Parque Edu Chaves

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Parque Edu Chaves
Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Dia Oficial: 3 de dezembro
Distrito: Jaçanã
Subprefeitura: Jaçanã/Tremembé
Região Administrativa: Nordeste

O Parque Edu Chaves é um bairro da Cidade de São Paulo. Situa-se à margem do Rio Cabuçu de Cima, da Rodovia Fernão Dias e faz divisa ao norte com o bairro do Jaçanã , ao sul com a Vila Sabrina à leste com o municipio de Guarulhos e à oeste com o Jardim Brasil. É possível, de algumas de suas ruas sentido norte-sul, se avistar ao longe a Serra da Cantareira.

Em terras de propriedade de Eduardo Pacheco Chaves, piloto que fundou a primeira escola de aviação do Brasil, vasta região situada entre os bairros da Vila Sabrina, Jardim Brasil, Jaçanã e Rodovia Fernão Dias (Vila Galvão/Guarulhos), foi traçado o loteamento do Parque Edu Chaves, hoje um dos bairros mais progressistas da Zona Norte da capital, que completa 88 anos de fundação no dia 3 de dezembro. O Parque Edu Chaves está localizado na Zona Norte da cidade de São Paulo, distante 5 quilômetros do Trópico de Capricórnio e 11 quilômetros do “Marco Zero”, situado na Praça da Sé desta exuberante metrópole. O Parque Edu Chaves tem como vizinhos os bairros de Vila Sabrina, Jardim Brasil, Jaçanã e, seu lado leste margeado pelo Rio Cabuçu de Cima e Rodovia Fernão Dias. No Censo de 2000, a população registrada era de 63.500 habitantes. Ao longo de sua história, o Parque Edu Chaves vem apresentando um grande desenvolvimento e demonstra ser um exemplo de organização.

Recebeu este nome em homenagem ao aviador Eduardo Pacheco Chaves Edu Chaves, alguns atribuem que era utilizado como local de pista de treino ou que as terras pertenciam ao aviador. Todavia, o campo de pouso e hangares criados e utilizados por Edu Chaves localizavam-se em Jaçanã, na região hoje ocupada pela Aliança Metalúrgica.

Este bairro foi planejado, tendo o formato da Praça Champs Elysees, em Paris. Por ser área de cheia, várzea, do Rio Cabuçu apresentava a ocorrência de enchentes como padrão, na época de chuvas. E por essa mesma razão o terreno era bastante úmido, o qual propiciava a proliferação de rãs e preás (rato do mato), os quais eram caçados por meninos que se aventuravam nos brejos de calças arregaçadas até os joelhos.

O bairro historicamente era formado por famílias de militares e ex-militares, pelo qual motivo a maior parte de suas ruas tem o nome de muitos Capitães, Majores e Tenentes, em homenagem a esses que já se foram, porém contribuíram de alguma forma em prol do bairro. Também tinha ruas com nomes de aviadores como Avenida Roland Garros e rua Bartolomeu de Gusmão, mais tarde chamada de Baia de Santa Clara.

Após a crescente desvalorização dos imóveis na região por conta das enchentes acreditou-se que o Parque Edu Chaves viveria uma valorização imobiliária devido a canalização do córrego Cabuçu, porém devido a instalação de uma unidade do Projeto Cingapura no bairro no fim dos anos 90 trouxe o aumento da criminalidade e trafico de drogas e muitos comércios da região tiveram as portas fechadas.

Sociedade Amigos do Parque Edu Chaves - SAPEC

Em 11 de Agosto de 1957, Arlindo de Souza Pícoli, sargento da Força Pública, juntamente com outros moradores, fundou a Sociedade Amigos do Parque Edu Chaves “SAPEC”, ativa até a presente data, a qual conquista melhorias para o desenvolvimento do bairro.

