Charmbracelet

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Charmbracelet
Álbum de estúdio de Mariah Carey
Lançamento 3 de dezembro de 2002
Gravação 2002
Gênero(s) R&B, pop, hip-hop
Duração 63:12
Gravadora(s) Island, MonarC[1]
Produção Mariah Carey (também executiva), Lyor Cohen (executivo), Jimmy Jam and Terry Lewis, Just Blaze, Randy Jackson, Jermaine Dupri, Damizza, Dre & Vidal
Cronologia de Mariah Carey
Greatest Hits
(2001)
The Remixes
(2003)
Singles de Charmbracelet
  1. "Through the Rain"
    Lançamento: 11 de novembro de 2002
  2. "Boy (I Need You)"
    Lançamento: 23 de março de 2003
  3. "Bringin' on the Heartbreak"
    Lançamento: 25 de novembro de 2003

Charmbracelet é o nono álbum de estúdio da cantora americana Mariah Carey, lançado em 3 de dezembro de 2002 pela Island Records e MonarC Entertainment. O álbum foi seu primeiro lançamento após ter enfrentado um colapso após seu filme Glitter (2001) e sua trilha sonora acompanhante, sendo que ambos foram um fracasso crítico e comercial. Charmbracelet é um dos álbuns mais pessoais de Carey, posterior a Butterfly (1997),[2] e foi projetado para recuperar o público de Carey. Ao longo do projeto, ela colaborou com muitos compositores e produtores com os quais já havia trabalhado antes, como Jermaine Dupri, a dupla Jimmy Jam e Terry Lewis, além novos parceiros, sendo estes músicos como 7 Aurelius e Dre & Vidal.

De acordo com Carey, as canções de Charmbracelet combinam temas pessoais e introspectivos, e também aborda histórias de celebração e de diversão, com o amor sendo o tema predominante do álbum.[3] Musicalmente, o álbum continuou a mistura calculada de Carey, que consiste em baladas pop e batidas R&B, no entanto, incorporou outros gêneros, como em "My Saving Grace", onde ela fundiu gospel e soul, com as letras lidando com conceitos religiosos. Charmbracelet primeiramente focou em fornecer um som mais adulto contemporâneo, especialmente quando colocado em comparação a Glitter, que contou com uma variedade de melodias, provenientes da década de 1980. Alguns artistas emprestaram seus vocais para algumas faixas, como Cam'ron, Jay-Z e Freeway.

Depois do seu lançamento, Charmbracelet recebeu críticas mistas dos críticos musicais. Muitos sentiram que embora as canções fossem boas, nenhuma delas se destacava para fazer um impacto muito grande. Além disso, alguns apontaram que a voz de Carey soava fina, arejada e danificadamente no álbum. Charmbracelet estreou na terceira posição da Billboard 200, vendendo 241,000 cópias na primeira semana. Internacionalmente, o álbum teve posições moderadas, atingindo o top quarenta em sete países, sendo que entrou duas vezes no top dez do Japão e Suíça.

Três singles foram lançados para promover o álbum; o primeiro, "Through the Rain" se tornou o maior sucesso entre os três, alcançando o top dez no Canadá, Suíça, Suécia e Itália e Reino Unido. Nos Estados Unidos, ele aingiu a primeiras posições no Hot Dance Club Play, mas parou atingiu a posição 81 na Billboard Hot 100. Os outros dois, "Boy (I Need You)" e "Bringin' on the Heartbreak", não conseguiram igualar os picos internacionais do primeiro single. Carey embarcou na Charmbracelet World Tour, que teve mais de 69 shows em mais de oito meses. Ela também se apresentou em vários programas de televisão e turnês promocionais como o trigésimo American Music Awards, Today e The Oprah Winfrey Show. Atualmente o álbum vendeu cerca de 5,5 milhões de exemplares ao redor do mundo e ainda cerce de certificações em vários países.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

"Eu trabalhei muito muito duro por muitos muitos anos, e eu nunca fiz uma pausa, e ano passado, eu tinha ficado muito exausta e não estava bem fisicamente e emocionalmente. Aprendi um pouco mais sobre trabalhar duro, mas também, como ser saudável e cuidar de mim, agora, em geral na minha vida eu estou num lugar muito bom, feliz."

