Enzo Coloni Racing Car Systems

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Itália Coloni
Nome completo Enzo Coloni Racing Car Systems
Sede Perugia, Itália
Chefe de equipe Itália Enzo Coloni
Pilotos Itália Nicola Larini
Brasil Roberto Moreno
Itália Gabriele Tarquini
França Pierre-Henri Raphanel
Itália Enrico Bertaggia
Bélgica Bertrand Gachot
Portugal Pedro Chaves
Japão Naoki Hattori
Chassis FC187
FC188/188B
C3/C3B/C3C
C4
Motor Ford, Subaru
Pneus Goodyear, Pirelli
Histórico na Fórmula 1
Estreia Itália GP da Itália, 1987 (não-classificado)
Último GP Austrália GP da Austrália, 1991 (não-classificado)
Grandes Prêmios 82 (14 largadas)
Campeã de construtores 0 (14 largadas)
Campeã de pilotos 0 (23º em 1989, com Gabriele Tarquini)
Vitórias 0 (8º lugar no GP do Canadá, com Gabriele Tarquini)
Pole Position 0 (15ª posição no GP do Portugal, com Roberto Moreno)
Voltas rápidas 0
Pontos 0
Posição no último campeonato
(1991)
19º (0 pontos)

Enzo Coloni Racing Car Systems (também conhecida apenas como Coloni) foi uma equipe de Fórmula 1 que competiu entre 1987 e 1991.

História[editar | editar código-fonte]

1987-1989: Coloni-Ford[editar | editar código-fonte]

Em 1987, a Coloni estrearia na F-1 no GP da Itália, utilizando um motor Ford e um chassi batizado de FC187, calçado com pneus Goodyear. O italiano Nicola Larini foi o escolhido para guiar o carro nos GP's da Itália e da Espanha, sendo que em Monza não obteve a classificação.

1988 foi a primeira temporada completa da equipe na categoria, e utilizaria o mesmo chassi do ano anterior - mas mudando o piloto, que passaria a ser o também italiano Gabriele Tarquini. Esta temporada foi marcada pela "regularidade" da Coloni nos treinos - em 16 provas, não largou em 8 etapas, e conseguiu vaga no grid em outras 8. Durante a temporada, o time usaria o FC188 rebatizado com o mesmo nome, só que com a inclusão da letra "B". A melhor posição obtida foi um 8º lugar no GP do Canadá, obtido por Tarquini - na época, 6 pilotos pontuavam.

A chegada de Moreno e as últimas qualificações para o grid[editar | editar código-fonte]

Coloni FC188 em Donington Park, em 2008.

No ano seguinte, Tarquini assina com a AGS, e para seu lugar a equipe contrata o brasileiro Roberto Moreno e o franco-argelino Pierre-Henri Raphanel para serem os novos titulares do time, que receberia o patrocínio da La Cinq, emissora de televisão da França - daí o motivo de um enorme número 5 estampado nos carros - que continuavam sendo os FC188B do campeonato anterior, trocando pelos chassis batizados C3 a partir do GP do Canadá.

Em Mônaco, pela primeira - e única - vez, a Coloni largaria com seus dois carros - Raphanel classificou-se em 18º, à frente dos veteranos Nelson Piquet, Eddie Cheever e René Arnoux, e Moreno, em 25º e penúltimo lugar. Na corrida, a Coloni desperdiçaria uma grande chance de marcar seus primeiros pontos na F-1 após Raphanel e Moreno abandonarem com problemas no câmbio.

Depois da etapa monegasca, a Coloni passaria a viver um martírio nas classificações, com Moreno extraindo o máximo de seu carro e Raphanel sendo eliminado nas pré-classificações das sextas-feiras. Após o GP da Hungria, onde novamente não obtiveram a vaga no grid, Moreno era mantido na equipe, mas o franco-argelino assinou com a Rial, dando lugar a outro italiano, Enrico Bertaggia.

