Usuário:DAR7/Testes/Linguística/Substantivo

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Substantivo é a palavra ou expressão como designação genérica dos seres. São, portanto, substantivos os nomes de pessoas, animais, vegetais, lugares e objetos, e os de ações, qualidades, sentimentos e estados, que consideram-se como seres. Pedro Henrique, formiga, coqueiro, Rio Grande do Norte, guarda-chuva, ensino, pobreza, amor, bem-estar são substantivos. Dentre esses exemplos, Pedro Henrique, Deyvid Aleksandr, Daniel Antônio, Tassia Maria, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina, guarda-chuva, guarda-sol, porta-luvas são substantivos compostos, ou seja, são constituídos por mais de uma palavra. Os substantivos são classificados em concretos e abstratos, próprios e comuns, dentre estes últimos, estão incluídos os coletivos. A variação dos substantivos pode ser em gênero, número e grau.[1]

Sob a ótica de seu emprego na oração, o substantivo é a única palavra que pode servir de núcleo do sujeito, dos objetos direto e indireto e do agente da passiva. A equivalência dos termos que pertencem a demais classes gramaticais — como pronomes, numerais ou quaisquer demais palavras substantivadas — que forem utilizados nessas funções é a mesma de substantivos. Exemplificando, em Ela gosta de ler livros de geografia e língua portuguesa, a equivalência do pronome ela, sujeito da oração, é a mesma de um substantivo. O mesmo acontece com ler, verbo substantivado, na função de objeto direto, além dos nomes das disciplinas supracitadas acima.[1]

Definição[editar | editar código-fonte]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo substantivo, datado de 1540, é uma palavra etimologicamente oriunda do adjetivo latino substantivus-a-um, que, por sua vez, é uma derivação da palavra substantia-ae, que significa substância.[2][3] A exemplo do termo lusófono substantivo, a palavra inglesa noun é oriunda do substantivo latino nomen cujo significado é nome.[4]

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Substantivo é a palavra que varia em gênero, número e grau, a qual nomeia genericamente os seres. É sabido que todas as pessoas, coisas, lugares e acontecimentos existentes na natureza e nas sociedades humanas têm um nome. O conhecimento da realidade tem ligação íntima ao conhecimento dos nomes das coisas formadoras da realidade. O substantivo é a palavra que nomeia seres reais ou imaginários e ações, estados ou qualidades, quando tomam-se como seres.[5]

São, pois, substantivos, a saber:[5]

Formação[editar | editar código-fonte]

Quanto à formação da palavra, pode ser um substantivo:[6]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Quando à classificação da palavra, pode ser um substantivo comum ou próprio, concreto ou abstrato:[7]

Dentre os substantivos comuns, destacam-se os substantivos coletivos, são as designações, mesmo que no singular, de um grupo de seres da mesma espécie. Exemplos:[9]

Flexão[editar | editar código-fonte]

Como observação de Terra & Nicola (1997, p. 17), a flexão em gênero, numeral e grau dos substantivos é admitida.[10]

  • flexão de gênero: o substantivo pode ser masculino ou feminino.[10]
  • flexão de número: o substantivo pode ser singular ou plural.[10]
    • menino / meninos
  • flexão de grau: além do grau normal, o substantivo pode ser apresentado no grau aumentativo ou diminutivo.[10]
    • meninão / menininho

Flexão genérica[editar | editar código-fonte]

De acordo com o assinalamento de Terra & Nicola (1997, p. 17), dois gêneros gramaticais do substantivo são apresentados: o masculino e o feminino.[11]

É de grande importância a não confusão de gênero com sexo. O gênero é gramatical, ou seja, é uma demonstração de que caso a palavra é masculina ou feminina. As palavras Livro, relógio, caneta, escola nomeiam coisas que não têm sexo, apesar de serem apresentados no gênero masculino ou feminino. Já o substantivo vítima é uma palavra exclusivamente pertencente ao gênero feminino (a vítima), apesar de ser uma possível referência tanto a pessoas do sexo feminino quanto do masculino.[12]

Relativo ao gênero, podem ser distintos dois tipos de substantivos biformes e uniformes.[11]

Substantivos biformes[editar | editar código-fonte]

