e um dos seus versos responde que:

Algumas canções, como "Can't Hold Us Down", são relacionadas ao feminismo.
Quando uma mulher atira de volta, de repente o grande falador não sabe como agir, então ele faz o que qualquer garotinho faria, inventando um ou dois falsos boatos.... Isto com certeza não é um homem pra mim, difamando nomes por popularidade... É triste que você só consiga fama através de polêmicas...
Letra de "Can't Hold Us Down".[13]

As canções "Walk Away", "Infatuation" e "Underappreciated", são dedicadas a sí mesma e falam da relação de sentimental que teve com o bailarino Jorge Santos, que aparece nos vídeos musicais dos singles "Dirrty" e "Genie in a Bottle".[13] Na primeira fala que se sente perdida, angustiada e fora de controle.[13] Na segunda de como se sentia quando tinha uma relação com ele.[9] E na terceira coloca um fim na relação, mas argumenta que se sente "desprezada".[9]

Uma canção, titulada "I'm Ok", fala sobre seus desastres emocionais em sua infância. Menciona frases de seu pai e as lembranças do pânico que sentia em sua vida precoce com ele.[9][14] Como ela mesma declarou, gravou a canção para "ajudar no processo de recuperação emocional e dar-lhe uma voz de folego as pessoass que estão na mesma situação".[9] A produtora da canção, Linda Perry, afirmou que as gravações foram várias vezes interrompidas porque Aguilera chorava quando a interpretava.[15]

A canção "Impossible", que conta com a colaboração musical e vocal de Alicia Keys, começou com uma conversa que as cantoras tiveram para tratar da composição e interpretação da faixa.[9][11][13] Keys diz a Aguilera que canta algo e ela contesta que necessita buscar em sua mente algo para falar.[13] Finalmente, os coros do tema ("it's impossible") são interpretados por Keys.[11] Toda a canção trata de amor, fazendo eixo a ideia "é impossível te amar se não me demonstra que me amas".[13]

Melodias e instrumentação[editar | editar código-fonte]

O álbum se caracteriza por ter várias canções que estão compostas no compasso de 4/4 e na tonalidade de sol maior. Os exemplos mais notáveis são "Make Over",[16] "Walk Away"[17] e "The Voice Within".[18] Outras canções, como "Infatuation", "Loving Me 4 Me" e "Dirrty", estão compostas na tonalidade de sol menor.[19] Alguns temas, entre eles "Underappreciated", "Keep On Singin' My Song" e "Get Mine, Get Yours", manipulam tonalidades diferentes, como fá maior, lá maior e mi maior.[20]

Os instrumentos que dão suporte a melodia são o baixo, teclado electrónico, guitarra, violino e a viola.[21] várias canções de estilo balada incluem som de orquestras e coros.[12] Outras faixas incorporam teclados eletrônicos,[21] manipulados por misturas de sons patentes.[21] Alguns terminam em coda. No mais, todas as canções tem um estilo coro-verso-coro (comum na música pop) e, também, incluindo o piano como o instrumento mais notável.[21]

Stripped também contém um alto desempenho na capacidade vocal de Christina Aguilera.[22] Quase todas as canções superam as três oitavas usadas em suas partituras. Também usa o whistle register (registro vocal mais agudo) como um dos elementos mais notáveis.[22] Segundo o Entertainment Weekly, as canções mais excelente referente a voz de Aguilera é em "Beautiful", "Soar", "Dirrty", "Loving Me 4 Me" e "Get Mine, Get Yours".[22] A segunda foi analisada pela mesma revista e ali concluíram que se encontra uma das notas mais altas da cantora até 2008, sendo um fa 6.[22]

Singles[editar | editar código-fonte]

