Friedrich Hayek

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Friedrich Hayek Medalha Nobel
Nascimento 8 de maio de 1899
Viena, Cisleitânia, Áustria-Hungria
Morte 23 de março de 1992 (92 anos)
Friburgo em Brisgóvia, Baden-Württemberg, Alemanha
Nacionalidade Áustria Austríaco
Reino Unido Britânico
Influências
Influenciados
Escola/tradição Escola Austríaca
Principais interesses Economia, Filosofia Social, Filosofia Política, Filosofia da mente, Epistemologia
Ideias notáveis Problema do cálculo econômico, Ordem espontânea, Conhecimento disperso, Catalaxia, Crítica ao planejamento da economia, Socialismo e Nazismo como formas de totalitarismo, teoria de associação neural
Assinatura
Friedrich von Hayek signature.gif

Frederich August von Hayek (Viena, 8 de Maio de 1899Friburgo em Brisgóvia, 23 de Março de 1992) foi um economista e filósofo austríaco, posteriormente naturalizado britânico. Defensor do liberalismo clássico, é provavelmente melhor conhecido por sua associação à Escola Austríaca de pensamento econômico e por sua atuação como professor da London School of Economics. Deixou importantes contribuições para a psicologia, a teoria do direito, a economia e a política. Recebeu o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1974, "por seu trabalho pioneiro na teoria da moeda e flutuações econômicas e pela análise penetrante da interdependência dos fenômenos econômicos, sociais e institucionais", que dividiu com um de seus principais rivais ideológicos, o economista social-democrata Gunnar Myrdal.[1]

Nasceu em Viena, em uma família de cientistas e professores. Seu pai era professor de Botânica na Universidade de Viena. Quando jovem, escolheu a carreira de economista. Serviu na Primeira Guerra Mundial, e disse que a experiência da guerra e seu desejo de evitar que ressurgissem os erros que levaram ao conflito tiveram grande influência na sua carreira. Morou na Áustria, na Grã-Bretanha, nos EUA e na Alemanha, tornando-se cidadão britânico em 1938. Passou o maior tempo de sua carreira na London School of Economics (LSE), na Universidade de Chicago e na Universidade de Freiburg.

Em 1984, tornou-se membro da Order of the Companions of Honour, por indicação da Rainha Elizabeth II, no conselho da Primeira Ministra Margaret Thatcher, por seus "serviços no estudo da economia". Ele foi a primeira pessoa a receber o Prêmio Hanns Martin Schleyer, em 1984.[2] Recebeu também a US Presidential Medal of Freedom do presidente George H. W. Bush, em 1991. Em 2011, seu artigo O Uso do Conhecimento na Sociedade foi selecionado como um dos 20 principais artigos publicados pela The American Economic Review durante seus primeiros 100 anos.[3]

Foi um importante teórico social e filósofo político do século XX,[4] [5] e sua consideração sobre como a mudança dos preços comunica conhecimento, o que permite aos indivíduos coordenarem seus planos, é amplamente considerada como uma das grandes proezas da ciência econômica.[6] Na psicologia, propôs uma teoria da mente humana segundo a qual a mente é um sistema adaptativo.[7] Em Economia, defendeu os méritos da ordem espontânea. Fez trabalhos importantes sobre a evolução social, sobre os fenômenos complexos e a metodologia das ciências sociais. Desenvolve e adapta ideias liberais clássicas para o século XX, apresentando uma forma mais original de constitucionalismo liberal[8] . Fundou a Mont Pèlerim Society com outros liberais para propagar o liberalismo no pós-guerra, entre os quais estavam Mises, Milton Friedman, Karl Popper, e outros pensadores de relevo.[9] Hayek fez bastante influência no ressurgimento do liberalismo no século XX, o que resultou, em parte, no plano prático, nos governos de Margaret Thatcher e Ronald Reagan.

Biografia e contribuições[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Friedrich von Hayek nasceu em 8 de Maio de 1889, em Viena. Seu pai, August von Hayek, foi um renomado botânico e um notável médico. Descendendo de uma família nobre, Hayek teve uma boa educação. Porém, em 1919, em razão de a Áustria banir os títulos de nobreza de seus cidadãos, sua família teve de retirar a etiqueta “von” do nome. O pai de Hayek deu sequência à tradição escolar da família, comprometendo-se com a botânica e escrevendo vários tratados no assunto.[10] A tradição familiar de estudos sobre as ciências biológicas fez bastante influência nos seus estudos posteriores.

Hayek era primo-segundo do renomado filósofo Ludwig Wittgenstein, e disse que provavelmente foi uma das primeiras pessoas a terem lido o ‘Tractatus Logico-Philosophicus’, a obra inovadora de Wittgesntein. Mais tarde, Hayek admitiu que a filosofia e as técnicas analíticas de Wittgesntein exerceram profundo impacto na sua vida e em suas ideias. Quando criança, seu pai sugeriu que ele lesse as obras de Hugo de Vries, juntamente com os trabalhos filosóficos de Ludwig Feuerbach. Durante seus anos escolares, Hayek ficou muito impressionado com as palestras sobre a ética aristotélica de um de seus tutores. Em 1917, foi para um regimento de artilharia no exército Áustro-Húngaro, e lutou bravamente na fronteira da Itália, perdendo parte da audição de sua orelha esquerda. Hayek até brincava com isso, dizendo que era uma coincidência histórica ele ter perdido parte da audição da orelha esquerda, enquanto Karl Marx havia perdido parte da audição da orelha direita.[11] Depois da guerra, Hayek trabalhou o resto da vida buscando uma carreira acadêmica com o propósito principal de impedir as situações que causaram a Primeira Guerra.

