Sexta-Feira 13 (1980)

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Friday the 13th
Sexta-Feira 13[1][2], ou
Sexta-Feira 13 - Parte 1[3]
 (PT)
Sexta-Feira 13[4][5] (BR)
Sexta Feira 13 (1980).jpg
 Estados Unidos
1980 •  Cor •  95 min 
Direção Sean S. Cunningham
Produção Sean S. Cunningham
Roteiro Victor Miller
Elenco Adrienne King
Betsy Palmer
Jeannine Taylor
Robbi Morgan
Kevin Bacon
Harry Crosby
Ari Lehman
Gênero terror
Música Harry Manfredini
Edição Bill Freda
Distribuição Paramount Pictures
Warner Bros.
Lançamento Estados Unidos 9 de maio de 1980
Brasil 1 de dezembro de 1980
Portugal 13 de março de 1981
Idioma inglês
Orçamento US$ 550.000
Cronologia
Sexta-Feira 13 - Parte 2
(1981)
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Sexta-Feira 13 (em inglês: Friday the 13th) é um filme norte-americano de 1980, do gênero terror, dirigido por Sean S. Cunningham. É o primeiro da extensa série de terror e slasher Sexta-Feira 13. Produzido por Cunningham e escrito por Victor Miller, surgiu na esteira do sucesso de Halloween, de 1978.[6] O filme conta a história de um grupo de adolescentes que são assassinados um a um por um assassino desconhecido enquanto tentam reabrir um acampamento abandonado.

Na época, Betsy Palmer, principal estrela do filme, era a integrante mais famosa do elenco, enquanto os demais atores, como Adrienne King e Kevin Bacon, eram pouco conhecidos do grande público. O filme foi lançado nos Estados Unidos pela Paramount e internacionalmente pela Warner Bros.[7] Teve um orçamento muito curto, avaliado em 500 mil dólares, mas se tornou um grande sucesso em bilheterias ao lucrar 39.754.601 dólares ao redor do mundo.[8]

Quando lançado originalmente, Sexta-Feira 13 recebeu opiniões majoritariamente negativas de críticos de cinema, apesar de seu grande sucesso com o público. Nos anos que se seguiram, as críticas em retrospecto foram mais positivas, e o filme se tornou um clássico cult. Além de ser o primeiro filme do gênero a garantir a distribuição nos Estados Unidos por um grande estúdio (Paramount Pictures),[9] o sucesso de bilheteria da obra levou a uma longa série de sequências, um crossover com A Nightmare on Elm Street e um reboot em 2009.


Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Na sexta-feira, 13 de junho de 1958, dois monitores do acampamento Crystal Lake, Claudette e Barry, saem do trabalho para um encontro "romântico". Eles são descobertos por um assassino que estava vigiando os dois. Eles são mortos e o acampamento Crystal Lake é fechado.

Duas décadas mais tarde, o acampamento está se preparando para reabrir. Na cidade, um maluco, Crazy Ralph, adverte Annie sobre o "acampamento da morte" que foi amaldiçoado com a morte, mas Annie continua o seu caminho para o acampamento. Neste mesmo local, um caminhoneiro, Enos, conta a ela os acontecimentos do acampamento: os assassinatos em 1958, um garoto afogado em 1957, os incêndios e a água ruim que frustrou as tentativas de reabrir o local. Annie, em seguida, pega uma carona com a pessoa errada, que a persegue pelo bosque e corta sua garganta.

No acampamento Crystal Lake, Steve Christy está ansioso para seus monitores Marcie, Jack, Ned, Brenda, Bill e Alice chegarem para começar a preparação para a reabertura do acampamento. Depois que tudo está pronto, Steve sai para uma missão urgente na cidade. Os monitores trabalham por mais algum tempo, em seguida, pausam para nadar. Depois de um susto com afogamento, uma cobra em uma cabana e visitas de oficiais da lei e Crazy Ralph, Ned vai investigar um barulho em uma das cabanas, e não sai.

A tempestade começa e Marcie e Jack procuram abrigo na mesma cabana, onde fazem amor em um beliche. Enquanto isso, Brenda, Bill e Alice se divertem com um jogo excitante de monopólio. Após fazer amor, Marcie sai para o banheiro e Jack permanece na cama. Uma gota de sangue pinga sobre Jack, e antes que ele possa se dar conta da situação, a mão do assassino sai debaixo da cama, segura a cabeça dele e atravessa o peito dele com uma flecha. Marcie, enquanto está no banheiro, percebe a entrada de alguém e pensa se tratar de Jack. Ela sai do banheiro e vai investigar nos chuveiros, e acaba por ser assassinada, com um machado em seu rosto.

