Super Nintendo Entertainment System

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Super Nintendo Entertainment System
Super Family Computer
SNES logo.svg
Super Nintendo Entertainment SystemSuper Famicom
Em cima: Super Nintendo Entertainment System - SNES
Em baixo: Super Family Computer - Super Famicon
Fabricante Nintendo
Família do
produto
Super Family Computer - SFC
Tipo Console de videogame
Geração 4ª geração
Lançamento
  • JP 21 de novembro de 1990
  • AN 13 de agosto de 1991
  • EU 11 de abril de 1992
  • AU 3 de julho de 1992
  • BR 30 de agosto de 1993
[1]
Descontinuado 1999 (EUA)[2]
2003 (Japão)[3]
Unidades
vendidas
49 milhões
Mídia Cartucho
CPU Ricoh 5A22 a 3,58 MHz
Gráficos Ricoh 5C77-01(S-PPU1) e 5C78-03(S-PPU2 C)
Controladores 1 a 8 gamepads
Conectividade Modem (via XBAND ou Satellaview)
Serviços
on-line
Satellaview (somente no Japão)
Jogo mais
vendido
Super Mario World, 20 milhões
Retrocompa-
tibilidade
Game Boy (via Super Game Boy)
Antecessor Nintendo Entertainment System
Sucessor Nintendo 64

Super Nintendo Entertainment System (também conhecido como o Super NES, SNES ou Super Nintendo) é um console de videogame de 16 bits desenvolvido pela Nintendo que foi lançado em 1990 no Japão, 1991 nos Estados Unidos, 1992 na Europa e Australásia (Oceania) e América do Sul em 1993. No Japão, o sistema é chamado de Super Famicom Sūpā Famikon?, oficialmente, adotando o nome abreviado do seu antecessor, o Family Computer), ou SFC para breve. Na Coréia do Sul, é conhecida como a Super Comboy e foi distribuído pela Hyundai Electronics. Embora cada versão é essencialmente o mesmo, várias formas de bloqueio regional impedem as diferentes versões sejam compatíveis entre si.

O Super Nintendo Entertainment System é o segundo home console da Nintendo, o Nintendo Entertainment System (NES) foi o primeiro. O console apresentou gráficos avançados e recursos de som em comparação com outros consoles na época. Além disso, o desenvolvimento de uma variedade de chips de aprimoramento (que foram integrados em placas de circuito jogos) ajudou a mantê-lo competitivo no mercado. Enquanto brutos gráficos tridimensionais raramente tinham sido vistos antes em consoles domésticos, utilizando o chip Super FX começando com Star Fox em 1993, o SNES foi capaz de rodar jogos com o mais suave e mais detalhados gráficos tridimensionais, que era anteriormente possível. Isso despertou interesse mais difundido em gráficos de polígono na indústria, ajudando a inaugurar em gráficos 3D, como pode ser visto na quinta geração de consoles de videogame.[4]

O SNES foi um sucesso mundial, tornando-se o console mais vendido da época apesar de seu início relativamente tardio e a competição feroz que enfrentou na Europa e América do norte. O SNES permaneceu popular até a era de 32 bits e continua a ser popular entre os fãs, colecionadores, retro gamers e entusiastas de emulação, alguns dos quais ainda estão fazendo imagens ROM homebrew. O sucesso de sua venda foi superior a 50 milhões de unidades por todo o mundo. O SNES foi oficialmente descontinuado em 1999 nos Estados Unidos, e em Setembro de 2003, no Japão.

História[editar | editar código-fonte]

Tudo começou quando a NEC decidiu competir com o famoso NES. Sendo assim, lançou o videogame TurboGrafx-16 em Outubro de 1987. Já a SEGA, lançou o videogame Mega Drive em 1988.

Como os dois videogames tinham processadores de 16-bits, mais avançados que o famoso NES, a Nintendo decidiu unir as forças para lançar um videogame com novo sistema, sendo assim o sucessor do Nintendo (Famicom no Japão) batizado com o nome de Super Nintendo (Super Famicom no Japão).

