Fábio de Oliveira Branco

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Fábio Branco
Secretário-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado Rio Grande do Sul
Período 28 de abril de 2017
a atualidade
Governador José Ivo Sartori
Antecessor(a) Márcio Biolchi
Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia Rio Grande do Sul
Período 1 de janeiro de 2015
28 de abril de 2017
Governador José Ivo Sartori
Antecessor(a) Josué de Souza Barbosa (Então, Secretaria de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Estado)
Sucessor(a) Márcio Biolchi
Prefeito de Rio Grande
Período 1 de janeiro de 2009
a 1 de janeiro de 2013
Vice-prefeito Adinelson Troca
Antecessor(a) Janir Branco
Sucessor(a) Alexandre Lindenmeyer
Prefeito de Rio Grande
Período 1 de janeiro de 2001
a 1 de janeiro de 2005
Vice-Prefeito Juarez Vasconcelos Torronteguy
Antecessor(a) Delamar Mirapalheta
Sucessor(a) Janir Branco
Dados pessoais
Nome completo Fábio de Oliveira Branco
Nascimento 26 de setembro de 1971 (46 anos)
Rio Grande, RS, Brasil
Nacionalidade  Brasil
Progenitores Mãe: Nilza Maria de Oliveira Branco
Pai: Orocildo de Mattos Branco
Esposa Luciane Compiani Branco
Partido PMDB
Profissão Político

Fábio de Oliveira Branco (Rio Grande, 26 de setembro de 1971) é um empresário e politico brasileiro, filiado ao PMDB, deputado estadual licenciado e atual Secretário-Chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.[1]

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho de Orocildo de Mattos Branco e Nilza Maria de Oliveira Branco, Fábio é casado com Luciane Compiani Branco, sua segunda esposa, com quem tem dois filhos. Ainda é pai de uma filha, de casamento anterior.[2]

Além disso, é sobrinho[3] e primo,[4] respectivamente, dos também prefeitos de Rio Grande, Wilson Mattos Branco, que o antecedeu, e Janir Branco, que sucedeu seu primeiro mandato.

Início da carreira política[editar | editar código-fonte]

Fábio Branco iniciou sua carreira política na Colônia de Pescadores Z1, onde deu apoio ao setor pesqueiro como presidente da associação.[5] Além disso, foi assessor parlamentar na Câmara Municipal e na Federal, tendo sido também supervisor da Secretaria Municipal da Agricultura.[6][7]

Prefeito Municipal[editar | editar código-fonte]

Candidatou-se à prefeitura de Rio Grande nas eleições municipais de 2000, substituindo seu tio, Wilson Mattos Branco, então prefeito do município, que concorreria à reeleição, mas que faleceu em julho daquele ano.[8] Foi eleito com cerca de 62 mil votos[9].

Durante a sua administração, auxiliado pela secretária da educação Sônia Tissot, esforçou-se para impulsionar a construção de cinco ginásios esportivos da Rede Municipal de Ensino, inaugurados nos meses iniciais da administração seguinte[10].

Buscou sua reeleição no pleito municipal de 2004, mas teve sua candidatura cassada pela Justiça Eleitoral por irregularidades na campanha,[11] razão pela qual, apenas duas semanas antes, deixou a disputa, abrindo espaço para Janir Branco, seu primo e então deputado estadual, que concorreu e venceu a eleição, fazendo de Fábio seu Secretário Municipal de Obras e Viação.[12]

Em 2008, foi novamente eleito, recebendo cerca de 60 mil votos[13]. Em 2010, inaugurou o Centro de Formação Escola Viva, cuja idealização e início de construção foi iniciativa da administração anterior, de Janir Branco. A escola, dedicada à formação inicial para o trabalho, foi instalada no prédio do antigo presídio municipal, desativado em 1997 e revitalizado com esse fim[14].

Como prefeito, Fábio foi considerado peça-chave para a construção e desenvolvimento do Polo Naval de Rio Grande que impulsionou o crescimento do sul gaúcho.[15] Ademais, em 2012, foi aclamado presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), cargo do qual se afastou no mesmo ano para concorrer à reeleição como prefeito.[16][17]

Contudo, não logrou êxito nas eleições daquele ano, tendo sido derrotado pelo advogado, e então deputado estadual, Alexandre Lindenmeyer, do Partido dos Trabalhadores, por uma diferença de cerca de 9 mil votos.[18]

Secretário de Estado[editar | editar código-fonte]

