Clube de Futebol Os Belenenses

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Belenenses
Logo Belenenses.png
Nome Clube de Futebol "Os Belenenses"
Alcunhas Azuis, Azuis do Restelo,
Pastéis, O Belém
, A Cruz de Cristo,
Os Rapazes da Praia
Fundação 23 de setembro de 1919 (97 anos)
Estádio Estádio do Restelo
Capacidade 19.980
Localização Lisboa,  Portugal
Presidente Portugal Patrick Morais de Carvalho
Treinador Portugal Domingos Paciência
Patrocinador Portugal KIA
Material (d)esportivo Portugal Lacatoni
Competição Portugal Primeira Liga
2015–16 8º Lugar
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Clube de Futebol Os "Belenenses" ComCOB é um clube português fundado em 23 de Setembro de 1919, e tem sede em Lisboa, na freguesia de Santa Maria de Belém.

Entre outras conquistas, para além de 3 Campeonatos de Portugal e 3 Taças de Portugal, a vitória no Campeonato Nacional, em 1945/1946, foi o momento mais significativo da sua história.

Durante décadas fez parte do quarteto dos "Grandes", juntamente com o Porto, Benfica e o Sporting, pois até 1982/83, estes foram os clubes que estiveram sempre na 1ª Divisão. Em 1933, o Belenenses era um dos mais poderosos clubes de futebol em Portugal: tinha 3 Campeonatos de Portugal, tal como o F.C. Porto, contra 2 do Benfica, 1 do Sporting, 1 do Olhanense e 1 do Marítimo, e era também o clube com mais jogadores presentes na Selecção Portuguesa desde o início da atividade desta. Manteve esta posição até 1935, e a segunda posição até 1951. Ainda hoje é o quarto clube com mais internacionalizações, com cerca do dobro do quinto e sexto colocados (Boavista e Vitória de Setúbal).

Daí que os grandes rivais do Belenenses sejam Benfica, Sporting e Porto, para além dos mais recentes Braga e Boavista. Até 1982, o Belenenses pertencia ao quarteto dos "Grandes", porém nesse ano, pela primeira vez na sua história, o clube foi despromovido à II Divisão, passando a serem considerados apenas "3 Grandes", por essa razão, ainda hoje muitos o consideram o 4º Grande, pelo seu historial e por somados todos os pontos de sempre do campeonato ainda ter uma boa vantagem sobre os restantes clubes. É também o quarto clube com mais participações na Primeira Liga.

Dados históricos[editar | editar código-fonte]

Banco de pedra com inscrição alusiva ao local de nascimento do Belenenses.

O Belenenses tem vários simpatizantes fora de Lisboa e noutros países (ex colónias portuguesas e comunidades emigrantes no estrangeiro). Prova disso são as suas casas e núcleos fora do país: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor, Brasil, Bélgica, Estados Unidos da América e Canadá. O Belenenses tem ainda cerca de 50 filiais e núcleos em Portugal continental e ilhas.

Por exemplo, na final da Taça de Portugal de 2007, havia faixas a assinalar presenças de adeptos de: Suíça, Canadá, Minho, Bragança, Vila Real, Porto, Ermesinde, Vila do Conde, Espinho, Estarreja, Viseu, Repeses, Covilhã, Coimbra, Tomar, Óbidos, Peniche, Elvas, Laranjeiro, Costa da Caparica/Trafaria, Litoral Alentejano, Santiago do Cacém, Faro, além dos núcleos da Fúria Azul, não só da grande Lisboa e Margem Sul, como ainda do Alentejo e de Ovar.

Clube fundador da 1ª Divisão Nacional em 1935, o CF "os Belenenses" permaneceu neste campeonato até 1982, ano em que aconteceu a 1ª fatídica descida à 2ª Divisão Nacional. No dia 23 de fevereiro de 2014, contra o Club Sport Marítimo, o Belenenses completou 2000 jogos no campeonato e pese embora a fase menos boa dos últimos anos, o clube regista números dignos de registo: 834 vitórias; 482 empates e 683 derrotas.

«Digamos que o Belenenses, parecendo uma inevitabilidade, nasceu de um impulso. Mas, mais do que ter vindo ao mundo numa maternidade ao ar livre, surpreendeu pela robustez e, sobretudo, pela determinação dos seus fundadores que enfrentaram o dédalo formado por más vontades, intrigas e ausência total de desportivismo de várias forças. Chegou ao desporto português à revelia dos interesses bizantinos de muitas e boas almas. (Homero Serpa

Ao longo da sua história, o Belenenses defrontou e venceu algumas das mais poderosas e conhecidas equipas do mundo: o Barcelona, o Valência, o Borussia Dortmund (na Alemanha), o Bayer Leverkusen, o Mónaco, o Olympique Lyonnais, o Vasco da Gama, o Cruzeiro de Belo Horizonte, o Newcastle, o Deportivo de La Coruña,o Bayern de Munique, o Sevilha, o Stade de Reims, o Dínamo de Zagreb, o Basileia e o Real Madrid (uma das vezes por 3-0). Com o Real Madrid, o mais bem sucedido clube mundial do século XX, o Belenenses teve fortes ligações: foi especialmente convidado para inaugurar o Estádio daquele clube, e voltou a sê-lo quando o estádio fez as bodas de prata e houve a festa de homenagem ao hexacampeão europeu, Francisco Gento.

O Belenenses foi o primeiro clube português a participar na Taça UEFA, estreando-se com um empate 3-3 em casa dos escoceses do Hibernian.

Registo ainda para o facto de o Belenenses ter sido a equipa a marcar mais golos num só jogo de todos os campeonatos nacionais: 15-2 à Académica. Aliás, no espaço de uma semana ganhou também por 14-1 ao Salgueiros, ou seja, marcou 29 golos em duas jornadas. Na Taça de Portugal tem a segunda maior goleada de sempre com 17-0 ao GD Vila Franca. Entre os clubes que foram goleados pelo Belenenses, contam-se o Benfica (8-3 em casa e 5-0 em campo neutro), o Futebol Clube do Porto (7-3 em casa e 6-2 e 4-0 fora) e o Sporting Clube de Braga (9-3), ou ainda o Vitória de Guimarães (12-1), o Boavista (10-0) e o Vitória de Setúbal (9-0), para referir alguns dos mais cotados.

