Marvel Comics

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Marvel Comics
Gênero Editora
Fundação 1939 (75 anos) (como Timely Comics
Fundador(es) Martin Goodman
Sede 135 W. 50th Street, Nova Iorque, Estados Unidos
Proprietário(s) The Walt Disney Company, dona da
Marvel Entertainment, companhia à qual pertence a Marvel Comics.
Pessoas-chave Axel Alonso, editor-chefe
Dan Buckley, editor, COO

Stan Lee, antigo editor-chefe, editor

Produtos Revistas, Filmes e Livros
Renda líquida Aumento US$125.7 milhões (2007)
Página oficial www.marvel.com


A Marvel Comics é a linha editorial de banda desenhada (português europeu) ou história em quadrinhos (português brasileiro) da Marvel Entertainment, pertencente à Walt Disney Company ao ser comprada em 2009, por 4 bilhões de dólares[1] [2] [3] . Com sede na 387 Park Avenue South, em Nova Iorque, é uma das mais importantes editoras do gênero no mundo, líder em vendas e número de fãs no segmento de super-heróis, tendo criado muitos dos mais importantes e mais populares super-heróis, anti-heróis e vilões das histórias em quadrinhos.
Entre as revistas mais famosas da Marvel Comics encontram-se X-Men, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Capitão América, O Justiceiro, Os Vingadores, Demolidor, Thor, Homem de Ferro, Surfista Prateado, Wolverine, Blade: O Caçador de Vampiros, Motoqueiro Fantasma e Doutor Estranho, entre muitos outros. Além disso, foi responsável pela enorme popularização, durante os anos 70 e 80, do personagem criado em "pulp fiction" Conan, o Bárbaro, quando criou e publicou sua versão em quadrinhos.

História[editar | editar código-fonte]

Apache Kid nº19 (1956)

A Marvel Comics foi fundada por volta de 1930 e 1940 por Martin Goodman, com o nome de Timely Comics[4] . Goodman, um editor de revistas pulp que começou a vender histórias de faroeste em 1933, expandiu suas atividades para um emergente - e até então bastante popular - mercado de revistas de histórias em quadrinhos originais.[5] Goodman começou a empresa na 330 West 42nd Street, New York City, New York. Ele oficialmente detinha os títulos de editor, editor-executivo e gerente de negócios, com Abraham Goodman ocupando oficialmente o cargo de publisher.[5] A primeira publicação ocorreu em 1939, com o número um da revista Marvel Comics, onde se deram as primeiras aparições do super-herói Tocha Humana e do anti-herói Namor, o Príncipe Submarino. A equipe por trás desse sucesso de vendas veio de uma outra publicação, Funnies, Inc., mas no ano seguinte, a própria equipe da editora ocupou o lugar. Com a segunda edição, o título da série mudou para Marvel Mystery Comics[6] .

O primeiro editor de quadrinhos da Marvel, o também roteirista e desenhista Joe Simon, se juntou a quem logo seria considerado uma lenda das HQ, Jack Kirby, para criar o primeiro herói patriota, o Capitão América, em Captain America Comics #1. (Março 1941). Capitão América logo virou um sucesso com uma circulação de quase um milhão. Portanto, nos anos 40 a Timely tornou-se muito conhecida.

Em 1939, Goodman contratou o primo de sua esposa,[7] Stanley Lieber, como auxiliar de escritório em geral.[8] Quando o editor Simons deixou a companhia no final de 1941, Goodman fez de Lieber - até então a escrevendo sob pseudônimo como "Stan Lee" - editor provisório da linha de quadrinhos, uma posição que Lee manteve durante décadas, exceto por três anos durante o serviço militar na II Guerra Mundial. Lee escreveu extensivamente para a Timely Comics, contribuindo para vários títulos diferentes.

O mercado americano de quadrinhos de super-heróis caiu no pós-guerra. A Editora de Goodman deixou de publicar a maior parte, e expandiu-se para uma ampla variedade de gêneros que a Timely Comics ainda não havia publicado, com ênfase no gênero de horror, faroeste, humor, animais e historietas cômicas,crime, quadrinhos de guerra, e posteriormente, acrescentando uma porção de revistas da selva, títulos de romance e até mesmo espionagem, aventura medieval, histórias da Bíblia e esportes. Como outras editoras, Goodman também cortejou as leitoras com quadrinhos principalmente humorístico sobre modelos e mulheres famosas.

