Fé bahá'í

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Sede da Casa Universal de Justiça, órgão administrativo dos bahá'is, em Haifa, Israel.

A fé bahá'í (em árabe: بهائية Baha'iyyah) /bəˈh/) é uma religião monoteísta que enfatiza a união espiritual de toda a humanidade. Três princípios básicos estabelecem a base para os ensinamentos e a doutrina bahá'i: a unidade de Deus, que há apenas um Deus que é a fonte de toda a criação; a unidade da religião, que todas as maiores religiões têm a mesma fonte espiritual e partem do mesmo Deus; e a unidade da humanidade, que todos os seres humanos foram criados igualmente e que a diversidade racial e cultural deve ser apreciada e aceita. Segundo os ensinamentos da fé bahá'i, o propósito humano é aprender a conhecer e a amar a Deus através de métodos como orações, reflexões e ajuda aos outros.

A fé bahá'i foi fundada por Bahá'u'lláh na Pérsia. Bahá'u'lláh foi exilado da Pérsia para o Império Otomano devido a seus ensinamentos, falecendo enquanto ainda era oficialmente um prisioneiro. Após a morte de Bahá'u'lláh, sob a liderança de seu filho, `Abdu'l-Bahá, a religião se expandiu de suas origens persa e otomana e ganhou espaço na Europa e nas Américas, além de ter se consolidado no Irã, onde sofre intensa perseguição.[1] Após a morte de `Abdu'l-Bahá, a liderança da comunidade bahá'i entrou numa nova fase, passando de um único líder para uma ordem administrativa com órgãos eleitos e indivíduos indicados. Há mais de cinco milhões de bahá'ís espalhados por mais de 200 países e territórios.

Na fé bahá'i, a história religiosa da humanidade é vista como tendo sido manifestada através de uma série de mensageiros divinos, cada um dos quais estabeleceu uma religião adequada às necessidades de seu tempo e à capacidade das pessoas de então. Esses mensageiros vão de figuras abraâmicas como Moisés, Jesus, Maomé às dármicas como Krishna e Buda. Para os bahá'is, os mensageiros mais recentes são o Báb e Bahá'u'lláh. Segundo os ensinamentos bahá'ís, cada mensageiro profetizou sobre os próximos, e a vida e os ensinamentos de Bahá'u'lláh completou as promessas escatológicas das escrituras anteriores. A humanidade é entendida como fazendo parte de um processo de evolução coletiva e a necessidade do tempo atual é o estabelecimento de paz, justiça e unidade a uma escala global.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra Bahá'í  é usada tanto quanto um adjetivo para se referir à fé bahá'í quanto um termo para se referir aos seguidores de Bahá'u'lláh. A palavra não é um substantivo que significa a religião como um todo. É derivada do árabe Bahá' (بهاء), que significa "glória" ou "esplendor".[2] O termo "bahaísmo" (ou "baha'ísmo") também é usado, embora de maneira pejorativa.[3]

Crenças[editar | editar código-fonte]

Três princípios básicos estabelecem a base da doutrina e dos ensinamentos bahá'í: a unidade de Deus, a unidade da religião e a unidade da humanidade. Desses postulados se forma a crença de que Deus revela periodicamente sua vontade através de mensageiros divinos, cujo propósito é transformar o caráter da humanidade e desenvolver, entre aqueles que respondem ao chamado, qualidades morais e espirituais. A religião é, então, vista como ordeira, unificada e gradual de época em época.

Deus[editar | editar código-fonte]

Os textos da fé bahá'í descrevem um Deus único, pessoal, inacessível, onisciente, inextinguível e todo poderoso que é o criador de todas as coisas no universo. A existência de Deus e do universo é considerada eterna, não tendo começo ou fim. Apesar de ser diretamente inacessível, Deus é visto como consciente da criação e possui uma vontade e um propósito, manifestados através de mensageiros intitulados Manifestações de Deus.