Fora lançado ao fim de 1990 no Japão, nos EUA em Novembro de 1991 e depois em 1992 na Europa.

A versão européia do console (lançado em 1992) é visualmente idêntica ao modelo japonês. O controle também é praticamente idêntico, com botões coloridos. Porém na Europa o sistema de cores do console é PAL, enquanto no Japão e Estados Unidos é NTSC.

No Brasil, chegou oficialmente apenas em 30 de agosto de 1993, fabricado pela Playtronic (uma joint-venture entre duas empresas, a Gradiente e a Estrela), representante oficial da Nintendo no país na época. Já em versão transcodificada para PAL-M.[1] Inclusive sendo fabricado por muitos anos em Manaus, até a saída da Gradiente do ramo, em 2003.

A Nintendo garantiu seu sucesso no Japão especialmente por manter velhos parceiros, como Capcom, Konami, Tecmo, Square, Koei, Midway e Enix, que mantinham a exclusividade da Nintendo de séries como Mega Man, Final Fantasy e Dragon Quest. Nos Estados Unidos, o Super NES começou cambaleando, mas logo ultrapassou em vendas seu principal concorrente, o Mega Drive, graças a jogos como Super Mario World, The Legend of Zelda: A Link to the Past, Street Fighter 2, Super Metroid, Mortal Kombat, e os jogos das séries Final Fantasy, Dragon Quest e Donkey Kong Country, consolidando-se, assim, como o maior nome da era 16-bits.

O Super NES e Super Famicom foram lançados com apenas alguns jogos, mas esses jogos foram bem recebidos no mercado. No Japão, apenas dois jogos. Os dois jogos no lançamento foram Super Mario World e F-Zero. O primeiro, estrelado pelo mascote Mario, costumava acompanhar o console nas vendas e contabilizou 20 milhões de cópias. O segundo contabilizou 2,85 milhões e deu início a mais uma série da Nintendo. Na América do Norte, Super Mario World e outros títulos iniciais incluindo F-Zero, Pilotwings (ambos demonstraram a capacidade de renderização pseudo-3D do console "Mode 7", sendo o ultimo com auxilio de um chip co-processador de nome DSP-1, o mesmo usado em Super Mario Kart), SimCity e Gradius III.[5]

O Super NES foi sucedido pelo Nintendo 64 em 1996.

Emulação[editar | editar código-fonte]

Projetos para emular o Super Nintendo começaram com o lançamento do VSMC em 1994 e Super Pasofami se tornou o primeiro emulador de SNES funcional em 1996. Durante esse tempo, também surgiu uma nova iniciativa chamada Snes9x. Em 1997, começaram os trabalhos para o emulador chamado ZSNES. Estes dois continuam sendo os principais emuladores de SNES, mesmo que desenvolvimento continue em outros também.

Nintendo of America alega que o uso de ROMS e emuladores para o SNES é pirataria.

Emulação do SNES está agora disponível em aparelhos portateis, como celulares Android, Iphone e Ipad da Apple, PSP da Sony, Nintendo DS e Game Boy Advance da Nintendo. Com a introdução do Virtual Console para o Wii, pode-se dizer que foi o início da emulação oficializada, mesmo que exista um emulador de SNES para o próprio Wii, o SNES9x GX.