Educação[editar | editar código-fonte]

Hayek tinha uma ânsia por conseguir conhecimento, e, durante seus anos na Universidade de Viena, estudou extensivamente filosofia, psicologia e economia, e recebeu doutorados em direito e ciência política. Entre seus colegas de universidade, estavam pessoas que se tornariam proeminentes economistas, como Fritz Machlup, Gottfried von Haberler, e Oskar Morgenstern. Durante o tempo em que a universidade permaneceu fechada, Hayek se matriculou no Constantin von Monakow's Institute of Brain Anatomy. Nesse tempo, ele usou bastante de seu tempo manchando células cerebrais para estudá-las. O tempo gasto no Laboratório de Monakow deu vazão à sua profunda curiosidade pelo trabalho de Ernst Mach, motivando seu primeiro projeto acadêmico, na área de psicologia, o qual foi publicado mais tarde sob o título de The Sensory Order (1952). Em seu último ano na Universidade de Viena, o trabalho de Carl Menger sobre a estratégia explanatória das ciências sociais, juntamente com a instrutiva presença de Friedrich Wieser na sala de tutorial, teve nele uma influência permanente. Sobre a tutela de Wieser, Hayek recebeu mais um doutorado, em economia.[12] Em 1923, ele foi para Nova York e, na New York University, se inscreveu para o programa de P.h.D, porém nesse tempo lhe faltou dinheiro, e ele teve de retornar a Viena. Depois desse retorno a Viena, Friedrich começou a trabalhar mais na área da economia.[13]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Friedrich August von Hayek se casou com Helen Berta Maria von Fritsch em Agosto de 1926. Ela era secretária do escritório de serviço civil do governo da Áustria. Eles tiveram duas crianças. Em Julho de 1950, se divorciaram e Hayek se juntou com Helene Bitterlich.[14]

Influência de Ludwig von Mises[editar | editar código-fonte]

Em Viena, Hayek trabalhou junto a Mises, um economista que era bastante conhecido na época por sua teoria monetária, e autor da obra Socialismo, que Hayek posteriormente disse ter tido uma ampla influência em seu pensamento. Segundo Hayek, essa obra fez com que ele deixasse o socialistas fabiano e passasse a defender o liberalismo.[15] A obra de Mises foi publicada em 1922.[16] Nessa época, Hayek, junto com seus colegas Felix Kaufmann, Fritz Machlup, Alfred Schutz e Gottfried Haberler, passou a frequentar o seminário privado de Ludwig von Mises.[17]

Por recomendação de Wieser, quando voltou dos EUA, ele foi contratado por Mises como diretor do Instituto Austríaco de Ciclos Econômicos. Mises queria alguém que tivesse formação na área jurídica e entendesse economia. Para Wieser, Hayek tinha as duas virtudes, e assim foi aceito no instituto.[18] Por influência da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, defendida na época por Mises, Hayek escreveu o livro Monetary Theory and the Trade Cycle, em 1929.[19]

Na London School of Economics[editar | editar código-fonte]

Em 1931, Hayek foi convidado por Lionel Robbins a apresentar quatro palestras sobre economia monetária na Inglaterra, na London School of Economics and Political Science (LSE). Em razão das palestras, ele foi nomeado, para a universidade, como ‘Tooke Professor of Economic Science and Statistics’, cargo no qual permaneceu até 1950. Ele foi naturalizado britânico em 1938. Logo após entrar na LSE, envolveu-se em um debate com John Maynard Keynes da Cambridge University, depois de escrever uma extensa crítica ao livro A Treatise on Money (1930), de Keynes; este replicou seu ataque criticando seu livro Prices and Production (1931). Ambos os economistas foram criticados por outros economistas, e isso os fez repensarem sobre suas próprias teorias. Keynes concluiu sua autocrítica primeiro, publicando, em 1936, quele que tornar-se-ia seu opus magnum, The General Theory of Employment, Interest and Money. Já o livro de Hayek, The Pure Theory of Capital, foi aparecer apenas em 1941, e teve uma repercussão muito menor do que o livro de Keynes.

Em meados da década de 1930, Hayek também travou intenso debate com outros economistas sobre o socialismo, i.e, sobre a possibilidade de um sistema totalmente planificado. Tal debate começou a ter mais notoriedade com Mises, que, na obra Socialism, afirma que, num sistema no qual falta o mercado para meios de produção, não há, para os mesmos, sistema de preços nem cálculo econômico racional possível.[20] Esse debate ajudou a diferenciar abordagem da Escola Austríaca de outras escolas neoclássicas, que, segundo os austríacos, têm a tendência de transpor a teoria do equilíbrio geral para a vida real, o que não corresponde necessariamente aos fatos.[21] Nesse debate, Hayek desenvolveu suas teses sobre a relação entre o conhecimento e o sistema econômico. Segundo ele, o conhecimento é sempre disperso na sociedade, usado de forma descentralizada e até contraditória para cada indivíduo.[22] Um planejador central nunca será capaz de obter o conhecimento de todos os processos econômicos, necessário para o cálculo, e assim será menos eficiente na alocação dos recursos do que a ação empreendedora, feita por indivíduos de forma descentralizada.[23] Esses trabalhos foram apresentados no London Economic Club em 1936.

