Carlos Ghosn

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Carlos Ghosn
Carlos Ghosn no Fórum Econômico Mundial.
Nascimento 9 de março de 1954
Porto Velho
Nacionalidade brasileira, francesa, libanesa
Alma mater École Polytechnique (1974) École des Mines (1978)
Ocupação CEO de Renault e Nissan
CEO de Renault-Nissan Alliance
Presidente de AvtoVAZ[1]

Carlos Ghosn, KBE (Guajará-Mirim[2] , 9 de março de 1954) é um empresário de origem francesa, libanesa e brasileira[3] nascido em Porto Velho, Brasil. Ghosn é atualmente o presidente e diretor executivo da francesa Renault, presidente e diretor executivo da japonesa Nissan, e presidente da fabricante automobilística russa AvtoVAZ.[4] Também é presidente e diretor executivo da Aliança Renault-Nissan, a parceria estratégica que supervisiona a Nissan e a Renault através de um contrato único de participações cruzadas. Entre 2010 e 2014, a aliança (com a AvtoVAZ incluída) detinha cerca de dez por cento da quota de mercado global; desde 2014, tem sido um dos quatro principais grupos automobilísticos do mundo.[5] [6] [7] [8]

Depois de ter feito a reestruturação radical à Renault, retornando a empresa à lucratividade do final de 1990, Ghosn ficou conhecido como "Le Cost Killer".[9] No início de 2000 - por ter orquestrado uma das campanhas mais agressivas de reestruturação da indústria automobilística, e por ter dado a volta à Nissan que quase faliu em 1999 - ele ganhou o apelido de "Mr. Fix It".[10]

Após a recuperação financeira da Nissan, em 2002 a Fortune concedeu a Carlos Ghosn o prêmio de Empresário do Ano na Ásia.[11] [12] Em 2003, a Fortune o identificou como uma das dez pessoas mais poderosas no mundo dos negócios fora dos Estados Unidos,[13] e a sua edição asiática o elegeu Homem do Ano.[14] Pesquisas conjuntamente publicadas pela Financial Times e PricewaterhouseCoopers nomearam Ghosn o quarto líder empresarial mais respeitado em 2003,[15] e o terceiro líder empresarial mais respeitado em 2004 e 2005.[16] [17] [18] Ele alcançou rapidamente o estatuto de celebridade no Japão e no mundo empresarial,[19] [20] e a sua vida foi retratada numa revista japonesa de histórias em quadrinhos mangá.[21] Ghosn foi solicitado a dirigir pelo menos duas outras fabricantes automobilísticas, mais precisamente a General Motors e a Ford.[22] A sua decisão de despender 4 bilhões de euros (mais de 5 bilhões de dólares norte-americanos)[23] - para que a Renault e a Nissan pudessem conjuntamente desenvolver uma linha inteira de carros elétricos, inclusive o Nissan Leaf (considerado como "o primeiro carro de zero emissões a preço acessível no mundo")[24] [25] - é um dos quatro temas do documentário de 2011 intitulado Revenge of the Electric Car.

Juventude e educação[editar | editar código-fonte]

Bichara Ghosn (avô de Ghosn) emigrou do Líbano para o Brasil aos treze anos de idade e se estabeleceu em Guaporé, Rondônia, perto da fronteira entre o Brasil e a Bolívia.[26] Bichara Ghosn era um empresário e chegou a administrar empresas de diversos setores, inclusive comércio de borracha, compra e venda de produtos agrícolas, e aviação.[27] O seu filho Jorge Ghosn se casou com uma mulher de origem nigeriana, cuja família também emigrou do Líbano,[28] e ambos se estabeleceram em Porto Velho, a capital da Rondônia.[29]

