Escola de Sargentos das Armas

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Escola de Sargentos das Armas
País  Brasil
Estado  Minas Gerais
Corporação Coat of arms of the Brazilian Army Exército Brasileiro
Subordinação Diretoria de Educação Técnica Militar
Missão Formar o sargento combatente de carreira do Exército Brasileiro
Denominação Escola Sgt Max Wolf Filho
Sigla ESA
Criação 28 de maio de 1894 (124 anos)
Comando
Comandante General de Brigada Adilson Giovani QUINT
Subcomandante Cel Cav Luis Henrique Gonçalves VALÉRIO
Sede
Guarnição Três Corações/MG
Bairro Centro
Endereço Av. Sete de Setembro, 628
Internet www.esa.eb.mil.br

A Escola de Sargentos das Armas (ESA) é o Estabelecimento de Ensino de Nível Superior (Tecnólogo) do Exército Brasileiro, responsável pela formação de Sargentos Combatentes de Carreira das Armas de: Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações do Exército.

Para esse fim, seleciona anualmente jovens de todas as partes do Brasil, através de concurso público, oferecendo-lhes adestramento destinado a aprimorar-lhes o caráter e desenvolver-lhes a capacidade física, a par de proporcionar aos futuros sargentos - elos entre o Comando das organizações militares e a tropa - sólido embasamento militar.

O seu aquartelamento está sediado na Cidade de Três Corações, às margens do Rio Verde, e são utilizados dois campos de instrução nas atividades de formação do aluno, o do Atalaia e o Campo de Instrução General Moacir Araújo Lopes que distam do aquartelamento cerca de 4 e 42 Km, respectivamente. O aluno vive em regime de internato durante todo o período de formação, sendo alojado, alimentado e fardado por conta do Estado, além de receber proventos previstos em lei. Participa, ainda, de atividades sociais, culturais, recreativas e esportivas, patrocinadas pela ESA e pelo Grêmio dos Alunos da ESA (GRESA).

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

À época da Primeira Guerra Mundial, na então Chácara do Coronel Valério Ludgero de Rezende em Três Corações (MG), a 19 de Junho de 1918, instalou-se o 14º Regimento de Cavalaria (14° RC), oriundo de Campanha (MG), sob o comando do Cel ÁLVARO DE SOUZA PORTUGAL. Consta que a transferência teria sido motivada por insatisfações causadas pela recente instalação do Regimento naquela cidade, então fortemente influenciada pela Igreja Católica, e sede do tradicional Colégio SION, frequentado por moças provenientes das mais seletas camadas da sociedade sul mineira.Outra versão, contudo, sugere que a saída do 14º RC de CAMPANHA teria fundamento na firme e persistente negativa dos mandatários campanhenses em ceder ou doar o terreno destinado à construção do aquartelamento da Unidade (talvez em razão da primeira versão).

Em 1º de agosto de 1919, o 14º Regimento de Cavalaria é transformado em 4º Regimento de Cavalaria Divisionária (4º RCD). Por sua vez extinto ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1946, deu lugar ao recém-criado o 19º Regimento de Cavalaria (19° RC), pouco tempo depois transferido para Pirassununga (SP). Permaneceu em Três Corações apenas o seu 1° Esquadrão (1/19º RC), o qual, em 1949, com a transferência da Escola de Sargentos das Armas (ESA) do Rio de Janeiro para Três Corações, teve o seu efetivo incorporado ao da Escola recém-chegada.[1]

A Criação da Escola de Sargentos das Armas[editar | editar código-fonte]

O Curso de Formação de Sargentos, como curso sistematizado, teve sua origem na Ordem do Dia Nr 552, datada de 28 de maio de 1894, por meio do Decreto Nr 1199 de 31 de dezembro de 1892, do Vice-Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil[2] e aprova o regulamento para a Escola de Sargentos. Este documento faz referência às Armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia e Engenharia.

Segundo consta no seu regulamento, o Curso funcionou na Fortaleza de São João, no Bairro da Urca, Rio de Janeiro.

A ESA foi criada no dia 21 de agosto de 1945 no Brasil, ao término da Segunda Guerra Mundial, por meio do Decreto Nº 7.888[3], originada da Escola de Sargentos de Infantaria, oferecendo os cursos de formação de sargentos nas Armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia e de Engenharia. Ocupou, inicialmente, parte das instalações da extinta Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro (cidade). A primeira turma graduou-se em 1946. Quatro anos mais tarde, é transferida para TRÊS CORAÇÕES. Comandava a Escola o Ten Cel Inf MIGUEL LAGE SAYÃO, seu segundo Comandante.

A Transferência para o Sul de Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

No dia 18 de setembro de 1949, a população tricordiana, os integrantes do 1º/19ºRC e estudantes de todas as escolas lotam a Avenida Getúlio Vargas para assistirem ao desfile, em carro aberto, do Ministro da Guerra, General CANROBERT PEREIRA DA COSTA, tendo ao seu lado o Prefeito tricordiano, Sr ODILON REZENDE ANDRADE.

A visita representava o resultado dos entendimentos que vinham se processando, no RIO DE JANEIRO, entre esses dois homens públicos.

O Ministro anuncia ao público que já havia assinado o documento que transferia do Realengo para TRÊS CORAÇÕES a Escola de Sargentos das Armas. E, também, que todas as dificuldades para a mudança já haviam sido superadas, graças ao apoio determinante do Prefeito.

