Apeadeiro de Águas Santas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Águas Santas
BSicon BAHN.svg
automotora a passar pelo apeadeiro de Águas Santas, em 2010; ao fundo à direita, o apeadeiro de Palmilheira
Identificação: 03046 AGS (Águas Santas)[1]
Denominação: Apeadeiro de Águas Santas
〃alternativa: Apeadeiro de Águas Santas / Palmilheira
Administração: Infraestruturas de Portugal (norte)[2]:3.3.3.2
Classificação: A (apeadeiro)[3]
Tipologia: C [2]5.3.1.1
Linha(s): Linha do Minho (PK 6+418)
Altitude: 110 m (a.n.m)
Coordenadas: 41°12′2.61″N × 8°33′23.59″W

(≍+41.20073;−8.55655)

(mais mapas: 41° 12′ 02,61″ N, 8° 33′ 23,59″ O)
Concelho: bandeiraMaia
Serviços: B G MC
Coroa: Ticket vending icon.svgNYCS-bull-trans-Z-Std.svgMAI4
Conexões:
Ligação a autocarros
107 107N 121 51 704
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Elevadores Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Endereço: Rua Dr. Mário Rosas da Silva, s/n
Ermesinde
PT-4425-078 Maia
Inauguração: [quando?]
Website:
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o apeadeiro que serve apenas o sentido sentido ascendente (sul-norte). Para o apeadeiro complementar a este que serve apenas o descendente (norte-sul), veja Apeadeiro de Palmilheira.
Disambig grey.svg Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes, veja Estação Ferroviária de Águas de Moura.

O Apeadeiro de Águas Santas - Palmilheira é uma interface da Linha do Minho, que serve a localidade de Águas Santas e Palmilheira, no município de Maia, em Portugal.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Automotora a passar pelo Apeadeiro de Águas Santas, em 2010. Ao fundo, à direita da via, o Apeadeiro de Palmilheira.

O apeadeiro de Águas Santas situa-se no limite oriental do município da Maia, confinando com os territórios vizinhos de Valongo, a nascente, e Gondomar, a sul; é atravessada superiomente pela autoestrada A4.[4] Esta interface comunica internamente via passagem pedonal superior com o vizinho apeadeiro de Palmilheira,[5] com o qual partilha o serviço comercial, e tem acesso ao exterior pela Rua Dr. Mário Rosas da Silva — por esta se chega às paragens de autocarro mais próximas (carreira 51, ambos sentidos), a mais de meio quilómetro.[6]

Caraterização física[editar | editar código-fonte]

Nos seus pontos quilométricos nominais, Águas Santas e Palmilheira distam apenas 202 m[1] — valor muito inferior à média nacional em qualquer categoria, incluindo entre gares de passageiros em enquadramento urbano (cp., e.g., 1084 m entre Entrecampos e Roma-Areeiro, em Lisboa),[1] e inferior até ao comprimento típico das plataformas de gares surburbanas em Portugal; neste caso dista a extremidade sul da plataforma de Águas Santas apenas 8 m da extremidade norte da plataforma de Palmilheira.[carece de fontes?] Por isso a sua exploração comercial é partilhada de forma a que os comboios que circulam na via poente (sentido ascendente, de sul para norte) têm paragem em Águas Santas, enquanto que os comboios que circulam na via nascente (sentido descendente, de norte para sul) têm paragem em Palmilheira — dispondo para isso cada uma destas interfaces de plataforma e respetivos abrigos, acessos e amenidades diversas apenas do lado correspondente da via; este arranjo invulgar está em vigor desde[quando?] pelo menos 1985.[7]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Esta interface é servida pelos comboios urbanos de Porto-São Bento a Braga, Guimarães, da Divisão do Porto da operadora Comboios de Portugal, aparecendo em conjunto nos horários com o Apeadeiro de Palmilheira, formando uma só paragem, com o nome de Águas Santas / Palmilheira.[8][9]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha do Minho § História
Comboio regional passando por Águas Santas, na década de 1980.

Este apeadeiro situa-se no lanço da Linha do Minho entre as estações de Campanhã e Nine, que entrou ao serviço em 21 de Maio de 1875, em conjunto com o Ramal de Braga.[10][11]

Em 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial aprovou a construção de uma plataforma para passageiros neste apeadeiro,[12] tendo esta obra sido feita pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses no ano seguinte.[13]

Em 7 de dezembro de 2015, três jovens, dois de nacionalidade espanhola e um português, foram atropelados mortalmente por um comboio no apeadeiro de Águas Santas - Palmilheira, quando estavam a tentar “grafitar” um outro comboio que estava ali parado.[14] Os pais de dois destes jovens pediram que fosse julgado o revisor do comboio parado, que utilizou um extintor para se defender dos jovens, alegando que o pó do extintor tinha-os impedido de ver a outra composição a aproximar-se.[14] Porém, o Ministério Público da Maia arquivou o processo em 7 de Novembro de 2018, tendo chegado à conclusão que o pó do extintor não tinha sido suficiente para ocultar as luzes do comboio que se estava a aproximar.[14] Em 22 de Outubro de 2018, uma mulher foi atropelada por um comboio no apeadeiro de Águas Santas, tendo ficado gravemente ferida.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. a b Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  4. Parecer da comissão de avaliação A4 sublanço Águas Santas/Ermesinde alargamento e beneficiação para 2x4 vias (prc. AIA n.º 2104)(§ 6.4. Sócio-economia). Agência Portuguesa do Ambiente; Administração da Região Hidrográfica do Norte; Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico; Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte; Laboratório Nacional de Engenharia Civil; Laboratório Nacional de Energia e Geologia: 2010.01. 83 p.: p.30-35.
  5. Refer faz passagem superior junto ao apeadeiro de Águas Santas J. F. Águas Santas: s/d
  6. OpenStreetMaps / GraphHopper. «Cálculo de distância pedonal (41.20070;-8.55658 → 41.19972;-8.56156)». Consultado em 3 de fevereiro de 2023 : 515 m: desnível acumulado de +16−2 m
  7. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  8. «Comboios Urbanos > Porto: Linha de Guimarães» (PDF). Comboios de Portugal. 25 de Junho de 2017. Consultado em 21 de Novembro de 2017 
  9. «Comboios Urbanos > Porto: Linha de Braga» (PDF). Comboios de Portugal. 25 de Junho de 2017. Consultado em 21 de Novembro de 2017 
  10. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 25 de Outubro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. REIS et al, 2006:12
  12. «Direcção-Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1103). 1 de Dezembro de 1933. p. 623. Consultado em 25 de Agosto de 2010 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 11 de Outubro de 2012 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  14. a b c «Pais de graffiters colhidos por comboio querem levar revisor da CP a julgamento». TVI 24. TVI / IOL. 25 de Fevereiro de 2019. Consultado em 26 de Abril de 2021 
  15. «Mulher de 50 anos colhida por comboio na Maia». Jornal de Negócios. 22 de Outubro de 2018. Consultado em 26 de Abril de 2021 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]