— Carey em entrevista ao The San Diego Union-Tribune.[4]

Antes do lançamento de Charmbracelet, Carey tinha passado por um ano de problemas críticos, comerciais e pessoais, seguindo a má recepção do seu filme de estréia Glitter (2001), e sua hospitalização subsequente.[5] Depois de se divorciar de seu marido e executivo de sua gravadora, Tommy Mottola, Mariah teve mais controle criativo sobre sua carreira, e segundo alguns, lançou sua "gatinha sensual interna" em Butterfly (1997), seu primeiro álbum lançado após a sua separação.[6] Com seu próximo lançamento, Rainbow (1999), a cantora continuou a infundir mais influências de R&B em sua música, nomeadamente com "Heartbreaker", o primeiro single do álbum, que caracterizou a maior proximidade de Carey no território do hip-hop.[6] Carey começou a deixar para trás sua voz da década de 1990, e de acordo com um escritor do The Sacramento Bee, tentou soar-a mais gueto.[7] Ela parou de trabalhar com produtores pop de longa data como Babyface e Walter Afanasieff, a fim de buscar um novo som e público com escritores como Sean Combs e Jermaine Dupri.[7] Após o sucesso em todo o mundo, que ela conseguiu com Rainbow, Carey e Columbia Records, que estava envolvida com Mottola, terminaram seu contrato.[8] Controvérsia envolvendo Mottola e o executivo Benny Medina aconteceram durante 99, como costumavam várias produções que Carey escrevia estando envolvidas em canções de Jennifer Lopez.[8] Carey decidiu se aventurar no cinema com seu filme de 2001, Glitter.[6][8] De maneira crítica, o filme foi muito mal recebido pelos profissionais de cinema, e ganhou menos de oito milhões de dólares nas bilheterias.[6][8] A trilha sonora para o filme, foi ligeiramente melhor, gerando um single nas cinco primeiras posições nos Estados Unidos, e vendendo mais de 5,9 milhões de unidades mundialmente.[9]

No entanto, após o fraco desempenho do filme e da sua trilha sonora, o contrato de Carey, de 100 milhões de dólares sem precedentes foram comprados pela Virgin Records, que pagou a ela 28 milhões de dólares para se separarem.[6] Antes do fraco sucesso do projeto comercial, Carey se internou num hospital em Connecticut, após uma aparição polêmica no Total Request Live (TRL), no qual ela deu sorvetes para os fãs e demonstrou o que foi considerado pela mídia como "comportamento errático".[5][10] Depois de deixar mensagens preocupantes em seu website, Carey internou-se no hospital, citando um "colapso emocional e físico".[10] Carey posteriormente viajou para Capri, Itália, após sua hospitalização de duas semanas, permanecendo lá por cinco meses em que ela começou a escrever e produzir material para um novo álbum de estúdio, decorrentes da as experiências que ela tinha passado por nos últimos meses.[10] Depois de ter assinado para a Island Records, e criando seu próprio selo, o MonarC Entertainment, Carey se preparava para o lançamento "de volta", Charmbracelet.[8] Os críticos considerado o álbum uma forte melhoria em comparação com Glitter, mas não algo que re-capturaria a sua audiência em todo o mundo e restabeleceria a sua popularidade da década de 1990. Muitos tomaram conhecimento dos vocais mais arejados e bem iluminados de Carey, e criticaram-a de não ser capaz de conseguir o mesmo grau de destreza vocal que ela tinha sido conhecida durante a primeira parte de sua carreira. No entanto, três anos mais tarde com o lançamento de The Emancipation of Mimi, a popularidade de crítica e comercial de Carey subiu novamente, com os críticos chamando-o de seu retorno verdadeiro, bem como a sua emancipação de seus dois álbuns anteriores.[6]

Desenvolvimento e gravação[editar | editar código-fonte]

"A experiência de gravar este álbum é quase como a experiência da minha vida - passando por isso lidando com as coisas e tentando ser esperançosa. Não é um álbum cheio de desgraça e miséria. Há algumas músicas que lhe dão essa sensação de melancolia, mas eu tento sempre ir ao mais alto mesmo em uma situação que parece que poderia lhe quebrar. Eu tento sempre recorrer para o positivo, em vez de se afogar no negativo."

