Caso Henry Borel

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Caso Henry Borel
HenryBorel.jpg
Local do crime Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Data 8 de março de 2021
Tipo de crime Tortura e homicídio duplamente qualificado
Vítimas Henry Borel Medeiros
Réu(s) Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho)
Monique Medeiros da Costa e Silva
Advogado de defesa Dr. Jairinho: Brás Santana
Monique: Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad
Promotor Marcos Kac
Situação Réus presos temporariamente por atrapalharem as investigações e ameaçarem testemunhas; e indiciados por tortura e homicídio duplamente qualificado

O Caso Henry Borel refere-se ao assassinato do menino brasileiro Henry Borel Medeiros (Rio de Janeiro, 3 de maio de 2016 – Rio de Janeiro, 8 de março de 2021), de quatro anos, ocorrido no dia 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. O menino foi assassinado no apartamento onde morava a mãe Monique Medeiros e o padrasto, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, mais conhecido como Dr. Jairinho (sem partido) filho do ex-deputado estadual Coronel Jairo.[1]

O caso gerou grande repercussão no Brasil, sendo muito assemelhado aos casos Isabella Nardoni, ocorrido 13 anos antes, e Bernardo Boldrini, ocorrido 7 anos antes.[2][3][4] Também gerou interesse por quase quarenta países.[5]

A vítima[editar | editar código-fonte]

Henry Borel Medeiros (Rio de Janeiro, 3 de maio de 2016Rio de Janeiro, 8 de março de 2021) era filho da professora Monique Medeiros da Costa e Silva e do engenheiro Leniel Borel de Almeida. Eles se conheceram no inicio de 2011 e se separaram em 2020.[6] Em agosto do mesmo ano, Monique conheceu o Dr. Jairinho, indo morar com o mesmo três meses depois, junto com Henry.[6] Na mesma época, ela deixou de ser diretora de uma escola em Senador Camará, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro para ser assessora no Tribunal de Contas do Municipio do Rio de Janeiro.[7] Henry então foi matriculado na pré-escola do Colégio Marista São José, a quatro minutos do imóvel, passou a fazer outras atividades e, em fevereiro, a frequentar o consultório de uma psicóloga. Na delegacia, a profissional disse ter sido procurada por Monique diante da recusa do filho em ficar com ela na Barra. Ao pai, o menino chegou a reclamar de "abraços fortes" dados pelo padrasto.[8]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

No primeiro fim de semana de março, Leniel buscou o filho, o levou na casa da avó materna, e brincou com ele em um parque de diversões. Às 19h20 do dia 7, devolveu a criança a Monique. Ela disse ter dado um banho em Henry e o colocado para dormir. Ela relatou também que a criança vomitou ao chegar, mas não estranhou o estado, por se tratar de algo normal quando o filho chorava muito.[8] Segundo depoimento inicial de Monique, na madrugada de 08 de março, ela e Jairinho teriam ido assistir televisão no quarto de hóspedes, já que o menino estava dormindo no quarto do casal.[1]

Morte[editar | editar código-fonte]

Monique relatou que acordou de madrugada, pelas 3h30min, com o barulho da TV, tendo se levantado e ido ao quarto do filho, encontrando-o deitado no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados. De acordo com ela: "Quando abri a porta do quarto, vi ele deitado no chão. Peguei meu filho, botei em cima da cama. Estranhei. As mãos e os pés dele estavam muito geladinhos. Chamei o Jairinho. Ele enrolou meu filho numa manta e fomos ao hospital".[1][8] As médicas do Hospital Barra D’Or, que atenderam o menino, garantiram à polícia que ele, levado pela professora e seu namorado, já chegara morto à unidade de saúde.[9] Um laudo posterior indicou que Henry tinha lesões no crânio, ferimentos internos e hematomas nos membros superiores. À TV Globo, nove peritos disseram que exames indicam que criança teve morte violenta.[1]

Henry foi enterrado no dia 10 de março de 2021, no cemitério do Murundu, na zona oeste do Rio de Janeiro.[10]

Investigações[editar | editar código-fonte]

