Balé Mulato

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Balé Mulato
Álbum de estúdio de Daniela Mercury
Lançamento 25 de outubro de 2005
Gravação Abril — Julho de 2005
Estúdio Ilha dos Sapos e Estúdio Canto da Cidade (Salvador, Bahia)[1] [2]
Gênero(s) Axé, MPB
Duração 51:21
Formato(s) CD, download digital
Gravadora(s) EMI
Produção Ramiro Musotto, Alê Siqueira, Daniela Mercury
Cronologia de Daniela Mercury
Último
Último
Clássica
(2005)
Balé Mulato - Ao Vivo
(2006)
Próximo
Próximo
Singles de Balé Mulato
  1. "Topo do Mundo"
    Lançamento: 11 de outubro de 2005[3]
  2. "Levada Brasileira"
    Lançamento: Janeiro de 2006

Balé Mulato é o oitavo álbum de estúdio da cantora brasileira Daniela Mercury, lançado em 25 de outubro de 2005 pela EMI. Após o lançamento de Carnaval Eletrônico (2004) e Clássica, que apresentaram mudanças em seu estilo musical, Mercury foi vista como "prepotente" pelos críticos musicais. Com Balé Mulato, Mercury voltou ao uso da axé music como elemento principal de suas canções. O álbum recebeu críticas positivas por parte dos críticos musicais, que parabenizaram a cantora por voltar às suas raizes, comprando-o com seu disco anterior Feijão com Arroz.

Balé Mulato foi certificado ouro pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), por vendas de 40.000 cópias. "Topo do Mundo", o primeiro single do trabalho, alcançou a posição de número 13 nas paradas brasileiras. "Levada Brasileira" foi o segundo single do disco, sendo trabalhada para o Carnaval de 2006. Acabou alcançando a 19a posição da parada brasileira e com a canção, Mercury foi vencedora do Troféu Band Folia, ganhando um prêmio de melhor música pela canção. O single promocional "Olha o Gandhi Aí", também venceu o mesmo troféu em 2005. A faixa "Pensar em Você" fez parte da trilha sonora nacional da novela da Rede Globo, Belíssima (2004-05).

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento de Carnaval Eletrônico (2004), uma experimentação com a música eletrônica, e Clássica, um registro de um concerto com músicas jazz e bossa nova, Mercury foi vista como "prepotente" pelos críticos musicais. A cantora a respeito disso declarou: "Eu sou uma cantora de música popular brasileira e tenho o direito de experimentar. Não sou acomodada. Tenho atitude e sei o que quero".[4] Ela então decidiu reconectar-se com suas raízes brasileiras. Com o lançamento de um novo álbum, Balé Mulato, Mercury voltou ao uso da axé music como elemento principal de suas canções.[5] A cantora diz que algumas canções do disco podem ser "simples" ou "complicadas" demais:

"Este disco tem canções simples, mas que pra mim são muito bonitas e fazem com que as pessoas se identifiquem. Não é uma questão comercial, é uma questão de devolver para a população algo que é seu. Já outras músicas correm o risco de ser complicadas demais, mas acho que tem que ter esse entrave. Você não pode restringir o vocabulário de um disco".[6]

Arte da capa[editar | editar código-fonte]

A capa de Balé Mulato foi fotografada por Mário Cravo Neto, na escola de samba Beija Flor de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e feita pelo artista plástico Gringo Cardia. O encarte do disco se desdobra e mostra ensaio de fotos do Carnaval e dos morros.[6] Hagamenon Brito do Correio da Bahia comparou a obra ao álbum da cantora Feijão com Arroz, lançado em 1996, dizendo: "O próprio espírito de mix rítmico, de miscigenação do disco de 1996, está presente no projeto gráfico de agora, assinado por Gringo Cardia".[7]

Análise da crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[1]
Folha de S. Paulo 2 de 4 estrelas.Star full.svgStar empty.svgStar empty.svg[6]

