Igreja particular sui juris

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As Igrejas particulares sui juris ou sui iuris são todas as igrejas particulares autónomas que estão em comunhão completa com o Papa, o Sumo Pontífice da Igreja Católica.

A Igreja Católica é constituída actualmente por 23 Igrejas sui iuris,[1] sendo a maior, a mais conhecida e numerosa a Igreja Católica Latina, ao ponto de muitas pessoas confundirem-na com a Igreja Católica, que são duas coisas diferentes. Estas 23 Igrejas professam a mesma doutrina e fé, salvaguardada na sua integridade e totalidade pelo Papa. Mas, elas possuem diferentes particularidades histórico-culturais, uma tradição teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura hierárquica e organização territorial separadas, por isso elas possuem um certo grau de autonomia, constituída pela possessão de direito próprio.[2] [3] [4]

Além da Igreja Latina, que está sediada no Ocidente e que usa os ritos latinos, existe ainda 22 Igrejas Católicas Orientais, que têm origem e estão sediados no Oriente e que usam os chamados ritos orientais.[1] Estas Igrejas orientais são governadas, em geral, por um hierarca (Patriarca, Arcebispo Maior, Metropolita ou outros prelados) e o seu sínodo. Porém, a autonomia destas 23 Igrejas sui juris é limitado principalmente pelo facto de elas obedecerem o Papa, o Sumo Pontífice e Chefe de toda a Igreja Católica, e respeitarem o direito inalienável do Papa de intervir, em casos de necessidade, no funcionamento e nas decisões delas.

Estas Igrejas autónomas são, por sua vez, constituídas por uma ou mais circunscrições eclesiásticas ou Igrejas particulares locais, sendo o modelo organizacional fundamental destas circunscrições a diocese (na Igreja Latina) ou a eparquia (nas Igrejas Orientais). Todas estas igrejas particulares, sejam elas autónomas ou locais, são lideradas por ministros sagrados, que, em última instância, obedecem todos ao Papa.[5] [6] [7]

Actualmente, a esmagadora maioria dos católicos são de rito latino. Os católicos orientais totalizam somente 16 milhões.[8]

Igrejas particulares sui iuris ou Ritos, distintos dos ritos litúrgicos que usam[editar | editar código-fonte]

Dentro da Igreja Católica, as mais de 24 Igrejas autónomas (chamadas também de "Ritos", como por exemplo no documento do Concílio Vaticano II Orientalium Ecclesiarum, n. 2) empregam varios ritos litúrgicos para prestar culto a Deus. A doutrina católica "considera iguais em direito e dignidade todos os ritos [litúrgicos] legitimamente reconhecidos e quer que no futuro se mantenham e sejam promovidos por todos os meios".[9] Sendo assim, as principais "tradições litúrgicas ou ritos, actualmente em uso na Igreja, são: o rito latino (principalmente o rito romano, mas também os ritos de certas igrejas locais, como o rito ambrosiano ou o de certas ordens religiosas) e os ritos bizantino, alexandrino ou copta, siríaco, arménio, maronita e caldeu".[9]

São actualmente 14 as Igrejas particulares católicas sui juris que usam o único rito litúrgico bizantino; por outro lado a única Igreja particular Latina usa vários ritos litúrgicos (Romano, Ambrosiano, Bracarense etc.). Existe, por exemplo, o rito litúrgico ambrosiano, mas não existe actualmente nenhuma Igreja particular sui iuris ambrosiana.

Lista das Igrejas sui iuris[editar | editar código-fonte]

Aqui estão algumas das Igrejas católicas sui Iuris, as respectivas tradições litúrgicas e a sua respectiva data (ou suposta data) de fundação. Esta lista baseia-se no Anuário Pontifício da Santa Sé (a edição de 2007 desta publicação anual tem ISBN 978-88-209-7908-9).

Podem-se agrupar segundo seis tradições litúrgicas, sendo cinco delas provenientes do Oriente (vulgarmente designadas por ritos orientais) e uma oriunda do Ocidente, que é a tradição latina.

Tradição Litúrgica Latina (ocidental)[editar | editar código-fonte]

Os ritos litúrgicos derivados da tradição latina (ocidental) são utilizados pela Igreja Católica Latina. Existem vários ritos litúrgicos ocidentais, sendo o mais utilizado o Rito Romano.

Tradição Litúrgica Bizantina (oriental)[editar | editar código-fonte]

Nota: Alguns consideram os poucos católicos bizantinos georgianos como uma igreja sui iuris de rito bizantino. Mas, como a Santa Sé não a reconheceu, ela não é uma Igreja sui juris, mas sim uma simples Igreja particular.

Tradição Litúrgica de Alexandria (oriental)[editar | editar código-fonte]

Tradição Litúrgica de Antioquia (oriental)[editar | editar código-fonte]

Rito litúrgico maronita[editar | editar código-fonte]

Rito litúrgico siríaco[editar | editar código-fonte]

Tradição Litúrgica Arménia (oriental)[editar | editar código-fonte]

Tradição Litúrgica Caldeia (oriental)[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Rites of the Catholic Church, no Gcatholic.com
  2. Igrejas Católicas Orientais (em português). Visitado em 5 de Junho de 2009.
  3. AS IGREJAS CATÓLICAS ORIENTAIS (em português) sinaxe.wordpress.com. Visitado em 22 de Setembro de 2010.
  4. IGREJA CATÓLICA. Catecismo da Igreja Católica (em ). Coimbra: Gráfica de Coimbra, 2000. N. 1202 e 1203 pp. ISBN 972-603-208-3.
  5. Ibidem, n. 832 - 836
  6. Igreja particular (em português) Enciclopédia Católica Popular. Visitado em 5 de Junho de 2009.
  7. IGREJA CATÓLICA. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (em ). Coimbra: Gráfica de Coimbra, 2000. N. 167 pp. ISBN 972-603-349-7.
  8. What All Catholics Should Know About Eastern Catholic Churches (Janeiro de 2006)
  9. a b Catecismo da Igreja Católica (CIC), n. 1203

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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