MDNA

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MDNA
Álbum de estúdio de Madonna
Lançamento 23 de março de 2012 (2012-03-23)
Gravação 2011
Gênero(s) Pop, EDM
Duração 51:54 (edição padrão)
70:07 (edição deluxe)
Formato(s) CD, download digital, vinil
Gravadora(s) Live Nation, Interscope
Produção Madonna (exec.), William Orbit, Martin Solveig, Benny Benassi, Alle Benassi, The Demolition Crew, Michael Malih, Indiigo Muanza[1]
Cronologia de Madonna
Último
Último
Sticky & Sweet Tour
(2010)
The Complete Studio Albums (1983 – 2008) (2012)
Próximo
Próximo
Singles de MDNA
  1. "Give Me All Your Luvin'"
    Lançamento: 3 de fevereiro de 2012 (2012-02-03)
  2. "Girl Gone Wild"
    Lançamento: 2 de março de 2012 (2012-03-02)
  3. "Turn Up the Radio"
    Lançamento: 5 de agosto de 2012 (2012-08-05)

MDNA é o décimo segundo álbum de estúdio da cantora estadunidense Madonna, lançado em 23 de março de 2012. É o seu lançamento de estreia em contrato com a Live Nation Entertainment e em parceria com a Interscope Records, que serviu como distribuidora do lançamento. Também é o primeiro trabalho de Madonna não associado com a Warner Bros. Records, sua gravadora desde sua estreia, lançada em julho de 1983. Madonna começou a trabalhar no disco em julho de 2011, colaborando com produtores musicais como Alle Benassi, Benny Benassi, Demolition Crew, Free School, Michael Malih, Indiigo Muanza, William Orbit e Martin Solveig.

Madonna voltou a trabalhar com o produtor Orbit depois de mais de 10 anos após a última colaboração entre os dois. Solveig foi convidado para uma sessão de gravação em Londres. Originalmente, a artista havia convidado Solveig com apenas uma canção em mente, que se expandiu em três. Eles encontraram vários gostos em comum, como na música, comida e vinhos. Inclusive, eles descobriram um interesse em comum em cinema, que levou a elaboração de uma música em referência ao filme francês Le samouraï. Benny Benassi não era fluente na língua inglesa, e seu primo Alle Bennassi foi utilizado como tradutor.

Após seu chegar às lojas, recebeu avaliações geralmente positivas, com críticos musicais de música contemporânea elogiando as músicas produzidas por Orbit, enquanto outros o classificaram como genérico. Internacionalmente, o projeto estreou na primeira colocação de outros trinta países, incluindo o Brasil, Canadá, Irlanda e Reino Unido. MDNA estreou no topo da parada de álbuns americana Billboard 200 com 359 mil cópias vendidas. No entanto, na semana seguinte o álbum apresentou uma queda de 86.7% de vendas, tornando-se o álbum de maior queda em sua segunda semana de vendas na história da Nielsen SoundScan.

O primeiro single extraído foi "Give Me All Your Luvin'", distribuído em 3 de fevereiro de 2012 e que apresenta Nicki Minaj e M.I.A. como artistas convidadas. Alcançou a décima posição nos Estados Unidos, sendo o trigésimo-oitavo single da cantora a alcançar as dez primeiras posições no país. O segundo foi "Girl Gone Wild", lançado em 2 de março de 2012. "Turn Up the Radio" tornou-se a terceira música de trabalho em 5 de agosto do mesmo ano. Os três singles chegaram ao topo da Hot Dance Club Songs, fazendo com que Madonna tenha 43 faixas a ter chegado ao topo. Para a promoção de MDNA, a cantora apresentou-se no Super Bowl XLVI e embarcou na MDNA Tour (2012).

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

É incrível estar de volta à música. Eu gosto da intimidade de um estúdio de gravação e escrita. Eu uso uma parte diferente do meu cérebro quando escrevo uma canção e outra quando dirijo um filme. Há um bilhão de pessoas a mais em uma produção cinematográfica e nela não há aquela liberdade visceral de sair cantando, gritando... pulando. É bem diferente. Eu amo os dois mas foi ótimo ter a simplicidade de compôr após três anos escrevendo um roteiro, dirigindo, editando e falando sobre meu filme. [Apenas] sentar, tocar meu violão e cantar uma canção. Eu quase chorei.

—Madonna sobre seu retorno à música após um hiato de três anos, no qual escreveu e dirigiu W.E.[2]

Após a conclusão da Sticky & Sweet Tour, Madonna iniciou os preparativos do lançamento de seu terceiro álbum de grandes êxitos, Celebration. O disco marcou seu último lançamento com a Warner Bros. Records, gravadora na qual manteve-se desde Madonna (1983).[3] Em dezembro de 2010, a cantora publicou no seu Facebook, afirmando que estava a procura de pessoas com que pudesse trabalhar: "É oficial! Preciso me mexer. Preciso suar. Preciso fazer música nova! Música com que possam dançar. Estou procurando os artistas mais loucos, doentes, as pessoas mais rudes para colaborar".[4] Terminados todos os trabalhos de W.E., filme escrito e dirigido pela artista, ela voltou ao estúdio para a elaboração de seu décimo segundo álbum de estúdio.[2] Anteriormente à distribuição de Hard Candy (2008), ela também fechou um contrato com a Live Nation Entertainment.[5]

A estadunidense encontrou-se com William Orbit, com quem tinha trabalhado anteriormente em Ray of Light (1998), para iniciar o processo. Descrevendo a relação dos dois como "frutífera", Madonna afirmou que não houve nenhuma divergência criativa entre os dois: "Com William, eu realmente não tive uma discussão. Temos trabalhado em coisas por tantos anos, que terminamos a frase do outro. Ele sabe o meu gosto e o que eu gosto. Magia acontecem quando entramos num estúdio de gravação juntos".[6] Além deste, ela convidou diversos produtores para ajudá-la, como Alle Benassi, Benny Benassi, The Demolition Crew, Michael Malih e Indiigo Muanza;[7] artistas também foram chamados, incluindo Nicki Minaj e M.I.A.[8] De acordo com a cantora, ela prezou por colaborar com "mulheres que [...] têm um forte senso de si mesmas".[8]