Os ensinamentos bahá'ís defendem que Deus é grandioso demais para os humanos compreenderem ou criarem uma imagem completa e precisa Dele por si próprios. Assim sendo, o entendimento humano de Deus só é atingido através de Suas revelações a Suas Manifestações. Na fé bahá'í, Deus é chamado por títulos e atributos (o Todo-Poderoso ou o Todo-Amoroso, por exemplo), e há uma ênfase substancial no monoteísmo; doutrinas tais quais a da Trindade são vistas como comprometedoras se não contraditórias à visão de que Deus é único e não possui equivalentes.[4] Os ensinamentos bahá'ís afirmam que os atributos que são imputados a Deus são usados ​​para traduzir Sua palavra em termos humanos e também para ajudar as pessoas a se concentrar em seus próprios atributos na adoração a Deus para desenvolver suas potencialidades em seu caminho espiritual. Segundo os ensinamentos bahá'ís, o propósito humano é aprender a saber e amar a Deus através de métodos tais como oração, reflexão e ajuda aos outros.

Religião[editar | editar código-fonte]

Símbolo de várias religiões em pilar da Casa de Adoração Bahá'í em Wilmette, Estados Unidos.

As noções bahá'ís da revelação religiosa gradual resulta na aceitação da validade das religiões mais bem conhecidas do mundo, cujos fundadores e figuras centrais são vistas como Manifestações de Deus. A história religiosa é interpretada como uma série de dispensações, onde cada manifestação traz uma revelação mais ampla e avançada, adequada ao tempo e ao local no qual é expressada. Ensinamentos religiosos específicos, tais como a direção das orações ou restrições dietárias, pode ser revogadas por uma manifestação subsequente para que uma exigência mais apropriada para o tempo e local seja estabelecida. Por outro lado, certos princípios gerais (por exemplo, companheirismo ou caridade) são vistos como universais e consistentes. Na crença Bahá'í, este processo de revelação gradual não vai acabar; no entanto, acredita-se que seja cíclico. Os bahá'ís não esperam a aparição de uma nova manifestação de Deus nos próximos mil anos desde a revelação de Bahá'u'lláh.

As crenças bahá'ís são ocasionalmente descritas como combinações sincréticas das primeiras crenças religiosas.[5] Os bahá'ís, no entanto, asseguram que a sua religião é uma tradição distinta, com suas próprias escrituras, ensinamentos, leis e história.[6] Inicialmente a religião foi vista como uma seita do Islã, mas atualmente a maioria dos teólogos a vêem como uma religião independente que tem como pano de fundo o islamismo xiita e cuja origem é análoga ao contexto judaico em que o cristianismo foi estabelecido.[7] As instituições e o clero muçulmano, tanto sunita quanto xiita, consideram os bahá'ís como desertores ou apóstatas da fé islâmica, o que tem levado à perseguição de bahá'ís.[8] [9] Os próprios bahá'ís atestam que sua fé é uma religião independente, que se difere das outras tradições no que diz respeito a sua idade e aos ensinamentos de Bahá'u'lláh num contexto moderno.[10] Acredita-se que Bahá'u'lláh tenha completado as expectativas messiânicas das fés precursoras.[11]

Humanidade[editar | editar código-fonte]

O Símbolo da Pedra representa a união da humanidade a Deus.

Os bahá'ís acreditam que o ser humano possui uma "alma racional", que provê à espécie uma capacidade única de reconhecer a Deus e a relação da humanidade com seu criador. Todo ser humano é considerado possuidor do dever de reconhecer a Deus através de seus Mensageiros e dos ensinamentos deles.[12] Através do reconhecimento e da obediência, serviço à humanidade e práticas espirituais, os bahá'ís acreditam que a alma pode se aproximar de Deus, o ideal da crença. Quando um ser humano morre, a alma continua existindo no mundo espiritual, onde seu desenvolvimento espiritual no mundo físico torna-se base para julgamento e progresso no mundo espiritual. O céu e o inferno são vistos como estados espirituais de proximidade ou distância de Deus, sendo indicadores da relação nesse mundo e no próximo, e não lugares físicos de recompensa e punição atingidos após a morte.[13]