Balé Mulato recebeu críticas positivas por parte dos críticos musicais, que haviam afirmado que a cantora havia se perdido nos álbuns anteriores em termos musicais. Rubens Lisboa do website Infonet deu uma crítica positiva ao álbum, considerando-o um dos melhores de sua discografia, e dizendo que "Em seu novo trabalho, Daniela retoma a mistura pop baiana que caracteriza a melhor fase de sua carreira, enveredando por um axé mais tradicional e básico sem, contudo, torná-lo simplista". Complementou dizendo que Balé Mulato era "um disco feito com categoria sob medida para os amantes dos baticuns e similares", mas também observou que "Como compositora, Daniela continua irregular, porém acertou ao dosar sua produção autoral".[5]

Hagamenon Brito do Correio da Bahia criticou positivamente Balé Mulato, dizendo que ele soava como uma atualização de Feijão com Arroz (1996), e que a cantora continuava com a saudável mania de tentar conciliar mercado e qualidade.[7] Ronaldo Evangelista, escrevendo para a Folha de S. Paulo, deu duas estrelas para o álbum numa escala que vai até quatro, afirmando que "por muitos anos, Daniela Mercury foi 'acusada', nas entrelinhas, de não ter voz própria e atirar para todos os lados [...] em 'Balé Mulato', a cantora não é mais do que ela mesma. Estão ali as músicas que incitam à festa, os refrões que se repetem à exaustão, as baladas no violão, as percussões que se misturam com ritmos eletrônicos, as covers de MPB e a animação e potência da sua voz". No entanto, também percebeu que "O problema é que muita coisa não funciona pelo esforço exagerado para tornar aquilo aceitável e pop. [...] Daniela Mercury e seu disco novo têm muitas qualidades, são agradáveis e devem encontrar seu público. Mas, em alguns momentos, é tudo apenas desinteressante".[6]

Singles[editar | editar código-fonte]

"Olha o Gandhi Aí" foi lançada como um single promocional em 2005, para o Carnaval, e acabou sendo adicionada à lista de faixas de Balé Mulato. Alcançou a 73a posição da parada Hot 100 Brasil e foi vencedora do Troféu Band Folia, como melhor música.[8] [9] "Topo do Mundo" foi lançada como o primeiro single oficial do trabalho em 11 de outubro de 2005, atingindo a posição de número 13 nas paradas brasileiras.[8] Um vídeo musical acompanhante para "Topo do Mundo" foi dirigido por Lírio Ferreira, e foi inspirado pelo Mito de Penélope. Nele, Mercury é uma costureira em um barracão de escola de samba à espera do seu amor que se encontra preso não se sabe bem o porquê. Ela trabalha em seu vestido de porta-bandeira, preparando-se para o Carnaval.[10] "Levada Brasileira" foi o segundo single oficial do disco, sendo trabalhada para o Carnaval de 2006. Acabou alcançando a 19a posição da parada brasileira e com a canção, Mercury foi novamente vencedora do Troféu Band Folia, ganhando um prêmio de melhor música pela canção.[11]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

  1. "Topo do Mundo" (Jauperi, Gigi)
  2. "Levada Brasileira" (Pierre Onasis, Edilson)
  3. "Amor de Ninguém" (Jorge Papapa)
  4. "Balé Popular" (Onassis, Edilson)
  5. "Toneladas de Amor" (Márcio Mello)
  6. "Nem Tudo Funciona de Verdade" (Tenison Del Rey, Gerson Guimarães)
  7. "Pensar em Você" (Chico César)
  8. "Quero Ver o Mundo Sambar" (Daniela Mercury)
  9. "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso)
  10. "Meu Pai Oxalá" (Vinícius de Morais, Toquinho)
  11. "Eu Queria" (Onassis, Xel Guima, Edilson)
  12. "Sem Querer" (Mercury)
  13. "Olha o Gandhi Aí" (Tonho Matéria, Jo Vieira)
  14. "Água do Céu" (Mercury, Jorge Zarath)

Paradas e certificações[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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