Nova Brunswick

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New Brunswick
Novo Brunsvique
New Brunswick
Nouveau-Brunswick
Bandeira Brasão de armas
Lema: Spem reduxit (Do latim: A esperança foi restabelecida)
Mapa do Canadá com New BrunswickNovo BrunsviqueNew BrunswickNouveau-Brunswick destacado
Outras províncias e territórios do Canadá
Capital Fredericton
Maior cidade Fredericton
Governador Graydon Nicholas
Governador Shawn Graham (Liberal)
Línguas oficiais Inglês, Francês
Área 72 908 km² (8º)
 - Terra 71 450 km²
 - Água 1 458 km² (2%)
População (2006)
 - População 749 168 (8º)
 - Densidade 10,60 hab/km² (4º)
Admissão na Confederação
 - Data Membro fundador da Confederação do Canadá, criada em 1 de julho de 1867
 - Ordem
Fuso horário UTC-4
Representação parlamentar
 - Membros do Parlamento 10
 - Senadores 10
Abreviações
 - Abreviação postal NB
 - ISO 3166-2 CA-NB
Prefixo Postal E
Website oficial www.gov.nb.ca

New Brunswick (em inglês: New Brunswick; em francês: Nouveau-Brunswick), também chamada por vezes em português como Nova Brunsvique[1] ou Novo Brunsvique,[2] é uma das dez províncias do Canadá, parte das Províncias Marítimas e das Províncias do Atlântico. A Nova Brunsvique, é a única província que possui os dois idiomas oficiais do Canadá, o inglês e o francês, como idiomas oficiais, a nível provincial.

A maior parte da Nova Brunwick é coberta por florestas. A silvicultura é uma das principais fontes de renda da província. A Nova Brunsvique é uma das maiores produtoras de madeira do Canadá, bem como a maior produtora de papel de jornal do país. As mais importantes fontes de renda da Nova Brunsvique são a manufatura, o turismo, a silvicultura, a mineração e a pesca.

A Nova Brunsvique foi originalmente colonizada pelos franceses, tendo feito parte da colônia francesa de Acádia, parte da Nova França. Em 1763, sob os termos do Tratado de Paris, os franceses cederam a região da atual Nova Brunswick para os britânicos. Estes nomearam a região com seu nome atual, em homenagem ao Rei Jorge III do Reino Unido - descendente da família real britânica de Brunsvique-Lüneburg. A Nova Brunsvique fora então relativamente pouco povoada por colonos europeus - primariamente franceses - até o fim da década de 1770. A Revolução Americana de 1776 fez com que cerca de 14 mil habitantes das Treze Colônias, leais à coroa britânica - e por isto, chamados de loyalists (lealistas), migrassem para a região, dando à Nova Brunsvique o cognome de The Loyalist Province (A Província Lealista).

Em 1 de julho de 1867, a Nova Brunswick , juntamente com a Nova Escócia e a província de Canadá (atuais províncias de Ontário e Quebeque), tornou-se independente do Reino Unido. Juntamente com a Nova Escócia, Ontário e o Quebeque, a Nova Brunsvique é uma das quatro províncias originais do Canadá.

História[editar | editar código-fonte]

Até 1763[editar | editar código-fonte]

Os nativos americanos que viviam na região que atualmente constituem New Brunsvique, antes da chegada dos primeiros exploradores europeus na região, eram as tribos Mi'kmaq, Maliseet e os Passamaquoddy. Os Mi'kmaq habitavam primariamente a região leste da atual Nova Brunswick, enquanto os Maliseet habitavam a região noroeste, e os Passamaquoddy viviam no sudoeste, em torno da Baía de Passamaquoddy.

O primeiro explorador europeu a explorar a atual New Brunswick foi o francês Jacques Cartier, em 1534, que descobriu e nomeou a Baie des Chaleurs entre o norte da Nova Brunsvique e a península de Gaspé do atual Quebeque. A próxima expedição francesa na região ocorreria somente em 1604, quando um grupo de franceses, liderados por Pierre Dugua e Samuel de Champlain navegaram dentro da Baía de Passamaquoddy, e estabeleceram um pequeno assentamento de inverno, em uma ilha próxima à foz do Rio St. Croix, onde os exploradores se instalaram. Ao final do inverno, 36 dos 87 membros da expedição morreram por causa de escorbuto. Após o fim do inverno, em 1605, o restante da expedição mudou-se para a Baía de Fundy, instalando-se onde atualmente está localizada Port Royal, atual Nova Escócia.