No dia 1º de novembro de 1949, conforme consta em Boletim Interno da Escola, ainda com sede no Realengo,

"... por determinação do Ministro da Guerra, foi nomeada uma comissão, com o fim de reconhecer as condições de aquartelamento e outras de caráter geral da cidade de Três Corações."[4]

No dia 3 de novembro, chega à Cidade, onde permanece por três dias, uma comissão especial do Exército. No dia 5 de dezembro de 1949, é assinado o Decreto 27.543, que transfere a sede da ESA do Rio de Janeiro para Três Corações/MG[5].

Em 3 de janeiro de 1950, outra equipe chega a TRÊS CORAÇÕES com a missão de conduzir um estudo final das futuras instalações da Escola.

Nos meses seguintes, toda a estrutura da ESA começa a ser transferida para TRÊS CORAÇÕES:

  1. 21 de março de 1950 – segue para a cidade tricordiana o 1º comboio, conduzindo a Formação Veterinária e os animais pertencentes ao Esquadrão de Cavalaria e Bateria de Artilharia.
  2. 1º de abril – parte do Realengo o 2º comboio, transportando pessoal e material da Companhia de Comando, Parque de Transmissões, Almoxarifado, Armamento, Casa das Ordens, Direção de Ensino e Corpo de Alunos;
  3. 20 e 25 de abril – deixam o Realengo o 5º e 6º comboios com o restante dos alunos, armamentos e materiais auxiliares;
  4. 3 de maio de 1950 – chega à Cidade o TC Inf MIGUEL LAGE SAYÃO; é a data em que a Escola de Sargentos das Armas comemora sua instalação em TRÊS CORAÇÕES.

Finalmente, no dia 25 de maio de 1950, conclui-se a instalação da ESA no quartel do antigo 4º RCD, ocupando uma área aproximada de 300.000 m² , no coração da Cidade (na realidade, no coração central dos “três corações”). A transferência da escola do Rio de Janeiro para Minas Gerais efetuou-se de 21 de Março a 25 de Maio de 1950, sob o comando do Tenente Coronel Miguel Lage Sayão. Reiniciadas as aulas, a primeira turma em Três Corações concluiu o curso a 21 de dezembro desse mesmo ano.

O curso da Arma de Comunicações foi criado em 1961 e ministrado até 1969, quando foi transferido para a Escola de Comunicações no Rio de Janeiro. Posteriormente, em 1979, foi reativado na ESA.

O Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos na ESA[editar | editar código-fonte]

Entre os anos de 1970 e 1976, a ESA deixou de formar sargentos e funcionou somente com o curso de aperfeiçoamento, voltando-se novamente à formação destes a partir de 1977.

O curso de aperfeiçoamento de sargentos só foi regulamentado cinco anos mais tarde, em 19 de março de 1947, pela Portaria nº 72, do Ministro da Guerra, que aprovou as Instruções Reguladoras (IR) do Aperfeiçoamento de Sargentos, reforçando e complementando o Decreto-Lei nº 4.130, de 26 de fevereiro de 1942 — Lei do Ensino Militar.

Nestas IR verifica-se que o aperfeiçoamento dos 2° e 3° sargentos formados nos corpos de tropa e estabelecimentos militares seria realizado na Escola de Sargentos das Armas (ESA), nos Cursos Regionais de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas e dos Serviços e em escolas e centros destinados a certas especializações (Curso D da Escola de Artilharia de Costa e Curso D do Centro de Instrução de Defesa Antiaérea). O objetivo destes cursos era consolidar a aprendizagem dos sargentos e colocá-los em condições de serem promovidos à 1° sargento, subtenente e oficial da reserva ou do Quadro Auxiliar de Oficiais (QAO).

Como na época ainda não existia uma escola específica para o aperfeiçoamento dos  sargentos,  os  CRAS  funcionariam,  preferencialmente,  nos  CPOR.  Os  comandantes de RM poderiam autorizar fazer funcionar duas turmas por ano nos CRAS, dado o número de candidatos. Ainda devido a esta falta de estrutura, entre os anos de 1970 e 1976, a ESA deixou de formar sargentos e funcionou apenas com o curso de aperfeiçoamento, voltando à formação de graduados somente em 1977.[6]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

  1. Comenda da Ordem do Mérito Naval - em 11 de junho de 2018

Antigos comandantes[editar | editar código-fonte]

Oficiais Superiores[editar | editar código-fonte]

  1. Ten Cel Inf Miguel Cardoso - 04 Jan 1946 à 11 Out 1947
  2. Cel Inf Miguel Lages Sayão - 11 Out 1947 à 28 Ago 1952
  3. Cel Art Moacyr Araujo Lopes - 02 Out 1952 à 02 Dez 1954
  4. Cel Art Ramiro Gorreta Junior - 02 Dez 1954 à 06 Nov 1957
  5. Cel Inf Agenor Monte - 06 Nov 1957 à 18 Abr 1960
  6. Cel Inf Evandro Conceição Del Corona - 05 Mai 1960 à 25 Set 1961
  7. Cel Cav Gilberto Pessanha - 25 Set 61 à 25 Abr 64
  8. Cel Inf Edgard Catunda Gondin - 25 Abr 1964 à 21 Jun 1966
  9. Cel Art Geraldo Magarinos de Souza Leão - 21 Jun 1966 à 14 Mai 1969
  10. Cel Art José Ferreira Dias - 14 Mai 1969 à 11 Jan 1972
  11. Cel Inf Renato Neves Gonçalves Pereira - 11 Jan 1972 à 10 Ago 1973
  12. Cel Cav Nilson Vieira Ferreira de Mello - 10 Ago 1973 à 15 Jul 1975
  13. Cel Cav Clovis Jacy Burmann - 15 Jul 1975 à 27 Jan 1978
  14. Cel Cav Iv Henrique Sá e Guimarães - 27 Jan 1978 à 28 Jan 1980
  15. Cel Inf Waldstein Iran Kümmel - 28 Jan 1980 à 14 Jan 1983
  16. Cel Inf José Siqueira Silva - 14 Jan 1983 à 11 Jan 1985
  17. Cel Art Mário Jorge Iglesias Vallim - 11 Jan 1985 à 29 Jan 1987
  18. Cel Inf Reynaldo Paim Sampaio - 29 Jan 1987 à 03 Fev 1989
  19. Cel Art Roberto Luiz Calheiros de Cerqueira - 03 Fev 1989 à 01 Fev 1991
  20. Cel Inf José Carlos Codevila Pinheiro - 01 Fev 1991 à 29 Jan 1993

