MDNA

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MDNA
Álbum de estúdio de Madonna
Lançamento 23 de março de 2012 (2012-03-23)
Gravação 2011;
Studio at the Palms
(Las Vegas, Nevada)
3:20 Studios
(Los Angeles, Califórnia)
MSR Studios
(Nova York, Estados Unidos)
Free School
(Califórnia, Estados Unidos)
Guerilla Strip, Sarm West Studios
(Londres, Inglaterra)
Gênero(s) Pop, EDM[1] [2] [3]
Duração 51:54 (edição padrão)
70:07 (edição deluxe)
Formato(s) CD, download digital, vinil
Gravadora(s) Live Nation, Interscope
Produção Madonna (exec.), William Orbit, Martin Solveig, Benny Benassi, Alle Benassi, The Demolition Crew, Michael Malih, Indiigo Muanza[4]
Cronologia de Madonna
Último
Último
Celebration
(2009)
The Complete Studio Albums (1983 – 2008)
(2012)
Próximo
Próximo
Capa da edição deluxe
Singles de MDNA
  1. "Give Me All Your Luvin'"
    Lançamento: 3 de fevereiro de 2012 (2012-02-03)
  2. "Girl Gone Wild"
    Lançamento: 2 de março de 2012 (2012-03-02)
  3. "Turn Up the Radio"
    Lançamento: 5 de agosto de 2012 (2012-08-05)

MDNA é o décimo segundo álbum de estúdio da cantora estadunidense Madonna, lançado em 23 de março de 2012. É o seu lançamento de estreia em contrato com a Live Nation e em parceria com a Interscope Records, que atua como distribuidora do lançamento. Também é o primeiro álbum de Madonna não associado com a Warner Bros. Records, sua gravadora desde seu primeiro álbum, lançado em julho de 1983. Madonna começou a trabalhar no álbum em julho de 2011, e trabalhou com produtores musicais como Alle Benassi, Benny Benassi, Demolition Crew, Free School, Michael Malih, Indiigo Muanza, William Orbit e Martin Solveig.

Madonna voltou a trabalhar com o produtor William Orbit depois de mais de 10 anos após a última colaboração entre os dois. Solveig foi convidado para uma sessão de gravação em Londres. Originalmente, Madonna havia convidado Solveig para uma ideia de apenas uma canção, que se expandiram em três. Eles encontraram vários gostos em comum, como na música, comida e vinhos. Inclusive, eles descobriram um interesse em comum em cinema, que levou a elaboração para uma música em referência ao filme francês Le Samouraï. Benny Benassi não era fluente na língua inglesa, e seu primo Alle Bennassi foi utilizado como tradutor.

Após seu lançamento oficial, o álbum recebeu avaliações geralmente positivas, com críticos musicais de música contemporânea elogiando as músicas produzidas por Orbit, enquanto outros o classificaram como genérico. MDNA estreou no topo da Billboard 200 com 359.000 cópias vendidas. No entanto, na semana seguinte o álbum apresentou uma queda de 86.7% de vendas, tornando-se o álbum de maior queda em sua segunda semana de vendas na história da Nielsen SoundScan. Internacionalmente, o álbum estreou na primeira colocação de outros trinta países, incluindo o Brasil, Canadá, Irlanda e Reino Unido.

O primeiro single extraído do álbum foi "Give Me All Your Luvin'", lançado em 3 de fevereiro de 2012, e apresenta Nicki Minaj e M.I.A. como artistas convidadas. Alcançou a décima posição nos Estados Unidos, sendo o trigésimo-oitavo single da cantora a alcançar as dez primeiras posições no país. O segundo foi "Girl Gone Wild", lançado em 2 de março de 2012. "Turn Up the Radio" foi lançado em 5 de agosto do mesmo ano. Os três singles chegaram ao topo da Billboard Hot Dance Club Songs, fazendo com que Madonna tenha 43 singles a ter chegado ao topo. Para a promoção de MDNA, a cantora apresentou-se no Super Bowl XLVI e embarcou na MDNA Tour (2012).

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Madonna abriu a MDNA Tour com "Girl Gone Wild", que também abre o álbum.

Em 2009, após a conclusão de sua Sticky & Sweet Tour, ela começou a trabalhar para o lançamento de seu terceiro álbum de compilação, Celebration. Este foi seu último lançamento com a Warner Bros. Records, sua gravadora desde seu primeiro álbum, lançado em julho de 1983.[5] Em dezembro de 2010, Madonna publicou em sua conta oficial no Facebook: "É oficial! Eu preciso me mexer. Preciso suar. Eu preciso fazer música nova! Música que vocês possam dançar. Estou procurando os artistas mais loucos, mais doentes, as pessoas mais rudes para colaboração. Só estou dizendo."[6] Depois de ter dirigido o filme W.E., Madonna voltou ao estúdio para a elaboração de seu décimo segundo álbum de estúdio. Ela disse: "É incrível estar de volta à música. Eu adoro a intimidade de um estúdio e de compor. Eu uso uma parte diferente do meu cérebro quando estou trabalhando em música do que quando eu dirijo um filme. Há um bilhão de pessoas a mais em um filme e eu não tenho aquela liberdade visceral de ser capaz de cantar, gritar... pular. É muito diferente. Eu amo fazer as duas coisas, mas é bom ter a simplicidade de compor após três anos de escrever um roteiro e direção e edição e falando sobre o meu filme, de me sentar e tocar minha guitarra e cantar uma canção. Eu quase chorei."[7]