Nas eleições gerais de 2014, Fábio foi eleito deputado estadual, recebendo 57.135 votos, o candidato peemedebista mais bem votado do Rio Grande do Sul.[19] Mesmo eleito e diplomado, o político não chegou a assumir sua cadeira no legislativo, sendo, desde o início de 2015, secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do governo de José Ivo Sartori.[20][21]

À frente da pasta, defendeu a desburocratização, com a implantação de uma rede capaz de simplificar a abertura e o fechamento de empresas, e o incremento do setor comercial e produtivo do estado, através, por exemplo, de contratos de incentivo fiscal e a manutenção de convênios para o desenvolvimento de parques, polos e incubadoras tecnológicas,[22] a fim de melhorar o ambiente de negócios no estado.[23][24][25]

No final de abril de 2017, o governador Sartori nomeou Fábio seu Secretário-Chefe da Casa Civil, órgão que exerce a representação civil, o assessoramento e o apoio imediato ao governador do Estado e responsável pela articulação da ação política dos órgãos do Poder Executivo, entre outras atribuições, substituindo Márcio Biolchi, que por sua vez o sucedeu na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.[26][27]

Em junho do mesmo ano, Fábio anunciou Projeto de Decreto Legislativo solicitando a autorização para realização de plebiscito, ainda em 2017, portanto adiantando-se às eleições gerais de 2018, sobre a alienação de três estatais gaúchas -- a Companhia Rio Grandense de Mineração (CRM), a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).[28][29] Para Branco, o adiamento da consulta seria ruim para o processo de renegociação da dívida do Estado com a União, contudo a tentativa não encontrou êxito, porque a proposta sequer foi apreciada em tempo hábil.[30][31]

Em face do anúncio, no início de agosto de 2017, de expansão da fábrica da General Motors, na cidade de Gravataí, tornando-a a maior da empresa na América do Sul, através de um aporte de R$1,4 bilhão, Sartori destacou a liderança de Fábio em dois anos de negociação ainda como secretário do Desenvolvimento Econômico.[32][33]

Em 5 de setembro, os professores estaduais vinculados ao CPERS/Sindicato (Sindicato dos Professores e Funcionários de escola do Estado do Rio Grande do Sul), após receberem apenas R$350,00 na primeira parcela do salário, decretaram greve de tempo indeterminado em razão do parcelamento[34]. O esforço do governo pelo fim da greve é encabeçado por Fábio, que, corroborando a opinião do Governador Sartori de que a situação financeira do Estado é devida a "erros históricos", entende que ela "não contribui para o crescimento do Rio Grande do Sul e é uma ação muito mais político-partidária, que gera prejuízo aos alunos"[35][36]. Em 14 de novembro, o secretário assinou ofício conjunto com Ronald Krummenauer, secretário de Educação, suspendendo a negociação com o Sindicato referido até o fim da greve, sendo mantido apenas o diálogo com as Coordenadorias Regionais de Educação[37].

