Mad Men
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| Formato/Género | Série dramática | |
| Duração | 43 min | |
| Criado por | Matthew Weiner | |
| Diretor(es) | {{{diretor}}} | |
| Produtor(es) | Matthew Weiner | |
| Apresentador(es) | {{{apresentador}}} | |
| Elenco | Ver Elenco e personagens | |
| Narrador(es) | {{{narrador}}} | |
| Tema de abertura | "A Beautiful Mine" de RJD2 |
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| Tema de encerramento | {{{encerramento}}} | |
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| País | EUA | |
| Emissora(s) de televisão |
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| Formato de exibição | {{{formato_exibição}}} | |
| Idioma | Inglês | |
| Transmissão original | 19 de julho de 2007 – presente |
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| Qt. de temporadas | 1 | |
| N. de episódios | 13 | |
| IMDb | TV.com | |
| Página oficial | ||
Mad Men é uma série de televisão dramática norte-americana situada em Nova York e seus subúrbios. Criada pelo escritor e produtor de The Sopranos, Matthew Weiner, a série vai ao ar pelo canal AMC. A história se passa em 1960, na fictícia agência de publicidade Sterling Cooper. O foco da trama está na vida do publicitário Donald Draper e nas pessoas fazem parte de sua vida dentro e fora do escritório, além de mostrar as mudanças de comportamento da "América dos anos 60". Mad Men estreou em 19 de julho de 2007, e recebeu uma ordem de produção de 13 episódios[1]. O canal AMC renovou a série para uma segunda temporada[2].
Índice |
[editar] Origens
O criador Matthew Weiner escreveu o piloto de Mad Men em 2000, enquanto trabalhava na série Becker. O produtor televisivo David Chase recrutou Weiner como escritor de The Sopranos da HBO após o ler o piloto[3]. Chase falou sobre o roteiro e o seu autor:
"Era cheio de vida, e tinha algo novo para dizer. Aqui havia alguém (Weiner) que tinha escrito uma história sobre publicidade nos anos 60, e estava olhando para a história atual dos EUA através desse prisma."[3]
Weiner deixou o roteiro do piloto de lado por sete anos, até que The Sopranos estivesse completando sua temporada final e o canal AMC estivesse procurando roteiros no mercado para uma nova série original[3].
[editar] Produção
Mad Men é filmado em película e transmitido em SDTV. A série foi convertida para alta definição (HD) quando foi disponibilizada em demanda por várias operadoras de televisão a cabo[4]. Apesar do roteiro de Weiner para o piloto de Mad Men ser anterior ao de The Sopranos, a HBO, de acordo com o autor, não demonstrou interesse em produzi-lo[5]. Alan Taylor, diretor de vários episódios de The Sopranos, dirigiu o piloto da série e alguns episódios posteriores[6]. Os escritores, incluindo Weiner, realizaram muita pesquisa histórica relacionada ao período em que se passa Mad Men para tornar todos os aspectos da produção – incluindo o design de cenários, figurino e objetos de cena – historicamente reais[3][6], produzindo um estilo visual que rendeu elogios da crítica[7][8][9]. Nas cenas em que há cigarros, Weiner declarou que "fazer esse programa sem cigarros seria uma piada"[6]. Já que os atores não podem, por lei, fumar cigarros de tabaco no seu local de trabalho, eles fumaram cigarros de ervas[6].
A abertura de Mad Men apresenta créditos sobrepostos a uma animação gráfica de um homem de negócios em queda livre, cercado de arranha-céus que contém pôsteres e outdoors publicitários da época. O tema presta uma homenagem à abertura repleta de prédios de North by Northwest (1959), de Alfred Hitchcock, feita pelo designer e publicitário Saul Bass e também ao pôster de Vertigo (1958). Weiner listou Hitchcock como uma grande influência ao estilo visual da série[6]. Outras referências cinematográficas e nova-iorquinas incluem a escolha de Robert Morse para interpretar o sócio sênior. Morse estava no elenco da encenação original de How to Succeed in Business without Really Trying na Broadway em 1961 (e também na adaptação para o cinema, em 1967), pela qual ganhou um Tony.
