Vince McMahon

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Vince McMahon
Vince McMahon (Dec 2008).jpg
McMahon em dezembro de 2008
Informações pessoais
Nome completo Vincent Kennedy McMahon
Nascimento 24 de agosto de 1945 (72 anos)[1]
Pinehurst, Carolina do Norte,
Estados Unidos[1]
Cônjuge(s) Linda Edwards (c. 1966)
Filho(s) Shane McMahon
Stephanie McMahon
Família Família McMahon
Carreira na luta livre profissional
Altura
anunciada
1 88 m[1]
Peso
anunciado
220 lb (100 kg)[1]
Estreia 1982[1]

Vincent Kennedy McMahon (Pinehurst, 24 de agosto de 1945) é um promotor, narrador, comentarista e ocasional lutador estadunidense de luta profissional, que atualmente ocupa os cargos de Presidente do Conselho de Administração e diretor executivo da promoção de luta profissional WWE, empresa da qual também é dono majoritário.[1]

Em 1969, McMahon começou sua carreira como narrador nos programas televisivos da World Wide Wrestling Federation (WWWF), de propriedade de seu pai Vincent J. McMahon. Além disso, McMahon passou a atuar nos bastidores, comprando a World Wrestling Federation (WWF, a WWWF renomeada) em 1982. Ele, então, iniciou uma expansão territorial da WWF além de sua base no nordeste estadunidense. Utilizando o formato de entretenimento esportivo ("sports entertainment") ao invés da luta clássica, celebridades e Hulk Hogan como a maior estrela da companhia, McMahon foi um dos principais responsáveis pelo "boom" da luta profissional na década de 1980.

Durante a Attitude Era e após o Montreal Screwjob, McMahon deixou de atuar como comentarista e sua personagem nas histórias da WWF tornou-se vilanesca, sendo referido como Mr. McMahon e assumindo sua posição como chefe da companhia, liderando o grupo The Corporation e tendo o rebelde Stone Cold Steve Austin como nêmesis. Nesta época, McMahon participou de diversos combates, tendo vencido o Royal Rumble de 1999 e conquistado o Campeonato da WWF em uma ocasião. Em 2007, anos após estas histórias, McMahon tornou-se novamente campeão mundial ao vencer o Campeonato da ECW.[1]

Além de ser a principal força criativa da WWE, McMahon também investiu em futebol americano com a XFL e em fisiculturismo com a World Bodybuilding Federation (WBF), ambos empreendimentos fracassados. Ele é casado com Linda McMahon, atual diretora do Escritório da Pequena Empresa do governo de Donald Trump.[2] Juntos, são pais de Shane e Stephanie McMahon, ambos envolvidos na administração, criação e atuação como personagens na WWE.

Vida inicial[editar | editar código-fonte]

McMahon nasceu em Pinehurst, Carolina do Norte, em 24 de agosto de 1945. Ele foi criado em uma motocasa por sua mãe, Vicky Askew, e diversos padrastos. Em entrevistas, ele afirmou que sofreu violência tanto de Askew como de seus parceiros e sugeriu que sofreu abuso sexual de sua mãe.[3] Aos 12 anos, ele conheceu seu pai, o promotor de luta profissional Vincent James McMahon.[4] Seu avô, Roderick "Jess" McMahon, promotor de luta e boxe, havia co-fundado a Capitol Wrestling Corporation, então transformada em World Wide Wrestling Federation (WWWF) e dirigida por Vincent J., na região nordeste dos Estados Unidos.[5] Ele se formou em marketing na East Carolina University em 1964.[4]

Carreira na luta profissional[editar | editar código-fonte]

(2001)[editar | editar código-fonte]

Disputas por poder (2001—2005)[editar | editar código-fonte]

No Royal Rumble, Flair derrotou McMahon em uma Street Fight.[6] No SmackDown!, quatro dias depois, McMahon afirmou que, sob a liderança de Flair, a empresa iria acabar e que apenas ele, o criador da WWF, poderia destruí-la. Por fim, ele anunciou a estreia da new World order (nWo, formada por Hollywood Hulk Hogan, Scott Hall e Kevin Nash), que seria responsável pela destruição da WWF.[7] Ele usou o retorno da nWo para chantagear Flair e obrigá-lo a vender sua metade da companhia e deixar a WWF,[8] mas ele acabou impedido por Stone Cold Steve Austin.[9]

No Raw de 11 de fevereiro, McMahon se reconciliou com Stephanie e a acompanhou na renovação de seus votos matrimoniais com Triple H. Durante a cerimônia, ao descobrir que Stephanie havia mentido sobre sua gravidez, Triple H anunciou o fim do casamento (na história) e socou Vince.[10] Em 11 de março, McMahon conseguiu controle total da companhia após convencer a junta diretora de que Flair estava descontrolado por sua luta contra The Undertaker no WrestleMania X8.[11] No Raw após o WrestleMania, Linda McMahon deu o controle do Raw para Flair e do SmackDown! para Vince.[12] No Raw seguinte, durante a divisão do elenco, McMahon selecionou para o SmackDown! The Rock, Kurt Angle, Chris Benoit, Hogan, Billy e Chuck, Edge, Rikishi, D-Von Dudley, Mark Henry e Maven.[13] No SmackDown! de 28 de março, Vince e Angle derrotaram Flair e Triple H.[14] Ele retornou ao Raw em 1 de abril para tentar contratar Austin, sem sucesso.[15] Três dias depois ele nomeou Hogan como o desafiante pelo Campeonato da WWF de Triple H no Backlash.[16] Ele contratou Stacy Keibler como sua assistente na semana seguinte.[17] McMahon desafiou Flair para uma luta No Holds Barred no Raw de 10 de junho pelo controle total da companhia. Com interferência de Brock Lesnar, McMahon derrotou Flair e tomou controle da empresa.[18] Durante o Raw de 17 de junho, McMahon confirmou que Austin havia legitimamente abandonado a empresa e o agradeceu pela sua contribuição à companhia.[19]