Durante os anos da Segunda Guerra, a LSE transferiu-se para Cambridge. Nessa época, Hayek começou a criticar algumas doutrinas que ele rotulou como "cientificismo", no sentido de tentativa de imitação do método das ciências naturais (especificamente a física) pelas ciências sociais. Em 1944, ele publicou seu livro mais conhecido, The Road to Serfdom (O Caminho da Servidão), no qual dedica-se a mostrar o risco representado pelo planejamento econômico centralizado para a liberdade, procurando demonstrar também a similaridade entre o nazifascismo e o socialismo. No mesmo ano, Hayek é eleito fellow na British Academy.

Pós-Guerra: Chicago e a Mont Pèlerin Society[editar | editar código-fonte]

Em 1950, Hayek deixou a LSE para participar do Comitê sobre o Pensamento Social, na Universidade de Chicago. Seu primeiro curso foi um seminário sobre filosofia da ciência, do qual participou a maioria dos mais renomados cientistas da Universidade, incluindo Enrico Fermi, Sewall Wright e Leó Szilárd. Após a Segunda Guerra, Hayek escreveu um trabalho sobre a psicologia baseado em seus estudos na área quando na Universidade de Viena. O livro se chamou The Sensory Order: An Inquiry into the Foundations of Theoretical Psychology (1952). Nesse livro, Hayek teoriza sobre o mecanismo de plasticidade cerebral e da organização nos neurônios no cérebro de forma espontânea, o que passou a se chamar “aprendizado hebbiano” (ou Teoria hebbiana ), uma teoria que viria a antecipar muitos desenvolvimentos futuros na psicologia. Seu trabalho em psicologia despertou atenção nas áreas de ciência cognitiva, ciência computacional, neurociência, ciência comportamental e psicologia evolutiva.[24] [25] [26] [27]

No mesmo ano, sua obra The Counter Revolution of Science (1952) foi publicada. Nela, Hayek explica seus trabalhos sobre o "abuso da razão" e o "cientificismo".

Em 1947, ele se reuniu com 39 eruditos de 10 países diferentes, em Mont Pèlerin, nos Alpes Suíços. Esse foi o começo da Mont Pèlerin Society, organização fundada com o objetivo de reunir intelectuais alinhados aos princípios liberais em todo o mundo. Entre esses intelectuais, estavam Lionel Robbins, Ludwig von Mises, Milton Friedman, Fritz Machlup, Frank Knight, George Stigler, Walter Eucken, Aaron Director, Michael Polanyi e o filósofo austríaco Karl Popper. Hayek ajudou Popper a ir para a LSE e a publicar seu livro A Sociedade Aberta e Seus Inimigos (1945).[28] Os dois permaneceram amigos para o resto da vida. Trocavam cartas, debatiam temas filosóficos, e ambos fizeram dedicatórias de livros entre si.[29]

Em Chicago, Hayek permaneceu por 12 anos. Lá, ele escreve artigos sobre vários assuntos, como filosofia política, história das ideias e metodologia das ciências sociais. Aspectos dessa ampla gama de assuntos foram mostrados em seu livro The Constitution of Liberty (1960) e em sua coletânea de artigos Studies in Philosophy, Politics and Economics (1967).

Saída de Chicago, nobel e últimos anos[editar | editar código-fonte]

Em 1962, Hayek deixa a Universidade de Chicago e vai para a Universidade de Friburgo em Breisgau, na Alemanha Ocidental. Lá, ele permaneceu até 1968, quando aceitou o cargo de professor honorário na Universidade de Salzburg, na Áustria.

Em 1974, Hayek ganhou o prêmio Nobel de economia, "por seu trabalho pioneiro na teoria da moeda e flutuações econômicas e pela análise penetrante da interdependência dos fenômenos econômicos, sociais e institucionais", o qual, ironicamente, foi dividido com um de seus maiores rivais ideológicos, o economista social-democrata Gunnar Myrdal. O Nobel fez com que Hayek se revigorasse intelectualmente, voltando à produção intelectual de forma mais consistente.[30]

Ele retornou a Friburgo em 1977 e finalizou seu trabalho de três volumes Law, Legislation and Liberty.[31] [32] No primeiro volume, ele explica a sociedade como uma ordem espontânea e mostra o papel do juiz nessa ordem, em sistemas como a commom law.[33] No segundo volume, critica as concepções de justiça social, que se popularizaram bastante na época, principalmente depois da publicação de Uma Teoria da Justiça (1971), de John Rawls. No terceiro volume, ele tenta conceber um modelo político ideal, baseado nas ideias liberais por ele discutidas anteriormente.

Hayek, após uma visita ao Chile do governo de Pinochet, que havia derrubado o governo socialista de Allende, disse, em uma carta para o The Times (1978): "Eu não fui capaz de encontrar uma única pessoa, mesmo no tão caluniado Chile, que não concordou que a liberdade pessoal estava muito maior sob Pinochet do que sob Allende".[34] [35] Segundo Hayek, a democracia deve ser considerada apenas um meio para um fim maior: a liberdade individual.[36] Enquanto o contrário de liberalismo é totalitarismo, o contrário de democracia é autoritarismo.[37]

Com a deterioração de sua saúde, o filósofo William Bartley editou e encarregou-se de publicar sua última obra, The Fatal Conceit: The Erros of Socialism (em português, A Arrogância Fatal: Os Erros do Socialismo[38] ), em 1988. Essa obra fala sobre alguns tópicos que haviam sido desenvolvidos desde o último volume de Law, Legislation and Liberty. Entretanto, há algumas suspeitas de que partes dela foram escritas por William Bartley, em razão da saúde de Hayek.[39] [40]

Hayek morreu quatro anos depois, em 1992, com 92 anos de idade, chegando a ter visto a queda da União Soviética e a reunificação da Alemanha.[32]

