Cerveja no mundo

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A cerveja é apreciada no mundo desde a antiguidade. Foi uma das primeiras bebidas alcoólicas da história da humanidade.

Cerveja em alguns países[editar | editar código-fonte]

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Kranz Kölsch.

Com uma cultura fortemente influenciada pela cerveja, o mercado alemão é um pouco resguardado do resto do mercado cervejeiro devido à adesão dos cervejeiros alemães ao Reinheitsgebot (preceito da pureza) datado de 1516, de acordo com o qual os únicos ingredientes permitidos para cervejas são "Wasser (água), Hopfen (Lúpulo) e (e) (Gersten-)Malz (cevada-malte)". Por causa desse acordo (que foi lei até 1988), as cervejas germânicas tendem a ser bem conceituadas por sua qualidade. Os alemães estão ligeiramente atrás dos tchecos no consumo per capita de cerveja. Existe uma grande variedade de diferentes estilos de cerveja alemã, tal como a Helles (Lager da Baviera), Weizen (cerveja fermentada de trigo), Kölsch (cerveja de alta fermentação da região de Colônia), Alt (uma cerveja escura consumida nas redondezas de Düsseldorf e Dortmund), Pilsner, Export (uma Pilsner abrandada) e Bockbier (uma cerveja escura forte).

Enquanto o mercado de cerveja é mais centralizado na Alemanha setentrional (com as maiores marcas: Krombacher, Warsteiner e Bitburger vendendo cada uma em torno de 400 milhões de litros), o sul tem diversas cervejeiras locais, de pequeno porte. No total, existem cerca de 1350 cervejeiras alemãs, produzindo mais de 5000 marcas de cerveja.

O conteúdo alcoólico fica geralmente entre 4,7 % e 5,4 % para as produções mais tradicionais. A Bockbier ou a Doppelbock (dupla Bockbier), contudo, podem ter um teor alcoólico acima de 12 %. A estação da Bockbier dura entre junho e julho. Diversos festivais locais de Bockbier são realizados no sul da Alemanha.

A Oktoberfest de Munique é bem conhecida pelos milhões de litros que são servidos a cada ano: 6 milhões, em média.

Angola[editar | editar código-fonte]

Fundada em Luanda no ano de 1947 como projeto conjunto da CUFP - Companhia União Fabril Portuense das Fábricas de Cerveja e Bebidas Refrigerantes (hoje Unicer) e da Central de Cervejas, a Cuca foi a primeira cerveja fabricada industrialmente em Angola. Seguiu-se a Nocal (da Nova Empresa De Cervejas De Angola, de Luanda) em 1958, a EKA (da EKA - Empresa Angolana de Cervejas, do Dondo) em 1969, e a N'gola (da ECN - Empresa Cervejeira N´gola, do Lubango) em 1974.

Depois da independência do país em 1975, todas as cervejeiras do país foram nacionalizadas, surgindo em 1980 a Empresa Nacional de Cervejas de Angola (ENC). No ano 2005, o governo angolano passou à privatização do mercado cervejeiro. Já colaborando com as cervejeiras angolanas desde 1993, o grupo francês BGI/Groupe Castel adquiriu as marcas e cervejarias Cuca, Nocal e EKA, formando a Cuca BGI. Adquiriu ainda a N'gola em 2010 da SABMiller e construiu novas fábricas em Cabinda (CERBAB em Cabassango, cidade de Cabinda) e no Bom Jesus, na periferia de Luanda (COBEJE - Companhia de Bebidas do Bom Jesus).

Com o crescimento da economia angolana depois do fim da guerra civil em 2002, também as importações de cervejas começaram a ganhar volume, especialmente de marcas portuguesas como a Cristal e a Super Bock, da Unicer, e a Sagres, da Central de Cervejas. Assim, a Cuca BGI em Luanda passou a fabricar também a cerveja Sagres, obtendo a única licença para o fabrico da Sagres fora de Portugal. A Unicer decidiu em 2010 avançar com a construção de uma fábrica própria na zona de Luanda, a ÚNICA – União Cervejeira de Angola, para produzir a Cristal e a Super Bock, além de fabricar ali as cervejas Carlsberg e Guinness para o mercado angolano. Outras cervejeiras novas incluem a Lowenda Brewery Company (construída em 2014 com capital chinês na Zona Económica Especial de Viana, na perfiferia da capital) e a Tigra, marca e cervejeira da Refriango (de Viana), com a qual a principal produtora angolana de sumos e refrigerantes como a Blue se estreou no mercado das cervejas em 2016.

