Mad Men

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Mad Men
Informação geral
Formato Seriado
Gênero Drama
Duração 47 min
Criador Matthew Weiner
País de origem  Estados Unidos
Idioma original Inglês
Produção
Produtor(es) Matthew Weiner
Scott Hornbacher
Elenco Jon Hamm
Elisabeth Moss
Vincent Kartheiser
January Jones
Christina Hendricks
Jared Harris
Aaron Staton
Rich Sommer
Alison Brie
Kiernan Shipka
Robert Morse
John Slattery
Michael Gladis
Bryan Batt
Tema de abertura "A Beautiful Mine",
de RJD2
Exibição
Emissora de
televisão original
Estados Unidos AMC
Emissora(s) de
televisão lusófona(s)
Mostrar lista
Formato de exibição 480i (SDTV)
720p (HDTV)
Transmissão original 19 de julho 2007 – presente
№ de temporadas 4
№ de episódios 52
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Projeto Televisão

Mad Men é uma série de televisão estadunidense criada por Matthew Weiner, exibida pela AMC e produzida pela Lionsgate Television. A série estreou em 19 de julho de 2007.

Mad Men se passa nos anos 1960, inicialmente na agência publicitária ficcional Sterling Cooper, localizada na Madison Avenue em Nova York, e mais tarde na recém criada firma Sterling Cooper Draper Pryce. O protagonista da série é Donald Draper (Jon Hamm), diretor de criação na Sterling Cooper e parceiro fundador da Sterling Cooper Draper Pryce. Em torno dele aparecem os demais sócios e funcionários da agência, bem como sua família. Através das relações pessoais e profissionais de Draper, a série mostra as mudanças morais e sociais dos Estados Unidos na década de 1960.

A série foi aclamada pela crítica especializada, particularmente por sua autenticidade histórica e estilo visual. Venceu múltiplos prêmios, incluindo treze Primetime Emmy Awards e quatro Golden Globes. Em 2008 foi a primeira série exibida por uma canal a cabo a vencer o Primetime Emmy de Melhor Série Dramática, fato que se repetiu em 2009, 2010 e 2011.

Índice

[editar] Produção

[editar] Concepção

Em 2000, enquanto trabalhava na série Becker, Matthew Weiner escreveu o primeiro rascunho para um piloto que mais tarde se tornaria Mad Men.[1][2] O produtor David Chase recrutou Weiner para trabalhar como roteirista na série da HBO The Sopranos, depois de ler o o roteiro do piloto em 2002.[1][3] "Era vívido, e tinha algo novo para dizer", disse Chase, "Aqui estava alguém [Weiner] que tinha escrito uma história sobre publicidade na década de 1960, e estava olhando para a recente história americana através de um prisma".[3] Weiner colocou o roteiro do piloto de lado por mais sete anos—tempo onde nem a HBO ao a Showtime se interessou no projeto[1][2]—até The Sopranos estar completando sua temporada final e o canal a cabo AMC estar no mercado à procura de novos programas.[3] "O canal estava procurando distinção ao lançar sua primeira série original", de acordo com Ed Carrol, presidente da AMC, "e nós apostamos que a qualidade venceria sobre a formula de apelo de massa".[1]

[editar] Pré-produção

Tim Hunter, diretor de alguns episódios das duas primeiras temporadas da série, chamou Mad Men de "um programa bem gerido":

Eles têm vários encontros de produção durante a pré-produção. O dia que o roteiro chega e todos nós nos juntamos para a primeira leitura, Matt [Weiner] começa a nos dizer come ele o visualiza. Então há uma reunião de "tom" alguns dias depois onde Matt nos diz como ele o visualiza. E depois há uma reunião final com toda a equipe...[4]

[editar] Filmagens e desenho de produção

O piloto foi filmado no Silvercup Studios e em várias locações ao redor de Nova York; episódios subsequentes foram filmados no Los Angeles Center Studios.[5] A série está disponível em alta definição na AMC-HD e em definição normal para as várias afiliadas.[6] Os roteiristas, incluindo Weiner, acumularam volumes de pesquisas sobre o período em que Mad Men se passa para fazer com que a maior parte dos aspectos do programa—incluindo desenhos de produção detalhados, figurinos e objetos—fossem historicamente exatos,[2][3][7] produzindo um autentico estilo visual que foi muito elogiado. Cada episódio tem um orçamento de US$ 2-2.5 milhões, apesar do piloto ter tido um orçamento de US$ 3 milhões.[1][2] Nas cenas onde há pessoas fumando, Weiner disse: "Fazer este programa sem cigarros teria sido uma piada. Teria sido sanitário e teria sido falso".[7] Já que os atores não podem, por uma lei do estado da Califórnia, fumar cigarros de tabaco no trabalho, eles fumam cigarros de hervas.[1][7] Robert Morse foi escolido para interpretar Bertram Cooper; Morse estrelou A Guide for the Married Man (1967), que foi uma inspiração para Weiner,[3] e How to Succeed in Business Without Really Trying (1961)—duas produções sobre novaiorquinos amorais.