Principais teses[editar | editar código-fonte]

Quando na Universidade de Viena, Hayek se dedica à observação de células neurais, e desenvolve um pequeno rascunho desse trabalho. Mais tarde, depois de revisões e ampliações, o livro The Sensory Order: An Inquiry into The Foundations of Theoretical Psychology (1952), viria a ser publicado. Nele, Hayek argumenta sobre a tese que viria a se chamar "conexionismo", em que a mente é vista como um sistema adaptativo. Essa tese antecipou vários trabalhos posteriores em teoria da mente e psicologia.[41]

Nas décadas de 1920 e 1930, Hayek publica uma grande quantidade de trabalhos sobre os ciclos econômicos, teoria dos preços e teoria do capital. Ele amplia a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, desenvolvida inicialmente por Mises. Na forma exposta por Hayek, o ciclo começa por meio da sinalização deturpada da taxa de juros feita pelo Estado, e causa más-alocações em todo o sistema econômico, que serão vistas como investimentos ruins no futuro, quando a bolha estourar. Essas questões geraram intensos debates com John Maynard Keynes, o que fez com que Hayek publicasse, posteriormente, o livro The Pure Theory of Capital (1941), e John Maynard Keynes The General Theory of Employment, Interest and Money. Os trabalhos de Hayek nessa época viriam a ser um dos maiores responsáveis para que ele ganhasse o Prêmio Nobel de economia em 1974.[42]

Na década de 1930, Hayek escreve teses que dizem respeito ao uso e transmissão do conhecimento na sociedade e no sistema econômico, que tiveram como inspiração suas ideias desenvolvidas no debate sobre o cálculo econômico sob o socialismo. Nesses artigos, publicados posteriormente em Individualism and Economic Order (1948), ele enfatiza a função dos preços como transmissores de conhecimento, e do mercado como um sistema de economia informacional.[43] Nessa coletânea está presente um de seus artigos mais famosos, The Use of Knowledge in Society.[44] Em outros textos da mesma coletânea, Hayek começa a desenvolver a ideia de que o principal papel do empresário é descobrir informações em constante mudança que são relevantes para o processo produtivo e se adaptar a elas, transmitindo essa informação via preços a todo o mercado, de forma que este se adapte como um todo a esse conhecimento adquirido.[45] Ele também critica a ideia de que a economia é uma ciência puramente a priori, como desenvolvida por Mises. A lógica da ação, segundo Hayek, se aplica apenas quando sabemos o conhecimento dos indivíduos sobre os fatos, mas tal conhecimento não é uniforme para todas as pessoas em relação aos fatos objetivos. Logo, a informação adquirida pelo cientista dos fatos objetivos de mercado não geram um nexo causal totalmente confiável para se fazer previsões ou explicações do comportamento dos agentes.[46] [47]

No que viria a ser seu livro mais famoso, O Caminho da Servidão, Hayek diz que o planejamento central feito pelo Estado resulta em totalitarismo e opressão. O controle da economia (os meios para nossos fins), acaba deixando o indivíduo numa situação de escravidão e dependência em relação a quem realiza o planejamento.[48] Nesse sentido, o socialismo soviético e o nazifascismo se aproximariam.[49] O planejamento central necessariamente viola o Estado de Direito e a igualdade perante à lei, porque o uso da coerção seria arbitrário e deveria fazer distinção de indivíduo para indivíduo. [50] O planejamento também é anti-democrático, porque a necessidade de decisões rápidas sobre onde, quanto e a quem alocar os recursos impossibilitaria que essas ações fossem regidas pelo consenso da maioria.[51] Esse livro viria a influenciar uma ampla geração de liberais e mudar as ideias da época para serem menos favoráveis ao socialismo soviético.

Em Capitalism and the Historians, ele edita e escreve a introdução de um livro em que há participação de vários autores, e que tem por objetivo refutar alguns mitos acerca do capitalismo; em específico, aquele que diz que a Revolução Industrial causou a diminuição da qualidade de vida na Inglaterra.[52] Em The Counter-Revolution of Science ele faz uma crítica ao que ele chamou de "scientism", que é a tentativa de aplicar os princípios das ciências naturais (a física, em específico), às ciências sociais.[53] Ele faz tanto uma exposição teórica dos princípios das duas ciências, quanto uma análise histórica da tendência criticada.[54] Segundo ele, isso foi indiretamente responsável pelas propostas de controle econômico da vida social.[55]

Em The Constitution of Liberty (1960),[56] Hayek procura escrever um tratado que reintroduza as ideias liberais para o seu tempo.[57] Quando escrevendo-o, Hayek procurou que fosse sua obra mais ambiciosa. Na primeira seção, ele define liberdade e liberalismo, mostra suas vantagens e discute suas relações com conceitos como "responsabilidade" e "decisão da maioria". Na segunda seção, ele escreve a história do liberalismo e do conceito de Estado de Direito, ou império da lei, mostrando a relação entre as duas ideias, que muitas vezes se confundiam. Ele ainda faz críticas ao positivismo jurídico. Na terceira seção, ele busca traçar os limites da atividade estatal na economia com base nos princípios discutidos anteriormente, não rejeitando algumas propostas do welfare state.