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Comunicações, Gazeta Grupo de. «Sartori troca comando das casas Militar e Civil e mais seis secretarias». gaz.com.br. Consultado em 27 de abril de 2017 
  2. Brum Cezar, Melina. «Das ações sociais à política». Jornal Agora. Consultado em 26 de julho de 2016 
  3. «Azonasul - FÁBIO BRANCO ASSUME AZONASUL». www.azonasul.org.br. Consultado em 29 de julho de 2016 
  4. «Oferecida denúncia contra ex-Prefeitos de Rio Grande e mais sete pessoas por organização criminosa e corrupção». mprs.mp.br. Consultado em 29 de julho de 2016 
  5. Fernandes, Tatiane (30 de junho de 2014). «Rio-grandinos candidatos ao Legislativos Estadual e à Câmara dos Deputados». Jornal Agora. Consultado em 27 de julho de 2016 
  6. Gastal Grill, Igor (Junho de 2008). «Processos, condicionantes e bases sociais da especialização política no Rio Grande do Sul e no Maranhão». Revista de Sociologia e Política. Consultado em 27 de julho de 2016 
  7. «Fábio Branco assume a prefeitura pela segunda vez». Prefeitura do Rio Grande. 31 de dezembro de 2008. Consultado em 26 de julho de 2016 
  8. «Verbete WILSON MATOS BRANCO». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 8 de julho de 2016 
  9. «Prefeitos da Cidade do Rio Grande». Jornal Agora. 13 de junho de 2016. Consultado em 8 de julho de 2016 
  10. «Campeão olímpico emocionou-se nas inaugurações dos ginásios». Prefeitura de Rio Grande. 15 de abril de 2005. Consultado em 28 de novembro de 2017 
  11. MACHADO, Marlene (2013). Os Limites da accountability: a cassação da candidatura à reeleição do Prefeito de Rio Grande (RS) e as eleições de 2004 (PDF). Pelotas: [s.n.] pp. 22–46. Consultado em 8 de julho de 2016 
  12. «Muito prestigiada e aplaudida a transmissão do governo municipal». Prefeitura do Rio Grande. 3 de janeiro de 2005. Consultado em 26 de julho de 2016 
  13. Halal, Fernando (1 de janeiro de 2009). «Fábio Branco volta à prefeitura de Rio Grande». Zero Hora. Consultado em 27 de julho de 2016 
  14. «Rio Grande ganha o Centro de Formação Escola Viva». Prefeitura de Rio Grande. 1 de março de 2010. Consultado em 28 de novembro de 2017 
  15. «Prefeito Fábio Branco foi decisivo para estaleiro em São José do Norte». Pelotas 13 horas. 3 de dezembro de 2014. Consultado em 26 de julho de 2016 
  16. «Fábio Branco assume Azonasul». Azonasul. Consultado em 27 de julho de 2016 
  17. «Conheça a Azonasul: Ex-Presidentes». Azonasul. Consultado em 27 de julho de 2016 
  18. Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). «Candidatos a Prefeito Rio Grande/RS». Consultado em 22 de janeiro de 2013 
  19. «Confira a composição da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul». Eleições 2014 no Rio Grande do Sul. 5 de outubro de 2014 
  20. Pereira, Deivid (19 de dezembro de 2014). «Fábio Branco assume secretaria estadual». Rádio Oceano FM. Consultado em 8 de junho de 2017 
  21. Avila, Karoline (18 de dezembro de 2014). «Fábio Branco (PMDB) integrará o governo de José Ivo Sartori». Rádio Gaúcha. Consultado em 8 de junho de 2017 
  22. Rollsing, Carlos (15 de junho de 2015). «Assinar 36 novos contratos de incentivo fiscal é meta do governo». Zero Hora. Consultado em 27 de julho de 2016 
  23. Ucha, Danilo (7 de janeiro de 2016). «O ano da exportação no Rio Grande do Sul». Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul. Consultado em 27 de julho de 2016 
  24. «Menos papel na vida do empreendedor gaúcho». SEBRAE-RS. 29 de junho de 2016. Consultado em 27 de julho de 2016 
  25. «Estado lança editais para projetos de ciência e tecnologia». Diário de Canoas. 22 de junho de 2016. Consultado em 27 de julho de 2016 
  26. «Atribuições - Casa Civil». casacivil.rs.gov.br. Consultado em 8 de maio de 2017 
  27. «Governo publica nomeação de Fábio Branco para a Casa Civil - Casa Civil». casacivil.rs.gov.br. Consultado em 2 de maio de 2017 
  28. «Pedido de autorização para plebiscito sobre estatais de energia é protocolado no Legislativo - Casa Civil». casacivil.rs.gov.br. Consultado em 8 de junho de 2017 
  29. «Governo do RS envia à Assembleia projeto de lei prevendo plebiscito sobre futuro de estatais». G1 
  30. Meneghetti, Marcus (12 de junho de 2017). «Adiar plebiscito é ruim para renegociação da dívida, diz Branco». Jornal do Comércio. Consultado em 14 de junho de 2017 
  31. «Plebiscito sobre privatização de estatais no RS não poderá mais ocorrer em 2017». G1 RS. 13 de junho de 2017. Consultado em 14 de junho de 2017 
  32. Cigana, Caio (3 de agosto de 2017). «Com expansão, fábrica de Gravataí se tornará a maior da GM na América do Sul». Zero Hora. Consultado em 13 de agosto de 2017 
  33. Albrecht, Fernando (4 de agosto de 2017). «Acordo fechado». Jornal do Comércio. Consultado em 13 de agosto de 2017 
  34. Comércio, Jornal do. «Professores da rede estadual entram em greve por tempo indeterminado». Jornal do Comércio 
  35. «Em nota, Sartori critica greve dos professores e atribui situação do Estado a 'erros históricos' - Sul21». Sul21. 5 de setembro de 2017 
  36. «Professores em greve no RS bloqueiam entrada de coordenadorias de educação». G1 
  37. «Governo do RS suspende negociação com professores até fim da greve». G1 
Precedido por
Delamar Mirapalheta
Prefeito de Rio Grande
Fábio de Oliveira Branco

2001 — 2004
Sucedido por
Janir Souza Branco
Precedido por
Janir Souza Branco
Prefeito de Rio Grande
Fábio de Oliveira Branco

2009 — 2013
Sucedido por
Alexandre Lindenmeyer
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