Línguas anatólias
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As língua anatólias são línguas indo-européias outrora faladas na Península da Anatólia, parte da atual Turquia. É tido como o primeiro ramo lingüístico da família, de onde posteriormente se originariam os armênios. Atualmente, todas as línguas anatólias estão extintas.
Índice |
[editar] Lista
- hitita (nesili), atestada de c. 1600 a.C. a 1100 a.C., lingua oficial do Império Hitita.
- luviano ou luvita (luwili), um parente próximo do hitita falado nas regiões adjacentes às vezes sob controle hitita.
- Luvita cuneiforme, notas e pequenas passagens em textos hititas escritos em escrita cuneiforme.
- Luvita hierogrífico, escrito em hieróglifos anatólios em selos e inscrições em pedra.
- palaico, falado na Anatólia norte-central extinto por volta do século XIII, conhecido apenas fragmentariamente, por citações de orações em textos hititas.
- lício, falado na Lícia na Idade do Ferro, descendente do luvita, extinto por volta do século I a.C., fragmentário.
- lídio, falado na Lídia, extinto por volta do século I a.C., fragmentário.
- cário, falado na Cária, atestado fragmentariamente de grafites feitos por mercenários cários no Egito a partir do século VII a.C. Extinto por volta do século III a.C.
- pissídio e sidético (Panfília), fragmentários.
- miliano, conhecida apenas por uma inscrição.
Havia provavelmente outras línguas da família que não deixaram registros escritos, como as línguas da Mísia, Capadócia e Paflagônia.
[editar] Propriedades
A morfologia hitita é menos complicada que outras línguas indo-européias antigas. Tampouco algumas características indo-européias desapareceram no hitita ou as outras línguas inovaram. Ele contém vários arcaísmos de grande importância.
[editar] Origens
O ramo anatólio é geralmente considerado o mais antigo a se separar da língua proto-indo-européia, a partir de um estágio também conhecido como indo-hititta, ou "proto-indo-europeu médio" e tipicamente presume-se que tenha ocorrido na metade do quarto milênio a.C. Em um sistema Kurgan, há duas possibilidades de quando os falantes de anatólio poderiam ter alcançado a Anatólia: a partir do norte via Cáucaso, e a partir do oeste, via Bálcãs[1], com a rota dos Bálcãs sendo considerada de certa forma mais provável por Steiner (1990).
As línguas egéias têm sido sugeridas como sendo relacionadas com o ramo anatólio, mas na essência lingüística a evidência em apoio a tais reivindicações não é considerada conclusiva.
[editar] Extinção
A Anatólia foi esmagadoramente helenizada a partir das conquistas de Alexandre o Grande, e é geralmente aceito que por volta do século I a.C. as línguas nativas da região estavam extintas. Isto faz do anatólio o primeiro ramo conhecido do indo-europeu a se tornar extinto, sendo o outro ramo conhecido que não possui descendentes o tocário, que deixou de ser falado por volta do século VIII.
Referências
- ↑ G. Steiner, The immigration of the first Indo-Europeans into Anatolia reconsidered, JIES 18 (1990), 185–214. Enquanto alguns modelos presumem uma terra natal para o proto-indo-europeu anatólia, naturalmente não presumem qualquer migração, e o modelo que presume uma terra natal armênia, presume uma imigração direta a partir do leste.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Línguas anatólias (by D. E. Landon) (en)
- "Lenguas Anatolias", Linguæ Imperii. (em espanhol) – inclui mapa e linha do tempo das línguas anatólias.