Oficiais Generais[editar | editar código-fonte]

  1. Gen Bda Oacyr Pizzotti Minervino (Primeiro Oficial General a Comandar a ESA) - 29 Jan 1993 à 27 Jan 1994
  2. Gen Bda Eden Lucas Pereira - 27 Jan 1994 à 19 Jan 1995
  3. Gen Bda Sérgio Pedro Coelho Lima - 19 Jan 1995 à 07 Mar 1997
  4. Gen Bda Marco Antonio Tilscher Saraiva - Mar 1997 à Mar 1999
  5. Gen Bda Jarbas Bueno da Costa - Mar 1999 à Mar 2001
  6. Gen Bda Ubiratan Pereira Pillar - Jan 2001 à Fev 2003
  7. Gen Bda José de Oliveira Sousa - Fev 2003 à Dez 2004
  8. Gen Bda Araken de Albuquerque - Dez 2004 à Dez 2007
  9. Gen Bda Celso José Tiago - Dez 2007 à Dez 2009
  10. Gen Bda Fernando Vasconcelos Pereira - Dez 2009 à Dez 2011
  11. Gen Bda Luiz Carlos Pereira Gomes - Dez 2011 à Abr 2014
  12. Gen Bda Marcos André da Silva Alvim - Abr 2014 à Dez 2015
  13. Gen Bda Vinicius Ferreira Martinelli - Dez 2015 até Dez 2017
  14. Gen Bda Adilson Giovani Quint - Dez 2017 até hoje

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Enquadrada na Linha de Ensino Militar Bélico de grau médio, a ESA, para o cumprimento de sua missão, está estruturada da seguinte maneira: comando de Oficial General, com seu Estado-Maior; Divisão de Ensino (DE); Corpo de Alunos (CA); Divisão Administrativa (DA); Divisão de Pessoal (DP); Divisão de Tecnologia da Informação (DTI) e Batalhão de Comando e Serviços (BCSv)

Estado-Maior (EM)[editar | editar código-fonte]

Corpo de Alunos (CA)[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Alunos é constituído por um comandante, um subcomandante, um Estado-Maior e pelos cursos e seções, compostos por oficiais e alunos com as diversas missões e características pessoais a cada um.

Aos cursos, cabe formar os futuros sargentos nas diversas Armas:

As 4 seções do Corpo de Alunos complementam a formação militar do aluno, atuando no desenvolvimento de atributos das áreas cognitiva, psicomotora e afetiva:

  • Seção de Educação Física (SEF), responsável por planejar, conduzir e orientar o Treinamento Físico Militar,
  • Seção de Equitação, responsável pelas instruções de Equitação,
  • Seção de Instrução Especial (SIEsp), destinada à condução dos estágios de instrução especial, e
  • Seção de Tiro (Sec-tiro), responsável pelas instruções de tiro de fuzil e de pistola.

Batalhão de Comando e Serviços (BCSv)[editar | editar código-fonte]

Em 1946, foi criada a Escola de Sargentos das Armas (ESA), ocupando de início as instalações da extinta Escola Militar do Realengo, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

Na oportunidade, a ESA contava dentre outros setores, com uma Companhia de Comando e Serviços, Subunidade esta, que é a célula embrionária do Batalhão.

Em 1950, a ESA foi transferida para Três Corações onde, até a época estas instalações eram do 4º Regimento de Cavalaria Divisionário.

Neste mesmo ano, através de um ato ministerial, foi criada a Banda de Música, que desde então, abrilhantou e abrilhanta as formaturas e solenidades  da ESA e enaltece com a música o nome do Exército nos eventos junto a sociedade tricordiana e do Sul de Minas.

Em 1968, visando apoiar as atividades do Corpo de Alunos, foi Criada a Companhia Auxiliar do Corpo de Alunos (chamada popularmente de CACA) que era composta pelos pelotões auxiliares dos cursos de: INFANTARIA, CAVALARIA, ARTILHARIA, ENGENHARIA, COMUNICAÇÕES e Seção de comando que controlava o efetivo de Cabos e Soldados auxiliares das Seções de Equitação, do Setor de Aprovisionamento e atualmente da Seção de Instrução Especial (SIEsp).

Em 1992, o pelotão de Manutenção e Transportes que pertencia à Companhia de Comando e Serviços, sofreu uma radical mudança, pois recebeu, a centralização de todas as viaturas da Escola, aumentando o seu efetivo de mecânicos de viaturas, de armamentos e motoristas, momento em que devido ao grande efetivo de pessoal já começava a ideia da criação de uma 3ª companhia que denominaria na  Companhia de Manutenção e Transportes da Escola.