Uma garaffa da cerveja N'gola

Assim, a lista de marcas de cerveja históricas e atuais em Angola inclui, entre outras:

  • 33 Export
  • Bela (marca da Lowenda Brewery Company de capital chinês, fundada em 2015)
  • Castle (sobre licenca da África do Sul)
  • Cristal
  • Cuca (nas fábricas de Luanda, Bom Jesus, Cabinda, e na SOBA – Sociedade de Bebidas de Angola em Catumbela)
  • Doppel Munich (cerveja preta da Cuca BGI)
  • EKA
  • N'gola
  • Nocal
  • Sagres
  • Sambila
  • Super Bock
  • Skol (já fabricada no tempo colonial pela EKA sobre licença da Skol brasileira)
  • Tchizo (fundada em 2010 na CERBAB em Cabinda)
  • Tigra (marca e cervejaria da Refriango em Viana, fundada em 2016)

Austrália[editar | editar código-fonte]

No mundo em geral, a mais conhecida das cervejas da Austrália chama-se Fosters, mas no país de origem é pouco consumida. Existe uma piada entre os australianos: a Fosters seria tão ruim que decidiram exportá-la, conservando as restantes. A preferência pelas diversas cervejas australianas difere consoante os estados. Em Queensland, prefere-se a XXXX ("four-x" ou "quatro xis", numa tradução abusiva); na Austrália da Sul, bebe-se Coopers; na Nova Gales do Sul bebe-se Tooheys; em Victoria prefere-se uma VB; na Austrália Ocidental bebe-se a cerveja Swan e a Emu; na Tasmânia existe mais uma subdivisão: no norte bebem Boags, no sul bebem Cascade. Ainda que seja difícil dizer a um australiano que há a alguma outra cerveja além daquela de seu estado natal, outras bebidas populares são a Hahn e a Crown. Especialmente nas áreas de influência das maiores cidades, cervejas com características distintas começam a ser apreciadas. Incluem-se nestas uma enorme variedade de ales, constituindo algumas produtos alternativos das principais cervejarias, sendo outras provenientes de novas microcervejarias. O mesmo se passa com algumas cervejas estrangeiras.

Bélgica[editar | editar código-fonte]

Como as demais nacionalidades, os belgas orgulham-se da sua rica cultura cervejística. Há mais de 1 500 tipos de cerveja belga (incluindo cerveja com rótulo) entre as quais: Stella Artois, Alken Maes, Jupiler, Delirium tremens, Duvel, Kwak, La Binchoise, Chimay, Leffe e Hoegaarden são algumas das mais conhecidas. Geralmente é dito (principalmente pelos belgas) que as cervejas da Bélgica são particularmente excelentes. A Bélgica é a única região que onde os monges trapistas produzem a cerveja que recebe o nome da ordem (cerveja trapista). A única exceção fica na Holanda, onde são produzidas as cervejas La Trappe. Na Bélgca ficam os outros seis mosteiros que produzem a cerveja dentro de seus muros. Podem assim levar a denominação cerveja trapista.

Cada variedade da cerveja belga é servida em um copo específico. A forma e tamanho do copo varia, e tem o efeito de acentuar o sabor daquela cerveja em particular.

Brasil[editar | editar código-fonte]

O Brasil é o quarto maior mercado de cervejas do mundo, tendo produzido acima de 10 bilhões de litros em 2010[1] e tido um consuma anual per capita de 53,3 litros.[2]

O mercado brasileiro de cervejas é dominado pelas grandes fábricas, que juntas detêm 98,2% do market share. AmBev, Grupo Schincariol, Cervejaria Petrópolis e Heineken, empresas que dominam o mercado, disponibilizam basicamente cervejas do estilo Light Pilsen.