McMahon adotou uma personalidade mais brutal durante o Raw de 24 de junho, fazendo um discurso para todo o elenco, lhes dizendo só ter tido sucesso por ter usado de agressão e crueldade, e incitou os lutadores a fazerem o mesmo. O discurso de McMahon marcou o início da era da "Ruthless Aggression".[20] Na mesma noite, para se livrar de lutadores que não gostava, McMahon forçou Tommy Dreamer e Raven a lutarem, com o perdedor sendo expulso do Raw.[21] Ele anunciou o fim da nWo no Raw de 15 de julho, quando também nomeou Eric Bischoff como Gerente Geral do Raw.[22] No SmackDown! seguinte, ele nomeou Stephanie como Gerente Geral do programa.[23]

Ele retornou durante o Raw de 13 de janeiro de 2003, encerrando a suspensão dos Dudley Boyz e dando para Bischoff 30 dias para melhorar o programa, ameaçando-o de demissão caso não conseguisse.[24] No SmackDown! de 23 de janeiro, confrontando Hulk Hogan e afirmando que a "Hulkamania" estava morta. Ao fim da discussão, Hogan socou McMahon e jogou sua camiseta em seu rosto.[25] Na semana seguinte, McMahon marcou um combate entre Hogan e The Rock no No Way Out.[26] Ele demitiu Bischoff durante o Raw de 10 de fevereiro, o recontratando imediatamente após saber da contratação de Austin. Por fim, ele marcou para o No Way Out um combate entre Bischoff e Austin.[27] Durante o combate entre Rock e Hogan no No Way Out, McMahon, mancomunado com o árbitro Sylvain Grenier, causou uma distração e permitiu que Rock vencesse.[28] Com Vince e Hogan disputando o crédito pelo sucesso da carreira de Hogan na WWF, os dois concordaram em se enfrentar no WrestleMania XIX durante o SmackDown! de 6 de março.[29] Após atacar Hogan com uma cadeira durante o SmackDown! de 20 de março, McMahon o forçou a assinar o contrato da luta com seu próprio sangue.[30] Mesmo com interferência de Grenier e "Rowdy" Roddy Piper, McMahon foi derrotado por Hogan em uma Street Fight no WrestleMania.[31]

No SmackDown! após o WrestleMania, McMahon decidiu continuar sua missão de destruir a "Hulkamania", forçando Hogan a cumprir seu contrato sem aparecer na WWE.[32] A estratégia fez com que Hogan passasse a usar uma máscara e o nome de "Mr. America", sendo contratado para o SmackDown! por Stephanie. Vince confrontou Mr. America no segmento de entrevistas de Roddy Piper, Piper's Pit, o ameaçando de processo e demissão. No entanto, o novo contrato com Stephanie não permitia estas sanções. Ao tentar desmascarar Mr. America, McMahon acabou nocauteando sua filha.[33] Para provar que Mr. America era Hogan, Vince contratou Sable (com quem, na história, estava tendo um relacionamento extraconjugal) como assistente de Stephanie,[34] forçou Mr. America a ser analisado por um polígrafo[35] e passou a atacar Zach Gowen, um aliado de Hogan com uma prótese no lugar de uma de suas pernas. Entre os ataques contra Gowen, McMahon mandou prendê-lo ao dizer que ele não havia autorização para estar na arena em 22 de maio e trapacear em uma disputa de braço de ferro pelo contrato de Zach.[36]

McMahon, com Brock Lesnar e Sable, confrontando The Undertaker no SmackDown!

Em 19 de junho, após fazer Sable seduzir Gowen apenas para humilhá-lo, McMahon foi confrontado por Stephanie, que o acusou de usá-la, quando menor de idade, como ferramenta para fechar negócios, deixando implícito que Vince a prostituía para outros promotores de luta.[37][38][39]

Rivalidade com DX e Donald Trump (2005—2007)[editar | editar código-fonte]

Durante o Royal Rumble de 2005, McMahon teve de ir ao ringue para resolver a disputa entre John Cena e Batista, já que ambos haviam sido eliminados do combate ao mesmo tempo. Ao entrar no ringue, McMahon rasgou ambos os quadríceps, sendo forçado a sentar no meio do ringue para definir o reinício da luta entre Cena e Batista.[40] No Raw de 18 de abril, McMahon confrontou Christian e anunciou o Draft Lottery.[41] Em 1 de agosto, ele recontratou Matt Hardy e marcou um combate entre ele e Edge no SummerSlam.[42] Durante o Raw de 19 de setembro, McMahon questionou a decisão de Eric Bischoff de tirar o Campeonato da WWE de John Cena. Ele restaurou o título para Cena e marcou um combate entre ele e Bischoff duas semanas depois pelo título.[43] No Raw após o Raw Homecoming, em 10 de outubro, Vince e Linda McMahon demitiram Jim Ross em represália ao ataque de Stone Cold Steve Austin contra todos os McMahons.[44] Após a derrota do time do Raw no Survivor Series, McMahon tornou-se o juiz de um falso julgamento Bischoff. Ele encerrou o segmento demitindo Bischoff de seu cargo de Gerente Geral e o jogando em um caminhão de lixo.[45]

Ele iniciou uma rivalidade com Shawn Michaels no último Raw de 2005, quando este o confrontou enquanto ele insultava Bret "The Hitman" Hart após o lançamento de um DVD sobre sua carreira. Michaels disse que McMahon deveria deixar a querela com Hart de lado, ao que McMahon respondeu que iria ferrá-lo como fez com Hart.[46] Na semana seguinte, ele baniu Michaels de usar o superkick em um combate contra Kane e ordenou que ele fosse o primeiro participante a entrar na Elimination Chamber no New Year's Revolution.[47] Em 16 de janeiro, McMahon forçou Michaels a enfrentar Kurt Angle, com a estipulação de que ele seria demitido caso fosse derrotado. Ele venceu após interferência falha de Daivari.[48] Ele continuou as ameaçar contra Michaels na semana seguinte, colocando sua vaga no Royal Rumble em jogo contra Shelton Benjamin.[49] Durante o combate Royal Rumble, ele distraiu Michaels, que acabou eliminado por Shane McMahon.[50] Afirmando que retirar Michaels da WWE lhe traria paz, McMahon tentou forçá-lo a se aposentar, sem sucesso, em 13 de fevereiro.[51] Na semana seguinte, Vince forçou Shawn a enfrentar, ao mesmo tempo, os cinco membros do Spirit Squad (Kenny, Mikey, Nicky, Mitch e Johnny), o que resultou no retorno do ex-parceiro de Shawn, Marty Jannetty.[52] McMahon, então, forçou Jannetty a beijar seu traseiro para entrar no Kiss My Ass Club para conseguir um contrato. Quando ele se negou, McMahon comandou Chris Masters em um ataque. Depois, Shane McMahon obrigou Michaels a beijar o traseiro de Vince.[53] Vince oficializou um combate entre ele e Michaels no WrestleMania 22 na semana seguinte.[54] No combate entre Shawn e Shane no Saturday Night's Main Event em 18 de março, McMahon reproduziu o Montreal Screwjob ao obrigar o árbitro a encerrar o combate quando Shane prendeu Michaels no sharpshooter.[55] No WrestleMania, Shawn derrotou Vince em uma luta No Holds Barred.[56] No Raw do dia seguinte, McMahon acusou Michaels de ter sido ajudado por Deus no WrestleMania e marcou um combate para o Backlash entre ele e Shane versus Michaels e Deus. No Backlash, após interferência do Spirit Squad, os McMahons derrotaram Michaels.[57][58][59]

