Engenho da Rainha

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Engenho da Rainha
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Engenho da Rainha.svg
Área 222,56 ha (em 2003)
Fundação 23 de julho de 1981
IDH 0,835[1](em 2000)
Habitantes 26.659 (em 2010)[2]
Domicílios 9.581 (em 2010)
Limites Vila Kosmos, Penha Circular, Penha,
Olaria, Ramos, Complexo do Alemão,
Inhaúma, Pilares e Tomás Coelho[3]
Distrito Inhaúma
Subprefeitura Zona Norte
Região Administrativa Inhaúma

Engenho da Rainha é um bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Seu IDH, no ano 2000, era de 0,835, o 62º melhor do município dentre 126 bairros avaliados, sendo considerado regular.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Vista do Engenho da Rainha.

A região próxima à fazenda era habitada pelos índios Tamoios. Como herança, tem-se muitas ruas com nomes ligadas a este fato - Rua Apinajé, Bororó, Cherente, Canitar, Flexal, dentre outras. A Fazenda da Rainha Carlota Joaquina, além do engenho de cana-de-açúcar, tinha também plantação de café e a mão-de-obra escrava era a responsável pela economia rural. O rio Timbó, hoje bastante degradado, banha o bairro. A Serra da Misericórdia, situada na Freguesia de Inhaúma, era o local onde os negros escravos procuravam se esconder quando fugiam da Fazenda.

Em suas origens, a região hoje denominada Engenho da Rainha (Carlota Joaquina) fazia parte da Freguesia de Inhaúma, criada em 1743, e ganhou este nome quando esta Freguesia foi desmembrada, resultando nos atuais bairros de Pilares, Tomás Coelho e parte de Inhaúma. O atual bairro do Engenho da Rainha era cortado por duas importantes estradas que se interligavam na altura de Thomás Coelho. Esse caminho fazia a ligação com as Minas Gerais. Hoje são a Avenida Pastor Martin Luther King (antiga Automóvel Clube) e a Avenida Ademar Bebiano (antiga Estrada Velha da Pavuna). O bairro foi cortado pela Estrada de Ferro Rio D'ouro e possuiu uma estação, onde hoje é a estação do metrô Engenho da Rainha. A região acolhia uma residência adquirida pela Rainha Carlota Joaquina, esposa de D. João VI, por volta de 1810 com o objetivo de nela descansar. A sua delimitação atual foi estabelecida pelo Decreto n.º 3158 de 23 de julho de 1981, quando era o Dr. Marcos Tamoyo o prefeito do Rio de Janeiro.A importância do bairro em termos culturais ainda não foi reconhecida. Em nenhum bairro do Rio de janeiro, se reuniu tantos artistas famosos como o bairro. No final dos anos 60, quando foi inaugurado o Conjunto dos Músicos, o bairro que já tinha alguns artistas e ficou mais rico ainda culturalmente. A sexagenária escola de samba Acadêmicos do Engenho da Rainha, além da Escola de Samba Bohemios de Inhaúma, que apesar do nome, com a estação do metrô, passou a ser da jurisdição do bairro do Engenho da Rainha. São importantes agremiações carnavalescas do município do Rio de Janeiro. Seus sambas-enredo são ganhadores de diversos Estandartes de Ouro e a sua bateria imprimem a identidade de cada agremiação Cultural e Carnavalesca.

Faz divisa com os bairros de Pilares, Inhaúma, Tomás Coelho e Complexo do Alemão, além de também fazer divisa por meio da Serra da Misericórdia, separando-lhe da tradicional Zona da Leopoldina sendo então impossibilitado o acesso direto com os bairros de Penha, Olaria e Ramos.[3]

Dados[editar | editar código-fonte]

O bairro Engenho da Rainha faz parte da região administrativa de Inhaúma. Os bairros integrantes da região administrativa são: Engenho da Rainha, Del Castilho, Higienópolis, Inhaúma, Maria da Graça e Tomás Coelho.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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