Weiner colaborou com o diretor de fotografia Phil Abraham e o diretor de arte Robert Shaw (que trabalhou apenas no piloto) e Dan Bishop para desenvolver o estilo visual que foi "influenciado mais pelo cinema do que pela televisão". Alan Taylor, um veterano diretor de The Sopranos, dirigiu o piloto e ajudou a estabelecer o tom visual da série. Para transmitir um "ar de mistério" em volta de Don Draper, Taylor tendeu a filmá-lo de costas e o colocaria em um quadro parcialmente escuros. Muitas das cenas na Sterling Cooper foram filmadas abaixo da linha do olho para incoprporar o teto na composição do quadro; isso reflete a fotografia, desenho gráfico e a arquitetura do período. Taylor achou que nem a steadicam nem câmeras de mão seriam apropriadas para a "gramática visual da época, e a estética não se entrosava com uma abordajem clássica"—de acordo, os cenários foram criados para ser prático o uso de trilhos para a câmera.

[editar] Personagens

  • Don Draper (Jon Hamm): diretor de criação da Sterling Cooper, Draper é o protagonista da série. Por sua escolha, pouco se sabe sobre seu passado misterioso. Draper é um brilhante publicitário e o ganhador de prêmios da agência, atraindo grandes clientes e recebendo ofertas de agências maiores. Apesar de sua aparente boa vida, raramente está feliz, sujeitando-se às bebidas, ao cigarro e ao adultério para controlar suas crises pessoais.
  • Peggy Olsen (Elisabeth Moss): a ingênua nova funcionária da Sterling Cooper e secretária de Draper. Sua natureza quieta encobre uma determinação para tornar-se "a primeira redatora mulher neste lugar desde a Guerra". Draper a apóia com pouco entusiasmo, mas Pete Campbell e outros abusam de Olsen.
  • Pete Campbell (Vincent Kartheiser): um jovem gerente júnior de contas que persegue sexualmente Peggy, apesar de seu recente casamento. Ele não é visto com bons olhos por seus superiores, mas é mantido no emprego porque vem de uma família de status social em Manhattan. Enquanto que Pete mostra talento em seu trabalho em várias ocasiões, ele não hesita em utilizar táticas não-éticas para subir na carreira.
  • Betty Draper (January Jones): esposa de Don Draper e mãe de seus dois filhos, é a clássica dona de casa do passado, mas já foi modelo um dia. Betty é obcecada em manter aparências e procura um psiquiatra para ajudá-la num momento em que seu casamento não está muito sólido.
  • Joan Holloway (Christina Hendricks): gerente de escritório da Sterling Cooper, atua como a mentora social e profissional de Peggy. Joan assume o papel de femme fatale, atraindo os homens da agência, sem se sentir desconfortável em relacionar-se com homens casados. Uma mulher inteligente e capaz, porém frustrada com sua vida profissional. Apesar disso, não consegue trilhar um novo caminho para sua vida.
  • Roger Sterling (John Slattery): um dos sócios da Sterling Cooper e bom amigo de Don Draper. Um ex-marinheiro, Roger é anti-semita e cínico sobre o mundo que ajudou a formar, o que o leva a buscar o adultério como forma de consolo. Além disso, consome mais bebida do que a média, e seu estilo de vida pode trazer conseqüências graves para ele. Mesmo assim, Roger é bem visto por seus colegas e família.
  • Midge Daniels (Rosemarie DeWitt): amante de Don Draper, Midge é uma ilustradora que gosta de usar drogas e de se relacionar com hippies.
  • Paul Kinsey (Michael Gladis), Ken Cosgrove (Aaron Staton), and Harry Crane (Rich Sommer): um redator, um executivo de contas e um comprador de mídia, respectivamente, servem como a turma de Pete, parecendo passar mais tempo bebendo, paquerando e fofocando do que trabalhando. Ken possui aspirações literárias.
  • Rachel Menken (Maggie Siff): judia, chefe de uma loja de departamentos, recorre à Sterling Cooper para desenvolver uma campanha que revitalize seu negócio. Sensata, tenta resistir ao máximo em envolver-se com Don Draper.
  • Salvatore Romano (Bryan Batt): diretor de arte ítalo-americano da Sterling Cooper, Salvatore é um homem bastante ligado à mãe, e não esquece seus valores tradicionais, como a católica, o que o coloca em conflito com sua verdadeira identidade;
  • Bertram Cooper (Robert Morse): mais velho e experiente que os demais, Cooper é o sócio sênior da Sterling Cooper[8], freqüentemente dando lições sobre os negócios e bem estar.