McMahon, então, iniciou uma rivalidade com Triple H, que havia inadvertidamente acertado Shane com uma marreta. No Raw de 5 de junho, os McMahons tentaram drogar Triple H e forçá-lo a beijar o traseiro de Vince como parte do Kiss My Ass Club. No entanto, Triple H trocou sua garrafa de água contaminada com a de Shane, que desmaiou, e acertou Vince com um Pedigree.[60] Michaels e Triple H reformaram o grupo D-Generation X na semana seguinte contra o Spirit Squad de McMahon, que marcou um combate entre Michaels e Triple H e os cinco membros do Spirit Squad para o Vengeance.[61] Após o Spirit Squad ser derrotado pela DX, Shawn e Triple H imitaram Vince e Shane e lhes jogaram um material imitando fezes.[62] Na semana seguinte, a dupla tomou controle da produção do Raw e zombou de McMahon com efeitos de áudio e vídeo.[63] Mesmo com a ajuda do Spirit Squad, os McMahons foram derrotados por Eugene após distração da DX no Raw de 10 de julho.[64] Contra DX, os McMahons também se aliaram a Armando Estrada e Umaga.[65] No SummerSlam, a DX derrotou Vince e Shane.[66] Com DX vandalizando o avião particular e a sede da WWE no Raw da noite seguinte, McMahon descontou sua raiva em Mick Foley, ameaçando demitir Melina caso ele não beijasse seu traseiro. Foley o fez, mas acabou traído por Melina e demitido por Vince.[67] A rivalidade continuou com uma luta Hell in a Cell entre a DX e Shane, Vince e o Campeão da ECW Big Show no Unforgiven, vencida pela DX.[68] McMahon retornou ao Raw em 16 de outubro, oficializando para o Cyber Sunday um combate entre a DX e Rated-RKO (Edge e Randy Orton) e uma luta Triple Threat entre o Campeão da WWE John Cena, o Campeão da ECW Big Show e o Campeão Mundial dos Pesos-Pesados King Booker.[69]

McMahon como Campeão Mundial da ECW em 2007, no One Night Stand, entre Umaga (esquerda) e Shane McMahon.

No episódio de 1 de janeiro de 2007, McMahon comentou a disputa pública entre Donald Trump e Rosie O'Donnell e demitiu Rob Conway.[70] Em 15 de janeiro, McMahon afirmou que havia recebido uma carta de Trump desaprovando um esquete na semana anterior, em que um lutador interpretando Trump derrotava uma lutadora imitando O'Donnell.[71] Do telão, Trump interrompeu a noite de apreciação dos fãs de McMahon em 29 de janeiro, no Raw, dizendo que Vince não sabia o que os fãs queriam e ordenou que fosse jogado dinheiro para a plateia.[72] Ele fez sua primeira aparição na ECW no episódio do dia seguinte, zombando dos lutadores originais da ECW e posicionando Elijah Burke como o futuro da divisão.[73] Trump desafiou Vince para uma luta no WrestleMania 23 durante o Raw de 12 de fevereiro, a qual McMahon negou por não estar medicamente apto para competir. Acordou-se, então, que cada um escolheria um representante para um combate no WrestleMania, com o perdedor sendo forçado a raspar a cabeça.[74] Ele oficializou Umaga como seu representante na semana seguinte, permitindo que ele derrotasse Jeff Hardy para tornar-se Campeão Intercontinental.[75]

Nas semanas seguintes, Trump selecionou o Campeão da ECW Bobby Lashley como seu representante e Stone Cold Steve Austin foi selecionado como árbitro do combate. Em 26 de março, no Raw, após interferência de Lance Cade e Trevor Murdoch, Johnny Nitro, Chris Masters e Umaga, McMahon derrotou Lashley.[76] No WrestleMania 23, Umaga foi derrotado por Lashley e, como consequência, McMahon teve sua cabeça raspada.[77][78][79][80]

McMahon se vingou de Lashley no Backlash, ao derrotá-lo com Umaga e Shane em uma luta 3-contra-1 para conquistar o título da ECW, tornando-se novamente campeão mundial.[81][82] Novamente com Umaga e Shane, Vince defendeu o título contra Rob Van Dam na ECW de 8 de maio[83] e no Judgment Day, onde Lashley venceu, mas não conquistou o título por ter feito o pinfall em Shane e não em Vince.[84] Na noite seguinte, McMahon forçou Lashley a enfrentar Chris Masters, Viscera, Umaga e Shane em lutas seguidas para nomeá-lo desafiante pelo título no One Night Stand,[85] onde Vince perdeu o título para Lashley em uma Street Fight.[86]

Falsa morte e filho ilegítimo (2007—2008)[editar | editar código-fonte]

Após a derrota para Bobby Lashley, a personagem de McMahon entrou em depressão, o que culminou em uma humilhação no Raw de 11 de junho, quando foi zombado por diversas personalidades. Ao fim do episódio, a limosine de McMahon explodiu após sua entrada. Na história, Vince teria morrido no acidente. No entanto, após a morte de Chris Benoit, o enredo foi alterado.[87][88][89] Ele retornou ao Raw em 6 de agosto, admitindo ter forjado a própria morte para saber realmente o que todos pensavam dele. Na mesma noite, ele marcou uma battle royal para definir o novo Gerente Geral do programa, eventualmente vencida por William Regal. Ao fim do programa, McMahon foi informado por Jonathan Coachman que ele estava sendo acusado de ter um filho ilegítimo.[90]