Os textos bahá'ís enfatizam a igualdade essencial dos seres humanos e a abolição de todos os tipos de preconceito. A humanidade é considerada essencialmente una, embora diversificada; esta diversidade de raça e cultura é considerada merecedora de apreciação e tolerância. Doutrinas de racismo, nacionalismo, castas, e classes sociais são impedimentos artificiais da unidade.[14] Os ensinamentos bahá'ís declaram que a unificação da humanidade deve ser assunto principal sobre as condições religiosas e políticas no tempo presente.[14]

Ensinamentos[editar | editar código-fonte]

Síntese[editar | editar código-fonte]

Shoghi Effendi, nomeado o chefe da religião de 1921 a 1957, escreveu a seguinte síntese do que ele considerava ser os princípios distintivo dos ensinamentos de Bahá'u'lláh, a qual, segundo ele, constitui ao lado das leis e regulamentos do Kitáb-i-Aqdas o alicerce da fé bahá'í:

A busca independente pela verdade, desalgemada de superstição ou tradição; a unicidade de toda a raça humana, princípio essencial e doutrina fundamental da fé; a unidade basilar de todas as religiões; a condenação de todas as formas de preconceito, seja ele religioso, racial, de classe ou nacionalidade; a harmonia que deve existir entre a religião e a ciência; a igualdade de homens e mulheres, as duas asas com as quais o pássaro da espécie humana tem a capacidade de voar; a implementação do ensino obrigatório; a adoção de uma língua auxiliar universal; a abolição de extremos de riqueza e pobreza; a instituição de um tribunal mundial para a adjudicação de disputas entre nações; a exaltação do trabalho, realizado em espírito de serviço, ao posto da adoração; a glorificação da justiça como princípio governante na sociedade humana, e da religião como baluarte para a proteção de todos os povos e nações; e o estabelecimento de uma paz permanente e universal como a meta suprema de toda a humanidade — estes destacam-se como os elementos essenciais [que Bahá'u'lláh proclamou].[15]


Princípios sociais[editar | editar código-fonte]

Os seguintes princípios são frequentemente listados como um breve resumo dos ensinamentos bahá'ís. São derivados de palestras e discursos de `Abdu'l-Bahá durante sua viagem pela Europa e pela América do Norte em 1912.[16] [17] Esta lista não é definitiva e uma variedade de outras listas podem ser encontradas em circulação.[6] [17] [18]

Especificamente em relação à busca pela paz mundial, Bahá'u'lláh prescreveu um acordo de segurança coletiva de âmbito mundial como necessário para o estabelecimento de uma paz duradoura.[21]

Ensinamentos místicos[editar | editar código-fonte]

Embora os ensinamentos bahá'ís têm uma forte ênfase em questões sociais e éticas, existe uma série de textos fundacionais que foram descritos como místicos.[22] Os Sete Vales é considerada "a maior composição mística" de Bahá'u'lláh; foi escrito para um seguidor do sufismo, no estilo de `Attar, um poeta muçulmano,[23] e estabelece os estágios da jornada da alma até chegar a Deus. Foi inicialmente traduzido para o inglês em 1906, tornando-se um dos primeiros livros de Bahá'u'lláh disponíveis no Ocidente. As Palavras Ocultas é um outro livro escrito por Bahá'u'lláh durante o mesmo período, com 153 passagens curtas em que Bahá'u'lláh afirma ter pegado a essência básica de certas verdades espirituais e as escrito em forma breve.[24]

Convênio[editar | editar código-fonte]

Os ensinamentos bahá'ís falam tanto de um "Grande Convênio" (ou aliança),[25] universal e infinito, e de um "Convênio Menor", único para cada dispensação religiosa. O Convênio Menor é visto como um acordo entre um mensageiro de Deus e seus seguidores e inclui práticas sociais e a continuação da autoridade da religião. Atualmente os bahá'ís veem a revelação de Bahá'u'lláh como um convênio menor com seus seguidores; nos escritos bahá'ís ser firme no convênio é considerada uma virtude a ser atingida.[26] O Grande Convênio é visto como um acordo mais duradouro entre Deus e a humanidade, quando se espera que uma manifestação de Deus apareça para a humanidade a cada mil anos, em tempos de turbulência e incerteza.