Ela encontrou-se com o produtor William Orbit, depois de mais de 10 anos após a última colaboração entre os dois. Madonna declarou: "Com William, eu realmente não tive uma discussão. Temos trabalhado em coisas por tantos anos, que terminamos a frase do outro. Ele sabe o meu gosto e o que eu gosto. Mágicas acontecem quando entramos num estúdio de gravação juntos."[8] Madonna então convidou vários outros produtores para o projeto, como Alle Benassi, Benny Benassi, The Demolition Crew, Michael Malih e Indiigo Muanza.[9] Ela também trabalhou com as rappers Nicki Minaj e M.I.A.[10] Madonna quis colaborar com "mulheres que [...] têm um forte senso de si mesmas", ela encontrou o par que era "divertido estar ao redor" e eram ambas pessoas de si. Referindo-se à M.I.A., Madonna disse: "Eu não acho que ela está muito impressionada pelas estrelas e celebridades, então ela apenas foi direto ao assunto. Eu a amei".[10] Em julho de 2011, Martin Solveig foi convidado para uma sessão de gravação em Londres. Originalmente, Madonna havia convidado Solveig para uma ideia de apenas uma canção, que finalmente se transformou em três: "Give Me All Your Luvin'", "I Don't Give A" e "Turn Up the Radio".[11] Em entrevista à revista Billboard, o produtor sentiu que a seleção dos produtores de Madonna seria intimidante. Assim, ele evitou "pensar sobre a lenda e fazer algo que fizesse sentido".[11] MDNA é seu lançamento de estreia em contrato com a Live Nation Entertainment e em parceria com a Interscope Records, que atua como distribuidor para o lançamento. Também é o primeiro álbum de Madonna não associado com a Warner Bros. Records, sua gravadora desde 1982.[5] [12] No final de 2011, os leitores da revista Billboard elegeram o novo álbum da cantora como o mais esperado de 2012.[13]

Gravação[editar | editar código-fonte]

Durante a apresentação de "Gang Bang", Madonna mata seu amante em um hotel de beira de estrada, interpretado por um dançarino.

Em 4 de julho de 2011, o empresário de Madonna, Guy Oseary, anunciou que Madonna tinha entrado em estúdio para começar as sessões de gravação para o seu décimo segundo álbum de estúdio.[14] Em uma entrevista com o Canal V Austrália, Martin Solveig comentou sobre o envolvimento de Madonna na produção do álbum: "Madonna é tão envolvida no processo de gravação quanto um produtor pode estar. Isso foi uma surpresa muito boa e grande para mim! Eu acreditava que ia gastar apenas uma hora ou duas por dia no estúdio, indo e vindo e vendo como estava o processo e dizendo 'Está bem, eu gosto disso, eu não gosto disso, irei cantar essa… Adeus!... E absolutamente não! Quero dizer, nós realmente co-produzimos as faixas e não é somente algo para se escrever no álbum, tipo 'co-produzido por Martin Solveig e Madonna', não, literalmente as faixas foram co-produzidas. Digo, em algum momento, Madonna queria escolher o som de um tambor ou um sintetizador e esse tipo de coisas. Ela realmente estava na sessão de produção do álbum!".[15] Ele sentiu que ele e Madonna tinham tempo para a gravação do álbum, que aliviou a pressão das sessões, e ele sentiu que a dupla gostava de fazer música juntos.[11]

Solveig e Madonna "se deram muito bem" e descobriram interesses comuns na música, cinema, comida e vinhos.[11] Interesses comuns no filme francês Le Samouraï sobre um assassino solitário tornou-se uma discussão que levou à elaboração de Solveig para a música "Beautiful Killer", em referência ao filme.[11] Ao conversar com Solveig, Madonna encontrou interesses comuns, o que os levou a terem colaborações de sucesso. Ela gostava de sua forma de trabalhar, dizendo: "Ele é muito organizado e metódico em seu pensamento", e ela descobriu que era capaz de dizer "'Não, eu não gosto disso', e não ferir os sentimentos [de Orbit]".[10] Madonna também falou sobre o produtor William Orbit, sentiu que suas qualidades europeias foram bem adaptadas ao seu estilo de produção e a conversa entre eles durante as sessões sendo "essencial". Ela também declarou: "Com William, nós sempre entramos em discussões sobre a filosofia ou sobre a física quântica".[10] Quando começou a trabalhar com Benny e Alle Benassi, ela achou difícil comunicar-se com Benny por ele não ter fluência na lingua inglesa e durante as sessões de gravação, ela usou seu primo Allessandro como intérprete e então, eles finalmente encontraram uma maneira de se comunicar.[10] Ela não havia trabalhado com Benny Benassi antes e descobriu que o primeiro encontro com o produtor foi difícil ao ponto dela se sentir tímida e depois de terem resolvido o problemas de comunicação, Madonna disse: "Eu me senti como se eu o conhecia muito bem".[10]

Estilo musical[editar | editar código-fonte]

"Ela tem uma voz muito boa. Ela é bastante tímida sobre isto e não vai admitir isto. Muitas pessoas me chamam para acompanhá-la e fazer de tudo, filmes, ou o que seja. Mas ela realmente não está interessada em nada disto. Ela apenas quer ir para a escola. Ela disse: 'Mamãe, eu quero ser uma garota normal. Não estou pronta para nada disto.' Eu a respeito, e se você quiser trabalhar comigo em qualquer nível, dou-lhe as bem-vindas. Mas caso contrário, eu lhe deixo com a escola e com a lição de casa."

—Madonna falando sobre a colaboração de sua filha Lourdes na canção "Superstar".[16]

Um álbum pop, com elementos de dance e EDM,[1] [2] [3] MDNA marca uma mudança de direção musical após Hard Candy, um álbum cujos temas foram influenciados, principalmente, pelo R&B e hip-hop.[17] Embora existam várias canções que falam sobre amor e dança,[1] muitas das faixas são liricamente relacionadas com seu divórcio de Guy Ritchie, ocorrido em 2008,[18] [19] porque nelas são tratados como questões de traição pessoal, desgosto, vingança e arrependimento.[20] [21] [22] [23] [1] Além disso, em algumas músicas, contém elementos de trabalhos anteriores da cantora, incluindo referências a alguns de seus singles de maior sucesso, como "Papa Don't Preach",[24] "Vogue",[25] "Sorry" e "Beautiful Stranger".[26] Sobre o estilo e composição de MDNA, Madonna disse: "Eu fiz um esforço enorme para tentar não soar como todos os outros [artistas]. A música que eu fiz com William [Orbit] é um tanto introspectiva, enquanto Martin [Solveig] é mais irônica, engraçada e alegre".[27]