O filho ilegítimo foi revelado durante o Raw de 10 de setembro como sendo Hornswoggle.[91][92] Originalmente, o filho seria revelado como Mr. Kennedy, que assumiria o controle da WWE após a falsa morte de McMahon, iniciando uma rivalidade com Triple H e Stephanie McMahon. No entanto, após a morte de Benoit, a história foi alterada.[93][94][95] Na semana seguinte, McMahon tentaria colocar Hornswoggle para adoção, sem sucesso.[96] Após aceitar Hornswoggle como parte da família, Vince lhe concedeu um encontro com Melina na semana seguinte. Além disso, como punição pelas zombarias, se colocou em uma luta em uma jaula de aço ao lado de Carlito para derrotar Triple H.[97] Ele continuaria a rivalidade na semana seguinte, fazendo Carlito de árbitro de um combate entre ele e Triple H, o qual venceria por desqualificação após Triple H atacar Carlito.[98] Em 15 de outubro, McMahon marcou para o Cyber Sunday um combate entre Triple H e Umaga, cuja estipulação (jaula, Street Fight ou First Blood) seria definida pelo voto dos fãs.[99]

McMahon forçou Hornswoggle a enfrentar The Great Khali no Survivor Series para mostrar a força dos McMahons, mas a luta acabou em desqualificação após Finlay interferir em favor de Hornswoggle.[100] Na noite seguinte, no Raw, McMahon estipulou que Ric Flair seria forçado a se aposentar caso perdesse um combate.

McMahon tentou forçar Hornswoggle a beijar seu traseiro para fazer parte do Kiss My Ass Club em 4 de fevereiro de 2008, no Raw.

Durante o Raw de 7 de janeiro de 2008, McMahon forçou Hornswoggle a participar de uma luta de duplas qualificatória para o Royal Rumble. Hornswoggle conseguiu Mick Foley como parceiro e os dois derrotaram os Highlanders (Robbie and Rory McAllister) para se qualificar.[101] Na semana seguinte, para treinar Hornswoggle, McMahon criou um Royal Rumble de anões, com Hornswoggle vencendo até The Great Khali aparecer para atacá-lo. Finlay o salvou, confrontando McMahon por ter planejado o ataque de Khali, o que McMahon negou.[102] No Raw de 4 de fevereiro, Vince tentou forçar Hornswoggle a beijar seu traseiro para entrar no Mr. McMahon's Kiss My Ass Club, mas foi impedido por Finlay. Depois de ser mordido por Hornswoggle, McMahon marcou um combate sem desqualificações entre ele mesmo e Hornswoggle na semana seguinte, estipulando que Finlay seria demitido caso interferisse.[103] Na semana seguinte, Hornswoggle derrotou McMahon após interferência de Finlay. Vince, então, decidiu não demitir o irlandês, mas fazê-lo assistir uma luta contra Hornswoggle em uma jaula de aço.[104] Durante o combate, John "Bradshaw" Layfield (JBL) interferiu em favor de McMahon, amarrando Finlay e o forçando a assistir enquanto ele e Vince atacavam Hornswoggle.[105] JBL revelou para McMahon, na semana seguinte, que Hornswoggle seria, na realidade, filho de Finlay, e que a família McMahon os estaria usando para humilhá-lo.[106] Finlay confirmou a paternidade e a conspiração na semana seguinte.[107][93]

No Raw de 17 de março, McMahon foi derrotado por Ric Flair em uma luta Street Fight na qual Flair teria de se aposentar caso perdesse.[108] Ele retornou em 19 de maio, forçando Mr. Kennedy e William Regal a se enfrentarem, com o perdedor sendo demitido.[109]

Million Dollar Mania e disputa com Legacy (2008—2009)[editar | editar código-fonte]

Durante o Raw de 26 de maio de 2008, McMahon anunciou que mostraria sua gratidão à audiência lhes dando dinheiro. Ele criou o Million Dollar Mania, espécie de game show durante o Raw, que consistia em mostrar uma senha ao início do episódio e, mais tarde, telefonar para pessoas aleatórias, pagando pela senha. Três semanas depois, ele encerrou o segmento, em uma história na qual o cenário do Million Dollar Mania desabava em cima de Vince.[110]

Ele retornou ao Raw em 19 de janeiro de 2009, apoiando sua filha Stephanie McMahon em sua disputa com Chris Jericho e anunciando que iria comandar ao programa ao lado de Stephanie. Em seguida, McMahon confrontou Randy Orton sobre o tratamento dele com Stephanie. Quando Orton se recusou a desculpar-se, Vince ameaçou demiti-lo e acabou sendo estapeado e levando um Punt Kick de Orton, sendo levado do ringue em uma maca. O golpe causou uma concussão real em Vince.[111] Ele voltou durante o Raw de 30 de março, com seu filho Shane McMahon e seu genro Triple H para atacar Orton e seus aliados do Legacy, Cody Rhodes e Ted DiBiase.[112] No Raw após o WrestleMania XXV (onde Triple H derrotou Orton pelo Campeonato da WWE), McMahon marcou um combate entre ele, Shane e Triple H contra Orton, Rhodes e DiBiase para o Backlash. Além disso, aceitou uma luta contra Orton, que acabou sem vencedor após interferência dos membros dos dois grupos e de Batista, que aceitou tomar o lugar de McMahon no Backlash.[113]

Em maio, uma controvérsia surgiu entre McMahon e Stan Kroenke. Dono dos Denver Nuggets e do Pepsi Center, Kroenke marcou para o mesmo dia a transmissão ao vivo do Raw e de um jogo dos Nuggets, escolhendo o jogo e propondo que o Raw fosse movido para um domingo. McMahon levou o programa ao Staples Center e contratou um ator para interpretar Kroenke como um vilão. McMahon lhe empurrou e zombou. No fim da noite, o time de heróis, vestindo camisetas dos Los Angeles Lakers, derrotou o time de vilões, vestindo camisetas dos Nuggets.[114][115][116]