Nos anos 50, a Marvel atravessou tempos difíceis, da mesma maneira que as outras editoras. Goodman começou a publicar com o nome de Atlas, uma distribuidora de sua propriedade, em Novembro de 1951. Atlas, ao invés de inovar, seguia as tendências populares na televisão e no cinema - faroestes e dramas de guerra em vigor por um tempo, monstros de cinema drive-in em outro - e mesmo outras revistas em quadrinhos, especialmente a linha de terror da EC Comics.[9] A Atlas também publicou uma infinidade de títulos para crianças e humor adolescente, incluindo Homer the Happy Ghost de Dan DeCarlo (fantasma à la Gasparzinho) e Homer Hooper (adolescente à la Archie Andrews). A editora tentou sem sucesso ressuscitar super-heróis entre 1953 e 1954, como o Tocha Humana (arte de Syd Shores e Dick Ayers, alternadamente), Namor (quase todas histórias escritas e desenhadas por Bill Everett) e Capitão América (escritor Stan Lee e desenhada John Romita Sr.). A Atlas tinha no minímo cinco escritores oficiais(chamados oficialmente de editores) além de Stan Lee: Hank Chapman, Paul S. Newman, Don Rico, Carl Wessler e o futuro cartunista da Revista MAD, Al Jaffee.

No final dos anos 50 e início dos 60, o sucesso inicial da DC Comics ao reviver o gênero de super-heróis nas histórias em quadrinhos (principalmente com a Liga da Justiça) fez com que a Marvel seguisse o mesmo caminho.[10] Os principais expoentes desta época foram os seus empregados Stan Lee (edição e argumento) e Jack Kirby (arte), responsáveis pela criação do Quarteto Fantástico. A revista foi um enorme sucesso o que levou a Marvel a publicar outros títulos de super-heróis, entre os quais se destacou o gibi do personagem Homem-Aranha, criado por Stan Lee e Steve Ditko.

As histórias da Marvel distinguiam-se das demais pelo universo em que se desenvolviam ter características mais próximas da realidade, sendo muito mais humanizado e verossímil, além do que seus personagens eram muito mais originais, bem-bolados e diferentes uns dos outros. Os argumentos exploravam a caracterização dos personagens. No caso do Homem-Aranha, ele era um jovem herói com alguma falta de auto-estima e muitos problemas mundanos, semelhantes ao de muitos adolescentes. O Demolidor era cego e enfrentava alguns problemas relacionados à sua deficiência física. Este novo olhar acabou por incentivar uma revolução nas histórias em quadrinhos (banda desenhada) estadunidenses com o passar do tempo. Até mesmo a concorrente DC Comics adotou algumas inovações realizadas pela Marvel em suas histórias, sem entretanto, alcançar seu sucesso. Stan Lee ganhou prestígio e foi durante alguns anos o diretor da empresa.

No início dos anos 70, uma série de novos directores trabalharam para a empresa em mais uma época não favorável para esta indústria. No entanto, no final dessa década, a Marvel estava novamente de boa saúde, graças a novas estratégias de marketing na distribuição e à renovação do título dos X-Men, arquitetado principalmente por Chris Claremont e John Byrne.

Nos anos 80, Jim Shooter era o diretor. Apesar da sua personalidade controversa, conseguiu eliminar alguns dos males da empresa - como a não publicação das revistas no prazo devido - e promover mais um renascimento criativo na Marvel, fazendo com que seus gibis tornassem-se ainda mais vendidos .

Em 1981, a Marvel comprou os estúdios de animação DePatie-Freleng Enterprises do famoso animador do desenho da A Pantera Cor-de-Rosa, Friz Freleng. A empresa foi rebatizada de Marvel Productions Ltd. e produziu séries de desenhos animados bastante conhecidas, como G.I. Joe, Transformers e Muppet Babies.

Em 1988, a Marvel foi comprada pelo investidor/empresário Ronald Perelman, que colocou a empresa na Bolsa de Nova Iorque e promoveu o aumento do número de títulos publicados. Entretanto, a empresa vendeu o seu catálogo de animação à Saban Entertainment e fechou permanentemente o estúdio de animação, optando por contratar terceiros para produzir seus projetos de animação.