NOTA- Atualmente, o futebol do Belenenses é gerido por um grupo de investidores autónomos ao Clube, a empresa Codecity cuja principal figura é o antigo administrador da PT, Rui Pedro Soares, que adquiriu a Belenenses SAD na época 2012/2013.

Os anos dourados[editar | editar código-fonte]

Tende-se a fazer crer que em Portugal sempre houve – e só – 3 clubes grandes, que sempre dominaram a larga distância de todos os outros. E que, muito ocasionalmente, quase por um capricho da sorte, o Belenenses e, mais tarde o Boavista, foram intrusos passageiros.

Ora, a verdade é toda outra, visto que o Belenenses fez incontestavelmente parte, durante 5 ou 6 décadas de um quarteto de grandes; foi 4 vezes o melhor de Portugal; durante décadas e décadas seguidas era sempre candidato assumido a todos os títulos nacionais (Campeonato de Portugal, Campeonato Nacional e Taça de Portugal); e se só ganhou um Campeonato Nacional, esteve na luta pela sua conquista muitos e muitos anos até bem perto do fim – aliás, por 5 vezes chegou à última jornada a poder ser campeão.

O Belenenses do fim dos anos 20 e começo dos anos 30, havia-se imposto como um clube vencedor e, nesse período, sem dúvida, o mais bem sucedido de Portugal.

Em 7 ou 8 anos de ouro, o Belenenses foi 3 vezes campeão de Portugal (1927, 1929 e 1933) e 2 vezes vice-campeão (1926 e 1932). Além disso, numa prova que ao tempo tinha imensa importância, foi, no mesmo período, 4 vezes campeão de Lisboa: 1926, 1929, 1930 e 1932. Ou seja, nestas 8 épocas, só numa delas não foi conquistado nenhum título (1928).

O título[editar | editar código-fonte]

Troféu de Campeão

A 26 de Maio de 1946, o Belenenses foi finalmente campeão nacional com um goal average de 74-24, a melhor defesa no Campeonato Nacional. Invicto nos jogos em casa do Campeonato Nacional. Campeão de Lisboa (3 pontos de avanço sobre o Sporting, 5 sobre o Atlético e 6 sobre o Benfica). Melhor conjunto de Pontos nas 4 Categorias do Campeonato de Lisboa. Vice-campeão de Lisboa de juniores. 6 jogadores do Belenenses presentes na vitória da selecção nacional de Futebol em jogo contra a França.

Mais uma vez o Belenenses teve de lutar contra várias adversidades e a tarefa não se afigurava muito fácil. O então Sport Lisboa e Elvas era filial do Benfica – que para aí mandou, durante quinze dias, um técnico seu –, iria tentar afastar o Belenenses do título.

E o jogo não podia ter começado pior. Logo aos 2 minutos, o Elvas colocou-se em vantagem. O Belenenses, até ao intervalo, apesar de todo o esforço desenvolvido, não conseguiu chegar ao golo. E era preciso mais do que um golo: o empate não bastava. Algum desânimo começava a insinuar-se…

Ao intervalo, alguns jogadores mais experientes ou mais frios reuniram a equipa, procuraram readquirir a calma e reagrupar as forças, dizendo: “Nós temos que ganhar isto!”. E ganharam!

A equipa cerrou fileiras e foi para a frente, à procura dos golos. Aos 66 minutos, Vasco fez uma das suas arrancadas, foi por ali fora, junto à lateral direita, ultrapassando todos os adversários que se lhe colocavam no caminho. Só em falta foi travado. Do livre, resultou o golo, apontado por Andrade.

Faltavam 24 minutos e era preciso mais um golo. Aos 77 minutos, foi novamente Vasco a invadir o meio-campo contrário e ceder a bola a Artur Quaresma. Arrancou este para a área contrária e disparou o remate que, à boca da baliza, Rafael desviou para golo. Era o 2-1.

Seguiu-se um quarto de hora de ansiedade, apesar do Belenenses dominar o jogo completamente. Até que soou o apito final. Erguidos todos num abraço ao treinador Augusto Silva, os atletas azuis, banhados em suor e lágrimas gritavam “Belém! Belém! Belém!”, enquanto o público belenense invadia o campo para celebrar.

E a festa alastrou de Elvas até à capital (com ecos em todo o país). A aproximação e chegada a Lisboa da caravana belenenses foi apoteótica. Milhares de belenenses tinham-se deslocado a Elvas, em carros, camionetas e por comboio… Aqui e acolá, gente acenava e festejava nas estradas. A partir de Setúbal, foi sempre em crescendo: havia aclamações em praticamente todas as localidades por onde se ia passando, cada vez mais intensas à medida que se aproximava a margem Sul do Tejo. Em Cacilhas, o largo principal, em frente do local onde se apanham os barcos, estava repleto de pessoas, que queriam festejar o título e vitoriar os jogadores. Do outro lado, avistava-se o Cais do Sodré inundado de gente, que se ia tornando mais nítida à medida que o barco se aproximava. As aclamações estenderam-se desde o Cais do Sodré, por toda a Avenida 24 de Julho, ladeada por milhares de pessoas, num cordão quase ininterrupto, com inúmeras bandeiras do Belenenses, até (uns bons 5 kms depois) culminar entusiasticamente em volta da nossa, tão nossa, estátua de Afonso Albuquerque (ali onde o clube nascera) e diante da sede em Belém, onde os jogadores, em especial o Capitão Amaro, e também o treinador Augusto Silva, vieram à janela agradecer os aplausos e incentivos.

O dia mais negro[editar | editar código-fonte]

Faltam 4 minutos – só 4 minutos! – para terminar o último jogo desse Campeonato Nacional; o Belenenses está a ganhar 2-1 ao Sporting, essa vitória assegura-lhe o título, os verdes estão praticamente conformados, os jogadores da camisola azul com a Cruz de Cristo trocam a bola entre si, guardando-a è espera do derradeiro apito do árbitro e da consumação da festa. O Belenenses parecia irresistível: depois de um mau começo de campeonato, uma arrancada extraordinária, uma grande sucessão de vitórias, a chegada ao 1º lugar, a sua manutenção, a vitória no último jogo, frente a um rival forte, mais um título, a reafirmação da grandeza, da força, da alma belenense… E imaginemos, porque é assim que nos contam: as ruas cheias de flores, bandeiras e colchas nas janelas e nas sacadas, em sinal de apoio, o clamor “Belém! Belém! Belém!” (sempre o nosso grito de guerra, seja em raiva ou em triunfo), os chapéus que se atiram ao ar em sinal de júbilo, os abraços que se trocam, os foguetes que estalam à volta do estádio… E de repente, sem que nada o fizesse esperar, numa jogada inverosímil, o Sporting empata, e oferece o título ao Benfica… e os corações azuis estilhaçados, pelo menos dilacerados, com a força do destino que nos atingiu tão duramente, como nunca fizera, nem voltou a fazer, a nenhum outro clube Português!