"Girl Gone Wild", faixa de abertura do álbum, contém influências do ritmo padrão four-on-the-floor e um som similar ao de músicas de Confessions on a Dance Floor.[28] Sua introdução contém elementos de "Act de Contriction" de Like a Prayer,[29] enquanto o refrão fala sobre "uma menina que ficou selvagem" e canta sobre o seu "desejo ardente".[24] A próxima música, "Gang Bang", baseou instrumentais EDM e dance, com toques do dubstep[24] e batidas industriais.[30] Seu assunto é mais escuro e fala sobre uma mulher que se vinga de seu amante, atirando em sua cabeça.[31] A terceira faixa "I'm Addicted" tem sons de electro house e eurodance,[32] cuja letra fala sobre ser viciado em uma pessoa, e gostam de comparar os efeitos de narcóticos.[33] "Turn Up the Radio" é a quarta faixa do álbum, que começa com uma melodia de teclado antes de se tornar um número de dance pop inspirado no anos 1980,[31] sua simples letra ordena os ouvintes a aumentar o volume do rádio e esquecer de seus problemas.[29] "Give Me All Your Luvin'", quinta faixa do álbum , é uma colaboração com as rappers Nicki Minaj e M.I.A. É uma música dance com elementos de pop[34] bubblegum pop, synthpop, New Wave e disco,[34] [35] e também contém gritos de líderes de torcida e dois raps por Minaj e M.I.A.[21] "Some Girls" é a sexta faixa de MDNA, um tema dance inspirado no hardstyle em que Madonna lista vários tipos de "garotas".[36] [29] "Superstar" é uma canção dance-pop com influências de pop e eletrônica,[37] cujo gancho mostra influências de dubstep.[38] Na letra, Madonna compara seu namorado com homens famosos que existiram ao longo da história,[39] como John Travolta, Abraham Lincoln, Al Capone, entre outros,[37] e diz ser a sua "maior fã".[39] Sua filha Lourdes participou como vocal de apoio na canção.[16]

A segunda metade de MDNA começa com "I Don't Give A", uma música com batidas industriais e influências de hip-hop.[30] Sua letra refere-se à atitude que a cantora tem com seus críticos e como sua vida mudou depois de seu divórcio.[29] A rapper convidada, Nicki Minaj, faz um rap que destaca as principais virtudes de Madonna, que termina com a frase: "Há apenas uma rainha, e ela é Madonna, sua vadia".[24] A nona canção do álbum, "I'm a Sinner", tem arranjos de rock and roll inspirado na década de 1960 e do country. Em sua letra são mencionadas analogias do pecado,[22] que culminam com um versículo onde ela pede a vários santos que forneçam suas virtudes para não pecar novamente.[40] "Love Spent" começa com uma introdução no banjo, seguido por uma melodia pop com influências de música eletrônica.[22] A intérprete escreveu suas letras muito perto de seu divórcio milionário de Ritchie, uma vez que em que soa como uma mulher que diz a seu parceiro que o ama como ama seu próprio dinheiro.[18] "Masterpiece", que também foi incluída na trilha sonora do filme W.E, é uma balada com um toque de música latina,[41] com arranjos de cordas, violões e uma percussão prominente.[24] Ela fala sobre o quão doloroso é estar apaixonada por alguém que é tão perfeito como uma obra de arte.[42] O tema que fecha o álbum é "Falling Free", uma balada com uma melodia simples, baseada em uma linha de baixo e sem percussão, com uma letra complexa que fala sobre amor, exaltação e liberdade.[43]

A edição deluxe de MDNA contém várias faixas adicionais que se seguem a composição de estilo do resto do álbum. Por exemplo, "I Fucked Up" é uma canção com um ritmo lento, como as outras músicas do álbum, fala sobre seu divórcio, onde a cantora aceita que as coisas não foram de acordo com seus planos.[22] Em "Beautiful Killer", uma música com um arranjo de cordas de destaque e uma música dance,[2] em sua letra trata-se de metáforas do amor na relação entre um assassino e vítima.[24] "Birthday Song" é uma canção de aniversário realizada com M.I.A., que contém uma melodia simples, baseada em uma linha de baixo com um estilo punk e percussão acompanhante.[2] Finalmente, no ponto de "Best Friend", Madonna lamenta a perda de um amante, que ela compara à sua melhor amigo, e admite sentir-se culpada e com remorso.[43] Outras faixas adicionais incluem um remix de "Give Me All Your Luvin'", feita pela dupla de electropop LMFAO - essa versão é tocada na turnê MDNA Tour - e uma versão acústica de "Love Spent".[44]

Título e lançamento[editar | editar código-fonte]

Alguns críticos musicais notaram que o título do álbum fazia alusão à droga moderna MDMA (imagem).

No final de 2011, alguns rumores apontavam que o título do décimo segundo álbum de Madonna seria intitulado Luv.[45] [46] No entanto, o título oficial do álbum foi anunciado pela cantora durante uma entrevista no The Graham Norton Show em 11 de janeiro de 2012, sendo chamado MDNA.[47] Martin Solveig revelou que M.I.A. sugeriu o título do álbum, observando que "nós estávamos nos divertindo muito com as iniciais. M.I.A. disse: 'Você deve intitular o álbum de MDNA, pois seria uma boa abreviação e ortografia de seu nome'. Então percebemos que havia realmente muitas possibilidades diferentes de entendimento para aqueles iniciais, o mais importante é o DNA de Madonna".[48] Quando falava sobre o álbum no The Tonight Show with Jay Leno, Madonna explicou que o título do álbum é um trocadilho triplo, representando o seu nome e "DNA de Madonna." Ela também insinuou que também é uma referência à droga MDMA, que prevê "os sentimentos eufóricos de amor".[49] O título foi criticado por Lucy Dawe, porta-voz da campanha do grupo antidrogas Cannabis Skunk Sense. Ela disse ao jornal The Sun que a escolha de Madonna de título do álbum foi "uma decisão mal aconselhada".[50]