Apesar das mudanças, nada mudaria na Coloni. Moreno conseguiria mais uma classificação, em Portugal, largando em uma improvável 15ª posição - melhor da história do time. Porém, o brasileiro não chegaria muito longe na prova, tendo abandonado por problemas elétricos. A etapa do Estoril foi a última disputada pela Coloni na história. A partir daí, o time viveria um verdadeiro drama - tanto no âmbito financeiro quanto nos treinos classificatórios.

1990: utilização dos motores Subaru e a derrocada[editar | editar código-fonte]

Em 1990, a equipe (desta vez, sem Enzo Coloni no comando técnico) assina um inesperado acordo com a Subaru, que adquire 51% das ações e paga as dívidas. Um motor desenhado pelo experiente engenheiro Carlo Chiti na fábrica da Motori Moderni seria utilizado pelo time. O belga (nascido em Luxemburgo) Bertrand Gachot foi contratado para guiar o carro, agora batizado de C3B. Enzo Coloni voltaria à equipe, agora como diretor-esportivo.

Mas os problemas da Coloni permaneciam visíveis, principalmente no motor Subaru, cuja potência não ultrapassava 500 cavalos. Gachot emplacou uma sequência de 10 corridas seguidas eliminado nas pré-classificações de sexta-feira, chegando a marcar um tempo de mais de 5 minutos no treino pré-qualificatório para o GP dos Estados Unidos, o primeiro da temporada, 3 minutos mais lento até do que a Life de Gary Brabham. Com os motores da Ford, a equipe mostrou uma razoável melhora na equipe, que suplantaria a pré-classificação pela primeira vez no GP da Bélgica, mas Gachot não conseguiu a classificação. Ele ainda superou as pré-classificações em 5 oportunidades, mas as limitações do carro impediam a classificação do belga, que não conseguiria mais do que a 30ª posição nos treinos classificatórios. Pela primeira vez desde 1987, a Coloni não largaria em nenhum Grande Prêmio da categoria.

1991: a crise[editar | editar código-fonte]

Desgastada após o fracasso dos chassis C3B e C no ano anterior, a Coloni entraria de vez numa crise sem precedentes, possuindo apenas 6 funcionários.

Para ajudar a equipe, estudantes da Universidade de Perugia criaram um carro novo, chamado de C4. Enzo Coloni pensava em contratar o experiente Andrea De Cesaris para pilotar o monoposto, e contaria ainda com o patrocínio da Marlboro para aumentar o caixa, mas o piloto de Roma optou em assinar com a novata equipe Jordan.

Resignado, Enzo decidiu contratar o português Pedro Chaves, que viria juntamente com o apoio da vinícola Mateus. Pilotando um carro mal-treinado e com uma condução frágil, não conhecia as pistas onde tentaria a classificação. Como resultado, o português não largaria em nenhuma prova. Afundada em crise, a Coloni não disputa o GP da Espanha, retornando em Suzuka, e com um novo piloto: Naoki Hattori, que tinha bom desempenho em competições de seu país, mas também sem experiência na Fórmula 1. Desta maneira, Hattori fracassou na pré-classificação no Japão e também na Austrália.

Sem mais esperanças de prosseguir na F-1, Enzo Coloni não tem outra alternativa, senão vender o time ao empresário Andrea Sassetti, que criaria a Andrea Moda Formula no ano seguinte.

Principais pilotos[editar | editar código-fonte]

  • Nicola Larini: O piloto nascido em Lido di Camaiore fez sua estreia na Fórmula 1 juntamente com a Coloni, pela qual disputou 2 provas.
  • Gabriele Tarquini: Disputou a temporada de 1988, sendo responsável pelo melhor resultado em corridas da equipe, ao terminar em oitavo lugar no GP do Canadá.
  • Roberto Moreno: O brasileiro, que era piloto de testes da Ferrari, assinou com a Coloni para 1989 e teve o salário pago pela Scuderia. Conseguiu a melhor posição de largada na história do time, um 15º lugar em Portugal.