Gradualmente, outros assentamentos franceses foram fundadas ao longo do Rio Saint John e na região da Baía de Fundy, bem como a margem norte da Nova Brunswick, ao longo do século XVII. Estes assentamentos incluíam Fort La Tour (atual Saint John), vilas nos vales do rios Memramcook e Petitcodiac, e St. Pierre, atual Bathurst. Toda a região da Nova Brunswick, bem como as regiões que compõem atualmente a Ilha do Príncipe Eduardo, a Nova Escócia e partes do Maine, foram reivindicadas pelos franceses, como parte da colônia de Acádia, esta parte da Nova França. Os franceses mantiveram boas relações com os nativos americanos da região. A principal fonte de renda dos franceses na Nova Brunswick era o comércio de peles com os nativos americanos da região.

A Inglaterra reivindicou pela primeira vez a região da Nova Brunswick em 1621, quando o Rei Jaime I de Inglaterra cedeu a William Alexander toda a região que constituía então a Acádia. Esta região seria, segundo os britânicos, nomeada de Nova Scotia, o significado em latim de "Nova Escócia". Naturalmente, os franceses não aceitaram as reivindicações da região por parte dos ingleses. Os franceses, porém, gradualmente perderam o controle da Acádia, para os britânicos, em uma série de guerras durante o século XVIII.

Em 1713, sob os termos do Tratado de Utrecht - que terminou oficialmente com a Guerra de Sucessão Espanhola - os franceses cederam a parte peninsular da Nova Escócia para os britânicos. A região da Nova Brunswick, bem como a Île St-Jean (Ilha do Príncipe Eduardo), e a Île Royale (atual Ilha Cape Brenton) continuariam sob domínio francês.

A maior parte da população acadiana, à época, porém, moravam na parte peninsular da Nova Escócia, que passara a controle britânico. O restante da Acádia, incluindo a região de Nova Brunswick, era escassamente povoada, com assentamentos primários acadianos na Nova Brunswick existentes apenas nas regiões de Tantramar, Memramcook e Petitcodiac, bem como Fort la Tour (atual Saint John) e Fort Anne (atual Fredericton).

Durante a Guerra Franco-Indígena (1756-1763), os britânico conquistaram toda a Nova Brunswick. Fort Beausejour, próximo à atual cidade de Sackville, foi capturado logo no início da guerra, em 1755. Os acadianos das regiões próximas, Beaubassin e Petitcodiac, foram expulsos da região, como os britânicos haviam feito com os acadianos da Nova Escócia, no início daquele ano. Outros conflitos e batalhas seguiram-se à captura de Sackville, e Fort St. Anne foi capturada pelos britânicos em 1759. Após isto, toda a região da atual Nova Brunswick passou a domínio britânico. A França perderia eventualmente o controle de seu império na América do Norte, após a Batalha das Planícies de Abraão, na Cidade de Quebec, em 1759. Sob os termos do Tratado de Paris (1763) de 1763, os franceses cediam oficialmente a Nova Brunswick para os britânicos.

1763 - 1867[editar | editar código-fonte]

Após o fim da Guerra Franco-Indígena, a região que constitui atualmente a Nova Brunswick (mais partes do Maine) foram incorporados ao Condado de Sunbury, na colônia britânica de Nova Escócia. A localização da Nova Brunswick, relativamente longe do litoral do Oceano Atlântico, impediu que os britânicos povoassem intensivamente a região imediatamente após o fim da guerra. Das tentativas de povoamento imediatamente após o período pós-guerra, destacam-se a fundação de The Bend - que é atualmente Moncton - em 1766, por colonos da Pensilvânia, patrocinados pela Companhia de Terras de Filadélfia. Outros assentamentos fundados por colonos provenientes das Treze Colônias seriam fundadas na região, primariamente na região sul da antiga Acádia (Maine e o sul da Nova Brunswick) - primariamente em torno da atual Sackville, e em torno do estuário do Rio Saint John. Pouco antes da Revolução Americana de 1776, colonos ingleses, provenientes de Yorkshire, também assentaram na região de Sackville.