Não sem uns lances polémicos pelo meio, um golo anulado ao Belenenses, uma bola que esteve dentro da baliza sportinguista (como o seu guarda-redes, o grande Carlos Gomes, veio a reconhecer publicamente; ver adiante) e que o árbitro não considerou golo e ainda um eventual penalty (não assinalado) sobre Matateu. Enfim…O desafio corria célere para o final, e quase só se jogava no meio campo do Sporting, que não criava qualquer jogada de perigo, enquanto o Belenenses perdera já algumas oportunidades de fazer o 3º golo. Então, aos 86 minutos, houve um ataque do Sporting, através de um lançamento longo, um defesa do Belenenses (Raul Figueiredo, segundo ouvimos contar) terá escorregado, há um primeiro remate de um jogador do Sporting a tabelar num defesa azul e a sobrar para Martins, que empatou, apesar da tentativa desesperada de José Pereira. Terminado o jogo, os jogadores belenenses ficaram muito tempo em campo, incrédulos, muitos banhados em lágrimas, alguns prostrados no chão, em desânimo e angústia. No banco do Belenenses estava Fernando Riera que 40 anos depois numa entrevista ao jornal "A Bola" revelava ainda o seu arrependimento e do lado do Sporting estava Alejandro Scopelli, também ele profundamente ligado aos rapazes da Cruz de Cristo, um dia triste para todos.

Emblema[editar | editar código-fonte]

O emblema do Belenenses é relativamente simples e pouco se alterou do original, apenas com mudanças nas cores (e padrões) e no escudo.

O emblema atual é constituído por um escudo branco (com margens azuis), duas faixas azuis em X (com margens brancas), a Cruz de Cristo ao centro e as iniciais do clube (CFB) foram postas em três dos quatro espaços brancos (em preto).

Ao longo do tempo o emblema foi gradualmente alterado até ao atual (que mesmo assim não difere muito do inicial), o original era parecido ao atual diferindo apenas na forma do escudo, que era mais triangular e a cor que era um azul acinzentado, mais tarde o fundo do emblema foi arredondado e as margens do escudo e das faixas passaram a ser douradas. Em tempos mais recentes as margens (do escudo e das faixas) passaram a ser azuis, as inicias passaram a ser douradas e mantiveram o escudo, as modificações seguintes iriam da origem ao emblema atual.

Variações históricas

Talvez a variação mais dramática do emblema em relação à evolução deste foi um emblema usado pelo Belenenses na década de 70 que consistia num escudo branco com margens douradas, a Cruz de Cristo ao centro e as iniciais (CFB) dentro do escudo por cima da cruz.

Plantel atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 2 de maio de 2017.

Guarda-redes
N.º Jogador
1 Brasil Muriel
24 Portugal Hugo Ventura
77 Portugal Filipe Mendes
Defesas
N.º Jogador Pos.
4 Portugal Dinis Almeida C
5 Portugal Edgar Ié C
14 Portugal Domingos Duarte C
37 Portugal Gonçalo Silva C
2 Portugal João Diogo LD
22 Portugal Bruno Pereirinha LD
29 França Florent Hanin LE
76 Portugal Mica Pinto LE
Médios
N.º Jogador Pos.
6 Espanha Oriol Rosell T
18 Suécia Robert Persson T
23 França Hassan Yebda T
25 Portugal Vítor Gomes T
7 Portugal Miguel Rosa M
8 Portugal André Sousa M
21 Portugal Bernardo Dias M
' Brasil Roni M
Avançados
N.º Jogador
9 Portugal Tiago Caeiro Capitão
11 Portugal Betinho
16 Brasil Maurides
20 Espanha Juanto Ortuño
30 Guiné-Bissau Abel Camará
70 Portugal Diogo Viana
92 Portugal Fábio Nunes
Equipa técnica
Nome Pos.
Portugal Domingos Paciência TR
Portugal Luís Diogo TA
Portugal Bruno Moura TA


Desempenho nos últimos anos[editar | editar código-fonte]

Belenenses:
Temporada Pos Escalão J V E D GM GS Pts Res
1990-91 19º 38 10 9 19 27 38 29 Despromovido
1991-92 34 19 10 5 53 25 67 Promovido
1992-93 34 11 12 11 42 40 34
1993-94 13° 34 12 6 16 39 51 30
1994-95 12° 34 10 7 17 30 39 27
1995-96 34 14 9 11 53 33 51
1996-97 13° 34 10 10 14 37 50 40
1997-98 18° 34 5 9 20 22 52 24 Despromovido
1998-99 34 17 10 7 55 28 61 Promovido
1999-00 12º 34 9 13 12 36 38 40
2000-01 34 14 10 10 43 36 52
2001-02 34 17 6 11 54 44 57
2002-03 34 11 10 13 47 48 43
2003-04 15° 34 8 11 15 35 54 35
2004-05 34 13 7 14 38 34 46
2005-06 15° 34 11 6 17 40 42 39
2006-07 30 15 4 11 36 29 49 Taça Uefa
2007-08 30 11 10 9 35 33 40
2008-09 15° 30 5 9 16 28 52 24
2009-10 15° 30 4 11 15 23 44 23 Despromovido
2010-11 13° 30 8 11 11 33 36 35
2011-12 30 10 11 9 34 32 41
2012-13 42 29 7 6 75 41 94 Promovido 1ª Liga
2013-14 14º 30 6 10 14 19 33 28
2014-15 34 12 12 10 34 35 48 Liga Europa
2015-16 34 10 11 13 44 66 41

Pos =posição na tabela de classificação; J= partidas jogadas; V =partidas vencidas; E= partidas empatadas; D =partidas perdidas; GF= gols a favor; GS =gols sofridos; Pts= pontuação final