A partir de meados dos anos 90 teve início no país um movimento de revolução das micro cervejarias,[3] o qual vive um momento de ascensão, com a premiação de cervejas brasileiras em concursos internacionais[4] e a descoberta por parte do público consumidor,[5] mas que mesmo assim só representa 1,8% do mercado.

Algumas microcervejarias no Brasil

As principais cervejarias no Brasil e suas marcas:

Durante o verão, o consumo da bebida torna-se bem mais elevado. No período do Carnaval há uma grande explosão de consumo no país. Na Oktoberfest, em Blumenau, o consumo chega a ultrapassar 400.000 litros, em 18 dias de festa.

Bulgária[editar | editar código-fonte]

A Bulgária, embora seja apenas uma pequena região da Europa Oriental, tem um bom número de marcas de cerveja. As cervejarias mais populares (ambas produzindo cervejas homônimas) são a Zagorka (produzida principalmente em Stara Zagora) e Kamenitza. Outras marcas destacadas são a Stolichno (cerveja bock produzida pela Zagorka), Shumensko (ambas lager e ale verdadeira, produzidas na cidade de Shumen), Burgasko (produzida na cidade de Burgas), MM (produzida em Varna), Pirinsko (cidade de Blagoevgrad), e Plevensko (produzida na cidade de Pleven). Muitas das cervejarias búlgaras encontram-se na posse de cervejarias estrangeiras, como a Heineken.

Cabo Verde[editar | editar código-fonte]

Fábrica da CERIS-Sociedade Caboverdiana de Cerveja e Refrigerantes, na Praia

Em 2006 surgiu a Strela, produzida na capital Praia pela Sociedade Cabo-verdiana de Cerveja e Refrigerantes, pertencente à Coca-Cola. Veio a substituir a Coral, a primeira cerveja cabo-verdeana. É a segunda cerveja mais vendida no país, sendo ainda exportada para alguns países africanos como a Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Gambia e São Tomé e Príncipe. Também já é exportada para Portugal e as comunidades cabo-verdeanas na Holanda, Inglaterra e Estados-Unidos.[6][7]

Chegando em sentido inverso, são vendidas em Cabo Verde várias cervejas importadas. A Super Bock, importada de Portugal, é a cerveja mais consumida no país, tendo ocupado uma quota de 50% do mercado. A Sagres é a segunda cerveja portuguesa mais bebida em Cabo Verde, com uma quota de mercado na ordem dos 10 %.[8] Em 2015, a angolana Cuca anunciou também exportar para Cabo Verde.[9]

A lista de marcas de cerveja em Cabo Verde inclui, entre outras:

Canadá[editar | editar código-fonte]

O Canadá tem uma longa história de produção e consumo de cerveja. O clima invernal já providenciava as condições ideiais para o fabrico de cerveja, antes de a refrigeração artificial ser inventada. São bem conhecidas, por isso, duas grandes cervejarias comerciais, a Molson, a Labatt e outras companhias menores.

Como curiosidade, os populares atores canadenses da SCTV, Bob and Doug McKenzie, associam seu amor pela cerveja Cheech and Chong à marijuana.

China[editar | editar código-fonte]

A indústria cervejeira na China é certamente dominada por marcas nacionais, mas há uma concorrência crescendo nesse mercado. O grupo INBEV, além de lançar as renomadas marcas internacionais Beck's e Brahma, lançou algumas marcas locais como as Bai Sha, Double Deer, Jinling, Jinlongquan, KK, Sedrin, Red Rock Zhujiang (Pearl River Beer), Zhujiang draught.