A memorável cena em que Jason ataca Alice no final do filme não estava prevista no roteiro original.

Batidas das janelas abertas na cabana principal interrompem o jogo de Brenda, Bill e Alice. Brenda corre para fechar as janelas em sua cabana. Na cidade, Steve termina sua refeição no restaurante local e começa a viagem de volta para o acampamento. De seu camarote, Brenda ouve uma criança chorando na floresta e trovões na tempestade. Ela anda vagarosamente pelo local por causa da chuva, um grande arco de repente é iluminado, com Brenda em pé na frente dos alvos.

Alice acha que ouve um grito, ela e Bill vão investigar. Encontram um machado sangrento na cama de Brenda. Os telefones estão fora de área e não funcionam, então eles decidem voltar para a cabana principal para sair da chuva. Entretanto, o jipe de Steve desliza para fora da estrada. Um carro de polícia passando lhe dá uma carona para parte do caminho, e ele anda o resto - só para encontrar o assassino, que Steve reconhece, antes que de ser esfaqueado no estômago.

De volta ao acampamento, não chovendo mais, Bill vai checar o gerador, enquanto Alice tira um cochilo. Quando ela acorda, vai procurar Bill no gerador, mas descobre seu corpo na porta crivado de flechas. Ela retorna para a cabana principal e se assusta quando o cadáver de Brenda é jogado pela janela. Ela foge e corre para Pamela Voorhees, uma velha amiga dos "Christys" (Steve do acampamento Crystal Lake).

Alice fica sozinha contra Pamela, cujo filho Jason fora afogado no acampamento Crystal Lake, em 1957 (por negligência dos monitores). Pamela se revela a assassina, que queria vingar a morte de Jason, e por isso assassinou todos os monitores do acampamento. Alice a confronta, as duas iniciam uma luta, que se estende até para perto do lago. No lago, Alice imobiliza Pamela, e decapita a psicopata com um facão. De manhã, Alice é encontrada por policiais, dentro da canoa, vagando pelo lago. Jason sai do lago e vira a canoa. Alice cai dentro da água, mas acorda gritando no hospital e pergunta pelo garoto (Jason). Os policiais afirmam que não há ninguém no lago, e Alice afirma que ele ainda está lá.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento e roteiro[editar | editar código-fonte]

Sexta-Feira 13 ainda não tinha um roteiro completo quando Sean S. Cunningham publicou este anúncio na revista Variety.

Sexta-Feira 13 foi produzido e dirigido por Sean S. Cunningham, que já havia trabalhado com o cineasta Wes Craven no filme The Last House on the Left. Cunningham, inspirado em Halloween de John Carpenter, queria que Sexta-Feira 13 fosse chocante, visualmente impressionante e que "[fizesse] você pular do seu assento". Querendo se distanciar de The Last House on the Left, Cunningham queria que Sexta-Feira 13 fosse mais que um "passeio de montanha-russa".[6]

A princípio, Sexta-Feira 13 era nada mais que um título. Durante o processo de escrita, o trabalho era chamado de A Long Night at Camp Blood, mas Cunningham acreditava no potencial do nome "Friday the 13th" e rapidamente tratou de colocar um anúncio na Variety. Preocupado que alguém possuísse os direitos do título e a fim de evitar potenciais ações judiciais, Cunningham achou que seria melhor averiguar isso imediatamente. Ele contratou uma agência de publicidade de Nova Iorque para desenvolver seu conceito do logotipo do filme, que consistia em grandes letras maiúsculas que explodiam em um painel de vidro.[10] No final, Cunningham acreditava que não havia "problemas" com o título, mas o distribuidor George Mansour declarou: "Houve um filme antes do nosso chamado Friday the 13th: The Orphan. Foi moderadamente bem-sucedido. Mas alguém ainda ameaçou processá-lo. Phil Scuderi negociou com eles, e isso finalmente foi resolvido."[11]

As filmagens ocorreram nos municípios de Hardwick, Blairstown e Hope, Nova Jérsei, e em seus arredores, em setembro de 1979. As cenas do acampamento foram rodadas no Camp No-Be-Bo-Sco, um acampamento de escoteiros que fica em Hardwick, Nova Jérsei. O local existe até hoje e ainda funciona como um acampamento de verão.[12][13]