A polícia começou a investigar o caso afim de saber se Henry morreu por acidente ou se ele foi vítima de violência, já que o laudo do IML apontou lesões graves no corpo da criança.[11] Os peritos acreditam na hipótese de agressão, já que ele sofreu hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente.[12] No final de março, 12 pessoas já tinham sido ouvidas como testemunhas, incluindo as três médicas pediatras que o atenderam no hospital. Elas afirmaram que o menino já chegou morto ao local.[12]

Réus[editar | editar código-fonte]

Doutor Jairinho[editar | editar código-fonte]

Dr. Jairinho
Vereador do Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 2005 - presente
Dados pessoais
Nome completo Jairo Souza Santos Junior
Nascimento 31 de dezembro de 1977 (43 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Pai: Coronel Jairo
Alma mater Unigranrio
Partido PSC (2003-2013)
PROS (2013-2015)
MDB (2015-2020)
Solidariedade (2020-2021)
Sem partido (2021-presente)
linkWP:PPO#Brasil

Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, é um médico e político, atualmente sem partido.[13] Eleito vereador do Rio de Janeiro em 2004, conseguiu se reeleger em 2008, 2012, 2016 e 2020.[14]

Dr. Jairinho era figura conhecida do Legislativo carioca, tendo sido líder do governo de Marcelo Crivella (Republicanos) na legislatura 2017-2020, e filho de um ex-deputado estadual, o policial Coronel Jairo,[15] e foi preso em 2018 pela Operação Furna da Onça, suspeito de receber mesada para aprovar projetos de interesse do governo de Sérgio Cabral (MDB).[15]

Em 2004, Dr. Jairinho foi eleito pela primeira vez, aos 27 anos, e foi o vereador mais votado do PSC, com 24 mil votos.[16] No pleito seguinte, em outubro de 2008, foi reeleito para o segundo mandato, com 23 880 votos.[16] Nesse período, Dr. Jairinho assumiu como principal desafio a luta por um ensino de qualidade no município do Rio, ao ser autor dos decretos que suspenderam a aprovação automática nas escolas da rede municipal.[15] Ao assumir o cargo, o prefeito Eduardo Paes revogou a aprovação automática nos dois últimos ciclos do Ensino Fundamental.[16] Em 2012, pelo PSC, Dr. Jairinho garantiu novo mandato, com 43 mil votos.[16] Em 2016, já no PMDB, foi reeleito para o cargo de vereador, ao receber os votos de 26 mil cariocas.[16] Em 2020, Jairinho foi o 28º mais votado dentre os 51 vereadores eleitos no Rio de Janeiro no ano de 2020.[15] Em 11 de março de 2021, três dias após a morte do menino Henry, Jairinho passou a integrar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.[16] Acabou por ter o seu mandato cassado mais adiante. Jairinho está detido no presídio Bangu 8, onde também se encontra preso Roberto Jefferson, político e pai de sua ex-namorada Cristiane Brasil.[17]

Monique Medeiros[editar | editar código-fonte]

Monique Medeiros Costa e Silva de Almeida, de 32 anos, nasceu e cresceu em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro,[7] filha mais velha de uma professora e de um funcionário civil da Aeronáutica. Na mesma região, cursou colégios particulares durante a infância e a adolescência.[9]

Cursou Letras (Português/Literatura) na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e nesse período, conheceu o engenheiro Leniel Borel de Almeida. Os dois começaram a namorar e, logo depois, ela foi morar na cobertura dele, no Recreio dos Bandeirantes. Leniel passou então a pagar a mensalidade de uma faculdade particular em um shopping para a Monique, onde ela terminou a graduação.[9]

Em 2011, Monique foi aprovada em um concurso público da Secretaria municipal de Educação, e passou a dar aulas para turmas de Ensino Infantil da Escola Ariena Vianna da Silva, em Senador Camará, onde, sete anos depois, ascendeu à diretora.[9] Nessa ocasião, Henry, fruto da união com Leniel, tinha 2 anos. E o casamento, abalado pelo trabalho do engenheiro em uma multinacional, onde chegava a ficar três semanas embarcado, já dava sinais de desgaste. Algum tempo depois, Leniel foi demitido, a situação financeira do casal apertou. Eles foram morar em Bangu, no terreno de 360 metros quadrados, herdado pela mãe de Monique, da avó já falecida.[9]