Na década posterior à publicação do livro, ele desenvolve estudos sobre a ordem espontânea, e desenvolve teses que relacionam as ordens espontâneas da natureza e da sociedade. Muitas dessas ideias foram emprestadas do estudo da cibernética.[58] Com influência das ideias de seu amigo Popper, ele trabalha sobre a epistemologia e o estudo de fenômenos complexos, tendo por artigo mais notável nessa área The Theory of Complex Phenomena. Ele argumenta que, em fenômenos complexos, é possível apenas a previsão do padrão ou princípio de funcionamento do fenômeno, e nunca as características específicas que se apresentarão. Um exemplo notável disso é a teoria da evolução, em que não é possível a previsão de, por exemplo, qual espécie irá surgir, mas apenas o princípio de como se dará esse processo de surgimento.[59] Isso se aplica também à própria economia: as variáveis são tão grandes que é basicamente impossível fazer uma previsão de quais serão os preços em dada situação.[60]

Posteriormente, ele publica um grande tratado sobre direito e liberalismo, chamado Law, Legislation and Liberty, que viria a ser um complemente às ideias desenvolvidas em The Constitution of Liberty.[61] Publicado em três volumes separados, os principais diferenciais do livro foram: o tratamento do papel do juiz numa sociedade livre, do sistema de commom law e a ênfase na ordem espontânea em oposição à ordem planejada (no volume 1);[62] a crítica às modernas concepções de justiça social, principalmente à de John Rawls (no volume 2);[63] e a apresentação de um sistema de governo apelidado por ele de demarquia, em que a democracia só existiria respeitando os princípios do Estado de Direito (no volume 3).[64] Nesse sistema haveria uma verdadeira divisão dos poderes, em que uma Assembléia Legislativa, livre da disciplina partidária, encarregaria de elaborar apenas leis gerais, regras de justa conduta que valeriam para todos. Caberia a um Tribunal Constitucional pressionar pelo obedecimento à formulação de leis gerais em tal assembléia, enquanto o governo de fato - de preferência a nível local -, que seria encarregado de funções como construção e administração de infraestrutura, estaria submetido às leis elaboradas na primeira assembléia.[65]

Em The Denationalization of Money (1976), Hayek desenvolve o argumento de que o fim do monopólio do Estado sobre a moeda - i.e, a possibilidade de cunhagem e uso de moedas privadas - seria mais vantajoso que o nosso sistema atual, sendo também uma forma de evitar a inflação.[66] [67]

Em The Fatal Conceit (1988), publicado quando Hayek já estava com saúde debilitada, há a exposição de algumas ideias sobre evolução social ou cultural. As regras morais e a cultura seriam resultado de um processo evolucionário que se dá, principalmente, por aprendizado de práticas sociais por imitação, e posteriormente seleção do grupo com práticas sociais mais capazes de levá-lo à prosperidade e aumento do número de indivíduos.[68] [69] A linguagem, a cultura, a moral, a lei, o comércio, a propriedade privada, etc, todos seriam exemplos de instituições que resultaram da evolução de práticas sociais, que não acontece por decisão das pessoas diretamente a construírem tais instituições, sendo elas resultados não planejados ou não desenhados, porém que usam de um conhecimento que nenhum indivíduo sozinho é capaz de centralizar.[70] A "arrogância fatal" seria tentar desenhar essas instituições sem se dar conta da limitação do nosso conhecimento.[71]

Influência pelo mundo[editar | editar código-fonte]

Milton Friedman disse, sobre Hayek, que "sua influência tem sido tremenda".[72]

Popper disse uma vez que “o trabalho de Hayek marca o começo do debate mais fundamental no campo da filosofia política”.[73]

O filósofo conservador Roger Scruton falou que Hayek “é um dos maiores pensadores do nosso tempo”.[74]

Segundo a revista The Economist, "o terceiro quarto deste século [século XX] tem sido descrito como 'o tempo de Keynes'. Em termos de problemas econômicos, para enfrentar o atual período pode corretamente ser chamado de o 'tempo de Hayek'."[75]

Influência na política do Leste Europeu[editar | editar código-fonte]

O presidente dos EUA Ronald Reagan colocou Hayek entre as duas ou três pessoas que mais influenciaram sua filosofia, e o acolheu na Casa Branca como convidado especial. Nos anos 70 e 80, os escritos de Hayek também exerceram uma grande influência nos líderes da revolução “velvet”, na Europa Central, durante o colapso da União Soviética. Aqui estão alguns exemplos que suportam essa influência:

Não há nenhuma figura que teve influência tão grande, nenhuma pessoa que teve mais influência sobre os intelectuais por trás da Cortina de Ferro do que Friedrich Hayek. Seus livros foram traduzidos e publicados por edições em mercados negros e secretos, lidos amplamente, e sem dúvida influenciaram o clima da opinião, o que, em última instância, trouxe o colapso da União Soviética.[76]
Milton Friedman (Hoover Institution)
Os mais interessantes entre os dissidentes de 1980 foram os liberais clássicos, discípulos de F. A. Hayek, de quem eles haviam aprendido sobre a importância crucial da liberdade econômica e da, na maioria das vezes ignorada, diferença conceitual entre liberalismo e democracia.[77]
Andrzej Walicki (History, Notre Dame)
O primeiro ministro da Estónia Mart Laar veio ao meu escritório outro dia para verificar a notável transformação desse país. Ele descreveu uma nação de pessoas que trabalhavam duro, mais virtuosas – sim, mais virtuosas, porque o mercado pune a imoralidade – e mais esperançosas sobre o futuro do que nunca foram em toda a história. Eu perguntei ao senhor Laar sobre onde o governo obteve a ideia dessas reformas. Você imagina o que ele respondeu? Ele disse: “Nós lemos Milton Friedman e Friedrich Hayek.[78]
—US Representative Dick Armey
Eu tinha 25 anos de idade e estava à busca de meu doutorado em economia quando a mim foi permitido gastar seis meses de estudos de pós-graduação em Nápoles, Itália. Eu li os livros-texto de economia do Ocidente e também o trabalho mais geral de pessoas como Hayek. No tempo em que retornei à Czechoslovakia, eu tinha um entendimento dos princípios do mercado. Em 1968, eu estava contente com o liberalismo político de Dubcek Prague Spring, mas fui bastante crítico da Terceira Via que eles buscaram na economia.[79]
Václav Klaus (former President of the Czech Republic)