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Os EUA sempre foram uma nação consumidora de grandes quantidades de cerveja. O diário de William Bradford regista que o Mayflower foi obrigado a fundear em Plymouth Rock em condições difíceis: "Não podíamos perder mais tempo a procurar… os nossos víveres estavam já quase esgotados, principalmente a cerveja." [2]

As tradições de cervejaria trazidas da Inglaterra e Holanda (tal como foram trazidas para Nova Iorque) asseguraram que as colónias fossem dominadas por bebedores de cerveja e não de vinho. Até meados do século XIX, a cerveja ale dominou a produção norte-americana. A situação mudou quando os estilos de lager, trazidos pelos imigrantes Alemães, demonstraram ser mais rentáveis no que diz respeito à sua produção e distribuição. Nomes como Miller, Pabst e Schlitz começaram a ganhar fama devido às fábricas de cerveja fundadas ou adquiridas por estas famílias - outros se seguiram. Os imigrantes Checos deram também o seu contributo para a história da cerveja dos Estados Unidos.

A cerveja lager produzida por estas companhias não era a mesma cerveja suave e de baixo teor alcoólico que se associa actualmente às modernas unidades produtoras de cerveja dos Estados Unidos. A pilsner americana era uma cerveja particularmente forte, tanto em teor alcoólico como no sabor, de forma a corresponder ao gosto tanto dos imigrantes da Europa Central, quanto dos que já viviam nos Estados Unidos.

Tudo terminou com a proibição. Apenas um pequeno número de fábricas de cerveja se manteve no negócio - produzindo quase cervejas, xarope de malte ou outras bebidas não alcoólicas produzidas a partir de cereais. A produção e transporte de álcool ficou largamente confinados a operações ilegais, nas quais os licores mais alcoólicos - rum contrabandeado ou aguardentes caseiras - se tornavam mais adequados e menos volumosos para transporte clandestino.

Cerca de cinquenta anos depois do fim da proibição, o mercado de cerveja dos Estados Unidos passou a ser dominada por grandes produtoras de cerveja, mais conhecidas pela sua uniformidade que por algum sabor em particular. Cervejas como a produzida pela Anheuser-Busch ou pela Coors seguem um estilo de pilsner muito restrito, com produção industrial em larga escala e com o uso de matérias primas de baixo-custo (como o arroz e o milho). O domínio da chamada "macrobrew" levou ao estereótipo internacional relativo à "cerveja americana", como sendo pobre em qualidade e sabor. Uma piada canadiana muito divulgada diz que a cerveja americana é como fazer amor numa canoa: "extremamente perto (ou melhor: "fucking close", no original) da água".

Contudo, desde o ressurgimento da produção comercial da indústria cervejeira na década de 1980, os Estados Unidos apresentam uma boa quantidade de tipos de cerveja, que se podem encontrar em mais de 1500 brewpubs, microcervejarias, e cervejeiras regionais como a Anchor (San Francisco) e a Samuel Adams (Boston). Em grande parte da Pensilvânia oriental, incluindo Filadélfia, o termo "lager" é sinónimo da Yuengling Traditional Lager, uma cerveja com um sabor forte de uma cervejeira regional de Pottsville, fundada em 1829, o que a torna na mais antiga cervejeira em funcionamento contínuo na América. Ainda que em volume de produção, as microcervejarias ainda dominem, os pequenos produtores são responsáveis ainda por uma grande variedade de estilos, devido a diferentes qualidades de lúpulo, entre outros ingredientes, bem como por influência de diferentes tradições de origem europeia.

A Associação de fabricantes de cerveja identificou os seguintes estilos de origem norte-americana:

O sucesso da produção comercial a grande escala de algumas fábricas permitiu que algumas fizessem também algum investimento em fábricas mais pequenas, como a Widmer, de forma a desenvolver cervejas mais complexas com um estilo próprio.

Estônia e Finlândia[editar | editar código-fonte]

Ambas as regiões são conhecidas por sua tradicional Sahti: uma cerveja feita de malte de arroz ou aveia, filtrado por raminhos de palhas e junípero. Esta é de longe a mais antiga tradição viva continuada no fabrico de cerveja, representando nada menos do que uma ligação direta com os métodos babilônicos de cervejaria.

França[editar | editar código-fonte]

Apesar do mercado francês ser dominado pelas cervejarias industriais, o Norte/Pas-de-Calais possui uma tradição cervejeira forte, compartilhada com seus vizinhos belgas. A Alsácia também possui uma forte tradição na produção de cerveja com leveduras de baixa fermentação (bottom fermenting yeasts) ao estilo alemão.