Em julho de 2011, Martin Solveig foi convidado para uma sessão de gravação em Londres. Originalmente, Madonna havia convidado Solveig para uma ideia de apenas uma canção, que finalmente se transformou em três: "Give Me All Your Luvin'", "I Don't Give A" e "Turn Up the Radio".[9] Em entrevista à revista Billboard, o produtor sentiu que a seleção dos produtores de Madonna seria intimidante. Assim, ele evitou "pensar sobre a lenda e fazer algo que fizesse sentido".[9] Em dezembro de 2011, foi confirmado que Madonna tinha entrado em um contrato com a Interscope Records, que atuaria como distribuidora de três álbuns da musicista, a partir do décimo segundo. Desta forma, MDNA marca o primeiro lançamento de Madonna na Live Nation e na Interscope.[3] [10]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Em 4 de julho de 2011, o empresário de Madonna, Guy Oseary, anunciou que a cantora tinha entrado em estúdio para começar as sessões de gravação para o seu décimo segundo álbum de estúdio.[11] Em uma entrevista com o Channel V Australia, Martin Solveig comentou que durante as gravações, os dois músicos se comunicavam em um nível de organização. Ele acrescentou: "A gravação dessas músicas para esse álbum foi algo que rapidamente tornou-se muito natural e eu acho que realmente nos ajudou a criar algo interessante".[12] Solveig sentiu que tiveram tempo para trabalhar no disco, o que aliviou a pressão das sessões, e ele sentiu que os dois gostavam de fazer músicas juntos, o que foi a razão para que eles continuassem a criar mais músicas, ao contrário do compromisso original de apenas fazerem uma canção juntos.[9] O produtor também comentou sobre o envolvimento de Madonna na produção do álbum:[12]

Cquote1.svg Madonna é tão envolvida no processo de gravação quanto um produtor pode estar. Isso foi uma surpresa muito boa e grande para mim! Eu acreditava que ia gastar apenas uma hora ou duas por dia no estúdio, indo e vindo e vendo como estava o processo e dizendo 'Está bem, eu gosto disso, eu não gosto disso, irei cantar essa… Adeus!... E absolutamente não! Quero dizer, nós realmente co-produzimos as faixas e não é somente algo para se escrever no álbum, tipo 'co-produzido por Martin Solveig e Madonna', não, literalmente as faixas foram co-produzidas. Digo, em algum momento, Madonna queria escolher o som de um tambor ou um sintetizador e esse tipo de coisas. Ela realmente estava na sessão de produção do álbum! Cquote2.svg

Solveig e Madonna "se deram muito bem" e descobriram interesses em comum na música, cinema, comida e vinhos.[9] O filme francês Le samouraï, que narra a história de um assassino solitário, tornou-se uma discussão que levou à elaboração de "Beautiful Killer", que referencia o filme.[9] Tais interesses foram o que os levou a terem colaborações de sucesso, já que Madonna apreciava sua forma de trabalhar, dizendo: "Ele é muito organizado e metódico em seu pensamento", e ela descobriu que era capaz de dizer "'Não, eu não gosto disso', e não ferir os sentimentos [de Orbit]".[8] Madonna também falou sobre o produtor William Orbit, sentindo que suas qualidades europeias foram bem adaptadas ao seu estilo de produção, e citou a conversa entre eles durante as sessões como "essencial". Ela também declarou: "Com William, nós sempre entramos em discussões sobre a filosofia ou sobre a física quântica".[8] Quando começou a trabalhar com Benny e Alle Benassi, ela achou difícil comunicar-se com Benny por ele não ter fluência na língua inglesa; durante as sessões de gravação, ela usou Alle como intérprete e então, eles finalmente encontraram uma maneira de se comunicar.[8] Ela não havia trabalhado com o disc jockey (DJ) antes e descobriu que o primeiro encontro com o produtor foi difícil ao ponto dela se sentir tímida e depois de terem resolvido o problemas de comunicação, Madonna disse: "Eu senti como se eu o conhecesse muito bem".[8]

Capa, título e lançamento[editar | editar código-fonte]

Alguns críticos musicais notaram que o título do álbum fazia alusão à droga moderna MDMA (imagem).

No final de 2011, alguns rumores apontavam que o título do décimo segundo álbum de Madonna seria Luv.[13] [14] No entanto, o título oficial do álbum foi anunciado pela cantora durante uma entrevista à Graham Norton durante o The Graham Norton Show em 11 de janeiro de 2012. MDNA foi o nome escolhido.[15] Martin Solveig revelou que M.I.A. sugeriu o título do álbum, observando que "nós estávamos nos divertindo muito com as iniciais. M.I.A. disse: 'Você deve intitular o álbum de MDNA, pois seria uma boa abreviação e ortografia de seu nome'. Então percebemos que havia realmente muitas possibilidades diferentes de entendimento para aqueles iniciais, e o mais importante é 'o DNA de Madonna'".[16] Em outra ocasião, para o The Tonight Show with Jay Leno, a estadunidense explicou que o título do álbum é um trocadilho triplo, representando o seu nome e seu DNA. Ela também insinuou que também é uma referência à droga MDMA, que "prevê os sentimentos eufóricos do amor".[17] O título foi criticado por Lucy Dawe, porta-voz da campanha do grupo antidrogas Cannabis Skunk Sense. Ela disse ao jornal The Sun que a escolha de Madonna de título do álbum foi "uma decisão mal aconselhada".[18]

A capa para MDNA foi fotografada por Mert e Marcus e dirigida por Giovanni Bianco.[19] A capa da edição deluxe do álbum foi revelada através do Facebook da cantora, em 31 de janeiro de 2012.[20] De acordo com Jocelyn Vena, da MTV, na capa, a cantora está "de cabeça erguida, com seu cabelo encaracolado puxado para trás. Ela está usando muito rímel, batom vermelho brilhante, uma gargantilha e um top brilhante rosa de seda. A foto também apresenta um tipo de espelho sobre ela."[21] Jeff Giles do PopCrush comentou: "Consistindo em uma colorida fotografia de Madonna em um clássico loiro e uma pose glamourosa, a capa de MDNA promete um passo ousado, mantendo uma forte reminiscência de seu trabalho no topo das paradas dos anos 80".[22] Robbie Daw do Idolator comparou a obra com a de True Blue (1986).[23]

