Walter Bandeira

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Walter Bandeira (Belém do Pará, 31 de agosto de 1941 - 2 de junho de 2009) foi um cantor, locutor, pintor, professor e ator brasileiro. É bacharel em Filosofia e poliglota em francês, surgiu no cenário cultural paraense na década de 60. Filho da professora Risoleta Bandeira e de Euclides Gonçalves, irmão do jornalista e também cantor Euclides "Chembra" Bandeira.

História[editar | editar código-fonte]

Foi crooner dos pianistas Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Começou cantando por volta de 1967 numa boate chamada Tic Tac, acompanhando o início da carreira de cantoras do primeiro time da MPB, como Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro. Nos anos 70, em parceria com o pianista Leslie "Sam" Oliveira, professor de música de Jane Duboc, formou a banda musical Quinteto Sam & Walter Bandeira, com a participação do guitarrista Bob Freitas, do baixista José Maneschy e do baterista João Moleque, que tocavam em clubes e salões de festas em Belém do Pará, como Assembléia Paraense, Tênis Clube do Pará, Pará Clube, Clube do Remo, Tuna Luso Brasileira entre outros.

Sagrou-se na década de 80 com o grupo Gema, junto com Bob Freitas, Nêgo Nelson, Kzan Gama e Dadadá, badalando as casas noturnas da cidade como no bar Maracaibo, Clube do Círculo Militar, Iate Clube do Pará e boate La Cage.

Apresentou-se inúmeras vezes no Theatro da Paz junto com Pery Ribeiro e Johnny Alf, foi cartaz frequente no Teatro Waldemar Henrique onde fez uma de suas apresentações mais memoráveis com o show "Assim". O publicitário Pedro Galvão disse na época: "Pior que o Walter Bandeira, só a Elis Regina". Porém não tinha grandes ambições de fama a nível nacional, gravou poucos discos. O universo de Walter era o Pará. Em 2009 Walter Bandeira teve seu primeiro registro em CD concluído. A obra intitulada "Guardados & Perdidos", síntese de uma desejo cultivado com o pianista Paulo José Campos de Melo, com composições de Chico Buarque, João Bosco, Jaques Brél e autorais com a música que deu nome ao CD. Walter não teve tempo de fazer seu show de lançamento. Faleceu em Belém, no dia 2 de junho de 2009[1] após complicações por um câncer no esôfago, com 67 anos de idade.

Walter Bandeira ficou conhecido como a grande voz do Pará. Pela versatilidade de seu talento tornou-se um dos mais requisitados locutores paraenses, emprestando sua voz na produção de peças publicitárias na mídia regional, como em propagandas da marca de alimentícios Hiléia e do evento Arte Pará.

Como ator, participou de várias espetáculos e filmes. Participou do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas (1998), ao lado de Cacá Carvalho e Dira Paes.

Nos últimos anos era professor de voz e dicção da Escola de Arte e Dança da Universidade Federal do Pará.[2]

Referências

  1. «Da vida e obra do artista Walter Bandeira». Agência Pará de Notícias. Consultado em 15/12/2016 
  2. «Homenagem a Walter Bandeira». Pgm Minuto da Universidade. Universidade Federal do Pará