Durante o Raw de 15 de junho, McMahon anunciou que havia vendido o programa para Donald Trump.[117] Mesmo se tratando de uma história ficcional, a WWE e a USA Network lançaram um press release anunciando a negociação como legítima. Logo depois, as ações da companhia caíram 7%. Na semana seguinte, McMahon comprou o programa de volta pelo dobro do preço e levou um tapa de Trump.[118] No Raw da semana seguinte, McMahon anunciou que manteria a política de Trump de não nomear um Gerente Geral para o programa, mas dando poder para estrelas convidadas, iniciando com Batista.[119]

Durante o SmackDown de 26 de junho, McMahon anunciou que observaria de perto as ações do Gerente Geral Theodore Long.[120] Ele continuaria a intimidar Long nas semanas seguintes e, em 25 de setembro, introduziu o lutador Drew McIntyre como o futuro da companhia.[121] Ele também nomeou Vickie Guerrero consultora do programa.[122]

O apresentador convidado "Rowdy" Roddy Piper desafiou Vince para uma luta no Raw de 16 de novembro, mas McMahon recusou.[123] A disputa entre McMahon e as estrelas convidadas continuou no Raw de 23 de novembro, quando Jesse "The Body" Ventura o forçou a comentar um combate ao seu lado.[124]

Rivalidade com Bret Hart (2009—2011)[editar | editar código-fonte]

Ao ser perguntado por McMahon durante o Raw de 14 de dezembro de 2009 sobre quem ele gostaria de ver no programa, o apresentador convidado Dennis Miller respondeu que gostaria que ver Bret "The Hitman" Hart como apresentador, ideia que McMahon afirmou que nunca aconteceria.[125] Na semana seguinte, o jogador de beisebol e apresentador convidado Johnny Damon também questionou McMahon sobre a presença de Hart no Raw, com Vince novamente negando.[126] McMahon falou sobre Hart no Raw de 28 de dezembro, novamente negando a possibilidade de Hart participar do programa e notando que, mesmo após permiti-lo no Hall da Fama da WWE em 2006, Hart se recusou a apertar a mão de Vince. No entanto, Shawn Michaels convenceu Vince a convidar Hart ao programa, dizendo que "apenas coisas boas" poderiam acontecer, deixando implícito que ele poderia atacar Bret.[127]

Bret Hart retornou ao Raw pela primeira vez em 12 anos como apresentador convidado em 4 de janeiro de 2010. Apesar de fazer as pazes com Michaels durante o programa, Hart acabou enganado por McMahon, que fingiu também estar fazendo as pazes antes de chutá-lo em um golpe baixo.[128] Em 1 de fevereiro, Hart retornou ao Raw para confrontar McMahon, que lhe acusou de não ter carisma, de não se portar como uma estrela e que não entendia o motivo das pessoas gostarem dele. Após Vince insultar o pai de Bret, o ex-lutador o atacou, sendo repreendido por Batista, que lhe bateu e permitiu que McMahon cuspisse em seu rosto.[129] No dia seguinte, McMahon abriu o programa ECW anunciando que, semanas depois, a divisão seria substituída pelo NXT.[130] John Cena, que salvou Hart do ataque após o fim do programa, confrontou Vince na semana seguinte. Após aceitar enfrentar Hart em um combate no WrestleMania XXVI, McMahon foi atacado por Bret.[131] Durante o Elimination Chamber, Cena venceu um combate Elimination Chamber para ganhar o Campeonato da WWE. Imediatamente após a luta, McMahon forçou Cena a defender o título contra Batista, que se tornou o novo campeão em pouco mais de 30 segundos.[132] No Raw da noite seguinte, McMahon admitiu ter orquestrado o acidente que havia quebrado a perna de Hart semanas antes e ter contratado Batista como mercenário.[133]

Vince enfrentou Cena no Raw de 8 de março em uma luta gauntlet sem desqualificações, se aliando a Vladimir Kozlov, Drew McIntyre, Jack Swagger e Mark Henry contra Cena. Com a ajuda de Batista, McMahon derrotou Cena.[134] Na semana seguinte, após a assinatura do contrato entre McMahon e Bret, Hart revelou estar com o ferimento na perna curado.[135] No WrestleMania, McMahon transformou o combate em uma luta lumberjack No Holds Barred, pagando aos membros da família Hart para ficar ao redor do ringue e garantir sua vitória. Logo depois, foi revelado que os Harts estavam do lado de Bret e o ajudaram a vencer McMahon.[136] Vince retornou ao Raw em 31 de maio, congratulando Hart em sua posição como Gerente Geral do programa.[137]

Por conta das ações do grupo Nexus e da inabilidade de Hart em controlar os lutadores do grupo, McMahon demitiu Bret de seu cargo de Gerente Geral no Raw de 21 de junho. Em seu lugar, McMahon instituiu um Gerente Geral que preferia ficar anônimo para evitar qualquer represália do Nexus. Além de imediatamente anunciar a contratação dos sete membros do Nexus, o Gerente Geral selecionou Vince como árbitro do combate entre John Cena e Sheamus pelo Campeonato da WWE. A luta acabou sem vencedor após o Nexus atacar Cena e, depois, o próprio McMahon.[138] Ele retornou em 3 de maio de 2011, durante a comemoração do aniversário de The Rock no Raw.[139]

Rivalidade com CM Punk (2011—2013)[editar | editar código-fonte]

Após um discurso controverso no Raw de 27 de junho de 2011, CM Punk foi suspenso por McMahon (na história).[140] Na semana seguinte, John Cena convenceu McMahon a encerrar a suspensão e marcar um combate entre os dois pelo Campeonato da WWE de Cena no Money in the Bank e, caso Cena perdesse, seria demitido. Legitimamente, o contrato de Punk com a WWE se encerraria em 17 de julho, data do Money in the Bank. Durante o Raw de 11 de julho, Punk e McMahon negociaram uma extensão ao contrato do lutador ao vivo, com Punk exigindo desculpas de McMahon pela maneira pela qual ele foi tratado nos anos anteriores. Após um confronto com Cena, Punk rasgou o contrato, mostrando-se inclinado a ganhar o título no Money in the Bank e deixar a companhia com o cinturão.[141][142] No Money in the Bank, McMahon e o diretor de relações com talento, John Laurinaitis (também criticado nos discursos de Punk), tentaram interferir no combate, mas foram impedidos por Cena. Mesmo assim, Punk derrotou Cena e, na história, deixou a WWE com o principal cinturão da WWE.[143]

