Luiz Argolo

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Luiz Argôlo
Nome completo João Luiz Correia Argôlo dos Santos
Nascimento 23 de junho de 1980 (37 anos)
Entre Rios, Bahia
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Político
Cargo ex-deputado federal

João Luiz Correia Argôlo dos Santos, mais conhecido como Luiz Argôlo (Entre Rios, 23 de junho de 1980), é um político brasileiro. Atualmente filiado ao Partido Solidariedade (SDD), foi deputado federal pelo estado da Bahia, e é suspeito de estar envolvido em atividades ilegais com o doleiro Alberto Youssef, tendo sido preso em abril de 2015 durante a operação Lava Jato.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cursou o no Colégio Estadual Monteiro Lobato (Céu Azul - PR). Iniciou o curso de Administração na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), Salvador, Bahia, sem concluir. Em 2003, cursava Administração Pública na Universidade Regional da Bahia (hoje Faculdade Regional da Bahia, Unirb), em Salvador, mas segundo o site da Câmara dos Deputados, continua sem diploma universitário.[2]

Foi eleito vereador pelo PFL em 2000, tornado-se presidente da Câmara dos Vereadores de Entre Rios. Logo depois assumiu a prefeitura de Entre Rios, interinamente por um ano, tornando-se um dos mais jovens prefeitos (interino) da história do país. Em 2002 elegeu-se como o quarto deputado estadual mais votado no estado da Bahia, com mais de 70.000 (setenta mil votos),[3] reelegeu-se deputado estadual em 2006,[4] e em 2010 foi eleito deputado federal com votação expressiva no estado da Bahia.[5]

Em abril de 2014 teve seu nome associado ao doleiro Alberto Youssef, por ter recebido benesses do criminoso preso. Flagrado trocando telefonemas e mensagens com Youssef, Argôlo é acusado de manter relacionamento de promiscuidade financeira com o doleiro, suspeitando-se inclusive que tenha recebido dinheiro em espécie no apartamento funcional que a Câmara dos Deputados lhe concede para fins de moradia em Brasília.[6]

No mesmo ano nas eleições tentou se reeleger deputado federal, não conseguindo o pleito.[7]

Em outubro de 2014, Argôlo foi cassado pelo conselho de ética da Câmara dos Deputados por 13 votos a 4.[8]

Em 16 de novembro de 2015, Argôlo foi condenado pela Justiça Federal do Paraná a 11 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multas totalizando R$ 459.740, pelo envolvimento no Petrolão. A decisão cabe recurso.[9]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos Resultado
2014 Estadual da Bahia Unidos Por Uma Bahia Melhor
(DEM, PMDB, PSDB, PTN, SD, PROS, PRB, PSC)
SD Deputado federal 63.649 Suplente[7]

Atividade partidária[editar | editar código-fonte]

Vice-líder do PPB, ALBA, 2003; vice-líder do PP, ALBA, abr. 2003-2006; vice-líder do Bloco Parlamentar, PP/ PRP, ALBA, 2007.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Estadão» 
  2. [1]
  3. [2]
  4. [3]
  5. [4]
  6. [5]
  7. a b «Luiz Argolo 7777». Eleições 2014. Consultado em 10 de abril de 2015 
  8. «Conselho de ética aprova cassação de deputado Luiz Argôlo (SDD-BA)». Valor Econômico. 28 de outubro de 2014. Consultado em 3 de setembro de 2015 
  9. «Justiça Federal condena ex-deputado Luiz Argôlo a 11 anos de prisão». G1 Paraná. 16 de novembro de 2015. Consultado em 16 de novembro de 2015 
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