Araci Esteves

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Araci Esteves
Nome completo Araci Esteves de Oliveira Soares
Nascimento 21 de janeiro de 1939 (82 anos)
Osório, RS
Nacionalidade brasileira
Ocupação atriz
Outros prêmios
Lista

Araci Esteves de Oliveira Soares (Osório, 21 de janeiro de 1939) é uma atriz brasileira.[1] Bacharel em artes dramáticas, foi uma das fundadoras do Teatro de Arena de Porto Alegre e integrou a Companhia de Comédias, com Dercy Gonçalves, excursionando pela Europa como atriz convidada.

Atua há mais de quarenta anos nos palcos gaúchos recebendo diversos Prêmios Açorianos por seu trabalho nos palcos.[2][3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1951, Araci Esteves se estabeleceu em Porto Alegre, onde estudou com a professora de teatro Olga Reverbel.[4] Participou do Teatro Infantil Permanente do Instituto de Educação - TIPIE na Escola Normal que frequentava, sua primeira experiência teatral. Em 1963, entra no Curso de Arte Dramática (CAD) da Universidade do Rio Grande do Sul (URGS), a atual UFGRS, atuando no âmbito acadêmico.[5] Na URGS, teve aulas com professores como Gerd Bornheim, Fausto Fuser e Lúcia Mello.[6] Veio a se formar no ano de 1965.[6]

Quando estava na universidade, a capital gaúcha passava por um momento difícil para o teatro, com o fim do Teatro de Equipe em 1962.[4] Ela se junta a outros jovens atores como Jairo de Andrade, Alba Rosa e Edwiga Falej e funda o Grupo de Teatro Independente (GTI), inspirada no Teatro de Arena e no Teatro Oficina, de São Paulo, e no Grupo Opinião, do Rio de Janeiro.[7] Desde grupo se originará o Teatro de Arena de Porto Alegre.[8]

O GTI se instala nos altos do viaduto da avenida Borges de Medeiros, e em 1966 participa de um período intenso do grupo, que chega a apresentar 6 espetáculos em apenas um ano, com temporadas em Porto Alegre e outras cidades gaúchas.[8] Ela acaba deixando o grupo, interessada em novas experiências. Ainda em Porto Alegre, trabalha com Miguel Grant, e depois parte para o eixo Rio-São Paulo. No Rio de Janeiro, tem a oportunidade de trabalhar com Flávio Rangel e Silnei Siqueira.[9] Sua estreia no cinema foi com a película Um é Pouco, Dois é Bom, em 1970.[10]

No início dos anos 1970, a Companhia de Comédias a convida para participar de uma temporada europeia da peça A Dama das Camélias, onde trabalha com Dercy Gonçalves, na época já uma atriz experiente.[4] Após a temporada de três meses, permaneceu mais um ano na Europa excursionando com espetáculos.[9]

Ao retornar ao Rio Grande do Sul, conhece Carlos Carvalho, com quem se casa em 1973.[11] Eles permanecem juntos até 1985, com a morte dele.[11] A parceria não se resume ao casamento, com uma produção ativa até os anos 1980, trabalhando com o diretor Luiz Paulo Vasconcellos, a atriz Sandra Dani e os atores Sérgio Silva e Bira Valdez, criando espetáculos de qualidade técnica e estética, como Boneca Teresa ou Canção de Amor e Morte de Gelsi e Valdinete, de 1975, com Luiz Paulo Vasconcellos na direção e texto de Carlos Carvalho, e Champagne para Mãe Tuda, 1984, de Carlos Carvalho e direção de Luiz Paulo Vasconcellos, com Araci Esteves como a protagonista.[12]

Em O Rei da Vela, de 1982, com texto de Oswald de Andrade e direção de Irene Brietzke, Araci brilha mais uma vez.[13]

Em Anahy de las Misiones, de 1997, tem seu papel de maior destaque no cinema, como a protagonista Anahy, onde ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Trieste.[14] Também fez alguns papéis na televisão, nas novelas da Globo Esperança, de 2002 e Eterna Magia, de 2007, na minissérie da Globo A Casa das Sete Mulheres, de 2003, e na minissérie da televisão portuguesa RTP Segredo, de 2005.[15][16]

Trabalho na televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
2007 Eterna Magia Medéia (Leonora)
2005 Segredo Mariana
2003 A Casa das Sete Mulheres Madre
2002 Esperança Constância