Na noite seguinte, Vince foi confrontado por Triple H, representando o conselho de diretores da companhia. Triple H comunicou McMahon que o conselho e a família haviam concordado que Cena não deveria ser demitido e que Vince não deveria mais manter-se com controle sob a companhia. Triple H destituiu Vince e foi nomeado diretor de operações em seu lugar.[144] Em 10 de outubro, McMahon retornou ao Raw representando o conselho de diretores para demitir Triple H e apontar Laurinaitis como Gerente Geral do Raw.[145]

Durante o Raw de 11 de junho de 2012, McMahon decidiu demitir John Laurinaitis do cargo de Gerente Geral do programa. Durante a avaliação de performance de Laurinaitis, foi decidido que o combate entre John Cena e Big Show no No Way Out teria a estipulação de que se Show vencesse, Cena seria demitido, e se Cena vencesse, Laurinaitis perderia o emprego. Os oponentes acabaram brigando e, por acidente, Show acabou nocauteando McMahon.[146] Durante o No Way Out, Cena derrotou Big Show e, consequentemente, McMahon demitiu Laurinaitis.[147] Ele anunciaria AJ Lee como a nova Gerente Geral no Raw 1000.[148] No SmackDown de 30 de julho, McMahon nomeou Booker T o Gerente Geral do programa.[149]

Em 8 de outubro, no Raw, o Campeão da WWE CM Punk interrompeu um discurso de McMahon, o acusando de desrespeitá-lo enquanto campeão. A discussão resultou em uma luta sem desqualificações entre os dois. John Cena e Ryback defenderam McMahon, que anunciou que Punk deveria escolher entre enfrentar um dos dois no Hell in a Cell ou ele próprio escolheria. Na semana seguinte, foi decidido que Punk enfrentaria Ryback.[150][151] Após o pedido de demissão de AJ Lee do cargo de Gerente Geral do Raw, McMahon nomeou Vickie Guerrero a Supervisora Administrativa do programa.[152] Em 5 de novembro, McMahon voltou ao Raw, ajudando Guerrero a marcar lutas para o programa e decidindo que Brad Maddox conseguiria um contrato caso derrotasse Ryback na semana seguinte.[153]

Durante o Raw de 10 de dezembro, McMahon retornou novamente para auxiliar Vickie Guerrero a comandar o programa.[154] Em 31 de dezembro, McMahon questionou a lesão no joelho que CM Punk afirmava ter para não enfrentar Ryback pelo Campeonato da WWE e o envolvimento entre Punk, Brad Maddox e o grupo The Shield (Seth Rollins, Roman Reigns e Dean Ambrose).[155]

No Raw de 21 de janeiro de 2013, McMahon estipulou que, caso a Shield interferisse no combate entre CM Punk e The Rock no Royal Rumble, como haviam feito em um combate entre Punk e Ryback, Punk perderia o Campeonato da WWE.[156] Durante a luta entre Punk e The Rock no Royal Rumble, as luzes foram apagadas e os membros da Shield atacaram Rock, dando a vitória para Punk. McMahon decidiu tirar o título de Punk, mas Rock se recusou a perder assim. Vince, então, reiniciou o combate, que acabou vencido por Rock.[157]

No Raw da noite seguinte, McMahon confrontou CM Punk e Paul Heyman, afirmando ter provas em vídeo de que Punk estava envolvido com a contratação da Shield para interferir em seus combates. Após provar que Heyman havia contratado a Shield e Brad Maddox para impedir que Punk perdesse o Campeonato da WWE, McMahon tentou demitir Heyman, mas foi interrompido por Brock Lesnar, que lhe aplicou um F5.[158] Na história, o ataque teria quebrado o fêmur de McMahon. Na realidade, McMahon precisava de cirurgia para corrigir problemas no fêmur e decidiu incorporar a realidade ao show.[159]

The Authority (2013—2015)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: The Authority (luta profissional)

McMahon retornou ao Raw em 3 de junho de 2013 para impedir que seu genro Triple H enfrentasse Curtis Axel. Ele alterou o combate e fez John Cena enfrentar Axel.[160] Na semana seguinte, McMahon e Triple H discutiram após novamente divergirem sobre uma luta entre Axel e Triple H, com os dois reiniciando e encerrando o combate.[161] A querela entre McMahon e Triple H continuou com os dois disputando a influência sobre a Supervisora Administrativa do Raw Vickie Guerrero e seu assistente Brad Maddox.[162][163] No Raw de 8 de julho, McMahon e Triple H divergiram sobre demitir ou promover Guerrero. Usando uma enquete no WWE App que apontava que o público preferia a demissão de Vickie, Stephanie McMahon a demitiu. Vince, então, nomeou Maddox o novo Gerente Geral do programa.[164] Em 19 de julho, ele nomeou Vickie Gerente Geral do SmackDown.[165]

Durante o Raw de 15 de julho, o Campeão da WWE John Cena escolheu enfrentar Daniel Bryan pelo título no SummerSlam.[166][167] Nas semanas seguintes, Bryan passou por uma transformação física (corte de cabelo, uso de terno etc.) para agradar McMahon, que não o via como um desafiante a altura de Cena, enquanto Triple H o via como uma estrela futura. Ele desistiu das transformações ao recusar cortar sua barba. Além disso, Triple H foi anunciado como árbitro da luta no SummerSlam.[168][169]

No Raw após o SummerSlam, McMahon se aliou aos agora vilões Triple H e Stephanie, ao grupo The Shield (Dean Ambrose, Roman Reigns e Seth Rollins) e a Randy Orton para formar o grupo The Authority. No SummerSlam, Bryan havia derrotado Cena pelo título, mas foi imediatamente traído e atacado por Triple H, que permitiu que Orton usasse sua maleta de Money in the Bank para desafiar e derrotar Bryan pelo título em seguida. O grupo tinha como objetivo unificar o poder na WWE e garantir Orton como a "face da companhia".[170][171][172][173]

McMahon só apareceu novamente durante o TLC: Tables, Ladders & Chairs, reafirmando seu apoio ao grupo após Orton derrotar Cena para unificar os títulos mundiais da WWE.[174] McMahon retornou durante o Raw de 3 de novembro de 2014, quando, mesmo ainda aliado à Authority, adicionou a estipulação de que o grupo perderia o controle do Raw caso o time de Triple H e Stephanie (formado por Seth Rollins, Kane, Mark Henry, Rusev e Luke Harper) fosse derrotado pelo time de John Cena (Cena, Dolph Ziggler, Big Show, Erick Rowan e Ryback) no Survivor Series.[175]

Rivalidade com Roman Reigns e Shane McMahon (2015—presente)[editar | editar código-fonte]

McMahon e seu filho Shane durante o Raw em abril de 2016.