Em 1993, através dos levantamentos e proposta do então Coronel Jarbas Bueno da Costa (posteriormente General de Exército JARBAS), a ESA encaminhou para o Estado Maior do Exército, a necessidade da criação de um Batalhão de Comando e Serviços  para controlar as atividades de apoio administrativo e de ensino, bem como controlar, os efetivos de Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados.

Em 1994, através da Portaria Ministerial nº 150, do Estado Maior do Exército, datada em 28 de novembro[7], foi finalmente criado o Batalhão de Comando e Serviços da Escola de Sargentos das Armas.

Junto com a Criação do batalhão e para compor as duas companhias que já existiam foram criadas as Companhias;  Cia de Manutenção e Transportes e a Cia de Fuzileiros.

A Companhia de Fuzileiro, depois de um tempo passou a se chamar  Companhia de Guardas,  onde um Pelotão de PE,  passou a controlar o trânsito, balizamentos de comboios, segurança nas solenidades e instruções de formação de oficiais e sargentos temporários, além da formação do soldado PE.

Em 1º de julho de 2009, esta Companhia passou a denominar como Companhia de Polícia do Exército.

Atualmente o Batalhão de Comando e Serviços conta com: Comandante , Subcomandante, S1, S2, S3, S4, S5, Cia C Sv, Cia Aux, Cia Mnt e Trnp, Cia PE e Banda de Música, totalizando um efetivo aproximado de 900 homens.

Para autenticar a existência oficial do Batalhão, em 11 de outubro de 2017, através da Portaria 433, do Estado Maior do Exército[8], o Batalhão recebeu o código próprio de Unidade Militar, tornando uma Unidade subordinada a ESA.

Sob esta história, o Batalhão de Comando e Serviços da Escola de Sargentos das Armas, completará no próximo dia 28 de novembro de 2017, 24 anos de existência em prol da formação do Sargento Combatente do Exército Brasileiro, deixando até o encerramento deste ano, um efetivo de aproximadamente 8800 soldados formados e com a importante participação na formação de 18000 sargentos aproximadamente até a Turma de 2018.

Curso de Formação de Sargentos[editar | editar código-fonte]

Curso Básico/1º Ano[editar | editar código-fonte]

O Período Básico é realizado em 12 (doze) Organizações Militares de Corpo de Tropa (OMCT), supervisionadas pela ESA, localizadas de norte a sul do território nacional. Este período tem a atual duraçõa de 34 (trinta e quatro) semanas e antecedendo e preparando o aluno para o período de qualificação. Com a implantação do Curso de Tecnólogo, o período básico terá a duração aproximada de 43 (quarenta e três) semanas.

Após a conclusão do período básico, o aluno escolhe sua qualificação militar de Sargentos, conforme mérito intelectual. O período de qualificação terá a duração de 43 semanas. No que diz respeito às Armas. O período de qualificação é conduzido integralmente, na ESA. No que tange a logística, a qualificação é realizada na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), no Rio de Janeiro/RJ e no que se refere a qualificação de Aviação do Exército, esta é realizada no Centro de Instrução de Aviação do Exército, em Taubaté/SP (CIAVEx).

Histórico da OMCT[editar | editar código-fonte]

Até 2006 o Curso Básico foi ministrado na ESA, a partir deste ano, passou a ser realizado nas Organizações Militares de Corpo de Tropa (OMCT).

Já foram OMCT, até o momento:

Período de Qualificação[editar | editar código-fonte]

No 2º ano, a formação dos sargentos da ESA é direcionada para as cinco Armas do Exército Brasileiro, que constituem a linha de Ensino Militar Bélico das Armas (Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações). A qualificação do futuro sargento tem por objetivo principal a capacitação ao exercício do comando de pequenas frações de sua respectiva Arma. Ainda, consolidam-se o aperfeiçoamento das técnicas individuais do combatente, o elevado padrão de ordem unida e o contínuo desenvolvimento da capacidade física.

Neste período, bastante dinâmico, o aluno recebe instruções específicas das armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações, oportunidade em que o espírito de corpo da arma desenvolvido e consolidado.

A qualificação e a intensificação das atividades militares têm por objetivo principal a habilitação ao exercício de cargos e funções inerentes ao terceiro-sargento e ao segundo-sargento não aperfeiçoado, em condições de combate e em tempo de paz. Cada curso possui seu quadro de instrutores e monitores, para uma perfeita execução do ensino e permanente ação educacional. Dentre as atividades escolares, destacam-se as atividades da Seção de Instrução Especial (SIEsp), o estágio de preparação específica realizado nas OM do Corpo de Tropa, a manobra escolar, as competições esportivas internas e a MAREXAER (competição esportiva com as escolas militares congêneres, da Marinha e da Força Aérea).

A manobra escolar é a oportunidade em que os alunos aplicam os conhecimentos técnicos e táticos adquiridos durante o ano de instrução. Consta de um exercício no terreno, com o emprego de todos os cursos, no qual se desenvolve a capacidade de liderança militar e a ação de comando dos participantes. “A manobra escolar é o coroamento do ano de instrução”.

A formação profissional do Sargento Combatente de Exército é a razão de ser da Escola. Ao final do curso, o concludente é declarado 3º Sargento de Carreira Combatente do Exército Brasileiro e ocupará os cargos previstos nos Quadro de Organização da Força Terrestre. Ainda neste contexto, ressalta-se a liderança junto às pequenas frações tã necessária para enfrentar os desafios do século XXI com profissionalismo e comprometimento com o nosso Exército Brasileiro.

