Ed Asner

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Ed Asner
Ed Asner durante passeio pelo Pentágono em 2006.
Nome completo Eddie Asner
Outros nomes Edward Asner
Nascimento 15 de novembro de 1929 (85 anos)
Kansas City, Missouri, Estados Unidos da América
Ocupação Ator
Cônjuge Nancy Sykes (1959–1988)
Cindy Gilmore (1998–2007)
Atividade 1957–atualidade
Emmy Awards
  • 1971: Melhor ator (coadjuvante/secundário) em um seriado de comédia: Mary Tyler Moore Show
  • 1972: Melhor ator (coadjuvante/secundária) em um seriado de comédia: Mary Tyler Moore Show
  • 1975: Melhor ator (coadjuvante/secundário) em um seriado de comédia: Mary Tyler Moore Show
  • 1976: Melhor participação especial de um ator em uma minissérie: Rich Man, Poor Man
  • 1977: Melhor ator (coadjuvante/secundário) em uma minissérie: Roots
  • 1978: Melhor ator em um seriado dramático: Lou Grant
  • 1980: Melhor ator em um seriado dramático: Lou Grant
Prêmios Globo de Ouro
  • 1972: Melhor ator (coadjuvante/secundário) em um seriado de televisão: Mary Tyler Moore Show
  • 1976: Melhor ator (coadjuvante/secundário) em um seriado de televisão: Mary Tyler Moore Show
  • 1977: Melhor ator (coadjuvante/secundário) em um seriado de televisão: Rich Man, Poor Man
  • 1978: Melhor ator em um seriado dramático: Lou Grant
  • 1980: Melhor ator em um seriado dramático: Lou Grant
Prémios Screen Actors Guild
  • 2002: Prêmio pelo conjunto da obra
IMDb: (inglês)


Edward "Ed" Asner (Kansas City (Missouri), 15 de novembro de 1929) é um ator estadunidense de televisão e cinema e ex-presidente do Screen Actors Guild. Ele é mais conhecido por interpretar Lou Grant no Mary Tyler Moore Show e em seu spin-off, Lou Grant. Mais recentemente, emprestou sua voz ao personagem de Carl Fredricksen no filme mais recente da Pixar, Up.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ed Asner nasceu em Kansas City, no estado de Missouri, na margem do rio Missouri oposta àquela onde seus pais moravam, em Kansas City, estado de Kansas. Sua mãe, Lizzie Anser (nome de solteira: Seliger), era dona de casa, e seu pai, Morris David Asner,[1] tinha um antiquário.[2] Ambos de russa, eram judeus ortodoxos.[3] Asner cursou o ensino médio na histórica escola Wyandotte High School e o ensino superior na Universidade de Chicago. Serviu na Companhia de Informações do Exército dos Estados Unidos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Antes de estrelar no seriado de Mary Tyler Moore, Asner teve participações especiais em programas como The Outlaws, em 1962, e no último episódio de The Reporter, da CBS. Estrelou também em El Dorado, faroeste de Howard Hawks, lançado em 1967, com John Wayne e Robert Mitchum.

Asner é mais conhecido pelo público por interpretar Lou Grant, que foi apresentado no Mary Tyler Moore Show em 1970. Em 1977, após o final do Mary Tyler Moore Show, o personagem de Asner conseguiu seu próprio programa, Lou Grant, que foi ao até 1982. Em contraste ao Mary Tyler Moore Show, uma comédia de trinta minutos, Lou Grant era um drama de uma hora sobre o jornalismo.

Asner também é conhecido por interpretar o Capitão Davies, homem que captura e vende o protagonista Kunta Kinte como escravo na minissérie Roots de 1977. Este papel lhe rendeu o prêmio Emmy de melhor ator (coadjuvante/secundário) em uma minissérie. Ele havia recebido o mesmo prêmio no ano anterior por Rich Man, Poor Man. De 1971 a 1975 venceu o prêmio de melhor ator (coadjuvante/secundário) em seriado cômico três vezes pelo Mary Tyler Moore Show, e em 1978 e 1980 venceu o prêmio de melhor ator principal em seriado dramático por Lou Grant. Com sete prêmios, é um dos atores com mais Emmys. Além disso, é o único ator a ganhar os Emmys de comédia e drama pelo mesmo personagem.

Em 1988 narrou Luar sobre Parador. Em 1993, fez parte do elenco estrelar do filme JFK de Oliver Stone. Em 1998 estrelou Hard Rain. Em 2001 interpretou o Papa João XXIII em Papa Giovanni XXIII, minissérie da Star-ving.[4] No mesmo ano, participou de um episódio de Curb Your Enthusiasm.