Com a recolocação profissional de Leniel, os três acabaram retornando ao Recreio, onde estavam no início da pandemia do coronavírus. O trabalho remoto permitiu a união da família, mas, segundo o engenheiro, o relacionamento não resistiu: "Acabou que passei a fazer 18, 20 reuniões por dia. Quase não nos falávamos e eu só conseguia brincar com o Henry à noite, já cansado. Isso acabou por nos afastar ainda mais. A partir daquele momento, nossa relação desandou de vez e ela pediu a separação logo depois", contou, em entrevista ao jornal O Globo.[9]

Em meados de 2020, Monique, mais uma vez, foi com Henry para Bangu, e lá, contou ter conhecido o Dr. Jairinho, durante um almoço profissional no centro comercial Village Mall, em agosto.[9] Um mês depois, eles começaram a namorar e, em novembro, decidiriam morar com o menino num apartamento alugado no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca. Foi nessa época que a professora foi cedida ao Tribunal de Contas do Município, e viu seu salário pular de R$ 4 mil para R$ 16.500.[9]

Depoimentos[editar | editar código-fonte]

Durante as investigações, a polícia chegou a outras duas crianças, filhos de duas ex-namoradas de Jairo. Uma delas afirmou que o vereador agrediu sua filha quando os dois estiveram juntos, oito anos antes da morte de Henry. A menina, hoje com 13 anos de idade, foi ouvida pela polícia e relatou que as agressões eram frequentes. A polícia também descobriu que a menina vomitava e chorava quando Jairo ficava com ela e a mãe, mesmas reações de Henry quando voltava para a casa da mãe.[18][19]

Já a outra mulher não quis comentar o assunto, mas uma amiga da família contou que o menino em questão era uma criança alegre que mudou de comportamento bruscamente, passando a ter medo e a acordar gritando.[20]

O pai de Henry, Leniel, disse à revista Veja que não tem dúvidas do envolvimento de Jairo na morte do filho, e que quer ser ouvido novamente pela polícia. Ele também relatou que Jairo lhe disse: "é vida que segue; faz outro filho”.[21][22]

Contradições[editar | editar código-fonte]

Em 24 de março, a faxineira do casal, Rosângela, contradisse um depoimento da mãe da criança, que havia dito que a faxineira não sabia da morte do menino. Segundo Rosângela, Monique falou que o menino havia falecido e que lhe disse, na hora do almoço, para ela tirar o dia de folga. Àquela hora, Rosângela já tinha limpado o apartamento antes da perícia ser realizada.[1][8]

Jairo também deu uma versão diferente da de Monique, dizendo que ao chegar em casa por volta de 10h, ele encontrou Monique, a empregada e uma assessora conversando, e que a namorada havia contado para Rosangela o que tinha acontecido.[8]

Reconstituição[editar | editar código-fonte]

No dia 1º de abril, a polícia realizou uma reconstituição do caso, mas tanto a mãe como o padrasto não compareceram. Ambos então já eram suspeitos da morte do menino.[23]

Prisão temporária dos réus[editar | editar código-fonte]

Jairo e Monique foram presos temporariamente no dia 08 de abril de 2021, por atrapalhar as investigações e por ameaçar testemunhas para combinar versões.[24] No mesmo dia, a Polícia Civil, em uma coletiva de imprensa, detalhou que o casal, ao saber da chegada da polícia, havia jogado os celulares pela janela. Em um dos dispositivos de Monique foi encontrado, através de um software, já que as conversas haviam sido excluídas do aparelho, uma conversa de fevereiro, na qual a babá Thayná Ferreira relatava as queixas e machucados de Henry à mãe, inclusive que o menino havia relatado uma agressão no mesmo mês que o havia deixado mancando. A babá também relatou que Jairo ameaçava Henry dizendo "(...) eu vou te pegar. Você está atrapalhando a vida da sua mãe". Foi divulgado que houve omissão por parte de Monique, já que os depoimentos dados não condiziam com a verdade, sendo que ela preteriu a proteção do cônjuge em vez do próprio filho.[24][25][26]