Na promoção do programa, o canal AMC exibiu vários comerciais e um documentário de bastidores do making of de Mad Men. Os comerciais, assim como o documentário, apresentavam a canção "You Know I'm No Good" de Amy Winehouse[6]. O making of, além de prévias dos episódios seguintes, foi colocado no site oficial do AMC. Mad Men também foi disponibilizada na iTunes Store em 20 de julho de 2007, junto do documentário[10]. No Brasil, seus direitos de exibição foram comprados pela HBO Latin America[11], que começou a exibição da série em 19 de abril de 2008, no canal HBO[12].
[editar] Temas
Mad Men retrata a sociedade e a cultura do início da década de 1960, destacando os cigarros, as bebidas (alcoólicas), o sexismo e o preconceito racial[6][13]. Fumar, mais comum na época em que se passa a série do que quando ela foi produzida, é algo freqüente na série; quase toda personagem pode ser vista fumando múltiplas vezes durante um episódio[6]. No piloto, representantes da empresa de cigarros Lucky Strike vão até a agência Sterling Cooper buscando uma nova campanha logo após a divulgação de uma reportagem na revista Reader's Digest que alegava que fumar levava a vários problemas de saúde, incluindo câncer de pulmão[14]. O programa apresenta uma cultura em que os homens solteiros e casados participam livremente de relacionamentos sexuais com outras mulheres. A série também mostra a publicidade como uma saída para homens brancos, jovens e de classe média exporem sua criatividade. A personagem principal, Don Draper, observa em um ponto que "[na Sterling Cooper] há mais artistas e intelectuais falidos do que no Terceiro Reich"[15].
[editar] Elenco e sinopse das personagens
- Don Draper (Jon Hamm): diretor de criação da Sterling Cooper, Draper é o protagonista da série. Por sua escolha, pouco se sabe sobre seu passado misterioso. Draper é um brilhante publicitário e o ganhador de prêmios da agência, atraindo grandes clientes e recebendo ofertas de agências maiores. Apesar de sua aparente boa vida, raramente está feliz, sujeitando-se às bebidas, ao cigarro e ao adultério para controlar suas crises pessoais.
- Peggy Olsen (Elisabeth Moss): a ingênua nova funcionária da Sterling Cooper e secretária de Draper. Sua natureza quieta encobre uma determinação para tornar-se "a primeira redatora mulher neste lugar desde a Guerra". Draper a apóia com pouco entusiasmo, mas Pete Campbell e outros abusam de Olsen.
- Pete Campbell (Vincent Kartheiser): um jovem gerente júnior de contas que persegue sexualmente Peggy, apesar de seu recente casamento. Ele não é visto com bons olhos por seus superiores, mas é mantido no emprego porque vem de uma família de status social em Manhattan. Enquanto que Pete mostra talento em seu trabalho em várias ocasiões, ele não hesita em utilizar táticas não-éticas para subir na carreira.
- Betty Draper (January Jones): esposa de Don Draper e mãe de seus dois filhos, é a clássica dona de casa do passado, mas já foi modelo um dia. Betty é obcecada em manter aparências e procura um psiquiatra para ajudá-la num momento em que seu casamento não está muito sólido.
- Joan Holloway (Christina Hendricks): gerente de escritório da Sterling Cooper, atua como a mentora social e profissional de Peggy. Joan assume o papel de femme fatale, atraindo os homens da agência, sem se sentir desconfortável em relacionar-se com homens casados. Uma mulher inteligente e capaz, porém frustrada com sua vida profissional. Apesar disso, não consegue trilhar um novo caminho para sua vida.
- Roger Sterling (John Slattery): um dos sócios da Sterling Cooper e bom amigo de Don Draper. Um ex-marinheiro, Roger é anti-semita e cínico sobre o mundo que ajudou a formar, o que o leva a buscar o adultério como forma de consolo. Além disso, consome mais bebida do que a média, e seu estilo de vida pode trazer conseqüências graves para ele. Mesmo assim, Roger é bem visto por seus colegas e família.