Palmarés[editar | editar código-fonte]

Escalão Nº presenças Títulos Melhor classificação
I 76 1
II 7 2
III 0 0 Nunca participou
Distritais 0 0 Nunca participou
Taça de Portugal 76 3 Vencedor
Taça da Liga 4 0 -
Supertaça de Portugal 1 0
Liga Europa 10 0 0
Taça das Taças 1 0 0
inclui época 2010/2011; - informação não disponível

Classificações[editar | editar código-fonte]

Escalão 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12 12/13 13/14 14/15
Liga NOS 15º 15º 15º 15º - - - 14º
Liga Orangina - - - - - - - - - - 13º - -
II Divisão - - - - - - - - - - - - - - -
III Divisão - - - - - - - - - - - - - - -
1º Escalão Dist. - - - - - - - - - - - - - - -

Palmarés no futebol[editar | editar código-fonte]

Honrarias
Condecorações Títulos Temporadas
Portugal Instituição de Utilidade Pública 1
Portugal Comendador da Ordem Militar de Cristo 1 1933
Portugal Oficial da Ordem de Benemerência 2 1935
Portugal Ordem de Benemerência da Cruz Vermelha 1
Portugal Benemérito da Cruz de Malta 1
Portugal Medalha de Mérito Desportivo 1
Portugal Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa 1
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Portuguese shield.svg Campeonato Português 1 1945/46;
Taça de Portugal.svg Campeonato de Portugal 3 1926/1927; 1928/1929 e 1932/1933
Taça de Portugal.svg Taça de Portugal 5 1941/1942; 1959/1960; 1988/1989, 1990/1991, 2006/2007.
Portugal II Divisão 2 1983/1984; 2012/2013
Regionais
Competição Títulos Temporadas
LSB.png Campeonato Regional de Lisboa 6 1925/1926; 1928/1929; 1929/1930; 1930/1931; 1943/1944; 1945/1946
LSB.png Taça de Honra 6 1959/1960; 1960/1961; 1969/1970; 1975/1976; 1989/1990; 1993/1994

Outros campeonatos e taças[editar | editar código-fonte]

Torneios internacionais[editar | editar código-fonte]

  • Vencedor do Torneio de Melila - 1969/1970
  • Vencedor do Torneio Príncipe de Espanha - 1974/1975
  • Vencedor do Troféu Presidente - 1975/1976
  • Vencedor do Torneio Cidade Real - 1975/1976
  • Vencedor do Torneio Cidade de Córdoba - 1975/1976
  • Vencedor do Torneio Cidade de Marbella - 1983/1984
  • Vencedor do Torneio 1º de Maio - 1986/1987
  • Vencedor do Troféu T.A.P. - 1987/1988
  • Vencedor do Troféu Internacional Cidade do Porto - 2002/2003
  • Vencedor do Torneio de Casablanca - 2006/2007
  • Vencedor do Torneio de Granada - 2013/2014

Presenças em competições continentais[editar | editar código-fonte]

Histórico nas provas internacionais

Época Competição Eliminatória Adversário Casa Fora Agregado
1961–62 Taça das Cidades com Feiras 1R Scotland Hibernian 1–3 3–3 4–6
1962–63 Taça das Cidades com Feiras 1R Spain Barcelona 1–1 1–1 2–21
1963–64 Taça das Cidades com Feiras 1R Socialist Federal Republic of Yugoslavia Tresnjevka Zagreb 2–0 2–1 4–1
2R Italy Roma 0–1 1–2 1–3
1964–65 Taça das Cidades com Feiras 1R Republic of Ireland Shelbourne 1–1 0–0 1–12
1973–74 Taça UEFA 1R England Wolves 0–2 1–2 1–4
1976–77 Taça UEFA 1R Spain Barcelona 2–2 2–3 4–5
1987–88 Taça UEFA 1R Spain Barcelona 1–0 0–2 1–2
1988–89 Taça UEFA 1R Germany Bayer Leverkusen 1–0 1–0 2–0
2R Socialist Federal Republic of Yugoslavia Velež Mostar 0–0 0–0 0–03
1989–90 Taça dos Clubes Vencedores de Taças 1R France AS Monaco 1–1 0–3 1–4
2007–08 Taça UEFA 1R Germany Bayern Munich 0–2 0–1 0–3
2015–16 Liga Europa 3Q Sweden Göteborg 2–1 0–0 2–1
PO Austria Altach 0–0 1–0 1–0
Grupo I Switzerland Basileia 0–2 2–1 4º lugar
Italy Fiorentina 0–4 0–1
Poland Lech Poznań 0–0 0–0
  • 1R: 1ª Eliminatória
  • 2R: 2ª Eliminatória
  • 3Q: 3ª Pré-eliminatória
  • PO: Play-off

1 Barcelona avançou para a 2ª eliminatória após vencer o jogo de desempate por 3–2. 2 Shelbourne avançou para a 2ª eliminatória após vencer o jogo de desempate por 2–1. 3 Velež Mostar avançou para a 2ª eliminatória após vencer por 4–3 no desempate por grandes penalidades.

Modalidades[editar | editar código-fonte]

Palmarés das modalidades amadoras[editar | editar código-fonte]

Andebol[editar | editar código-fonte]

Troféu de Campeão de Andebol
  • 5 Campeonatos Nacionais
  • 1 Campeonato Nacional na variante de 11
  • 1 Campeonato Metropolitano
  • 4 Taças de Portugal
  • 1 Taça da Liga
  • 2 Supertaças de Portugal
  • 1 Taça Presidente da República
  • 4 Campeonatos de Lisboa
  • 5 Campeonatos de Lisboa na variante de 11
  • 6 Campeonatos Nacionais de Juniores
  • 3 Campeonatos Nacionais de Juniores na variante de 11
  • 1 Campeonato Nacional de Juvenis
  • 8 Campeonatos de Lisboa, em Juniores
  • 3 Campeonatos de Lisboa, em Juniores na variante de 11
  • 6 Campeonatos de Lisboa, em Juvenis
  • 1 Campeonato de Lisboa, em Iniciados
  • 3 Campeonatos de Lisboa, em Infantis
  • 1 Taça de Portugal, no Setor Feminino
  • 1 Campeonato de Lisboa, no Setor Feminino
  • 1 Campeonato de Lisboa, em Juniores Femininos