Porém, grande crescimento populacional não ocorreria até 1775, quando a Revolução Americana de 1776 teve início nas Treze Colônias britânicas. Estas possuíam grandes números de colonos, chamados de loyalists (lealistas), que eram leais à coroa britânica. Os britânicos ofereceram aos lealistas das Treze Colônias lotes de terra de graça na Nova Brunswick. Porém, deve-se observar que a maioria da população da Nova Brunswick que já estava instalada na região antes da Revolução apoiava os rebeldes americanos, e alguns acreditam que a Nova Brunswick, caso estivesse um pouco mais organizada politicamente, pudesse ser considerada a "décima quarta" colônia britânica. Em particular, Johnathan Eddy, ao comando de uma milícia, atacaram por diversas vezes um posto militar britânico em Fort Cumberland - atual Fort Beausejour - durante o início da revolução.

Os lealistas instalaram-se em grande número na Nova Brunswick - foram no total cerca de 14 mil, ao final da revolução, em 1783. Boa parte destes lealistas instalaram-se de uma só vez em 1783, logo após o fim da revolução nos Estados Unidos, tendo sido expulsos do novo país pelos americanos. Os lealistas desta última onda de migração instalaram-se em Parrtown - atual Saint John. Com o súbito crescimento populacional da regiào, tornou-se claro e crítica a necessidade de organizar politicamente o território. A capital da colônia da qual a Nova Brunswick então fazia parte - Halifax, capital da Nova Escócia - localizava-se tão longe da região que a coroa britânica decidiu que a província colonial da Nova Escócia deveria ser dividida. A província colonial da Nova Brunswick foi oficialmente fundada por Thomas Carleton, em 16 de agosto de 1784.

A Nova Brunswick foi nomeada em homenagem ao então monarca britânico, o Rei Jorge III do Reino Unido, que era descendente da família de Brunswick-Lüneburg. Fredericton, a capital provincial, por sua vez, foi nomeada em homenagem ao segundo filho do Rei Jorge III, o Frederick, Duque de York and Albany.

A escolha de Fredericton como a capital da Nova Brunswick chocou muitos habitantes de Parrtown - posteriormente renomeada Saint John. Parrtown possuía uma população significantemente maior do que Fredericton. A razão por trás da escolha de Fredericton como capital da Nova Brunswick era a sua localização, no interior da província - tornando-na menos vulnerável a possíveis ataques americanos (ou outros inimigos) do que Parrtown, localizada no litoral. Parrtown, porém, tornaria-se a primeira cidade incorporada do Canadá.

Alguns dos acadianos que haviam sido expulsos da Nova Escócia voltaram à região da antiga Acádia durante o final do século XVIII e o início do XIX. Estes acadianos instalaram-se primariamente na nas regiões costeiras do leste e do norte da nova colônia de Nova Brunswick. Ali, tais acadianos viveram relativamente isolados (isolação de uma certa maneira imposta voluntariamente por eles mesmos), na medida em que eles lutaram para manter viva suas tradições.

A Guerra de 1812 teve pouco efeito na Nova Brunswick. Fortes tais como Carleton Martello Tower em Saint John e a St. Andrews Blockhouse foram construídas, mas os americanos não atacaram a região, e nenhuma batalha ou conflitos armados de qualquer gênero ocorreram na Nova Brunswick. Os habitantes da província possuíam boas relações com os americanos do Estado vizinho de Maine - bem como o restante da Nova Inglaterra. Houve-se até mesmo um ocorrido durante a guerra, quando a cidade de St. Stephen forneceu munição para os americanos de Calais (ambas as cidades separadas por um rio), nas celebrações de 4 de julho, dia de independência dos Estados Unidos.

Porém, um trecho da fronteira entre o Maine e a Nova Brunswick era disputada entre os americanos e os britânicos. Oficiais em Londres e em Washington, DC lutavam pela região, mas a maioria dos habitantes da região disputada não se importavam, tanto como permanecer sob domínio britânico como ser anexado pelos Estados Unidos. Quando um residente de Edmundston foi questionado qual lado ele apoiava, ele respondeu que ele apoiava a "República de Madawaska". Este nome é ainda utilizado em tempos atuais para descrever o canto noroeste da província. A disputa da fronteira, conhecida como Guerra Arrostook, foi solucionada em 1842.

No início do século XIX, grandes números de escoceses e ingleses instalaram-se na Nova Brunswick. Em 1845, um grande número de irlandeses, fugindo da Grande Fome Irlandesa. Muitos destes irlandeses instalaram-se em Saint John ou em Chatham, a última auto-cognomeando-se de Capital irlandesa do Canadá. Os irlandeses, primariamente católicos, frequentemente entravam em atritos com o restante da população da Nova Brunswick, em sua grande maioria protestantes. Em 1849, o maior destes conflitos ocorreu em Saint John, quando protestantes e católicos envolveram-se em um tiroteio.