Lions Clube

Em 29 de março de 1980, Anildo Baldin e outros abnegados moradores, criaram o Lions Clube Parque Edu Chaves, com intuito de prestar serviços a comunidade, o mesmo funcionou aproximadamente 10 anos, deixando sua contribuição na área social.

Brigada Ecológica

Em 1980, um grupo de moradores preocupados com o meio ambiente deram inicio ao plantio de árvores no bairro, porém somente em 1994 foi fundada a Brigada Ecológica Edu Chaves, composta por sua primeira diretoria: presidente, José Pinheiro; secretário, Gildo Benício (in memorian); tesoureira, Irma Saade; e ouvidor, Julio Caprara. Desde então desenvolve trabalho de planejamento para arborização das ruas e praças locais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida na comunidade. Neste particular, exalte-se os moradores do bairro, especialmente a classe estudantil, pelo elevado grau de conscientização e atitudes ecológicas na defesa e preservação da natureza. A Brigada Ecológica Edu Chaves é uma entidade sem fins lucrativos, composta por associados voluntários, que têm como postulados fundamentais o exercício das atividades essenciais ao equilíbrio da natureza e a implementação de mecanismos que propiciem um meio ambiente mais saudável para o cidadão. Exemplo deste trabalho são as ruas e praças do bairro totalmente arborizadas, um trabalho que não para em momento algum, tornando o Parque Edu Chaves um dos locais mais agradáveis de São Paulo para se viver.

S.O.S Moradores do Edu Chaves contra as Enchentes

Em 15 de janeiro de 1991, ocorreu a maior enchente da história do bairro, que motivou a criação da (1) “S.O.S MORADORES DO EDU CHAVES CONTRA AS ENCHENTES”, grupo de trabalho CRIADO PELOS MORADORES que nomearam o Sr. Moacir Maiochi, jornalista, para ser o interlocutor junto as autoridades, e que através do empenho de TODOS OS MORADORES conseguiram a canalização do Rio Cabuçu de Cima e a retificação da curva do rio próxima a Rod. Fernão Dias, junto ao governo do Estado, eliminando definitivamente o problema. (1) Texto adicionado por Waldir Luiz Violini, morador do Pq. Edu Chaves, participante do “S.O.S Moradores do Edu Chaves contra as enchentes” desde sua criação que faz questão de destacar a importância de TODOS OS MORADORES NA CONQUISTA das obras de canalização do Rio Cabuçu de Cima e retificação da curva e não apenas do Sr. Moacir Maiochi como consta em vários semanários e mídia em geral. Várias pessoas se empenharam nesta luta e não seria justo atribuir apenas ao interlocutor. Temos a Sra. Terezinha (UBS), Maria José, Jacira, Alfredo (Barbearia), Paulo, Gildo, Pinheiro, enfim, inúmeras pessoas. Vale ressaltar que o GRUPO DE MORADORES foi determinante nesta conquista. As obras foram iniciadas em 1998 e finalizadas em 2005.

Associação dos Comerciantes

Em 26 de novembro de 2002, Marcos Roberto Seicho, juntamente com comerciantes do bairro, fundaram a Associação dos Comerciantes do Parque Edu Chaves “A.C.O.M.P.E.C”, visando organizar o desenvolvimento comercial . Uma de suas conquistas foi o novo acesso ao bairro pela Rodovia Fernão Dias.

Prosaico da vida real

Preenchendo um espaço tão necessário do cotidiano, sem qualquer exigência normal, o bairro preserva um “ponto de encontro”, onde pessoas, de várias faixas etárias se reúnem para ouvirem, discutirem e opinarem sobre os acontecimentos do País, do Estado, e do Município. Trata-se da “Barbearia do Alfredo” (in memoriam), fundada em 1957, local acolhedor, onde os frequentadores exaltam suas prosas e cultivam suas estórias de vivências passadas e presentes, as quais provocam risos e, às vezes reflexões, conservando uma dinâmica da vida real e funcionando como “arauto da comunidade regional”. (Historiador: José Pinheiro dos Santos).