Sendo a unidade um ensinamento essencial da religião, os bahá'ís seguem uma administração que acreditam ser ordenada divinamente e, portanto, veem tentativas de criar cismas e divisões como os esforços contrários aos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Já ocorreram cismas, mas as divisões tiveram relativamente pouco sucesso e não conseguiram atrair um público considerável.[27] Os seguidores de tais divisões são considerados violadores do Convênio e evitados, o que representa, essencialmente, uma excomunhão.

Textos canônicos[editar | editar código-fonte]

Os textos canônicos são os escritos do Báb, de Bahá'u'lláh, `Abdu'l-Bahá, Shoghi Effendi e da Casa Universal de Justiça, assim como as conversas autenticadas de `Abdu'l-Bahá. Os escritos do Báb e de Bahá'u'lláh são considerados revelação divina, os escritos e as palestras de `Abdu'l-Bahá e os escritos de Shoghi Effendi são considerados interpretação oficial e os textos da Casa Universal de Justiça são considerados legislação oficial e elucidação. Supõe-se algum tipo de orientação divina para todos estes textos.[28] Dentre os principais escritos de Bahá'u'lláh estão o Kitáb-i-Aqdas, literalmente "O Mais Sagrado Livro ", que é seu livro de leis,[29] o Kitáb-i-Íqán, literalmente "O Livro da Certeza", que se tornou a base de grande parte da crença bahá'í,[30] As Joias dos Mistérios Divinos, que inclui novas bases doutrinais, e Os Sete Vales e Os Quatro Vales, que são tratados místicos.[31]

História[editar | editar código-fonte]

Santuário do Báb em Haifa, Israel

A história bahá'í segue a sequência de líderes da religião, começando com a declaração do Báb em Shiraz, no Irã em 23 de maio de 1844 até a ordem administrativa estabelecida pelas principais figuras da fé bahá'í. A comunidade bahá'í esteve confinada aos impérios persa e otomano até a morte de Bahá'u'lláh em 1892, possuindo então seguidores em 13 países da Ásia e da África.[32] Sob a liderança de seu filho, `Abdu'l-Bahá, a religião ganhou terreno na Europa e na América e se consolidou no Irã, onde ainda hoje sofre intensa perseguição.[1] Após a morte de `Abdu'l-Bahá em 1921, a liderança da comunidade bahá'í entrou numa nova fase, passando de um único indivíduo para uma ordem administrativa com órgãos eleitos e indivíduos indicados.[33]

O Báb[editar | editar código-fonte]

Em 1844, Siyyid 'Ali-Muhammad (1819-1850), conhecido como o Báb ("A Porta"), proclamou uma nova revelação de Deus, dando origem a Fé Bábí. Além de anunciar ser o Qá'im aguardado pelos muçulmanos, o Báb afirmava que sua principal missão era preparar a vinda de um profeta ou manifestante de Deus . Alguns bahá'ís consideraram Bahá'u'lláh ainda maior que o próprio Báb; porém, ambos são manifestações gêmeas e iguais.

Os Bahá'ís consideram o Báb como o arauto da Fé Bahá'í, pois Ele alude a uma figura Messiânica - "Aquele que Deus tornará Manifesto" - que brevemente se revelaria. Posteriormente, Bahá'u'lláh em 1863, declarou Sua missão, fundando a Fé Bahá'í.

Bahá'u'lláh[editar | editar código-fonte]

Mírzá Husayn' ‘Ali (1817-1892), que se intitulou Bahá'u'lláh (denominação Árabe que significa Glória de Deus), foi o fundador da Fé Bahá'í. Bahá'u'lláh proclamou em 1863 ser o Prometido pelo Báb e pelas demais religiões mundiais. Afirmou ser o portador de uma mensagem divina destinada a estabelecer a unidade mundial e eliminar os preconceitos e as divisões. Escreveu epístolas aos principais soberanos da sua época, exortando-os à paz e à concórdia. Sofreu aprisionamento, tortura e exílios durante 40 anos até ser aprisionado definitivamente em Acre, na Palestina Otomana (actual Estado de Israel).