Ao longo do século XIX, a silvicultura e a construção de navios - tanto na Baía de Fundy quanto em Miramichi - foram as principais fontes de renda da Nova Brunswick. Outras fontes de renda importantes da província eram a agricultura e a pesca.

1867 - Tempos atuais[editar | editar código-fonte]

Em 1864, oficiais das Províncias Marítimas - Nova Brunswick, Nova Escócia e da Ilha do Príncipe Eduardo - realizaram um encontro em Charlottetown, onde discutiram a formação de uma possível fusão das três colônias provinciais. A Conferência de Charlottetown inicialmente fora realizada com este intuito, mas o governo da província de Canadá (atuais Ontário e Quebec) ficou interessada na ideia de uma possível união, e representantes da província de Canadá logo juntaram-se no encontro. Representantes das quatro províncias encontrariam-se novamente em Quebec. Em 1 de julho de 1867, a Confederação do Canadá foi oficialmente criada, e o Canadá tornou-se independente do Reino Unido. A Nova Brunswick fora uma das províncias originais da Confederação, juntamente com a Nova Escócia, o Ontário e o Quebec.

Muitos residentes das Províncias Matítimas não queria fazer parte da Confederação, temendo que as necessidades da região seriam pouco valorizadas frente às necessidades do restante do país. Consequentemente, muitos dos "Pais da Confederação" das Províncias Marítimas perderam seus postos nos governos de suas respectivas províncias, nas eleições que se seguiriam.

Após a formação da Confederação, a Nova Brunswick continuou a crescer economicamente, suportada pela pesca, mineração e pela silvicultura. Mas o crescente uso de navios a vapor no Canadá e nos Estados Unidos fez com que a forte indústria naval da Nova Brunswick - cujas embarcações produzidas eram navios a vela de madeira - entrasse em colapso. A recessão econômica seria agravada pelo Grande Incêndio de 1877 em Saint John. Muitos trabalhadores experientes moveram-se em direção a oeste, rumo a outras regiões do Canadá, ou ao sul, para os Estados Unidos. Durante a década de 1890, diversas ferrovias passaram a conectar a Nova Brunswick com o restante do país. As ferrovias transportavam primariamente produtos produzidos no interior do Canadá para portos nas Províncias Marítimas. Halifax (na Nova Escócia) e Saint John tornaram-se grandes centros portuários. Porém, a competição de produtos industrializados a preços mais baixos, produzidos em Ontário ou em Quebec, criou uma recessão geral na indústria de manufatura da Nova Brunswick.

A economia da Nova Brunswick recuperaria-se no início do século XX. A manufatura ganhou força na província, especialmente a produção de móveis de madeira. O período de maior crescimento econômico da província durante o início do século foram nos anos da Primeira Guerra Mundial. Logo após a guerra, a queda da demanda por produtos industrializados gerou novamente uma grande recessão na indústria de manufatura da Nova Brunswick, para recuperar-se a partir de 1924.

A Nova Brunswick sofreu com a Grande Depressão da década de 1930, mas significantemente menos do que o restante do Canadá. Isto porque a queda na demanda por papel - especialmente papel de jornal e produtos de madeira - não fora drástica, como ocorreu em outros setores da economia do país em geral. A Depressão teria fim com o início da Segunda Guerra Mundial. Duas famílias influentes, os Irving e os McCains, emergiram da depressão, para iniciar a modernização da economia da província. A indústria de manufatura ganhou grande força novamente.

Grandes depósitos de chumbo, cobre, prata e zinco foram descobertos na região de Bathurst-Newcastle em 1953. Em 1957, uma série de usinas hidrelétricas foram fundadas na Nova Brunswick. Em 1960, a maior refinaria de petróleo do Canadá até então foi fundada na província. Em 1962, a província iniciou um projeto de desenvolvimento das áreas onde os grandes depósitos foram descobertos. No mesmo ano, a mineração destes recursos minerais teve início. Em 1968, a usina hidrelétrica Matmaquac foi inaugurada, passando a fornecer eletricidade para as companhias operando nas minas de Bathurst-Newcastle.