Além disso, o Ministério Público disse que a hipótese de acidente, defendida pela mãe, para a morte do menino foi descartada já no início da investigação,[24] após ter sido constatado pelos investigadores que Henry fora assassinado com emprego de tortura e sem chance de defesa.[27][28] De acordo com o delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação "Não resta a menor dúvida, em relação aos elementos que nós temos, sobre a autoria do crime, dos dois". De acordo com ele, Jairinho cometeu as agressões que mataram o garoto e Monique fora conivente.[24]

Exoneração do diretor do presídio[editar | editar código-fonte]

Em 14 de abril de 2021, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) informou que o diretor da cadeia pública José Frederico Marques, localizada em Benfica, na Zona Norte do Rio, pediu exoneração após denúncias de regalias durante a passagem de Jairinho e de Monique Medeiros, pela unidade.[29] As denúncias foram divulgadas no dia 12, no programa SBT Rio, onde foi afirmado que ambos não teriam ido para celas. Jairinho teria ficado na sala de um diretor durante o tempo em que ficou na unidade, e Monique, em uma outra sala. Ainda segundo a emissora, o casal teria almoçado a mesma comida do diretor, e não o cardápio oferecido aos presos.[30]

De acordo com a Seap, o diretor pediu afastamento do cargo "após discordar das denúncias de supostos privilégios".[30] A instituição acrescentou ainda que todas as imagens de câmeras de segurança do local já haviam sido encaminhadas ao Ministério Público do estado do Rio.[2] Questionada pelo jornal EXTRA, a secretaria não respondeu se alguma investigação fora aberta dentro da própria instituição para apurar as denúncias. Fontes da Seap afirmam que foi feita uma apuração preliminar, com análise das imagens das câmeras, sem que qualquer irregularidade tenha sido detectada.[30]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

No dia em que foi preso temporariamente, 8 de abril de 2021, Dr Jairinho, único vereador eleito pelo Solidariedade na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi sumariamente expulso pela legenda.[31] A agremiação também informou que Dr Jairinho, antes da prisão, já estava licenciado e afastado das atividades partidárias.[32] No mesmo dia, a Câmara Municipal do Rio anunciou por nota a imediata suspensão do salário do vereador Dr Jairinho, conforme prevê o Regimento Interno da Casa, e que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, analisaria, em reunião, a situação do vereador.[33] Por fim, o presidente da da Câmara, Carlo Caiado (DEM), anunciou que pediria naquele mesmo dia, o afastamento de Jairinho da Casa.[15]

Em 14 de abril de 2021, a juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio negou, em caráter liminar, o pedido de suspensão imediata do vereador Dr. Jairinho das atividades parlamentares na Câmara, argumentando que, por maior que seja o clamor social por justiça, a liminar em questão esbarra em dois princípios inafastáveis, ao da "separação de poderes" e o da "presunção de inocência".[34] Para fundamentar sua decisão, a magistrada citou o artigo 5º da Constituição, que estabelece que "ninguém será considerado culpado até trânsito em julgado da sentença penal condenatória".[35]

Um dia antes, em 13 de abril de 2021, a Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro desistiu de pedir o afastamento do vereador Dr. Jairinho, orientada pela Procuradoria da Casa, para evitar uma batalha judicial que, adiante, poderia mantê-lo como integrante do colegiado.[31] A nova orientação foi aguardar que a prisão temporária decretada contra o vereador, com prazo de 30 dias, o fizesse perder as sessões regulares da comissão e, assim, ele seria excluído do órgão por faltas, seguindo os termos do regimento, que estabelece em seu artigo 64: "Os membros das comissões permanentes serão destituídos caso não compareçam a cinco reuniões ordinárias consecutivas".[31]

Cassação de mandato[editar | editar código-fonte]

Em 30 de junho de 2021, o mandato de Jairinho foi cassado, sendo o primeiro vereador da história da Câmara Municipal carioca a ter um mandato cassado por decisão dos seus pares.[36]