Carlos Ghosn nasceu a 09 de março de 1954, em Porto Velho.[29] [30] [31] Quando tinha cerca de dois anos de idade, ele ficou doente depois de beber água insalubre, e a sua mãe se mudou com ele para o Rio de Janeiro.[29] Lá, ele não se recuperou totalmente e, em 1960, quando Ghosn tinha seis anos de idade, ele e a sua mãe e irmã se mudaram para Beirute, Líbano, onde a sua avó morava.[29]

Ghosn concluiu o ensino secundário no Líbano, na escola jesuíta Collège Notre-Dame de Jamhour. Mais tarde, ele concluiu os seus cursos preparatórios em Paris, no Collège Stanislas e no Lycée Saint-Louis.[32] Ele se formou com diplomas universitários de engenharia da École Polytechnique em 1974 e da École des Mines de Paris em 1978.[30] [33]

Carreira profissional[editar | editar código-fonte]

Da Michelin à Renault[editar | editar código-fonte]

Carlos Ghosn responde a perguntas de repórteres na fábrica da Nissan em Kyushu, Japão. (Setembro de 2011.)

Depois de ter se formado em 1978, Ghosn passou dezoito anos na Michelin, a maior fabricante pneumática da Europa, inicialmente aprendendo e trabalhando em diversas fábricas na França e Alemanha.[30] [34] Em 1981, adquiriu o cargo de gerente de fábrica em Le Puy-en-Velay, França.[30] [35] Em 1984, foi nomeado diretor do departamento de investigação e desenvolvimento da divisão pneumática industrial da empresa.[30] [36]

Em 1985, quando tinha trinta anos de idade, Ghosn foi nomeado diretor de operações, ficando responsável pelas operações sul-americanas da Michelin.[30] [37] Ele regressou ao Rio de Janeiro, reportando-se diretamente a François Michelin, o qual encarregou Ghosn de melhorar as operações, as quais não conseguiam fazer face à hiperinflação atual que era sentida no Brasil.[37] [38] Ghosn formou grupos de gestão multifuncional para determinar as melhores práticas entre as nacionalidades francesa, brasileira e outras que trabalhavam na divisão sul-americana.[39] A experiência multicultural no Brasil formou a base do seu estilo de gestão multicultural e ênfase em diversidade como ativo empresarial crucial.[39] [40] "Aprendo com a diversidade, mas obtenho conforto com a semelhança", disse Ghosn. A divisão voltou a lucrar dois anos depois.[39] [41] [42]

Depois de ter dado a volta às operações sul-americanas da Michelin, Ghosn foi nomeado presidente e diretor de operações da sede norte-americana da Michelin, em 1989, e se mudou com a sua família para Greenville (Carolina do Sul).[43] Foi promovido a diretor executivo da sede norte-americana da Michelin em 1990.[39] [43] E presidiu à reestruturação da empresa após a sua aquisição por parte da Uniroyal Goodrich Tire Company.[30] [44]

Em 1996, a empresa francesa automobilística Renault, em dificuldade, recrutou Ghosn como vice-presidente executivo responsável por compras, investigação avançada, engenharia e desenvolvimento, operações de motopropulsão e manufatura; contudo, também ficou responsável pela divisão sul-americana da Renault localizada no Mercosur.[30] [45] A reestruturação radical da Renault por Ghosn retornou a empresa à lucratividade de 1997.[9] [46]

Nissan e a Aliança Renault-Nissan[editar | editar código-fonte]

Em março de 1999, a Renault e a Nissan formaram a Aliança Renault-Nissan e, em maio de 1999, a Renault adquiriu uma participação de 36,8% da Nissan.[47] Enquanto mantinha os seus cargos na Renault, Ghosn foi admitido na Nissan como diretor de operações em junho de 1999, alcançando o cargo de presidente em junho de 2000 e o de diretor executivo em junho de 2001.[30] Quando ele foi admitido na empresa, a Nissan tinha uma dívida automobilística líquida remunerada de 20 bilhões de dólares (mais de 2 trilhões de ienes),[38] [48] e só três dos seus quarenta e seis modelos vendidos no Japão estavam gerando lucro.[49] A reversão da empresa era considerada como praticamente impossível.[50] [51] [52] [53]

