Copa do Mundo de Clubes da FIFA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Campeonato Mundial de Clubes)
Ir para: navegação, pesquisa
Copa do Mundo de Clubes da FIFA
FIFA Club World Cup logo.svg.png
Troféu concedido aos campeões do torneio.
Dados gerais
Organização FIFA
Edições 10
Outros nomes Mundial de Clubes
Local de disputa Marrocos (atual)
Número de equipes 7
Sistema Torneio concentrado, Eliminatório
Soccerball current event.svg Edição atual
editar
Este artigo é sobre o torneio actual que envolve todos os campeões continentais. Para o troféu disputado entre 1960 e 2004, veja Copa Intercontinental.

A Copa do Mundo de Clubes (português brasileiro) ou Campeonato do Mundo de Clubes (português europeu), também conhecida como Campeonato Mundial de Clubes ou simplesmente Mundial de Clubes, é uma competição de futebol organizada pela FIFA e disputada entre clubes campeões de todas as seis confederações continentais: CONMEBOL (América do Sul), CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe), UEFA (Europa), CAF (África), AFC (Ásia) e OFC (Oceania), além do representante do país-sede (clube que se sagrou campeão nacional desse país).

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Hotel Eden Arms, em West Auckland, Inglaterra. O hotel guardava o Troféu Sir Thomas Lipton, o troféu da primeira "Copa do Mundo de Clubes", vencida pela equipe do West Auckland em 1909 e 1911. O troféu acabaria sendo roubado e nunca mais encontrado.

O primeiro clube a se proclamar "campeão mundial de futebol" de que se tem notícia foi o escocês Hibernian, campeão da Copa da Escócia que se proclamou campeão mundial ao vencer o clube inglês North Preston End em 1887[1] [2] [3] , 15 anos depois da criação da competição de clubes mais antiga do futebol, a Copa da Inglaterra, criada em 1871;[4] a Copa da Escócia foi criada dois anos depois, em 1873.[5] Outros clubes britânicos também se disseram campeões mundiais por ter vencido o duelo de clubes "Escócia X Inglaterra": o escocês Renton em 1888,[6] , o inglês Sunderland em 1895 e o escocês Hearts em 1901.[7] Os clubes britânicos se declaravam campeões mundiais pelo confronto "Escócia X Inglaterra" até 1901, embora em 1901 já existissem competições de clubes em outros países: Argentina (desde 1891),[8] França (desde 1894)[9] , Bélgica (desde 1896),[10] , Holanda (desde 1897/98)[11] Suíça (desde 1897/98)[12] , Império Habsburgo/Austro-Húngaro (a "Challenge Cup", desde 1897/98)[13] , Itália (desde 1898)[14] e Uruguai (desde 1900)[15] inclusive tendo sido disputada uma competição internacional de clubes já no ano de 1900, a Copa Van der Straeten Ponthoz (que levava o nome do Conde belga que a patrocinava), disputada a partir de 1900 em Bruxelas com clubes de Holanda, Bélgica e Suíça, e que foi considerada à época na Bélgica como o "título europeu de clubes"[16] (tendo sido disputada de 1900 até 1907, e substituída em 1908 pela Copa Jean Dupuich[17] ). Porém, na época o futebol britânico era considerado como sendo de um nível muito superior ao do resto do mundo[18] [19] ; desta forma, a idéia que aparentemente levou os britânicos a considerarem até 1901 o confronto Escócia X Inglaterra como sendo o "título mundial de clubes" (a idéia de superioridade do futebol britânico frente ao futebol do resto do mundo) é análoga à idéia que em 1960 levou os espanhóis a considerarem a Copa Intercontinental como "título mundial de clubes" (a idéia de superioridade do futebol europeu e sul-americano frente ao futebol do resto do mundo).[20]

Curiosamente, a primeira decisão do "título mundial de clubes", entre o escocês Hibernian e o inglês North Preston End, não contou com a entrega de um troféu. Assim, o troféu "mundial" de clubes mais antigo do mundo é o troféu dado ao escocês Renton após sua vitória de 1888 sobre o inglês West Bromwich Albion, um pequeno troféu de peltre que atualmente se encontra no Scottish Football Museum (Museu do Futebol Escocês), no estádio de Hampden Park, em Glasgow, Escócia.[21] [22] [23] [24]

Stanley Rous. Em 1930, como árbitro, apitou a final da Copa das Nações de Clubes, realizada em Genebra. Em 1950, como vice-presidente da FIFA, propôs à CBD a realização da Copa Rio Internacional. Em 1961, na mesma posição, autorizou a International Soccer League. Em 1970, como presidente da FIFA, propôs a criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.