Era 32-bit[editar | editar código-fonte]

Enquanto outras empresas estavam se movendo para sistemas de 32 bits, Rare e Nintendo provaram que o Super NES ainda era um forte concorrente no mercado. Em 1994 foi o ano do auge do Super Nintendo, pois foi o ano com maior número de jogos lançado para o console e em novembro de 1994, a RARE com autorização da Nintendo lançou o revolucionário Donkey Kong Country, um jogo de plataforma com 3D modelos e texturas pré-renderizados em estações de trabalho SGI. Com seus gráficos detalhados, animação fluida e música de alta qualidade. Donkey Kong Country rivalizava com a qualidade estética dos jogos que estavam sendo liberados em consoles mais recentes baseadas em CD de 32 bits. Nos últimos 45 dias de 1994, o jogo vendeu 6,1 milhões de unidades (9 milhões até hoje), tornando o videogame mais vendido na história para essa data. Este jogo enviou uma mensagem que os primeiros sistemas de 32 bits tinham pouco a oferecer para o Super NES e ajudaram a dar uma sobrevida de mais 2 anos ao console e a abrir caminho para os consoles mais avançados no horizonte.[6] [7]

Versões[editar | editar código-fonte]

Versão japonesa (Super Famicom)
Versão americana
Versão européia
Super Famicom Jr. SNES Model 2
Versão japonesa (Super Famicom) Versão americana Versão européia Super Famicom Jr. SNES Model 2

Todas as versões do Super NES são predominantemente cinzas, embora o formato possa diferir. A versão original norte-americana possui dois interruptores roxos e um cavidade pressionável cinza-médio para ejetar cartuchos. As versões européia e japonesa são mais arredondadas, com botões e teclas rosa-choque. O norte-americano SNES 2 e o japonês Super Famicom Jr. são, ambos, menores e com contorno arredondado. Entretanto, os botões do SNES 2 são roxos enquanto os do Super Famicom Jr. são cinza-escuro.

Todas as versões possuem o encaixe para cartucho na parte superior, embora o formato deles sejam diferentes para se adequar as formas dos cartuchos distribuídos nos respectivos países. O conector possui 62 contatos, entretanto muitos cartuchos utilizam apenas os 46 centrais. Todas as versões incorporam também duas conexões de sete pinos para controles na parte frontal, uma conexão para fonte de alimentação e uma conexão com a TV.

A conexão com a TV se dá através do conector Multi-AV ou do conector RF. O segundo modelo lançado possui ou conexão Multi-AV(consoles produzidos no Estados Unidos) ou conexão RF(consoles nacionais), em constraste com o primeiro que possuía as duas simultaneamente.

A conexão Multi-AV é a mesma usada no Nintendo 64 e no GameCube e pode transmitir sinais vídeo composto, RGB(via adaptador SCART) e S-Video no primeiro modelo. No segundo modelo, os aparelhos com saída Multi-AV só podiam transmitir vídeo composto, pois os outros sinais eram fisicamente desconectados do processador de vídeo, até hoje ninguém sabe o porque extamente desta modificação, já que os dois modelos eram capazes de produzir os mesmo sinais, expecula-se que seja resultado de um corte de custos de fabricação.

Controle[editar | editar código-fonte]

Controle da versão europeia

Seu formato básico incluía um direcional digital, 4 botões em cruz (A, B, X e Y), 2 botões na parte superior (R e L) e 2 botões ao centro (START e SELECT).

Foi o primeiro controle a trazer "botões de ombro" (shoulder buttons) nas bordas, chamados L e R (L''eft e R''ight - Esquerda e Direita). Geralmente são usados para movimentar a câmera de jogo, mas também possuem outras funções dependendo do jogo em questão. Todos os consoles seguintes copiaram esses botões.

Havia também uma peculiaridade nos botões em cruz. Os superiores (dado a inclinação da cruz), Y e X, possuíam formato côncavo, enquanto os inferiores convexo. Tal formato tornava a jogabilidade mais prazerosa em jogos como Super Mario World e Donkey Kong Country, em que o botão superior Y ficava permanentemente pressionado para dar velocidade, e o botão inferior era usado simultaneamente para outras funções.

A versão japonesa/européia do aparelho traz os botões em cruz em quatro cores diferentes: verde, azul, amarelo, vermelho, respectivamente aos botões Y, X, B e A, enquanto na versão norte-americana, os botões côncavos Y e X tinham coloração lilás e os botões convexos B e A azul marinho.