O Bairro foi berço do jogador de Futsal, Falcão. Além de ter tido Marquito como morador.

Rio Cabuçu de Cima

As enchentes provocadas pelo rio Cabuçu de Cima, localizado na divisa de São Paulo com Guarulhos, que atingiram mais de 2 mil famílias, cerca de 10 mil pessoas, tornaram-se coisa do passado. O DAEE canalizou 10,5 quilômetros deste rio, desde sua foz até a ponte Três Cruzes. Com 27,2 quilômetros metros de extensão, o Rio Cabuçu de Cima nasce na Serra da Cantareira e drena uma área de 130 quilômetros quadrados.

Após o primeiro trecho de canalização - 2.750 metros - de sua foz no Tietê até o futuro Terminal de Cargas Fernão Dias (próximo à rua Baía de Santa Clara), o DAEE concluiu a segunda etapa - 7.570 metros (Terminal de Cargas - ponte Três Cruzes).

A obra de canalização do Cabuçu de Cima não envolveu apenas a execução do canal. 731 famílias de São Paulo e 176 de Guarulhos, residentes em áreas de risco ou de passagem do novo canal, foram removidas para novas unidades habitacionais construídas pelas Prefeituras dos dois municípios. Oito pontes foram refeitas: Rodovia Fernão Dias (executada pelo DNER), Av. Timóteo Penteado, R. Alfredo Barbosa, Av. Pedro de Souza Lopes, R. Dona Eugênia da Silva, ponte das Três Cruzes na Estrada do Cabuçu, Leonor de Provença e Sete de Setembro; e treze passaram por trabalhos de reforço de fundação: Av. Marginal do Tietê (2 pontes), Anel Viário (2 pontes), Rodovia Presidente Dutra (6 pontes) com escavação do leito rochoso com explosivos e alguns serviços de proteção, R. Alberto F. Lopes, R. Araguaiana e Estrada do Cabuçu.

Naturalmente, as obras não beneficiam somente as pessoas diretamente atingidas pelas enchentes. Mais de 600 mil pessoas foram beneficiadas por esta obra nos bairros Parque Novo Mundo, Parque Edu Chaves, Jardim Cabuçu, Vila Laura, Vila Carolina e Vila Nova Galvão (São Paulo); e Vila São Pedro, Jardim Munhoz, Vila Flora, Vila Marajó, Vila São Rafael, Cidade Brasil, Jardim Vila Galvão, Vila Renato, Jardim Alice e Vila Galvão (Guarulhos).

A obra de canalização do Cabuçu de Cima foi financiada pelo Governo Japonês, através do JBIC (75%) e Governo do Estado (25%) Fonte Semanário da Zona Norte.

Responsável pela inclusão dos informativos:SAPEC, SOS MORADORES DO EDU CHAVES CONTRA AS ENCHENTES, RIO CABUÇU DE CIMA, PROSAICO DA VIDA REAL (autor: José Pinheiro dos Santos), RIO CABUÇU DE CIMA: Waldir Luiz Violini, morador do Parque Edu Chaves desde 1981. Por favor, em caso de erros, peço que façam o contato para corrigirmos. waldir@violini.com.br

Em 2013 o Parque Edu Chaves, assim como os bairros vizinhos do Jardim Brasil e Vila Sabrina, foram palco de violentos protestos por dias no mes de Novembro, devido a morte de um morador pela PM, varios veiculos foram incendiados, lojas saqueadas, comercios fechados por dias devido ao toque de recolher e por pouco um caminhao tanque de combustivel nao foi incendiado na Rodovia Fernao Dias.

Isso mobilizou não só o a Secretaria de Segurança Publica como o Governo do Estado, Ministerio da Justiça e Presidencia da Republica, que se reuniram para discutir punições para protestos desse tipo.

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