Madonna (álbum)

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Madonna
Álbum de estúdio de Madonna
Lançamento 27 de julho de 1983 (1983-07-27)
Gravação Maio de 1982 — Abril de 1983;
Sigma Sound Studios
(Nova Iorque, Estados Unidos)
Gênero(s) Dance-pop, post-disco, pop rock
Duração 40:47 (edição padrão)
54:01 (edição remasterizada)
Formato(s) CD, vinil, fita cassete, download digital
Gravadora(s) Sire, Warner Bros.
Produção Reggie Lucas, John "Jellybean" Benitez, Mark Kamins
Cronologia de Madonna
Último
Último
Like a Virgin
(1984)
Próximo
Próximo
Capa da edição de relançamento
Capa de The First Album, relançamento do álbum que foi disponibilizado em julho de 1985.
Singles de Madonna
  1. "Everybody"
    Lançamento: 6 de outubro de 1982 (1982-10-06)
  2. "Burning Up"
    Lançamento: 9 de março de 1983 (1983-03-09)
  3. "Holiday"
    Lançamento: 7 de setembro de 1983 (1983-09-07)
  4. "Borderline"
    Lançamento: 8 de setembro de 1983 (1983-09-08)
  5. "Lucky Star"
    Lançamento: 15 de fevereiro de 1984 (1984-02-15)

Madonna é o álbum de estreia homônimo da artista musical estadunidense Madonna. Foi lançado em 27 de julho de 1983 pela editora discográfica Sire Records em parceira com a Warner Bros. O álbum foi relançado em 1985 na Europa com uma nova capa, design, fotografia e foi renomeado de The First Album. Uma edição remasterizada do álbum foi lançada em 2001 pela Warner Bros. Records, na qual incluía remixes como faixas bônus.

Em 1982, ao estabelecer-se como cantora no centro de Nova York, Madonna conheceu Seymour Stein, presidente da Sire Records, que assinou um contrato com a cantora após ouvir seu single "Everybody". O sucesso do single fez a Sire a assinar seu contrato para um álbum. Para o álbum, Madonna escolheu trabalhar com Reggie Lucas, um produtor da Warner Bros. No entanto, ela não estava feliz com as faixas concluídas e em desacordo com as técnicas de produção de Lucas, por isso decidiu procurar ajuda adicional com a produção. Madonna convidou seu então namorado John "Jellybean" Benitez para ajudá-la a terminar o álbum. Benitez remixou muitas das faixas e produziu "Holiday".

A sonoridade do álbum é divergente, e é em forma de disco sintético optimista, utilizando nova tecnologia uptempo, como a utilização da máquina de tambor Linn, baixo Moog e o sintetizador Oberheim OB-X. As canções do álbum são cantadas por Madonna em um vocal timbre feminino brilhante, e liricamente fala sobre amor e relacionamentos. Os críticos de música pop contemporânea deram críticas geralmente positivas ao álbum, mas Madonna recebeu críticas negativas por alguns críticos quando foi lançado em 1983. Em 2008, a revista Entertainment Weekly classificou o álbum na posição de número cinco dos "100 Melhores Álbuns dos últimos 25 Anos". O álbum foi um sucesso nas paradas, alcançando o número oito na Billboard 200, e o top dez das paradas na Austrália, França, Holanda, Nova Zelândia, Suécia e Reino Unido. O álbum foi certificado com um Disco de Platina Quíntuplo pela Recording Industry Association of America (RIAA), pelas vendas superiores a cinco milhões de cópias nos Estados Unidos. Mundialmente, o álbum já possui vendas de mais de 10 milhões de cópias.

Cinco singles foram lançados do álbum, com "Holiday" tornando-se a primeira canção de Madonna a entrar na tabela Billboard Hot 100, e "Lucky Star" se tornando primeiro hit top cinco. O álbum foi promovido pela turnê The Virgin Tour, realizada em 1985, que promoveu simultaneamente o segundo álbum de Madonna, Like a Virgin. Madonna comentou várias vezes que desejava que o álbum tivesse mais variedade, e que queria mais controle de criação. No entanto, os críticos têm creditado o álbum como a popularização da música de dança como gênero mainstream. Ele estabeleceu o padrão para o dance-pop e apontou a direção musical para uma série de artistas do sexo feminino. O álbum também é conhecido por anunciar a chegada de Madonna no cenário musical e lançar sua carreira como uma diva da música disco.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Madonna a apresentar "Holiday", uma das canções mais bem sucedidas do álbum, durante a turnê Drowned World Tour, em 2001.

Em 1982, Madonna, então com 24 anos, estava morando em Nova York, e tentando configurar sua carreira musical.[1] Ela estava acompanhada por seu namorado Steve Bray, que se tornou o baterista de sua banda, a Breakfast Club, que cantava geralmente música hard rock. Logo eles abandonaram o estilo, e foram contratados por uma empresa de gerenciamento de música chamada Gotham Records, planejando se mudar para uma nova direção musical.[2] Eles decidiram perseguir o gênero funk, mas a gravadora não ficou feliz com os seus talentos musicais e eles foram retiradas da gravadora. Madonna e Bray deixaram a banda também.[1] Enquanto isso, ela havia escrito e desenvolvido algumas músicas por conta própria. Ela levou as fitas brutas de três das canções, "Everybody", "Ain't No Big Deal" e "Burning Up". Naquela época, ela estava frequentando a boate Danceteria, em Nova York. Foi lá que Madonna convenceu o DJ Mark Kamins para tocar "Everybody".[1] A canção foi recebida positivamente pela multidão, e Kamins decidiu que Madonna deveria receber um contrato de gravação, no entendimento de que ele iria começar a produzir o single.[1] Ele a levou para seu chefe, Chris Blackwell, dono da Island Records, mas Blackwell se recusou a contratar Madonna assim que ela se aproximou da Sire Records.[3] Michael Rosenblatt, que trabalhou nos artistas e repertório do departamento da Sire, ofereceu a Madonna U$$ 5.000 em adiantamento, acrescido de U$$ 10.000 em royalties, para cada música que ela escreveu.[4] [5]

