Batalha da Grécia

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Batalha da Grécia
Campanha dos Balcãs, Segunda Guerra Mundial
Bundesarchiv Bild 101I-163-0319-07A, Griechenland, Artilleriestellung auf freiem Feld.jpg
Data 61 de junho de 1941
Local Grécia
Desfecho Vitória do Eixo
Beligerantes
Eixo:
Alemanha Nazi Alemanha Nazista
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Itália
Aliados:
State Flag of Greece (1863-1924 and 1935-1973).svg Reino da Grécia
 Reino Unido
 Austrália
 Nova Zelândia
Comandantes
Alemanha Nazi Wilhelm List
Alemanha Nazi Maximilian von Weichs
Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Ugo Cavallero
State Flag of Greece (1863-1924 and 1935-1973).svg Aléxandros Papagós
Reino Unido Henry Maitland Wilson
Austrália Thomas Blamey
Nova Zelândia Bernard Freyberg
Forças
Alemanha:
  • 680 000 homens
  • 1 200 tanques
  • 700 aeronaves

Itália:

  • 565 000 homens
  • 463 aeronaves
  • 163 tanques
Total: 1 245 000 soldados
Grécia:
  • 430 000 homens

Império Britânico:

  • 62 612 homens
  • 100 tanques
  • 200–300 aeronaves
Baixas
Alemanha:
  • 1 099 mortos, 3 752 feridos e 385 desaparecidos

Itália:

  • 13 755 mortos, 63 142 feridos e 25 067 desaparecidos
Grécia:
  • 13 408 mortos, 42 485 feridos e 1 290 desaparecidos
    270 000 capturados

Império Britânico:

  • 903 mortos, 1 250 feridos e 13 958 capturados
Mapa da invasão da Grécia, em 1941.

A Batalha da Grécia (chamada Operação Marita, em alemão: Unternehmen Marita)[1] é o nome comum utilizado para a invasão por parte da Alemanha Nazista e da Itália Fascista contra a Grécia, apoiada pelas forças Aliadas, em abril de 1941, no contexto da Segunda Guerra Mundial.[2]

Em outubro de 1940, foi iniciada a Guerra Greco-Italiana, com os gregos repelindo o ataque inicial dos italianos e partindo então para o contra-ataque em março de 1941. Adolf Hitler, que naquele momento estava preocupado com o planejamento da invasão da União Soviética, se viu obrigado a intervir e ajudar Mussolini antes que a situação ficasse ruim demais para ele, garantindo, ao mesmo tempo, seu flanco sul. A invasão alemã em larga escala começou em abril, com a chamada Operação Marita, enquanto o exército grego estava ocupado na fronteira com a Albânia (na época, um protetorado italiano). Tropas alemãs invadiram a partir da Bulgária, abrindo uma segunda frente. Os gregos receberam apoio e reforços, ainda que limitados, do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Atacados por dois lados, pelos italianos e alemães, as forças gregas se viram em grande desvantagem, em termos de números e recursos. A chamada Linha Metaxas, no norte do país, não conseguiu cumprir seu papel de defender a fronteira búlgara e logo sucumbiu aos ataques alemães, que então se moveram para flanquear as defesas gregas na fronteira albanesa, forçando-os a se render. As forças britânicas, australianas e neozelandesas foram superadas e tiveram de recuar, sendo eventualmente forçadas a evacuar. Por vários dias, os Aliados conseguiram deter os alemães na região de Termópilas, dando tempo para a marinha britânica organizar uma retirada da Grécia. O exército alemão chegou em Atenas a 27 de abril e ao sul da Grécia em 30 de abril, capturando 7 000 britânicos, australianos e neozelandeses e encerrando a invasão com uma batalha decisiva. A 1 de junho, toda a Grécia continental já havia sido ocupada, com a conquista completa do território grego vindo com a queda de Creta, um mês depois. Tropas alemãs, italianas e búlgaras passaram a ocupar a Grécia, negando aos Aliados uma importante base no Mediterrâneo.[3]

Adolf Hitler mais tarde culparia o fracasso da invasão da União Soviética no mal sucedido ataque de Mussolini contra a Grécia.[4] A teoria é de que a invasão grega atrasou os planos alemães para o ataque contra os Soviéticos, distraindo os nazistas dos seus objetivos. Contudo, a maioria dos historiadores rejeitam esta conclusão, afirmando que Hitler queria culpar seus aliados italianos por seus próprios erros e fracassos.[5] Ainda assim, a Batalha da Grécia teve consequências sérias para o esforço de guerra do Eixo na Campanha Norte-Africana. Para Enno von Rintelen, o attaché militar alemão em Roma, do ponto de vista militar dos alemães, o maior erro estratégico não foi a luta na Grécia, mas sim a não tomada de Malta, que continuou a ser um importuno para as forças alemãs na África e no Mediterrâneo.[6]

Referências

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  2. «THE GERMAN CAMPAIGN IN THE BALKANS (SPRING 1941): PART III». Army.mil. 28 de outubro de 1940. Consultado em 1 de abril de 2013 
  3. Dear & Foot 1995, pp. 102–6.
  4. Kershaw 2007, p. 178.
  5. Hillgruber 1993, p. 506.
  6. von Rintelen 1951, pp. 90, 92–3, 98–9.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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