A Marvel ganhou bastante dinheiro no início dos anos 90 devido ao boom das histórias em quadrinhos (banda desenhada) nos Estados Unidos, mas no meio da década enfrentou graves problemas financeiros, com acusações de que Perelman havia tirado todo o dinheiro da empresa em proveito próprio. Como consequência, a Marvel anunciou que o seu distribuidor exclusivo passaria a ser o Heroes World, que fez com que toda a indústria de distribuição de revistas de histórias em quadrinhos (banda desenhada) sofresse um grande abalo. A perda potencial da maior empresa da indústria, originou o encerramento das atividades da maioria dos distribuidores. No momento, existe apenas uma grande distribuidora de histórias em quadrinhos (banda desenhada) nos Estados Unidos: a Diamond Distribution. Muitos peritos julgam que esse fato causou um imenso dano à indústria das histórias em quadrinhos (banda desenhada).

No auge da crise,o investidor Carl Icahn tentou obter o controle da Marvel, mas após arrastadas batalhas jurídicas, o controle da empresa foi entregue em 1997 à Isaac Perlmutter, proprietário da Toy Biz, uma das empresas do grupo. Com o seu sócio Avi Arad e os seus nomeados (e controversos) editor Bill Jemas e diretor Joe Quesada, Perlmutter reergueu a Marvel. Além da revitalização das revistas da empresa, alguns dos seus personagens foram licenciados para se tornarem filmes de sucesso, principalmente X-Men, X-Men Origins: Wolverine, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Hulk, Homem de Ferro, Thor, Justiceiro, Demolidor e Blade.

A Marvel mantém-se por décadas como a principal editora estadunidense de histórias em quadrinhos (banda desenhada), mesmo numa altura em que a indústria é apenas uma fração do que foi décadas atrás. Há pelo menos três décadas, a principal concorrente, DC Comics, está muito abaixo da Marvel em vendas e fracassa constantemente em suas tentativas de aproximar-se da Marvel em vendas. Enquanto os personagens da DC que podem ser considerados famosos jamais ultrapassam o número de seis, os da Marvel continuam crescendo constantemente, à medida que a mesma apresenta ao público não-leitor de quadrinhos seus originais, interessantes e bem-bolados personagens. Enquanto há duas décadas o grande público conhecia apenas alguns dos mais famosos e bem-sucedidos personagens da Marvel (como o Homem-Aranha, Hulk, Homem-de-Ferro, Capitão América, Tocha Humana, Thor e Surfista Prateado) hoje são famosos entre os nã-leitores de quadrinhos personagens como Wolverine e os X-Men, Justiceiro, Demolidor e Motoqueiro Fantasma. Além disso, principalmente através do cinema e desenhos animados, a Marvel vem apresentando, sempre com enorme sucesso, ano após ano, seu gigantesco acervo de personagens maravilhosos.

Stan Lee já não está oficialmente ligado à empresa, mas permanece sendo o nome mais conhecido e importante na indústria e ocasionalmente demonstra o seu carinho pelos personagens, em edições especiais ou declarações públicas.


Em 2001, a Marvel Comics retirou-se da Comics Code Authority e estabeleceu o seu próprio sistema de classificação para as suas revistas[11] . Criou também novas linhas editoriais, incluindo uma destinada a adolescentes mais velhos (Marvel Knights) e outra a adultos: a (MAX). Outro fator marcante na história da Marvel no início do novo milênio foi sua parceria com Hollywood, que resultou em várias adaptações de sucesso, iniciadas com o filme do Homem-Aranha, em 2002.[12]

Em 2006, a Marvel lançou uma Mega-Saga intitulada Guerra Civil, onde a comunidade heróica viu-se dividida, devido a uma Lei de Registro de Super-Humanos[13] . Essa saga discutiu, de maneira profunda, vários fatores políticos e éticos, aumentando ainda mais a verossimilhança do Universo Marvel com o universo real. Nestes mesmo ano a empresa criou sua própria enciclopédia wiki em seu website.[14]

Em 2007 a empresa inovou novamente, anunciando a Marvel Digital Comics Unlimited, um arquivo digital de cerca de 2.500 edições de histórias em quadrinhos antigas, disponíveis para leitura após o pagamento de uma pequena taxa mensal ou anual.[15]

Em 2009, a Walt Disney Company comprou a Marvel Entertainment por 4 bilhões de dólares em dinheiro e ações.[1] [2]