O Plano de Recuperação da Nissan de Ghosn - anunciado em outubro de 1999 - visava retornar a empresa à lucratividade no ano fiscal de 2000, a uma margem de lucro superior a 4,5% das vendas até o final do ano fiscal de 2002, e a uma redução de 50% do atual nível da dívida até o final do ano fiscal de 2002.[54] [55] [56] Ghosn havia prometido se demitir se estas metas não tivessem sido concretizadas.[57] O Plano de Recuperação da Nissan de Ghosn exigia a supressão de 21 mil postos de trabalho na Nissan (14% da força de trabalho total), maioritariamente no Japão, o encerramento de cinco fábricas japonesas, a redução do número de fornecedores e participações, e o leiloamento de ativos valiosos tais como a unidade aeroespacial da Nissan.[54] [58] [59]

Ghosn foi a quarta pessoa não japonesa a liderar a indústria automobilística japonesa, depois de Mark Fields, Henry Wallace e James Miller terem sido nomeados pela Ford para dirigir a Mazda no final de 1990.[60] Além de ter suprimido postos de trabalho, fábricas e fornecedores, Ghosn liderou importantes e dramáticas alterações às estruturas e culturas empresariais da Nissan. Ele desafiou a etiqueta empresarial japonesa de diversas formas, inclusive através da eliminação de promoções baseadas em antiguidade e idade, através da alteração do emprego vitalício, mais precisamente de uma garantia para um objetivo desejado (para quando a empresa alcançasse um alto desempenho), e através do desmantelamento do sistema keiretsu da Nissan - uma teia entrelaçada de fornecedores de peças com participações cruzadas na Nissan.[61] [62] [63] Quando o Plano de Recuperação da Nissan foi anunciado, o desmantelamento proposto do keiretsu concedeu a Ghosn o apelido de "exterminador do keiretsu",[64] e o Wall Street Journal citou um analista da Dresdner Kleinwort Benson em Tóquio, afirmando que Ghosn poderia se tornar "alvo de indignação pública" se a Nissan removesse antigos afiliados da sua cadeia de abastecimento.[65] [66] Ghosn alterou o idioma oficial da empresa Nissan, de japonês para inglês, e incluiu executivos da Europa e América do Norte em sessões-chave de estratégia global pela primeira vez.[67] [68]

No primeiro ano do Plano de Recuperação da Nissan, o resultado líquido (após a dedução de impostos) consolidado positivo da Nissan subiu para 2,7 bilhões de dólares norte-americanos no ano fiscal de 2000,[69] de um resultado líquido consolidado negativo de 6,46 bilhões de dólares norte-americanos no ano anterior.[70] Depois de doze meses de execução do plano de recuperação de três anos, a Nissan voltou à lucratividade; e, três anos depois, passou a ser uma das fabricantes mais lucrativas da indústria automobilística, com margens operacionais constantemente superiores a 9% - mais do que o dobro da média da indústria.[71] Os objetivos do Plano de Recuperação da Nissan foram todos alcançados antes do dia 31 de março de 2002.[72]

Em maio de 2002, Ghosn anunciou o seu seguinte conjunto de objetivos para a empresa, mais precisamente o "Nissan 180", um plano de três anos para o crescimento com base nos números 1, 8 e 0: até o final de setembro de 2005, a Nissan visava aumentar as suas vendas globais por um milhão de veículos; e, na primavera de 2005, estava comprometida a obter uma margem operacional de pelo menos 8%, inclusive reduzir a sua dívida líquida automobilística a zero.[73] [74] Estes objetivos foram todos alcançados:[75] na primavera de 2003, a Nissan anunciou que a sua dívida líquida automobilística havia sido eliminada no ano fiscal de 2002;[76] [77] a margem de lucro operacional da Nissan subiu para 11,1% no ano fiscal de 2003,[78] a qual era de 1,4% no ano fiscal de 1999;[79] em outubro de 2005, a Nissan anunciou que as suas vendas anuais referentes ao período compreendido entre 30 setembro de 2004 e 30 de setembro de 2005 haviam sido de 3,67 milhões - uma subida evidente em comparação com os 2,6 milhões de veículos vendidos no ano fiscal encerrado em março de 2002.[80] [81]