´Abdu'l-Bahá[editar | editar código-fonte]

'Abbás Effendi (1844-1921), filho mais velho de Bahá'u'lláh, foi designado por seu pai como o centro de Seu Convênio e o intérprete autorizado de Seus ensinamentos, ao qual todos os bahá'ís deveriam se voltar. Ficou conhecido como 'Abdu'l-Bahá ("Servo da Glória"), que por sua vida totalmente devotada ao serviço e à propagação da Causa, os bahá'ís o consideram como o exemplo perfeito ao qual todos os seres humanos devem se espelhar. Ensinou a fé de Bahá'u'lláh para diversos países do oriente e ocidente, deu palestras e explicações a eminentes pesquisadores e filósofos, discursou em Londres, na Universidade de Stanford, Califórnia, no Templo Emmanuel, São Francisco.[34]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Fontes Bahá'ís estimam cerca de 5 milhões de adeptos da Fé Bahá'í no mundo.[35] , enquanto que similarmente várias enciclopédias estimavam entre 2 a 8 milhões de Bahá'ís no início do século XX. A Enciclopédia Britânica de 1998 estimou 7.6 milhões.[36]

A Fé Bahá'í é a segunda religião mais espalhada entre as religiões independentes, de acordo com a Enciclopédia Britânica de 1992, levando em consideração o número de países alcançados. A Enciclopédia afirma haver sido a Fé Bahá'í estabelecida em 247 países e territórios; representando cerca de 2.100 grupos étnicos, raciais e tribais; as escrituras bahá'ís foram traduzidas para aproximadamente 800 línguas, possuindo 7 milhões de adeptos no mundo.[36] [37]

O país que possui maior concentração de Bahá'ís é a Índia, com 2,2 milhões de seguidores[38] . O segundo é o Irã com cerca de 1 milhão de Bahá'ís[39] . No Brasil estima-se 57 mil membros[40] .

Administração[editar | editar código-fonte]

Edifício sede da Casa Universal de Justiça em Haifa, corpo administrativo da comunidade internacional bahá'í


Por não ter clero, nem sacerdócio a administração da Fé Bahá'í é essencialmente participativa. As atividades são sempre coordenadas por corpos de nove membros eleitos pelos próprios Bahá'ís. Todos os Bahá'ís maiores de 21 anos podem votar e ser votados. Nas eleições Bahá'ís não existe qualquer tipo de candidatura, nomeação, campanha eleitoral ou partidos.

Estes nove membros formam a Assembleias Espirituais Locais, em cada cidade onde os bahá'ís existem no mundo. Estes membros eleitos por sua vez, elegem as Assembleias Regionais, que elegem a Assembleia Nacional. Por fim, os membros eleitos na Assembleia Espiritual Nacional elegem os membros da Casa Universal de Justiça, que é a instituição Suprema da Fé Bahá'í.

Nenhum indivíduo, ao ser eleito em quaisquer das instituições, possui autoridade individual. As decisões são de caráter consultivo e são válidas somente se o "corpo" estiver completo, com o número mínimo de indivíduos (quorum).

A ordem administrativa Bahá'í foi delineada por seu Profeta-Fundador Bahá'u'lláh no Seu Livro Kitáb-i-Aqdas, e por 'Abdu'l-Bahá em A Última Vontade e Testamento.

Shoghi Effendi, recebendo a Guardiania, traduziu diversas obras da literatura Bahá'í, desenvolveu planos globais para a expansão da comunidade Bahá'í e o desenvolvimento do Centro Mundial Bahá'í, criou a estrutura administrativa da religião, preparou a comunidade para a primeira eleição da Casa Universal de Justiça. Morreu em 1957, não havendo necessidade para que um sucessor fosse apontado.

As principais instituições Bahá'ís tem o princípio de instaurar justiça nas comunidades bahá'ís, como descrita nas sagradas escrituras, bem como suprir as necessidades ou resolver problemas locais, nacionais ou internacionais.