A editora norte-americana apresentou em fevereiro de 2014 uma nova personagem de banda desenhada: a super-heróina Kamala Khan, uma pacata adolescente de Jersey, capaz de mudar de forma e que é muçulmana.[16]

Editores-chefe da Marvel Comics[editar | editar código-fonte]

Cosplays fantasiados de personagens da Marvel (da esquerda para direita: Homem-Aranha, Demolidor, Ms. Marvel e Sr. Fantástico)

O editor-chefe supervisiona as decisões criativas de maior escala dentro da companhia. O cargo evoluiu lentamente. Nos primeiros anos, a empresa teve um único editor a supervisionar a linha inteira. Com o crescimento da companhia, tornou-se cada vez mais comum para os títulos ser inspecionado em separado. O conceito de "escritor-editor" evoluiu com Stan Lee, que escrevia e geria mais de uma linha de produção. Porém, enquanto Lee deteve grande poder dentro da empresa durante sua gestão, quando o editor Martin Goodman promoveu as mudanças na estrutura de sua empresa e os quadrinhos tornaram-se um divisão relativamente pequena, seus sucessores tiveram participações de escalas variáveis dentro da gestão corporativa.

A década de 70 foi marcada por uma grande quantidade de editores-chefe. Com grande rotatividade de nomes, parece que alguns foram nomeados como mera extensão de suas funções editoriais. Somente quando Jim Shooter assumiu em 1978, o cargo foi claramente definido.

Em 1994, a Marvel aboliu o cargo, substituindo Tom DeFalco por um grupo de 5 editores, que receberam cada um o título de editor-chefe, tendo outros editores subordinados a si. Porém, no mesmo ano, o cargo foi restaurado, sendo entregue a Bob Harras. Em 2000, Joe Quesada assumiu a posição.

Marvel nos países lusófonos[editar | editar código-fonte]

Marvel Comics em evento do Pentágono.

Os personagens da Marvel Comics têm sido, ao longo dos anos, publicadas nas mais diferentes editoras brasileiras e portuguesas. Em Abril de 1940, Namor estreia em Gibi Mensal 142 da RGE (atual Editora Globo).[17] (tornando errônea a comemoração de 40 anos da Marvel no Brasil, já que a mesma celebra 70 anos em 2009, contando os anos da Timely[18] ) A partir de 1967 foram lançados pelo Editora Ebal como estratégia de uma grande campanha publicitária da companhia Shell, que distribuía exemplares das revistas gratuitamente nos postos de gasolina. No filme brasileiro O Homem Nu (1968), produzido com parte do patrocinio obtido pela citada companhia, pode-se ver com destaque posters com os 5 super-heróis Marvel do desenho animado de 1966, colocados em uma vitrine: Capitão América, Hulk, Thor, Namor e Homem de Ferro. No Brasil, os gibis Marvel são publicados atualmente pela editora Panini, sendo seus personagens Wolverine, Homem-Aranha, Hulk, Demolidor, X-Men, O Justiceiro e Blade entre os mais populares.

Marvel em outras mídias[editar | editar código-fonte]

Os personagens e histórias da Marvel Comics foram adaptados para muitas outras mídias. algumas dessas adaptações foram produzidas pela própria Marvel.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Várias séries televisivas, tanto live-action como animadas, foram baseadas nos personagens da Marvel Comics, como Homem-Aranha, X-Men e Quarteto Fantástico.

É famosa no Brasil a série The Marvel Super Heroes, produzida pelo estúdio Grantray-Lawrence Animation, conhecida como desenhos desanimados.[22]

Em meados dos anos 90, foram produzidas várias séries animadas de diversos personagens Marvel, todos pertencentes ao mesmo Universo Animado Marvel.

A primeira série live-action da Marvel é a americana Marvel'S Agents of S.H.I.E.L.D., da Marvel Studios, lançada em 24 de setembro de 2013 pela emissora ABC. Tanto a Marvel Studios quanto a ABC fazem parte do conglomerado The Walt Disney Company. É exibida em Portugal pelas emissoras FOX e SIC, e no Brasil pela Sony.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Muitos personagens Marvel foram adaptados para o cinema, principalmente a partir do final dos anos 90. O sucesso de franquias baseadas em Blade, os X-Men e o Homem-Aranha levaram a Marvel a transformar seu estúdio Marvel Films em uma produtora auto-suficiente (com distribuição da Paramount Pictures), com Homem de Ferro sendo a primeira produção independente.