— Carey sobre o som do álbum para a Radio and Records.[11]

Carey começou a escrever canções para seu novo álbum ainda sem título em 2002,[11] antes de ter assinado com sua gravadora.[12] Ela decidiu se concentrar em "obter algum descanso tão necessário",[13] e viajou para Capri e mudou-se para o estúdio que ela havia reservado para gravar o álbum..[14] Enquanto em Capri, Carey pode se concentrar em sua composição e gravação, sem ter sido submetida a nenhum estresse ou pressão.[11] De acordo com ela, ela iria escrever as canções em seu apartamento no andar de cima, e iria gravá-las em estúdio no andar de baixo, à noite.[15] Assim, a maioria do álbum foi gravado em Capri, embora ela tenha viajado para Atlanta, Nova Iorque e Filadélfia para gravar algumas faixas.[16] O resultado foi que Charmbracelet era o seu "álbum mais pessoal", que ela nunca tinha feito.[15] Ela se reagrupou com colaboradores de longa data como Jermaine Dupri, Jimmy Jam, Terry Lewis e Randy Jackson,[12] enquanto trabalhava com novos compositores e produtores como 7 Aurelius, Just Blaze, Damizza e Dre & Vidal.[12][17] A faixa de abertura e primeira faixa a ser escrita para o álbum,[16] "Through the Rain", foi escrita por Carey ao lado de Lionel Cole.[18] A canção, que foi inspirada pelas lutas que Carey tinha passado por este ano,[19] foi co-produzida por Jam e Lewis.[18] "Eu sempre tento inserir positividade em minhas canções sempre que posso, para inspirar outras pessoas que passaram por essas coisas. Quero dizer que as coisas que falaram em tablóides e que as coisas que eram tão excessivamente exagerados, que é um aspecto. Eu também passei por um monte de coisas pessoais, um monte de coisas de família este ano. [...] Me trouxe para outro lugar. As pessoas vão ler e dizer: 'Esta é Mariah e sua luta'", disse Carey sobre a canção.[19] Outra faixa que Jam, Lewis e Carey trabalharam em juntos é "Yours", Jam disse que contém "provavelmente um dos melhores ganchos [de todos os tempos]." Ele também comparou a uma das colaborações anteriores do trio, "Thank God I Found You" (2000).[19] Inicialmente, a canção foi gravada como dueto com o cantor Justin Timberlake; A parte de Carey foi gravada primeiro e Timberlake gravou em uma sessão diferente.[20] No entanto, devido a complicações contratuais, ela nunca foi lançada e a versão destaque no álbum tem apenas Carey.[21] Jam e Lewis também produziram mais duas músicas, "Wedding Song" e "Satisfy", que possui vocais de fundo em Michael Jackson; estas não entraram no alinhamento final.[21][22]

Carey decidiu trabalhar com Just Blaze depois que ela ouviu a canção "Oh Boy" que ele tinha produzido para Cam'ron.[15] Juntos, eles produziram "Boy (I Need You)", um remake de "Oh Boy" e "You Got Me".[15] Carey descreveu a primeira como uma de suas favoritas no álbum. "É definitivamente uma das minahs favoritas, porque eu amo a original. Foi legal tê-lo aqui, fazendo suas coisas em um ambiente tão aleatório", disse ela. Este último, que apresenta versos rap de Jay-Z e Freeway, foi notada por Carey como um "canção de assinatura de Just Blaze".[15] Na época que a canção foi gravada, Jay-Z estava em Capri em férias, e foi ao estúdio para ouvir a canção. Depois de ouvi-la, ele expressou que queria contribuir para a canção e acrescentou versos de rap de sua autoria a ela.[15] Dupri produziu "The One" e "You Had Your Chance". Ele disse que queria ficar com o "mesmo som familiar" a partir de suas colaborações anteriores com Carey..[23] "The One" foi descrita como uma "canção pessoal" por Carey e foi inspirada sobre o momento em que alguém se sente "machucado em relações no passado, e talvez você conhece alguém e você quer se envolver, mas você não tem certeza se você deve ou não".[15] Para além destas, Carey decidiu experimentar com uma banda ao vivo para o álbum.[24] Em abril de 2002, ela se reuniu com 7 Aurelius e perguntou se ele poderia produzir canções para o álbum. Eles voaram para Nassau, Bahamas e gravou uma mistura de canções mid-tempo e up-tempo e baladas acompanhadas por uma banda ao vivo. 7 Aurelius disse que Carey foi "uma escritora maravilhosa" e descreveu o processo de gravação:

Fizemos três ou quatro canções em três ou quatro dias. A forma como estavamos fazendo-as, eu tinha [a secção de metais] lá em baixo junto comigo. Arrumamos todo o set com velas, um pouco de vinho agradável - [havia] uma vibe muito boa. Foi completamente despojado, como 'Mariah Carey Unplugged'. Ela mostrou seu talento. Ela estava realmente confiante de mim e minha visão, e eu estava confiante de quem ela era.[24]

"Pulseiras encantadas sempre tiveram um significado pessoal e sentimental para mim. Encantos são como pedaços de si mesmo que você passar para outras pessoas, os itens que contar a sua história e que podem ser compartilhados, como uma canção. A pulseira representa o fundamento deste álbum, um corpo de trabalho que engloba muitos sentimentos."

— Carey sobre o título do álbum, Charmbracelet.[25]

Randy Jackson contribuiu para quatro faixas do álbum. Ele comentou que o álbum era "o mais verdadeiro e honesto que ela fez. Ela não se importava com o que alguém pensava das letras. Elas só eram importantes para ela".[26] Uma das faixas é um cover da música de Def Leppard, "Bringin' On the Heartbreak". Durante a sessão de fotos para Charmbracelet em Capri, Carey deparou-se com uma cópia do álbum Vault (1995), que contém a canção, e decidiu fazer uma versão para o álbum.[27] Em entrevista à Billboard, Carey disse que a canção é "um exemplo de sua diversidade musical". Ela disse: "Eu adoro ir de mostrar a minha influências de Minnie Riperton de hip-hop ao rock. É tudo de mim. Para Heartbreak, foi divertido relembrar uma canção que eu adorava cantar quando eu estava na escola. Eu acho que nós trazemos alguns novos elementos a ela".[12] Outra canção que eles trabalharam juntos foi "My Saving Grace", que Carey descreveu: "[...] na verdade, o processo de escrita e trabalho sobre este álbum foi algo para mergulhar nele, porque eu percebi como essa sempre foi a minha graça salvadora. Há uma canção no álbum chamada 'My Saving Grace'. Mas na verdade é [a minha graça salvadora], só de entrar nesse processo e realmente viver o processo de escrita, gravação, a coisa toda, até o início principal da masterização do álbum".[19] Enquanto trabalhava no álbum em Capri, o pai de Carey com quem era muito próximo dela,[28] ficou doente e ela voltou a Nova Iorque para passar algum tempo com ele.[29] Ele havia sido diagnosticado com câncer e podia tolerar apenas girassóis devido à alergias ele tinha desenvolvido;[30] porém, ele morreu logo após.[31] Em sua memória, Carey escreveu e produziu a canção "Sunflowers for Alfred Roy".[30] Carey disse que a canção representa "[...] é meio difícil de falar. Passamos por um período de tempo muito difícil, porque era algo diferente, como um instante, tipo de coisa chocante que aconteceu".[32] A canção provou ser "muito emocional" para Carey, e ela cantou a canção apenas uma vez no estúdio.[12] DJ Quik também produziu canções para o álbum, mas nenhuma delas entrou no alinhamento final.[18][33]

Música e letra[editar | editar código-fonte]