O roteiro foi escrito por Victor Miller, que posteriormente passou a roteirizar várias soap operas para a televisão, incluindo Guiding Light, One Life to Live e All My Children. Miller ficou muito entusiasmado com a ideia de criar um assassino em série que acabava se revelando a mãe de alguém, um assassino cuja única motivação era o amor por seu filho. "Tomei a maternidade e a transformei em sua cabeça e acho que foi muito divertido. A senhora Voorhees era a mãe que eu sempre quis - uma mãe capaz de matar por seus filhos." Miller estava descontente com a decisão dos cineastas de fazer de Jason Voorhees o assassino nas sequências. "Jason estava morto desde o começo. Ele era uma vítima, não um vilão."[14] A ideia de Jason aparecer no final do filme não estava prevista no roteiro original e, na verdade, foi sugerida pelo designer de maquiagem Tom Savini. Savini afirmou que "Toda a razão para a reviravolta no final foi porque eu tinha acabado de ver Carrie, então achamos que também precisávamos de um 'susto que fizesse pular da cadeira', e eu disse, 'vamos trazer Jason'."[15]

Escolha do elenco[editar | editar código-fonte]

Uma firma sediada em Nova Iorque, chefiada por Julie Hughes e Barry Moss, foi contratada para encontrar oito jovens atores para fazer parte da equipe do acampamento. Cunningham admite que não procurava "grandes atores", mas qualquer um que fosse simpático e parecesse ser um monitor responsável pelo acampamento. De acordo com a perspectiva de Cunningham, os atores precisariam ter uma boa aparência, ler os diálogos minimamente bem e trabalhar de forma barata. Moss e Hughes ficaram felizes em encontrar quatro atores, Kevin Bacon, Laurie Bartram, Peter Brouwer e Adrienne King, que haviam aparecido anteriormente em soap operas.[16] Para o papel de "Alice" foram realizados testes abertos de elenco, uma estratégia publicitária para atrair mais atenção para o filme. King fez um teste principalmente porque era amiga de alguém que trabalhava no escritório de Moss e Hughes. Depois que ela fez o teste, Moss lembra que Cunningham comentou que eles escolheram, de fato, a melhor atriz. Como Cunningham explica, ele estava procurando por pessoas que pudessem se comportar naturalmente, e King foi capaz de mostrar isso a ele no teste.[17]

Eu nem sequer pensava neste filme como um filme de terror. "Para mim, este era um pequeno filme independente sobre adolescentes despreocupados que estão tendo um momento de loucura em um acampamento de verão onde eles estão trabalhando como monitores. Então eles simplesmente são mortos."

—Jeannine Taylor sobre como ela via Sexta-Feira 13[17][nota 1]

Com King no elenco no papel da heroína principal Alice, Laurie Bartram foi contratada para interpretar Brenda. Kevin Bacon, Mark Nelson e Jeannine Taylor, que já se conheciam antes do filme, foram escalados como Jack, Ned e Marcie, respectivamente. Bacon e Nelson concordam que, como os três já se conheciam, já tinham a química específica que o diretor de elenco procurava nos papéis de Jack, Ned e Marcie.[18] Taylor afirmou que considerava Hughes e Moss tão conceituados na época que, quando eles lhe ofereceram um teste, ela sentiu que, qualquer que fosse o papel, seria "uma boa oportunidade".[17]

Sexta-Feira 13 foi o primeiro longa-metragem de Mark Nelson, e quando ele fez seu primeiro teste, a única coisa que lhe deram para ler foram algumas cenas de comédia. Nelson recebeu um telefonema de volta para uma segunda audição, o que exigia que ele usasse uma roupa de banho, o que levou Nelson a começar a se perguntar se havia algo errado em relação ao filme. Ele não entendeu o que realmente estava acontecendo até conseguir o papel e receber o roteiro completo para ler. Nelson explica: "Certamente não foi um papel dramático direto, e foi só depois que me ofereceram o papel que me deram o roteiro completo para ler e percebi quanto sangue havia nele".[17] Nelson acredita que Ned usava o humor para esconder suas inseguranças, especialmente em torno de Brenda, pela qual o ator acredita que Ned foi traído. Nelson relembra que um rascunho inicial do roteiro afirmava que Ned sofria de poliomielite e suas pernas estavam deformadas enquanto a parte superior do corpo era musculosa.[16] Acredita-se que Ned tenha sido a primeira "vítima prática brincalhona" dos filmes de terror. De acordo com o escritor David Grove, não havia nenhum personagem equivalente em Halloween de John Carpenter, ou Black Christmas de Bob Clark antes disso. Ele serviu de modelo para os filmes de terror que seguiriam a Sexta-Feira 13.[19]

Fui fazer um teste para [Moss e Hughes] para outra coisa. Eles disseram, "você sabe, Robbi, não é exatamente o que você espera, mas há um filme chamado Sexta-Feira 13 e eles precisam de uma adorável monitora de acampamento."

