Frederico I, Sacro Imperador Romano-Germânico

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Frederico Barbarossa
Imperador germânico
Die deutschen Kaiser Friedrich I.jpg
O imperador Frederico I, por Max Barack
Governo
Vida
Nascimento 1122
Waiblingen ou Ravensburg
Morte 1190
Cilícia

Frederico I da Germânia (Waiblingen ou Ravensburg, 1122Cilícia, 10 de junho de 1190) - também conhecido por Frederico Barba-roxa, Frederico Barbarossa (ou simplesmente o Barbarossa) e sob a forma aportuguesada de Frederico Barba-Ruiva - foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1152-1190), rei da Itália (1155-1190), e, com nome de Frederico III, duque da Suábia (1147-1152, 1167-1168). Pertencia à poderosa família dos Hohenstaufen (Staufen). O nome "Barbaroxa", forma aportuguesada do italiano "barbarossa" (isto é, barba ruiva) popularizou-se apesar de seu evidente despropósito, pois o significado original é "barba vermelha", devido à longa barba ruiva que ele usava.

Índice

[editar] Governo

O Sacro Império Romano-Germânico conheceu um momento de esplendor com Frederico I Barba-Ruiva, que conseguiu impor sua autoridade sobre o papado e assegurou a influência alemã na Europa ocidental. No século XIX, foi reconhecido como precursor da unidade do povo alemão.

Sucedeu ao seu pai Frederico II da Suábia no ducado da Suábia, quando este faleceu em 1147. À morte do seu tio, o imperador Conrado III, foi eleito rei da Alemanha em Frankfurt, no ano de 1152.

Era seu desejo restaurar as glórias do Império Romano, motivo pelo qual decidiu consolidar a posição imperial tanto na Germânia como na península Itálica. Inicialmente pretendeu pacificar o país para depois se concentrar na dominação germânica na Itália, para onde o imperador empreendeu numerosas expedições a fim de cumprir os seus objetivos.

Brasão da dinastia Hohenstaufen.

A pedido do Papa Adriano IV, foi para a Itália com o propósito de conquistar Roma, então em poder de Arnaldo da Brescia, que foi vencido e capturado. Frederico I foi proclamado, em Pavia, rei da Itália pelo papa em 1155. Desde o começo de seu reinado desafiou a autoridade papal e lutou para estabelecer o domínio germânico na Europa ocidental.

Depois de conquistar Milão, cujos governantes haviam tentado opor-se a ele, Frederico I convocou a Dieta de Roncaglia, para definir e consolidar a autoridade imperial na Lombardia. Entretanto, suas campanhas na Itália tiveram a oposição dos papas e das cidades italianas que tentou subjugar. Em 1159, apoiou a nomeação de um antipapa, Vítor IV, em oposição ao papa legítimo, Alexandre III, e três anos depois destruiu Milão. Constituíram-se então entre as cidades do papado a Liga Lombarda e a de Verona, com o propósito de defender-se contra o imperador.

Frederico I Barbarossa como um cruzado (iluminura do século XII).

Frederico lutou contra a Liga Lombarda, mas as cidades italianas aliaram-se ao Papa Alexandre III e em 1176 derrotaram o invasor em Legnano. Após a derrota na batalha de Legnano, Frederico I foi obrigado a reconhecer o papa Alexandre III as pretensões das vilas lombardas aliadas ao papado, além de assinar a paz de Veneza. Fracassaram assim suas tentativas de apoderar-se do norte da Itália, embora continuasse ameaçando os Estados Pontifícios nos domínios de Toscana, Spoleto e Ancona.

Embora o controle imperial na Itália tivesse chegado virtualmente ao fim com a derrota em Legnano, Frederico conseguiu aumentar seu prestígio na Europa Central. Fez da Polônia um Estado tributário do império, elevou a Boêmia à categoria de reino e transformou o margraviato da Áustria em ducado independente com caráter hereditário.

Frederico I tratou também de consolidar sua autoridade dentro da Alemanha, opondo-se ao poderio crescente dos príncipes de seu império. Em 1180, clero e nobreza o apoiaram na destituição de seu mais poderoso vassalo da Baviera e da Saxônia, Henrique o Leão, castigado por ter-se negado a ajudar na campanha italiana de 1176.

Depois de ter abdicado em favor de seu filho mais velho, Frederico empreendeu uma cruzada no Oriente após a tomada de Jerusalém por Saladino (a Terceira Cruzada). Morreu em 10 de junho de 1190, ao atravessar o Sélef (atual rio Göksu), na Anatólia.

[editar] Relações familiares

Frederico I Barbarossa e o seu filho numa miniatura da Crónica dos Guelfos (século XIII).

