Número ordinal

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Os números ordinais, ou simplesmente ordinais, são números usados para assinalar uma posição numa sequência ordenada: primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto etc. Para a nomenclatura destes números ver nomes dos números.

Em matemática, os números ordinais são uma extensão dos números naturais criada para incluir sequências infinitas por Georg Cantor em 1897[1].

Índice

[editar] Ordinal segundo von Neumann

A definição padrão de ordinal na teoria de conjuntos atual, introduzida por John von Neumann[2], é[3]:

* S é bem-ordenado segundo a relação \in\, quando aplicada a S x S
* S é transitivo: todo elemento de S é um subconjunto de S

Podemos escrever esta definição usando a linguagem da teoria dos conjuntos; esta expressão será simbolicamente resumida como Ord(S).

Por exemplo, \varnothing, { \varnothing } e { { \varnothing }, \varnothing } são números ordinais.

[editar] Ordinal sucessor

É fácil ver que se α é um número ordinal, então também é um ordinal o conjunto S(α) (que existe, pelos axiomas do par e da união) definido por \alpha \cup \{ \alpha \}\, também é um ordinal.

Em detalhes:

* S(α) é bem-ordenado; de fato, se um subconjunto A não-vazio de S(α) contém algum elemento de α, então o seu menor elemento existe e é exatamente \mbox{min}(A \cap \alpha)\,. Por outro lado, se um subconjunto B não-vazio de S(α) não possui nenhum elemento em comum com α, então B = { α } e seu menor elemento é α.
* Um elemento x de S(α) é um elemento de α ou é o próprio α. No primeiro caso, x \in \alpha \implies x \subseteq \alpha \subseteq S(\alpha)\,. No segundo caso, por construção x = \alpha \subseteq S(\alpha)\,

Se β=S(α), então β é chamado o sucessor de α. De maneira geral, um ordinal β é denominado ordinal sucessor se existe um ordinal α tal que β=S(α). Em tal caso, α é dito o antecessor de β[4].

[editar] Ordinal limite

Um ordinal α é limite se α ≠ 0 e α não é ordinal sucessor, ou seja, se α não tem antecessor[5].

[editar] Ao infinito e além

Seguindo os axiomas de Zermelo-Fraenkel, o axioma do infinito garante a existência de um número ordinal infinito[6]:

  1. por este axioma, existe um conjunto que tem como elemento o conjunto vazio e o sucessor de cada um dos seus elementos. Neste contexto, o sucessor de um conjunto x é o conjunto x \cup \{ x \} \,
  2. podemos definir recursivamente, usando a linguagem da teoria de conjuntos, uma propriedade que significa "x é um número natural". Um número natural é o conjunto vazio, ou o sucessor de um número natural.
  3. assim, pelo axioma da separação, define-se  \mathbb{N} como o subconjunto do conjunto infinito postulado pelo axioma do infinito cujos elementos são números naturais, também denominados de ordinais finitos.
  4. um ordinal que não é finito, ou seja, que não é um número natural, é denominado infinito.
  5.  \mathbb{N} é bem ordenado segundo a relação \in\,, e todos seus elementos são subconjuntos dele, logo ele é um número ordinal, sendo chamado de ω.
  6. ω é um ordinal limite e o menor ordinal limite.
  7. ω é infinito e todo ordinal α tal que αω também é infinito.


[editar] Classificação ordinal

A classificação de um elemento em um ordinal depende sempre do número de elementos que estão a sua frente. De modo que em concursos públicos ou demais disputas, quando há empate entre dois competidores numa posição X, a classificação seguinte é considerada vazia. Por exemplo, num empate entre dois competidores na primeira colocação, o próximo competidor melhor colocado é considerado terceiro, ficando vago o segundo lugar.[7] Nem sempre, no entanto, esta regra é seguida, existindo algumas organizações que consideram que aquele que ficou com dois competidores a sua frente pode ser o segundo, caso os outros dois estejam empatados.

Referências

  1. Entretanto, o desenvolvimento da ideia de número ordinal a partir do conceito de "tipo de ordem", começa em 1885. Ver Dauben, J.W.. Georg Cantor. His Mathematics and Philosophy of the Infinite. New Jersey: Princeton University Press, 1979., pp. 156−159.
  2. Neumann, John von. (1923). "Zur Einführung der transfiniten Zahlen". Acta litterarum ac scientiarum Regiae Universitatis Hungaricae Francisco-Josephinae, Sectio scientiarum mathematicarum 1: 199−208.. Reimpresso em Heijenoort, Jean van. From Frege to Gödel: a source book in mathematical logic, 1879−1931. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press, 1967., pp. 346−354.
  3. Levy, Azriel. Basic Set Theory. Berlin: Springer, 1979., p. 52.
  4. Levy [1979], p. 55.
  5. Ibid.
  6. Levy [1979], p. 61.
  7. Os três grandes mestres participantes do 73º Campeonato Brasileiro Individual Absoluto chegam à última rodada empatados na liderança da prova, com 7 pontos e meio conquistados nas dez rodadas disputadas até aqui.(...) James, com 5, é o sexto, meio à frente de Fier - que tem hoje sua última noite como o campeão reinante. A oitava posição é dividida por Limp, Diamant e Diego Rafael Di Berardino (que hoje venceu Jefferson dos Santos Oliveira), todos com 3½. Pelikian, com 3 está em 11º e o representante local, Oliveira em 12º com 2.
     
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