—Robbi Morgan sobre como ela conseguiu o papel de Annie.[17][nota 2]

O papel de Bill foi oferecido a Harry Crosby, filho de Bing Crosby. Robbi Morgan, que interpretou Annie, não estava fazendo testes para o filme quando lhe foi oferecido o papel. Enquanto em seu escritório, Hughes apenas olhou para Morgan e proclamou "você é uma conselheira do acampamento". No dia seguinte, Morgan estava no set.[16] Morgan só apareceu no set por um dia para filmar todas as suas cenas. Rex Everhart, que interpretou Enos, não filmou as cenas do caminhão com Morgan, então ela teve que atuar com um Enos imaginário, ou trocar diálogo com Taso Stavrakis - assistente de Savini - que se sentaria no caminhão com ela.[16] Foi a namorada de Peter Brouwer que o ajudou a conseguir um papel em Sexta-Feira 13. Depois de ter sido recentemente excluído da soap opera Love of Life, Brouwer voltou a Connecticut para procurar emprego. Ao saber que sua namorada estava trabalhando como assistente de direção em Sexta-Feira 13, Brouwer perguntou se havia algum papel para ele. Inicialmente, disse que o elenco estava procurando grandes estrelas para o papel de Steve Christy, então Sean Cunningham apareceu para entregar uma mensagem para a namorada de Brouwer, o viu trabalhando em um jardim, e assim Brouwer foi contratado.[16]

Pamela Voorhees demonstra toda a sua psicopatia em cena. Betsy Palmer afirmou que sua interpretação fundamentou-se em traumas familiares da personagem, sendo o principal deles a morte do filho. O diretor Sean S. Cunningham queria que a sra. Voorhees fosse assustadora sem soar "exagerada".

Estelle Parsons foi inicialmente convidada a interpretar a assassina do filme, a Sra. Voorhees, mas acabou recusando. O agente da atriz alegou que o filme era muito violento e não sabia que tipo de atriz desempenharia esse papel. Hughes e Moss enviaram uma cópia do roteiro para Betsy Palmer, na esperança de que ela aceitasse o papel. Palmer não conseguia entender por que alguém iria querer que ela participasse de um filme de terror, pois já havia atuado em filmes como Mister Roberts, The Angry Man e The Tin Star. Palmer só concordou em desempenhar o papel porque ela precisava comprar um carro novo, mesmo acreditando que o filme "seria uma merda".[16] Stavrakis também substituiu Betsy Palmer na cena em que o personagem de Morgan é perseguido pela floresta pela Sra. Voorhees, embora o público só visse um par de pernas correndo atrás de Morgan. Palmer acabara de chegar à cidade quando aquelas cenas estavam prestes a ser filmadas, e não estava na forma física necessária para perseguir Morgan pela floresta. A formação de Morgan como acrobata a ajudou nestas cenas, pois a sua personagem foi obrigada a saltar de um jipe em movimento quando descobriu que a Sra. Voorhees não pretendia levá-la ao acampamento.[16] Betsy Palmer explica como ela desenvolveu o personagem da Sra. Voorhees:

"Sendo uma atriz que usa o Sistema Stanislavski, eu sempre tento encontrar detalhes sobre o meu personagem. Com Pamela... eu comecei com um anel de formatura que ela usou, conforme eu lembro de ter lido no roteiro. Começando com isso, eu me imaginei como Pamela voltando aos meus dias de colegial no início dos anos 1940. Então, é 1944, uma época muito conservadora, e Pamela tem um namorado fixo. Eles fazem sexo - o que é muito ruim, é claro - e Pamela logo engravida de Jason. O pai foi embora e quando Pamela conta aos pais dela, eles a abandonam porque ter... bebês fora do casamento não é algo que as boas moças fazem. Acho que ela criou Jason da melhor forma possível, mas ele acabou se tornando um garoto muito estranho. [Ela teve] muitos empregos temporários e um desses trabalhos foi como cozinheira num acampamento de verão. Então Jason se afogou e todo o seu mundo desmoronou. O que os monitores estavam fazendo em vez de tomar conta de Jason? Eles estavam transando, que foi o que a levou a entrar em apuros. A partir desse ponto, Pamela se tornou muito psicótica e puritana em suas atitudes, pois estava determinada a matar todos os monitores imorais do campo."[16]