Foi filho de Frederico II da Suábia, duque da Suábia (1090 - 1147) e de Judite de Baiern (1100 - 1132), filha de Henrique IX de Stolze "O negro", duque da Baviera e de Wulfhilde de Sachsen.

Casou por duas vezes, a primeira em 1147 com Adelaide de Vohburg (1125 -?) de quem não teve filhos e a segunda em 1156 com Beatriz I de Borgonha (1145 -1184), filha de Reinaldo III da Borgonha (1093 - 1148) e de Ágata da Lorena (1122 - 1147) de quem teve:

  1. Frederico V da Suábia, duque da Suábia (16 de julho de 1164 -?)
  2. Henrique VI de Hohenstaufen (1165 - 1197), Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, casou com Constança de Hauteville, princesa da Sicilia.
  3. Conrad de Hohenstaufen, duque da Suábia, (1172 -?), casou com Berengária de Castela (Segóvia, 1 de junho de 1180 - Las Huelgas, 8 de novembro de 1246), infanta de Castela e mais tarde Rainha de Castela.
  4. Otão I da Borgonha (1175 -?), conde palatino da Borgonha, casou com Margarida de Blois.
  5. Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstauten, como também é referido, duque da Suábia, (1176 - 1208) casou com Irene Angelina (1180 - 1208), Rainha de Constantinopla, filha de Isaac II Ângelo (1156 - 1204) e de Margarida Maria de Monteferrat.
  6. Beatriz de Hohenstaufen, casou com Guilherme II de Thiers, conde de Châlon
  7. Inês de Hohenstaufen

[editar] Curiosidades

No jogo Age of Empires II, existe uma campanha em homenagem a Barbarossa, contando desde a fundação do Sacro Imperio Romano até a sua morte, além de ter dois capitulos sobre a traição de Henrique, o Leão (Henry Welf), sendo que o próprio Henrique, o Leão é o narrador da campanha.

No livro Baudolino, de Umberto Eco, ele é um dos personagens principais, sendo pai adotivo de Baudolino, personagem que dá nome à obra. No livro ele não morreu afogado, mas sim assassinado e depois teve o seu corpo jogado no rio.

A popularidade de Barbarossa foi tão grande e tamanha que deu origem a um mito messiânico na Alemanha, em que se acreditava que Frederico I não havia morrido e um dia voltaria para salvá-la do caos. Influênciou também o mito do Sebastianismo em Portugal.

[editar] Bibliografia

A Morte de Frederico Barbarossa, por Gustave Doré.
  • Heinrich Appelt: Friedrich Barbarossa (1152-1190). In: Helmut Beumann (Hrsg.): Kaisergestalten des Mittelalters. München ²1985, S. 177–198. ISBN 3-406-30279-3
  • Joachim Ehlers: Friedrich I. In: Bernd Schneidmüller, Stefan Weinfurter (Hrsg.): Die deutschen Herrscher des Mittelalters, Historische Porträts von Heinrich I. bis Maximilian I. München 2003, S. 232–57. ISBN 3-406-50958-4
  • Odilo Engels: Die Staufer. Stuttgart [u. a.] 71998. ISBN 3-17-015157-6 (Standardwerk; dort auch weiterführende Literatur)
  • Knut Görich: "Die Ehre Friedrich Barbarossas". Kommunikation, Konflikt und politisches Handeln im 12. Jahrhundert. Darmstadt 2001. ISBN 3-534-15168-2
  • Hagen Keller: Zwischen regionaler Begrenzung und universalem Horizont. Deutschland im Imperium der Salier und Staufer 1024–1250. Propyläen Geschichte Deutschlands. Bd 2. Berlin 1986. ISBN 3-549-05812-8
  • Ferdinand Opll: Friedrich Barbarossa. Darmstadt ³1998. ISBN 3-534-04131-3
  • Heinz Löwe: Die Staufer als Könige und Kaiser. in: Die Zeit der Staufer. Geschichte - Kunst - Kultur. Bd 3. Aufsätze. Ausstellungskatalog. Hrsg. vom Württembergischen Landesmuseum, Stuttgart 1977, S. 21–34.
  • Bernhard Töpfer: Friedrich I. Barbarossa. In: Evamaria Engel, Eberhard Holtz (Hrsg.): Deutsche Könige und Kaiser des Mittelalters. Köln - Wien 1989, S. 159–187. ISBN 3-412-03688-9
  • Cardini, Franco (1987). Barbarroja: vida, triunfos e ilusiones de un emperador medieval. Edicions 62. ISBN 978-84-297-2533-9.

[editar] Ligações externas

Frederico I Barba-Ruiva


Precedido por
Lotário III
Sacro Imperador Romano - Germânico
1152 - 1190
Sucedido por
Henrique VI

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