Especificações Técnicas[editar | editar código-fonte]

Especificações técnicas
CPU GPU
5A22-02 01.jpg Western Design Center CMD/GTE 65C816 customizado(CISC)
Frequência de clock:
1.79MHz, 2.68MHz ou 3.58 MHz (variável)
Lisura:
Barramento:
16 bits
Ic-photo-Nintendo--S-PPU2 C--(Super-Nintendo-GPU).png Ricoh 5C77-01 e 5C78-03 S-PPU1 e S-PPU2
Frequência de clock:
2.56 MHz 16 bits
Lisura:

  • Memória de vídeo (Video RAM): 64 KB
  • Resolução: 512 pixels x 448 pixels; 256 x 224
  • Paleta de cores: 32768 (15-bit)
  • Número máximo de cores na tela: 256
  • Tamanho máximo dos sprites: 128 x 128 pixels
  • Número máximo de sprites na tela: 128 sprites
  • O SNES Trabalhava com duas PPUs
  • Mode 7
Áudio Mídia
S-SMP 01.jpg Sony SPC700
Canais de áudio:
8

NBAJam.jpg Cartucho
Capacidade normal:
4Mb+

  • Memória (RAM) Cache para o processador principal: 1 Megabit (128 KB)
  • Resposta do controle: 16 ms
  • Adaptador: entrada – 120 VAC, 60Hz, 17 Watts
  • Adaptador: saída – 10 VDC, 850ma (NTSC), 9 VAC (PAL)
  • Sistema de cores: NTSC (60Hz): EUA, Japão; PAL (50 Hz): Europa; PAL-M: Brasil;

Periféricos[editar | editar código-fonte]

O Super NES teve muitos acessórios:

  • Super NES Mouse: lançado em 1992, é bastante semelhante a um mouse comum utilizado em computador. Tem dois botões e vem com um mousepad rígido para suporte. É ligado na mesma entrada do controle comum, e compatível com dezenas de jogos para Super NES. O mais conhecido deles é Mario Paint.
  • Super Scope: arma de luz semelhante ao Nintendo Zapper do NES, foi lançada em 1992. Uma inovação sem fio e com mira telescópica.
  • Super Game Boy: adaptador que permite jogar cartuchos de Game Boy no SNES. Alguns inclusive com suporte a cores.
  • Satellaview: modem exclusivo do Japão, inserido na parte de baixo do console. Funcionou de 1995 a 2000.
  • Chips auxiliares

Os chips vinham em alguns cartuchos e faziam uma grande diferença nos jogos, melhorando significativamente a parte gráfica e sonora:

A Nintendo planejou um periférico de CD para o Super NES que iria se chamar Play Station (assim como o Sega CD para o Mega Drive), mas as negociações com Sony e Philips não funcionaram e as duas lançaram os próprios consoles baseados nos periféricos não lançados: PlayStation e CD-i respectivamente.

Jogos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Nintendo chega hoje ao mercado O Estado de S. Paulo (30 de agosto de 1993). Visitado em 20 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2014.
  2. OLD-COMPUTERS.COM Museum ~ Nintendo Super Nintendo Entertainment System 2 www.old-computers.com. Visitado em 10 de julho de 2012.
  3. Nintendo to end Famicom and Super Famicom production - GameSpot.com www.gamespot.com. Visitado em 10 de julho de 2012.
  4. Waldron, Valerie. "CVGA Disassembled - Fifth Generation (1993-2001)" Computer and Video Game Archive, Fall 2013. Retrieved on 19 November 2013.
  5. Jeremy Parish (2006-11-14). Out to Launch: Wii 1UP.com. Visitado em 2007-07-03.
  6. Kent (2001), pp. 491–493, 496–497.
  7. Doug Trueman. GameSpot Presents: The History of Donkey Kong GameSpot. Visitado em 2007-07-13.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Super Nintendo Entertainment System

Ligações externas[editar | editar código-fonte]