Ano Filme Estúdio Notas
1986 Howard, o Super-Herói Universal Pictures
1989 O Justiceiro New World Pictures
1997 MIB - Homens de Preto Columbia Pictures / Marvel Studios
1998 Blade New Line Cinema / Marvel Studios
2000 X-Men - O Filme 20th Century Fox / Marvel Studios
2002 Blade II New Line Cinema / Marvel Studios
Homem-Aranha Columbia Pictures / Marvel Studios
2002 MIB - Homens de Preto 2 Columbia Pictures / Marvel Studios
2003 Demolidor - O Homem sem Medo 20th Century Fox / Marvel Studios
X-Men 2 20th Century Fox / Marvel Studios
Hulk Universal Pictures / Marvel Studios
2004 O Justiceiro Lions Gate Entertainment / Marvel Studios Distribuído pela Columbia Pictures fora dos Estados Unidos
Homem-Aranha 2 Columbia Pictures / Marvel Studios
Blade: Trinity New Line Cinema / Marvel Studios
2005 Elektra 20th Century Fox / Marvel Studios
Homem-Coisa Lions Gate Entertainment
Quarteto Fantástico 20th Century Fox / Marvel Studios
2006 X-Men: O Confronto Final 20th Century Fox / Marvel Studios
2007 Motoqueiro Fantasma Columbia Pictures / Marvel Studios
Homem-Aranha 3 Columbia Pictures / Marvel Studios
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado 20th Century Fox / Marvel Studios
2008 Homem de Ferro Marvel Studios Distribuído por Paramount Pictures
O Incrível Hulk Distribuído por Universal Pictures
O Justiceiro: Zona de Guerra Lions Gate Entertainment / Marvel Studios Fez parte da série Marvel Knights
2009 X-Men Origens: Wolverine 20th Century Fox / Marvel Studios
2010 Homem de Ferro 2 Walt Disney Pictures/Marvel Studios Distribuído por Paramount Pictures
Kick-Ass: Quebrando Tudo Universal
2011 Thor Walt Disney Pictures/Marvel Studios Distribuído por Walt Disney Pictures e Paramount Pictures
X-Men: First Class 20th Century Fox/Marvel Studios
Captain America: The First Avenger Walt Disney Pictures/Marvel Studios Distribuído por Walt Disney Pictures e Paramount Pictures
2012 Motoqueiro Fantasma - O Espirito da Vingança Columbia Pictures / Marvel Studios Distribuído por Columbia Pictures, fez parte da série Marvel Knights
MIB - Homens de Preto 3 Columbia Pictures / Marvel Studios
O Espetacular Homem-Aranha Columbia Pictures/ Marvel Studios
2012 Os Vingadores Walt Disney Pictures/Marvel Studios Distribuído por Walt Disney Pictures e Paramount Pictures
2013 Homem de Ferro 3 Walt Disney Pictures/Marvel Studios/DMG Entertainment Distribuído por Walt Disney Pictures e Paramount Pictures
Kick-Ass 2 Universal
Wolverine - Imortal 20th Century Fox/Walt Disney Pictures/Marvel Studios Sequência de X-Men: O Confronto Final
Thor 2: O Mundo Sombrio Walt Disney Pictures/Marvel Studios
2014 Capitão América: O Soldado Invernal Walt Disney Pictures/Marvel Studios
O Espetacular Homem Aranha 2 Columbia Pictures/ Marvel Studios
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido 20th Century Fox / Marvel Studios
Guardiões da Galáxia Walt Disney Pictures/Marvel Studios
2015 Os Vingadores: A Era de Ultron Walt Disney Pictures/Marvel Studios
Homem-Formiga Walt Disney Pictures/Marvel Studios
Quarteto Fantástico 20th Century Fox / Marvel Studios Reboot da franquia
2016 - 2019 Doutor Estranho Walt Disney Pictures/Marvel Studios
Capitão América 3 Marvel Studios/Walt Disney Pictures 6 de maio de 2016
Guardiões da Galáxia 2 Marvel Studios/Walt Disney Pictures
Os Vingadores 3 Walt Disney Pictures/Marvel Studios

Evolução da Marvel Comics no cinema[editar | editar código-fonte]