[editar] Temas

Mad Men mostra partes da cultura e da sociedade americana nos anos 1960, destacando o tabagismo, alcoolismo, sexismo, feminismo, adultério, homofobia, racismo e antisemismo.[7][9] O tabagismo, muito mais comum nos EUA na década de 1960 do que atualmente, aparece pela série; muitos personagens podem ser vistos fumando no decorrer de um episódio.[7] No piloto, representantes da Lucky Strike vão a Sterling Cooper procurando por uma nova campanha de publicidade nas vésperas de um artigo da Reader's Digest dizendo que o tabagismo causa vários problemas de saúde, incluindo câncer de pulmão.[10] O programa apresenta uma subcultura em que homens que são casados, ou que estão em um relacionamento, frequentemente têm relações sexuais com outras mulheres. Também se observa a publicidade como uma saída corporativa para criatividade do jovem homem branco da classe média. Junto com esses exemplos, entretanto, há pistas sobre o futuro e as mudanças radicais da década de 1960: a ansiedade de Betty, agitações sobre o movimento feminista (como é visto em Peggy), os Beats (que Draper descobre através de Midge), uso de drogas e conversas de que o tabagismo é prejudicial a saúde e aparência, que é geralmente ignorado ou desmentido. Os personagens também veem agitações de mudanças na própria indústria da publicidade, com a campanha "Think Small" do Volkswagen Fusca mencionada e desmentida por muitos na Sterling Cooper, apesar de Don Draper ver o valor nostálgico e o potencial de mercado de renomear o projetor de slides da Kodak para Kodak Carousel.

[editar] Recepção

Mad Men recebeu uma boa resposta da crítica desde sua estréia. A audiência da estréia, às 22:00h de 19 de julho de 2007, foi a maior de qualquer série original da AMC até então[11]. Um crítico do The New York Times chamou a série de revolucionária por retratar de modo único um passado não tão distante[12]. O San Francisco Chronicle chamou Mad Men de "uma série com estilo, que prende visualmente [...] um drama adulto de introspecção e da inconveniência da modernidade num mundo masculino"[13]. Um crítico do Chicago Sun-Times descreveu a série como "um retrato não-sentimental das complicadas 'pessoas completas' que atuam com os modos mais decentes que os EUA perderam na década de 1960, enquanto também brincavam de agarrar a bunda das mulheres e falavam mal de seus subordinados"[14]. A reação do Entertainment Weekly foi semelhante, observando como, na época em que se passa a história, "divertir-se faz parte do trabalho, a provocação sexual ainda não é assédio e os EUA estão livre de auto-questionamento, de culpa e da confusão contracultural"[15]. O Los Angeles Times disse que o programa tinha encontrado "um estranho e amável lugar entre a nostalgia e o politicamente correto"[16]. O programa também recebeu elogios da crítica por seu realismo histórico – principalmente no que se refere aos seus retratos do sexismo e do preconceito, e a alta prevalência do cigarro e da bebida[16][17]. O The Washington Post concordou com a maioria das outras críticas em relação ao estilo visual de Mad Men, mas criticou o ritmo lento da história[18]. No balancamento das críticas, o site Metacritic deu uma nota de 77 ("críticas geralmente favoráveis") à série[19].

Em 20 de junho de 2007, um grupo de consumidores ativistas chamado "Commercial Alert" registrou uma reclamação no Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos, alegando que o patrocinador Jack Daniel's estava violando as regras publicitárias do ramo, já que o programa possui "cenas de atividade sexual exagerada", assim como de "intoxicação irresponsável"[20]. A marca Jack Daniel's foi mencionada no 5º episódio.

Entre as pessoas que trabalhavam no ramo da publicidade na década de 1960, as opiniões diferem quanto ao realismo de Mad Men. Jerry Della Femina, que trabalhava como redator na época e mais tarde fundou sua própria agência, disse "Imagine um bando de bêbados conversando entre si através de uma nuvem de fumaça – assim que eram os anos 1960". Mas Allen Rosenshine, outro redator que mais tarde foi comandar a BBDO, chamou o programa de "fabricação total"[21].