A capa para MDNA foi fotografada por Mert e Marcus e dirigida por Giovanni Bianco.[51] A capa da edição deluxe do álbum foi revelada através da página do Facebook da cantora, em 31 de janeiro de 2012.[52] De acordo com Jocelyn Vena da MTV, na capa, a cantora está "de cabeça erguida, com seu cabelo encaracolado puxado para trás. Ela está usando muito rímel, batom vermelho brilhante, uma gargantilha e um top brilhante rosa de seda. A foto também apresenta um tipo de espelho sobre ela."[53] Jeff Giles do PopCrush comentou: "Consistindo em uma colorida fotografia de Madonna em um clássico loiro e pose glamourosa, a capa de MDNA promete um passo ousado, mantendo uma forte reminiscência de seu trabalho no topo das paradas dos anos 80.[54] Robbie Daw do Idolator comparou a obra com a de True Blue (1986).[55] A capa da edição padrão foi mais tarde revelada em 6 de fevereiro de 2012.[56] Emily Hewett do Metro escreveu que "embora a capa tenha cores semelhantes e o mesmo estilo da capa da edição deluxe, a versão padrão possui uma visão do corpo da cantora, com um vestido escarlate apertado e luvas condizentes, ao invés de um close em seu rosto."[57] Em 3 de fevereiro de 2012, foi lançado um megamix contendo as músicas "Girl Gone Wild", "Give Me All Your Luvin'" e "Turn Up the Radio".[58] Um mês depois, estrearam as prévias de "I'm Addicted",[59] "Love Spent",[60] "Gang Bang",[61] "Superstar",[62] "Falling Free",[63] e "I Don't Give A".[64] A cantora também lançou a duração completa da música "I Fucked Up", que foram notadas linhas dedicadas à Ritchie.[65] [66] Uma semana antes de seu lançamento, MDNA foi executado inteiramente na rádio online AOL, no que resultou em seu vazamento.[67] Devido a uma violação de direitos de autor, foi imediatamente removido.[67] O álbum foi inicialmente lançado em 23 de março de 2012, em duas edições separadas.[68] A edição deluxe inclui mais cinco canções.[69]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Análise da crítica[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 64/100[70]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
BBC Music (favorável)[71]
Billboard (favorável)[24]
The Daily Telegraph 2 de 5 estrelas.Star full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[72]
Entertainment Weekly B–[41]
The Guardian 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[30]
The Independent 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[73]
musicOMH 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[74]
Rolling Stone 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[21]
Slant Magazine 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[18]
USA Today 3.5 de 4 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svg[75]

Depois de seu lançamento, MDNA recebeu avaliações positivas. No website agregador Metacritic, o álbum recebeu uma pontuação média de 64 pontos, de uma escala que vai até 100, baseada em trinta e quatro revisões, o que indica "avaliações favoráveis".[70] Andy Gill, do jornal The Independent escreveu que "representa uma determinada correção sem sentido por Madonna depois do sem brilho Hard Candy."[73] Joe Levy, escritor da Rolling Stone elogiou sua música, afirmando que "há muita maldade para o DJ para trazer de volta e as músicas têm uma profundidade, que recompense as batidas repetidas."[21] Keith Caulfield da Billboard chamou de "uma coleção de canções pop, algumas das quais são fatias de brilhantismo", e declarou: "Madonna não faz só nos levar para a pista de dança com MDNA; ela nos deixa exausta, nos drena e confia em nós."[24] Elan Priya da NME chamou o álbum de "uma agradável brincadeira ridícula", bem como "uma das coisas mais viscerais que ela já fez".[35] Laurence Green do musicOMH elogiou Madonna por "cuidados na seleção do álbum e julgamento para produzir alguns dos mais sons vitais mais enérgicos que ela nos entrega em anos", e descreveu o álbum "como um álbum dançante, é excelente, muitas vezes, simplesmente porque ele faz o que faz com confiança tão desenfreada, do tipo que só poderia resultar de Madonna."[74]

Apesar de ter achado as letras um tanto clichês, Nick Levine da BBC Music elogiou as "emoções" do álbum e declarou: "Ele tem seus defeitos, mas MDNA não é apenas um álbum de música pop bom, é um álbum de Madonna bom demais".[71] Sarah Rodman do The Boston Globe elogiou as músicas que exploram um "território mais pessoal e abstrato" e escreveu que "não é um álbum perfeito de Madonna, mas ultrapassa inteiramente os seus predecessores, quando Madonna quebra o doce duro e nos permite chegar ao seu recheio emocional".[23] Sal Cinquemani da revista Slant descreveu o álbum como "surpreendentemente coesivo, apesar de seus sete produtores" e afirmou "é óbvio que Madge e Billy Bubbles ainda podem criar magia em conjunto".[18] Simon Goddard da revista Q chamou-lhe de seu melhor álbum desde Ray of Light (1998),[76] bem como o escritor da Chicago Tribune, Greg Kot, que escreveu que ela "se destaca" nas músicas produzidas por William Orbit.[77] Caryn Ganz da revista Spin comentou semelhantemente: "se há um produtor que sabe como arrancar elogios de Madonna, é Orbit, produtor de Ray of Light".[78] Jon Pareles do The New York Times notou o "instinto pop de Madonna, o que contagia tudo [...] que a move gancho após gancho em MDNA".[43] Em seu guia para o consumidor do MSN Music, o crítico Robert Christgau deu ao álbum uma nota A-,[79] que indica "um tipo de um álbum bom variado no qual é a grande luxúria de um micromarketing musical e superprodução".[80]

No entanto, o editor do portal Allmusic, Stephen Thomas Erlewine, chamou o álbum de "pedregoso" e "excessivamente oco", como resultado de "cálculos frios" destinados a reafirmar a proeminência de Madonna no dance e pop.[1] Apesar de elogiar as músicas de amor, Melissa Maerz da Entertainment Weekly declarou que MDNA era "empenhado em mostrar quanta energia uma pessoa de 53 anos de idade coloca em seu trabalho [...] todos esses lembretes de sua ética de trabalho podem ser exaustivos".[41] Helen Brown do The Daily Telegraph descreveu suas letras como "horrivelmente clichês" e criticou a direção de Madonna, afirmando que "uma mulher, que está colocando muita energia visivelmente desesperada para parecer e soar como uma adolescente, está perdendo o ponto do pop, de festas... da vida".[72] Emily Mackay do The Quietus notou uma "falta de ambição" no álbum.[81] Matthew Perpetua do Pitchfork Media descreveu-o como "escandalosamente banal" e "particularmente oco, o resultado morto das obrigações, prazos, e das apostas humildes".[19] Maura Johnston do The Village Voice classificou a voz de Madonna como "sem presença".[2] O escritor Randall Roberts, do Los Angeles Times, viu que a música do álbum sofre de "familiaridade" e que o álbum "evidencia que a cantora ficou para trás, que ela não está mais sendo o assunto" da música pop.[82] Genevieve Koski do The A.V. Club criticou seus vocais "eletronicamente manipulados" "as batidas de euro-dance genéricas", enquanto que classificou MDNA como "competente, mas igualmente superficial".[40] Gareth Grundy do The Observer foi ambivalente em relação às faixas "rave-pop rústicas" do álbum, escrevendo que a sua "reta final [...] parece como se estivesse sido emprestado de um projeto totalmente diferente e muito melhor".[33] Alexis Petridis do The Guardian resumiu o álbum como "nem triunfo, nem desastre", escrevendo que "acaba por ser apenas mais um álbum de Madonna".[30]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "I'm a Sinner" na MDNA Tour.