Curso de Infantaria[editar | editar código-fonte]

As atividades do Curso de Infantaria no período de qualificação :

  1. Semana da INFANTARIA, onde a família Infante cultua as tradições da Arma de Sampaio e reverencia o seu patrono.
  2. Exercícios no terreno, sempre procurando desenvolver as atividades características da Arma de Infantaria, com a realização das seguintes instruções práticas:
    • PATRULHAS E OPERAÇÕES DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM;
    • TIRO de Canhão 84mm, de Canhão 106mm, de AT-4 e de Metralhadora MAG;
    • OFENSIVA E DEFENSIVA ;
    • TIRO de Morteiro 81MM, 60MM e MORTEIRO RO;
    • Operação Ribeirinha (esta última em Furnas e as demais no CIGMAL).

Curso de Cavalaria[editar | editar código-fonte]

Curso de Artilharia[editar | editar código-fonte]

Curso de Engenharia[editar | editar código-fonte]

Curso de Comunicações[editar | editar código-fonte]

Seção de Instrução Especial - SIEsp[editar | editar código-fonte]

A denominação histórica: Seção de instrução Especial (SIEsp) é decorrente de sua criação oficial pelas Portarias nº 101 - EME-Res e 107 - 1ª SCh/EME-Res, ambas de 28 de julho de 2005. Desta forma, essa data ficou oficializada como o dia de criação da SIEsp/ESA[9].[10]

Em 28 de setembro de 2005 foi realizada pelo então Comandante da Escola de Sargentos das Armas, Gen Bda ARAKEM DE ALBUQUERQUE, a 1ª Reunião e como diretriz interna foi criado o núcleo de implantação da seção, composto por oficias e graduados do Corpo de Alunos e Batalhão de Comando e Serviços, deste estabelecimento de ensino.

Os trabalhos foram divididos em 3 (três) fases: a 1ª (primeira) e a 2ª (segunda) fases, no período de setembro de 2005 a dezembro de 2006, destinaram-se ao planejamento e reconhecimento dos estágios de instrução especial, bem como a elaboração de projetos e aquisição de materiais a serem empregados nos referidos estágios. A 3ª (terceira) fase iniciou-se a partir de janeiro de 2007 e caracterizou-se pelo funcionamento pleno da seção de instrução com a execução do Estágio Básico de Instruções Especiais (EBIE), dividido em 3 (três) turnos e o Estágio de Operações de Garantia da Lei e da Ordem (EOpGLO), dividido em 2 (dois) turnos.

No ano de 2011 por imposição do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx) foi feita a mudança do EOpGLO para Estágio de Operações Contra Forças Irregulares (EOpCFI).

Missão[editar | editar código-fonte]

OBSERVAR, ESTIMULAR e DESENVOLVER no futuro sargento combatente de carreira, atributos das áreas cognitiva, psicomotora e principalmente, afetiva, por intermédio do planejamento, da coordenação e da condução de seus Estágios de Instrução Especial, impondo-lhe dificuldades de caráter físico, sob pressão psicológica controlada, buscando-se a máxima imitação do combate em ritmo de operações continuadas.

Estágio Básico de Instruções Especiais (EBIE)[editar | editar código-fonte]

O Estágio é desenvolvido na área de instrução especial localizada no campo de instrução general Moacir Araújo Lopes (CIGMAL). O estagiário recebe instruções sobre noções gerais de sobrevivência, apronto operacional, obtenção de alimentos de origem animal e vegetal, obtenção de agua e fogo, construção de abrigos improvisados e semipermanentes, armadilhas para caça, pesca e antipessoais, animais peçonhentos e venenosos, sobrevivência, tiro rápido diurno e noturno, orientação diurna e noturna, 1° socorros, peconha, transposição de obstáculos (pista de cordas), e ao final realiza a operação General Pinheiro (Evasão).

A partir de 2012 a SIEsp/E S A conta com apoio de oficiais e graduados das seguintes Organizações Militares e Centros de Instrução, para realização do EBIE: Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), Manaus-AM; 11º Batalhão de Infantaria de Montanha (11º BI Mth), São João del Rei-MG; 72º Batalhão de Infantaria Motorizada (72º BI Mtz), Petrolina-PE; 17º Batalhão de Fronteira (17º B Fron), Corumbá-MT; Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp), Niteroi-RJ; e Companhia de Precursores Paraquedista (Cia Prec Pqdt), Rio de Janeiro-RJ.

Estágio de Operações Contra Forças Irregulares EOpCFI[editar | editar código-fonte]

O EOpCFI é desenvolvido nos municípios de São Tomé das Letras-MG, São Bento Abade-MG e Luminárias-MG; em uma área de operações com ambientes urbano e rural, onde os estagiários planejam e executam operações do tipo polícia, tais como: operações de busca e apreensão, postos de bloqueio e controle de estradas e vasculhamento; e operações de combate, como: cobertura de ponto, espera, contato, emboscada, cobertura de cachê. Por fim, realiza um assalto a um centro de treinamento de guerrilha. Neste estágio, é desenvolvido no aluno a capacidade de comandar pequenas frações em Operações Contra Forças Irregulares.