São aqueles que mostram duas formas gramaticais: a primeira para o gênero masculino e a segunda para o gênero feminino.[11]

Masculino Feminino
aluno aluna
professor professora
boi vaca
homem mulher

Veja que o gênero pode ser mudado através das desinências -o e -a, como em menino / menina ou até mesmo pelo próprio radical alterado, como em homem / mulher.[11]

Observe que nem todas as palavras que terminam em -o e -a vão ser masculinas e femininas, respectivamente.[11]

Substantivos uniformes[editar | editar código-fonte]

São aqueles que mostram uma só forma gramatical para os dois gêneros.[11]

Exemplos: vítima, testemunha, colega, dentista, onça, borboleta.

Podem ser substantivos uniformes:[11]

  • epicenos: são uma referência a alguns animais, mostram uma só forma gramatical para ambos os gêneros.[13]
Exemplos: a onça, o jacaré, a borboleta, a foca, etc.
Se quisermos a especificação do sexo do animal, é obrigatório o acréscimo das palavras macho e fêmea.[13]
Exemplo: Uma onça macho fugiu do zoológico na semana passada.
É importante notar que o substantivo onça é uma palavra pertencente ao gênero feminino, apesar de estar sendo uma referência a um animal do sexo masculino.[14]
  • comuns de dois gêneros: é uma referência a pessoas, mostrando uma só forma gramatical para ambos os gêneros.[15]
Exemplos:
Aquele dentista anunciava um tratamento sem dor.
Era uma jornalista recém-formada.
Duas estudantes foram premiadas.
  • sobrecomuns: são palavras possuidoras de um único gênero para a designação das pessoas de dois sexos.[16]
Exemplos: a criança, a vítima, a testemunha, a criatura, o carrasco, etc.
Durante a afirmação de que "a testemunha foi ausentada do julgamento", o substantivo testemunha, que, sob a ótica da gramática, é uma palavra pertencente ao gênero feminino, pode estar sendo uma referência tanto a uma pessoa do sexo masculino quanto a uma pessoa do sexo feminino. Se quisermos a especificação do sexo da pessoa, é obrigatória a afirmação de que uma pessoa do sexo masculino foi ausentada-se do julgamento.[17]

Flexão numérica[editar | editar código-fonte]

Os substantivos, quanto ao número, podem ser apresentados no singular ou no plural. O plural dos substantivos é feito de acordo com normas apresentadas a seguir.[18]

Substantivos simples[editar | editar código-fonte]

  • Observe que certos substantivos que terminam com o ditongo -ão podem mostrar mais de uma forma para o plural:[18]
    • ancião / anciões, anciãos ou anciães
    • aldeão / aldeões, aldeãos ou aldeães
  • Substantivos que terminam em -r e -z constituem o plural por acrescentar -es.[18]
  • Substantivos que terminam em -s, caso não forem oxítonos, nunca são variáveis:[18]
  • Caso forem oxítonos, constituem o plural por acrescentar -es.[18]
  • Substantivos que terminam em -al, -el, -ol, -ul constituem o plural por trocarem -l por -is.[18]
  • Substantivos que terminam em -il, se forem oxítonos, constituem o plural, sendo trocado o -l por -s.[18]
  • Os paroxítonos constituem o plural por trocar o -il por -eis.[18]

Plural dos diminutivos terminados em -zinho e zito[editar | editar código-fonte]

O plural dos diminutivos com sufixos que começam com -z é feito da seguinte maneira:[19]

O -s de plural da palavra primitiva é retirado:[19]

  • bar → bare
  • coronéis → coronei
  • mulheres → mulhere
  • balões → balõe

O sufixo de diminutivo seguido de -s é acrescentado.[19]

  • bare → barezinhos
  • coronei → coroneizinhos
  • mulhere → mulherezinhas
  • balõe → balõezinhos

Substantivos compostos[editar | editar código-fonte]

Para a formação do plural dos substantivos compostos, convém a observação de que caso os seus elementos são ligados por hífen. Se os elementos não venham ligados por hífen, o plural é formado de acordo com as regras dos substantivos simples, apresentados anteriormente.[20]

Se os elementos do substantivo composto venham unidos por hífen, se faz o plural de acordo com as seguintes regras:[20]