Vince McMahon retornou ao Raw em 14 de dezembro de 2015, confrontando Roman Reigns sobre um ataque contra seu genro Triple H no TLC: Tables, Ladders & Chairs na noite anterior. Ele marcou uma luta entre Reigns e Sheamus pelo Campeonato Mundial dos Pesos-Pesados da WWE de Sheamus, com a estipulação de que, se perdesse, Reigns seria demitido. Após o anúncio, McMahon chutou as genitais de Reigns, que derrotou Sheamus pelo título, após acertar McMahon com um Superman Punch.[176] McMahon retornou suas semanas depois, tentando fazer com que Reigns fosse preso por um empurrão durante uma discussão. Após ameaçar um policial, Vince acabou preso, na história. Ao retornar à arena, McMahon marcou um combate pelo título de Reigns contra Sheamus com Vince como árbitro,[177] o qual Reigns venceu na semana seguinte. Após a vitória de Reigns, McMahon o forçou a defender o título durante o Royal Rumble de 2016.[178]

McMahon interferiu contra Reigns durante o Royal Rumble, comandando um ataque da League of Nations (Alberto Del Rio, Rusev, Sheamus e King Barrett) contra Reigns, o retirando do combate por minutos. Eventualmente, Triple H venceu a luta, tirando o título de Reigns e celebrando com Vince e Stephanie.[179]

Durante o Raw de 22 de fevereiro de 2016, McMahon apresentou o prêmio "Vincent J. McMahon Legacy of Excellence", em memória ao seu pai, para Stephanie McMahon. Os dois foram interrompidos por Shane McMahon, que afirmou retornar para tomar controle do Raw. Vince, então, marcou para o WrestleMania 32 uma luta Hell in a Cell entre Shane e The Undertaker, com a estipulação de que, se Shane vencesse, tomaria o controle do programa.[180] Em 21 de março, Vince anunciou que, se Undertaker perdesse o combate, não poderia mais competir no WrestleMania.[181] Mesmo após Shane ser derrotado, McMahon permitiu que ele comandasse os Raws de 4, 11 e 18 de abril.[182][183][184] No Payback, Vince decidiu que Shane e Stephanie deveriam comandar juntos o Raw.[185] Dois meses depois, após o anúncio do Draft de 2016 e divisão do elenco entre o Raw e o SmackDown, McMahon nomeou Stephanie comissária do Raw e Shane, do SmackDown.[186]

McMahon retornou no Raw de 3 de abril de 2017 para anunciar Kurt Angle como o novo Gerente Geral do programa, substituindo Mick Foley,[187] e que, na semana seguinte, aconteceria um draft entre o Raw e o SmackDown, o WWE Superstar Shake-up.[188] McMahon retornou ao SmackDown em 12 de setembro, uma semana após suspender Shane por ter brigado com Kevin Owens, marcando uma luta Hell in a Cell entre Shane e Owens para o pay-per-view de mesmo nome, antes de ser atacado por Owens.[189]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Família McMahon
Vince ao lado de seu genro, Paul "Triple H" Levesque e de seu filho, Shane McMahon, no Tribute to the Troops em 13 de dezembro de 2016.

McMahon conheceu Linda Edwards quando os dois tinham, respectivamente, 16 e 13 anos. Eles se casaram quatro anos depois, em 1966.[190][191] Linda atuou como presidente da WWE de maio de 1993 até 2000 e como diretora executiva de maio de 1997 até setembro de 2009.[192] Filiada ao Partido Republicano, Linda se candidatou ao Senado dos Estados Unidos em 2010 e 2012, sendo derrotada nas duas ocasiões. Em 2017, ela foi nomeada pelo presidente Donald Trump como diretora diretora do Escritório da Pequena Empresa.[193][2]

O primeiro filho do casal, Shane Brandon McMahon, nasceu em 15 de janeiro de 1970.[194] Stephanie Marie McMahon, segunda filha de Vince e Linda, nasceu em 24 de setembro de 1976.[195] Tanto Shane quanto Stephanie atuaram na WWE como personagens frente às câmeras e nos bastidores. Shane trabalhou como árbitro e lutador, ganhando os Campeonatos Europeu e Hardcore. Além disso, ocupou o cargo de Vice-Presidente Executivo de Mídia Global, sendo o atual comissário do SmackDown Live.[196] Já Stephanie ocupou diversos cargos de autoridade frente às câmeras, sendo a atual comissária do Raw, tendo conquistado o Campeonato Feminino em uma ocasião, além de ter liderado a equipe criativa da companhia por vários anos. Fora das câmeras, ela ocupa o cargo de chefe de gestão de marcas.[197]

McMahon é avô de seis netos: Declan (nascido em 13 de fevereiro de 2004), Kenyon (nascido em 22 de março de 2006) e Rogan (nascido em 10 de janeiro de 2010), filhos de Shane e Marissa Mazzola (casados em 14 de setembro de 1996);[198] e Aurora Rose (nascida em 24 de julho de 2006), Murphy Claire (nascida em 28 de julho de 2008) e Vaughn Evelyn (nascida em 24 de agosto de 2010), filhas de Stephanie e Paul "Triple H" Levesque (casados em 25 de outubro de 2003).[199][200]

Outros investimentos[editar | editar código-fonte]

World Bodybuilding Federation (WBF) e IcoPro[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: World Bodybuilding Federation

Durante a competição do Mr. Olympia de 1990, evento organizado pela International Federation of Bodybuilding and Fitness (IFBB), a equipe de McMahon anunciou a criação de uma liga rival de fisiculturismo, a World Bodybuilding Federation (WBF). A liga transmitiria suas competições em pay-per-view e McMahon tentaria usar a lógica de personagens da luta-livre para os competidores.[201][202]