Cunningham queria tornar o personagem da Sra. Voorhees "aterrorizante" e, para esse fim, acreditava que era importante que Palmer não atuasse "de forma muito exagerada". Havia também o temor de que os créditos passados de Palmer, como personagens mais saudáveis, tornassem difícil acreditar que ela pudesse ser assustadora.[20] Ari Lehman, que já havia feito um teste para Manny's Orphans de Cunningham, não conseguindo o papel, estava determinado a conseguir o papel de Jason Voorhees. De acordo com Lehman, ele atuou intensamente e depois Cunningham disse que ele era perfeito para o papel.[16] Além do elenco principal, Walt Gorney apareceu como "Crazy Ralph", o adivinho da cidade. O personagem de Crazy Ralph pretendia estabelecer duas funções: prenunciar os eventos que estavam por vir e insinuar que ele poderia realmente ser o assassino. Cunningham afirmou que ele estava apreensivo sobre a inclusão do personagem, e não tem certeza se ele realizou seu objetivo de criar um novo suspeito.[17]

Música[editar | editar código-fonte]

Friday the 13th
Trilha sonora de Harry Manfredini
Lançamento 13 de janeiro de 2012
Gênero(s) Partitura de filme
Duração 43:54
Idioma(s) Inglês
Gravadora(s) Gramavision Records
La-La Land Records

Quando Harry Manfredini começou a trabalhar na trilha sonora, decidiu que a música seria tocada apenas quando o assassino estivesse realmente presente para não "manipular o público".[21] Manfredini justificou a falta de música em certas cenas: "Há uma cena em que uma das meninas ... está caminhando pela área do arco e flecha... Um dos caras atira uma flecha no alvo e por pouco não a acerta. É muito assustador, mas se você prestar atenção, não há música. Isso foi uma escolha."[21] Manfredini também decidiu que quando algo fosse acontecer, a música seria cortada para que o público relaxasse um pouco, tornando o susto muito mais eficaz.

Como a assassina, a Sra. Voorhees, aparece na tela somente durante as cenas finais do filme, Manfredini teve a tarefa de criar uma partitura que representasse o assassino em sua ausência.[21] Manfredini se inspirou no filme de 1975, Tubarão, no qual o animal também não é visto na maior parte do filme, mas o tema criado por John Williams levava o público a perceber a ameaça invisível do tubarão.[22] Sean S. Cunningham queria a participação de um coral, mas o orçamento não permitiria isso. Enquanto ouvia uma música de Krzysztof Penderecki, que continha um refrão com "pronúncias impressionantes", Manfredini se inspirou para recriar um som similar. Ele criou o som "ki ki ki, ma ma ma" a partir do último rolo do filme, quando a Sra. Voorhees chega e recita "Kill her, mommy!" ("Mata ela, mamãe!") O "ki" vem de "kill" e o "ma" de "mommy". Para conseguir o som único que ele queria para o filme, Manfredini falou as duas palavras "asperamente, distintamente e ritmicamente em um microfone" e as colocou em uma máquina de reverberação de eco.[21] Manfredini terminou a trilha sonora original depois de algumas semanas e gravou a partitura no porão de um amigo.[22] Victor Miller e o editor assistente Jay Keuper comentaram como a música é memorável, com Keuper descrevendo-a como "iconográfica". Manfredini diz: "Todo mundo pensa que é cha, cha, cha. Eu respondo, 'Cha, cha, cha? Do que você está falando?'"[23]

Em 1982, a Gramavision Records lançou um LP de peças selecionadas das partituras de Harry Manfredini dos três primeiros filmes de Sexta-Feira 13.[24] Em 13 de janeiro de 2012, a La-La Land Records lançou uma coleção em box de seis CDs em edição limitada contendo as partituras de Manfredini dos seis primeiros filmes. O produto esgotou em menos de 24 horas.[25]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as canções escritas e compostas por Harry Manfredini, exceto onde indicado. 

N.º Título Duração
1. "Overlay of Evil / Main Title"   3:33
2. "Banjo Travelin'"   1:12
3. "Alice Goes to the Lake (Parts 1 and 2)"   0:36
4. "Back Up to Annie Alone"   1:34
5. "Mrs. V Watches"   1:09
6. "Ralph in the Pantry"   1:30
7. "Don't Smoke in Bed"   1:02
8. "Not Tonight, I've Got a Headache"   2:52
9. "Brenda in Lights"   4:33
10. "The Bed Axe"   1:58
11. "Alice Runs to Cabin"   5:04
12. "Mrs. V Comes Clean"   5:57
13. "Alice Runs to Light"   2:09
14. "The Last Fight / The Chop to the End"   1:26
15. "The Boat on the Water - Closing Theme 1 / Jason in the Lake"   2:26
16. "Closing Theme"   2:42
17. "Sail Away Tiny Sparrow (by Manfredini, John R. Briggs)"   2:42
Duração total:
43:54