Os acadianos, que haviam habitado as regiões norte e leste da província, viviam relativamente isolados do restante da província, onde a maior parte dos habitantes falavam inglês. Serviços governamentais frequentemente não estavam disponíveis em francês, e a infraestrutura em áreas predominantemente francófonas estava significantemente menos evoluídas do que no restante da província. Isto mudou com a eleição de Louis Robichaud, em 1960. Ele criou um ambicioso programa, chamado de Equal Opportunity (Oportunidade Igual), onde educação, manutenção de estradas rurais e o fornecimento de serviços de saúde passariam a ser todos administrados diretamente pela província. Este insistiu por cobertura igualitária destes serviços em todas as partes da província - tanto nas cidades quanto nos campos. Conselhos administrativos dos condados da Nova Brunswick foram abolidos, e todas as áreas rurais fora de cidades e vilas passando a ser diretamente administrados pela província. Em 1969, a Nova Brunswick aprovou o Ato dos Idiomas Oficiais, que fez do francês um idioma oficial da província, juntamente com o inglês, que já era idioma oficial da Nova Brunswick. Neste ato, todas as cidades da Nova Brunswick seriam obrigadas a forneceram serviços e placas em francês, caso francófonos compusessem ao menos 10% da população da cidade.

Tensões idiomáticas entre anglófonos e francófonos cresceram em ambos os lados, com o militante Partido Acadiano tendo por um curto período de tempo popularidade entre os francófonos da Nova Brunswick, durante a década de 1970, e grupos anglófonos pressionando pela abolição das reformas idiomáticas feitas por Robichaud, durante a década de 1980. As tensões idiomáticas, porém, caíram gradualmente com o passar do tempo, e haviam desaparecido por completo durante o início da década de 1990.

A indústria de fabricação de navios, enquanto isto, desenvolveu-se consideravelmente durante a década de 1970. Diversas fábricas foram inauguradas em Saint John. Em 1982, a primeira usina nuclear nas Províncias Marítimas foi fundada. Em 1997, a Ponte da Confederação foi inaugurada, passando a conectar a Nova Brunswick com a província vizinha de Ilha do Príncipe Eduardo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa da Nova Brunswick.

A Nova Brunswick limita-se ao norte com o Quebec e o Golfo de São Lourenço (que separa a Nova Brunswick da Ilha do Príncipe Eduardo), a leste com a Nova Escócia e com a Baía de Fundy, ao sul e a oeste com o Maine.

O litoral da Nova Brunswick possui 2 269 quilômetros de extensão. O litoral da província é cortado por grandes baías e reentrâncias. A maior destas baías é a Baía de Fundy. Esta possui as maiores variações de maré do mundo, de mais de dez metros. O principal rio da Nova Brunswick é o Rio Saint John, que possui 674 km de comprimento, na província. Outro rio importante é o Rio Sainte Croix, que forma a fronteira da Nova Brunswick com o Maine. A queda de água mais alta da Nova Brunswick - que possui uma queda livre de 23 m - localiza-se próximo à Grand Falls. Florestas cobrem cerca de 85% da Nova Brunswick.

A Nova Brunswick pode ser dividida em duas distintas regiões geográficas:

  • A Região dos Apalaches ocupa as regiões oeste, norte e sul da Nova Brunswick. É uma região muito acidentada, com muitas serras e vales profundos. As montanhas das serras localizadas no norte desta região frequentemente possuem mais do que 600 metros de altitude. O ponto mais alto da província, Monte Carleton, com seus 820 m de altitude, está localizado nesta região. Os picos das serras localizadas ao longo do litoral, por sua vez, raramente superam os 300 m de altitude. Florestas cobrem a maior parte da Região do Apalache.
  • As Planícies Costeiras cobrem a região central e o nordeste da Nova Brunswick. Caracteriza-se pelo seu terreno pouco acidentado e de baixa altitude - não mais do que 150 metros acima do mar. A maior parte das fazendas da província estão localizadas nesta região, embora florestas ainda ocupem muito da região.

Clima[editar | editar código-fonte]

Vista do interior da província durante o inverno.

A Nova Brunswick possui um clima temperado. As regiões localizadas ao longo do litoral possuem temperaturas mais amenas e um tempo mais instável do que o interior da província. No inverno, as temperaturas da Nova Brunswick em geral aumentam à medida que se viaja em direção ao sul. No verão, as maiores temperaturas médias são encontradas na região centro-oeste da província.

No inverno, o sul da Nova Brunswick possui uma temperatura média de -8°C, com a média das mínimas sendo de -14 °C, e a média das máximas de -3 °C. O interior do norte da província possui uma temperatura média de -13 °C. A média das mínimas é de -18 °C, e a média as máximas, de -7 °C. O litoral do nordeste da província possui temperaturas intermediárias. A temperatura mais baixa já registrada na Nova Brunswick foi de -47 °C, registrada em Sisson Dam, em 1 de fevereiro de 1955.