A Marvel Comics foi criada em 1939 como Timely Comics pelo editor Martin Goodman. Forçado a expandir a oferta de publicações pelo decréscimo de popularidade das revistas e livros “Pulp” e atrair novos leitores. Depois da evolução do herói das “Pulp” para super-herói, este género foi ganhando cada vez mais popularidade, enraizando-se ao longo dos anos cada vez mais na cultura popular. A Marvel comics e a sua rival directa DC Comics (Super-homem, Batman) detêm 80% da quota de mercado das publicações de livros de banda desenhada nos Estados Unidos da América trabalhando em duopólio. Com este tipo de presença no mercado tanto a DC Comics com a Marvel conseguiram com muita mais facilidade oferecer produtos derivados das suas revistas e livros como, séries de TV em animação ou “live action”, videojogos e filmes com as suas personagens icónicas.

Neste aspecto a Marvel Comics entrou mais tarde que a sua rival, sendo que a presença em outras médias do Super-homem começou logo nos anos 40 nos cinemas, ainda que em formato de serial que era exibido no cinema, mas tinha uma estrutura episódica, mais tarde adoptada pela televisão. A partir deste ponto a DC esteve sempre à frente da Marvel no que diz respeito a adaptações para cinema e TV, ainda que sempre com as mesmas personagens, Super-homem e Batman.

A Marvel Comics esperou e aprendeu com os erros da rival. Em meados dos anos 90, a DC tinha esgotado no cinema a personagem dos Super-homem e Batman, com uma série de filmes que não agradaram nem aos críticos, nem aos fãs. Depois de alguns anos a adaptar as suas personagens à televisão com séries animadas e alguns filmes, em 1998 a Marvel adapta ao cinema o personagem vampiro Blade, o filme foi bem recebido e bem sucedido nas receitas de bilheteira. O sucesso do filme abriu a porta para outros filmes das propriedades Marvel.

Criada em 1998 pela Marvel Comics para gerir os direitos dos personagens de banda desenhada a serem adptados ao cinema a Marvel Films acaba por funcionar como produtora associada nas parcerias com os estúdios de Hollywood interessados no filão das personagens da empresa. A Marvel Films assim faz três parcerias absolutamente fulcrais para o seu sucesso com três estúdios bem reputados e com capital para dar vida aos personagem no grande ecrã, New Line Cinema (Time Warner), 20th Century Fox (Fox Entertainment Group), Columbia Pictures (Sony) e mais tarde Lionsgate e Universal, estes sem conseguirem o mesmo nível de sucesso crítico ou bilheteira dos três primeiros estúdios.

Adaptações iniciais de franchises Marvel ao cinema[editar | editar código-fonte]

Columbia Pictures[editar | editar código-fonte]

  • Spider-Man (Homem-Aranha)
  • Ghost Rider (Motoqueiro Fantasma)

20th Century Fox[editar | editar código-fonte]

  • X-Men
  • Daredevil (Demolidor)
  • Fantastic Four (Quarteto Fantástico)

New Line Cinema[editar | editar código-fonte]

  • Blade

Universal[editar | editar código-fonte]

  • Hulk

Lionsgate[editar | editar código-fonte]

  • Punisher
  • Man-Thing

A estratégia da Marvel em criar estas parcerias revelou-se acertada, pois permitiu à empresa criar e preparar melhor a estrutura interna da sua divisão de cinema. Enquanto os outros estúdios com estrutura instalada produziam os filmes, punham na mente da cultura mainstream os heróis Marvel.

Filmes estreados até 2013[editar | editar código-fonte]

Columbia Pictures[editar | editar código-fonte]

  • Spider-man - Quatro filmes.
  • Ghost rider - Dois filmes.

Orçamento: $994 000 000

Total de Receitas: $3 599 335 807

20th Century Fox[editar | editar código-fonte]

  • X-men - Seis filmes.
  • Daredevil - Apenas um filme.
  • Fantastic Four - Dois filmes.

Orçamento: $1 176 000 000

Total de Receitas: $3 097 295 267

New Line Cinema[editar | editar código-fonte]

  • Blade - Três filmes.

Orçamento: $164 000 000

Total de Receitas: $415 098 928

Universal[editar | editar código-fonte]

  • Hulk - Dois filmes.