Madonna finalmente assinou um contrato de dois 12" Single com o presidente da Sire, Seymour Stein, que ficou impressionado com seu talento,[4] depois de ouvir "Everybody" em um hospital de Lenox Hill, onde ele havia sido internado.[5] A versão do 12" Single de "Everybody" foi produzido por Mark Kamins nos Blank Tapes Studios, em Nova York, que assumiu a produção do trabalho de Steve Bray.[5] A nova gravação possuiu uma duração de 05:56 do lado A e uma duração 09:23, da versão Dub Mix, que esteve no lado oposto. Madonna e Kamins tinham que gravar o single em seu próprio custo.[6] Arthur Baker, amigo de Mark Kamins, assumiu o papel de produtor musical e foi com ele ao estúdio junto com músico Fred Zarr, que assumiu o teclado na faixa.[7] Zarr se tornou um dos músicos comuns no álbum, eventualmente realizados em todas as faixas. Devido ao orçamento contido, a gravação era um fiasco caso Madonna não conseguia entender os rumos e Kamins sentiu problemas de direção. Rosenblatt queria lançar "Everybody" com "Ain't No Big Deal" em seu lado B, mas depois mudou de ideia e colocou "Everybody" em ambos os lados do single após ouvir a versão gravada de "Ain't No Big Deal".[5] O single foi lançado comercialmente em outubro de 1982 e se tornou o primeiro sucesso de Madonna. Isso levou a Sire assinar um contrato com Madonna para um LP e mais dois singles.[4] [8] "Ain't No Big Deal" havia sido prevista para entrar no alinhamento das faixas, mas acabou por não ser incluída no álbum.

Gravação[editar | editar código-fonte]

"Eu pensei que ela tinha muito estilo, e ela atravessou uma série de limites, porque todos os clubes de rock aceitaram ela - os clubes de negros, os gays - e poucos discos têm esse apelo ... No entanto, ela estava descontente com a coisa toda, então eu fui e adocei um monte de músicas para ela, acrescentando algumas guitarras para 'Lucky Star', algumas vozes, alguns mágicos. ... Eu só queria fazer o melhor trabalho que eu poderia fazer por ela. Quando nós gravamos 'Holiday' ou 'Lucky Star', você podia ver que ela estava sobrecarregada por quão grande tudo soou. Eu queria ajudá-la, sabe? Por mais que ela pudesse ser uma vadia, quando você estava na linha com ela, era muito legal, muito criativo".

—John "Jellybean" Benitez falando sobre Madonna e o álbum.[9] [10]

O álbum foi gravado principalmente nos Sigma Sound Studios, em Nova York.[9] Madonna optou por não trabalhar com Kamins ou Bray, mas optou por Reggie Lucas, um dos produtores da Warner Bros. Bray decidiu deixar no estilo pop, e gravou a canção "Burning Up" com ela.[9] No entanto, Madonna ainda não tinha material suficiente para ser considerado um álbum completo. As canções disponíveis eram "Lucky Star", uma nova versão de "Aint No Big Deal", "Think of Me" e "I Know It". Lucas trouxe mais duas músicas para o projeto, que eram "Physical Attraction" e "Boderline".[9] Ele gravou as faixas e alterou algumas a partir das versões originais das demos. Uma das canções alteradas foi "Lucky Star". A canção foi escrita por Madonna para Kamins, que prometeu reproduzir a faixa na Danceteria.[5] No entanto, a faixa foi usada por Madonna para o álbum, que ela planejava chamar Lucky Star.[5] Ela acreditava que "Lucky Star", junto com "Borderline", eram a base perfeita para seu álbum.

Surgiram problemas entre Madonna e Lucas durante a gravação das canções. Madonna estava descontente com a maneira como as canções ficaram. Segundo ela, Lucas usou muitos instrumentos e não considerou suas ideias para as canções.[11] Isto levou a uma disputa entre os dois e, depois de terminar o álbum, Lucas deixou o projeto sem a adaptação das músicas às especificações de Madonna. A partir daí, ela chamou John "Jellybean" Benitez e um DJ da balada Funhouse para remixar as faixas disponíveis.[9] Entretanto, devido a um conflito de interesses, Bray havia vendido "Ain't No Big Deal" para uma outra gravadora, tornando-a indisponível para o projeto de Madonna.[9] Foi Benitez que descobriu uma nova canção, escrita por Curtis Hudson e Lisa Stevens do grupo pop Pure Energy. [5] A canção, intitulada "Holiday", havia sido rejeitado por Phyllis Hyman e Mary Wilson, ex- The Supremes.[12] Jellybean e Madonna enviaram a demo da canção para o seu amigo, Fred Zarr, para que ele pudesse reformar o arranjo da canção e programar a música com seu sintetizador.[5] Após os vocais de Madonna serem gravados, Benitez passou quatro dias tentando aumentar o apelo comercial da faixas antes de abril de 1983, mês em que o álbum foi concluído.[3] [9] Pouco antes do álbum ter sido concluído, Madonna e Benitez encontraram Fred Zarr nos Sigma Sound em Manhattan, onde Zarr acrescentou o agora familiarizado piano solo para a extremidade da faixa.[5]