A capa da edição padrão foi mais tarde revelada em 6 de fevereiro de 2012.[24] Emily Hewett do Metro escreveu que "embora a capa tenha cores semelhantes e o mesmo estilo da capa da edição deluxe, a versão padrão possui uma visão do corpo da cantora, com um vestido escarlate apertado e luvas condizentes, ao invés de um close em seu rosto".[25] Em 3 de fevereiro de 2012, foi lançado um megamix contendo "Girl Gone Wild", "Give Me All Your Luvin'" e "Turn Up the Radio".[26] Um mês depois, estrearam as prévias de "I'm Addicted",[27] "Love Spent",[28] "Gang Bang",[29] "Superstar",[30] "Falling Free",[31] e "I Don't Give A".[32] A cantora também lançou a duração completa da música "I Fucked Up", que foram notadas linhas dedicadas à Ritchie.[33] [34] Uma semana antes de seu lançamento, MDNA foi executado inteiramente na rádio online AOL, no que resultou em seu vazamento.[35] Devido a uma violação de direitos de autor, foi imediatamente removido.[35] O álbum foi inicialmente lançado em 23 de março de 2012, em duas edições separadas.[36] A edição deluxe inclui mais cinco canções.[37]

Estrutura musical[editar | editar código-fonte]

Eu sinto que todos as as músicas no rádio atualmente têm uma qualidade homogeneizada a elas. Eu fiz um esforço enorme para tentar não soar como todo mundo. A música que eu fiz com William é bastante introspectiva, enquanto Martin é mais irônica e engraçado e alegre. Há um aspecto realmente animada nela e um aspecto muito divertido nas faixas.

— Madonna sobre as faixas de MDNA, em entrevista ao The Sun.[38]

Um álbum pop, com elementos de dance e EDM,[39] [40] [41] MDNA marca uma mudança de direção musical após Hard Candy, um álbum cujos temas foram influenciados, principalmente, pelo R&B e hip-hop.[42] Embora existam várias canções cujos temas sejam amor e dança,[39] muitas das faixas são liricamente relacionadas com seu divórcio de Guy Ritchie, ocorrido em 2008,[43] [44] porque nelas são tratados como questões de traição pessoal, desgosto, vingança e arrependimento.[45] [46] [47] [48] [39] Além disso, em algumas músicas, contém elementos de trabalhos anteriores da cantora, incluindo referências a alguns de seus singles de maior sucesso, como "Papa Don't Preach",[41] "Vogue",[49] "Sorry" e "Beautiful Stranger".[50] Sobre o estilo e composição de MDNA, Madonna disse: "Eu fiz um esforço enorme para tentar não soar como todos os outros [artistas]. A música que eu fiz com William [Orbit] é um tanto introspectiva, enquanto Martin [Solveig] é mais irônica, engraçada e alegre".[51]

"Girl Gone Wild", faixa de abertura do álbum, contém influências do ritmo padrão four-on-the-floor e um som similar ao de músicas de Confessions on a Dance Floor.[52] Sua introdução contém elementos de "Act de Contriction" de Like a Prayer,[53] enquanto o refrão fala sobre "uma menina que ficou selvagem" e canta sobre o seu "desejo ardente".[41] A próxima música, "Gang Bang", baseia instrumentais EDM e dance com toques do dubstep[41] e batidas industriais.[54] Seu assunto é mais escuro: uma mulher que se vinga de seu amante, atirando em sua cabeça.[55] A terceira faixa "I'm Addicted" tem sons de electro house e eurodance,[56] cuja letra trata sobre ser viciado em uma pessoa, comparando o vício aos efeitos de um narcótico.[57] "Turn Up the Radio" é a quarta faixa do álbum, que começa com uma melodia de teclado antes de se tornar um número de dance pop inspirado no anos 1980.[55] Sua simples letra ordena os ouvintes a aumentar o volume do rádio e esquecer de seus problemas.[53] "Give Me All Your Luvin'", quinta composição, é uma colaboração com as rappers Nicki Minaj e M.I.A. É uma música dance com elementos de pop[58] bubblegum pop, synthpop, new wave e disco,[58] [59] e também contém gritos de líderes de torcida e dois raps: um por Minaj e um por M.I.A.[46] "Some Girls" é a sexta obra de MDNA, um tema dance inspirado no hardstyle em que Madonna lista vários tipos de "garotas".[60] [53] "Superstar" é uma canção dance-pop com influências de pop e eletrônica,[61] cujo gancho mostra influências de dubstep.[62] Na letra, Madonna compara seu namorado com homens famosos que existiram ao longo da história,[63] como John Travolta, Abraham Lincoln, Al Capone, entre outros,[61] e diz ser a sua "maior fã".[63] Sua filha Lourdes participou como vocal de apoio na canção.[38]

A quarta canção em MDNA é "Turn Up the Radio", uma obra dance-pop sobre aumentar o volume do rádio e esquecer de seus problemas.

Quinta faixa do disco, "Give Me All Your Luvin'" é uma música dance com elementos da década de 1980, bubblegum pop e new wave.