Atletismo[editar | editar código-fonte]

  • 10 Campeonatos Nacionais em Equipas Femininas
  • 13 Campeonatos de Lisboa em Equipas Femininas
  • 3 Campeonatos Nacionais de Juniores em Equipas Femininas
  • 4 Campeonatos de Lisboa de Juniores em Equipas Femininas
  • 1 Campeonato Nacional de Juniores, em Equipas Masculinas
  • 2 Campeonatos de Lisboa de Juniores, em Equipas Masculinas
  • 1 Campeonato Nacional de Juvenis em Equipas Femininas
  • 2 Campeonatos de Lisboa de Juvenis em Equipas Femininas
  • 1 Campeonato Nacional de Juvenis em Equipas Masculinas
  • 1 Campeonato de Lisboa de Juvenis em Equipas Masculinas
  • 1 Campeonato Nacional de Iniciados, em Equipas Masculinas
  • 1 Campeonato Regional de Iniciados, em Equipas Masculinas
  • 1 Campeonato Regional de Infantis, em Equipas.
  • 4 Campeonatos Nacionais de Corta Mato em Equipas Masculinas
  • 3 Campeonatos Individuais de Corta Mato, no Setor Masculino
  • 2 Campeonatos de Lisboa Corta Mato em Equipas Masculinas
  • 2 Campeonatos Individuais de Lisboa de Corta Mato, no Setor Masculino
  • 1 Campeonato Nacional de Corta Mato, em Juniores Masculinos
  • 1 Campeonato Nacional de Corta Mato, em Juvenis Masculinos
  • 1 Campeonato Nacional de Corta Mato, em Iniciados Masculinos
  • 2 Campeonatos Individuais de Corta Mato, no Setor Feminino
  • 2 Campeonatos Nacionais de Marcha Atlética por Equipas
  • 1 Campeonato Nacional de Salto à Vara
  • 8 Campeonatos Nacionais de Salto em Comprimento
  • 3 Campeonatos Nacionais de Triplo Salto
  • 1 Medalha de Ouro nos Campeonatos Mundiais de Juniores de Atletismo
  • 2 Medalhas de Ouro nos Jogos Paraolímpicos
  • 1 Medalha de Ouro no Campeonato Europeu de Atletismo – invisuais
  • 1 Medalha de Prata no Campeonato Europeu de Atletismo - invisuais
  • 1 Medalha de Prata no Campeonato Europeu de Triplo Salto

Basquetebol[editar | editar código-fonte]

Panomara dos troféus de Basquetebol
  • 2 Campeonatos Nacionais
  • 2 Taças de Portugal
  • 1 Taça "Federação"
  • 1 Liga de Verão
  • 4 Campeonatos de Lisboa
  • 3 Campeonatos Nacionais, em Juniores
  • 3 Campeonatos Nacionais, em Juvenis
  • 2 Campeonatos Nacionais, em Infantis
  • 8 Campeonatos de Lisboa, em Juniores
  • 4 Campeonatos de Lisboa, em Juvenis
  • 5 Campeonato de Lisboa, em Infantis
  • 1 Campeonato Nacionais, no Setor Feminino
  • 7 Campeonatos de Lisboa, no Setor Feminino

Natação[editar | editar código-fonte]

  • 3 nadadores atravessaram o Estreito de Gibraltar (1962 e 2010).
  • 1 participação nos Jogos Olímpicos em Águas Abertas (Beijing 2008)
  • 2 Campeonatos Nacionais de Águas Abertas (Masters) 2009 e 2010
  • Vencedor do Circuito Nacional de Águas Abertas 2009
  • 2 Vitórias no Challenge Open Water 2009 e 2010.

Secção de Rugby[editar | editar código-fonte]

Múltiplos troféus de Rugby

Ver mais em Anexo:Rugby no Clube de Futebol Os Belenenses

  • 7 Campeonatos Nacionais (1955/56; 1957/58; 1962/63; 1972/73; 1974/75; 2002/03; 2007/2008)
  • 3 Campeonatos Nacionais de "Sevens"
  • 3 Taças de Portugal
  • 4 Supertaças de Portugal
  • 3 Taças de Honra
  • 11 Campeonatos de Lisboa
  • 13 Campeonatos Nacionais, em Juniores
  • 3 Taças Ibéricas, em Juniores
  • 8 Campeonatos Nacionais, em Juvenis
  • 4 Taças de Portugal, em Juvenis
  • 4 Supertaças de Portugal, em Juvenis
  • 6 Campeonatos Nacionais de Iniciados
  • 1 Taça de Portugal de Iniciados
  • 1 Campeonato de Lisboa de Iniciados

Triatlo e Duatlo[editar | editar código-fonte]

Troféus de Triatlo

Conquistas Internacionais:

  • 1 Campeonato Mundial de Juniores Individuais em Triatlo
  • 1 Campeonato Europeu de Juniores Individuais em Triatlo
  • 1 Medalha de Bronze na Taça do Mundo de Triatlo.
  • 1 Medalha de Prata na Taça da Europa de Triatlo.
  • 1 Medalha de Prata no Campeonato Europeu de Juniores Femininos
  • 1 Medalha de Bronze no Campeonato Europeu de Juniores Femininos
  • 1 Medalha de Prata no Triatlo Internacional de Makuhari
  • 1 Medalha de Prata nos Campeonatos Ibero-Americanos de Triatlo
  • 1 Medalha de Bronze nos Campeonatos Ibero-Americanos de Triatlo
  • 1 Medalha de Prata no Campeonato Europeu de Juniores de Duatlo

Futsal[editar | editar código-fonte]

Taça de Portugal no museu
  • 1 Taça de Portugal
  • 1 Campeonato Nacional da 3ª Divisão
  • 1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão

Condecorações[editar | editar código-fonte]

  • Instituição de Utilidade Pública
  • Comendador da Ordem Militar de Cristo (5 de Outubro de 1933)[1]
  • Oficial da Ordem de Benemerência (5 de Outubro de 1935)[1]
  • Ordem de Benemerência da Cruz Vermelha
  • Benemérito da Cruz de Malta
  • Medalha de Mérito Desportivo
  • Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa

Estádios[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio do Restelo

O primeiro campo do Belenenses foi o Campo do Pau de Fio, mas rapidamente o clube construiu o Estádio das Salésias, o primeiro campo relvado em Portugal e o primeiro estádio com bancadas e iluminação artificial. Foi palco, além de inúmeros jogos do clube também de jogos da Seleção Nacional e da Final da Taça de Portugal, infelizmente o Belenenses foi obrigado a abandonar o local, onde supostamente seria construído um empreendimento de luxo, tal não aconteceu e a zona ficou abandonada mais de 50 anos, tendo em 26 de Maio de 2016, o Belenenses inaugurado o "Estádio das Salésias/Fundação EDP", para ser utilizado pelas camadas jovens e pelo rugby do clube. Tal só foi alcançado, após uma grande luta dos sócios e adeptos do clube que durante anos reclamaram o que era seu por direito próprio.