Ana Carolina Oliveira[editar | editar código-fonte]

Em 13 de abril de 2021, em entrevista à revista Piauí, Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, a menina de cinco anos de idade morta pelo pai e pela madrasta em 2008, afirmou ter mandado mensagem ao pai de Henry, Leniel.[37] Em depoimento ao jornalista João Batista Jr., Ana Carolina disse ter ficado "bastante comovida" com o caso, e "muito tocada pela brutalidade e pelas coincidências" com o que viveu. Após ter assistido uma entrevista da mãe e do padrasto de Henry ao repórter Roberto Cabrini, exibida em dia 21 de março, na Record TV, ela firma que sentiu "frieza, uma emoção falsa e versão combinada dos fatos," por parte dos entrevistados.[37] Em 9 de abril de 2021, ela contatou Leniel dizendo que "muitas pessoas estão neste momento mandando mensagens, assim como aconteceu comigo com a morte da minha filha" e que "toda manifestação de solidariedade é bem-vinda, evidentemente, mas tem diferença quando compartilhamos uma história muito parecida. Expliquei para ele que essa comoção enorme que tem causado na vida das pessoas deve ter um propósito, seja para pressionar as autoridades por busca de Justiça e por alguma mensagem que o Henry quer passar." Em reposta, Leniel lhe disse: "Você não sabe como suas palavras são importantes neste momento. Está sendo muito difícil. Não paro de pensar no meu filho. Além do meu filho, eles levaram a minha paz."[37]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Em 10 de abril de 2021, artistas cariocas retrataram o menino Henry Borel como um anjo em um muro no Rio, usando a técnica da grafite.[38] Oito dias antes, o pai do menino disse: "Meu filho era um anjo."[39] Já o padrasto, o Dr. Jairinho, e a mãe, Monique Medeiros, foram retratados atrás de Henry como demônios pelos artistas.[38]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Carlos de Lannoy, Felipe Freire, Leslie Leitão (17 de março de 2021). «Polícia investiga morte de enteado de vereador na Barra da Tijuca; laudo aponta várias lesões». G1. Grupo Globo. Consultado em 9 de abril de 2021 
  2. a b «Casos Henry Borel e Nardoni chamam atenção para violência contra criança no Brasil». Diário do Nordeste. Sistema Verdes Mares. 8 de abril de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  3. «Caso Isabella Nardoni volta a ganhar repercussão após prisão de envolvidos na morte de Henry Borel». O Dia. 8 de abril de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  4. «Depois de 13 anos, veja como Alexandre Nardoni está hoje, preso por matar a filha Isabella Nardoni em SP». Rádio Jornal. 8 de abril de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  5. Caso Henry: menino é um dos dez termos mais procurados no Google Notícias. Veja, 14 de abril de 2021. Consultado em 15 de abril de 2021
  6. a b Paolla Serra (28 de março de 2021). «Caso Henry: conheça a vida do menino e os mistérios que rondam sua morte; vídeo traz últimas imagens da criança». O Globo. Grupo Globo. Consultado em 9 de abril de 2021 
  7. a b Eliane Santos, Leslie Leitão, Marco Antônio Martins (8 de abril de 2021). «Saiba quem é Monique Medeiros, presa pela morte do próprio filho, o menino Henry; ao depor, ela fez selfie na delegacia». G1. Grupo Globo. Consultado em 9 de abril de 2021 
  8. a b c d e «Caso Henry: Faxineira conta à polícia versão diferente da mãe do menino». IstoÉ. Editora Três. 25 de março de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  9. a b c d e f g h Paolla Serra (7 de abril de 2021). «Caso Henry: porta-retratos de apartamento de Dr. Jairinho teriam sido trocados após a morte do enteado». Extra. Infoglobo. Consultado em 15 de abril de 2021 