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

A Paramount comprou os direitos de distribuição de Sexta-Feira 13' por US $ 1,5 milhão, depois de ver uma exibição do filme. A empresa gastou aproximadamente US $ 500 mil em anúncios para o filme e, em seguida, US $ 500 mil adicionais, quando o filme começou a se sair bem nas bilheterias.[26] Sexta-Feira 13 estreou nos cinemas em 9 de maio de 1980 em todos os Estados Unidos, expandindo seu lançamento para 1.100 cinemas. O filme arrecadou US $ 5.816.321 em seu primeiro fim de semana, arrecadando US $ 39.754.601 no país. Foi o 18º filme de maior bilheteria daquele ano, enfrentando uma forte concorrência de filmes de terror de alto orçamento, como The Shining, Dressed to Kill, The Fog e Prom Night. O faturamento mundial foi de US $ 59.754.601.[27][28] Sexta-Feira 13 foi lançado internacionalmente, o que era incomum para um filme independente com, na época, atores pouco reconhecidos ou rentáveis, além da famosa atriz de televisão e cinema Betsy Palmer.[29] O filme arrecadaria aproximadamente US $ 20 milhões nas bilheterias internacionais.[30] Não considerando as vendas internacionais, ou o filme crossover com Freddy Krueger, de A Nightmare on Elm Street, o Friday the 13th original é o filme de maior bilheteria da série.[31]

Para contextualizar a bilheteria bruta de filmes em 2014, o custo de realizar e promover Sexta-Feira 13 - o que inclui o orçamento de US $ 550.000 e o anúncio de US $ 1 milhão - é de aproximadamente US $ 4,5 milhões. No que diz respeito às bilheterias nos EUA, o filme teria feito US $ 177,72 milhões em dólares de 2017 ajustados.[32] Em 13 de julho de 2007, Sexta-Feira 13 foi exibido pela primeira vez na Blairstown's Main Street, no cinema que aparece no próprio filme logo após os créditos de abertura.[13] Grandes multidões forçaram o Blairstown Theatre Festival, a organização patrocinadora, a realizar uma exibição extra. O evento foi coberto pela mídia local e pelo Canal 11 de Nova Iorque, WPIX.[33] Uma edição em comemoração ao 30º aniversário do filme foi lançada em 10 de março de 2010.[34] Uma exibição de aniversário de 35 anos foi realizada no Griffith Park Zoo como parte do Great Horror Campout em 13 de março de 2015.[35]

Recepção[editar | editar código-fonte]

O mais contundente detrator do filme foi Gene Siskel, que em sua crítica chamou Cunningham de "uma das mais desprezíveis criaturas que já infestou a indústria do cinema".[36] Ele também publicou o endereço de Charles Bluhdorn, president do conselho da Gulf+Western, que era proprietária da Paramount, bem como a cidade natal de Betsy Palmer e encorajou outros detratores a escreverem para eles e expressar seu desprezo pelo filme.[37] Siskel e Roger Ebert passaram um episódio inteiro de seu programa de TV criticando o filme (e outros filmes de terror da época) porque consideravam que estes fariam o público torcer pelo assassino.[38] Leonard Maltin inicialmente classificou o filme com uma estrela, ou "BOMBA", mas depois mudou de ideia e concedeu ao filme uma estrela e meia "simplesmente porque é um pouco melhor que a Parte 2 e o chamou de "thriller sangrento de papelão".[39] A Variety afirmou que o filme era "de baixo orçamento, no pior sentido—sem talento aparente ou inteligência para compensar suas inadequações técnicas—Sexta-Feira 13 não tem nada a explorar, além de seu título."[40] O website Rotten Tomatoes deu ao filme uma taxa de aprovação de 61% com base em 51 críticas, segundo o consenso: "Bastante antiquado para os padrões de hoje, Sexta-Feira 13 ainda tem suas surpresas sangrentas e uma estética dos anos 70 que o torna levemente convincente."[41]

Posteriormente, as avaliações em retrospecto foram muito mais positivas em relação ao filme, com elogios principalmente no que se refere à sua partitura instrumental, efeitos de maquiagem, cinematografia, elenco promissor, e o papel de Betsy Palmer, enquanto atraiu críticas por seu roteiro e falta de desenvolvimento dos personagem. Dave Kehr disse que "Por toda a sua falta de qualidade, o filme consegue, apenas por pouco, atingir seus objetivos ignóbeis — ele cumpre o que promete".[42] James Kendrick deu ao filme uma pontuação de 3 em 4, considerando-o uma "uma história de bicho-papão de acampamento projetada para fazer um pouco mais do que criar tensão e entregar alguns choques bem cronometrados, o que faz com precisão e até um pouco de arte".[43] Kevin Carr disse que "o que faz o filme funcionar é que o gênero slasher ainda não havia sido definido, e algumas escolhas que o diretor Sean S. Cunningham faz no filme operam contra o mesmo".[44]