O Estádio do Restelo foi inaugurado a 23 de setembro de 1956, tendo feito em 2006 50 anos, com o Clube a realizar uma série de eventos comemorativos, nomeadamente um evento de grande sucesso, a Corrida das Salésias (antigo estádio do clube) até ao Restelo. A lotação original era de 44.000 pessoas (com projeto para aumentar para 62.000), tendo esgotado pela 1ª vez em 1 de fevereiro de 1959.

Hoje, tem cerca de 22.000 cadeiras, num total de lugares para cerca de 32.000. Mas a maior assistência ter-se-á verificado em outubro de 1975, quando 60.000 pessoas assistiram à vitória do Belenenses sobre o Benfica, por 4-2, alcançado os azuis a liderança do Campeonato Nacional.

Geralmente considerado um dos mais belos estádios portugueses, pela magnífica vista sobre o Tejo, foi durante anos local de eleição para mostrar a ilustres visitantes estrangeiros, desde a Rainha de Inglaterra ao Imperador da Etiópia. O Papa João Paulo II chegou a celebrar uma missa neste estádio, à qual assistiram mais de 100.000 pessoas!

Pavilhão Acácio Rosa e piscinas olímpicas[editar | editar código-fonte]

Pavilhão Acácio Rosa

Integram ainda o complexo desportivo do Restelo 4 campos relvados (dois dos quais sintéticos), 1 Pavilhão Gimnodesportivo e umas Piscinas Olímpicas.

O Pavilhão foi inaugurado em 1977, com grandes sacrifícios, sendo-lhe 15 anos mais tarde dado o nome de "Acácio Rosa", um grande dirigente, historiador e amigo das modalidades no Belenenses. Inicialmente com lotação para mais de 3.000 pessoas, tem hoje capacidade para cerca de 1.700 lugares (com a colocação de cadeiras). É temido pelo ambiente nele gerado no apoio às equipas do Belenenses, sobretudo em Andebol.

As piscinas olímpicas, as únicas que um clube de futebol de topo possui em Portugal, foram inauguradas em 1993, depois de um longo processo. Já tiveram cerca de 3.000 utentes mas encontram-se encerradas desde 2011, por falta de condições financeiras, estando a ser estudadas possíveis outras soluções para esse espaço.

Revelações recentes[editar | editar código-fonte]

O Clube de Futebol os Belenenes está a apostar cada vez mais forte na formação de novos jogadores com a perspectiva de integrar a equipa sénior de futebol, fazem parte do plantel sénior jogadores formados no clube como Fábio Sturgeon, Gonçalo Brandão, Tiago Almeida ou Tiago Silva. Todos eles formados no Belenenses e que transitaram para a equipa principal, além de outros que já abandonaram o Belenenses como Abel Camará, Dálcio, Fredy, Pelé. Também Gonçalo Tavares, Bernardo Dias e Gonçalo Gregório foram já chamados para fazer parte do plantel na época 2016/17. Como prova do grande trabalho realizado na formação do Clube, os escalões de Iniciados, Juvenis e Juniores têm conseguido resultados históricos, sendo que no caso dos Juniores, o Belenenses é atualmente vice-campeão Nacional.

Praticantes famosos de modalidades extra-futebol[editar | editar código-fonte]

Dirigentes históricos[editar | editar código-fonte]

Reis Gonçalves Presidiu à Junta Diretiva logo aquando da fundação do clube, e foi Presidente entre 1920 e 1922. Foi Presidente da Assembleia-Geral entre 1934 e 1948 e entre 1950 e 1955.

José Luís Moura - Presidente entre 1925 e 1931. Durante os seus mandatos, obtiveram-se os terrenos e começou-se e inaugurou-se o Estádio das Salésias. Conquistou-se 2 Campeonatos de Portugal (mais uma vez vice-campeão) e 3 Campeonatos de Lisboa.

José Rosa - Presidente entre 1932 e 1934, esteve ligado à conquista de 1 Campeonato de Portugal (sendo vice-campeão no ano anterior) e de 1 Campeonato de Lisboa e ao início de expansão das Salésias, que se viriam a tornar no maior e melhor complexo desportivo Português.

Francisco Mega - Foi o dirigente que foi mais anos Presidente: entre 1935 e 1938; entre 1939 e 1941 e entre 1950 e 1954. Nos seus dois primeiros mandatos, arrelvaram-se as Saleias, e cobriu-se a bancada dos sócios, bem como construiu-se um Campo de treinos, tudo coisas então únicas em Portugal. Esteve-se presente em 2 finais da Taça de Portugal e numa final do Campeonato de Portugal. no último mandato, lutou duramente pela construção do Restelo, e viu chegar jogadores como Matateu e Di Pace.

Coelho da Fonseca - Presidente em 1938, permitiu a continuação dos trabalhos de expansão das Salésias. Entre 1967 e 1969, integrou uma Junta Diretiva, que fez trabalho de grande relevo num momento difícil do clube, juntamente com Acácio Rosa e Fernando Olavo Gouveia da Veiga.

Em 1956 foi o Presidente da Comissão de cativação de lugares para o Estádio do Restelo, medida original e "futurista" na época, que mais tarde viria a ser imitada por todos os outros clubes.

Salvador do Carmo - Na sua Presidência conquistou-se a Taça de Portugal de 1942. Veio a ser selecionador nacional.

Constantino Fernandes - Presidente entre 1942 e 1944, ficando ligado à conquista do Campeonato de Lisboa de 43/44 e em 1946, ano em que o Belenenses foi campeão nacional.