Composição[editar | editar código-fonte]

Estilo musical e letras[editar | editar código-fonte]

"As músicas eram muito fracas e eu fui para a Inglaterra durante as gravações para que eu não estivesse por perto ... Eu não estava no controle. ... Eu não percebi o quão era importante para eu sair do molde do disco antes de eu já ter terminado o [primeiro] álbum. Gostaria de poder ter conseguido um pouco mais de variedade lá".

—Madonna comentando sobre o álbum.[13]

De acordo com o portal Allmusic, o álbum é em grande parte influenciado pelos estilos musicais dance-pop, post-disco e pop rock.[14] O som geral de Madonna é divergente, e é em forma de um disco sintético otimista, utilizando algumas das novas tecnologias de uptempo, como a máquina de tambor Linn, baixo Moog e o sintetizador OB-X. Estes equipamentos já estavam datados, e, consequentemente, o som do álbum saiu bastante duro.[13] O álbum inicia com "Lucky Star", uma canção destinada às pistas de dança, começando com um brilho de nota synth e é seguida por batidas pesadas de bateria eletrônica e palmas.[13] A guitarra é tocada na nota de alto riff e um baixo synth, que é produzida para acompanhar o som da guitarra.[13] A música gira em torno do gancho "Starlight, starbright"[nota 1] por mais de um minuto, antes de chegar ao refrão. De acordo com o escritor Rikky Rooksby, as letras são repetitivas e insanas, girando em torno da ambiguidade transparente das estrelas, e a justaposição do personagem masculino de ser um corpo celeste no céu.[13] "Borderline" é uma faixa sentimental, falando um amor que nunca é cumprido.[10] De acordo com o autor Santiago Fouz-Hernández e seu livro Madonna's drowned worlds, "algumas partes da canção, como 'Something in the way you love me won't let me be / I don't want to be your prisoner so baby won't you set me free'[nota 2] mostrava uma rebelião contra o machismo".[15] Madonna usou uma voz refinada e expressiva para cantar a canção, apoiada por instrumentações de Reggie Lucas.[10] A canção abre com uma grande introdução de teclado e uma melodia synth cativante fornecida por Fred Zarr.[13] O baixista, Anthony Jackson, dobrou o baixo synth de Dean Gant para proporcionar uma textura sólida e mais complexa.[13] A sequência de acordes da canção foram inspirados pelo som do disco da década de 1970 da Filadélfia, bem como o estilo musical de Elton John em meados dos anos setenta.[13] A sequência de acordes cita a canção "You Ain't Seeing Nothing Yet", de Bachman-Turner Overdrive, enquanto as fases synth da canção exibem seu estilo musical típico.[16]

A terceira faixa, "Burning Up", tem um arranjo mais gritante, provocada pelo baixo, guitarra e bateria eletrônica Linn.[16] O tambor usado na canção eram uma reminiscência aos discos do cantor Phil Collins.[16] Ele também incorporou guitarras e os sintetizadores mais "estados-da-arte" da época.[17] O refrão é uma repetição de três linhas, enquanto a ponte é composta por uma série de duplos sentidos, e as letras descrevem o que Madonna está preparada para fazer por seu amante, e que ela é individualista e desinibida.[16] A próxima faixa, "I Know It", tem um balanço suave para ele [o amante da cantora] e sua instrumentação é composta por piano e um saxofone, e as frases synth tem uma mudança de acorde fora do comum.[16] "Holiday" é composta por uma sequência de quatro-bar, e possui uma instrumentação com violões, bateria eletrônica e palmas produzidas em Oberheim DMX, e a voz interpretada por Madonna possui um arranjo de cordas sintetizadas. Uma progressão repetitiva-lado-a-lado é feita fazendo uso do refrão.[18] No final da canção, uma mudança no arranjo acontece, onde uma ruptura de piano é ouvida. Liricamente, a canção expressa o sentimento universal de que todo mundo precisa de um feriado.[18] Em "Think of Me", Madonna adverte seu amante errante que ele deveria pensar nela ou então ela iria embora. A canção consiste em batidas da máquina de tambor Linn e um interlúdio de saxofone. "Physical Attraction" é uma faixa de ritmo médio, com baixo synth, uma linha de guitarra, sons de latão e Madonna cantando com uma voz estridente, e fala sobre a atração entre ela e um menino.[18] A última música do álbum é "Everybody", que começa com uma introdução de sintetizador, com Madonna tomando um alto consumo de respiração.[19] Ela mostrou o bubblegum pop como a voz na canção, que também foi uma faixa dupla.[19]

Singles[editar | editar código-fonte]

Madonna a apresentar "Lucky Star" durante a turnê Confessions Tour, em 2006.