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A segunda metade de MDNA começa com "I Don't Give A", uma música com batidas industriais e influências de hip-hop.[54] Sua letra refere-se à atitude que a cantora tem com seus críticos e como sua vida mudou depois de seu divórcio.[53] A rapper convidada, Nicki Minaj, faz um rap que destaca as principais virtudes de Madonna, que termina com a frase: "Há apenas uma rainha, e ela é Madonna, sua vadia".[41] A nona canção do álbum, "I'm a Sinner", tem arranjos de rock and roll inspirado na década de 1960 e do country. Em sua letra são mencionadas analogias do pecado,[47] que culminam com um versículo onde ela pede a vários santos que forneçam suas virtudes para não pecar novamente.[64] "Love Spent" começa com uma introdução no banjo, seguido por uma melodia pop com influências de música eletrônica.[47] A intérprete escreveu suas letras muito perto de seu divórcio milionário de Ritchie, uma vez que em que soa como uma mulher que diz a seu parceiro que o ama como ama seu próprio dinheiro.[43] "Masterpiece", que também foi incluída na trilha sonora do filme W.E, é uma balada com um toque de música latina,[65] com arranjos de cordas, violões e uma percussão prominente.[41] Ela fala sobre o quão doloroso é estar apaixonada por alguém que é tão perfeito como uma obra de arte.[66] O tema que fecha o álbum é "Falling Free", uma balada com uma melodia simples, baseada em uma linha de baixo e sem percussão, com uma letra complexa que fala sobre amor, exaltação e liberdade.[67]

A edição deluxe de MDNA contém várias faixas adicionais que se seguem a composição de estilo do resto do álbum. Por exemplo, "I Fucked Up" é uma canção com um ritmo lento, como as outras músicas do álbum, fala sobre seu divórcio, onde a cantora aceita que as coisas não foram de acordo com seus planos.[47] Em "Beautiful Killer", uma música com um arranjo de cordas de destaque e uma música dance,[40] em sua letra trata-se de metáforas do amor na relação entre um assassino e vítima.[41] "Birthday Song" é uma canção de aniversário realizada com M.I.A., que contém uma melodia simples, baseada em uma linha de baixo com um estilo punk e percussão acompanhante.[40] Finalmente, no ponto de "Best Friend", Madonna lamenta a perda de um amante, que ela compara à sua melhor amigo, e admite sentir-se culpada e com remorso.[67] Outras faixas adicionais incluem um remix de "Give Me All Your Luvin'", realizado pela dupla de electropop LMFAO (a versão tocada na turnê MDNA Tour) e uma versão acústica de "Love Spent".[68]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 64/100[69]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
BBC Music (favorável)[70]
Billboard (favorável)[41]
The Daily Telegraph 2 de 5 estrelas.Star full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[71]
Entertainment Weekly B–[65]
The Guardian 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[54]
The Independent 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[72]
musicOMH 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[73]
Rolling Stone 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[46]
Slant 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[43]
USA Today 3.5 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svg[74]

Após o seu lançamento, MDNA recebeu avaliações positivas por parte da imprensa especializada. No agregador Metacritic, o álbum recebeu uma pontuação média de 64 pontos, de uma escala que vai até 100, baseada em trinta e quatro revisões, o que indica "análises geralmente favoráveis".[69] Andy Gill, do jornal The Independent, escreveu que "representa uma determinada correção sem sentido por Madonna depois do sem brilho Hard Candy".[72] Joe Levy, escritor da Rolling Stone, afirmou que "há muita maldade para o DJ para trazer de volta e as músicas têm uma profundidade, que recompensa as batidas repetidas".[46] Jornalista da Billboard, Keith Caulfield o apelidou "uma coleção de canções pop, das quais algumas são fatias de brilhantismo", e declarou: "Madonna não faz só nos levar para a pista de dança com MDNA; ela nos deixa exausta, nos drena e confia em nós".[41] Elan Priya, em texto para a NME, adjetivou o trabalho de "uma agradável brincadeira ridícula", bem como "uma das coisas mais viscerais que ela já fez".[59] No portal musicOMH, Laurence Green elogiou Madonna pelos "cuidados na seleção do álbum e o julgamento de produzir alguns dos mais sons vitais mais enérgicos que ela nos entrega em anos", descrevendo-o como dançante e finalizando: "é excelente. Muitas vezes, simplesmente porque ele faz o que faz com confiança tão desenfreada, do tipo que só poderia resultar de Madonna".[73]

Embora tenha achado as letras um tanto clichês, Nick Levine da BBC Music elogiou as "emoções" e declarou: "Tem seus defeitos, mas MDNA não é apenas um álbum de música pop bom, é um álbum de Madonna bom demais".[70] Sarah Rodman, do The Boston Globe, elogiou as músicas que exploram um "território mais pessoal e abstrato" e escreveu que "não é um álbum perfeito de Madonna, mas ultrapassa inteiramente os seus predecessores, quando Madonna quebra o doce duro e nos permite chegar ao seu recheio emocional".[48] Sal Cinquemani, para a Slant, narrou o disco como "surpreendentemente coesivo, apesar de seus sete produtores" e afirmou "é óbvio que Madge e Billy Bubbles ainda podem criar magia em conjunto".[43] Simon Goddard da publicação Q chamou-lhe de seu melhor desempenho desde Ray of Light (1998),[75] assim como o escritor da Chicago Tribune, Greg Kot, que escreveu que ela "se destaca" nas músicas produzidas por William Orbit.[76] O analista da Spin, Caryn Ganz, manteve uma visão semelhante: "Se há um produtor que sabe como arrancar elogios de Madonna, é Orbit, produtor de Ray of Light".[77] Jon Pareles do The New York Times notou o "instinto pop de Madonna, o que contagia tudo [...] que a move gancho após gancho em MDNA".[67] Em seu guia para o consumidor do MSN Music, o crítico Robert Christgau deu ao álbum uma nota A-.[78] [79]