Em 3 de fevereiro de 2012, a edição deluxe de MDNA foi disponibilizada em pré-venda exclusiva na iTunes Store em 51 países ao redor do mundo.[83] Alcançou a primeira posição em 50 países e tornou-se o álbum mais vendido rapidamente em sua pré-venda na história do iTunes.[84] O álbum estreou na primeira posição da Billboard 200, com 359.000 cópias vendidas nos Estados Unidos, sendo a maior primeira semana de um álbum da cantora desde Music, em 2000. Também tornou-se seu oitavo álbum e quinto consecutivo a estrear na primeira posição.[85] As vendas do álbum foram ajudadas pelo público da turnê de Madonna, que teve opção de obter o álbum como bônus de sua compra do ingresso.[86] Em sua segunda semana, o álbum desceu para a oitava posição com 48.000 cópias vendidas ou 86,7% diminuição de vendas, tornando-a maior queda do topo da Billboard 200 desde o álbum de Michael Bublé, Christmas (2011), que caiu para o número 24 com 96% de redução de vendas, e a maior queda percentual da segunda semana de vendas para um álbum que estreou na primeira posição da história da Nielsen SoundScan, superando Born This Way (2011), da cantora Lady Gaga, que teve 84,28% de diminuição das vendas.[87] [88] MDNA saiu da Billboard 200 depois de nove semanas, sendo a menor estadia de um álbum de estúdio de Madonna desde American Life em 2003, que saiu da parada depois de uma estadia de quatorze semanas.[89] No entanto, quando Madonna iniciou sua turnê pelo país o álbum voltou às paradas, alcançando o número 94.[89] Esta volta às paradas deu mais algumas semanas à MDNA, fazendo com que o total de semanas na parada passasse para treze.[90] Com vendas superiores a 521,000 nos Estados Unidos de acordo com a Nielsen SoundScan, MDNA é o décimo quinto álbum mais vendido e o quinto mais vendido por uma artista feminina em 2012 nos Estados Unidos.[90] [91]

MDNA também estreou no número um na parada de álbuns do Canadá, vendendo 32.000 cópias em sua primeira semana.[92] No Reino Unido, o álbum estreou no topo da parada de álbuns britânica com vendas de 56.335 cópias.[93] Tornou-se o décimo segundo álbum de Madonna a alcançar o topo da tabela, quebrando o recorde anterior de Elvis Presley como o artista solo com a maioria de álbuns número-um.[93] Apenas os Beatles têm mais álbuns número um na história da parada britânica, com 15.[93] Na semana seguinte, o álbum caiu para o número sete.[94] Na Alemanha, o álbum foi certificado como ouro em sua primeira semana pelo Bundesverband Musikindustrie (BVMI) pela distribuição de 100.000 cópias e estreou no número três na parada nacional.[95] Na Austrália, o álbum estreou no número um da parada nacional e foi certificado como ouro pela Australian Recording Industry Association (ARIA) pela distribuição de 35.000 cópias durante sua primeira semana.[96] Tornou-se o décimo álbum de Madonna no topo da parada da Austrália, que fez dela a artista solo com mais álbuns número-um, superando Jimmy Barnes e atrás apenas dos Beatles com 14, e U2 com 11.[97]

No Japão, MDNA estreou no número quatro na Oricon, com 31.000 unidades físicas vendidas na primeira semana.[98] Na mesma semana, o box set The Complete Studio Albums (1983 – 2008), lançada pela Warner Bros. no mesmo dia do lançamento do disco, também estreou no número nove, fazendo com que Madonna fosse a primeira artista internacional feminina na história da parada japonesa a ter dois álbuns nas dez primeiras posições simultaneamente e a primeiro artista internacional a conseguir tal façanha em 20 anos, depois de Bruce Springsteen, em 1992. Com estes dois lançamentos, Madonna acumulou 22 álbuns que conseguiram entrar nas dez primeiras posições no Japão, mais do que qualquer outro artista internacional.[98] O álbum foi certificado como ouro pela Recording Industry Association of Japan pelas distribuições de 100.000 unidades.[99] Na Índia, o álbum foi certificado como ouro em sua primeira semana de lançamento e se tornou o álbum internacional com vendas mais rápidas do ano.[100] Madonna também bateu um recorde na Turquia com MDNA, por ter vendido mais de 30.000 cópias em quatro dias, superando os álbuns nacionais.[101] Na Rússia, o álbum estreou no topo de sua parada com 26 mil cópias vendidas e logo após foi certificado com Platina dupla.[102] As vendas ultrapassam atualmente cerca de 50.000 cópias.[103] De acordo com 2M, MDNA tornou-se o primeiro "décimo terceiro álbum de um artista estrangeiro" em três anos a atingir o topo da parada russa. Duas semanas depois, foi certificado 5x Platina e vendeu 44,000 cópias digitalmente e atingiu um milhão e meio de ouvintes no serviço Yandex.Music.[104] No Brasil, o álbum conseguiu cetificado de platina em sua primeira semana de vendas no país.[105]

Singles[editar | editar código-fonte]

Oficiais[editar | editar código-fonte]

Demonstração 20 segundos de "Give Me All Your Luvin'", onde o refrão pode ser ouvido.

Demonstração de 22 segundos de "Turn Up the Radio", que apresenta seu refrão, apoiado por batidas de dance e sintetizadores.