Madonna lançou cinco singles do álbum, embora dois dos singles, na verdade, antecederam o lançamento do álbum por vários meses. "Everybody" foi lançado em 06 de outubro de 1982, como o single de estreia de Madonna, e a essa altura, o resto do álbum de Madonna ainda não havia sido gravado ou mesmo concebido. Incorporando musicalmente batidas R&B infundidas, "Everybody" retratou a imagem de Madonna como uma artista negra, uma vez que sua foto não apareceu na capa do single.[16] No entanto, este equívoco foi provado mais tarde, quando Madonna convenceu os executivos Sire para lhe permitir gravar um videoclipe para a canção. O videoclipe de baixo orçamento, gastando apenas U$$ 1.500, foi dirigido por Ed Steinberg e retratou Madonna e seus amigos cantando e dançando a canção numa boate. O vídeo ajudou a promover a canção e Madonna como artista.[20] Criticamente, a canção não recebeu nenhuma aclamação e não conseguiu entrar na parada Billboard Hot 100, mas entrou nas paradas de música dance.[21] [22]

"Burning Up", foi o segundo single do álbum, lançado nos Estados Unidos em 9 de março de 1983 e, posteriormente, emitido em alguns países como um duplo A-side single com "Physical Attraction". A canção recebeu críticas mistas dos críticos contemporâneos de música pop, que observaram um lado mais escuro na canção, e elogiaram suas batidas dance.[14] O single não conseguiu atingir uma boa posição comercial em tabelas musicais, exceto o gráfico de música dance nos Estados Unidos - onde atingiu um pico de número três,[22] - e nas paradas australianas, onde foi um hit top vinte em junho de 1984.[23] O vídeo musical da canção retrata Madonna contorcendo-se apaixonadamente em uma estrada vazia diante das abordagens de seu "amante" em um carro. O vídeo termina com Madonna dirigindo o carro em seu lugar, o que sugere que ela está finalmente sob controle.[24]

Após o lançamento do álbum em 27 de julho de 1983, "Holiday" foi lançado como o terceiro single em 7 de setembro de 1983. Comercialmente, a canção foi o primeiro single de Madonna a entrar na parada musical Billboard Hot 100.[25] [22] A canção também foi um grande sucesso comercial, entrando nos tops dez e quarenta de muitos países europeus. Com a reedição da canção, em 1985, chegou a posição de número dois no Reino Unido, perdendo para o seu próprio single, "Into the Groove".[26] O single foi promovido também com um terceiro e último relançamento no Reino Unido para promover o álbum de compilação The Immaculate Collection, em junho de 1991 e incluiu um EP denominado The Holiday Collection, na qual incluía diversas versões da canção. "Holiday" atingiu uma posição de número cinco na parada de singles do Reino Unido.[27]

Originalmente lançado no Reino Unido em setembro de 1983, "Lucky Star" foi o quarto single do álbum. Ambos os críticos contemporâneos e antigos de música pop têm elogiado a canção, anunciando-o como a introdução à música dance otimista.[14] O single chegou à posição de número quatro na parada Billboard Hot 100, tornando-se o primeiro single da carreira de Madonna a quebrar recordes de dezesseis anos consecutivos, atingindo hits top cinco.[28] A canção já havia se tornado o primeiro número um de Madonna na parada dance, quando atingiu a primeira posição ao lado de "Holiday".[22] O vídeo musical da canção retratou Madonna dançando em frente a uma fundo branco, acompanhada de seus dançarinos. Depois que o vídeo foi lançado, o estilo e maneirismos de Madonna tornaram-se uma tendência de moda entre a geração mais jovem. Estudiosos observaram no vídeo que Madonna interpretou a si mesma, como narcisista de caráter ambíguo. Ela se referia a si mesma como a "estrela da sorte", ao contrário do sentido lírico da canção.[29]

"Borderline" foi o quinto e último single do álbum, e foi lançado em 15 de fevereiro de 1984. Nos Estados Unidos, a canção foi lançada antes de "Lucky Star" e se tornou o primeiro hit top dez de Madonna na tabela musical Billboard Hot 100, atingindo um pico de número dez. Em outros lugares, a canção alcançou o top vinte em um número de tabelas europeias, enquanto atingiu um pico de número um no gráfico da Irlanda.[30] Os críticos contemporâneos de música pop e autores deram críticas positivas à canção, chamando-a como harmonicamente a música mais complexa do álbum e elogiando o dance-pop natural da canção. Em 2009, a música foi colocada no número oitenta e quatro no artigo "The 500 Greatest Songs Since You Were Born", da revista Blender.[31] O vídeo acompanhante da canção retratou Madonna com um homem latino como namorado. Ela foi seduzida por um fotógrafo britânico a posar e modelar para ele, mas depois voltou para seu namorado de origem. O vídeo gerou interesse entre os acadêmicos, que observaram o uso do poder como simbolismo nele.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
About.com (positiva)[32]
Allmusic 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[14]
Billboard (positiva)[33]
Entertainment Weekly (A)[34]
Q 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[35]
Robert Christgau (A-)[36]
Rolling Stone 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[37]
Rolling Stone 1983 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[38]
Slant Magazine 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[17]

