Crimes de guerra dos Aliados

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Oficial da Marinha dos Estados Unidos, a bordo de um navio, com um crânio japonês.

Crimes de Guerra dos Aliados referem-se às violações das leis de guerra cometidas pelos Aliados da Segunda Guerra Mundial, contra civis ou soldados do Eixo de natureza semelhante aos crimes de guerra nazistas.[1].

Investigações e punições[editar | editar código-fonte]

Ao fim da guerra, aconteceram vários julgamentos dos crimes de guerra do Eixo, sendo o mais famoso deles o Julgamento de Nuremberg. Contudo, esse tribunal negou-se a apreciar as denúncias de delitos praticados pelos Aliados. Alguns desses delitos foram investigados pelas autoridades militares dos países aliados, sendo os responsáveis levados à corte marcial. Mas a maioria das denúncias foi simplesmente ignorada e alguns processos, que chegaram a ser abertos, foram arquivados.

A polêmica em torno dos crimes de guerra aliados reacendeu-se, em 2007, com a publicação do livro "After the Reich: The Brutal History of the Allied Occupation", de Giles MacDonough.[2]

Suposta execução de soldados da SS por tropas estadunidenses na área do campo de concentração de Dachau durante a sua libertação, em 29 de Abril de 1945 (fotografia de exército dos Estados Unidos).[3]

Lista de crimes[editar | editar código-fonte]

  • De acordo com Mitcham e von Stauffenberg,[4] a unidade do exército canadense, "The Loyal Edmonton Regiment", teria assassinado prisioneiros de guerra alemães.
  • Tropas franco-marroquinas, conhecidas como "Goumiers", teriam cometido estupros, sequestros, assassinatos e outros crimes de guerra contra mais de 12.000 civis, às proximidades de Monte Cassino, na Itália.
  • Segundo testemunhas, os Maquis executaram 17 alemães prisioneiros de guerra em Saint-Julien-de-Crempse (na região de Dordogne), em 10 de setembro 1944, de acordo com os autores do massacre, 14 soldados foram assassinados por vingança por causa dos assassinatos alemães de 17 habitantes locais da vila de St. Julien em 3 de agosto de 1944, que foram assassinatos em represália à atividade de Resistência na região de St. Julien, que abrigava uma célula ativa do Maquis.[5]
  • Assassinato de sobreviventes do naufrágio de navios alemães por soldados britânicos.
  • De acordo com testemunhas, soldados britânicos teriam saqueado museus, casas e outros estabelecimentos em Schleswig-Holstein durante sua ocupação, alem de torturar e assassinar prisioneiros de guerra alemães.
  • Estupros em massa de mulheres alemãs pelo Exército Vermelho.
Ver artigo principal: Crimes de guerra soviéticos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Veale F.J.P. Advance to Barbarism: The Development of Total Warfare from Sarajevo to Hiroshima, CreateSpace Independent Publishing Platform, 2013, (em inglês), ISBN 9781493773503
  • Heller, Kevin e Simpson, Gerry. The Hidden Histories of War Crimes Trials. OUP Oxford, 2013, (em inglês), pág. 343, ISBN 9780199671144 Adicionado em 02/02/2016.
  • Cook, Paul David. Allied War Criminals of WWII. Xlibris Corporation, 2010, (em inglês), pág. 79, ISBN 9781456833077 Adicionado em 02/02/2016.

Referências

  1. T. Snyder, Kruvinos Žemės. Europa tarp Hitlerio ir Stalino, Vilnius: Tyto alba, 2011, p. 348 (original title: T. Snyder, Bloodlands. Europe Between Hitler and Stalin, New York: Basic Books, 2010).
  2. MacDonnogh, Giles. After the Reich: The Brutal History of the Allied Occupation. Londres, Basic Books, 2007, ISBN 9780465003372
  3. Villani, Gerry. Voices of the Waffen SS. (em inglês), pág. 57, ISBN 9781329690660 Adicionado em 02/02/2016.
  4. Mitcham, Samual W. e Von Stauffenberg, Stephen. The Battle of Sicily: How the Allies Lost Their Chance for Total Victory. Stackpole Books, 2007, ISBN 9780811734035.
  5. Revista "After the Battle", edição 143
  6. Harland-Dunaway, Chris (July 28, 2018), «Take no prisoners: Inside a WWII American war crime», Center for Investigative Reporting, revealnews.org  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. Zigan, Harald (16 April 2015). «Kriegsende 1945 (Teil 10): US-Soldaten nehmen blutige Rache in Jungholzhausen und Ilshofen». swp.de (em alemão). Südwest Presse. Consultado em 3 March 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  8. https://books.google.com.br/books?id=N9atN_i4IS4C&pg=PT183&lpg=PT183&dq=Massacre+de+Canicatt%C3%AD&source=bl&ots=Z2Pk7L7rGM&sig=jjcJYA2lrBhummFoR0cNGcpH8nw&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiUgqvuo6jXAhVIQpAKHYBvCWs4FBDoAQhZMAg#v=onepage&q=Massacre%20de%20Canicatt%C3%AD&f=false
  9. https://forum.axishistory.com/viewtopic.php?t=54905&start=30
  10. http://www.comandosupremo.com/forums/topic/1784-historian-uncovers-new-details-on-sicily-massacre/
  11. https://library.syr.edu/digital/guides/m/mccaffrey_gh.htm
  12. a b Emsley, Clive (2013) Soldier, Sailor, Beggarman, Thief: Crime and the British Armed Services since 1914. Oxford University Press, USA, p. 128-129; ISBN 0199653712
  13. Beevor, Antony, D-Day, Viking, 2009 p 447
  14. Stacey (1960), pp. 558
  15. Nachman Ben-Yehuda (15 July 2013). Atrocity, Deviance, and Submarine Warfare: Norms and Practices during the World Wars. [S.l.]: University of Michigan Press. p. 133. ISBN 0-4721-1889-7  Verifique data em: |data= (ajuda)
  16. Castle looted by British troops AAP, 23 August 1947
  17. Hunt, Vincent. Fire and Ice: The Nazis' Scorched Earth Campaign in Norway. The History Press, 2014, (em inglês) ISBN 9780750958073 Adicionado em 02/02/2016.
  18. Schofield, Hugh (5 June 2009). «Revisionists challenge D-Day story». BBC News. Consultado em 6 January 2010  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)