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem
2019 O Avental Rosa Aurora [17]
2013 Gotas de Fumaça Bibi
2009 Quase um Tango... Esmeralda
Maldita Dona Sepúlveda [18]
2008 Sonho Lúcido Margot
2007 Valsa para Bruno Stein Olga [19]
Nossa Senhora de Caravaggio Dona Rosa
2005 Concerto Campestre Dona Brígida
Diário de um Novo Mundo Parteira
2003 Noite de São João Joaquina
2001 Netto Perde Sua Alma Sra. Guimarães
2000 Quem? Márcia
1999 Oriundi Paola
1997 Anahy de las Misiones Anahy
1990 Nostalgia Vizinha
1988 O Mentiroso Joana
1985 Aqueles Dois Dona da pensão
1984 A Divina Pelotense Mulher
1983 Inverno Mãe
1970 Um é Pouco, Dois é Bom Hortência

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Por seu papel em Anahy de las Misiones venceu o prêmio de 'Melhor atriz' no Festival de Trieste que ocorre na Itália.[20] Também venceu o prêmio APTC de 'melhor atriz' de Cinema Gaúcho por sua atuação no longa.[21]
  • Por dois anos consecutivos (1997 e 1998) ganhou o Prêmio Açorianos de melhor atriz pelo desempenho no filme Anahy de las Misiones.[6]
  • Devido sua atuação Anahy de las Misiones venceu o Troféu Candango de 'Melhor Atriz' no Festival de Brasília de 1997.[22]
  • Ainda por Anahy de las Misiones venceu o Prêmio Guarani de 1997.[23]

Referências

  1. AdoroCinema. «Araci Esteves». AdoroCinema. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  2. «Prêmio Açorianos 1984». + TEATRO. 1 de abril de 2014. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  3. «Prêmio Açorianos 1979». + TEATRO. 1 de abril de 2014. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  4. a b c Cultural, Instituto Itaú. «Araci Esteves». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  5. «Araci Esteves». Vídeos (em inglês). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2013. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  6. a b c «Araci Esteves – Papo de Cinema». Consultado em 22 de agosto de 2020 
  7. «Teatro de Arena de Porto Alegre: memória viva nos altos do viaduto da Borges». Sul 21. 22 de março de 2014. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  8. a b «Teatro de Arena». Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul. 8 de abril de 2020. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  9. a b «XI Festival de Cinema da Fronteira homenageia a atriz Araci Esteves». Jornal Minuano | O Jornal que Bagé gosta de ler. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  10. Um é Pouco, Dois é Bom (1970) (em inglês), consultado em 22 de agosto de 2020 
  11. a b «Carlos Carvalho (1939-1985)». Prefeitura de Porto Alegre. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  12. Cultural, Instituto Itaú. «Boneca Teresa ou Canção de Amor e Morte de Gelsi e Valdinete». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  13. «Araci Esteves». Enciclopédia Itaú Cultural. 23 de fevereiro de 2017. Consultado em 8 de agosto de 2010 
  14. «Folha de S.Paulo - Gramado: "Anahy de las Misiones" encerra festival (com foto) - 16/08/97». Folha de S.Paulo. 16 de agosto de 1997. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  15. «Araci Esteves». Papo de Cinema. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  16. «XI Festival de Cinema da Fronteira homenageia a atriz Araci Esteves». Jornal Minuano. 12 de abril de 2019. Consultado em 8 de agosto de 2020 
  17. «O Avental Rosa». Globo Filmes. Consultado em 5 de janeiro de 2019 
  18. «Maldita». Porta Curtas. Consultado em 21 de dezembro de 2016 
  19. «Valsa para Bruno Stein». Cinemateca Brasileira. Consultado em 5 de janeiro de 2019 
  20. «Diretor e atriz brasileira são premiados no Festival de Trieste». Folha de Londrina. 27 de outubro de 1998. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  21. Disner, Elton. «"Devo tudo ao cinema brasileiro", diz Dira Paes ao receber o Oscarito». 48° Festival de Cinema de Gramado. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  22. «ARACI ESTEVES». Mulheres do Cinema Brasileiro - Mulheres. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  23. «3º Prêmio Guarani :: Premiados de 1997». Papo de Cinema. Consultado em 22 de agosto de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]