Madonna recebeu críticas geralmente positivas pelos críticos de música pop contemporânea e escritores. Bill Lamb, do About.com, comentou que "o álbum de Madonna é o estado da arte dance-pop carregado com hits como 'Holiday' e 'Lucky Star' para 'Borderline'. Os ganchos pop irresistíveis, synths deslizantes e as batidas cintilantes fazem deste um álbum marcante do início dos anos 80".[32] Stephen Thomas Erlewine, do portal Allmusic, comentou que "A estreia [de Madonna] simplesmente não é boa, e define o padrão de dance-pop para os próximos 20 anos. Por que fazer isso? [cantar] ... O álbum de Madonna não é particularmente forte como as músicas, enquanto a gazeta é memorável, pode não necessariamente realizar-se por conta própria, sem a produção - mas tomadas em conjunto, é absolutamente irresistíveis".[14] Ao fazer uma revisão da versão remasterizada do álbum, lançado em 2001, Michael Paoletta, da revista musical americana Billboard, sentiu que "quase 20 anos após o lançamento de Madonna, faixas como 'Holiday', 'Physical Attraction', 'Borderline' e 'Lucky Star' continuam irresistíveis".[33] [38]

Jim Farber, da revista Entertainment Weekly, deu ao álbum um A, dizendo que "[Madonna] pode ter acabado apenas outra canção post-disco se [as canções do álbum] não anunciam a sua capacidade de fundir batidas de boates com um pop inigualável".[34] Em julho de 2008, a revista classificou o álbum no número 5 em sua lista dos "100 Melhores Álbuns dos últimos 25 anos".[39] Jonathan Ross, da revista Q, disse que "'Borderline' é doce e 'Holiday' ainda grudam com invenções e batidas brilhantes ... Estes hits de dança dos anos 80 essencialmente também possui um piano solo bastante barulhento".[35] O crítico Robert Christgau deu ao álbum um A- e disse: "Se você comprou o álbum, o estilo disco nunca morreu. Apenas foi revertido para os loucos que eu pensei que valia a pena viver. Esta loira descaradamente ersatz é uma delas, e com a ajuda da astúcia orquestrada de uma fina seleção de produtores, remixadores e DJs, que ela venha com um som descaradamente ersatz que é mais apertado do que sua barriga- como a essência do electro, o D em DOR".[36] Don Shewey, da revista musical Rolling Stone, disse que "sem ultrapassar as ambições modestas do funk, Madonna emite um convite irresistível à dança".[40] A revista classificou o álbum no número 50 na lista das "100 Melhores Álbuns dos anos 80".[41] Sal Cinquemani, da revista Slant Magazine, comentou: "Anunciando o movimento synth-heavy era um álbum de estreia bom [Madonna], que soa tão discolado hoje como fez há quase duas décadas".[17] Em 2012, a revista listou o álbum no número 33 na lista dos "Melhores Álbuns da década de 1980".[42] [41]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, o álbum foi lançado em 27 de julho de 1983. Ele entrou na Billboard 200 no número 190, na semana de 3 de setembro de 1983.[22] O álbum teve um desempenho inicial lento, e chegou ao número oito na Billboard 200 na semana de 20 de outubro de 1984, quase um ano após seu lançamento.[43] Ele também alcançou a posição vinte na Billboard R&B/Hip-Hop Albums.[44] Dentro de um ano, o álbum Madonna vendeu cerca de 2,8 milhões de cópias nos Estados Unidos.[45] O álbum terminou em 1984 no número de sete no gráfico de fim de ano em 1984 e no número 25 na parada de fim de ano em 1985, com Madonna se tornando a maior artista pop do ano de 1985.[46] Dezessete anos desde o seu lançamento, o álbum foi certificado com um Disco de Platina Quíntuplo pela Recording Industry Association of America (RIAA) pelas vendas de mais de cinco milhões de cópias em todo o território dos Estados Unidos.[47] Após o advento da era Nielsen SoundScan, em 1991, o álbum vendeu mais de 450.000 cópias.[48]

No Canadá, o álbum foi lançado em 10 de março de 1984, e estreou no número oitenta na Canadian Albums Chart.[49] Depois de seis semanas, o álbum atingiu um pico de cinquenta e sete na tabela.[50] O álbum entrou no gráfico novamente, na posição de número noventa e cinco, na semana de 4 de agosto de 1984.[51] Depois de 29 semanas, ele chegou a um novo e muito maior pico, que foi de número dezesseis.[52] O álbum esteve presente no gráfico durante um total de quarenta e sete semanas e foi classificado na posição cinquenta na tabela de fim de ano Canadian Albums 1984.[53] [54] No Reino Unido, o álbum foi lançado em 11 de fevereiro de 1984 e entrou na UK Albums Chart, alcançando um pico de número trinta e sete, e ficou presente na parada por 20 semanas.[27] Depois da edição de relançamento intitulada The First Album em julho de 1985, o álbum ficou novamente na parada de álbuns do Reino Unido. Ele atingiu um pico maior, que foi de número quatorze e esteve presente na tabela durante 80 semanas.[27] Seis meses desde o relançamento, o álbum foi certificado com um Disco de platina pela British Phonographic Industry (BPI), pelas vendas de 300 mil cópias do álbum.[55] Na Austrália, o álbum atingiu um pico de número dez no gráfico de álbuns e singles ARIA Charts, e mais tarde recebeu um certificado de Disco de Platina Triplo pela Australian Recording Industry Association.[23] O álbum alcançou o top dez na Suécia, Holanda, França e Nova Zelândia, e nos dois últimos mercados, foi certificado com um Disco de platina.[56] [57] [58] [59] Ele também foi certificado como Disco de platina em Hong Kong e Disco de Ouro na Alemanha e na Espanha.[60] [61] Em todo o mundo o álbum já vendeu mais de doze milhões de cópias.[62]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

Turnê[editar | editar código-fonte]