Envolvimento na Sociedade[editar | editar código-fonte]

Organização das Nações Unidas[editar | editar código-fonte]

Como uma organização não-governamental, a Comunidade Internacional Bahá'í está envolvida em uma série de atividades que diz respeito a construção da paz, direitos humanos, direitos das mulheres, educação, saúde e desenvolvimento sustentável.[41] Bahá'u'lláh, em Seus ensinamentos, assinala a necessidade de um governo mundial desta época. Devido a tal ênfase, muitos Bahá'ís escolheram ajudar nos esforço de melhorar as relações internacionais como a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas. A Comunidade Internacional Bahá'í é uma organização sob a direção da Casa Universal de Justiça em Haifa, e possui estatuto consultivo para com as organizações seguintes:

A Comunidade Internacional Bahá'ís possui escritórios na ONU em Nova Iorque e Geneva, e representações nas comissões regionais da ONU e outros escritórios em Addis Ababa, Bangkok, Nairobi, Roma, Santiago e Viena[42] . Recentemente um escritório do Programa para o Meio Ambiente e outro para o Fundo de Desenvolvimento para a Mulher foi instituído como parte do Escritório da ONU. A Fé Bahá'í também empreendeu programas comuns de desenvolvimento em várias outras agências das Nações Unidas.

Atividades Bahá'ís[editar | editar código-fonte]

As instituições bahá'ís desenvolvem planos e ações que englobem todos os indivíduos de sua comunidade, incluindo não-bahá'is. Os atos de serviço são tidos como a forma mais legítima de desenvolvimento espiritual na vida humana. Algumas dessas atividades são reuniões devocionais, aula bahá'í para crianças, grupo de pré-jovens e círculos de estudo, que são abertas ao público. Tais atividades são frequentemente relacionadas à prática do estudo das sequências do livro do Instituto Ruhi, embora não obrigatória. Todas as comunidades bahá'ís se esforçam como meta ter todas essas atividades.

Reuniões Devocionais[editar | editar código-fonte]

Reunião de oração aberta a todas as religiões. O objetivo é o crescimento espiritual e a unidade. É também oportunidade para estar em contato com a Palavra de Deus. O Báb, Bahá'u'lláh e 'Abdu'l-Bahá revelaram orações para diversas ocasiões. As reuniões devocionais são frequentemente abertas nas casas dos bahá'ís, mas não há nenhuma restrição quanto a ser aberta também na casa de não-bahá'ís, como tem sido feito.

Oração para dificuldades:
Cquote1.svg Há quem remova as dificuldades a não ser Deus? Dize: Louvado seja Deus, Ele é Deus, todos são Seus servos e todos aquiescem a Seu mandamento Cquote2.svg
O Báb

Aulas Bahá'ís para Crianças[editar | editar código-fonte]

Estas aulas estão abertas a todas as crianças, e incluem música, leituras e jogos didácticos. As crianças aprendem sobre virtudes e excelências, decoram alguns textos sagrados e conhecem algumas histórias de 'Abdu'l-Bahá e de outras figuras.

Grupo de Pré-Jovens[editar | editar código-fonte]

Um grupo dinâmico visando o empoderamento espiritual de pré-jovens entre 11 e 14 anos. Seguem uma sequência de livros, e têm como prática atos de serviço que o grupo escolhe.

Círculos de Estudo[editar | editar código-fonte]

Os círculos de estudo foi desenvolvido para aproximar um sistemático desenvolvimento entre a educação e o desenvolvimento comunitário. São criados pequenos grupos, no qual completam uma sequência de livros, facilitados por um tutor, uma vez terminado o livro, os participantes podem também se tornar facilitadores para outros grupos.

O Instituto Ruhi é o programa mais utilizado, foi originalmente criado na Colômbia, mas que pelo resultado obtido, foi expandido para uso em muitos países no mundo. Atualmente o Instituto Ruhi é utilizado no mundo todo como parte das atividades estabelecidas pela Casa Universal de Justiça. O primeiro livro da série envolve três temas centrais: Reflexão sobre a vida do espírito, a oração e vida após a morte. Livros subsequentes incluem educação para as crianças, vida das Figuras Centrais da Fé, serviço, e outros.