Atualmente, há cada vez mais microcervejarias a produzir a cerveja da moda, especialmente nas regiões com um forte sentimento de identidade (Cervejaria Lancelot na Bretanha, cerveja Pietra na Córsega…)

Grã-Bretanha[editar | editar código-fonte]

Segundo um estereótipo relativo aos britânicos, acredita-se que estes apreciam "cerveja quente". De fato, sua cerveja é geralmente servida em torno de 12 graus Celsius - não tão fria quanto a maioria dos drinques gelados, mas ainda gelada o suficiente para ser refrescante. Os pubs contemporâneos mantêm sua cerveja constantemente nesta temperatura, mas originalmente a cerveja devia ser servida na temperatura do porão no qual estava armazenada. Defensores da cerveja britânica dizem que isso realça sabores sutis que não existem nas cervejas de outras nações, e que estes apenas se produzem a temperaturas que poderiam fazer as demais cervejas parecerem ásperas. Caso existam sabores ásperos na cerveja (principalmente naquelas fabricadas em Yorkshire), os mesmos são habitualmente suavizados servindo a cerveja por uma bomba manual (sifão) ligada a um sparkler (espumante), acessório que mescla o ar com a cerveja, oxidando-a levemente e suavizando o sabor. Hoje, somente a ale verdadeira tende a ser servida com a bomba manual, até porque este não é o modo típico de servir as cervejas de produção industrial, que são vendidas em garrafas ou extraídas de uma torneira graduadora (válvula) de dióxido de carbono. A ale verdadeira é defendida pela Campaign for Real Ale (Campanha pela Ale verdadeira). Como a produção de lúpulo é característica das regiões meridionais, em particular, de Kent, as cervejas meridionais tradicionais, tal como a London Pride, a sul de uma linha que pode ser traçada do Canal de Bristol até Wash (na costa oeste da Inglaterra), contêm mais lúpulo do que aquelas encontradas a norte desta linha, como a Boddingtons.

Guiné-Bissau[editar | editar código-fonte]

Desde 1973 é produzida a cerveja Pampa de 5,1% de álcool na única fábrica de cerveja do país, a CICER - Companhia Industrial de Cervejas e Refrigerantes na capital Bissau, desde 2006 sobre o nome Africa Bottling Company Lda.

Entre as cervejas importadas são de referir algumas cervejas portuguesas e a cabo-verdeana Strela.

Índia[editar | editar código-fonte]

Em várias partes do nordeste da Índia, a cerveja de arroz é bem popular. Diversos festivais têm esta bebida como parte principal das celebrações. O arroz é fermentado em tonéis que, às vezes, são enterrados em subterrâneos.

Irlanda[editar | editar código-fonte]

A Irlanda é mais conhecida pela stout (forte), da qual a Guinness é a marca mais largamente vendida e mais largamente distribuída. A Guinness também produz a mais largamente distribuída lager irlandesa - a Harp. Recomenda-se que a Guinness seja servida depois de vertida, descansando por três minutos e então cortada. Junto à Guinness há também a Murphy´s, Caffrey´s e Beamish.

Japão[editar | editar código-fonte]

A cerveja é a bebida alcoólica preferida no Japão. Foi aí introduzida no início da Era Meiji a partir da Alemanha. Os maiores fabricantes são: Asahi, Kirin, e Sapporo, enquanto pequenas cervejarias locais oferecem diferentes e saborosas cervejas. As tipo Lager são as mais comuns, mas cervejas feitas com baixo conteúdo de grãos, chamadas "Happoushu" (bebida alcoólica espumante) captaram uma grande fatia do mercado, já que os impostos são mais baixos para tais produtos. Bebericar cerveja com feijões cozidos salgados edamame é o passatempo de verão favorito dos adultos.