Hayek e a Wikipédia[editar | editar código-fonte]

O fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, disse que Hayek é de importância central para se entender a Wikipédia. Quando graduando, Wales leu seu artigo The Use of Knowledge in Society (O Uso do Conhecimento na Sociedade), que o influenciou bastante. Segundo Hayek, a informação sempre se encontra dispersa, e nunca de forma centralizada. É impossível para um planejador central, ou uma autoridade central, conhecer melhor como controlar o sistema econômico do que a “soma” do conhecimento local de cada pessoa na sociedade. Dessa forma, sistemas sociais descentralizados tendem a administrar melhor essa informação, obtendo uma eficiência maior que uma autoridade central.

A Wikipédia é um exemplo de "ordem espontânea", na concepção hayekiana, sendo o resultado dos esforços conjuntos das pessoas para acumular conhecimento. Não são apenas "intelectuais" que escrevem, mas é um processo em que todos têm essa condição, e há uma auto-correção do processo por meio dos esforços dos indivíduos. Na Wikipédia, cada pessoa contribui com seu próprio conhecimento, formando um conjunto mais ou menos ordenado e auto-corretivo.

Segundo Wales, “não se pode entender minhas ideias sobre a Wikipédia sem entender Hayek”. E ele acrescenta: “O trabalhos de Hayek sobre o sistema de preços é central para a maneira como eu administro o Wikipedia Project”.[80]

Hayek no Brasil[editar | editar código-fonte]

Entre 1977 e 1981 o Prêmio Nobel de Economia Friedrich August von Hayek visitou três vezes o Brasil, sempre a convite do editor da REVISTA VISÃO, o Engenheiro Henry Maksoud. Embora o Prof. Hayek – como ele gostava de ser chamado – tenha proferido inúmeras conferências e concedido várias entrevistas à imprensa, suas viagens ao Brasil ficaram com os registros dispersos e hoje poucos são os que sabem ou se lembram delas. Além de São Paulo, o Prof. Hayek visitou o Rio de Janeiro, Brasília e Santa Maria – RS.

O Brasil estava em pleno regime militar e ainda não se vislumbrava sinal de abertura para a democracia. Apesar de pouco acolhido pelas lideranças brasileiras e ignorado pela intelectualidade do País, Hayek teve suas visitas registradas na imprensa - através de entrevistas e cobertura de palestras - e seu pensamento divulgado, graças, especialmente, ao esforço do empresário Henry Maksoud. A substância desses registros ficou dispersa nos arquivos de jornais e revistas. Formava um material precioso para os que já vislumbravam no liberalismo a saída para o Brasil. Esses leitores e os que puderam assistir aos programas de Henry Maksoud têm uma oportunidade rara de retomar a visita do Prêmio Nobel em Hayek no Brasil.[81]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Monetary Theory and the Trade Cycle, 1929.
  • Prices and Production, 1931.
  • Monetary Nationalism and International Stability, 1937.
  • Profits, Interest and Investment - and other essays on the theory of industrial fluctuations, 1939.
  • The Road to Serfdom, 1944.
  • Individualism and Economic Order, 1948.
  • The Counter-Revolution of Science: Studies on the Abuse of Reason, 1952.
  • The Constitution of Liberty, 1960.
  • Studies in Philosophy, Politics and Economics, 1967.
  • A Tiger by the Tail, 1972.
  • Law, Legislation and Liberty (3 volumes), 1973.
  • Denationalisation of Money, 1976.
  • New Studies in Philosophy, Politics, Economics and the History of Ideas, 1978.
  • 1980s Unemployment and the Unions, 1980.
  • The Fatal Conceit: The Errors of Socialism, 1989.