No verão, a região centro-oeste da Nova Brunswick possui uma temperatura média de 20 °C. A média das mínimas é de 13 °C, e a média das máximas, de 26 °C. O interior do norte da província possui uma temperatura média de 16 °C, com a média das mínimas sendo de 10 °C, e a média das máximas, de 25 °C. A temperatura mais alta já registrada na Nova Brunswick foi de 39 °C, registrada em 18 de agosto de 1935, em Nepisiguilt Falls e em Woodstock, e em 19 de agosto de 1935, em Rexton.

As taxas de precipitação média anual de chuva da Nova Brunswick é de 108 cm, aumentando à medida que se viaja em direção ao sul. O sul registra uma média de 110 centímetros de precipitação anual, e a maior parte da região centro-norte, menos de 90 cm anuais. A taxa de precipitação média anual de neve da Nova Brunswick é de 314 cm.

Política[editar | editar código-fonte]

O tenente-governador representa a Rainha Isabel II como Chefe de Estado da Nova Brunswick. O chefe do governo, em prática, e também maior oficial do Poder Executivo da província, é o Premier, governador ou primeiro-ministro em português, a pessoa que lidera o partido político com mais cadeiras na Assembleia Legislativa. O Premier da Nova Brunswick preside sobre um Conselho Executivo, que é o Gabinete da província. O gabinete é formado por cerca de 25 diferentes ministros, que administram diferentes departamentos (economia, educação, etc). Tanto o Premier quanto os membros do gabinete renunciam caso percam o suporte da maioria dos membros do poder Legislativo da Nova Brunswick.

O Poder Legislativo da Nova Brunswick é a Assembleia Legislativa, que é composta por 55 membros. A Nova Brunswick está dividido em 55 distritos eleitorais diferentes. A população de cada um destes distritos escolhe um membro que atuará como representante do distrito na Assembleia, para mandatos de até cinco anos de duração. Se o Tenente-Governador dissolver a Assembleia antes destes cinco anos, a pedido do governador, todos precisam concorrer às eleições novamente. Não há limite de termos que uma pessoa pode exercer.

A maior corte do Poder Judiciário da Nova Brunswick é a Court of Appeal of New Brunswick. Esta é composta de um juiz-chefe e de outros 12 cinco juízes. A Court of Queens's Bench é a segunda maior corte da província, e é composta por 61 juízes diferentes. Esta analisa primariamente crimes hediondos. A Corte Provincial da Nova Brunswick é a terceira maior corte da província, e é composto por 109 juízes. Todos os juízes da Court of Appeal e da Court of Queen's Beach são escolhidos pelo governador da Nova Brunswick e aprovados simbolicamente pelo Tenente-Governador. Os juízes continuam a exercer seus ofícios até os 75 anos de idade, podendo aposentarem-se, porém, com 65 anos de idade.

O governo da Nova Brunswick é o responsável pelo fornecimento de serviços educacionais e de saúde, e pela manutenção de estradas em geral. Todas as cidades e vilas da Nova Brunswick são administradas por um prefeito e por um conselho, que são eleitos para mandatos de até três anos de duração. Impostos são responsáveis por cerca de metade da receita do orçamento do governo da Nova Brunswick. O restante vem de verbas recebidas do governo federal e de empréstimos.

Politicamente, a Nova Brunswick tem sido dominada igualmente pelos liberais e pelos conservadores. A maioria dos membros do Legislativo da Nova Brunswick atualmente são liberais.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional da Nova Brunswick
Ano Habitantes
1871 285 594
1881 321 233
1891 321 263
1901 321 120
1911 351 889
1921 387 876
1931 408 219
1941 457 401
1951 515 697
1961 597 936
Ano Habitantes
1966 616 788
1971 634 557
1976 667 250
1981 696 403
1986 710 422
1991 723 900
1996 738 133
2001 729 498
2006 749 168
2007 753 690

O censo canadense de 2006 estimou a população da Nova Brunswick em 749 168 habitantes, um crescimento de 2,6% em relação à população da província em 2001, de 729 498 habitantes.

A população da Nova Brunswick é majoritamente anglófona, mas a província possui uma população francófona de tamanho considerável. Francófonos compõem 35% da população da Nova Brunswick. Estes francófonos são chamados de acadianos - nome proveniente da Acádia, o antigo nome da Nova Brunswick, durante a época que a região era controlada pelos franceses. A maior parte dos acadianos são provenientes da região de Vienne, da França. A Nova Brunswick é a única província oficialmente bilíngue do Canadá.

