Partido Democrata Cristão (1985–1993)

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Partido Democrata Cristão (1985–1993)
Número eleitoral 17
Presidente Mauro Borges
Fundação 1985 (32 anos)
Dissolução 4 de abril de 1993 (24 anos)
Ideologia Democracia cristã
Cores       Azul

      Amarelo

      Branco

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

Vinte anos após ter sido extinto por determinação do AI-2, o Partido Democrata Cristão foi refundado em 1985[1], tendo agora como presidente o senador goiano Mauro Borges, que havia se desfiliado do PMDB no ano seguinte, e que foi um dos artífices da refundação. Houve duas tentativas de recriar o partido, em 1981 e 1982, sem êxito em nenhuma delas.

Pelo novo PDC, José Maria Eymael, egresso do PTB, disputou, no mesmo ano, as eleições para a prefeitura de São Paulo, ficando em 9º lugar entre 11 candidatos (obteve 4.578 votos). Seu jingle, intitulado "Ey, ey, Eymael, um democrata-cristão" tornou-se bastante popular, passando a ser sua marca registrada, que utilizaria ainda nas eleições de 1986 (quando foi eleito deputado federal pela primeira vez), 1988 (disputou a prefeitura de São Paulo, ficando em sétimo lugar), 1990 (reelegeu-se deputado federal) e 1992 (quando disputou pela terceira vez a prefeitura da capital paulista, agora encerrando o pleito em quinto lugar, com 27.627 votos), 1998 (candidato a presidente, derrotado), 2002 (novamente para deputado federal, também saiu com derrota), 2006, 2010 e 2014 (como candidato à presidência da república), já pelo PSDC. Nesta última, uma versão em marchinha foi usada.

Na eleição presidencial de 1989, o PDC estava dividido entre a candidatura própria e o apoio a outros candidatos. O grupo liderado pelo senador Mauro Borges queria apoiar Leonel Brizola, do PDT, enquanto outros integrantes do partido manifestavam interesse em apoiar Guilherme Afif Domingos, do PL ou Fernando Collor de Mello, do PRN (atual PTC). Havia, ainda, a possibilidade de Eymael ser o candidato à presidência pelo PDC, cuja força política (na época, o partido possuía 3 senadores, 18 deputados federais, 3 governadores, 515 prefeitos e 2.160 vereadores pelo Brasil) o faria ter 10 minutos no horário eleitoral, caso a candidatura própria fosse aprovada ou se o partido integrasse alguma coligação. Em julho do mesmo ano, o PDC decidiu apoiar a candidatura de Afif.

Em 1990, o partido elegeu ainda 3 senadores, 22 deputados federais e 52 estaduais. 2 anos depois, a bancada pedecista na Câmara dos Deputados teve que se pronunciar sobre o processo de impeachment do presidente Collor, envolvido em denúncias de corrupção. Na votação da abertura do processo, 19 deputados compareceram. Destes, 17 votaram a favor, enquanto que Jonival Lucas e Jairo Azi ausentaram-se.

Extinção definitiva[editar | editar código-fonte]

O PDC disputou sua última eleição em 1992, quando, apesar de ter eleito os prefeitos de Manaus e Palmas, teve um desempenho fraco no geral. No ano seguinte, iniciaram-se as discussões com o PDS, presidido, na época, por Paulo Maluf, para uma fusão entre os 2 partidos, concretizada em março, dando origem ao Partido Progressista Reformador (PPR). Na ocasião, o senador maranhense Epitácio Cafeteira, um dos líderes do PDC, disse que a fusão visava as eleições do ano seguinte.

Um ano após filiar-se ao PPR e tentar a reeleição para um terceiro mandato, Eymael deixou o partido, desagradado com a fusão com o PDC. Ainda em 1995, fundaria o Partido Social Democrata Cristão (PSDC), que mantém os ideais do antigo PDC.

Diagrama da origem histórica do partido
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA) 1966–1979
Partido Democrático Social
(PDS) 1980–1993
Partido Democrata Cristão
(PDC) 1985–1993
Partido Social Trabalhista
(PST) 1988–1993
Partido Trabalhista Renovador
(PTR) 1985–1993
Frente Liberal
(FL)
Partido Progressista Reformador
(PPR) 1993–1995
Partido Progressista
(PP) 1993–1995
Partido da Frente Liberal
(PFL) 1985–2007
Partido Progressista Brasileiro
(PPB) 1995–2003
Democratas
(DEM) 2007–presente
Partido Progressista
(PP) 2003–presente
Fonte: [2][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Redação. «Partido Democrata Cristão (PDC- 1985–1993)». CPDOC FGV. Consultado em 26 de junho de 2016 
  2. TSE. «Histórico de partidos». Consultado em 26 de outubro de 2016 
  3. Cambraia, Marcio Rodrigo Nunes (outubro–dezembro de 2010). «A Formação da Frente Liberal e a Transição Democrática no Brasil (1984-85)». Revista On-Line LIBERDADE E CIDADANIA. Fundação Liberdade e Cidadania. Consultado em 26 de outubro de 2016