Octávio de Brito- Presidente da época de 45/46, em que se conquistou o Campeonato de Lisboa e, embora já depois da sua saída, o Campeonato Nacional. Voltou em 47/48, e continuando a prestigiar o clube, e na sequência das ligações que no anterior mandato encetara com o Real Madrid, o Belenenses foi convidado para inaugurar o Estádio dos madrilenos.

Acácio Rosa - Foi eleito Presidente do Belenenses aos 36 anos. Mas, antes disso, já tinha recebido a Cruz de Cristo de Ouro, a mais alta distinção do Clube. Foi uma distinção bem merecida, pois, entre outros trabalhos: introduziu no clube o Andebol e o Voleibol; esteve, como Vice-Presidente, com a nossa equipa que inaugurou o Estádio do Real Madrid e participou na escolha do local para a construção do Estádio do Restelo; pagou do seu bolso a iluminação do Campo de Basquetebol nas Salésias e, durante anos, as despesas de 5 modalidades amadoras. Incondicionalmente apaixonado do Belenenses, esteve sempre presente nas horas dramáticas e para tributar gratidão a quem a merecia. Escreveu vários livros, alguns deles muito volumosos, com a história do Belenenses desde 1919 a 1994, ano anterior ao da sua morte. Foi o 1º selecionador Nacional de Andebol. Foi galardoado pelos governos Português e Francês. Atualmente é perpetuado entre os azuis dando o nome ao Pavilão Gimnodesportivo.

Pascoal Rodrigues - O Presidente aquando da Inauguração do Estádio do Restelo. Vice-campeão nacional em 1955.

Francisco Soares da Cunha - - Presidente em 1957. O grande dinamizador da construção e acabamento do Estádio do Restelo.Esteve ligado à vinda para o clube de jogadores como Matateu, Vicente e Yaúca.

Vale de Guimarães- Presidente em 1960, aquando da conquista da 2ª Taça de Portugal e em 1964 (corte de relações com o Sporting, por causa do caso Carlitos).

Baptista da Silva - Longa dedicação ao clube, no qual tem ocupado vários cargos em órgãos sociais, foi Presidente entre 1972-74, num período de ressurgimento do Belenenses, que foi vice-campeão em Futebol e campeão em Andebol e Rugby, além de se estrear em provas europeias de Ténis e Andebol.

Mário Rosa Freire - Presidente de 1982 a 1990, o maior número de anos seguidos. Nos seus mandatos, conquistou-se uma Taça de Portugal, esteve-se em outra final e obteve-se um 3º lugar, além de participações na Taça das Taças e Taça Uefa. Venceu-se ainda 1 Campeonato e 2 Taças de Portugal em Andebol.

Armando Cabral Ferreira - Presidente entre 2005 e 2008, conhecido pela sua grande paixão ao clube que defendeu com "unhas e dentes" superando momentos delicados como o Caso Mateus e o Caso Meyong, alcançou ainda uma participação na Liga Europa e a Final da Taça de Portugal. Cerca de um mês após se demitir da presidência do clube viria a falecer na sequência de uma doença prolongada.

Patrick Morais de Carvalho - Presidente desde 2014, resgatou o Estádio das Salésias a favor do Clube e inaugurou o novo campo com bancada dia 23 de Setembro de 2015; conseguiu aprovar junto da Câmara Municipal de Lisboa o famoso PIP que permitiu arrancar, ao fim de várias décadas, com o projecto de Requalificação do Complexo Desportivo do Restelo.

Adeptos famosos[editar | editar código-fonte]

Clube de grande implantação popular, o Belenenses tem tido adeptos em todos os estratos da sociedade portuguesa. Entre os mais conhecidos, destacam-se:

Músicos:

Amália Rodrigues (sem dúvida a mais famosa cantora portuguesa de sempre); Lucinda do Carmo; Carlos do Carmo; João Pedro Pais; Luís Represas (ex-Trovante); Frederico de Freitas (Maestro); Gonçalo da Câmara Pereira; Mirita Casimiro; Pedro Barroso; Nuno Barroso; Tony de Matos.

Atores, escritores, jornalistas ou figuras do espetáculo:

Albano Homem de Mello, José António Saraiva (ex-Diretor do Expresso); Badaró; Baptista Bastos; Fernando Ferrão; Francisco Nicholson; Henrique Mendes; Homero Serpa; Humberto Madeira; Jacinto Ramos; João Villaret; Marina Tavares Dias; Pedro Homem de Mello; Raúl Solnado; João Didelet; Sónia Brazão; Sara Santos (Miss Playboy TV Portugal 2006); Filipa Paixão (vencedora do casting FHM de 2006); Hugo Sequeira (ator); Vítor Ennes (ator e modelo); Margarida Pinto Correia (Jornalista e Escritora); Cristina Areia (atriz); Hélder Agapito (ator); Pedro Barroso (ator); Samanta Castilho (modelo); Nuno Perlouro (jornalista da RTP); Nuno Perestrelo (jornalista de A Bola); Pedro Cravo (jornalista de A Bola); Gonçalo Lobo Pinheiro (fotojornalista); Miguel Luz (youtuber e rapper); Rodrigo Paganelli

Políticos: - Américo Tomás (ex-Presidente da República); Teixeira Gomes (ex-Presidente da República).

Nota: O facto de um Presidente da República do Estado Novo e de um Presidente da I República terem sido adeptos e sócios do Belenenses desde logo desmente a alegada relação privilegiada do Belenenses com o Estado Novo. De resto, o Belenenses foi 3 vezes Campeão de Portugal antes de Salazar se ter tornado presidente do Conselho, não se conhecendo, aliás, qualquer simpatia clubística da sua parte. Figuras gradas do regime caído em 25 de Abril existiram nos quadros dirigentes de todos os principais clubes portugueses. De resto, o modo como o Belenenses obteve e perdeu tanto as Salésias como o Restelo mostram que foi preterido - e não beneficiado - em comparação com os outros maiores clubes lisboetas (Benfica e Sporting). Também foram seus e só seus os três jogadores que se recusaram a fazer a saudação fascista num jogo com a Espanha: Mariano Amaro, Artur Quaresma e José Simões.[2] Clube plural, há no Belenenses pessoas de direita como de esquerda, como das diferentes opções religiosas e filosóficas ou de distintos estratos sociais. [parcial?]