No último ano de atividade da WBF, ele também investiu em um suplemento alimentar para fisiculturistas chamado IcoPro. Comerciais do produto foram veiculados na programação da World Wrestling Federation (WWF), bem como divulgados em tapumes nas arenas onde a empresa realizava shows, até 1995.[203][204] Após dois eventos transmitidos em pay-per-view, o fim da WBF foi anunciado em 15 de julho de 1992, com McMahon perdendo cerca de $15 milhões.[205][206][207][208]

XFL[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: XFL

Em 3 de fevereiro de 2000, foi anunciada a criação da XFL, uma liga de futebol americano que operaria no intervalo entre temporadas da National Football League (NFL), com regras diferentes. A liga foi criação de McMahon e Dick Ebersol, executivo da NBC, que detinha 50% da propriedade.[209] A primeira temporada começou após o Super Bowl XXXV com oito equipes.[210]

Após uma temporada e audiência baixa, McMahon e a NBC anunciaram o fim da liga em 10 de maio de 2001, com cada uma das partes perdendo cerca de $35 milhões.[211] No entanto, o formato de marketing e transformação de esporte em espetáculo foi considerado inovador, influenciando não apenas a própria NFL, mas outras promoções esportivas.[212][213][214]

Alpha Entertainment[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2017, McMahon vendeu 3,34 milhões de ações da WWE, no valor de $100 milhões, investindo na criação da Alpha Entertainment LLC. Antes, a empresa havia registrado marcas da XFL, o que aumentou os rumores de que McMahon pretendia refundar a liga de futebol americano após os protestos de jogadores da National Football League (NFL) contra brutalidade policial e desigualdade racial e a controvérsia contra o presidente Donald Trump.[215][216][217][218][219]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Cinema[220]
Ano Filme Papel Notas
1986 Por Favor, Matem Minha Mulher Narrador de luta profissional (voz) Não creditado
2014 Scooby-Doo! Mistério na LutaMania Vince McMahon (voz)
2015 Os Flintstones e as Estrelas do WWE
2016 Scooby-Doo! e WWE: A Maldição do Demônio Veloz
2017 Tá Dando Onda 2
Os Jetsons e as Super-Estrelas do WWE Mr. McMoonman (voz)
Televisão[220]
Ano Título Papel Notas
1998 Celebrity Deathmatch Vince McMahon (voz) Episódio: "Fandemonium '98" e "The Best of WWF"
2000 Episódio: "The Best of WWF"
2003 Stripperella Dirk McMahon (voz) Episódio: "Everybody Loves Pushy"
2004 Episódios: "The Evil Magicians" e "The Return of the Queen"

Aparições em vídeo-games[editar | editar código-fonte]

Vídeo-games
Ano Jogo Papel
1987 MicroLeague Wrestling[221] Vince McMahon (comentarista / NPC)
1989 WWF WrestleMania: The Arcade Game
1994 WWF Raw
1995 WWF Wrestlemania: The Arcade Game
1996 WWF In Your House[222]
1998 WWF War Zone[223]
2000 WWF SmackDown![224] Mr. McMahon
WWF SmackDown! 2: Know Your Role[225]
WWF No Mercy[226]
WWF Royal Rumble[227]
2001 WWF SmackDown! Just Bring It[228]
WWF Betrayal[229] Mr. McMahon (NPC)
2002 WWE SmackDown! Shut Your Mouth[230] Mr. McMahon
2003 WWE SmackDown! Here Comes the Pain[231]
WWE Crush Hour[232]
WWE WrestleMania XIX[233]
2004 WWE Day of Reckoning[234] Mr. McMahon (NPC)
2005 WWE SmackDown! vs. Raw[235]
WWE WrestleMania 21[236]
2006 WWE SmackDown vs. Raw 2006[237]
2007 WWE SmackDown vs. Raw 2008[238] Mr. McMahon
2008 WWE SmackDown vs. Raw 2009[239]
2009 WWE SmackDown vs. Raw 2010[240]
2010 WWE SmackDown vs. Raw 2011[241]
2011 WWE '12[242]
2012 WWE '13[243]
2013 WWE 2K14[244]
2014 WWE SuperCard[245]
2015 WWE 2K16[246]
2016 WWE 2K17[247] Mr. McMahon '01
Mr. McMahon (manager / NPC)
2017 WWE 2K18[248] Mr. McMahon

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Acusação de estupro[editar | editar código-fonte]

Em 3 de abril de 1992, a ex-árbitra da World Wrestling Federation (WWF) Rita Chatterton, que havia sido demitida em 1986, denunciou McMahon por estupro no programa Now it Can Be Told de Geraldo Rivera. McMahon negou as acusações e processou Chatterton e Rivera, acusando-a de conspirar com o ex-lutador David Schultz para chantageá-lo. Um ano depois, McMahon retirou o processo.[249][250][251]

Julgamento por distribuição de anabolizantes em 1994[editar | editar código-fonte]

Em 18 de novembro de 1993, McMahon foi indiciado pela Corte Distrital dos Estados Unidos no Distrito Leste de Nova York por ter supostamente conspirado com o médico George Zaharian para distribuir esteroides anabolizantes para lutadores da World Wrestling Federation (WWF), além de uma acusação separada de posse de anabolizantes com intenção de distribuir em outubro de 1989.[252] O caso foi um desdobramento da condenação de Zaharian por distribuição de anabolizantes.

O julgamento começou em 5 de julho de 1994, com a seleção do júri, muitos dos quais foram excluídos por relações com Zaharian, por ser fãs da WWF ou por duvidar da veracidade do julgamento por envolver luta profissional.[253] McMahon foi representado pelos advogados Laura Brevetti e Jerry McDevitt, que conseguiram retirar três das quatro acusações antes mesmo do início do julgamento.[254] Hulk Hogan, que não estava mais na WWF, testemunhou em 14 de julho, admitindo o uso de anabolizantes com McMahon na década de 80, mas negando que seu ex-chefe havia estimulado os lutadores a usarem.[255] McMahon foi inocentado em 23 de julho de 1994[256] por não haver indícios suficientes para provar que qualquer atividade ilegal havia acontecido na jurisdição da corte.[257]

Na luta profissional[editar | editar código-fonte]

  • Movimentos de finalização
  • Movimentos secundários
  • Alcunhas
    • "The Genetic Jackhammer"[258] ("A Britadeira Genética")

Títulos e prêmios[editar | editar código-fonte]

McMahon como Campeão Mundial da ECW em 2007.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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