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"Give Me All Your Luvin'" foi lançada como o primeiro single do disco MDNA em 3 de fevereiro de 2012.[9] Dois trechos de sua versão demo intitulada "Give Me All Your Love" vazaram em 8 de novembro de 2011.[106] No mesmo dia, a versão inteira da canção vazou inteiramente.[107] Recebeu críticas mistas de críticos especializados, que elogiaram sua melodia "contagiante", mas sentiram que a composição musical era inferior aos singles anteriores de Madonna.[108] Alguns críticos classificaram a canção como um single fraco para ser o primeiro do álbum, e que não era uma representação adequada de MDNA.[30] [109] "Give Me All Your Luvin'" alcançou a primeira posição das paradas do Canadá, Finlândia, Hungria, Israel e Venezuela.[110] [111] [112] [113] Tornou-se seu trigésimo terceiro single a alcançar as dez primeiras posições na Billboard Hot 100, fazendo a cantora a artista com mais singles nas primeiras dez posições na história da parada, doze das quais atingiram a primeira posição.[114] Em 3 de fevereiro de 2012, o vídeo completo de "Give Me All Your Luvin'" estreou no canal oficial da cantora no YouTube.[9] [115] O vídeo tem como tema as líderes de torcida e o futebol americano, inspirado por sua futura apresentação no Super Bowl XLVI, além de Madonna, Minaj e M.I.A. terem retratado o visual de Marilyn Monroe.[116]

Em 10 de fevereiro de 2012, Madonna confirmou ao radialista Ryan Seacrest que "Girl Gone Wild" serviria como o segundo single do álbum.[117] Na mesma entrevista, negou os boatos de que Britney Spears participaria da canção.[117] Dias antes, houve uma controvérsia em torno do título da canção, que era inicialmente conhecida como "Girls Gone Wild". Joe Francis, criador da franquia de mesmo nome, ameaçou processar Madonna caso ela interpretasse a música durante sua apresentação no Super Bowl XLVI.[118] Contudo, foi anunciado pela NFL que a obra não seria cantada no evento.[119] No final, o título da faixa foi ligeiramente modificado para o singular "Girl Gone Wild".[120] Foi recebida com opniões mistas pelos críticos musicais, com alguns a chamando de "memorável", enquanto outros a classificaram como "esquecível".[121] [122] Ela anunciou que após os pré-ensaios de sua turnê mundial, ela iria gravar um vídeo, que seria dirigido por Mert e Marcus.[123] Ainda na entrevista com Seacrest, Madonna confirmou que um vídeo da música "Girl Gone Wild" seria filmado na semana de 17 de fevereiro de 2012.[117] Os fotógrafos Mert e Marcus foram confirmados como os diretores do vídeo.[124] O grupo de dança ucraniana Kazaky aparece com ela no vídeo, bem como os modelos de moda Brad Alphonso, Jon Kortajarena, Rob Evans, Sean O'Pry e Simon Nessman.[125] [126] [127]

"Turn Up the Radio" foi lançada como o terceiro single em 5 de agosto de 2012.[128] Foi originalmente gravada para o quinto álbum de Martin Solveig, Smash, com vocais de Sunday Girl.[129] A canção foi recebida com críticas positivas, com alguns elogiando sua produção, enquanto outros criticando suas letras clichês.[130] [131] "Turn Up the Radio" alcançou a posição 68 no Japão e a 125 na Coréia do Sul.[132] [133] Um vídeo musical foi dirigido por Tom Munro e gravado entre 18 e 19 de junho em Florença, Itália.[134] Madonna veste uma capa preta, luvas pretas e chapéu militar preto, enquanto caminha em direção a um carro cheio de dançarinos.[135] Nos Estados Unidos, alcançou o primeiro lugar da parada Dance/Club Play Songs,[136] tornando-se o quadragésimo terceiro single de Madonna a alcançar a primeira posição de tal parada, superando cantoras como Janet Jackson (19), Beyoncé, Rihanna (18) e Mariah Carey (15).[137]

Promocionais[editar | editar código-fonte]

"Masterpiece" foi lançada como single promocional na Alemanha em 13 de julho de 2012.[138] Recebeu uma grande aclamação crítica, que aprovaram suas "letras poéticas" e sua "orquestra magnítica", bem como um dos melhores desempenhos vocais de Madonna em MDNA.[139] [140] "Masterpiece" ganhou um Globo de Ouro por "Melhor Canção Original".[141] O cantor Elton John -que também concorria na mesma categoria- fez críticas à Madonna, dizendo que a canção "não tinha nenhuma porcaria de chance de ganhar [na categoria]".[142] Alcançou a posição 65 na República Checa.[143]

"Superstar" foi lançada como single promocional no Brasil em 3 de dezembro de 2012 e distribuída pela Folha de S. Paulo. Sua capa foi feita pela brasileira Simone Sapienza, mais conhecida como "Siss", e foi escolhida entre 30 finalistas de uma enquete promovida por uma parceria entre a Folha de S. Paulo e o projeto Keep Walking Brazil, da Johnnie Walker. Os dez trabalhos mais votados foram enviados a Madonna, que fez a escolha final.[144]

Promoção[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "Give Me All Your Luvin'" no Super Bowl XLVI.

Em dezembro de 2011, foi anunciado que Madonna iria se apresentar no intervalo do Super Bowl XLVI no Lucas Oil Stadium, em Indianápolis, Indiana. Madonna foi auxiliada pelo Cirque du Soleil na produção do concerto, e foi escolhida em vez da artista americana Lady Gaga.[145] Os ensaios para apresentação duraram cerca de 320 horas, acumuladamente. Consistiu em vinte bonecas dançantes, dezessete bailarinos principais, 200 membros do coro de uma igreja e cem percussionistas.[146] Trinta e seis projetores de imagens foram utilizados para criar um espetáculo de luzes.[146] Madonna abriu a apresentação com "Vogue", que era interligada com "Music", que por sua vez foi interpretada com a dupla LMFAO junto com trechos de suas músicas "Party Rock Anthem" e "Sexy and I Know It", logo após "Give Me All Your Luvin'" com Nicki Minaj e M.I.A.. Em seguida, um medley de "Open Your Heart" e "Express Yourself" foi utilizado como interlúdio para "Like a Prayer", que foi cantada com Cee Lo Green e 200 membros de um coro.[147] O concerto ganhou ampla atenção da mídia depois de M.I.A. ter estendido seu dedo do meio para a câmera no fim de seu verso, que terminava com a palavra "merda".[148] [149] O incidente levou a emissora NBC e a NFL a emitir pedidos de desculpas. O vice-presidente da NBC, Brian McCarty, disse:

Cquote1.svg "Houve uma falha no sistema de atraso da NBC. O gesto obseno na apresentação foi completamente inapropriado, muito decepcionante, e pedimos desculpas aos nossos fãs. Nosso sistema se atrasou para obscurecer o gesto impróprio e pedimos desculpas aos nossos telespectadores."[150] [151] Cquote2.svg
Brian McCarty pedindo desculpas sobre o incidente no Super Bowl XLVI.