Depois da fraca recepção de seu álbum anterior, Glitter, bem como o colapso físico e emocional, Carey tentou fazer o seu regresso musical com Charmbracelet.[34] Enquanto ela continuamente se aventurou mais no R&B contemporâneo e hip-hop em todo o final da década de 90, o álbum está focado em trazer Carey de volta às suas raízes adulto contemporâneas, em uma tentativa de reconquistar seu público.[34] Enquanto os críticos tanto elogiaram e criticaram a condição da voz de Carey em todo o álbum, muitos classificavam as canções como "médias", e sentiam que mais faltava um gancho suficiente.[34] Servindo como o primeiro single, e a mais ousada tentativa de Carey em recriar as baladas dos primeiros anos de sua carreira, foi "Through the Rain".[34] A canção do álbum, escrita e produzida por Carey, foi descrito como uma balada de "auto-ajuda" e "inspiradora", liricamente descrevendo que um indivíduo não deve deixar que as dificuldades da vida as impeçam de cumprir os seus sonhos.[35] Enquanto Carey abriu um monte de álbum com baladas mais lentas e autobiográficas, ela também tentou em fazer um álbum com uma mistura de vários gêneros diferentes. De acordo com Jon Pareles, do The New York Times, o álbum mostrou a versatilidade musical e vocal de Carey, especialmente ao ver as diferenças no primeiro e segundo singles, "Carey é conhecida por sua voz, é claro: ela pode atingir notas altas que mal podem ser ouvidas por humanos, e poucos cantores atingem as oitavas tão graciosamente como ela faz.[35] Ele referenciou o segundo lançamento do projeto, "Boy (I Need You)", uma canção hip-hop e R&B com a participação de Cam'ron, e elogiou-o em suas diferenças com a maioria do conteúdo em Charmbracelet.[35]

O terceiro single lançado a partir de Charmbracelet foi uma versão da canção de Def Leppard lançada em 1981, "Bringin' on the Heartbreak". A canção como com a maioria do álbum, apresenta sua instrumental ao vivo.[35] Em "Yours", Pareles sentiu que sua voz soava como uma "combinação deliciosa de vocais sussurrados e ritmos brincalhões".[35] Para a canção, Carey gravou seus vocais principais, em seguida, misturando coos adicionais e notas de improviso, a fim de fornecer uma voz dupla.[36] Uma versão da canção com vocais de Justin Timberlake foi gravada, mas nunca foi lançada.[37]

"Seu novo álbum cuidadosamente montado lembra um pré-computador em sua precisão sem alma. Mas há uma razão. Esse estranho Charmbracelet é um retrocesso para a Mariah suave e distorcida à massas que foi secumbida na decada de 1990 antes que ela começasse a competir com DMX para ter credibilidade na rua. Para trazer os clientes, Carey proporciona seu papel naquele agudo arrulho que você já conhece, uma espécie de Minnie Riperton sem alma, apoiada por apenas cordas de sintetizadores macios e teclados brilhantes."

—Um escritor do Los Angeles Daily News descrevendo a produção vocal do álbum em geral.[34]

Críticos consideraram "Subtle Invitation" como uma das canções mais fortes do álbum, devido à sua influência de jazz "bem executada". A canção começa com sons de pessoas fazendo refeição, então é introduzido uma forte linha de baixo e notas de bumbo. No final da canção, Carey usa cintos fora do clímax, com Sarah Rodman do The Boston Herald descrevendo-o como "fascinante" e "soa como se Carey cantasse em falsete, enquanto ainda usa sua voz de peito". "Clown" chamou a atenção da mídia após o lançamento do álbum, principalmente devido ao seu conteúdo lírico. Críticos especulam que Carey visa o rapper Eminem na música, conforme ele havia publicamente referenciado um relacionamento que alega ter tido com ela. A letra de "Clown" foi descritos como "languidamente sinistra" por Rodman, que se lê: "Eu devia ter ficado no: 'eu também gosto da sua música'... Você nunca devia ter insinuado que fomos amantes quando você sabe muito bem que nunca nem mesmo tocamos um ao outro". Além da letra da canção, críticos elogiaram a música, com Tom Sinclair do Entertainment Weekly chamando-a de "um número ranzinza agraciado com um violão e um vocal triste maravilhosamente sutil". Em "I Only Wanted" comparações foram feitas com "My All", em termos de instrumentação e estrutura dos versos, refrão e solo de guitarra. De acordo com Cinquemani, em versos como "desejo que estivesse embaixo do meu véu", Carey faz alusões vagas para o ex-marido Tommy Mottola. Além de sua inspiração latina na instrumentação de violão, a música faz uso de sons do vento como uma coluna vertebral adicional para a melodia, bem como pingos de água como de percussão. Uma das canções liricamente mais pessoais do álbum é "Sunflowers for Alfred Roy", nomeada assim depois que o pai de Carey, no qual ela faz referência direta a ele, no momento que compartilhavam em seu leito de morte. Instrumentação da canção apresenta um acompanhamento de piano simples, enquanto Carey reconta de uma visita que partilhava com seu pai em seu quarto de hospital, "Estranho sentir esse orgulho, forte homem/Agarre forte à minha mão".