México[editar | editar código-fonte]

Hoje, maior parte das cervejas mexicanas são produzidas por dois gigantes, FEMSA e Grupo Modelo. FEMSA, uma cervejaria internacional, é responsável pelas seguintes marcas: Tecate, Sol, Dos Equis, Carta Blanca, Superior, Indio, Bohemia e Noche Buena. Grupo Modelo tem menos marcas mas com maior mercado de exportação; Corona, Corona Light, Negra Modelo, Modelo Especial, Modelo Light e Pacífico são as marcas de exportação. Outras marcas do Grupo Modelo voltadas exclusivamente ao mercado local são a Victoria, Estrella e León e Montejo.

Sal e limão: É comum servir um pedaço de limão e um pouco de sal na boca da garrafa, especialmente com as cervejas mais leves vomo a Corona. Existe uma bebida tradicional conhecida como michelada, que é composto basicamente de cerveja leve com bastante suco de limão e molho picante.

As cervejas mexicanas são exportadas para diversos países.

Moçambique[editar | editar código-fonte]

Em 1932 surgiu a Laurentina em Lourenço Marques como a primeira cerveja a ser fabricada na então colónia portuguesa de Moçambique. Seguiu-se a Manica na Beira em 1959, e a 2M (Mac-Mahon) em 1962, esta novamente na capital Lourenço Marques.

Depois da independência do país em 1975, todas as cervejeiras foram nacionalizadas. Foi no tempo da guerra civil depois de 1977 que a 2M virou o inquestionado líder de mercado, com a Laurentina a baixar a produção a níveis muito reduzidos por falta de matéria prima, de péças para as máquinas e de funcionários. Em 1995, o governo moçambicano privatizou o setor da cerveja, formando a Cervejas de Moçambique (CDM) com base nas fábricas 2M e Manica, e vendendo 49,1% da nova CDM à SABMiller, que ainda passou a dirigir a empresa. Em 2001, também a Laurentina passou para a CDM, que nove anos depois construiu uma nova fábrica no norte do país, em Nampula.[10] Aqui passou a fabricar a nova marca de cerveja Impala em 2011, a primeira cerveja a nível mundial produzida industrialmente à base de mandioca. Nas suas quatro cervejeiras (duas em Maputo, uma na Beira e uma em Nampula), a CDM produz as suas marcas próprias e licenciadas, dominando assim o mercado moçambicano de cerveja com uma quota de 90%.[11][12]

A lista de marcas de cerveja em Moçambique inlui, entre outras:

  • 2M (líder de mercado)
  • Barons (sobre licença sul-africana)
  • Carling (sobre licença sul-africana)
  • Castle Milk Stout (sobre licença sul-africana)
  • Impala (cerveja de mandioca)
  • Laurentina
  • Manica
  • Redds (sobre licença sul-africana)

Nova Zelândia[editar | editar código-fonte]

O povo indígena da Nova Zelândia (maori) não conhecia a cerveja. O principal ingrediente da cerveja, a cevada, só foi introduzido na Nova Zelândia com a chegada dos europeus em meados do século XIX. A história recente da cerveja na Nova Zelândia é caracterizada pela dominação de três grandes cervejarias. A dominação dessas cervejarias foi ajudada pela compra de pequenas cervejarias locais. A partir de meados da década de 1980, pequenas lojas ou microcervejarias começaram a emergir. Consequentemente, a gama de estilos de cerveja aumentou. Alguns pubs operam sua própria cervejaria, quase sempre localizada dentro do próprio pub. O consumo de vinho e de outras bebidas alcoólicas diferentes da cerveja está aumentando. Com isso, vem diminuindo a quantidade de cerveja consumida pelos neozelandeses.

Polônia[editar | editar código-fonte]

A cerveja sempre foi extremamente importante para os Polacos. Um líder Polonês, encorajado pelo Papa para tomar partido na cruzada, se recusou, porque, como escreveu ao pontífice, a terra santa não tinha cerveja. A cerveja Polonesa tradicional é sempre de pilsen, lager ou porter. As marcas mais populares Polonesas são Żywiec, EB, Lech, Lezajsk, e Tyskie.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em 2006, com uma média de 61 litros por pessoa, foi o ano que se verificou o recorde de consumo em Portugal. O número passou para 49 litros em 2013 (a média europeia era de 73 litros).[13] Em 2014, cada português bebeu em média 46 litros de cerveja. Desde 1990 não se bebia tão pouco.[14]

Em 2012, foram consumidos em Portugal 483 milhões de litros de cerveja.[15]

O mercado da cerveja em Portugal é, basicamente, oligopolizado pela luta entre a Sagres da Central de Cervejas e a Super Bock da Unicer, que além desta ainda produz outras cervejas incluindo a mais antiga marca de cerveja portuguesa existente, a Cristal, fundada em 1890. Na Região Autónoma da Madeira, a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM) fabrica a cerveja Coral.