[editar] Prêmios

A série venceu o Golden Globe Award para Melhor Série (drama) em 2008, 2009 e 2010. Jon Hamm venceu o prêmio de Melhor Ator (série dramática) por sua atuação como Don Draper[22]. Além disso, a série também foi indicada na categoria Melhor Drama na premiação do Writers Guild of America de 2007. O American Film Institute a escolheu como uma das dez melhores séries de televisão do ano.

No final de dezembro de 2007, o elenco de Mad Men foi honrado com uma indicação ao Screen Actors Guild para Melhor Elenco em uma Série Dramática. Jon Hamm também recebeu uma indicação por Melhor Performance por um Ator em uma Série Dramática.

Venceu o Emmy Awards no dia 20 de setembro de 2009.

Venceu o Golden Globe Award para Melhor Série (drama) de novo em 12 de janeiro de 2009, concorrendo contra House, True Blood e Dexter. Em 18 de janeiro de 2010, voltou a vencer o Globo de Ouro na mesma categoria.[23]

Venceu o Emmy Awards no dia 29 de agosto de 2010 nas categorias "Melhor Série Dramática" e "Melhor Elenco de uma Série Dramática".[24]

Venceu o Emmy Awards no dia 19 de setembro de 2011 na categoria "Melhor Série Dramática".[25]

Referências

  1. a b c d e f Witchel, Alex (22 de junho de 2008). 'Mad Men' Has Its Moment. The New York Times.
  2. a b c d Schwartz, Missy (30 de maio de 2008). 'Mad Men': Inside Summer TV's No. 1 Hidden Gem. Entertainment Weekly.
  3. a b c d e Steinberg, Jacques (18 de julho de 2007). In Act 2, the TV Hit Man Becomes a Pitch Man. The New York Times.
  4. Hunter, Tim. "Red in the Face" - comentários em aúdio", DVD, 2008.
  5. Lights, camera, plenty of action at downtown Los Angeles Center Studios. Los Angeles Times (7 de abril de 2010).
  6. Haugsted, Linda (24 de junho de 2007). AMC Mad About VOD, HD Push for Mad Men. Multichannel.
  7. a b c d e Matthew Weiner, et al. (2007). The Making of Mad Men (documentário). AMC.
  8. AMC Cast and Crew
  9. Stanley, Alessandra (19 de junho de 2007). Smoking, Drinking, Cheating and Selling. The New York Times.
  10. "Smoke Gets In Your Eyes". Mad Men. AMC. Episódio 1, Temporada 1
  11. Nordyke, Kimberly. "AMC "Mad" about ratings for series bow", Reuters/Hollywood Reporter, 2007-07-20. Página visitada em 2007-07-21.
  12. Stanley, Alessandra. "Smoking, Drinking, Cheating and Selling", New York Times, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
  13. Goodman, Tim. "New York in 1960, when the 'Mad Men' were in charge -- and everything was about to change", San Francisco Chronicle, 2007-07-18. Página visitada em 2007-07-21.
  14. Elfman, Doug. "'Men' behaving badly -- and honestly", Chicago Sun-Times, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
  15. Tucker, Ken. "Mad Men", Entertainment Weekly, 2007-07-13. Página visitada em 2007-07-21.
  16. a b McNamara, Mary. "Back when men were 'Mad Men'", Los Angeles Times, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
  17. Salem, Rob. "Lost in the '60s with Mad Men", Toronto Star, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
  18. Shales, Tom. "AMC's 'Mad Men': A Bunch of Cutthroats Without an Edge", Washington Post, 2007-07-19. Página visitada em 2007-08-11.
  19. Mad Men (AMC) - Reviews from Metacritic. Página visitada em 2007-08-09.
  20. Smith, Lynn. "'Mad Men' and Jack Daniel's: Bad mix?", Los Angeles Times, 2007-06-21. Página visitada em 2007-07-21.
  21. Erikson, Chris. "Remembering the days when a business lunch came in a highball glass", New York Post, 2007-08-27. Página visitada em 2007-08-31.
  22. Hollywood Foreign Press Association 2008 Golden Globe Awards For The Year Ended December 31, 2007. HFPA (2007). Página visitada em 2007-12-13.
  23. Globo de Ouro 2010: séries 'Glee', 'Mad men' e 'Dexter' são consagradas
  24. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/790756-veja-a-lista-dos-principais-ganhadores-do-emmy-e-fotos-da-festa.shtml
  25. http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/09/mad-men-ganha-emmy-de-melhor-serie-de-drama.html

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