No entanto, o editor do portal Allmusic, Stephen Thomas Erlewine, chamou o álbum de "pedregoso" e "excessivamente oco", como resultado de "cálculos frios" destinados a reafirmar a proeminência de Madonna no dance e pop.[39] Apesar de elogiar as músicas de amor, Melissa Maerz da Entertainment Weekly declarou que MDNA era "empenhado em mostrar quanta energia uma pessoa de 53 anos de idade coloca em seu trabalho [...] todos esses lembretes de sua ética de trabalho podem ser exaustivos".[65] O The Daily Telegraph publicou uma resenha de Helen Brown, que descreveu suas letras como "horrivelmente clichês" e criticou a direção de Madonna, afirmando que "uma mulher, que está colocando muita energia visivelmente desesperada para parecer e soar como uma adolescente, está perdendo o ponto do pop, de festas... da vida".[71] Emily Mackay do The Quietus notou uma "falta de ambição" no álbum.[80] Matthew Perpetua do Pitchfork Media descreveu-o como "escandalosamente banal" e "particularmente oco, o resultado morto das obrigações, prazos, e das apostas humildes".[44] Maura Johnston do The Village Voice classificou a voz de Madonna como "sem presença".[40] O escritor Randall Roberts, do Los Angeles Times, viu que a música do álbum sofre de "familiaridade" e que o álbum "evidencia que a cantora ficou para trás, que ela não está mais sendo o assunto" da música pop.[81] Genevieve Koski do The A.V. Club criticou seus vocais "eletronicamente manipulados" "as batidas de euro-dance genéricas", enquanto que classificou MDNA como "competente, mas igualmente superficial".[64] Gareth Grundy do The Observer foi ambivalente em relação às faixas "rave-pop rústicas" do álbum, escrevendo que a sua "reta final [...] parece como se estivesse sido emprestado de um projeto totalmente diferente e muito melhor".[57] Alexis Petridis do The Guardian resumiu o álbum como "nem triunfo, nem desastre", escrevendo que "acaba por ser apenas mais um produto de Madonna".[54] Com o disco, Madonna ganhou dois prêmios na cerimônia Billboard Music Awards de 2013, nas categorias Top Dance Album e Top Dance Artist.[82]

Singles[editar | editar código-fonte]

Oficiais[editar | editar código-fonte]

"Give Me All Your Luvin'" foi lançada como o primeiro single do disco MDNA em 3 de fevereiro de 2012.[7] Dois trechos de sua versão demo intitulada "Give Me All Your Love" vazaram em 8 de novembro de 2011.[83] No mesmo dia, a versão inteira da canção vazou inteiramente.[84] Recebeu críticas mistas de críticos especializados, que elogiaram sua melodia "contagiante", mas sentiram que a composição musical era inferior aos singles anteriores de Madonna.[85] Alguns críticos classificaram a canção como um single fraco para ser o primeiro do álbum, e que não era uma representação adequada de MDNA.[54] [86] "Give Me All Your Luvin'" alcançou a primeira posição das paradas do Canadá, Finlândia, Hungria, Israel e Venezuela.[87] [88] [89] [90] Tornou-se seu trigésimo terceiro single a alcançar as dez primeiras posições na Billboard Hot 100, fazendo a cantora a artista com mais singles nas primeiras dez posições na história da parada, doze das quais atingiram a primeira posição.[91] Em 3 de fevereiro de 2012, o vídeo completo de "Give Me All Your Luvin'" estreou no canal oficial da cantora no YouTube.[7] [92] O vídeo tem como tema as líderes de torcida e o futebol americano, inspirado por sua então futura apresentação no Super Bowl XLVI, além de Madonna, Minaj e M.I.A. terem retratado o visual de Marilyn Monroe.[93]

Em 10 de fevereiro de 2012, Madonna confirmou ao radialista Ryan Seacrest que "Girl Gone Wild" serviria como o segundo single do álbum.[94] Na mesma entrevista, negou os boatos de que Britney Spears participaria da canção.[94] Dias antes, houve uma controvérsia em torno do título da canção, que era inicialmente conhecida como "Girls Gone Wild". Joe Francis, criador da franquia de mesmo nome, ameaçou processar Madonna caso ela interpretasse a música durante sua apresentação no Super Bowl.[95] Contudo, foi anunciado pela NFL que a obra não seria cantada no evento.[96] No final, o título da faixa foi ligeiramente modificado para o singular "Girl Gone Wild".[97] Foi recebida com opniões mistas pelos críticos musicais, com alguns a chamando de "memorável", enquanto outros a classificaram como "esquecível".[98] [99] Ela anunciou que após os pré-ensaios de sua turnê mundial, ela iria gravar um vídeo, que seria dirigido por Mert e Marcus.[100] Ainda na entrevista com Seacrest, Madonna confirmou que a produção seria filmada na semana de 17 de fevereiro de 2012.[94] Os fotógrafos Mert e Marcus foram confirmados como os diretores.[101] O grupo de dança ucraniana Kazaky aparece no produto final, bem como os modelos de moda Brad Alphonso, Jon Kortajarena, Rob Evans, Sean O'Pry e Simon Nessman.[102] [103] [104]

"Turn Up the Radio" foi lançada como o terceiro single em 5 de agosto de 2012.[105] Foi originalmente gravada para o quinto álbum de Martin Solveig, Smash, com vocais de Sunday Girl.[106] A canção foi recebida com críticas positivas, com alguns elogiando sua produção, enquanto outros criticando suas letras clichês.[107] [108] "Turn Up the Radio" alcançou a posição 68 no Japão e a 125 na Coréia do Sul.[109] [110] Um vídeo musical foi dirigido por Tom Munro e gravado entre 18 e 19 de junho em Florença, Itália.[111] Madonna veste uma capa preta, luvas pretas e chapéu militar preto, enquanto caminha em direção a um carro cheio de dançarinos.[112] Nos Estados Unidos, alcançou o primeiro lugar da tabela Dance/Club Play Songs,[113] tornando-se o quadragésimo terceiro single de Madonna a alcançar a primeira posição de tal parada, superando cantoras como Janet Jackson (19), Beyoncé, Rihanna (18) e Mariah Carey (15).[114]

Promocionais[editar | editar código-fonte]

"Masterpiece" foi lançada como single promocional na Alemanha em 13 de julho de 2012.[115] Recebeu uma grande aclamação crítica, que aprovaram suas "letras poéticas" e sua "orquestra magnítica", bem como um dos melhores desempenhos vocais de Madonna em MDNA.[116] [117] "Masterpiece" ganhou um Globo de Ouro por Best Original Song.[118] O cantor Elton John, que também concorria na mesma categoria, fez críticas à Madonna, dizendo que a canção "não tinha porcaria de chance nenhuma de ganhar [na categoria]".[119] Alcançou a posição 65 na República Checa.[120]

"Superstar" foi lançada como single promocional no Brasil em 3 de dezembro de 2012 e distribuída pela Folha de S. Paulo. Sua capa foi feita pela brasileira Simone Sapienza, mais conhecida como "Siss", e foi escolhida entre 30 finalistas de uma enquete promovida por uma parceria entre a Folha de S. Paulo e o projeto Keep Walking Brazil, da Johnnie Walker. Os dez trabalhos mais votados foram enviados a Madonna, que fez a escolha final.[121]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "Give Me All Your Luvin'" no Super Bowl XLVI.