Orçamento (parcial): $137 000 000

Total de Receitas (parcial): $245 360 480

Lionsgate[editar | editar código-fonte]

  • Punisher - Dois filmes.
  • Man-Thing - Apenas um tele-filme.

Orçamento: $68 000 000

Total de Receitas: $64 800 141

No total foram produzidos vinte e um filmes com mais um tele-filme que atingiram um total de receitas em todo mundo de $7 421 890 623.

A adaptação de forma regular ao cinema das propriedades da Marvel Comics começaram em 1998 com Blade, mas só realmente cresceu após a adaptação do grupo de super-heróis mais valioso do catálogo da Marvel, os “X-Men”, co-produzido pela 20th Century Fox. O filme foi um grande sucesso, com um orçamento estimado em 75 milhões de dólares que acabou por render 296 339 527 de dólares em todo o mundo. Em 2002 outra personagem icónica é finalmente adaptada ao cinema, o “Homem-Aranha”, pelo estúdio Columbia Pictures. Com um orçamento de 139 000 000 de dólares, consegue gerar na bilheteira 821 708 551 de dólares em todo o mundo.

Os franchises X-Men e Homem-Aranha revelam-se apostas ganhas e superam as expectativas dos estúdios envolvidos. A Marvel Comics e as suas personagens ficam conhecidas do grande público. Nos anos seguintes os franchises Marvel têm altos e baixos perante a crítica (da imprensa especializada e de fãs), sentindo-se alguma saturação na fórmula dos filmes, mas apenas com um flop de bilheteira, “Punisher: War Zone”.

Em 2008 sob a direcção de Kevin Feige é criada a mais uma nova divisão: a Marvel Studios. Com a missão de produzir filmes das propriedades Marvel Comics de forma independente “dentro de casa”. Nesta nova fase como produtora independente aposta num herói pouco conhecido do grande público e relança uma das propriedades recuperadas da Universal. Este risco calculado vai ser a marca das futuras decisões do novo estúdio. Com os heróis mas valiosos e conhecidos do grande público nas mãos de outros estúdios, a Marvel Studios decide produzir e lançar “Iron Man” e “The Incredible Hulk” e que introduzem as sementes para o futuro das outras adaptações, com a criação do universo cinematográfico Marvel (Marvel Cinematic Universe). Nesse momento começa uma nova fase nas adaptações de banda desenhada ao cinema.

Agora com total controlo das suas personagens e com um plano de produção influenciado pela sua origem editorial, a Marvel Studios cria um universo partilhado para todas as suas personagem, diferenciando o universo dos filmes, dos criados nas revistas e livros. É esta estratégia que se vai revelar o ponto diferenciador em relação a todos os outros estúdios de Hollywood que perseguem o filão milionário dos filmes de super-heróis. Os dois primeiros filmes foram bem sucedidos, especialmente “Iron Man”, que não só recuperaram o investimento com capitais de risco, como chamaram a atenção do gigante The Walt Disney Company que comprou a Marvel na sua totalidade. Apesar disto a Marvel Comics e Marvel Studios continuam a operar com a sua estrutura dentro da agora empresa mãe (Disney). O plano Marvel Cinematic Universe culminou com o lançamento em 2012 do filme “The Avengers”. O filme reúne em uma equipa os super-heróis Iron man, Hulk, Captain America e Thor apresentados nos filmes anteriores, completando o primeiro arco narrativo (Phase One) de pequenas cenas isoladas no final de cada filme e independentes da trama central dos mesmos.

O filme “The Avengers” rendeu no box office mundial milhões de dólares e entrou para a lista dos três filmes mais rentáveis de sempre. A Marvel está neste momento em alta, expandindo a produção das suas propriedades intelectuais criadas originalmente nas bandas desenhadas e filmes, para a televisão. Tendo acesso aos recursos da Disney, a série “Agents of S.H.I.E.L.D” é transmitida no canal que pertence ao conglomerado ABC. Há mais uma série para televisão e ainda cinco mini séries criadas para a plataforma de video streaming Netflix.