Madonna havia promovido todo o álbum durante os anos de 1983 e 1984, realizando uma série de "datas com apresentações das faixas", que foram shows pontuais. Esses shows foram realizados em Nova York e em boates de Londres como a Danceteria e Camden Palace e em programas de televisivos americanos e britânicos, como American Bandstand e Top of the Pops.[63] No American Bandstand, Madonna apresentou a faixa "Holiday" e disse, em entrevista a Dick Clark, que ela queria "dominar o mundo". John Mitchell, da emissora estadunidense MTV, disse que a apresentação "continua a ser um dos seus show mais lendários".[64] Os singles do álbum foram posteriormente realizados na turnê The Virgin Tour, realizada em 1985, que também promoveu seu próximo álbum, Like a Virgin (1985). Foi a primeira turnê de Madonna e passou por cidades norte-americanas. A turnê The Virgin Tour recebeu recepção mista dos críticos, mas foi um grande sucesso. Assim que a turnê foi anunciada, os ingressos foram vendidos em toda parte.[65] Macy's, uma loja de departamento de Nova York, recebeu diversos compradores, que compraram grande parte da mercadoria da turnê, como os brincos de crucifixo e luvas sem dedos.[66] Após o seu final, foi relatado que a turnê The Virgin Tour arrecadou mais de U$$ 5 milhões (10,850,000 dólares em 2013), com a Billboard Boxscore relatando que a turnê arrecadou um preço bruto de U$$ 3,3 milhões (7,16 milhões de dólares americanos em 2013). A turnê foi gravada e lançado em VHS com o nome de Live - The Virgin Tour. Autores mais tarde se tornaram a olhar para a turnê e comentar que ficou claro que "[Madonna] era uma estrela pop genuína no processo de tornar-se um ícone cultural".[67] Shari Benstock e Suzanne Ferriss observaram as roupas e a moda na turnê e disse: "A The Virgin Tour estabeleceu Madonna como a figura mais talentosa da música pop".[68]

Compilação de vídeos[editar | editar código-fonte]

Uma compilação de vídeos, intitulada Madonna, foi lançada pela Warner Music Video e Sire Records para promover o álbum e seus singles, e também foi usada na promoção do segundo álbum de estúdio de Madonna, Like a Virgin. O álbum de vídeos foi a primeira compilação de vídeos da cantora. Ele ganhou o prêmio de "Best Selling Videocasette Merchandized as Music Video", da National Association of Recording Merchandisers.[69] O vídeo também liderou a parada Top Music Videocasettes 1985 da Billboard entre o período de 13 de abril de 1985 a 09 de novembro de 1985. Jim McCullaugh, da revista de mesmo nome, atribuiu às fortes vendas do vídeo de Madonna ao então recente álbum de estúdio Like a Virgin e concertos da turnê The Virgin Tour.[70] Madonna atingiu o número um na parada de fim de ano Top Videocasettes 1985, fazendo de Madonna se tornar a artista pop do ano.[71] Promovida pela Warner Music Video como "A Vision of Madonna", a compilação continha os vídeos musicais dos singles "Burning Up", "Borderline" e o então atual single "Like a Virgin" e uma versão estendida dançante do vídeo musical de "Lucky Star".[72] Em "Lucky Star", quando Madonna diz: "ooh", a palavra é ecoada três vezes e sua imagem é repetida três vezes. Em "Like a Virgin", é emitida a cena em que a língua do leão se move no tempo com a batida da canção. Estes vídeos foram liberados mais tarde na compilação The Immaculate Collection, lançada em 1990, com essas edições sendo alteradas.[72] O vídeo foi promovido no Cabaret Metro Club em Chicago, em 9 de fevereiro de 1985. Recebendo o nome de "A Virgem Party", o evento atraiu cerca de 1.200 pessoas e promoveu LPs de Madonna, fitas, CDs e videocassetes. Participantes foram encorajados a vestir roupas brancas, e pagando U$$ 5 de ingresso, foram capazes de ver o videocassete Madonna e a estreia de seu então novo vídeo musical, "Material Girl". O evento foi organizado como uma apresentação para promover vídeos musicais, que naquela época não tinham uma grande repercussão.[73]

Legado[editar | editar código-fonte]

Madonna a apresentar "Borderline" durante a turnê Sticky & Sweet Tour, em 2008.

Stephen Thomas Erlewine, do portal Allmusic, disse que com o álbum, Madonna começou sua carreira como uma diva da música disco, em uma época que não tinha quaisquer divas para referenciar.[14] No início da década de 80, a música disco era um anátema ao pop mainstream, e de acordo com Erlewine, Madonna teve um grande papel na popularização da música de dança como o estilo musical mainstream, utilizando seu carisma, sua ousadia e seu sex appeal. Erlewine também creditou que o estilo musical do álbum "são grandes canções pop inteligentemente incorporados com batidas elegantes, estado-da-arte, e astutamente andou uma linha entre ser uma onda de som e uma vitrine para o vocal dinâmico. Esta é uma música onde todos os elementos podem não ser particularmente impressionantes por conta própria -o arranjo, o synth, e a programação de percussão são bastante rudimentares -mas tomadas em conjunto, são absolutamente irresistíveis ... Aqui, Madonna está pegando fogo, e essa é a razão. Por isso que lançou sua carreira com o dance-pop, e continua a ser uma mulher fantástica, quase atemporal, ouça".[14] Martin Charles Strong, autor de The great rock discography, sentiu que "esse apelo ingênuo para o dance-pop do álbum fez Madonna entrar no estabelecimento de sua base como uma artista".[74] De acordo com o escritor Andrew Morton, o álbum Madonna fez um nome familiar, e foi instrumental na introdução de seu poder de estrela.[75] Editores da revista musical Rolling Stone escreveram: "De fato, a resposta inicial a Madonna não deu nenhuma indicação de seguir uma mania. Demorou um ano e meio para o álbum ser certificado como Disco de Ouro. Mas o seu estilo confiante e seu som, bem como a abordagem mais experiente de Madonna para os vídeos musicais, ajudaram a cantora a dar o salto de fenômeno da música pop, e apontou a direção para uma série de vocais de Janet Jackson e Debbie Gibson.[42] Em entrevista para a revista Time, Madonna refletiu que seu relacionamento com seu pai não tinha sido bom, antes de lançar seu álbum de estreia: "Meu pai nunca acreditou que o que eu estava fazendo aqui [em Nova York] valeu a pena, ele nem acreditou que eu era boa. ... Depois que meu primeiro álbum foi lançado, meu pai começou a ouvir minhas músicas no rádio e parou de fazer perguntas".[76]