O Programa atual das atividades bahá'ís inclui outros Institutos que estão gradualmente criando Livros que proporcionem o desenvolvimento pessoal (espiritual) e comunitário, com base nos ensinamentos bahá'ís, estes novos livros (cerca de 23) criam a oportunidade para a criação de grupos também para pré-jovens.

Ruhi (que significa do espírito) é a sequência mais utilizada. Criado originalmente na Colômbia, tendo sido adotado pelo mundo todo, consiste atualmente em 7 cursos, cada curso possui um livro com temas específicos baseados nos escritos Bahá'ís, tais como oração, educação, história, e assim por diante.

Convenções e práticas Sociais[editar | editar código-fonte]

Calendário[editar | editar código-fonte]

O calendário bahá'í é um calendário solar com 365 dias. Os anos são compostos por 19 meses de 19 dias cada, adicionado a um período chamado "Dias Intercalares" (são 4 dias, e 5 quando é ano bissexto), entre o 18° e o 19° mês (26 de Fevereiro a 1 de Março). O Ano, no calendário bahá'í, começa no equinócio de outono no hemisfério sul (no dia 21 de Março do calendário gregoriano). O dia inicia-se e termina no pôr do Sol.

O calendário bahá'í foi instituído pelo Báb, posteriormente confirmado por Bahá'u'lláh. Cada mês possui um nome específico, simbolizando atributos de Deus.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Um dos símbolos utilizados na Fé Bahá'í é uma estrela de nove pontas que representam as nove religiões monoteístas: Sabeismo, Hinduísmo, Judaísmo, Zoroastrismo, Budismo, Cristianismo, Islamismo, Fé Babí e Fé Bahá'í.

Os números 8 e 9 são muito reverenciados pelos Bahá'ís, pelo fato de que este número aparece várias vezes na história Bahá'í, como o período entre a revelação do Báb (1844) e a de Bahá'u'lláh (1853), e principalmente pelo valor numérico da palavra Bahá` em Árabe. Além de representar por muitos o número da perfeição, ou o número de maior dígito. No Monte Carmelo, no Centro Mundial Bahá'í em Haifa, há quantidade considerável de estrelas de 8 pontas - a estrela de 8 pontas representa a religião islâmica, cuja base arquitetônica foi utilizada no Petronas Towers, na Malásia - que também é usualmente utilizada para representar a religião Bahá'í.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Casamento Bahá'í é a união de um homem e uma mulher. Propõe uma essência espiritual na união dos cônjuges, de modo que esta seja harmoniosa e que permita o desenvolvimento espiritual de ambos. Os ensinamentos Bahá'ís confirmam a santidade do matrimônio, previsto em religiões anteriores, e classifica tal união como uma fortaleza para o bem-estar e salvação, colocando o casamento e a família como base na estrutura da sociedade humana.

"O casamento bahá'í é o compromisso recíproco das duas partes, e sua ligação mútua de coração e mente. Cada um deve, porém, exercer o máximo cuidado para familiarizar-se totalmente com o caráter do outro, para que o firme convênio entre eles seja um laço que dure para sempre. Seu propósito deve ser este: tornarem-se amorosos companheiros e camaradas, unidos um ao outro por todo o sempre. ...
O verdadeiro casamento de bahá'ís é este: que o marido e a mulher estejam unidos física e espiritualmente, que sempre melhorem a vida espiritual um do outro, e que desfrutem de unidade sempiterna em todos os mundos de Deus."
('Abdu'l-Bahá, Seleção dos Escritos de 'Abdu'l-Baha)

Casas de adoração[editar | editar código-fonte]

Casa de adoração Baha'í em Nova Déli

Os templos Bahá'ís têm todos nove entradas, pela simbologia da estrela e de que o número nove é o maior dígito, o número da perfeição.

Assim conhecidas como Casas de Adoração pelos bahá'ís, esses templos são construídos unicamente para a realização de orações. Não havendo nenhuma espécie de culto, é permitido a livre entrada de pessoas de todas as religiões. Lá, cada indivíduo é incentivado a recitar as palavras reveladas por Deus, sejam estas de Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Maomé, Báb ou Bahá'u'lláh.