Das muitas marcas portuguesas de cerveja introduzidas ao decorrer do tempo, uma parte simplesmente desapareceu enquanto outras continuam vivas, sendo hoje marcas comercializadas pelos grandes grupos do mercado de bebidas em Portugal.

Cervejas da ECM, da Madeira

Assim, a lista de marcas portuguesas de cerveja históricas e atuais inclui, entre outras:

  • Bohemia (da Central de Cervejas)
  • Cergal
  • Cheers (cerveja sem alcoól da Unicer)
  • Clok
  • Cintra
  • Coral (fundada em 1969, da Empresa de Cervejas da Madeira)
  • Cristal (do Porto, fundada em 1890)
  • Imperial (que deu nome à cerveja à pressão, também designada por Fino)
  • Invicta (do Porto)
  • Jansen (cerveja sem alcoól da Central de Cervejas)
  • Marina
  • Nevália e Vitória (cervejas da Unicer no tempo da segunda guerra mundial)
  • Onix (de Coimbra)
  • Sagres (fundada em 1940, da Central de Cervejas)
  • Super Bock (fundada em 1927, da Unicer)
  • Tagus (da Sumol+Compal)
  • Topázio (de Coimbra)
  • Zarco (da Empresa de Cervejas da Madeira)
  • Zirta
Garrafa da Sovina (2015)

Além destas, continuam a existir marcas de cervejarias mais pequenas como a Cervejaria Portugália (fundada em 1925 na Avenida Almirante Reis em Lisboa), a Praxis (da Praxis Fábrica e Museu em Coimbra) e outras cervejas artesanais, incluindo, entre outras:

  • a cerveja Letra criada na Universidade do Minho
  • a cerveja Maldita criada em 2013 na Cacia perto de Aveiro
  • a Roll Beer feita em Pombal
  • a Sovina da sociedade Os Três Cervejeiros, Lda. no Porto, fundada em 2011
  • a cerveja Areias de Guimarães (fundada em 2015)

Ainda existe em Portugal uma cerveja Laurentina, lembrando a marca histórica, fundada em 1932 na cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique. Marca registada na Alemanha depois do 25 de Abril por um português vindo da antiga colónia portuguesa, a Laurentina portuguesa é vendida em supermercados portugueses, enquanto a Laurentina moçambicana continua a ser fabricada em Moçambique pelas atuais Cervejas de Moçambique, pertencente ao grupo SABMiller.

República Checa[editar | editar código-fonte]

O tipo Pilsener de cerveja originou-se na cidade de Plzeň na Boêmia. De fato, os tchecos fazem cervejas muito bem conhecidas e as mais bem consideradas nesse estilo, incluindo a Pilsner Urquell, Staropramen, e Budweiser original. Os tchecos são frequentemente apresentados como o povo que responde pelo maior consumo per capita de cerveja.

Romênia[editar | editar código-fonte]

A cerveja romena é conhecida na Europa Central e Oriental pelo seu sabor e baixo preço. Ursus é a rainha da cerveja romena desde 1879 (uma marca da Cervejarias Sul-Africanas). Outras marcas tradicionais de cervejas romenas são Timisoreana, Bucegi e Neumarkt.