O filme foi indicado para a Lista do AFI de 100 Anos...100 Sustos dos melhores filmes de terror e suspense, promovida pelo American Film Institute.[45] O filme foi indicado duas vezes na primeira edição do Framboesa de Ouro, concorrendo a pior filme e pior atriz coadjuvante para Betsy Palmer, não vencendo nenhum dos dois.[46]

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Home media[editar | editar código-fonte]

Em 3 de fevereiro de 2009, a Paramount Home Entertainment lançou Sexta-Feira 13 em versão home video sem censura pela primeira vez nos Estados Unidos (todos os lançamentos VHS, Laserdisc e DVD anteriores foram a versão com cortes do cinema). Está disponível em DVD e Blu-ray. A versão sem cortes do filme contém aproximadamente 10 segundos de imagens inéditas. Em 2011, a versão sem cortes de Sexta-Feira 13 foi lançada em uma coleção de DVD contendo quatro discos com as três primeiras sequências.[47] Na Austrália, o lançamento do DVD/Blu-ray da se deu em 1º de julho de 2009 e traz comentários de Sean S. Cunningham, entre vários outros bônus.

No Brasil, Sexta-Feira 13 foi lançado em VHS pela Warner Home Video[48] e foi lançado em DVD pela mesma empresa nos formatos simples e duplo (edição especial)[49] e também em Blu-ray.[50] Também foi lançado em DVD (simples) pela Vintage Filmes/Continental Home Video, como parte de uma coleção em box contendo todos os filmes originais (da parte 1 à 9). [48]

Televisão[editar | editar código-fonte]

No Brasil, Sexta-Feira 13 foi o terceiro filme da série a ser exibido na TV aberta, sendo liberado liberado para passar na Rede Globo, na seção de filmes Tela Quente em 12 de junho de 1989.[51] A emissora foi, inclusive, responsável pela dublagem brasileira dos filmes da série. A Rede Bandeirantes também detém os direitos de exibição dos filmes e os transmitiu do final da década de 1990 até 2005. Atualmente, os filmes encontram-se arquivados em ambas as emissoras.[48]

Importância cultural[editar | editar código-fonte]

Estudiosos contemporâneos em crítica de cinema, como Tony Williams, acreditam que Sexta-Feira 13 iniciou o subgênero stalker ou filme slasher.[52] Williams considera Sexta-Feira 13 como "sintomático de sua época", particularmente dos Estados Unidos da era Reagan, e parte de uma trajetória de filmes como The Texas Chain Saw Massacre (1974) e Race with the Devil (1975), que "exemplificam um particular visão apocalíptica, passando da revelação das contradições familiares para o niilismo autoindulgente."[52]

O crítico cultural Graham Thompson também considera o filme como um modelo, junto com Halloween de John Carpenter (1978), que "instigou uma corrida" de filmes de seu tipo, nos quais jovens longe de supervisão são sistematicamente perseguidos e assassinados por um vilão mascarado.[53] O crítico de cinema Timothy Shary observa em seu livro Teen Movies: American Youth on Screen (2012) que enquanto Halloween introduziu uma "curiosidade sexual mais sutil dentro de sua mórbida lição de moral", filmes como Sexta-Feira 13, capitalizaram sobre o aspecto reacionário da sexualidade adolescente, massacrando indiscriminadamente aqueles jovens que se permitiram cruzar o limiar da consciência sexual."[54]

Obras relacionadas[editar | editar código-fonte]

Sequências[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sexta-Feira 13 (série)

Até 2009, Sexta-Feira 13 gerou nove sequências, incluindo um filme crossover com o vilão Freddy Krueger, de A Nightmare on Elm Street. Sexta-Feira 13 - Parte 2 (1981) apresentou Jason Voorhees, o filho da Sra. Voorhees, como o principal antagonista, o que continuaria pelas sequências restantes (com exceção do quinto filme) e obras relacionadas. A maioria das seqüências foram filmadas com orçamentos maiores que o original. Para fins de comparação, Sexta-Feira 13 teve um orçamento de US $ 550 000, enquanto a primeira sequência recebeu um orçamento de US $ 1,25 milhão.[55] Na época de seu lançamento, Freddy vs. Jason tinha o maior orçamento, com US $ 25 milhões.[56] Todas as sequências repetiram a premissa do original, então os cineastas fizeram ajustes para fornecer frescor. As mudanças envolveram uma adição ao título - em oposição a um número anexado ao final - como The Final Chapter e Jason Takes Manhattan, ou rodar o filme em 3D, como Steve Miner fez em Sexta-Feira 13 - Parte III (1982).[57] Uma adição importante que afetaria toda a série de filmes foi a adição da máscara de hóquei de Jason no terceiro filme; essa máscara se tornaria uma das imagens mais reconhecidas na cultura popular.[58]