O álbum lançou cinco singles oficiais. O primeiro, titulado "Dirrty", foi o que mais recebeu críticas pelo seu vídeo e seu conteúdo lírico.[23] É uma canção com influências de rap que se inspirou na faixa de 2002 "Let's Get Dirty (I Can't Get in da Club)", do também intérprete e colaborador, Redman.[9] Nos Estados Unidos não conseguiu um êxito, alcançando a posição quarenta e oito e saindo brevemente da parada musical oficial.[24] O segundo single, chamado "Beautiful", foi um dos maiores sucessos de 2003, se tornando uma das canções mais conhecidas da carreira de Aguilera.[25] Alcançou a posição das dez mais escutadas em mais de cinquenta países[26][27] e obteve certificações de discos de platina em diversos territórios.[25]

O terceiro single foi "Fighter", que foi certificado como platina em uma lista mundial e alcançou a terceira posição na mesma. Nos Estados Unidos teve mais êxito que "Dirrty", chegando na posição vinte.[28] O quarto é uma colaboração de Aguilera com a rapper Lil' Kim titulada "Can't Hold Us Down". Foi uma das canções mais populares da produção e foi o terceiro tema mais escutado do mundo por três semanas consecutivas.[29] Nos Estados Unidos se posicionou no número doze e permaneceu mais de quinze semanas em diferentes lugares.[30] O último single foi a balada "The Voice Within", que se posicionou no número trinta e três dos Estados Unidos.[31] A partir do sucesso dos cinco singles, a canção "Walk Away" entrou na parada musical oficial de Dinamarca, que se chama, Danish Singles Chart.[32] Sua estadia foi de uma semana, alcançando a posição trinta e cinco.[32]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Christina Aguilera durante uma apresentação de "Infatuation" na Justified and Stripped Tour.

Stripped recebeu críticas mistas. A página de internet Amazon, na seção de críticas de CD Now, assinalou que "para ser uma produção pop, sem dúvida Stripped é impecável".[33] A página musical Yahoo!, chamada LaunchCast, concluiu que o álbum "é uma maravilha nesses tempos modernos", argumentando que "em geral, o álbum é mais rock, mais sofisticado e inclui contribuições da própria artista".[33] A revista Rolling Stone encontrou, também, que o álbum é sofisticado, tem combinações muito doces com o gênero soul e determinou que "é um disco perfeito para os que estão em etapa de crescimento".[34] O semanário musical NME comentou que é muito similar ao álbum Rainbow de Mariah Carey.[35] A revista Entertainment Weekly deduziu que:

Praticamente cada segundo deste largo "seminário" de vinte faixas, transmite as esmagadoras lutas que Christina teve que suportar enquanto tratava de se transformar em uma super estrela de 18 anos de idade.
Entertainment Weekly.[36]

A página musical Allmusic disse que era o som de uma artista que foi dada muita liberdade, concluindo que ela "ainda não resolveu o que fazer com seu estilo".[6] A revista Stylus Magazine comentou que, "Christina Aguilera estava tentando mostrar todas as coisas que estava fazendo desde que ouvimos o seu álbum de estreia, diminuindo o impacto das melhores canções na gravação",[33] concluindo que "no lugar dela, invéz de dez e doce canções medriocremente-boas, temos de oito a dez faixas que tiriam sidos melhores situadas como lados B".[33] Finalmente, o diário The Village Voice deduziu que Stripped era "uma ambulância que chegou muito tarde" para salvar o seu conductor.[37]

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Videos musicais[editar | editar código-fonte]

Ao final de 2002 foi lançado o vídeo musical do primeiro single chamado "Dirrty", lançado na MTV. Este incluia fortes cenas de orgias e parafilias como a macrofilia. Também mostrava imagens da cantora dançando, de manera insinuante, com pessoas de dois gêneros e fortes cenas de contorcionismo.[5] Os críticos o receberam de maneira negativa e chegou a ser comentado por outros artistas do meio do entretenimiento.[5] Em resposta, Aguilera disse que:

Posso ser a garota que mostra a bunda no vídeo, mas se olhar cuidadosamente, também sou vanguardista. Não sou só uma menina marica em um vídeo de rap; estou na posição do poder, com um completo domínio de tudo e todos que estão em torno de mim. Se entregar ao máximo dessa maneira é, para mim, como um verdadeiro artista.
Christina Aguilera.[38]

Por outro lado, o diretor do vídeo do single "Beautiful", Jonas Åkerlund, ganhou muita atenção por parte do meio da indústria do entretenimento devido as imagens que o vídeo mostra de pessoas com anorexia nervosa, a homossexualidade e os transgeneristas.[39] Graças a isso, o diretor e o álbum receberam uma grande publicidade por parte da comunidade homossexual do mundo intero,[39] ele e Aguilera foram premiados pelo conteúdo de tolerância e respeito.