Os críticos musicais Bob Batchelor e Scott Stoddart comentaram em seu livro The 1980s que "os vídeos musicais para os singles do álbum foram mais eficaz na introdução de Madonna para o resto do mundo".[77] O autor Carol Clerk disse que os vídeos musicais de "Burning Up", "Borderline" e "Lucky Star" não estabeleceram Madonna como a garota da porta ao lado, mas sim como uma mulher engraçada, difícil, atrevida e inteligente". As roupas usadas nestes vídeos musicais foram posteriormente utilizadas por estilistas como Karl Lagerfeld e Christian Lacroix na semana de moda de Paris no mesmo ano.[76] Em seu livro Media Culture: Cultural Studies, Identity, and Politics Between the Modern and the Postmodern, o professor Douglas Kellner comentou que os vídeos representaram motivos e estratégias que ajudaram Madonna em sua jornada para se tornar uma estrela.[78] Com o vídeo musical de "Borderline", Madonna foi creditada como a pessoa que quebra tabus de relações inter-raciais e foi considerado um dos maiores momentos de sua carreira. A emissora musical estadunidense MTV exibia o vídeo de "Borderline" em alta rotação, aumentando ainda mais a popularidade de Madonna.[15]

O lançamento do álbum anunciou a chegada de Madonna no cenário musical, mas suas habilidades vocais não foram totalmente formadas artisticamente.[79] As músicas de Madonna revelaram várias tendências-chave que continuaram a definir o seu sucesso, incluindo uma forte linguagem baseada em dança, ganchos cativantes altamente polidos, arranjos e o próprio estilo vocal da Madonna. Em canções como "Lucky Star" e "Borderline", Madonna apresentou um estilo de música de dança optimista que seria particularmente atraente para futuros públicos gays. Seu brilhante vocal timbre feminino usado nos primeiros anos de sua carreira tornou-se coisa antiga em trabalhos posteriores de Madonna. A mudança foi feita para atender as últimas tendências no mundo musical.[79]

Após o lançamento do álbum, Madonna recebeu críticas negativas por alguns críticos de música pop contemporânea. Eles disseram que sua voz suava como "a Minnie Mouse em hélio", enquanto outros críticos sugeriram que ela estava "quase inteiramente em hélio, um gás cheio de criação, mais leve do que o ar da MTV e outros canais sinistros da mídia".[80] Madonna disse: "Desde o início da minha carreira, as pessoas vêm escrevendo besteira sobre mim, como "ela é uma mulher de apenas um hit. Ela vai desaparecer depois de um ano".[81] Madonna respondeu o comentário "a Minnie Mouse em hélio" fazendo uma sessão de fotos com Alberto Tolot, onde ela flertou com um brinquedo gigante do personagem Mickey Mouse, colocando sua mão dentro de seu vestido e olhando para ele com um olhar atrevido. O escritor Debbi Voller observou que "tais imagens provocantes em um novo passo de sua carreira poderia ter machucado muito. Mas ela passou a acabar com os idiotas que se atreveram a tomar uma presa em sua voz de novo".[82] Vinte e cinco anos mais tarde, em seu discurso de aceitação do Rock and Roll Hall of Fame, Madonna agradeceu aos críticos que deram críticas negativas a ela nos primeiros anos, dizendo: "Aqueles que disseram que eu estava sem talento, que eu era gordinha, que eu não podia cantar, que eu era uma mulher de apenas um hit, eles me fizeram ser melhor, e eu estou grata por suas resistências".[83]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

O álbum apresenta oito faixas em sua edição padrão e dez faixas em sua edição remasterizada de 2001.

Todas as canções escritas e compostas por Madonna e produzidas por Reggie Lucas, exceto quando escrito. 