De 1900 a 1950[editar | editar código-fonte]

A decisão do "título mundial" entre os clubes ingleses e escoceses, porém, ocorria em apenas um jogo, não um torneio.[25] Segundo a FIFA, a primeira tentativa de que se tem notícia de criar um torneio mundial de futebol ("the very first recorded attempt to organise a World Cup"), antes mesmo da Copa do Mundo de 1930, ocorreu não com seleções mas com clubes: o Troféu Sir Thomas Lipton, disputado em Turim (Itália) em 1909/1911 por clubes de quatro países europeus (Inglaterra, Itália, Alemanha e Suíça), nomeado em homenagem ao empresário escocês que o patrocinou,[26] e vencido pela equipe amadora inglesa do West Auckland, que ficou com posse definitiva do troféu por tê-lo conquistado duas vezes consecutivas.[27] [28] Em 1908, um ano antes do Troféu Sir Thomas Lipton, foi realizada também na Itália uma competição semelhante, com equipes de Alemanha, França, Suíça e Itália, o Torneo Internazionale Stampa Sportiva, vencido pelo suíço Servette.[29] Porém, apesar da semelhança entre as duas competições, o Trofeú Sir Thomas Lipton é a competição citada pela FIFA como a primeira tentativa de que se tem notícia de se fazer uma Copa do Mundo.[30] [31] [32] Em 1930, surge a Copa do Mundo da FIFA (de seleções). No mesmo ano, por iniciativa do Servette (Suíça), foi realizado um "contraponto" "versão clubes" à Copa do Mundo: a "Copa de Nações", contando com representantes (clubes campeões) de várias nações européias, sendo que as federações grega e norueguesa de futebol reclamaram por não terem sido convidadas a participar.[33] O árbitro da final foi Stanley Rous, cujo nome estaria mais tarde associado à FIFA, à Copa Rio Internacional, à International Soccer League e por fim à proposta original da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. O campeão do torneio de 1930 foi o clube húngaro Újpest. Em 1937, foi disputada uma competição semelhante à de 1930[34] , o Torneio da Exposição Internacional de Paris, vencido pelo Bologna.[35] [36] [37] [38] [39] Logo em seguida, veio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) interrompendo vários eventos esportivos, como a Copa Mitropa (que era a competição internacional de clubes mais importante no mundo quando do início da 2ª Guerra Mundial)[40] e a própria Copa do Mundo de seleções. Após o final da 2ª Guerra Mundial, no final dos anos 1940 voltaram a ser realizados importantes torneios internacionais de clubes, como a Copa Latina (a partir de 1949) e o Campeonato Sul-Americano de Campeões (1948), que inspiraram as Copas Rio, Européia e Libertadores.[41] [42] [43] [44] [45] Em 1950, voltou a ser realizada a Copa do Mundo de seleções, cuja última edição havia ocorrido em 1938.

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Giampiero Boniperti, da Juventus, artilheiro da Copa Rio de 1951, competição originalmente idealizada em 1950 como "versão clubes" da Copa do Mundo de 1950 e organizada pela CBD em 1951 - 21 anos após a Copa das Nações de 1930 ter sido organizada como "contraponto" de clubes à Copa do Mundo da FIFA de seleções. Em 2007, Boniperti confirmou em entrevista que, para ele e seus companheiros de Juventus, a Copa Rio foi como um Mundial de Clubes.

