Mikoyan-Gurevich MiG-29

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Mikoyan-Gurevich MiG-29
Descrição
Fabricante Mikoyan-Gurevich
Entrada em serviço 1983
Tripulação 1
Dimensões
Comprimento 17,32 m
Envergadura 11,36 m
Altura 4,73 m
Área (asas) 38,12 m²
Propulsão
Motores 2 turbofan Klimov/Sarkisov RD-33
Performance
Velocidade máxima 2450 km/h
Teto máximo 18.013 m

O Mikoyan MiG-29 (nome de código da NATO Fulcrum ) é um caça utilizado em combate aéreo . Desenvolvido no início da década de 1970, entrou ao serviço da União Soviética em 1983 e manteve-se operacional até os dias de hoje na Força Aérea Russa, bem como nos países para onde foi exportado. Neste sentido, o elevado custo de manutenção tem levado a Força Aérea Russa e outros países como a Hungria a tentar se livrar de seus Mig-29, entretanto poucos países têm demonstrado interesse na aquisição destes equipamentos.[1]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

A concepção do MiG-29, tal como o Su-27 Flanker da Sukhoi, iniciou-se em 1969, quando a União Soviética tomou conhecimento da existência do programa 'FX' da Força Aérea dos Estados Unidos, que iria culminar na produção do F-15 Eagle. Ainda antes do desenvolvimento deste avião, os soviéticos se deram conta de que os novos caças iriam representar avanços significativos em termos tecnológicos, comparativamente aos caças existentes. O MiG-21 Fishbed mostrava-se até então ágil, segundo os padrões da época, embora o seu tamanho inserisse deficiências no alcance, armamento e potencial de expansão. O MiG-23 Flogger, desenvolvido para equiparar o F-4 Phantom II, era rápido e dispunha de mais espaço para equipamento e combustível, mas a manobrabilidade e capacidade de combate directo (dog fighting) mostrava-se deficiente. Os soviéticos necessitavam, assim, de um caça mais equilibrado, concentrando mais agilidade e sistemas sofisticados.

História de combate[editar | editar código-fonte]

Apesar das suas virtudes aparentes, o MiG-29 não foi tão bem sucedido em combate real. Voou em combate na Guerra do Golfo, sobre a Sérvia, e na Guerra Eritreia-Etiópia em 1999. Pelo menos uma dúzia foram atingidos, sem registo de victórias. Porém, a maioria das aeronaves destruídas estava no solo e as poucas perdidas em combate aéreo se deve ao fato da tecnologia superior utilizada pelos EUA, como aeronaves AWACS e mísseis mais modernos, além do alto grau de treinamento dos pilotos americanos. Alguns técnicos consideram estes valores reveladores das deficiências do MiG-29. No ambiente hostil do Iraque e Sérvia, os Estados Unidos tomaram a iniciativa e asseguraram a sua superioridade aérea desde muito cedo, restando poucas hipóteses aos MiG-29s de responder. No entanto, algumas análises de potencial, quando comparados paralelamente, indicam que o MiG-29 poderia ser equiparado ao F-15 Eagle. Análises efetuadas pela Federação dos Cientistas Americanos (FAS) revelaram que o MiG-29 é igual ou superior ao F-16, após os exercícios conjuntos DACT, realizado entre pilotos alemães(que herdaram o MiG-29 da antiga Alemanha Oriental) e pilotos americanos, em razão de seu sistema de mira montado no capacete (HMS) dos pilotos e da grande manobrabilidade do MiG-29 à baixa velocidade.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Três vistas
Motor
Em exposição
Um Mig-29 polonês

Variantes[editar | editar código-fonte]

  • MiG-29K - Versão naval deste caça, adaptada especialmente para a operação a partir de porta-aviões, com asas dobráveis e trens de pouso reforçados.

Referências

  1. (em inglês) Strategypage - Take My MiG-29s, Please.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Artigos relacionados:
Desenvolvimento:
Equivalência: Sukhoi Su-27 - F/A-18
Série: MiG-23 - MiG-25 - MiG-27 - MiG-29 - MiG-31 - MiG-33 - MiG-35
Listas relacionadas: Lista de aviões
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