- Midge Daniels (Rosemarie DeWitt): amante de Don Draper, Midge é uma ilustradora que gosta de usar drogas e de se relacionar com hippies.
- Paul Kinsey (Michael Gladis), Ken Cosgrove (Aaron Staton), and Harry Crane (Rich Sommer): um redator, um executivo de contas e um comprador de mídia, respectivamente, servem como a turma de Pete, parecendo passar mais tempo bebendo, paquerando e fofocando do que trabalhando. Ken possui aspirações literárias.
- Rachel Menken (Maggie Siff): judia, chefe de uma loja de departamentos, recorre à Sterling Cooper para desenvolver uma campanha que revitalize seu negócio. Sensata, tenta resistir ao máximo em envolver-se com Don Draper.
- Salvatore Romano (Bryan Batt): diretor de arte ítalo-americano da Sterling Cooper, Salvatore é um homem bastante ligado à mãe, e não esquece seus valores tradicionais, como a fé católica, o que o coloca em conflito com sua verdadeira identidade;
- Bertram Cooper (Robert Morse): mais velho e experiente que os demais, Cooper é o sócio sênior da Sterling Cooper[16], freqüentemente dando lições sobre os negócios e bem estar.
[editar] Episódios
[editar] Recepção
Mad Men recebeu uma boa resposta da crítica desde sua estréia. A audiência da estréia, às 22:00h de 19 de julho de 2007, foi a maior de qualquer série original da AMC até então[17]. Um crítico do The New York Times chamou a série de revolucionária por retratar de modo único um passado não tão distante[13]. O San Francisco Chronicle chamou Mad Men de "uma série com estilo, que prende visualmente [...] um drama adulto de introspecção e da inconveniência da modernidade num mundo masculino"[7]. Um crítico do Chicago Sun-Times descreveu a série como "um retrato não-sentimental das complicadas 'pessoas completas' que atuam com os modos mais decentes que os EUA perderam na década de 1960, enquanto também brincavam de agarrar a bunda das mulheres e falavam mal de seus subordinados"[5]. A reação do Entertainment Weekly foi semelhante, observando como, na época em que se passa a história, "divertir-se faz parte do trabalho, a provocação sexual ainda não é assédio e os EUA estão livre de auto-questionamento, de culpa e da confusão contracultural"[18]. O Los Angeles Times disse que o programa tinha encontrado "um estranho e amável lugar entre a nostalgia e o politicamente correto"[19]. O programa também recebeu elogios da crítica por seu realismo histórico – principalmente no que se refere aos seus retratos do sexismo e do preconceito, e a alta prevalência do cigarro e da bebida[1][3][19][8]. O The Washington Post concordou com a maioria das outras críticas em relação ao estilo visual de Mad Men, mas criticou o ritmo lento da história[20]. No balancamento das críticas, o site Metacritic deu uma nota de 77 ("críticas geralmente favoráveis") à série[21].
Em 20 de junho de 2007, um grupo de consumidores ativistas chamado "Commercial Alert" registrou uma reclamação no Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos, alegando que o patrocinador Jack Daniel's estava violando as regras publicitárias do ramo, já que o programa possui "cenas de atividade sexual exagerada", assim como de "intoxicação irresponsável"[22]. A marca Jack Daniel's foi mencionada no 5º episódio.
Entre as pessoas que trabalhavam no ramo da publicidade na década de 1960, as opiniões diferem quanto ao realismo de Mad Men. Jerry Della Femina, que trabalhava como redator na época e mais tarde fundou sua própria agência, disse "Imagine um bando de bêbados conversando entre si através de uma nuvem de fumaça – assim que eram os anos 1960". Mas Allen Rosenshine, outro redator que mais tarde foi comandar a BBDO, chamou o programa de "fabricação total"[23].