Um reboot de Sexta-Feira 13 chegou aos cinemas em fevereiro de 2009, com os escritores de Freddy vs. Jason Damian Shannon e Mark Swift contratados para roteirizar o novo filme.[59] O filme focou em Jason Voorhees, junto com sua máscara de hóquei.[60] O filme foi produzido por Michael Bay, Andrew Form e Brad Fuller através da produtora de Bay, Platinum Dunes, para a New Line Cinema.[59] Em novembro de 2007, Marcus Nispel, diretor do remake de 2003 de The Texas Chainsaw Massacre, foi contratado para dirigir.[61] O filme foi lançado nos Estados Unidos em 13 de fevereiro de 2009.[62]

Adaptações e literatura[editar | editar código-fonte]

Em 1987, sete anos após o lançamento do filme, Simon Hawke produziu uma romantização de Sexta-Feira 13. Um dos poucos acréscimos ao livro foi a sra. Voorhees implorando à família Christy que a levasse de volta após a perda de seu filho; eles concordaram.[63] Outra adição no romance é mais compreensão nas ações da Sra. Voorhees. Hawke sentiu que o personagem tentou seguir em frente quando Jason morreu, mas foi vencida por sua psicose. Quando Steve Christy reabriu o acampamento, a Sra. Voorhees viu nisso um risco de que o que aconteceu com seu filho pudesse acontecer novamente. Seus assassinatos foram contra os monitores, porque ela via todos eles como responsáveis pela morte de Jason. [64]

Várias cenas do filme foram recriadas em Friday the 13th: Pamela's Tale, uma prequela em quadrinhos lançada em dois números pela WildStorm em 2007. Em 2016, o livro On Location em Blairstown: The Making of Friday the 13th foi lançado detalhando o planejamento e filmagens da obra.[65] Em 2014, a The CW começou o projeto de uma série televisiva inspirada em Sexta-Feira 13, intitulada Crystal Lake Chronicles, que mostraria Jason em diversos períodos históricos. No entanto, o projeto foi cancelado em meados de 2016.[66][67]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Livre tradução para: "I didn't even really think of this movie as a horror film. "To me, this was a small independent film about carefree teenagers who are having a rip-roaring time at a summer camp where they happen to be working as counselors. Then they just happen to get killed."
  2. Livre tradução para: "I went in to audition for [Moss and Hughes] for something else. They said, "you know, Robbi, you're not really right for this, but there's a movie called Friday the 13th and they need an adorable camp counselor."

Referências

  1. Sexta-Feira 13 no DVDPT (Portugal)
  2. Sexta-Feira 13 (em português) no CineCartaz (Portugal)
  3. Sexta-Feira 13 - Parte 1 no SapoMag (Portugal)
  4. Sexta-Feira 13 no CinePlayers (Brasil)
  5. Sexta-Feira 13 (em português) no AdoroCinema (Brasil)
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  14. Miller, Victor. «Frequently Asked Questions» (em inglês). victormiller.com. Consultado em 22 de abril de 2018.. Cópia arquivada em 24 de setembro de 2017. I have a major problem with all of them because they made Jason the villain. I still believe that the best part of my screenplay was the fact that a mother figure was the serial killer—working from a horribly twisted desire to avenge the senseless death of her son, Jason. Jason was dead from the very beginning. He was a victim, not a villain. 
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Obras citadas[editar | editar código-fonte]

  • Bracke, Peter (11 de outubro de 2006). Crystal Lake Memories (em inglês). Reino Unido: Titan Books. ISBN 1-84576-343-2 
  • Grove, David (fevereiro de 2005). Making Friday the 13th: The Legend of Camp Blood (em inglês). Reino Unido: FAB Press. ISBN 1-903254-31-0 
  • Hawke, Simon (1987). Friday the 13th (em inglês). Nova Iorque: Signet. ISBN 0-451-15089-9 
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  • Shary, Timothy (2012). Teen Movies: American Youth on Screen (em inglês). Nova Iorque: Columbia University Press. ISBN 978-0-231-50160-6 
  • Thompson, Graham (2007). American Culture in the 1980s (em inglês). Edinburgh: Edinburgh University Press. ISBN 978-0-748-62895-7 
  • Williams, Tony (2015). Hearths of Darkness: The Family in the American Horror Film (em inglês) Revista ed. Jackson: University Press of Mississippi. ISBN 978-1-628-46107-7 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]