Ghosn no lançamento da Datsun Go em Nova Deli, Índia (2013)

Em maio de 2005, Ghosn foi nomeado presidente e diretor executivo da Renault. Quando assumiu o cargo de diretor executivo nas empresas Renault e Nissan, Ghosn se tornou a primeira pessoa do mundo a simultaneamente dirigir duas empresas na Fortune Global 500.[82]

Em 2005, o investidor bilionário Kirk Kerkorian adquiriu uma participação de 9,9% na General Motors (GM), coloca um dos seus representantes no conselho de administração da empresa e, em seguida, urge a GM a considerar uma fusão com a Renault e Nissan, com Ghosn como o novo presidente da GM. Em 2006, a gestão problemática da GM rejeitou a tentativa de aquisição; e, no final do ano, a empresa Tracinda Corp de Kerkorian vende a maioria das suas ações da GM.[83]

Em 2006, a Ford Motor Co fez a Ghosn uma oferta formal para liderar a empresa, segundo o livro American Icon: Alan Mulally and the Fight to Save Ford Motor Company por Bryce Hoffman.[84] Ghosn recusou a oferta, alegadamente dizendo que só aceitaria a oferta da empresa em sérios apuros se fosse nomeado diretor executivo e presidente do conselho de administração. Bill Ford Jr se recusou a abandonar o seu cargo de presidente.[85]

Carlos Ghosn na Nissan Honmoku Wharf, uma plataforma logística de cerca de 10 km ao sudeste da sede global da Nissan, situada em Yokohama. Julho de 2011.

Em 2007, Ghosn liderou a Aliança Renault-Nissan rumo ao mercado de carros elétricos de zero emissões de uma forma significativa, e cometeu 4 bilhões de euros (mais de 5 bilhões de dólares norte-americanos) para este fim.[23] [86] [87] [88] Em 2008, ele confirmou que a Nissan-Renault iria colocar uma "linha inteira" de carros elétricos de zero emissões no mercado global até 2012.[89] [90] Em 2009, ele disse à Universidade da Pensilvânia - Wharton School of Business - o seguinte: "Se deixar que os países em desenvolvimento tenham a quantidade de carros que querem, uma acontecimento considerado como inevitável, não há outra alternativa a não ser optar por zero emissões. E o único veículo de zero emissões atualmente disponível é elétrico... Portanto, esta era a nossa única opção”.[91] O Nissan Leaf - um carro elétrico anunciado como "o primeiro carro de zero emissões a preço acessível no mundo"[24] [25] - foi lançado em dezembro de 2010.[86] [92]

Em 2008, Ghosn foi nomeado presidente e diretor executivo da Nissan. E, em 2009, foi nomeado presidente e diretor executivo da Renault.[30]

Ghosn foi um líder notável nos esforços de recuperação após o terremoto e tsunami de 11 de março de 2011 no Japão, um dos piores desastres naturais da história moderna.[93] Em 29 de março de 2011, ele fez a primeira de diversas visitas à arrasada fábrica de motores Iwaki, na prefeitura de Fukushima, a 50 km da usina nuclear de Fukushima Daiichi;[94] [95] [96] e, mediante a sua direção, a Nissan restaurou todas as operações na fábrica Iwaki.[97] [98] Ele apareceu inclusive em canais televisivos japoneses para incitar otimismo.[96] [99] [100] [101] Em maio de 2011, Ghosn permanecia comprometido com a construção anual de pelo menos um milhão de carros e caminhonetes Nissan no Japão.[102]

