Weltschmerz

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Weltschmerz (do alemão, significando cansaço do mundo, pronunciado [ˈvɛltʃmɛɐ̯ts]) é um termo cunhado pelo autor alemão Jean Paul Richter e denota o tipo de sentimento experimentado por alguém que entende que a realidade física nunca poderá satisfazer as exigências da mente.[1] Este tipo de visão de mundo foi generalizado entre vários autores românticos como Lord Byron, Giacomo Leopardi, François-René de Chateaubriand, Alfred de Musset, Nikolaus Lenau, Hermann Hesse e Heinrich Heine. Também é usado para designar o sentimento de ansiedade causado pelos males do mundo.

O significado moderno de Weltschmerz na língua alemã é a dor psicológica causada pela tristeza que pode ocorrer quando percebe-se que as próprias fraquezas de alguém são causadas pela inadequação e crueldade do mundo e as circunstâncias (físicas e sociais). Weltschmerz neste sentido pode causar depressão, resignação e escapismo e pode se tornar um problema mental (comparar com Hikikomori). O significado moderno também deve ser comparado com o conceito de anomia, ou uma espécie de alienação, que Émile Durkheim escreveu em seu tratado sociológico O Suicídio.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

John Steinbeck escreveu sobre este sentimento em The Winter of Our Discontent e se referiu à ele como Welshrats; e em East of Eden, Samuel Hamilton tem este sentimento depois de conhecer Cathy Trask. Ralph Ellison usa o termo em Invisible Man no que diz respeito aos pathos inerentes no canto espiritual. Na música, especialmente no Romantismo Sombrio, Weltschmerz desempenha um papel importante no Rock gótico. Kurt Vonnegut faz referências a este sentimento em seu romance Player Piano; do qual Doctor Paul Proteus e seu pai sofrem.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Georg Büchmann: Geflügelte Worte. Der Citatenschatz des deutschen Volkes. 19. Auflage. Haude & Spener'sche Buchhandlung (F. Weidling), 1898, S. 223–224 (online).