A partir de 2012 a SIEsp/ESa conta com apoio de oficiais e graduados das seguintes Organizações Militares e Centros de Instrução, para realização do EOpCFI: Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), Manaus-AM; 1º Batalhão de Forças Especiais (1º BFE), Goiânia-GO; 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC), Goiânia-GO; 11º Batalhão de Infantaria de Montanha (11º BI Mth), São João del Rei-MG; 17º Batalhão de Fronteira (17º B Fron), Corumbá-MT; Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp), Niteroi-RJ; 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista (26º BI Pqdt), Rio de Janeiro-RJ; 4º Batalhão de Infantaria Leve (4º BIL), Osasco-SP e Companhia de Precursores Paraquedista (Cia Prec Pqdt), Rio de Janeiro-RJ.

Distintivo Gavião[editar | editar código-fonte]

Os alunos destaques nos estágios realizados pela Seçao de Instrução Especial (EBIE e EOpCFI) recebem o distintivo “GAVIÃO” e ganham o direito de utilizá-lo nas suas fardas no ano de instrução. Além do distintivo, os alunos destaques recebem um Diploma, confeccionado pelo Comando da ESA e uma lembrança da SIEsp.

Pedidos de Cooperação de Instrução (PCI)[editar | editar código-fonte]

A SIEsp possibilita uma melhor capacitação dos alunos que se destacam nos seus estágios, assim como, dos seus instrutores, por intermédio de estágios operacionais. Esses estágios são realizados em Centros de Instrução e Unidades de Emprego Peculiar do Exército, por meio dos Pedidos de Cooperação de Instrução solicitados pela seção. Atualmente, são realizados os seguintes estágios: adaptação e operações na caatinga, no 72º BIMtz, em Petrolina-PE; operações no pantanal, no 17º B Fron, em Corumbá-MS; básico do combatente de montanha, no 11º BI Mth, em São joão Del Rey-MG e no 10º BIL, em Juiz de Fora-MG; operações aeromóveis, no CIAvEx, em Taubaté-SP e aplicações táticas, no BOPE/PMRJ, no Rio de Janeiro-RJ; caçador, na AMAN, em Resende-RJ; e operações de garantia da lei e da ordem, no CIGLO, em Campinas-SP.

Seção de Educação Física (SEF)[editar | editar código-fonte]

A Seção de Educação Física tem como missão Planejar, organizar e supervisionar o treinamento das equipes desportivas do Corpo de Alunos e o Treinamento Físico Militar dos alunos e do corpo permanente da ESA, garantindo a correta execução da atividade física planejada. Planejar e dirigir as competições desportivas no âmbito da ESA, assim como aplicar as avaliações de Treinamento Físico Militar nos alunos e no corpo permanente da ESA.

Atividades durante o Ano Letivo: Diversos amistosos das equipes com as escolas afins (EsPCEx, EPCAR, EsSLOG, AMAN), Corrida Guararapes e Corrida Duque de Caxias e MAREXAER.

MAREXAER[editar | editar código-fonte]

A MAREXAER é uma competição esportiva entre as escolas de formação de sargentos das Forças Armadas. A Marinha do Brasil tem como representantes esportivos os alunos do Centro de Instrução Almirante Alexandrino (RJ) e do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (RJ); o Exército é representado pelos alunos da Escola de Sargentos das Armas (Três Corações - MG), da Escola de Sargentos de Logística (RJ) e do Centro de Instrução de Aviação do Exército (Taubaté-SP); e a Força Aérea, pelos alunos da Escola de Especialistas da Aeronáutica (Guaratinguetá-SP). O objetivo é incentivar a prática do esporte, desenvolver o espírito de companheirismo e de camaradagem, cultivar os valores e as tradições militares e promover a interação entre civis e militares das Forças Armadas do Brasil. Durante a MAREXAER serão disputadas as modalidades de atletismo, basquete, futebol, judô, pentatlo militar, natação, orientação, corrida rústica e voleibol.

Seção de Tiro da ESA[editar | editar código-fonte]

A Seção de Tiro da Escola de Sargento das Armas tem por missão formar o 3º sargento combatente de carreira monitor de tiro dos Corpos de Tropa, produzindo e aperfeiçoando conhecimentos relacionados ao tiro com armas portáteis de dotação da força terrestre. Além de realizar pesquisas e experimentações doutrinárias sobre o tiro de combate e esportivo no âmbito do Exército.

A principal atividade desenvolvida pela Seção de Tiro da ESA é a condução dos módulos de tiro de combate previstos no Caderno de Instrução de Tiro de Combate (CITC). Hoje o aluno  da ESA se forma conhecendo praticamente todo o extenso e moderno CITC.

O Curso de Sargento das Armas[editar | editar código-fonte]

A Escola de Sargentos das Armas (ESA) é, atualmente, o estabelecimento de ensino do Exército Brasileiro destinado exclusivamente à formação de Sargentos Combatentes de carreira, das armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Enquadrada na Linha de Ensino Militar Bélico de grau médio, a ESA, para o cumprimento de sua missão, está estruturada da seguinte maneira: comando de Oficial General, com seu Estado-Maior; Divisão de Ensino (DE); Corpo de Alunos (CA); Divisão Administrativa (DA); Divisão de Pessoal (DP); Divisão de Tecnologia da Informação (DTI) e Batalhão de Comando e Serviços (BCSv).

O seu aquartelamento está sediado na Cidade de Três Corações, às margens do Rio Verde, e são utilizados dois campos de instrução nas atividades de formação do aluno, o do Atalaia e o Campo de Instrução General Moacir Araújo Lopes que distam do aquartelamento cerca de 4 e 42 Km, respectivamente.