Asner também tem um extenso currículo em dublagens, dando voz a vários personagens de desenhos como Gargoyles, Spider-Man: The Animated Series, Freakazoid!, The Boondocks, Max Steel, The Simpsons, Justice League Unlimited, Batman: The Animated Series, Captain Planet and the Planeteers e no jogo de videogame Star Wars: Knights of the Old Republic e em sua sequência. Mais recentemente, dublou o personagem de Carl Fredricksen no filme Up da Pixar. Ele foi tão aclamado pelo papel que um crítico chegou a sugerir que "deveriam criar uma nova categoria para o Oscar deste ano - melhor atuação de voz em um filme animado - e nomear Asner como seu primeiro recipiente".

Apesar de ser conhecido popularmente como Ed Asner, ele prefere ser chamado profissionalmente de Edward Asner.

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

Asner é membro proeminente do partido político Socialistas Democráticos da América. Asner foi duas vezes presidente do Screen Actors Guild, sindicato de atores dos Estados Unidos, e no cargo criticou a política estadunidense para a América Central no início da década de 1980. Ele teve um papel proeminente na greve do SAG em 1980.[5] Também é ativo em várias outras causas, como no movimento pela libertação de Mumia Abu-Jamal e no ambientalismo, o que levou-o a participar do desenho animado Capitão Planeta.[6]

O cancelamento de Lou Grant em 1982 foi alvo de muita controvérsia. O programa tinha audiência satisfatória (estava entre os dez mais assistidos de acordo com o Nielsen), mas a CBS se recusou a renová-lo para mais uma temporada. Asner constantemente acusou a emissora de ter cancelado o programa devido à publicidade que suas declarações ganharam na mídia; numa comitiva de imprensa pouco antes do cancelamento do programa, ele havia dito que apoiaria eleições livres em El Salvador mesmo que os eleitos fossem os comunistas. Howard Hesseman, que participou com Asner numa campanha a favor da democracia salvadorenha, viu seu programa, o popular WKRP in Cincinnati, ser cancelado pela CBS no mesmo dia.[5]

Asner foi porta-voz da campanha 2004 Racism Watch, fundada após a campanha de reeleição de George W. Bush utilizar a imagem de um homem árabe como sinônimo de terrorismo. Em abril de 2004, ele escreveu uma carta aberta aos "líderes da paz e da justiça" encorajando-os a exigir a verdade sobre os acontecimentos de 11 de setembro de 2001.[7] Em 2004, assinou um documento pedindo novas investigações sobre os atentados de 11 de setembro. Em 2009, Asner confirmou seu apoio ao documento.[8]

Como fã de histórias em quadrinhos, Asner é membro da Comic Book Legal Defense Fund, organização que protege os desenhistas de perseguição baseada em conteúdo. Asner é conselheiro da Rosenberg Foundation for Children, organização fundada pelos filhos de Julius e Ethel Rosenberg que fornece apoio aos filhos de ativistas políticos, colabora para a Humane Society of the United States [9] e é membro da diretoria da Defenders of Wildlife, organização pela preservação dos animais selvagens.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Asner foi casado com Nancy Sykes de 1959 a 1988. Juntos, tiveram três filhos: os gêmeos Matthew e Liza, e Kate. Em 1987, Asner teve um filho chamado Charles com Carol Jean Vogelman. Um de seus filhos tem autismo.[10]

Asner enoivou-se com a produtora Cindy Gilmore em 1991. Os dois se casaram em 2 de agosto de 1998. Gilmore pediu o divórcio em 7 de novembro de 2007. Durante este casamento, Asner foi padrasto da apresentadora de televisão e modelo Jules Asner. Seu sobrinho, Gavin Newsom, é prefeito de São Francisco desde 2003.

Referências

  1. Filmreference
  2. Asner interview, Archive of American Television, Academy of Television Arts & Sciences
  3. Zager, Norma. "Outspoken Asner's Activism Is No Act", The Jewish Journal of Greater Los Angeles, 05/08/2005. Página visitada em 13/12/2006.
  4. Sneak Peak of Crackle and David Faustino’s ’star-ving’ Tilzy.tv (29/10/2008). Visitado em 12/03/2009.
  5. a b Michael B. Kassel (29 de novembro de 2007). Asner, Ed The Museum of Broadcast Communications. Visitado em 06/04/2008.
  6. Edward Asner Captain Planet (23 de março de 2001). Visitado em 06/04/2008.
  7. Asner, Ed (26 de april de 2004). A letter to the Peace and Justice movement from Ed Asner 911 Visibility Project. Visitado em 26/09/2008.
  8. Rossmeier, Vincent. (11 de setembro de 2009). "Would you still sign the 9/11 Truth petition?". Salon.
  9. Activistfacts - Ed Asner. Página acessada em 29/08/2014.
  10. mickeynews.com

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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