As principais áreas urbanas da Nova Brunswick são a região metropolitana de Saint John (Saint John, Quispamsis e Rothesay) e a região metropolitana de Moncton, Riverview e Dieppe. A região metropolitanas de Saint John e Moncton possuem cada uma entre cerca de 120 a 130 mil habitantes. A região metropolitana de Fredericton, a capital provincial, possui cerca de 85 mil habitantes.

Raças e etnias[editar | editar código-fonte]

Composição racial da população da Nova Brunswick:

Religião[editar | editar código-fonte]

Percentagem da população da Nova Brunswick por afiliação religiosa:

A Nova Brunswick é uma das duas únicas províncias canadenses onde os católicos são maioria na província, a outra sendo o Quebec. Isto deve-se à grande população de origem francesa e irlandesa - que são em sua maioria católicos. As três maiores afiliações protestantes da Nova Brunswick são a Igreja Unida do Canadá, a Igreja Batista e a Igreja Anglicana.

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

Municipalidade 2001 1996
Saint John 69 661 72 494
Moncton 61 046 59 313
Fredericton 47 560 46 507
Miramichi 18 508 19 241
Edmundston 17 373 17 876
Riverview 17 010 16 684
Dieppe 14 951 12 497
Quispamsis 13 757 13 579
Bathurst 12 924 13 815
Rothesay 11 505 11 470

Saint John é a maior cidade da Nova Brunswick. É uma cidade portuária, com uma forte indústria de manufatura. Os principais produtos industrializados processados e produzidos na cidade são madeira, papel e petróleo. A maior parte das grandes fábricas de produção em massa da cidade são propriedade da K. C. Irving. A família Irving também controla muito da economia da província, mais três dos quatro jornais anglófonos publicados na Nova Brunswick. Saint John não deve ser confundida com St. John's, a capital da Terra Nova e Labrador.

Moncton é a segunda cidade mais populosa da Nova Brunswick, e sua área urbana possui as maiores taxas de crescimento populacional da província. É primariamente um centro de transportes, distribuição e comercial. Moncton possui uma grande população francófona - francófonos compõem cerca de 35% da população da cidade. É considerada pelos acadianos, em caráter não-oficial, como a capital da Acádia. O crescimento populacional da cidade em tempos recentes é atribuído a políticas econômicas da província que levaram ao diminuimento da população da região norte da província.

Fredericton é a capital e a terceira mais populosa cidade da Nova Brunswick. É o principal centro universitário da província, bem como um grande centro cultural, abrigando a Galeria de Artes Beaverbrook, o Teatro da Nova Brunswick e o New Brunswick Sports Hall of Fame. Além disso, a Nova Brunswick abriga a Igreja da Catedral de Cristo, que é a mais antiga estrutura religiosa no Canadá ou nos Estados Unidos.

Economia[editar | editar código-fonte]

O produto interno bruto da Nova Brunswick é de cerca de 15,7 bilhões de dólares canadenses por ano. A renda per capita da província é de 20 833 dólares canadenses.

O setor primário responde por 5% do PIB da Nova Brunswick. A agricultura e a pecuária respondem juntas por 2% do PIB da província, e empregam aproximadamente 6,1 mil pessoas. A Nova Brunswick possui cerca de 3,4 mil fazendas que cobrem 5% da província. Os principais produtos cultivados ou criados na Nova Brunswick são batatas, flores ornamentais, carne e leite bovino. A silvicultura responde por 2% do PIB da província, empregando cerca de 7 mil pessoas. A pesca responde por cerca de 1% do PIB da Nova Brunswick, empregando cerca de 3 mil pessoas. O valor anual da pesca coletada na província é de aproximadamente 175 milhões de dólares canadenses.

O setor secundário responde por 25% do PIB da Nova Brunswick. A indústria de manufatura responde por 14% do PIB da província e emprega aproximadamente 41 mil pessoas. O setor de construção responde por 5% do PIB da província e emprega cerca de 19,6 mil pessoas. A mineração responde por 2% do PIB da província e emprega aproximadamente 3 mil pessoas. Os principais recursos naturais minerados ou extraídos na Nova Brunswick são chumbo, cobre, prata, zinco, cádmio, bismuto, ouro e carvão.