Os números da Marvel Studios[editar | editar código-fonte]

Orçamentos e as receitas que o estúdio conseguiu a partir do ano de 2008 até Novembro de 2013, sendo o primeiro filme “Iron Man” e o último “Thor: (2) The Dark World”:

Iron Man[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $140 000 000

Total de Receitas: $585 174 222

The Incredible Hulk[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $150 000 000

Total de Receitas: $263 427 551

Iron Man 2[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $200 000 000

Total de Receitas: $623 933 331

Thor[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $150 000 000

Total de Receitas: $449 326 618

Captain America[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $140 000 000

Total de Receitas: $370 569 774

The Avengers[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $220 000 000

Total de Receitas: $1 518 594 910

Iron Man 3[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $200 000 000

Total de Receitas: $1 215 439 994

Thor: The Dark World[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $170 000 000

Total de Receitas: $630 449 204

Captain America: The Winter Soldier[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $170 000 000

Total de Receitas: $ 714 083 572

Guardians Of The Galaxy[editar | editar código-fonte]

Orçamento: $170 000 000


Em apenas cinco anos a Marvel se estabeleceu como um dos principais estúdios de Hollywood. O impacto na indústria foi bastante grande; actualmente os estúdios rivais estão todos a tentar competir ao mesmo nível da Marvel e a tentar copiar o modelo da “caixa de areia”, onde os diferentes personagens possam interagir uns com os outros. Contudo, falta o mais importante, o conhecimento dos personagens que possuem e a direcção sob um plano criativo suportado por um caminho de produção bem definido. Já a Marvel tem, pronto e em andamento, um plano para lançamento de dezenas de filmes de seus personagens até 2028[23] : em abril de 2014 Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, fez uma declaração à revista Businessweek[24] sobre um mapa na parede de seu escritório com uma relação dos filmes recentemente atualizada — a primeira previsão ia "somente" até o ano de 2021.

Referências

  1. a b Goldman, David. Disney to buy Marvel for $4 billion CNNMoney. Página visitada em 14 de setembro de 2010.
  2. a b Barnes, Brooks; Cieply, Michael. Disney Swoops Into Action, Buying Marvel for $4 Billion New York Times. Página visitada em 14 de setembro de 2010.
  3. Clark, Andrew. Disney buys Marvel Entertainment Guardian. Página visitada em 14 de setembro de 2010.
  4. DC versus Marvel - A comparison of Comic Book Publishers BBC News. Página visitada em 15 de setembro de 2010.
  5. a b Per statement of ownership, dated October 2, 1939, published in Marvel Mystery Comics #4 (February 1940), p. 40; reprinted in Marvel Masterworks: Golden Age Marvel Comics Volume 1 (Marvel Comics, 2004, ISBN 0-7851-1609-5), p. 239
  6. Shirrel Rhoades. A complete history of American comic books. [S.l.]: Peter Lang, 2008. 30 pp. ISBN 1433101076, ISBN 9781433101076
  7. unpublished Martin Goodman biography by Joseph Lovece
  8. Simon, Joe, with Jim Simon. The Comic Book Makers (Crestwood/II Publications, 1990), p. 208. ISBN 1-887591-35-4
  9. Per Les Daniels in Marvel: Five Fabulous Decades of the World's Greatest Comics (Harry N. Abrams, New York, 1991) ISBN 0-8109-3821-9, pp. 67-68: "The success of EC had a definite influence on Marvel. As Stan Lee recalls, 'Martin Goodman would say, "Stan, let's do a different kind of book," and it was usually based on how the competition was doing. When we found that EC's horror books were doing well, for instance, we published a lot of horror books'".
  10. Alter Ego #43 (Dez. 2004, p. 43-44
  11. Marvel rompe com o Código de Ética (em português) Universo HQ. (25/05/2001). Página visitada em 15/05/2010.
  12. Box Office Moho: Marvel Comics.
  13. Guerra Civil - Guia de Leitura Panini Comics.
  14. Marvel Universe wiki.
  15. USA Today Article.
  16. Marvel lança em 2014 super-heroína muçulmana, Diário de Notícias
  17. Título ainda não informado (favor adicionar).
  18. Marvel Comics comemora seus 70 anos.
  19. Título ainda não informado (favor adicionar).
  20. Título ainda não informado (favor adicionar).
  21. Título ainda não informado (favor adicionar).
  22. Lembra desse? Desenhos desanimados da Marvel.
  23. http://www.comingsoon.net/news/movienews.php?id=116757 página em inglês.
  24. http://www.businessweek.com/articles/2014-04-03/kevin-feige-marvels-superhero-at-running-movie-franchises#p1, página em inglês.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Veja Também[editar | editar código-fonte]