A apresentação de de Madonna quebrou o recorde como o mais assistido show do intervalo do Super Bowl na história, tendo sido assistido por 114 milhões de espectadores.[152] Ela também estabeleceu um novo recorde como o mais assundo mais falado no Twitter com 10,245 posts por segundo e se tornou o termo mais procurado no Google durante o evento.[153] [154] Após sua apresentação no Super Bowl, o álbum recebeu promoção limitada e Madonna estava basicamente fora da mídia.[87] [155] Ela evitou aparições na televisão e apresentações ao vivo, focando-se apenas nos ensaios para sua turnê mundial.[155] Em 11 de abril de 2012, seu empresário Guy Oseary explicou em seu Twitter: "Eu acho que nós poderíamos ter ido na TV na semana passada, mas estávamos em ensaios pela manhã e à noite".[87] Através de sua página oficial no Facebook, Madonna publicou trechos de um minuto de duração de várias faixas do álbum, perguntou aos seus fãs sobre as músicas que deveriam ser executadas durante sua turnê, além de ter publicado quatro fotos de seu ensaio.[156] Em 24 de março de 2012, uma conversa de com Jimmy Fallon foi transmitida ao vivo pelo Facebook para a promoção do lançamento do álbum.[157]

Mais tarde, ela fez uma breve aparição no Ultra Music Festival 14, em Miami, em março de 2012, onde foi tocado o remix de seu single "Girl Gone Wild", do DJ sueco Avicii.[158] No meio da apresentação, ela perguntou à plateia: "Vocês têm visto Molly?", que muitos encararam como uma alusão à droga Ecstasy. Muitas personalidades e músicos criticaram a cantora, como o artista Deadmau5. Ele disse para ela em seu Twitter: "Você é uma influência para centenas de milhões de pessoas. Você tem uma voz poderosa, e a EDM poderia usar a sua influência positiva, não para conversas sobre 'Molly'", dentre várias outras críticas. Ela respondeu com uma imagem de 1989, de si mesma usando orelhas de Minnie Mouse com uma frase que dizia: "De um rato para outro. Eu não apoio o uso de drogas e eu nunca apoiei. Eu estava me referindo à canção chamada 'Have You Seen Molly' escrita pelo meu amigo Cedric Gervais que quase trabalhou em meu último álbum..."[159]

Mídia[editar | editar código-fonte]

Após sua apresentação no Super Bowl, o álbum recebeu promoção limitada e Madonna estava impossível de ser comunicada.[87] [155] Ela evitou grandes apresentações na televisão e performances ao vivo, em vez de focar nos ensaios para sua turnê mundial.[155] Em abril de 11 de 2012, seu empresário Guy Oseary explicou em seu Twitter: "Eu desejo que nós poderíamos ter feito isso na TV na semana passada, mas estávamos nos ensaios da manhã e noite."[87] Madonna usou as redes sociais para promover o álbum. Através de sua página oficial na rede socialFacebook, ela publicou um trecho de um minuto de duração de várias faixas do álbum, publicado imagens de bastidores de ensaios da turnê e entrevistou seus fãs sobre o que voltaria para o catálogo músicas que gostaria de ouvir quando ela cair na estrada.[160] Em 24 de março de 2012, Madonna fez um bate-papo no Facebook com o apresentador Jimmy Fallon.[161] Mais tarde, ela fez uma breve apresentação no Ultra Music Festival 14 em Miami, em março de 2012, onde ela se apresentou com o DJ sueco Avicii e seu remix de seu single "Girl Gone Wild".[162] Após a queda de vendas do álbum em sua segunda semana, os críticos e os fãs criticaram a falta de promoção e escolhas individuais para o álbum. Através de seu Facebook, o produtor William Orbit expressou seu descontentamento da má promoção do álbum, e disse que eles tiveram pouco tempo para gravar o álbum, porque a agenda de Madonna estava cheio de outros compromissos, como "comerciais de perfume e concursos de moda de adolescentes".[163] [164] Orbit mais tarde pediu desculpas pela declaração.[165]

Turnê[editar | editar código-fonte]

A MDNA Tour, que promove MDNA, é a nona turnê de Madonna. Começou em maio de 2012 e é promovida pela Live Nation Entertainment. A turnê foi anunciada em fevereiro de 2012, logo após sua apresentação no Super Bowl XLVI, com datas americanas e europeias reveladas.[166] Irá marcar sua maior turnê com 90 concertos agendados e inclu muitos mercados que Madonna nunca havia cantado antes. Como suas turnês anteriores, concertos estavam agendados para acontecerem na Austrália, mas foram cancelados. Madonna alegou que "meus filhos são minhas primeiras prioridades. Pois meus filhos estão mais velhos e eu não posso levá-los para qualquer lugar. No fim do ano eu sinto que eu seria uma mãe irresponsável se eu não parasse a turnê e passasse algum tempo com eles."[167] A turnê recebeu críticas geralmente positivas.[168] [169] [170] Após a abertura de venda de ingressos, muitos se esgotaram em poucos minutos. Nos Estados Unidos, 60.000 ingressos para um concerto no Yankee Stadium, Nova Iorque, se esgotaram em 20 minutos.[171] Em Ottawa, 15.000 ingressos para o concerto no Scotiabank Place se esgotaram em 21 minutos, tornando-se a venda de um concerto mais rápida na história da arena, batendo o recorde anterior pertencente ao AC/DC em 2009.[172] Na Turquia, 50.000 ingressos para o show em Istambul foram vendidos em quatro dias.[173] Madonna vendeu mais de 100.000 ingressos em dois dias para três apresentações no Brasil.[174] Em novembro de 2012, a revista Billboard anunciou que a MDNA Tour já havia faturado mais de 233 milhões de dólares em 72 concertos.[175]

Alinhamento de faixas[editar | editar código-fonte]

O alinhamento de faixas do disco foi revelado em 3 de fevereiro de 2012[176] através do website oficial de Madonna e apresenta doze faixas na edição padrão do disco, dezessete em sua edição deluxe e dezoito em sua edição deluxe japonesa.