Os autores Terra & Nicola (1997, p. 22) pedem ao leitor a observação de que, em guarda-noturno, os dois elementos são variáveis, porque temos: guarda (= a pessoa do guarda; substantivo) mais noturno (adjetivo), Já em guarda-roupa, o elemento roupa é variável, porque, nesse caso, guarda é verbo.[20]

Flexão gradual[editar | editar código-fonte]

Como observação de Terra & Nicola (1997, p. 22), a flexão de grau do substantivo é admitida. Isso significa a possível indicação da variação do tamanho do ser representado pelo substantivo cuja referência é o grau normal, sendo acrescentado a ele a ideia que aumenta e diminui o substantivo.[21]

Além do grau normal, o substantivo pode surgir no grau aumentativo ou diminutivo, de acordo com a indicação que aumenta ou diminui o ser.[22]

O grau do substantivo pode ser mudado de ambas as formas diferentes:[23]

  • sinteticamente, sendo acrescentado ao radical do substantivo um sufixo aumentativo e diminutivo.[23]
    • Carlos era um meninão (aumentativo sintético)
    • Luciana era uma garotinha (diminutivo sintético)
  • Observe que alguns substantivos mostra uma forma erudita para o grau diminutivo:[24]
  • analiticamente, sendo modificado o substantivo através de adjetivos os quais são expressões de ideia que aumenta ou diminui o substantivo.[23]
    • Carlos era um menino grande (aumentativo analítico)
    • Luciana era uma garota pequena (diminutivo analítico)

É importante notar que certos substantivos, com origem nos graus aumentativo ou diminutivos, não indicaram ideia que aumenta ou diminui o substantivo, sendo por esse motivo denominados aumentativos ou diminutivos formais. É o que acontece em palavras como:[25]

Em demais casos, os sufixos aumentativos ou diminutivos são usados em valor afetivo ou pejorativo:[25]

  • paizinho, painho, mãezinha, livreco, gentinha, etc.

Morfossintaxe do substantivo[editar | editar código-fonte]

No interior da oração é possível o funcionamento do substantivo como centro das seguintes funções sintáticas:[26]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b Arruda 1988, p. 7431.
  2. Dicionário Houaiss 2009, p. 1783.
  3. Dicionário Aurélio 2004, p. 1887.
  4. Douglas Harper. «Verbete "noun"». Online Etymology Dictionary. Consultado em 8 de janeiro de 2016. 
  5. a b c d Terra & Nicola 1997, p. 15.
  6. a b c d e «Formação dos Substantivos». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  7. a b c d «Classificação dos Substantivos». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  8. «Classificação dos Substantivos». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  9. «Substantivos coletivos». portugues.uol.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  10. a b c d «FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  11. a b c d e f g «Gênero do substantivo». normaculta.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  12. Terra & Nicola 1997, p. 17.
  13. a b «Epiceno». normaculta.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  14. Terra & Nicola 1997, p. 18.
  15. «Substantivo comum de dois gêneros». normaculta.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  16. «Substantivo sobrecomum». normaculta.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  17. Terra & Nicola 1997, p. 19.
  18. a b c d e f g h i j «Flexão de Número do Substantivo». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  19. a b c Luana Castro Alves Perez. «Plural dos diminutivos». Mundo Educação. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  20. a b c d e f «Plural dos Substantivos Compostos». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  21. Terra & Nicola 1997, p. 22.
  22. Terra & Nicola 1997, p. 23.
  23. a b c «Particularidades sobre o Número dos Substantivos: Flexão de Grau do Substantivo». Só Português. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  24. «Substantivo: Flexão de gênero, número e grau». UOL Educação. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 
  25. a b Terra & Nicola 1997, p. 23.
  26. a b c d e f g h i j k l «Morfossintaxe do substantivo». alunosonline.uol.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arruda, Ana (1988). «Substantivo». Enciclopédia Delta Universal. 13. Rio de Janeiro: Delta. pp. p. 7431 
  • Terra, Ernani; Nicola, José de (1997). Curso prático de língua, literatura e redação. 2 4ª ed. São Paulo: Scipione. p. 15-28. 318 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Vânia Maria do Nascimento Duarte. «Substantivos». portugues.uol.com.br. Consultado em 12 de janeiro de 2016.