O setor terciário responde por 70% do PIB da Nova Brunswick. Serviços comunitários e pessoais respondem por 22% do PIB da província e emprega cerca de 127,3 mil pessoas. Serviços financeiros e imobiliários empregam aproximadamente 12,7 mil pessoas e responde por mais de 22% do PIB da Nova Brunswick. O comércio por atacado e varejo responde por 11% do PIB da província e emprega aproximadamente 55,1 mil pessoas. Transportes e telecomunicações respondem por 10% do PIB da Nova Brunswick e empregam aproximadamente 32,2 mil pessoas, e serviços governamentais respondem por 10% do PIB da província, empregando aproximadamente 22,9 mil pessoas. Utilidades públicas respondem por 4% do PIB da província e emprega aproximadamente 4,3 mil pessoas.

Cerca de 30% da eletricidade gerada na Nova Brunswick é produzida por uma usina nuclear, localizada em Point Lepreau, 35% é gerada em usinas termelétricas a carvão ou a petróleo, e 15% em usinas hidrelétricas. Os outros 20% são geradas em usinas localizadas fora da Nova Brunswick, mas administradas pela província. Cerca de metade da eletricidade gerada em Point Lapreau é exportada para os Estados Unidos. A Nova Brunswick também exporta eletricidade para a Ilha do Príncipe Eduardo.

Educação[editar | editar código-fonte]

Durante o século XVIII, a educação era realizada em casa ou em escolas privadas. Em 1816, a Nova Brunswick criou um sistema de escolas públicas, onde existiria ao menos uma escola em cada condado da então colônia britânica. Porém, verbas insuficientes por parte do governo da Nova Brunswick forçaram muitas destas escolas a cobrar pelo fornecimento de serviços educacionais. Foi somente em 1871 que a província implementou o sistema de distritos escolares, dando à estas divisões administrativas o poder de cobrar impostos para fins educacionais. Em 1967, a Nova Brunswick passou a fornecer todas as verbas necessárias de seu sistema escolar público. Os distritos escolares, porém, não foram extinguidos, tendo perdido somente seu poder de cobrar impostos.

Atualmente, é o Ministério da Educação da Nova Brunswick o responsável por ditar regras e padrões das escolas da província. Não existem distritos escolares na Nova Brunswick. Todas as escolas da Nova Brunswick são diretamente administradas pela província. Atendimento escolar é compulsório para todas as crianças e adolescentes com mais de sete anos de idade, até a conclusão do segundo grau ou até os dezoito anos de idade.

Em 1999, as escolas públicas da província atenderam cerca de 130 mil estudantes, empregando aproximadamente 7,4 mil professores. Escolas privadas atenderam cerca de 770 mil estudantes, empregando aproximadamente 70 professores. O sistema de escolas públicas da província consumiu cerca de 862 milhões de dólares canadenses, e o gasto das escolas públicas por estudante é de aproximadamente 6,6 mil dólares canadenses.

A Nova Brunswick possui no atualmente cinco sistemas de bibliotecas públicas. A biblioteca provincial, localizada em Fredericton, fornece parte das verbas necessárias para a manutenção de tais bibliotecas públicas. A primeira instituição de ensino superior da Nova Brunswick, a Universidade de Nova Brunswick, em Fredericton, foi fundada em 1785.

Transportes e telecomunicações[editar | editar código-fonte]

Vista do Rio Restigouche, na fronteira da Nova Brunswick com o Quebec.

A Nova Brunswick possui cerca de mil quilômetros de ferrovias e 955 quilômetros de vias públicas em geral. Saint John é o principal centro de transportes em geral da Nova Brunswick, sendo um grande centro portuário, aeroportuário e ferroviário canadense. É um dos poucos centros portuários do leste canadense que opera o ano inteiro.

Os primeiros jornais publicados na Nova Brunswick foram o The Royal Gazette e o The New Brunswick Advertiser, que foram publicados em 1785. Atualmente, são publicados na Nova Brunswick cerca de 25 jornais, dos quais cinco são diários.

A primeira estação de rádio da Nova Brunswick foi fundada em 1923, em Fredericton. A primeira estação de televisão da província foi fundada em 1954, em Saint John. Atualmente, a Nova Brunswick possui 31 estações de rádio - dos quais 11 estações são AM e 20 estações são FM - e três estações de televisão.

Referências

  1. Anais do Instituto Superior de Agronomia, Volumes 16-18. Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa, 1949.
  2. Grande enciclopédia portuguesa e brasileira, volume 40. Editorial Enciclopédia, 195?.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Frink, Tim. New Brunswick: A short history. [S.l.]: Stonington Books, 1997. ISBN 0-9682500-0-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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