Outras figuras da política:

António Pinto Leite (ex-deputado pelo PSD); Baltasar Rebelo de Sousa (Ex-Ministro); Carlos Sousa (ex-Presidente da Câmara de Setúbal e antes de Palmela pelo PCP - CDU); Idália Moniz (Secretária de Estado); João Luís Moura (Governador Civil de Lisboa); João Pinho de Almeida (deputado da Assembleia da República pelo CDS-PP); Luís Nobre Guedes (ex-Ministro e ex-deputado pelo CDS-PP); Manuel Sérgio (ex-deputado da Assembleia da República pelo PSN); Marcelino Marques (da Comissão Coordenadora que preparou o 25 de Abril); Mário Duarte (embaixador); Soares Carneiro (candidato à Presidência da República e ex-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas); Vale Guimarães (Governador Civil de Aveiro); António Nunes (Presidente da ASAE); António Filipe (Deputado na Assembleia da República pelo PCP - CDU); João Soares (Ex-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa); Aldemira Pinho (ex-deputada à Assembleia da República pelo PS - eleita pelo Algarve, na X legislatura: 2005/2009)

Desporto:

Ayrton Senna da Silva (sócio do clube) António Livramento (Hóquei em Patins); Filipe Gaidão (Hóquei em Patins); João Pinto e António Cascais (Andebol); Paulo Simão (jogador com mais internacionalizações em Basquetebol); Salvador do Carmo (Selecionador Nacional e Presidente do Clube); José Maria Antunes (Selecionador Nacional); Gomes da Silva (Coordenador da Seleção Nacional no Mundial de 1966); Humberto Fraga Fernandes (Presidente do Odivelas FC); Décio de Freitas (árbitro); Jorge Coroado (árbitro internacional); Luís Santos (ex-Presidente da Federação Portuguesa de Andebol e da Confederação Portuguesa de Desportos); Homero Serpa (Jornalista do Jornal "A Bola"); Vítor Serpa (Diretor do jornal "A Bola"); Alexandre Pais (Diretor do jornal "Record"); Hélio Nascimento (jornalista do Jornal "Record"); Tomás Barroso (Basquetebol) ; [3].

Época 2014/2015[editar | editar código-fonte]

Na época 2014/2015, a equipa comandada por Lito Vidigal teve um início bastante bom com Deyverson a assumir-se como a grande figura sendo o melhor marcador da equipa e dos melhores do campeonato português, alcançando inclusive o terceiro lugar e chegando a meio do campeonato no sexto, com 26 pontos, tendo já praticamente assegurada a permanência. A pré-temporada marcada por problemas entre a SAD e o treinador teve vários reflexos durante a temporada, não afetando no entanto muito os resultados. Estes conflitos levaram inclusive à saída do treinador angolano, a 17 de Março, após uma semana de troca de acusações mais intensa, tendo sido nesse mesmo dia anunciado como sucessor, Jorge Simão, antigo treinador adjunto do clube e à época treinador do Clube Desportivo de Mafra, que assumiu a equipa com 36 pontos, na sexta posição da tabela. Prova da boa época realizada é a chamada de atletas como Hugo Ventura, a 19 de Março e Rui Fonte a 24 do mesmo mês à Seleção de Portugal, após alguns anos de interregno sem atletas nas convocatórias da seleção principal. Na época 2015-16, o Belém apresentou como novo treinador Ricardo Sá Pinto, amigo pessoal do presidente da SAD, os resultados iniciais até pareceram afastar a desconfiança dos adeptos, pois a equipa assegurou a presença na fase de grupos da Liga Europa, mas a qualidade de jogo ia-se deteriorando e a saída do técnico em dezembro foi inevitável. Para o seu lugar chegou Júlio Velázquez um perfeito desconhecido que entrou muito bem, apostado em jogar um futebol de posse, mas cujos resultados depois se tornaram inconstantes, terminando a época no 9º lugar. Como destaques no plantel podem-se apontar André Sousa e Bakic. Os pontos altos da época foram a vitória em casa do Basileia (0-1) e a goleada imposta ao Braga no Restelo (3-0).

Claques[editar | editar código-fonte]

  • Fúria Azul - Principal claque do clube, fundada em 1984.
  • Alegria Azul (extinta)
  • Fanáticos (extinta)
  • Esquadrão Azul (extinta)
  • Grupo da Grade

Casos[editar | editar código-fonte]

O "Caso Mateus"[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Caso Mateus

Ficou conhecido como Caso Mateus um complexo de casos judiciários, tanto na justiça desportiva, como nos tribunais civis, que pôs a nu uma série de disfunções na organização do futebol profissional em Portugal, tanto na Federação Portuguesa de Futebol como na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, e ameaçou o funcionamento do campeonato nacional de futebol da primeira liga. O caso levou mesmo a FIFA a ameaçar suspender a seleção portuguesa e os clubes portugueses de todas as competições internacionais. O caso teve por epicentro o jogador Mateus Galiano da Costa, o Gil Vicente Futebol Clube e o Clube de Futebol Os Belenenses, mas estendeu-se a todo o futebol profissional português. O Belenenses lutou durante meses para fazer valer a sua razão, baseada no cumprimento dos regulamentos desportivos aceites pelos clubes participantes. Tal caso levou a um romper das relações entre o clube lisboeta e o clube de Barcelos e ao nascimento de uma rivalidade entre os adeptos de ambos.

O "Caso Meyong"[editar | editar código-fonte]

Na época 2007/2008 em jogo a contar para a 16ª jornada da BWIN Liga entre o Belenenses e a Naval 1.º de Maio, a equipa do Belenenses utilizou indevidamente o jogador Meyong.
Como consequência o Belenenses foi penalizado em 6 pontos (menos 3 por retirada da vitória e menos 3 por penalização), que resultaram numa queda na tabela classificativa e consequentemente o clube não foi à Liga Europa na época seguinte. Já à Naval 1.º de Maio foram atribuídos 3 pontos.[4]

O "Caso Estrela"[editar | editar código-fonte]

Na época 2008/2009 o Belenenses viu-se pela segunda vez "repescado" num espaço de poucos anos (a anterior havia sido devida ao "Caso Mateus"), voltando a manter-se na Primeira Liga apesar da sua classificação na zona de despromoção. Desta feita, o facto deveu-se à despromoção do Estrela da Amadora devido a vários meses de salários em atraso.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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