Livros disponíveis em português[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «The Prize in Economics 1974 - Press Release». www.nobelprize.org. Consultado em 20 de julho de 2016. 
  2. «Hanns Martin Schleyer-Stiftung / Stiftungs-Preise». www.schleyer-stiftung.de. Consultado em 2016-07-20. 
  3. Arrow, Kenneth J.; Bernheim, B. Douglas; Feldstein, Martin S.; McFadden, Daniel L.; Poterba, James M.; Solow, Robert M. (2011). «100 Years of the American Economic Review: The Top 20 Articles». American Economic Review [S.l.: s.n.] 101 (1): 1–8. doi:10.1257/aer.101.1.1. 
  4. Edward Feser (2006). «The Cambridge Companion to Hayek (Introduction)». Cambridge University Press. «among the most important economists and political philosophers of the twentieth century. ... [He was] almost certainly the most consequential thinker of the mainstream political right in the twentieth century. It is just possible that he was the most consequential twentieth century political thinker, right or left, period.» 
  5. Schrepel, Thibault (January 2015). «Friedrich Hayek's Contribution to Antitrust Law and Its Modern Application». ICC Global Antitrust Review [S.l.: s.n.]: 199–216. 
  6. Skarbek, David (March 2009). «F. A. Hayek's Influence on Nobel Prize Winners». Review of Austrian Economics [S.l.: s.n.] 22 (1): 109–112. doi:10.1007/s11138-008-0069-x. 
  7. Postrel, Virginia (11 de janeiro de 2004). «Friedrich the Great». Consultado em 20 de julho de 2016. «"Hayek posited spontaneous order in the brain arising out of distributed networks of simple units (neurons) exchanging local signals," says Harvard psychologist Steven Pinker. "Hayek was way ahead of his time in pushing this idea. It became popular in cognitive science, beginning in the mid-1980s, under the names `connectionism' and `parallel distributed processing.'» 
  8. «Mídia Sem Máscara - Demarquia já!». www.midiasemmascara.org. Consultado em 20 de julho de 2016. 
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  20. Hayek, Friedrich (2011-04-07). «The Moral Imperative of the Market». Consultado em 20 de julho de 2016. «Here my thinking was inspired largely by Ludwig von Mises's conception of the problem of ordering a planned economy. [...] I was puzzled that Mises's Socialism, [...] had not convinced the rest of the world.» 
  21. Barbieri, Fabio. História do Debate do Cálculo Econômico Socialista [S.l.: s.n.] «No debate, a crítica ao socialismo foi feita por austríacos e a sua defesa por economistas neoclássicos. Pode-se dizer que muitas características distintivas da moderna teoria austríaca de processo de mercado foram forjadas durante o debate, a partir das contribuições de Mises e Hayek. [...] As simplificações utilizadas na teoria da competição perfeita, úteis para explicar certos aspectos dos fenômenos de mercado, se tornam enganadoras quando usadas para construir e controlar o fenômeno estudado.» 
  22. Hayek, Friedrich (1945). «Hayek, The Use of Knowledge in Society | Library of Economics and Liberty». www.econlib.org. Consultado em 20 de julho de 2016. «The peculiar character of the problem of a rational economic order is determined precisely by the fact that the knowledge of the circumstances of which we must make use never exists in concentrated or integrated form but solely as the dispersed bits of incomplete and frequently contradictory knowledge which all the separate individuals possess.» 
  23. Hayek, Friedrich. New Studies in Philosophy, Politics, Economics and The History of Ideas [S.l.: s.n.] p. 236. «The chief reason why we cannot hope by central direction to achieve anything like the efficiency in the use of resources which the market makes possible is that the economic order of any large society rests on a utilization of the knowledge of particular circumstances widely dispersed among thousands or millions of individuals.» 
  24. Gerald Edelman, Neural Darwinism, 1987, p. 25
  25. Joaquin Fuster, Memory in the Cerebral Cortex: An Empirical Approach to Neural Networks in the Human and Nonhuman Primate. Cambridge: MIT Press, 1995, p. 87
  26. Joaquin Fuster, Memory in the Cerebral Cortex: An Empirical Approach to Neural Networks in the Human and Nonhuman Primate. Cambridge: MIT Press, 1995, p. 88
  27. Joauin Fuster, "Network Memory", Trends in Neuroscience, 1997. Vol. 20, No. 10. (Oct .): 451–459.
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  29. Bruce Caldwell. «Popper and Hayek - Who Influenced Whom?» (PDF). Karl Popper: A Centenary Assesment. 
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  35. Friedrich Hayek: in defence of dictatorship. Por Benjamin Selwyn. openDemocracy, 9 de junho de 2015.
  36. Constantino, Rodrigo. «Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca». mises.org.br. Consultado em 20 de julho de 2016. «O perigo, como coloca Hayek, é quando confundimos um meio de garantir a justiça com a própria justiça em si. Por esta ótica, dois lobos e uma ovelha escolhendo democraticamente qual será o jantar levaria a um resultado totalmente justo. O liberal discorda porque entende que a ovelha tem o direito de não virar jantar de lobo, independentemente do que deseja a maioria do momento.» 
  37. Hayek, Friedrich (1968). Studies in Philosophy, Politics and Economics [S.l.: s.n.] p. 161. 
  38. HAYEK, F. A. A Arrogância Fatal: Os Erros do Socialismo. Ortiz, 1995.
  39. Alan Ebenstein: Investigation: The Fatal Deceit. Liberty 19:3 (March 2005)
  40. Karl Popper, a Centenary Assessment Vol. 1: Life and Times, and Values in a World of Facts, p. 120
  41. Postrel, Virginia (11 de janeiro de 2014). «Friedrich the Great». Consultado em 20 de julho de 2016. «"Hayek posited spontaneous order in the brain arising out of distributed networks of simple units (neurons) exchanging local signals," says Harvard psychologist Steven Pinker. "Hayek was way ahead of his time in pushing this idea. It became popular in cognitive science, beginning in the mid-1980s, under the names `connectionism' and `parallel distributed processing.'» 
  42. «The Prize in Economics 1974 - Press Release». www.nobelprize.org. 9 de outubro de 1974. Consultado em 20 de julho de 2016. «Gunnar Myrdal and Friedrich von Hayek. They both started their research careers with significant works in the field of pure economic theory. In the main, their early work - in the twenties and thirties - was in the same fields: theory of economic fluctuation and monetary theory. Since then both economists have widened their horizons to include broad aspects on social and institutional phenomena.» 