Em junho de 2012, Ghosn foi nomeado vice-presidente do conselho de administração da fabricante automobilística russa AvtoVAZ.[103] Em junho de 2013, foi nomeado presidente da empresa russa.[1] [4] [104] Em 2008, a Renault começou uma parceria estratégica com a AvtoVAZ, através da aquisição de uma participação de 25% na empresa,[105] dando origem a parcerias cada vez mais profundas entre a Renault-Nissan e a AvtoVAZ,[106] terminando no controlo da fabricante automobilística russa em 2014 pela Aliança Renault-Nissan.[107]

Consultorias[editar | editar código-fonte]

Ghosn é membro do Conselho Consultivo Internacional do Banco Itaú.[108] Também é membro do Conselho Consultivo da Escola de Economia e Gestão da Universidade Tsinghua, em Pequim.[109] Recebeu um doutorado honorário da Universidade Americana de Beirute.[110] Além disso, também é membro do Conselho Estratégico da Universidade São José de Beirute.[111]

Personalidade[editar | editar código-fonte]

Ghosn - a quem a revista Forbes chamou de "o trabalhador mais assíduo na altamente competitiva indústria automobilística"[39] - divide o seu tempo entre Paris e Tóquio, e registra anualmente cerca de 241 mil quilômetros aéreos.[39] A mídia japonesa já o chamou de "Sete-Vinte-e-Três" (porque trabalha assiduamente desde o início da manhã até à noite").[66] Ghosn tem cidadania brasileira e francesa.[112] Ele tem sido destacado pelo seu estilo direto, prático e orientado para a execução e os resultados em reuniões de estratégias comerciais,[39] mas também devido ao seu interesse em resolver problemas a partir do interior das empresas, falando diretamente com trabalhadores e criando grupos multifuncionais e multiculturais.[63]

Ghosn é poliglota e fala quatro línguas de forma fluente: francês, português, inglês e árabe; mas também estudou japonês.[41] [113] Além disso, ele mantém laços com o Líbano, onde viveu por dez anos e concluiu o ensino primário e secundário. Ele é um parceiro da Ixsir, uma adega situada na cidade costeira setentrional de Batroun, Líbano.[114] Em 2012, foi nomeado para o Conselho Honorífico da Fundação Americana do Hospital São Jorge em Beirute.[115] [116]

Ghosn tem sido considerado como um potencial candidato presidencial no Líbano.[117] [118] Num levantamento realizado em junho de 2011 pela companhia de seguros de vida AXA, Ghosn ficou classificado em sétimo lugar numa pesquisa de opinião aleatória que perguntou ao povo japonês: "Qual celebridade gostaria que governasse o Japão?" (Barack Obama ficou em nono lugar e o primeiro-ministro Naoto Kan em décimo nono.).[119] [120] [121] [122] Ghosn tem até agora recusado tais considerações, dizendo: "Não tenho ambições políticas".[117]

Na mídia[editar | editar código-fonte]

Desde novembro de 2001, a história da vida de Ghosn tem sido transformada numa série japonesa de histórias em quadrinhos de super-heróis, intitulada A Verdadeira História de Carlos Ghosn, na revista de mangá Big Comic Superior.[123] A série foi publicada em livro em 2002.[66] [124]

Ghosn também tem uma bento com o seu nome nos cardápios de alguns restaurantes em Tóquio.[125] As bento são populares entre empresários, estudantes e outras pessoas que apreciam almoços rápidos. O Financial Times considerou a "Bento de Carlos Ghosn" como "uma medida da ascensão extraordinária de Ghosn no Japão, na qual ele deve se sentir digno de comer. Os japoneses consideram a sua alimentação de uma forma muito séria e não acolhem bem intrusões estrangeiras. Como tal, a "Bento de Ghosn" pode ser considerada como uma forma japonesa de demonstração da sua aceitação para com ele".[125]