Edição padrão
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Girl Gone Wild"   Madonna, Jenson Vaughan, Alessandro "Alle" Benassi, Benny Benassi[177] Madonna, B. Benassi, A. Benassi 3:44
2. "Gang Bang"   Madonna, William Orbit, Priscilla Hamilton, Keith Harris, Jean-Baptiste, Michael Holbrook Penniman Jr., Don Juan Demacio "Demo" Casanova, Stephen Kozmeniuk[178] Madonna, The Demolition Crew 5:28
3. "I'm Addicted"   Madonna, A. Benassi, B. Benassi[179] Madonna, B. Benassi, A. Benassi, Crew[A] 4:34
4. "Turn Up the Radio"   Madonna, Martin Solveig, Michael Tordjman, Jade Williams[180] Madonna, Solveig 3:48
5. "Give Me All Your Luvin'" (com Nicki Minaj & M.I.A.) Madonna, Solveig, Minaj, Maya Arulpragasam, Tordjman[181] Madonna, Solveig 3:22
6. "Some Girls"   Madonna, Orbit, Klas Åhlund[182] Madonna, Orbit 4:55
7. "Superstar"   Madonna, Indiigo Muanza[183] Madonna, Muanza, Michael Malih 3:53
8. "I Don't Give A" (com Nicki Minaj) Madonna, Solveig, Minaj, Julien Jabre[184] Madonna, Solveig 4:21
9. "I'm A Sinner"   Madonna, Orbit, Baptiste[185] Madonna, Orbit 4:52
10. "Love Spent"   Madonna, Orbit, Baptiste, Hamilton, Alain Whyte, Ryan Buendia, Michael McHenry[186] Madonna, Orbit, Free School[A] 3:45
11. "Masterpiece"   Madonna, Julie Frost, Jimmy Harry[187] Madonna, Orbit, Harry[B] 4:00
12. "Falling Free"   Madonna, Laurie Mayer, Orbit, Joe Henry[188] Madonna, Orbit 5:12
Duração total:
51:54

Edição Nightlife[editar | editar código-fonte]

A edição nightlife de MDNA foi lançada pela empresa Smirnoff e consiste em catorze faixas em um CD exclusivo e sete faixas em um extended play (EP) exclusivo do Reino Unido.[195] [196]

Notas
A - denota co-produtores
B - denota produtores adicionais
C - denota remixadores e produtores adicionais
Formatos
  • Edição Nightlife Digital - a empresa Smirnoff anunciou em seu página oficinal da rede social Facebook um álbum exclusivo. O álbum, intitulado MDNA Nightlife Edition, apresenta sete faixas da edição padrão do álbum, um remix exclusivo de "Masterpiece", quatro remixes - sendo um deles exclusivo - de "Give Me All Your Luvin'" e ainda dois remixes de "Turn Up the Radio". Inicialmente, esta edição seria disponível no mundo inteiro, mas acabou por ser disponibilizada apenas nos Estados Unidos, o que a empresa considerou um erro técnico. A edição foi disponibilizada por um preço de U$$ 3,50 durante um tempo limitado.[195] [196]
  • Extended play (EP) do Reino Unido - a empresa Smirnoff lançou em 13 de abril de 2012 um extended play (EP) grátis no Reino Unido através de sua página oficial na rede social Facebook do Reino Unido. O extended play inclui três remixes de "Give Me All Your Luvin'", um remix de "Masterpiece" e três remixes de "Turn Up the Radio", sendo um deles exclusivo no Reino Unido.[197]
  • Edição deluxe em disco de vinil - possui dezessete faixas e inclui a edição deluxe em dois discos de vinil 12". Foi lançada em 16 de abril de 2012.[198]

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Precessão e sucessão[editar | editar código-fonte]

Gráficos de sucessão
Precedido por
21 por Adele[204]
Primeira posição no Brasil CD - TOP 20 Semanal ABPD
2 – 16 de abril de 2012
Sucedido por
Quando Chega a Noite por Luan Santana[204]
Precedido por
The Hunger Games: Songs from District 12 and Beyond por Vários artistas[85]
Primeira posição na Estados Unidos Billboard 200
14 de abril de 2012
Sucedido por
Pink Friday: Roman Reloaded por Nicki Minaj[85]
Precedido por
Sorry for Party Rocking por LMFAO[208]
Primeira posição na Estados Unidos Dance/Electronic Albums (Billboard)
14 de abril – 5 de maio de 2012
Sucedido por
Club Life: Volume Two Miami por Tiësto[208]

Vendas e certificações[editar | editar código-fonte]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os cento e vinte e cinco profissionais envolvidos na elaboração de MDNA, de acordo com os dados adaptados do acompanhante encarte do compact disc (CD):[259]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

MDNA foi disponibilizado na Austrália e na Alemanha no dia 23 de março de 2012 através da gravadora Interscope Records. Nos Estados Unidos, em Portugal, no Reino Unido e em outros cinco países, a Interscope disponibilizou o projeto no dia 26 de março de 2012. Foi lançada também nos Estados Unidos uma edição exclusiva em formato de disco de vinil da edição deluxe, que apresenta Madonna numa capa colorida espelhada.

Região Data Formato Edição Gravadora
 Austrália[260] 23 de março de 2012 CD, download digital Padrão, deluxe Interscope, Live Nation
 Alemanha[261] Interscope, Universal Music
 Canadá[262] 26 de março de 2012
 Colômbia[263] [264]
 Estados Unidos[265]
 Colômbia[266]
 Japão[267] Deluxe
 Portugal[268] Padrão, deluxe
 Reino Unido[269] [270]
 Tailândia[271] [272]
 Estados Unidos[273] 10 de abril de 2012 Vinil Deluxe

Referências[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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