Suposto plágio a Sugababes[editar | editar código-fonte]

Depois do lançamento de Stripped no Reino Unido, aconteceu uma grande polêmica graças a canção "Make Over".[40] A respeito, os críticos musicais deste país argumentaram que o tema era muito similar, liricamente, ao single "Overload", de 2000, da banda Sugababes.[40] O álbum assinalava como escritoras principais Linda Perry e Christina Aguilera.[41] Tempos depois, os escritores do single de Sugababes, Jonathan Lipsey, Felix Howard, Cameron McVey y Paul Simm, apareceram na sociedade de autores ASCAP como ajudantes de composição de "Make Over".[42] Christina Aguilera não incluiu a canção no repertório do DVD de sua turnê, Stripped Live in the UK.[40]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Christina Aguilera durante a interpretação de "Beautiful", a canção de maior sucesso do álbum.

O álbum obteve um bom rendimento nas listas de popularidade de vários países.[43] Na América do Norte foi muito popular, alcançando a segunda posição da lista americana Billboard 200.[44] A empresa de certificações discográficas deste país, RIAA, lhe concedeu o reconhecimento de quatro discos de platina, por vender mais de quatro milhões de unidades.[45] No Canadá, teve um sucesso parecido, ficando na posição de número três na lista oficial,[44] e vendendo mais de duzentos mil unidades, ganhando certificado da empresa Music Canada, no qual o cencedeu com duas platinas.[46] Na América Latina teve, também, un éxito semelhante. Recebeu certificações na Argentina e no Brasil onde foi platina[47] e ouro respectivamente.[48]

Na Europa o álbum foi igualmente bem-sucedido. Entrou na lista dos dez álbuns mais vendidos em quase todos os países do continente.[49] No Reino Unido, Stripped foi muito popular, alcançando o segundo posto da lista oficial do país[50] e recebendo cinco discos de platina certificados pela BPI, por vender mais de um milhão de cópias.[51] Na Hungria, a empresa Mahasz afirmou que o disco vendeu mais de vinte mil unidades no país, que recebeu certificação de platina.[52] Em outros países como Áustria,[53] Dinamarca,[54] Países Baixos,[55] Noruega,[56] Suécia[57] e Suíça,[58] receberam o disco de platina.[59] A empresa de certificações geral do continente, IFPI, estabeleceu que o material discográfico recebeu distribuição de mais de quatro milhões de unidades nos territórios da Europa Oriental e Central.[59] Na Oceania, teve muito boa aceitação nos mercados relevantes. Na Austrália foi certificado como quatro vezes platina,[60] já vendeu mais de duzentos e oitenta mil unidades no território.[60] Na parada musical oficial alcançou o número sete.[60] Na Nova Zelândia foi concedido com o reconhecimento de duas vezes platina,[61] por ter vendido mais de trinta mil unidades.[61] Na parada oficial de fim de ano dos álbun de maior sucesso no país, Stripped se manteve na quinta posição.[61]

