Freguesia (Ilha do Governador)

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Freguesia
—  Bairro do Brasil  —
Estátua Pedra da Onça, na Praia da Guanabara, litoral norte da Freguesia.
Estátua Pedra da Onça, na Praia da Guanabara, litoral norte da Freguesia.
Freguesia.svg
Distrito Ilha do Governador
Município Rio de Janeiro
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 405,64 ha (em 2003)
População
 - Total 19,437 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,839[2] (em 2000)
Domicílios 6.864 (em 2010)
Limites Bancários[3]
Subprefeitura Ilha do Governador
Fonte: Não disponível

Freguesia é um bairro de classe média da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. É um dos catorze bairros que constituem a Ilha do Governador, e faz limite com o bairro de Bancários, sendo isolado do restante da ilha. No bairro há um estaleiro da Transpetro, instalado na década de 60, auge da valorização da ilha, que dividem espaço com duas pequenas praias no bairro chamadas "Praia da Freguesia" e "Praia da Guanabara", possuíndo três de seus quatro limites com saída para a baía de Guanabara. Na parte mais ao norte, ocupando 55% do bairro, cercada por morros e áreas verdes, situa-se a área militar naval, conhecida como "Campo da Ilha", abrigando três batalhões do Corpo de Fuzileiros Navais, Humaitá, Riachuelo e Paissandu; instalados desde 1948. Possui o epiteto de Urca da Zona Norte.

Seu índice de qualidade de vida, no ano 2000, era de 0,839, o 60º melhor da cidade do Rio de Janeiro dentre 126 bairros avaliados, sendo considerado regular.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Sua origem deve-se à Ermida (atual Capela de Nossa Senhora da Ajuda), erguida no fim do século XVII, por Jorge de Souza, o Velho, em terras de seu engenho, na porção nordeste da Ilha do Governador. Vem desse tempo, a pequena imagem da Santa colocada por seu fundador. Em 1710, foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Ajuda e a ermida em ruínas foi reconstruída em 1743 pelo padre Nunes Garcia, cujas obras foram concluídas pelo padre Francisco Bernandes da Silveira em 1754, já na atual praça Calcutá. Destruída por um incêndio em 1816, foi recuperada em 1865, pelo arquiteto Antônio de Pádua e Castro. No século XIX, a agricultura se intensificou na região e em 1838 chegam as primeiras barcas a vapor que utilizavam uma ponte com atracadouro da Freguesia.

No início do século XX, surgem os primeiros arruamentos na Freguesia e de loteamento na parte final da praia da Guanabara. O bonde que ligava em 1922 a Ribeira ao Cocotá, estende-se em 1935, pela avenida Paranapuã, chegando à localidade do Bananal, no término da praia da Guanabara, onde fazia o retorno. No Bananal fica a “Pedra da Onça”, escultura em homenagem aos gatos-Maracajás, que originalmente habitavam a Ilha. Do local tem-se esplêndida vista da Baía de Guanabara, com a Serra dos Órgãos e o Dedo de Deus ao fundo.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O acesso principal da Freguesia é a avenida Paranapuã, nome indígena que significa "seio do mar", era a antiga Estrada da Freguesia. O bairro é predominantemente residencial, abrigando as favelas Silva Campos, Tremembé, Morro das Araras, Budapeste, e a maior delas, a Bela Vista da Pichuna. Essas comunidades surgiu em encostas, por volta de 1930, ganhando o nome original de “Bela Vista das Pichunas”, devido aos ratos ferozes que infestavam a área, consolidando-se a partir de 1951, com expansão na década de 80, tendo hoje cerca de oito mil moradores. Seu acesso se dá pela rua Magno Martins, antiga estrada das Pedrinhas.[5] [6] O bairro foi sede do jornal O Suburbano, do colégio Paranapuã, onde existia o antigo Tabuão.

Como atrações do bairro, a igreja Nossa Senhora da Ajuda, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a praça Calcutá (antiga Carmela Dutra), o Centro de Atendimento Psicossocial Ernesto Nazareth, um dos pontos responsáveis pela erradicação da febre amarela no Rio, no início do século XX, e a praia da Guanabara, extensa, com arborização densa em grandes trechos, com quiosques bares e restaurantes ao longo da orla. O bairro possui pouco comércio; uma loja salgados e doces na travessa Costa Carvalho; uma drogaria na rua Comendador Bastos e outra na Av. Paranapuã; dois postos de combustível na Av. Paranapuan; um açougue e mercearia na Av das Ilhas, 3 hotéis ao longo da orla da guanabara e um mini-mercado na rua Magno Martins.

Educação[editar | editar código-fonte]

O setor público conta com a Creche Municipal Maria Aguiar, Escola Municipal Rotary, o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes e o CIEP João Mangabeira, para ensino primário, fundamental, médio, e integral respectivamente; O setor privado conta com a Escola Bretanha e os colégios EDEL, Ceeduca e Freitas.

Referências

  1. Dados
  2. Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  3. Bairros do Rio
  4. Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  5. [1]
  6. Livro: História da Ilha do Governador, de Cybelle Moreira de Ipanema, Livraria e Editora Marcello de Ipanema: rio de Janeiro 1991 (uma cópia deste livro se encontra na Biblioteca Popular da Ilha)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]