O aluno vive em regime de internato durante todo o período de formação, sendo alojado, alimentado e fardado por conta do Estado, além de receber proventos previstos em lei. Participa, ainda, de atividades sociais, culturais, recreativas e esportivas, patrocinadas pela ESA e pelo Grêmio dos Alunos da ESA (GRESA).

A formação profissional do Sargento Combatente do Exército é a razão de ser da Escola. Todas as atividades do ano letivo são desenvolvidas com a finalidade de capacitar o aluno ao exercício da função a ser desempenhada nos corpos de tropa.

O ensino, fundamentalmente técnico-profissional, é ministrado de forma prática, considerando que o futuro sargento deve ser, ao mesmo tempo, chefe e executante. As Instruções são dinâmicas e os princípios do “aprender a aprender” operacionalizados em todas as disciplinas de forma a permitir ao futuro sargento a vontade de se autoaperfeiçoar e o crescimento pessoal e profissional, decorrentes desta atitude.

As atividades de instrução desenvolvem-se em ritmo intenso. Busca-se, constantemente, a imitação das condições de combate. O aluno desempenha, sob a orientação dos instrutores e monitores, funções de executante e de comando, que serão exercidas nos corpos de tropa.

O treinamento físico militar, alvo de atenção especial, fortalece a têmpera do aluno e capacita-o a liderar o seu grupo, sob quaisquer condições.

O ano de instrução é dividido em dois períodos: o Período Básico (PB), sob a coordenação da ESA, com duração de 34 (trinta e quatro) semanas, é desenvolvido nas unidades do corpo de tropa abaixo relacionadas.

Ao final do PB e conforme seus méritos, os alunos fazem a opção pela Arma (Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia ou Comunicações) em que desejam ingressar. O Período de Qualificação é desenvolvido de forma centralizada nas instalações da ESA, em Três Corações, e é composto de 43 (quarenta e três) semanas, nas quais o aluno recebe instruções específicas da Arma escolhida.

Dentre as atividades escolares, destacam-se as atividades da Seção de Instrução Especial (SIEsp), o estágio de preparação específica realizado nas OM do Corpo de Tropa, a manobra escolar, as competições esportivas internas e a MAREXAER (competição esportiva com as escolas militares congêneres, da Marinha e da Força Aérea).

A manobra escolar é a oportunidade em que os alunos aplicam os conhecimentos técnicos e táticos adquiridos durante o ano de instrução. Consta de um exercício no terreno, com o emprego de todos os cursos, no qual se desenvolve a capacidade de liderança militar e a ação de comando dos participantes. “A manobra escolar é o coroamento do ano de instrução”.

A cerimônia de encerramento do curso é o ponto culminante e o marco de encerramento do ano escolar, com a entrega dos diplomas e a promoção dos alunos à graduação de 3º Sargento.

Eis o perfil da Escola de Sargentos das Armas, um dos estabelecimentos de ensino com responsabilidade pela formação de sargentos de carreira do Exército Brasileiro.

Escola de civismo e formação militar, a ESA transmite lições de patriotismo ao jovem aluno e prepara-o profissionalmente para o exercício das funções de Sargento, nas quais constituirão o “Elo fundamental entre o comando e a tropa”.

No período de qualificação, a Escola ministra cinco cursos, referentes às Armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Cada curso possui seu quadro de instrutores e monitores, para uma perfeita execução do ensino e permanente ação educacional.

Turmas de Formação[editar | editar código-fonte]

1950 - (Primeira turma formada em Três Corações/MG)

1977 - Turma Sargento Sílvio Delmar Holenbach

1978 - Turma Sargento Carlos Argemiro de Camargo

1986 - Turma Voluntários da Pátria

1993 - Turma Olavo Bilac

1995 - Turma Jubileu de Ouro

2000 - Turma 500 Anos do Descobrimento do Brasil

2001 - Turma Sargento Max Wolf Filho

2006 - Turma General Pinheiro

2011 - Turma Centenário do Sargento Max Wolf Filho

2014 - Turma Os 68 Sargentos Heróis da FEB

2016 - Turma 150 anos da Batalha de Tuiuti

2017 - Turma Retirada da Laguna

Símbolos da Escola[editar | editar código-fonte]

Valores[11][editar | editar código-fonte]

Fé na missão do Exército

Amor à Profissão

Coragem

Lealdade

Responsabilidade

Probidade

Patriotismo

Civismo

Camaradagem

Cooperação

Verdade

Espírito de Corpo

Culto às tradições da ESA

Apoio à comunidade tricordiana

Sigla da ESA[editar | editar código-fonte]

Historicamente a ESA já teve mais de uma sigla, atualmente ela é formada pelas letras iniciais de seu nome "ESA"[12]. No período de 2001 a 2016, a Escola utilizou a sigla "EsSA".