Ghosn é o tema de diversos livros em inglês, japonês e francês. Em inglês, ele escreveu um livro de negócios (campeão de vendas) chamado Shift: Inside Nissan's Historic Revival.[126] Também foi o tema de outro livro de negócios chamado Turnaround: How Carlos Ghosn Rescued Nissan por David Magee.[127] Ele também proferiu comentários sobre estratégias empresariais e sessões de formação a gestores aspirantes num livro chamado The Ghosn Factor: 24 Inspiring Lessons From Carlos Ghosn, the Most Successful Transnational CEO por Miguel Rivas-Micoud.[128]

O objetivo de Ghosn de desenvolver a linha de carros elétricos de zero emissões na Nissan é um dos quatro temas do documentário de 2011 chamado Revenge of the Electric Car. O Nissan Leaf de zero emissões - que a Nissan começou a fornecer no final de 2010 nos Estados Unidos e no Japão - é o primeiro carro elétrico de zero emissões do mundo a ser fabricado em massa.[24] [92] Ghosn autorizou mais de 5 bilhões de dólares norte-americanos para colocar o Nissan Leaf - assim como inúmeros carros elétricos derivados com base na arquitetura do Leaf - no mercado; uma aposta que fez a Businessweek perguntar se ele era "louco".[87]

Ghosn é tema frequente de teses e dissertações universitárias de estudantes de administração de negócios. A CyberEssays tem uma seção dedicada a trabalhos sobre a liderança empresarial de Ghosn.[129] Uma das teses mais comumente citadas é a tese de Mestrado em administração de negócios de junho de 2005, escrita por Koji Nakae, da MIT Sloan School of Management, que compara Ghosn ao general norte-americano Douglas MacArthur, que reestruturou a sociedade japonesa após a Segunda Guerra Mundial.[66]

Prêmios e reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Devido aos seus feitos de importância considerável, Ghosn teve a honra de receber inúmeros prêmios e homenagens. Alguns destes incluem:

Em 2002, a Fortune concedeu a Ghosn o prêmio de Empresário do Ano na Ásia.[11] [12]

Em 2003, Ghosn foi nomeado Homem do Ano na edição asiática da revista Fortune.[14]

Em 2003, a Fortune listou Ghosn como um dos dez líderes empresariais mais poderosos fora dos Estados Unidos.[13]

Em 2004, Ghosn foi imortalizado no Automotive Hall of Fame.[130]

Em 2004, Ghosn foi novamente imortalizado no Japan Automotive Hall of Fame.[131]

Em outubro de 2006, Ghosn foi designado Cavaleiro Comandante Honorário da Ordem do Império Britânico.[132]

Em 2010, a revista CEO Quarterly listou Ghosn como um dos "Mais respeitados diretores executivos".[133]

Em novembro de 2011, o canal televisivo CNBC listou Ghosn como Líder Empresarial do Ano na Ásia.[134]

Em junho de 2012, Ghosn foi premiado com o Japan Society Award.[135]

Em outubro de 2012, Ghosn se tornou a primeira pessoa na indústria automobilística - e quarta geral - a receber um Lifetime Achievement Award do Strategic Management Society, um grupo sem fins lucrativos que promove administração empresarial estratégica e ética.[136]

Em outubro de 2012, Ghosn foi premiado com a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica, uma designação honorífica concedida a civis em reconhecimento dos serviços que beneficiam a Espanha.[137]

Em 2013, Ghosn foi nomeado International Fellow da Royal Academy of Engineering.[138]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Ghosn, Carlos. Cidadão do Mundo. editora A Girafa, 2003.
  • Revista Exame, 22 de março de 2007.
  • Ghosn, Carlos. Shift: inside Nissan's historic revival. Crown Business, 2007.

Referências

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  3. Bordet, Marie and Karyn Poupée. "Carlos Ghosn un Ovni chez Renault". Le Point. Published March 28, 2005; modified January 17, 2007. (French)
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