Promoção e desempenho nas paradas[editar | editar código-fonte]

O primeiro single de Charmbracelet, "Through The Rain", só conseguiu a 81º posição na Billboard Hot 100, mas teve mais sucesso no Canadá e no Reino Unido, onde alcançou o top das paradas. Ele também foi número 1 nas tabelas de dança nos EUA. Em associação com o lançamento do álbum, Carey foi o tema de um especial da MTV, intitulado Shining Through The Rain.

O álbum estreou na terceira posição da Billboard 200 dos EUA com 241.200 cópias vendidas em sua primeira semana, atrás de Tim McGraw's Tim McGraw And The Dancehall Doctorse que detinha o segundo lugar em sua segunda semana consecutiva, depois de vender mais de 250.000 cópias, e Up! por Shania Twain, que ocupou o primeiro lugar em sua terceira semana consecutiva com 317 mil cópias vendidas. Charmbracelet permaneceu no top vinte por apenas três semanas e na 23º posição nas tabelas. O segundo single, "Boy (I Need You)", foi um fracasso na Billboard Hot 100 e na Bubbling Under Hot 100 Singles. Outra faixa do álbum "Irresistible (Westside Connection)" chegou ao 81º posição no Hot R&B / Hip-Hop Songs.

Carey entrou em turnê para a divulgação do álbum, a Charmbracelet World Tour: An Intimate Evening With Mariah Carey, foi a maior turnê de sua carreira, que durou mais de oito meses com mais de sessenta shows em muitos países. Durante a turnê, "Bringin 'On The Heartbreak" foi lançado como o terceiro single. O álbum foi relançado na Ásia e na Europa para apoiar a turnê sob o título Charmbracelet: Limited Edition com quatro faixas bônus, faixas inéditas e vídeos para "Through The Rain e "Boy (I Need You)".

Charmbracelet foi certificado platina pela RIAA. Em 18 de maio de 2005 "My Saving Grace", foi lançada como single promocional para rádios gospel em todo os EUA com "Fly Like A Bird", uma canção do décimo álbum de Carey The Emancipation Of Mimi (2005).

"You Got Me" apareceu no álbum de estreia do rap Freeway, Philadelphia Freeway, lançado em fevereiro de 2003.

Singles[editar | editar código-fonte]

"Through The Rain"

Foi lançado como o primeiro single. Ele chegou ao 81º lugar na Billboard Hot 100, menor posição de um single de Carey até o momento. Em outros países, a canção conseguiu atingir o top vinte. E foi número 1 nas vendas dos EUA e gráficos de dança.

"Boy (I Need You)"

Foi o segundo single a ser lançado do álbum. Ele não conseguiu entrar na Billboard Hot 100, mas conseguiu o top 20 no Reino Unido.

"I Know What You Want"

Foi um single lançado por Carey e Busta Rhymes. Ele apresenta o Esquadrão Flipmode como a outros rappers que aparecem na música. Ele chegou ao 3º lugar na Billboard Hot 100. Foi uma faixa bônus no relançamento do álbum.