  10. No dia seguinte ao enterro do filho, mãe de Henry foi a salão de beleza. O Povo, 8 de abril de 2021. Consultado em 11 de abril de 2021
  11. Carlos de Lannoy, Leslie Leitão (24 de março de 2021). «Caso Henry: Faxineira conta à polícia versão diferente da que foi dada pela mãe do menino». G1. Grupo Globo. Consultado em 9 de abril de 2021 
  12. a b «Médicas confirmam que Henry chegou ao hospital morto e com lesões». Metrópoles. 24 de março de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  13. «Solidariedade anuncia expulsão de Dr. Jairinho do partido». G1. Consultado em 9 de abril de 2021 
  14. «Dr. Jairinho foi o 16º vereador mais votado do Rio». ES360. 8 de abril de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  15. a b c d e Caio Sartori (8 de abril de 2021). «Quem é Dr. Jairinho, vereador preso por suspeita da morte do enteado de quatro anos». GaúchaZH. Grupo RBS. Consultado em 16 de abril de 2021 
  16. a b c d e f «Saiba quem é Dr. Jairinho, vereador do Rio de Janeiro preso pela morte do enteado Henry». Metrópoles. Grupo RBS. 8 de abril de 2021. Consultado em 16 de abril de 2021 
  17. Jardim, Lauro. «Em Bangu 8, Jefferson reencontra Dr. Jairinho». Lauro Jardim - O Globo. Consultado em 1 de setembro de 2021 
  18. «Caso Henry: Denúncias revelam perfil violento e histórico de agressão à crianças de Dr. Jairinho». www.band.uol.com.br. Consultado em 5 de abril de 2021 
  19. «Caso Henry: polícia apreende celulares e computadores de pais e padrasto». www.band.uol.com.br. Consultado em 5 de abril de 2021 
  20. «Caso Henry: Fantástico ouve relatos sobre crianças que teriam sofrido maus-tratos quando as mães namoravam Dr. Jairinho». G1. Consultado em 5 de abril de 2021 
  21. «"Vida que segue. Faz outro filho", disse Dr. Jairinho ao pai de Henry». Metrópoles. 2 de abril de 2021. Consultado em 5 de abril de 2021 
  22. «Caso Henry: pai diz não ter dúvida de envolvimento do Dr. Jairinho e disse querer ser ouvido de novo pela polícia». Extra Online. Consultado em 5 de abril de 2021 
  23. «Caso Henry: Polícia trata mãe e padrasto como investigados da morte do menino». ISTOÉ Independente. 3 de abril de 2021. Consultado em 5 de abril de 2021 
  24. a b c d «'Não resta a menor dúvida sobre a autoria do crime', diz delegado sobre a morte do menino Henry». G1. Consultado em 8 de abril de 2021 
  25. «Caso Henry: delegado diz que babá narrou em tempo real à mãe suposta tortura do menino por Dr. Jairinho». G1. Consultado em 8 de abril de 2021 
  26. «Caso Henry Borel: o que se sabe sobre a morte da criança de 4 anos e prisão da mãe e do padrasto». noticias.uol.com.br. Consultado em 8 de abril de 2021 
  27. «Polícia prende Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel por atrapalharem investigação sobre morte do menino». G1. Consultado em 8 de abril de 2021 
  28. Bom Dia Brasil | Polícia do RJ prende a mãe e o padrasto do menino Henry | Globoplay, consultado em 8 de abril de 2021 
  29. «Diretor pede exoneração após denúncias de regalias a Dr. Jairinho e mãe de Henry em presídio do Rio». Diário do Nordeste. Sistema Verdes Mares. 14 de abril de 2021. Consultado em 15 de abril de 2021 
  30. a b c «Caso Henry: Diretor de presídio pede exoneração após denúncias de regalias a Jairinho e mãe de Henry». Extra. Infoglobo. 14 de abril de 2021. Consultado em 15 de abril de 2021 
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  33. Stéfano Salles (14 de abril de 2021). «Grupo da Câmara do Rio não espera Comissão de Ética e tenta afastar Jairinho». CNN Brasil. Novus Mídia. Consultado em 16 de abril de 2021 
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  39. Caso Henry: ‘Não tenho dúvidas de que Dr. Jairinho é culpado’, diz o pai. Veja, 2 abril de 2021. Consultado em 10 de abril de 2021