Praça Seca

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Largo do Visconde de Asseca
Praça Seca
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 650,00 ha (em 2003)
Fundação: 23 de julho de 1981
IDH: 0,845[1] (em 2000)
Habitantes: 64 147 (em 2010)[2]
Domicílios: 23 636 (em 2010)
Limites: Vila Valqueire, Campinho, Cascadura,
Quintino Bocaiúva e Tanque[3]
Subprefeitura: Barra e Jacarepaguá
Região Administrativa: XVI R.A.(Jacarepaguá)

Praça Seca é um bairro de classe média situado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Tem como principal via a Rua Cândido Benício, importante ligação entre Madureira e os demais bairros de Jacarepaguá.

Faz limite com os bairros de Vila Valqueire, Campinho, Cascadura, Quintino Bocaiúva e Tanque.[4]

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,845, o 57º melhor da cidade do Rio de Janeiro.[5]

O clima de Jacarepaguá é variado: no litoral, é fresco e úmido, em razão da proximidade do mar e dos pântanos (atualmente quase inexistentes); na parte central, que é cercada de montanhas, o clima é quente e seco; na região da Praça Seca (Vale do Marangá), é quente, muito semelhante ao clima do restante da zona Oeste.

História[editar | editar código-fonte]

A Praça Seca originalmente se chamava Largo do Visconde de Asseca. O nome referia-se ao 4º Visconde de Asseca (1698-1777), antigo proprietário das terras, que promoveu a urbanização daquela área.

Ainda no século XVI, os irmãos Martim e Gonçalo Correia de Sá, filhos do governador-geral Salvador Correia de Sá tomaram posse de uma vasta sesmaria concedida por seu pai. Parte dessas terras permaneceu nas mãos da família por muitas gerações. No século XVIII, o 4º Visconde de Asseca (Martim Correia de Sá e Benevides Velasco), descendente do primeiro Martim, doou à comunidade uma área para a criação de um jardim. O local ganhou o nome de Largo do Visconde de Asseca, depois Largo d'Asseca, sendo por fim transformado, no linguajar do povo, em Praça Seca.

Durante todo o século XX, desde a década de trinta até a de 80, a região da Praça Seca recebeu inúmeras famílias de imigrantes portugueses que ali se instalaram e desenvolveram o local.

Considerada o marco inicial do desenvolvimento da região de Jacarepaguá, o bairro abrigava os principais cinemas da região : O cine Baroneza e o Ipiranga. No fim da década de 1990 e início dos anos 2000 o bairro começou a sofrer com a favelização nas imediações e a saída de famílias tradicionais para a Barra da Tijuca e para a zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Com os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, está se tornando um celeiro de investimentos como a construção de novos condomínios e do BRT Transcarioca.

Dados do bairro[editar | editar código-fonte]

Vista de parte da Rua Cândido Benício com o bairro do Campinho ao fundo
Rua Cândido Benício

Faz parte da XVI Região Administrativa (R.A.) - Jacarepaguá - do município do Rio de Janeiro cuja sede fica no bairro.

Além da Rua Cândido Benício, outras ruas importantes no bairro são : Florianópolis, Pedro Telles, Maricá, Barão e Baronesa. O BRT Transcarioca passará pela Rua Cândido Benício cortando todo bairro, as estações previstas são : Pinto Telles, Capitão Menezes, Praça Seca e Albano.


IPASE da Praça Seca[editar | editar código-fonte]

IPASE da Praça Seca, também chamado de IPASE de Jacarepaguá[6] ou ainda IPASE do Mato Alto,[7] é uma comunidade que fica no bairro da Praça Seca, na cidade do Rio de Janeiro.

A comunidade foi criada a partir de um conjunto habitacional, o Conjunto Habitacional Juscelino Kubtscheck,[7] ou simplesmente IPASE, como é popularmente conhecido, e com ele se confunde. Seu nome é uma referência ao antigo Instituto de Pensões e Assistência aos Servidores do Estado, que construiu o conjunto com verbas federais. A controvérsia quano ao bairro ao qual a comunidade pertence deve-se ao fato de o Mato Alto não ser oficializado pela prefeitura, ou seja, faz parte oficialmente da Praça Seca.

A divisa convencionalmente estabelecida entre ambos varia, no lado sul, entre o trecho após Hotel Barão, na Rua Cândido Benício, e o trecho após o próprio IPASE, na mesma rua. A leste, a divisa entre Praça Seca e Mato Alto seria justamente a área atrás do IPASE, onde fica a comunidade Fazenda Mato Alto. Na pracinha do IPASE, se instalam à noite diversos vendedores de lanche.

No IPASE também está situada a quadra da escola de samba Império da Praça Seca, próximo à divisa com a Fazenda Mato Alto.

No final da década de 1930, o terreno onde o IPASE se situa pertencia ao jornalista da extinta A Noite, Geraldo Rocha, sendo comprado pelo Instituto de Pensões e Assistência aos Servidores do Estado em dezembro de 1943. Em 1956, no Governo de Juscelino Kubitschek, as obras do conjunto finalmente tiveram início, com a instalação dos primeiros moradores dois anos depois.[7]

Em 1962, houve uma grande invasão as apartamentos vazios, quando muitas famílias completaram a ocupação do conjunto.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]