São Tomé e Príncipe[editar | editar código-fonte]

A única fábrica de cerveja no país, a Cervejaria Rosema na cidade de Neves, produz a cerveja Creola e a Rosema, uma cerveja lager leve de 4,2 % álcool.[16]

Além das nacionais, ainda sao importadas outras cervejas. De mencionar as portuguesas Super Bock e Sagres, a cabo-verdeana Strela e desde 2014 também a angolana Cuca.[17]

A lista de marcas de cervejas em São Tomé e Príncipe inlui, entre outras:

  • Cuca (importada de Angola)
  • Creola
  • Rosema
  • Sagres (importada de Portugal)
  • Strela (importada de Cabo Verde)
  • Super Bock (importada de Portugal)

Sérvia e países vizinhos[editar | editar código-fonte]

Veja Cerveja na Sérvia e países vizinhos

Timor-Leste[editar | editar código-fonte]

No tempo colonial, era a Sagres que depois de 1940 estava presente em Timor. Ao decorrer do tempo, Timor-Leste ficou duas décadas sobre o domínio da Indonésia, passou por uma guerra civil e um periodo de transição, até alcançar a independência completa em 2002. Desde então, o consumo relativamente baixo de cerveja[18] divide-se entre as marcas Tiger, Bintang e ABC, todas elas da Indonésia e pertencentes à Heineken, representando 80 % do mercado timorense, além de alguma presença de cervejas portuguesas, chinesas e australianas.[19]

A única fábrica de cerveja timorense, que produzia a marca nacional Buffalo Beer na capital Díli, fechou em 2006. Em 2015, a Heineken iniciou a construção de uma fábrica de cerveja no país com capacidade para produzir 30 milhões de litros de cerveja a partir o final de 2016. Além das existentes marcas da Heineken, vai ser fabricada uma nova marca nacional.[19]

Bebidas relacionadas[editar | editar código-fonte]

Cervejas e bebidas similares feitas de matérias-primas diferentes de cevada incluem:

Referências

  1. [1] - Brasil é o quarto no ranking mundial de produção de cerveja
  2. Data - Swivel
  3. Estadão - Pequenas cervejarias se profissionalizam
  4. Revista Beerlife
  5. Blog O Outro - PUC Minas
  6. Cabo Verde exporta cerveja para Portugal, artigo no sítio www.noticias.sapo.cv, visitado em 27 de novembro de 2016
  7. http://www.cabo-live.com/article-549-Le.Cap-Vert.exporte.de.la.biere.aux.USA.html Le Cap-Vert exporte de la bière aux USA], artigo do dia 29 de agosto de 2011 do sítio www.cabo-live.com, visitado em 27 de novembro de 2016
  8. Cabo Verde: Cerveja Strela ultrapassou Sagres e quer passar Superbock, artigo no sítio www.noticias.sapo.cv, visitado em 27 de novembro de 2016
  9. Cerveja Cuca já chegou e quer produzir em Portugal, artigo do dia 7 de junho de 2015 do jornal português Diário de Notícias, visitado em 12 de novembro de 2016
  10. Cervejeira de Nampula concorre a título africano, artigo do dia 1 de dezembro de 2010 no sítio do jornal moçambiquano A Verdade, visitado a 27 de novembro de 2016
  11. Artigos sobre a Cervejas de Moçambique (inglês) no www.beverage-world.com, visitada a 27 de novembro de 2016
  12. Duas cervejas que contam a história de Moambique, artigo de 18 de agosto de 2012 no sítio do jornal português Diário de Notícias, visitado a 20 de novembro de 2016
  13. «Consumo interno de cerveja recupera após 7 anos a cair». 
  14. «2014 Os portugueses andam a beber menos cerveja». 
  15. «Quanto bebem os Portugueses por dia?». 
  16. Perfil da Cervejaria Rosema no sítio www.ratebeer.com, visitado em 27 de novembro de 2016
  17. Cerveja Cuca de Angola inicia internacionalização em São Tomé e Príncipe, artigo do dia 12 de maio de 2012 no sítio de economia www.macauhub.com.mo, visitado em 27 de novembro de 2016
  18. Dados sobre a importação de cerveja em Timor-Leste no sítio www.actualitix.com, vistitado em 27 de novembro de 2016
  19. a b East Timor: From Oil To Beer, artigo do dia 10 de dezembro de 2015 no sítio de mercado internacional de bebidas www.investvine.com, visitado em 27 de novembro de 2016

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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