Em dezembro de 2011, foi anunciado que Madonna iria se apresentar no intervalo do Super Bowl XLVI no Lucas Oil Stadium, em Indianápolis, Indiana. A artista foi auxiliada pelo Cirque du Soleil na produção do concerto e escolhida ao invés da artista americana Lady Gaga.[122] Os ensaios para apresentação duraram cerca de 320 horas, acumuladamente. Consistiu em vinte bonecas dançantes, dezessete bailarinos principais, 200 membros do coro de uma igreja e cem percussionistas.[123] Trinta e seis projetores de imagens foram utilizados para criar um espetáculo de luzes.[123] A apresentação foi iniciada com "Vogue", que era interligada com "Music", que por sua vez foi interpretada com a dupla LMFAO junto com trechos de suas músicas "Party Rock Anthem" e "Sexy and I Know It". Logo após, "Give Me All Your Luvin'" foi cantada com Minaj e M.I.A. Em seguida, um medley de "Open Your Heart" e "Express Yourself" foi utilizado como interlúdio para "Like a Prayer", que foi cantada com Cee Lo Green e 200 membros de um coro.[124] O concerto ganhou ampla atenção da mídia após M.I.A. ter estendido seu dedo do meio para a câmera no fim de seu verso, que terminava com a palavra "merda".[A 1] [125] [126] O incidente fez com que a NBC, que transmitia o evento, e a NFL, organizadora, emitissem pedidos de desculpas. O vice-presidente da NBC, Brian McCarty, disse:[127] [128]

Cquote1.svg Houve uma falha no sistema de atraso da NBC. O gesto obseno na apresentação foi completamente inapropriado, muito decepcionante, e pedimos desculpas aos nossos fãs. Nosso sistema se atrasou para obscurecer o gesto impróprio e pedimos desculpas aos nossos telespectadores. Cquote2.svg

A apresentação de de Madonna quebrou o recorde como o mais assistido show do intervalo do Super Bowl na história, tendo sido assistido por 114 milhões de espectadores.[129] Ela também estabeleceu um novo recorde como o mais assunto mais falado no Twitter, com 10 245 publicações por segundo, além de ter se tornado o termo mais procurado no Google durante o decorrer do evento.[130] [131] No entanto, ambos já foram quebrados.[132] Após sua apresentação no Super Bowl, o álbum recebeu promoção limitada e Madonna estava basicamente fora da mídia.[133] [134] Ela evitou aparições na televisão e apresentações ao vivo, focando-se apenas nos ensaios para sua turnê mundial.[134] Em 11 de abril de 2012, seu empresário Guy Oseary explicou em seu perfil no Twitter: "Eu acho que nós poderíamos ter ido na TV na semana passada, mas estávamos em ensaios pela manhã e à noite".[133] Através de sua página oficial no Facebook, Madonna publicou trechos de um minuto de duração de várias faixas do álbum, perguntou aos seus fãs sobre as músicas que deveriam ser executadas durante sua turnê, além de ter publicado quatro fotos de seu ensaio.[135] Em 24 de março de 2012, uma conversa da estadunidense com Jimmy Fallon foi transmitida ao vivo pela mesma rede social para a promoção do lançamento do álbum.[136]

Mais tarde, ela fez uma breve aparição no Ultra Music Festival 14, em Miami, em março de 2012, onde foi tocado o remix de seu single "Girl Gone Wild", do DJ sueco Avicii.[137] No meio da apresentação, ela perguntou à plateia: "Vocês têm visto Molly?", que muitos encararam como uma alusão à droga Ecstasy. Muitas personalidades e músicos criticaram a cantora, como o artista Deadmau5, que publicou no Twitter: "Você é uma influência para centenas de milhões de pessoas. Você tem uma voz poderosa, e a EDM poderia usar a sua influência positiva, não para conversas sobre 'Molly'", dentre várias outras críticas. Ela respondeu com uma imagem de 1989, de si mesma usando orelhas de Minnie Mouse com uma frase que dizia: "De um rato para outro. Eu não apoio o uso de drogas e eu nunca apoiei. Eu estava me referindo à canção chamada 'Have You Seen Molly' escrita pelo meu amigo Cedric Gervais que quase trabalhou em meu último álbum..."[138] Após a queda de vendas do álbum em sua segunda semana, os críticos e os fãs criticaram a falta de promoção e escolhas individuais para o álbum. Através de seu Facebook, o produtor William Orbit expressou seu descontentamento da má promoção do álbum, e disse que eles tiveram pouco tempo para gravar o álbum, porque a agenda de Madonna estava cheio de outros compromissos, como "comerciais de perfume e concursos de moda de adolescentes".[139] [140] Orbit mais tarde pediu desculpas pela declaração.[141]

Turnê[editar | editar código-fonte]

Durante a apresentação de "I Don't Give A" na MDNA Tour, Madonna foi elevada por um bloco.

A MDNA Tour foi a nona turnê de Madonna. Começou em maio de 2012 e foi promovida pela Live Nation Entertainment. A turnê foi anunciada em fevereiro de 2012, logo após sua apresentação no Super Bowl, com datas americanas e europeias reveladas.[142] É sua maior turnê, com 90 concertos. As apresentações na Austrália foram as suas primeiras em quase 20 anos; além disso, a digressão passou por muitos países que a cantora nunca visitou. A parte triangular do palco consiste em duas passarelas para Madonna interagir com a audiência e uma área fechada onde o público pôde ficar mais perto do palco. Há também um telão de três partes, que os produtores dizem ser o maior já feito.[143] Madonna anunciou que a primeira parte do concerto seria violenta, e andaria sobre cordas em uma apresentação.[144] Os figurinos foram projetados por Jean Paul Gaultier, Arianne Phillips e Riccardo Tisci.[145]

