Roland Garros

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Roland Garros

Roland Garros (Saint-Denis (Reunião), 6 de outubro de 1888Ardenas, 5 de outubro de 1918) foi um pioneiro da aviação francês.

Aviador[editar | editar código-fonte]

O início da carreira[editar | editar código-fonte]

Demoiselle de Santos Dumont o primeiro avião pilotado por Roland Garros

Iniciou sua carreira de piloto em 1909, pilotando um Demoiselle, avião que só voava bem se o piloto fosse pequeno e leve. Em 1911 Garros tornou-se qualificado para pilotar monoplanos Bleriot e disputou na Europa uma série de corridas aéreas neste tipo de aeronave.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Teve uma breve passagem pelo Brasil onde ensinou pilotagem em São Paulo.

Em 9 de Março de 1912, juntamente com Eduardo Pacheco Chaves, cada qual pilotando seu próprio avião, realizou a primeira viagem aérea São Paulo-Santos-São Paulo. Na ocasião o governo do estado oferecia um prêmio de 30 mil réis ao primeiro piloto que conseguisse esta façanha.

Antes da partida a aeronave de Roland Garros apresentou defeito. Mesmo sendo seu competidor, Eduardo Pacheco Chaves ajudou-o a repará-la. Retornaram juntos no mesmo avião.

Em 1913 passou a voar em um Morane-Saulnier, aeronave mais aperfeiçoada que o Bleriot.

A primeira travessia aérea do Mediterrâneo[editar | editar código-fonte]

Ficou famoso por ter efetuado, em 23 de setembro de 1913, a primeira travessia aérea sem escalas do Mediterrâneo em 7h53m, apesar de um motor ter avariado sobre a Córsega.

Partiu da cidade de Fréjus, na costa sul da França. Restavam-lhe cinco litros de combustível quando pousou em Bizerte, na Tunísia.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 1911 a Queen Aviation Company Limited, de Nova Iorque, uma empresa de demonstrações aéreas veio ao Rio de Janeiro com seis aviões Blériot, um Nieuport e um Demoiselle e diversos ases da aviação francesa, entre os quais, Roland Garros. No Rio, Garros levou para voar pela primeira vez o tenente Ricardo Kirk, que depois se tornaria o primeiro piloto militar brasileiro.[1]

Em combate[editar | editar código-fonte]

Túmulo de Roland Garros

O conflito de 1914-1918 transformou-o em piloto de guerra: ele obteve cinco vitórias, sendo por isso tido como um ás da aviação

Em finais de 1914 participou do aperfeiçoamento dos tiros de metralhadora através das hélices. Abatido pelos alemães, foi feito prisioneiro. Na tentativa de ocultar a nova arma do inimigo tentou destruir seu avião antes de ser capturado, porém não conseguiu: seu sistema foi então estudado e aperfeiçoado por Anthony Fokker.

Conseguindo fugir, retomou seu posto na esquadrilha, mas foi morto durante um combate aéreo em 5 de outubro de 1918, sobre as Ardenas, perto de Vouziers, onde ele foi sepultado.

Memória[editar | editar código-fonte]

Monumento em homenagem a Roland Garros em Saint-Denis Reunião.

Membro do Stade Français, teve a honra póstuma de dar seu nome ao estádio parisiense nos anos 1920 e ao torneio de tênis que lá acontece todos os anos.

O aeroporto internacional de Reunião é chamado aeroporto internacional Roland Garros em sua homenagem.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]