  43. Hayek, Friedrich (Setembro de 1945). «Hayek, The Use of Knowledge in Society | Library of Economics and Liberty». www.econlib.org. Consultado em 20 de julho de 2016. «We must look at the price system as such a mechanism for communicating information if we want to understand its real function [...] The most significant fact about this system is the economy of knowledge with which it operates, or how little the individual participants need to know in order to be able to take the right action. In abbreviated form, by a kind of symbol, only the most essential information is passed on and passed on only to those concerned. It is more than a metaphor to describe the price system as a kind of machinery for registering change, or a system of telecommunications which enables individual producers to watch merely the movement of a few pointers, as an engineer might watch the hands of a few dials, in order to adjust their activities to changes of which they may never know more than is reflected in the price movement.» 
  44. Hayek, Friedrich. «Hayek, The Use of Knowledge in Society | Library of Economics and Liberty». www.econlib.org. Consultado em 20 de julho de 2016. 
  45. Cowen, Tyler. «MRUniversity: Hayek on Competition and Discovery». MRUniversity. Consultado em 20 de julho de 2016. «In his 1946 essay, “The Meaning of Competition,” Friedrich Hayek argues that competition has to do with the discovery of knowledge, specifically how discovery mechanisms uncover information about cost, innovation, and market preferences...» 
  46. Hayek, Friedrich (1934). «Economics and Knowledge». Consultado em 20 de julho de 2016. «[...] the assumptions or hypotheses, which we have to introduce when we want to explain the social processes, concern the relation of the thought of an individual to the outside world, the question to what extent and how his hypotheses must necessarily run in terms of assertions about causal connections, about how experience creates knowledge. [...] Of course we could also develop a separate science, the subject matter of which was per definitionem confined to a 'perfect market' or some similarly defined object, just as the Logic of Choice applies only to persons who have to allot limited means among a variety of ends. And for the field so defined our propositions would again become a priori true. But for such a procedure we should lack the justification which consists in the assumption that the situation in the real world is similar to what we assume it to be.» 
  47. Tyler, Cowen. «MRUniversity: Hayek on Social Science Facts». MRUniversity. Consultado em 20 de julho de 2016. «In this essay, Hayek lays out his vision for the methodology of the social sciences. He argues against several views of the time, including logical positivism, collectivist positivism, and the German historical school. Hayek supports what has been called methodological individualism, in which he stresses the subjective in human affairs and argues that we must make sense of objective facts by explaining them in terms of what individual humans believe. ...» 
  48. «The Road to Serfdom». 2014-08-18. Consultado em 20 de julho de 2016. 
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  59. Studies in Philosophy, Politics and Economics [S.l.: s.n.] pp. 22–42. 
  60. Hayek, Friedrich. Studies In Philosophy, Politics And Economics [S.l.: s.n.] pp. 34–36. «[...] economic theory is confined to describing kinds of patterns which will appear if certain general conditions are satisfied, but can rarely if ever derive from this knowledge any predictions of specific phenomena [...] No economist has yet succeeded in making a fortune by buying or selling commodities on the basis of his scientific prediction of future prices (even though some may have done so by selling such predictions).» 
  61. Law, Legislation and Liberty (PDF) Routledge [S.l.] pp. xix. Consultado em 20 de julho de 2016. 
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  67. “There is no justification in history for the existing position of a government monopoly of issuing money. It has never been proposed on the ground that government will give us better money than anybody else could.” See here
  68. Constantino, Rodrigo. «Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca». mises.org.br. Consultado em 20 de julho de 2016. «A capacidade de aprendermos uns com os outros por imitação foi fundamental. A competição foi crucial para o processo de novas descobertas. A evolução se deu através de um processo de tentativa e erro, por experimentações constantes nas diferentes áreas. Logo, por esta visão de evolução cultural defendida por Hayek, foram as regras bem sucedidas que nos selecionaram, e não o contrário.» 
  69. The Fatal Conceit (PDF) [S.l.: s.n.] pp. 21 e 25. Consultado em 20 de julho de 2016. «We have mentioned the capacity to learn by imitation as one of the prime benefits conferred during our long instinctual development. Indeed, perhaps the most important capacity with which the human individual is genetically endowed, beyond innate responses, is his ability to acquire skills by largely imitative learning. [...] Finally, cultural evolution operates largely through group selection [...]» 
  70. The Fatal Conceit (PDF) [S.l.: s.n.] p. 25. Consultado em 20 de julho de 2016. «To label `biological' the formation of the tradition of language, morals, law, money, even of the mind, abuses language and misunderstands theory. Our genetic inheritance may determine what we are capable of learning but certainly not what tradition is there to learn. What is there to learn is not even the product of the human brain. What is not transmitted by genes is not a biological phenomenon.[...] Despite such differences, all evolution, cultural as well as biological, is a process of continuous adaptation to unforeseeable events, to contingent circumstances which could not have been forecast. This is another reason why evolutionary theory can never put us in the position of rationally predicting and controlling future evolution.» 
  71. Constantino, Rodrigo. «Economia do Indivíduo: O Legado da Escola Austríaca». mises.org.br. Consultado em 20 de julho de 2016. «Em The Fatal Conceit, ele mostra que a arrogante ideia de que os homens podem moldar o mundo de acordo com suas vontades levou a experimentos sociais catastróficos. Hayek sustenta que nossa civilização depende de uma extensa ordem de cooperação humana voluntária para preservar-se e avançar.» 
  72. The Fatal Conceit Routledge [S.l.] pp. Contra–capa. 
  73. The Fatal Conceit (PDF) Routledge [S.l.] pp. Contra–capa. Consultado em 20 de julho de 2016. 
  74. The Fatal Conceit (PDF) Routledge [S.l.] pp. Contra–capa. Consultado em 20 de julho de 2016. 
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  79. Vaclav Klaus, "No Third Way Out: Creating a Capitalist Czechoslovakia", Reason, 1990, (June): 28–31.
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  81. «Hayek no Brasil PDF». www.skoob.com.br. Consultado em 19 de fevereiro de 2016. 

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