Brasão da ESA[editar | editar código-fonte]

Estandarte histórico[editar | editar código-fonte]

O estandarte histórico tem a seguinte descrição heráldica: “forma retangular, tipo bandeira universal e franjado de ouro: campo em verde com bordadura de vermelho, tendo ao centro o distintivo da Escola, constituído de quatro crescentes apontados, de prata, em campo partido de azul-celeste, à destra, e de vermelho, à sinistra, com uma estrela em brocante, de prata; sobre o traço da bordadura, um friso de azul-ultramar e de ouro, carregado com um ramo de folhas e frutos de louros, com uma rosa heráldica em cada ângulo e nos centros dos frisos, tudo de ouro; encimando o distintivo, a denominação histórica” “ESCOLA SARGENTO MAX WOLF FILHO”, em arco de ouro; abaixo do distintivo, o dístico “TRÊS CORAÇÕES”, de ouro, indicativo da cidade onde se localiza a Escola; laço militar nas cores nacionais, tendo inscrita, em caracteres de ouro, a designação militar da OM: “E S A”[12]

Distintivo da OM[editar | editar código-fonte]

Bandeira-Insígnia da ESA[editar | editar código-fonte]

O Uniforme do Aluno[editar | editar código-fonte]

Sabre[editar | editar código-fonte]

O sabre-baioneta do fuzil Mauser modelo 1894, se assemelha ao sabre usado, no uniforme de gala, por alunos da Escola de Sargentos criada nesse mesmo ano. Tal fato pode ser comprovado pela figura pintada em aquarela constante da estampa 170 da Publicação Oficial do Ministério da Guerra comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, mais conhecida como Uniformes do Exército Brasileiro, 1730 – 1922, organizado por Gustavo Barroso.

Além disso, o fato mais relevante é que o mencionado sabre foi usado por Max Wolf Filho durante as Revoluções de 1930 e 1932. Em 1930, Wolff se alistou aos dezenove anos, no 15º Batalhão de Caçadores (atual 20º Batalhão de Infantaria Blindado), em Curitiba-PR. No ano seguinte, foi transferido para o 3º Regimento de Infantaria localizado no Rio de Janeiro. Em 1932, já promovido a Cabo, combateu a Revolução Constitucionalista, sob o comando do Capitão Euclides Zenóbio da Costa, tendo sido ferido gravemente. Após isso, foi promovido a 3º Sargento, por sua coragem e destemor. Conquistou, assim, a estima e a confiança de seu comandante de subunidade na época e seu futuro Comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

A Canção da ESA[editar | editar código-fonte]

Somos um corpo de Infante,

Nós vivemos de cívicos momentos

Com galhardia.

Somos soldados vibrantes.

Nós formamos na Escola de Sargentos:

Infantaria!

REFRÃO

Avante, avante, ó ESA,

Para a grandeza do porvir!

Nossa cartilha a glória reza,

Para batalha devemos ir!

Somos um corpo aguerrido,

Nós fazemos vanguarda aos regimentos

Com ufania.

Somos um grupo em sentido,

Nós formamos na Escola de Sargentos:

Cavalaria!

REFRÃO (Avante, avante....)

Somos um corpo troante,

Nós lançamos metralha nos momentos

Da atroz porfia.

Somos um grupo vibrante,

Nós formamos na Escola de Sargentos:

Artilharia!

REFRÃO (Avante, avante....)

Somos um corpo adestrado,

Das outras armas guiando os movimentos

Com alegria.

Somos um grupo ajustado,

Nós formamos na Escola de Sargentos:

Engenharia!

REFRÃO (Avante, avante....)

Somos um corpo presente,

Facilitando da tropa os movimentos

Com as ligações.

Nosso soldado é valente,

Nós formamos na Escola de Sargentos:

Comunicações!

REFRÃO (Avante, avante....)

Símbolos da Formação do Sgt Combatente[editar | editar código-fonte]

Quepe[editar | editar código-fonte]

Divisa[editar | editar código-fonte]

Quaderna[editar | editar código-fonte]

Representa o Curso de Formação de Sargentos com as cores do Exército do Brasil, composto por 4 meias luas crescentes, entrelaçadas por elos, que faz lembrar que o sargento é o elo entre a tropa e o comando.

Referências Gerais[editar | editar código-fonte]

  1. RIBEIRO, Cap Nelson Branco (2000). 4º Regimento de Cavalaria Divisionário e sua História. [S.l.: s.n.] 
  2. «Decreto nº 1.199, de 31 de Dezembro de 1892 - Publicação Original - Portal Câmara dos Deputados». www2.camara.leg.br. Consultado em 10 de maio de 2018. 
  3. «DECRETO-LEI Nº 7.888, DE 21 DE AGOSTO DE 1945 - Publicação Original - Portal Câmara dos Deputados». www2.camara.leg.br. Consultado em 10 de maio de 2018. 
  4. Boletim Interno da ESA, de 1º de novembro de 1949
  5. «Decreto Numerado - 27543 de 05/12/1949 - Publicação Original [Diário Oficial da União de 07/12/1949] (p. 16995, col. 3)». legis.senado.gov.br. Consultado em 18 de maio de 2018.  horizontal tab character character in |titulo= at position 19 (ajuda)
  6. Alves, Paulo Sérgio Felipe; Nadalin, Paulo Sérgio Felipe (2015). Das origens do sargento ao seu aperfeiçoamento nos dias atuais. Rio de Janeiro: Fundação Trompowsky 
  7. Portaria Ministerial nº 150, do Estado Maior do Exército, datada em 28 de novembro
  8. «Portaria nº 443-EME, de 11 de outubro de 2017». www.google.com. Secretaria-Geral do Exército. 20 de outubro de 2017. Consultado em 10 de maio de 2018. 
  9. Portarias nº 107 - 1ª SCh/EME-Res, de 28 de julho de 2005
  10. Portarias nº 101 - EME-Res, de 28 de julho de 2005
  11. Plano de Gestão da ESA 2018-2020
  12. a b Portaria nº 569, do Cmt EB, de 25 Maio 18, publicada no BE nº 22, de 3 Jun 18.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]