Um dos templos mais conhecidos e visitados é o templo da Índia em Nova Delhi, sua arquitetura simboliza uma flor de lótus.

Os templos bahá'ís simbolizam a Unidade de Deus, Unidade de todos os Seus profetas e Unidade da Humanidade.

Perseguição[editar | editar código-fonte]

Os Bahá'ís continuam sendo perseguidos em diversos países islâmicos, principalmente no Irã, onde cerca de 200 bahá'ís foram mortos entre 1978 e 1998, em reflexo ao histórico genocídio de 20.000 babís e bahá'ís entre 1850 e 1863, onde tanto governo como civis compactuaram com o crime.

Em 16 de dezembro de 2006, o Conselho Administrativo Supremo do Egito criou uma lei contrária a identificação da Fé Bahá'í em documentos oficiais, tornando impossível a aquisição de documentos necessários como certidão de nascimento, atestado de óbito e carteira de identidade. Eles também perdem a garantia de emprego, educação, tratamento médico ou voto, entre outros.[43] O Diretor do EIPR (Iniciativa Egípcia para Direitos Pessoais) Hossam Bahgat, declarou que agora a decisão é da corte do governo, e que este deve "encontrar uma solução para que centenas de cidadãos consigam obter documentos oficiais que reconheçam sua fé, possível por cinco décadas, até que o governo recentemente decide mudar a política e forçá-los a escolher entre o Islamismo e o Cristianismo."[43]

Desde a Revolução Islâmica em 1979, os Bahá'ís iranianos tem tido frequentemente suas casas saqueadas, banidos de ingressar em universidades[44] ou empregos públicos, e centenas de prisões sem justificativa aparente, frequentes desaparecimentos e falta de julgamentos justos tem acometido esta minoria religiosa; recentemente tendo sido proibidos das práticas de círculos de estudo.[45] [46] Diversas vezes locais sagrados da Fé Bahá'í têm sido demolidos, como a casa de Mirzá Buzurg, pai de Bahá'u'lláh. A casa do Báb em Shiraz foi destruída duas vezes, sendo um dos três locais de peregrinação dos Bahá'ís.[47]

Mesmo atualmente a situação é degradante para os bahá'ís, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas revelou uma correspondência confidencial do comando das forças armadas do Irã de outubro de 2005 que diz sobre identificar os Bahá'ís e monitorar suas atividades[48] e em novembro de 2005 os jornais state-run e influential Kayhan, cujo editor é apontado como sendo controlado pelo líder supremo do Irã, Ayatollah Khamenei, publicaram perto de 13 dúzias de artigos que difamam a Fé Bahá'í.[49]

Devido a estas ações, a Comissão de Direitos Humanos da ONU em 20 de março de 2006 declara que "as informações adquiridas como resultado do monitoramento será usado como base para aumentar a perseguição, e discriminação contra membros da Fé Bahá'í, em violação aos padrões internacionais." Ainda segundo a instituição, os últimos acontecimentos indicam que a situação em relação às minorias religiosas no Irã estão piorando.

A ONU, bem como órgão Supremo da Fé Bahá'í, A Casa Universal de Justiça, tem realizado esforços para diminuir a violência e discriminação religiosa em muitos países, especialmente no Irã.

Referências

  1. a b Affolter, Friedrich W.. (January 2005). "The Specter of Ideological Genocide: The Bahá'ís of Iran" (PDF). War Crimes, Genocide, & Crimes against Humanity 1 (1): 75–114.
  2. Os bahá'ís preferem as ortografias Bahá'í , Bahá'ís, o Báb, Bahá'u'lláh e `Abdu'l-Bahá , utilizando uma transcrição das línguas árabe e persa em publicações. "Bahai", "Bahais", "Baha'i", "o Bab", "Bahaullah" e "Baha'u'llah" são normalmente utilizados quando os diacríticos não estão disponíveis.
  3. Centre for Faith and the Media. A Journalist's Guide to the Baha'i Faith. Calgary, Alberta: Centre for Faith and the Media. p. 3.
  4. Stockman, Robert. . "Jesus Christ in the Baha'i Writings". Baha'i Studies Review 2 (1).
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