O concerto causou várias controvérsias por países em que passou; no interlúdio de vídeo "Nobody Knows Me", o rosto da política francesa de extrema-direita Marine Le Pen apareceu na tela com uma suástica em sua testa, o que causou em um processo judicial contra Madonna.[146] [108] Durante um show na Turquia, Madonna expôs brevemente seu seio direito para o público, causando controvérsia entre os islâmicos conservadores turcos.[147] [148] O uso de armas após o massacre em Aurora em 2012 foi mal visto pelo público, com Madonna justificando que elas eram apenas símbolos.[149] Maior controvérsia foi vista na Rússia; ao defender a banda feminista Pussy Riot, ela foi recebida com más palavras do Vice-primeiro-ministro Dmitry Rogozin.[150] Foi também ameaçada de prisão se defendesse o público LGBT no concerto em Moscou, o que ela fez, e foi processada por uma organização anti-gay russa alegando que era contra as leis locais.[151]

A turnê recebeu críticas geralmente positivas.[152] [153] [154] Após a abertura de venda de ingressos, muitos se esgotaram em poucos minutos. Nos Estados Unidos, 60 mil ingressos para um concerto no Yankee Stadium, Nova Iorque, se esgotaram em 20 minutos.[155] Em Ottawa, 15 mil ingressos para o concerto no Scotiabank Place se esgotaram em 21 minutos, tornando-se a venda de um concerto mais rápida na história da arena, batendo o recorde anterior pertencente ao AC/DC em 2009.[156] Na Turquia, 50.000 ingressos para o show em Istambul foram vendidos em quatro dias.[157] Madonna vendeu mais de 100 mil ingressos em dois dias para três apresentações no Brasil.[158] Após seu término, tornou-se a turnê mais lucrativa de 2012, com US$305.2 milhões de 88 shows esgotados, tornando-se até então a nona turnê de maior bilheteria de todos os tempos e a segunda maior entre artistas femininas, atrás apenas da Sticky & Sweet Tour (2008-09), da própria cantora. Madonna também quebrou um recorde ao ocupar os dois primeiros lugares entre artistas do sexo feminino.[159] Além disso, a turnê rendeu-lhe um prêmio Billboard Music Awards em 2013, na categoria Top Touring Artist.[160]

Alinhamento de faixas[editar | editar código-fonte]

O alinhamento de faixas do disco foi revelado em 3 de fevereiro de 2012 através do website oficial de Madonna; apresenta doze faixas na edição padrão do disco, dezessete em sua edição deluxe e dezoito em sua edição deluxe japonesa.[161]

Edição padrão
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Girl Gone Wild"   Madonna, Jenson Vaughan, Alessandro "Alle" Benassi, Benny Benassi Madonna, B. Benassi, A. Benassi 3:44
2. "Gang Bang"   Madonna, William Orbit, Priscilla Hamilton, Keith Harris, Jean-Baptiste, Michael Holbrook Penniman Jr., Don Juan Demacio "Demo" Casanova, Stephen Kozmeniuk Madonna, The Demolition Crew 5:28
3. "I'm Addicted"   Madonna, A. Benassi, B. Benassi Madonna, B. Benassi, A. Benassi, Crew[A] 4:34
4. "Turn Up the Radio"   Madonna, Martin Solveig, Michael Tordjman, Jade Williams Madonna, Solveig 3:48
5. "Give Me All Your Luvin'" (com Nicki Minaj & M.I.A.) Madonna, Solveig, Minaj, Maya Arulpragasam, Tordjman Madonna, Solveig 3:22
6. "Some Girls"   Madonna, Orbit, Klas Åhlund Madonna, Orbit 4:55
7. "Superstar"   Madonna, Indiigo Muanza Madonna, Muanza, Michael Malih 3:53
8. "I Don't Give A" (com Nicki Minaj) Madonna, Solveig, Minaj, Julien Jabre Madonna, Solveig 4:21
9. "I'm A Sinner"   Madonna, Orbit, Baptiste Madonna, Orbit 4:52
10. "Love Spent"   Madonna, Orbit, Baptiste, Hamilton, Alain Whyte, Ryan Buendia, Michael McHenry Madonna, Orbit, Free School[A] 3:45
11. "Masterpiece"   Madonna, Julie Frost, Jimmy Harry Madonna, Orbit, Harry[B] 4:00
12. "Falling Free"   Madonna, Laurie Mayer, Orbit, Joe Henry Madonna, Orbit 5:12
Duração total:
51:54

Edição Nightlife[editar | editar código-fonte]

A edição nightlife de MDNA foi lançada pela empresa Smirnoff e consiste em catorze faixas em um CD exclusivo e sete faixas em um extended play (EP) exclusivo do Reino Unido.[163] [164]