Madonna (edição padrão)
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Lucky Star"     Lucas, John "Jellybean" Benitez 5:38
2. "Borderline"   Lucas Lucas, Benitez[A] 5:21
3. "Burning Up"       3:45
4. "I Know It"       3:47
5. "Holiday"   Curtis Hudson, Lisa Stevens Benitez 6:10
6. "Think of Me"       4:55
7. "Physical Attraction"   Lucas Lucas, Benitez[A] 6:39
8. "Everybody"     Mark Kamins 4:57
Duração total:
40:47

Faixas Bônus

9. Glamber

10. Ain't No Big Deal

Madonna (edição remasterizada em 2001)
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
9. "Burning Up" (versão do 12" Single)   Lucas, Benitez[A] 5:59
10. "Lucky Star" (New Mix)   Lucas, Benitez 7:15
Duração total:
54:01
Notas[84]
A - denota produtores adicionais e remixadores

"Burning Up" (Alternate Album Version) - 04:48, foi utilizada para a edição em disco de vinil de The First Album, lançada na Europa em 1985. A mesma versão foi b-side do single "Angel" (1985) nos mesmos países.[84]

"Everybody" tem uma duração de 4:57 na edição original de 1983. A edição remasterizada de 2001 inclui uma versão que possui uma duração de 6:02, que é a versão do 12" Single.

Formatos
  • Disco de vinil - inclui a versão de 8 faixas do álbum e a versão de 4:57 de "Everybody".
  • Fita cassete - inclui a versão de 8 faixas do álbum e a versão 4:57 de "Everybody".
  • CD - inclui o álbum de 8 faixas e a versão 4:57 de "Everybody".
  • Longbox CD - inclui a versão de 8 faixas do álbum e a versão de 4:57 de "Everybody".
  • Disco de vinil (1985) - relançado na Europa com uma nova capa e renomeado como The First Album. Esse formato inclui as mesmas faixas que o original, mas inclui "Burning Up" (Alternate Album Version), que possui uma duração de 4:48. Também foi lançado como uma edição limitada com um pôster dobrável da capa com menos tipografia.
  • Vinil Picture Disc (1985) - edição The First Album e inclui 8 faixas como o álbum original.
  • Fita cassete (1985) - edição The First Album e inclui as mesmas faixas como o álbum original.
  • CD (1985) - edição The First Album e inclui 8 faixas como o álbum original.
  • CD (2001) - edição remasterizada e inclui todas as faixas do álbum original e duas versões remixadas de "Burning Up" e "Lucky Star", que foram creditas como faixas bônus. Esta versão foi lançada pela Warner Bros e também inclui uma versão mais longa de "Everybody", que possui uma duração de 6:02. Esta versão substitui a edição de relançamento de 1985 nos países europeus e trouxe o álbum de volta à sua obra e título originais nesses territórios.
  • Download digital (2005) - edição remasterizada de 2001, com exceção de "Holiday", que é a versão radiofônica, que possui uma duração de 3:51.
  • Disco de vinil (2012) - reedição europeia do álbum original, que inclui a versão de 4:57 de "Everybody". Esta versão foi lançada pela Warner Bros. e Rhino Entertainment.

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Ano Single Posições Certificações
EUA
[43]
AUS
[23]
CAN
[86]
ALE
[87]
ITA
[88]
HOL SWI
[89]
UK
[27]
Hot 100
[90]
Club
[90] [91]
1982 "Everybody" 3
1983 "Burning Up" 3 13
"Holiday" 16 1 4 32 9 26 11 18 2
"Lucky Star" 4 36 8 14
1984 "Borderline" 10 4 12 25 36 2 23 2
"—" Denota que a canção não entrou em determinado país.
Notas
  • "Everybody" não entrou na Billboard Hot 100, mas entrou na tabela Bubbling Under Hot 100 Singles, onde atingiu um pico de número sete.[10]
  • "Burning Up" foi creditado no Dance Club Play Hot gráfico como um duplo A-side single com "Physical Attraction".[93]
  • "Holiday" foi lançado no Reino Unido em três ocasiões diferentes - 14 jan 1984 lançamento chegou a posição seis, em seguida, re-emitida em 30 de julho de 1985, quando atingiu o número dois e a final re-lançamento foi em 04 de junho de 1991 com um adicional EP chamado The Holiday Collection, na qual incluía várias versões da canção. O EP atingiu a posição de número cinco na tabela musical.[27]
  • "Lucky Star" foi originalmente lançado no Reino Unido em setembro de 1983, entrando na parada UK Singles Chart no número 171. Foi reemitida no país em março de 1984 e chegou ao número 14. A canção foi creditada na tabela Hot Dance Club Play como um duplo A-side com "Holiday".[9]
  • "Borderline" originalmente atingiu a posição de número cinquenta e seis no Reino Unido, mas atingiu um novo pico de dois, quando o álbum foi relançado em julho de 1985, fazendo com que a canção entrasse novamente na tabela em janeiro de 1986.[27]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo todos os profissionais envolvidos na elaboração do álbum, de acordo com seu acompanhante encarte:[84]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

Madonna foi lançado nos Estados Unidos em 27 de julho de 1983 através da Sire Records e da Warner Bros. O álbum foi relançado na Europa em 1985 sob o título de The Fisrt Album. Em alguns países, a editora discográfica foi substituída pela Warner Bros.

País Data Formato Edição Editora discográfica
 Estados Unidos 27 de julho de 1983 (1983-07-27) Disco de vinil, fita cassete, CD Madonna Sire Records, Warner Bros
 Reino Unido 11 de fevereiro de 1984 (1984-02-11) Warner Bros
 Canadá 10 de março de 1984 (1984-03-10)
União Europeia 3 de julho de 1985 (1985-07-03) The First Album Sire Records, Warner Bros

Notas

  1. Em português: "Estrela reluzente, estrela brilhante".
  2. Em português: "Algo na maneira que você me ama, não vai me deixar ser / Eu não quero ser sua prisioneira, então baby, você não vai me libertar".

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]