"Bringin' On The Heartbreak"

É o quarto e último single do álbum. A música origianl é de Def Leppard, e foi produzido pelo American Idol Juiz Randy Jackson. Ele não conseguiu entar na Billboard Hot 100, mas foi o número 5 na parada de dança dos EUA.

Outras canções[editar | editar código-fonte]

"The One"

Foi cancelada como segundo compacto do álbum. Um vídeo foi gravado para a canção com direção de Joseph Kahn enquanto a cantora esteve no Japão, mas por decisão da gravadora de mudar o compacto o vídeo foi então utilizado para "Boy (I Need You)".

Recepção[editar | editar código-fonte]

Em geral a crítica para Charmbracelet foi moderada e mista. Metacritic (que mede pontos baseado pelas revisões feitas pelos críticos), deu nota 43 de 100 baseada em 13 revisões feita pelos críticos. O álbum foi indicado como álbum Pop do Ano pela Japan Gold Disc Awards. De acordo com Metacritic, o álbum ocupa a posição 33ª dos piores álbuns desde 2000.

Edição padrão
N.º Título Compositor(es) Duração
1. "Through the Rain"   Mariah Carey, Lionel Cole 4:48
2. "Boy (I Need You)" (com Cam'ron) Carey, Justin Smith, Norman Whitfield 5:14
3. "The One" (com Jermaine Dupri) Carey, Bryan-Michael Cox, Jermaine Dupri 4:08
4. "Yours"   Carey, James Harris III, Terry Lewis, James "Big Jim" Wright 5:06
5. "You Got Me"   Carey, Shawn Carter, Leslie Pridgen, Smith 4:22
6. "I Only Wanted"   Carey, Cole 3:38
7. "Clown"   Carey, Vidal Davis, Andre Harris, Mary Ann Tatum 3:17
8. "My Saving Grace"   Carey, Kenneth Crouch, Randy Jackson, Trevor Lawrence 4:09
9. "You Had Your Chance"   Carey, Cox, Dupri, Leon Haywood 4:22
10. "Lullaby"   Carey, Davis, Harris 4:56
11. "Irresistible (West Side Connection)" (com Westside Connection) Carey, O'Shea Jackson, Quincy III Jones, Theodore Life, Dexter Wansel, Damion Young 5:04
12. "Subtle Invitation"   7 Aurelius, Rob Bacon, Carey, Kenneth Crouch, Jackson, Smith 4:27
13. "Bringin' On the Heartbreak"   Steve Clark, Joe Elliott, Pete Willis 4:34
14. "Sunflowers for Alfred Roy"   Carey, Cole 2:59
15. "Through the Rain (Remix)"   Carey, Cole 3:34
Duração total:
63:12

Créditos[editar | editar código-fonte]

Créditos adaptados do encarte de Charmbracelet.[42]

Locais de gravação[editar | editar código-fonte]

Locais de gravação adaptados do encarte de Charmbracelet.[42]

Desempenho[editar | editar código-fonte]

Chart Posição Certificação Vendas
 Austrália - Albums Chart[43] 42 6× Platina 312,000
 Áustria - Albums Chart[44] 34 19× Platina 188,000
 Bélgica - Flandres Albums Chart[45] 48 11× Platina 250,000
 Canadá - Albums Chart[46] 4 2× Platina 200,000[47]
 Brasil - Albums Chart 4 Platina 50.000[48]
 França - Albums Chart[49] 12 Platina 100.000[50]
 Itália - Albums Chart[51] 22 2× Platina 140.000[52]
 Japão - Albums Chart[53] 1 Diamante 1,000,000[54]
Flag of Spain.svg Espanha - Albums Chart[55] 24 4× Platina 150.000[56]
Suíça - Albums Chart[57] 9 12× Platina 120.000[58]
 Reino Unido - Albums Chart[59] 52 Platina 400.000[60]
União Europeia - Albums Chart[61] 12 Platina 1.000.000[62]
 Estados Unidos Billboard 200[63] 3 3× Platina 3,000,000[63]
mundo - Albums Chart[64] 5× Platina 5,000,000[64]


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