Notas
A - denota co-produtores
B - denota produtores adicionais
C - denota remixadores e produtores adicionais
Formatos
  • Edição Nightlife Digital - a empresa Smirnoff anunciou em seu página oficinal da rede social Facebook um álbum exclusivo. O álbum, intitulado MDNA Nightlife Edition, apresenta sete faixas da edição padrão do álbum, um remix exclusivo de "Masterpiece", quatro remixes - sendo um deles exclusivo - de "Give Me All Your Luvin'" e ainda dois remixes de "Turn Up the Radio". Inicialmente, esta edição seria disponível no mundo inteiro, mas acabou por ser disponibilizada apenas nos Estados Unidos, o que a empresa considerou um erro técnico. A edição foi disponibilizada por um preço de U$$ 3,50 durante um tempo limitado.[163] [164]
  • Extended play (EP) do Reino Unido - a empresa Smirnoff lançou em 13 de abril de 2012 um extended play (EP) grátis no Reino Unido através de sua página oficial na rede social Facebook do Reino Unido. O extended play inclui três remixes de "Give Me All Your Luvin'", um remix de "Masterpiece" e três remixes de "Turn Up the Radio", sendo um deles exclusivo no Reino Unido.[165]
  • Edição deluxe em disco de vinil - possui dezessete faixas e inclui a edição deluxe em dois discos de vinil 12". Foi lançada em 16 de abril de 2012.[166]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os cento e vinte e cinco profissionais envolvidos na elaboração de MDNA, de acordo com os dados adaptados do acompanhante encarte do compact disc (CD):[167]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Em 3 de fevereiro de 2012, a edição deluxe de MDNA foi disponibilizada em pré-venda exclusiva na iTunes Store em 51 países ao redor do mundo.[168] Alcançou a primeira posição em 53 países e tornou-se o álbum mais vendido rapidamente em sua pré-venda na história do iTunes.[169] O álbum estreou na primeira posição da Billboard 200, com 359 mil cópias vendidas nos Estados Unidos, sendo a maior primeira semana de um álbum da cantora desde Music, em 2000. Também tornou-se seu oitavo álbum e quinto consecutivo a estrear na primeira posição.[170] As vendas do álbum foram ajudadas pelo público da turnê de Madonna, que teve opção de obter o álbum como bônus de sua compra do ingresso.[171] Em sua segunda semana, o álbum desceu para a oitava posição com 48 mil cópias vendidas ou 86,7% diminuição de vendas, tornando-a maior queda do topo da Billboard 200 desde o álbum de Michael Bublé, Christmas (2011), que caiu para o número 24 com 96% de redução de vendas, e a maior queda percentual da segunda semana de vendas para um álbum que estreou na primeira posição da história da Nielsen SoundScan, superando Born This Way (2011), da cantora Lady Gaga, que teve 84,28% de diminuição das vendas.[133] [172] MDNA saiu da Billboard 200 depois de nove semanas, sendo a menor estadia de um álbum de estúdio de Madonna desde American Life em 2003, que saiu da parada depois de uma estadia de quatorze semanas.[173] No entanto, quando Madonna iniciou sua turnê pelo país o álbum voltou às paradas, alcançando o número 94.[173] Esta volta às paradas deu mais algumas semanas à MDNA, fazendo com que o total de semanas na parada passasse para treze.[174] Com vendas superiores a 521 mil nos Estados Unidos de acordo com a Nielsen SoundScan, MDNA é o décimo quinto álbum mais vendido no mundo e o quinto mais vendido por uma artista feminina em 2012 nos Estados Unidos.[174] [175]

MDNA também estreou no número um na parada de álbuns do Canadá, vendendo 32 mil cópias em sua primeira semana.[176] No Reino Unido, o álbum estreou no topo da parada de álbuns britânica com vendas de 56.335 cópias.[177] Tornou-se o décimo segundo álbum de Madonna a alcançar o topo da tabela, quebrando o recorde anterior de Elvis Presley como o artista solo com a maioria de álbuns número-um.[177] Apenas os Beatles têm mais álbuns número um na história da parada britânica, com 15.[177] Na semana seguinte, o álbum caiu para o número sete.[178] Na Alemanha, o álbum foi certificado como ouro em sua primeira semana pelo Bundesverband Musikindustrie (BVMI) pela distribuição de 100.000 cópias e estreou no número três na parada nacional.[179] Na Austrália, o álbum estreou no número um da parada nacional e foi certificado como ouro pela Australian Recording Industry Association (ARIA) pela distribuição de 35.000 cópias durante sua primeira semana.[180] Tornou-se o décimo álbum de Madonna no topo da parada da Austrália, que fez dela a artista solo com mais álbuns número-um, superando Jimmy Barnes e atrás apenas dos Beatles com 14, e U2 com 11.[181]

No Japão, MDNA estreou no número quatro da compilação realizada pela Oricon, com 31 mil unidades físicas vendidas na primeira semana.[182] Na mesma semana, o box set The Complete Studio Albums (1983 – 2008), lançado pela Warner Bros. no mesmo dia do lançamento do disco, também estreou no número nove, fazendo com que Madonna fosse a primeira artista internacional feminina na história da parada japonesa a ter dois álbuns nas dez primeiras posições simultaneamente e a primeiro artista internacional a conseguir tal façanha em 20 anos, depois de Bruce Springsteen, em 1992. Com estes dois lançamentos, Madonna acumulou 22 álbuns que conseguiram entrar nas dez primeiras posições no Japão, mais do que qualquer outro artista internacional.[182] O álbum foi certificado como ouro pela Recording Industry Association of Japan pelas distribuições de 100.000 unidades.[180] Na Índia, o álbum foi certificado como ouro em sua primeira semana de lançamento e se tornou o álbum internacional com vendas mais rápidas do ano.[180] Madonna também bateu um recorde na Turquia com MDNA, por ter vendido mais de 30.000 cópias em quatro dias, superando os álbuns nacionais.[183] Na Rússia, o álbum estreou no topo de sua parada com 26 mil cópias vendidas e logo após foi certificado com Platina dupla.[184] As vendas ultrapassam atualmente cerca de 50.000 cópias.[185] De acordo com 2M, MDNA tornou-se o primeiro décimo terceiro álbum de um artista estrangeiro em três anos a atingir o topo da parada russa. Duas semanas depois, foi certificado como disco de platina quíntuplo e vendeu 44 mil cópias digitalmente e atingiu um milhão e meio de ouvintes no serviço Yandex.Music.[186] No Brasil, o álbum conseguiu o cetificado de platina em sua primeira semana de vendas.[187]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

MDNA foi disponibilizado na Austrália e na Alemanha no dia 23 de março de 2012 através da gravadora Interscope Records. Nos Estados Unidos, em Portugal, no Reino Unido e em outros cinco países, a Interscope disponibilizou o projeto no dia 26 de março de 2012. Foi lançada também nos Estados Unidos uma edição exclusiva em formato de disco de vinil da edição deluxe, que apresenta Madonna numa capa colorida espelhada.

Região Data Formato Edição Gravadora
 Austrália[225] 23 de março de 2012 CD, download digital Padrão, deluxe Interscope, Live Nation
 Alemanha[226] Interscope, Universal Music
 Canadá[227] 26 de março de 2012
 Colômbia[228] [229]
 Estados Unidos[230]
 Colômbia[231]
 Japão[232] Deluxe
 Portugal[233] Padrão, deluxe
 Reino Unido[234] [235]
 Tailândia[236] [237]
 Estados Unidos[238] 10 de abril de 2012 Vinil Deluxe

Notas

  1. No original: "Shit".

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Ver também[editar | editar código-fonte]