Stripped foi indicado a muitas cerimônias de prêmios. Recebeu várias nomeações na 45ª e 46ª edição dos Premios Grammy, nas categorias de "Melhor álbum vocal pop", "Canção do ano", "Melhor interpretação feminina vocal pop" e "Melhor colaboração vocal pop",[62] pelos singles "Beautiful", "Dirrty" junto com Redman e "Can't Hold Us Down" com Lil' Kim.[62] Finalmente obteve o prêmio na última cerimônia graças a interpretação de "Beautiful".[62] No MTV Video Music Awards foi nomeado por "Dirrty" e "Beautiful", nas categorias de "Melhor vídeo feminino", "Melhor vídeo dance", "Melhor vídeo pop" e "Melhor coreografía".[63] Nas cerimônias da MTV da Europa e Ásia, levou o prêmio de "Artista feminina do ano".[64][65] O impacto da sua nova imagem e sua crescente popularidade, fez que Aguilera recebesse vários elogios dos diferentes meios do entretenimento.[5][66] Por um lado, a revista Blender Magazine a nomeou como a mulher de 2003, graças a produção do álbum;[5] por outro, Billboard concluiu que Aguilera foi a artista mais bem-sucedida daquele ano.[5][66] Segundo a revista Rolling Stone, este álbum foi o último de uma diva que conseguiu vendas altas. Durante 2002 e 2003, a obra vendeu 13 milhões de cópias, mas as ventas hoje em dia podem alcançar os 15 milhões. No ano de 2011, o canal MTV selecionou Stripped como o álbum pop mais perfeito de todos os tempos, e também como o álbum mais emblemático que deve se escutar antes de que o mundo acabe.[67]

Paradas musicais e certificações[editar | editar código-fonte]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

N.º TítuloCompositor(es)Produtor(es) Duração
1. "Stripped Intro"     1:39
2. "Can't Hold Us Down" (com Lil' Kim)
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
4:15
3. "Walk Away"  
  • Aguilera
  • Storch
  • Morris
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
5:47
4. "Fighter"  
  • Aguilera
  • Storch
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
4:05
5. "Primer Amor Interlude"     0:53
6. "Infatuation"  
  • Aguilera
  • Storch
  • Morris
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
4:17
7. "Loves Embrace Interlude"     0:46
8. "Loving Me 4 Me"  
  • Aguilera
  • Storch
  • Morris
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
4:36
9. "Impossible"  Alicia KeysKeys 4:14
10. "Underappreciated"  
  • Aguilera
  • Storch
  • Morris
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
4:00
11. "Beautiful"  Linda PerryPerry 3:58
12. "Make Over"  
  • Aguilera
  • Perry
Perry 4:12
13. "Cruz"  
  • Aguilera
  • Perry
Perry 3:49
14. "Soar"  
  • Aguilera
  • Rob Hoffman
  • Heather Holley
  • Hoffman
  • Holley
4:45
15. "Get Mine, Get Yours"  
  • Morales
  • Muhammad
3:44
16. "Dirrty" (com Redman)
  • Rockwilder
  • Aguilera
  • Muhammad
  • Cameron
4:58
17. "Stripped Pt. 2"     0:45
18. "The Voice Within"  
Ballard 5:04
19. "I'm OK"  
  • Aguilera
  • Perry
Perry 5:18
20. "Keep on Singin' My Song"  
  • Aguilera
  • Storch
  • Storch
  • Aguilera
  • E. Dawk
6:29
Duração total:
77:34

Créditos[editar | editar código-fonte]

Créditos de produção[editar | editar código-fonte]

Créditos musicais[editar | editar código-fonte]

Christina Aguilera: Voz principal, voz secundária e produtora vocal.

Notas

Referências

  1. «"Lady Marmalade" Wins Best Pop Collaboration With Vocals» (em inglês). Grammy. Consultado em 27 de janeiro de 2016 
  2. Elysa Gardner (24 de outubro de 2002). «Aguilera's image is 'Stripped'». USA Today (em inglês). Consultado em 27 de janeiro de 2016 
  3. Kim Stitzel. «Christina Aguilera: Not Your Puppet» (em inglês). MTV. Consultado em 27 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 16 de julho de 2015 
  4. a b «Jane Magazine: Christina gets 'real' on 'Stripped'». Jane Magazine (em inglês). Consultado em 27 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 26 de março de 2012 
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    • I may have been the naked-ass girl in the video, but if you look at it carefully, I’m also at the forefront. I’m not just some lame chick in a rap video; I’m in the power position, in complete command of everything and everybody around me. To be totally balls-out like that is, for me, the measure of a true artist.
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