Fasciíte necrosante

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Fasciíte necrosante
Necrose das fáscias da perna esquerda
Classificação e recursos externos
CID-10 M72.6
CID-9 728.86
MedlinePlus 001443
eMedicine emerg/332 derm/743
MeSH C01.252.410.890.350
Star of life caution.svg Aviso médico

Fasciíte necrosante ou fasciíte necrótica, mais popularmente conhecida como "bactérias devoradoras de carne", é uma infecção bacteriana que progride rapidamente e possui alta mortalidade geralmente causado por Streptococcus beta-hemolíticos. As bactérias penetram as camadas mais fundas da pele e tecidos subcutâneos, espalhando-se rapidamente pelas fáscias superficiais e tecido subcutâneo. [1]

Outros nomes para fasciíte necrotizante incluem gangrena estreptocócica hemolítica, úlcera de Meleney, gangrena dérmica aguda, gangrena hospitalar, fasciíte supurativa e celulite necrosante sinergística.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

Muitos tipos de bactérias, que são geralmente gram positivas e anaeróbicas facultativas, podem causar fasciite necrosante, dentre eles[2] :

Pode ser contraído por cortes ou perfurações na pele não imediatamente desinfectados, secundário a outras doenças crônicas[3] ou consumo de carne mal passada.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Uma hora após a infecção começa a aparecer dor e vermelhidão local, sem margens claras e que inflama e aumenta a cada hora, ficando mais vermelha e roxa, formando bolhas amarelas e gangrenando. Eventualmente o centro da infecção pára de doer, porque o tecido nervoso é destruído, enquanto a dor nas bordas se torna cada vez mais ampla e intensa. Algumas horas depois a necrose na pele pode se tornar visíveis, mas as partes subcutâneas afetadas são muito mais amplas que as visíveis. Pode causar febre e náusea. Músculos e vasos sanguíneos também podem ser afetados. O excesso de toxinas de Streptococcus pode causar insuficiência renal e síndrome do choque tóxico.[4]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

É rara, com apenas 3 a 4 casos em cada milhão de habitantes por ano nos EUA e Canadá, ou seja, cerca de 1000 casos por ano nos EUA. A mortalidade é de 20 a 25% com tratamento, que frequentemente envolve amputações. É mais comum em adultos e idosos com doenças crônicas como diabetes, câncer ou insuficiência renal. A maior parte dos casos atinge pernas (50%) ou braços (29%).[1]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Debridamento cirúrgico imediado (remoção do tecido necrosado e áreas infectadas) e altas doses de antibióticos (penicilina-clindamicina ou clindamicina-metronidazol). As toxinas bacterianas dificultam o acesso dos antibióticos nas partes afetadas podendo exigir amputações.[1]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Pode ser prevenido com a limpeza de feridas com um antibactericida e bandagens limpas.

Referências

  1. a b c d COSTA, Izelda Maria Carvalho; CABRAL, Andrea Leão Santos Veiga; PONTES, Simone Saraiva de and AMORIM, Janaina Figueiredo de. Fasciíte necrosante: revisão com enfoque nos aspectos dermatológicos. An. Bras. Dermatol. [online]. 2004, vol.79, n.2 [cited 2015-03-21], pp. 211-224 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962004000200010&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1806-4841. http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962004000200010.
  2. http://www.cdc.gov/features/necrotizingfasciitis/
  3. http://www.cdc.gov/features/necrotizingfasciitis/
  4. http://www.med.unne.edu.ar/revista/revista163/5_163.htm