[editar] Prêmios
A série venceu o Globo de Ouro de Melhor Série Dramática em 2007. Jon Hamm venceu o prêmio de Melhor Ator em um Drama Televisivo por sua atuação como Don Draper[24]. Além disso, a série também foi indicada na categoria Melhor Drama na premiação do Writers Guild of America de 2007. O American Film Institute a escolheu como uma das dez melhores séries de televisão do ano.
No final de dezembro de 2007, o elenco de Mad Men foi honrado com uma indicação ao Screen Actors Guild para Melhor Elenco em uma Série Dramática. Jon Hamm também recebeu uma indicação por Melhor Performance por um Ator em uma Série Dramática.
[editar] Referências
- ↑ 1,0 1,1 Lowry, Brian. "Mad Men", Variety.com, 2007-07-11. Página visitada em 2007-07-20.
- ↑ Levine, Stuart. "AMC set to renew 'Mad Men'", Variety, 2007-09-19. Página visitada em 2007-09-20.
- ↑ 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 Steinberg, Jacques. "In Act 2, the TV Hit Man Becomes a Pitch Man", New York Times, 2007-07-18. Página visitada em 2007-08-15.
- ↑ Haugsted, Linda. "AMC Mad About VOD, HD Push for Mad Men", Multichannel News, 2007-06-25. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ 5,0 5,1 Elfman, Doug. "'Men' behaving badly -- and honestly", Chicago Sun-Times, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ 6,0 6,1 6,2 6,3 6,4 6,5 6,6 6,7 Matthew Weiner, et al. (2007). The Making of Mad Men (documentário). AMC.
- ↑ 7,0 7,1 Goodman, Tim. "New York in 1960, when the 'Mad Men' were in charge -- and everything was about to change", San Francisco Chronicle, 2007-07-18. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ 8,0 8,1 Salem, Rob. "Lost in the '60s with Mad Men", Toronto Star, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ Poniewozik, James. "Mad Men Watch: Lucky Strike", TIME, 2007-07-20. Página visitada em 2007-07-23.
- ↑ "AMC Announces Original Drama Series Mad Men To Launch on iTunes", PR Newswire, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ "Veiculando no Brasil" (Daniel Xavier, 4 de dezembro de 2007). Midionauta.
- ↑ HBO-BR.TV - Sinopses
- ↑ 13,0 13,1 Stanley, Alessandra. "Smoking, Drinking, Cheating and Selling", New York Times, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ "Smoke Gets in Your Eyes" (temporada 1, episódio 1). Mad Men. AMC. Exibido em 19 de julho de 2007.
- ↑ "New Amsterdam" (temporada 1, episódio 4). Mad Men. AMC. Exibido em 9 de agosto de 2007.
- ↑ AMC Cast and Crew
- ↑ Nordyke, Kimberly. "AMC "Mad" about ratings for series bow", Reuters/Hollywood Reporter, 2007-07-20. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ Tucker, Ken. "Mad Men", Entertainment Weekly, 2007-07-13. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ 19,0 19,1 McNamara, Mary. "Back when men were 'Mad Men'", Los Angeles Times, 2007-07-19. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ Shales, Tom. "AMC's 'Mad Men': A Bunch of Cutthroats Without an Edge", Washington Post, 2007-07-19. Página visitada em 2007-08-11.
- ↑ Mad Men (AMC) - Reviews from Metacritic. Página visitada em 2007-08-09.
- ↑ Smith, Lynn. "'Mad Men' and Jack Daniel's: Bad mix?", Los Angeles Times, 2007-06-21. Página visitada em 2007-07-21.
- ↑ Erikson, Chris. "Remembering the days when a business lunch came in a highball glass", New York Post, 2007-08-27. Página visitada em 2007-08-31.
- ↑ Hollywood Foreign Press Association 2008 Golden Globe Awards For The Year Ended December 31, 2007. HFPA (2007). Página visitada em 2007-12-13.
[editar] Ligações externas
- Mad Men no Internet Movie Database (em inglês)
- Site oficial (em inglês)
- Crítica de Mad Men no blog Eu Sou o que Eu Assisto
- "Mad Men, um ilustre desconhecido", no blog TeleSéries
- "American way of life", outra crítica da série, no blog Midionauta

