Línguas eslavas

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Eslavo
Falado em:  Bielorrússia
 Bósnia e Herzegovina
 Bulgária
 Croácia
 Eslováquia
 Eslovênia
 Macedónia
 Montenegro
 Polónia
 República Checa
 Rússia
 Sérvia
 Ucrânia
Região: Leste Europeu, Bálcãs, países da antiga União Soviética
Total de falantes: 430 milhões
Família: Indo-europeia
 Proto-eslavo
  Eslavo
   Meridional - Ocidental - Oriental
    Eslavo
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: sla
Slavic europe.svg
  Países em que línguas eslavas ocidentais são línguas nacionais
  Países em que línguas eslavas orientais são línguas nacionais
  Países em que línguas eslavas meridionais são línguas nacionais

Tópicos indo-europeus

Línguas indo-europeias
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Estudos indo-europeus

Línguas eslavas (ou eslávicas) são um grupo de línguas indo-européias com cerca de 430 milhões de falantes, principalmente no Leste Europeu.

As línguas eslavas orientais são faladas nos países da antiga União Soviética, enquanto as línguas eslavas meridionais são faladas nos países da península Balcânica, na região meridional da Europa e nos países que compunham a antiga Iugoslávia. As línguas eslavas ocidentais são faladas na Polónia, na República Checa e na Eslováquia.

Família[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição e os registros escritos, os textos eslavos mais antigos procedem do século IX d.C., quando os missionários cristãos São Cirilo e São Metódio, inventaram o alfabeto que leva o nome do primeiro (cirílico), para traduzir a Bíblia e partes da liturgia ortodoxa para a língua agora denominada eslavo eclesiástico.

Sem dúvida, isto não quer dizer que não haja relatos anteriores sobre os balto-eslávicos e sua língua, sendo os grupos étnicos sclavini, antes e veneti conhecidos já há vários séculos antes do século IX. Desde o século VI d.C. são conhecidas as incursões dos eslavos ao Império Bizantino, o que os levou aos Bálcãs e à Grécia. Os historiadores Procópio e Jordanes nos séculos VI e VII d.C. localizam as tribos eslavas dos sclavini e dos antes ao norte do rio Danúbio, numa faixa que se estende desde o alto Vístula até o Dniepere. Os veneti, conhecidos desde os séculos I e II d.C., não possuem uma localização precisa, mas esta mesma região não estaria longe de suas origens.

Tanto os lingüistas quanto os arqueólogos concordam em afirmar que o período entre os séculos V e X d.C. é o da expansão dos eslavos e também o da existência de um proto-eslavo comum para todos, produzindo-se como conseqüência dessa expansão geográfica o colapso do proto-eslavo e a diversificação nas línguas eslavas atuais. A expansão setentrional e oriental (500-1000 d.C.) dará origem aos russos, bielorrussos e ucranianos. A expansão meridional, cruzando o Danúbio até o império Bizantino, é a base para búlgaros, macedônios, sérvios, croatas e eslovenos. No oeste, emergem os poloneses, tchecos e eslovacos.

As linguas eslavas.

Essa grande diversificação da línguas comum eslava ocorre no mesmo período em que o latim se desintrega nas línguas romances, mas sob circunstâncias diferentes. A evidência lingüística demonstra que antes do colapso do proto-eslavo, os eslavos estavam submetidos a fortes influências lingüísticas sobretudo no que se refre a palavras provenientes do germânico (gótico) e do iraniano (sármata). Dos sármatas (ou citas) os eslavos derivam para o proto-eslavo palavras para “deus”, “santo” e “paraíso”; inclusive os nomes dos grandes rios da estepe européia Don, Dnieper e Dniester, são de origem iraniana.

As línguas eslavas estão estreitamente relacionadas com o grupo báltico (lituano, letão e o extinto antigo prussiano), mas também compartilham certas inovações lingüísticas com outros grupos de línguas indo-européias, como o iraniano e o armênio.

Escrita[editar | editar código-fonte]

O alfabeto usado para escrever em algumas línguas balto-eslávicas, (Já que por exemplo, Polônia, Eslovênia, Croácia etc, usam o alfabeto latino) está baseado no alfabeto cuja criação se atribui aos irmãos Cirilo e Metódio, missionários gregos do século IV aos eslavos. É o alfabeto cirílico. Os outros povos eslavos, com influência católica, usam o alfabeto romano. Muitas letras do alfabeto cirílico derivam do alfabeto grego e as letras que foram utilizadas para expressar sons que não possuíam equivalente grego foram tomadas do alfabeto hebreu e do alfabeto sírio.

Outras línguas que usam o alfabeto cirílico são a mongol (apenas na República da Mongólia, porque na Mongólia Interior, que faz parte do território chinês, usa-se o antigo alfabeto mongol para a língua, alfabeto este que tem se tentado ressuscitar também na República da Mongólia), a uzbeque, a cazaque e outras línguas minoritárias pertencentes à região da antiga União Soviética. Não obstante, algumas ex-repúblicas soviéticas estão trocando seus sistemas de escrita do cirílico para o árabe ou o romano.

Referências

  1. Gerd Hentschel. Schlesisch (PDF) (em alemão). Página visitada em 7 de janeiro de 2013.
  2. Weber, Matthias. Deutschlands Osten--Polens Westen: Vergleichende Studien zur geschichtlichen Landeskunde (em alemão). Universidade de Michigan: P. Lang, 2001. 389 pp. ISBN 3631376480 Página visitada em 7 de janeiro de 2013.
  3. Encyclopædia Britannica. Silesian (em inglês). Página visitada em 7 de janeiro de 2013.
  4. Dušan Šlosar. Tschechisch (PDF) (em alemão). Página visitada em 7 de janeiro de 2013.
  5. Aleksandr Dulichenko. Maehrisch (PDF) (em alemão). Página visitada em 7 de janeiro de 2013.
  6. Pavlína Kuldanová (2003). ÚTVARY ČESKÉHO NÁRODNÍHO JAZYKA (em tcheco). Página visitada em 07 de janeiro de 2013.