A idéia de que a própria FIFA deveria se envolver em competições internacionais de clubes data pelo menos do início da década de 1950, logo após o relançamento do futebol mundial com a Copa do Mundo de 1950. A Copa Rio Internacional foi originalmente idealizada, em julho de 1950,[46] [47] como uma "versão clubes" da Copa do Mundo de 1950, objetivando contar com os clubes campeões dos países participantes daquela Copa,[48] , o que levou jornalistas a questionarem, em Madrid, o presidente da FIFA Jules Rimet sobre o envolvimento da FIFA na Copa Rio Internacional, ao que ele respondeu que a competição não foi submetida à FIFA e que era de responsabilidade exclusiva da CBD.[49] [50] A Copa Rio Internacional foi a primeira competição de clubes de que se tem notícia de abrangência intercontinental, incluindo clubes de mais de um continente, em sua primeira edição (1951) foi oficialmente chamada Torneio Internacional dos Clubes Campeões, e chamada de Mundial por vários jornais brasileiros[51] [52] [53] [54] [55] [56] [57] [58] [59] e europeus[60] [61] ; por exemplo, em sua edição nº 306 (de 12/06/1952, página 11), o jornal Última Hora afirma que "não se pode comparar a Copa Rio, que quer ser um verdadeiro Campeonato Mundial de Clubes campeões, com qualquer tournée".[62] ; segundo o artilheiro da competição Giampiero Boniperti, a Copa Rio foi entendida como Mundial de Clubes por ele e seus companheiros de Juventus[63]  ; foi um "projeto impressionante" que teve uma recepção entusiástica dos dirigentes da cúpula da FIFA, sobretudo de Ottorino Barassi, Jules Rimet e Stanley Rous em particular[64] , de maneira que a competição foi criada "quase tendo o rótulo oficial" da FIFA[65]  ; inspirou a criação da Copa dos Campeões da Europa e consequentemente da Copa Intercontinental[66] [67]  ; foi tratada como Mundial, Torneio dos Campeões e/ou Copa dos Campeões não só no Brasil, mas em vários países (sobretudo os países participantes da Copa do Mundo de 1950), como Itália[68] , Espanha[69] [70] [71] , Portugal,[72] Áustria,[73] Suíça,[74] Iugoslávia, que teve representante na 1ª edição e cujo campeão Dynamo Zagreb tentou se inscrever na 2ª edição[75] , México, cujo campeão Atlas pediu sua inclusão no torneio,[76] e Uruguai, que candidatou-se a sediar a segunda edição do evento.[77] O dirigente italiano Ottorino Barassi (então presidente da Federação Italiana, Secretário-Geral e vice-presidente da FIFA) e a CBD foram os responsáveis mais diretos pela concretização do projeto,[78] sendo que Barassi atuou no recrutamento de quadros europeus para vir ao Brasil em 1951,[79] 1952[80] e 1953 (em 1953, para a Copa Rivadavia, Barassi foi incumbido de recrutar somente o representante italiano)[81] , enquanto Stanley Rous (então presidente da Federação Inglesa, Secretário-Geral e vice-presidente da FIFA) atuou na mesma função em 1951.[82]

No estádio do Hibernian, uma ilustração d' "Os cinco famosos" (The Famous Five), quinteto ofensivo do Hibernian, composto de Gordon Smith, Bobby Johnstone, Lawrie Reilly, Eddie Turnbull e Willie Ormond, que foram o grande atrativo do clube perante o público brasileiro em 1953.[83] [84] Após sua atuações pelo Hibernian na Copa Rivadavia, Smith e Johnstone chamaram a atenção de clubes brasileiros, que tentaram contratá-los. Após recusarem, por razões desconhecidas, participar da Copa Rio Internacional, os escoceses do Hibernian vieram ao Brasil disputar a Copa Rivadavia, considerando-a um Mundial de Clubes.[85] [86]

Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 22 de julho de 1950, foi Stanley Rous quem propôs à CBD em 1950 (quando ele era secretário-geral e um dos vice-presidentes da FIFA) que a CBD realizasse um "torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA"[87] [88] [89] , competição que em 1951 tomou forma na Copa Rio Internacional e contou com a participação do próprio Rous em sua organização[90] (ainda que o "pai original" da idéia não tenha sido Rous: de acordo com o jornal italiano La Stampa de 21/07/1951,[91] [92] a ideia foi originalmente lançada durante a Copa do Mundo de 1950 pelo jornalista britânico Frank Thompson do jornal The Daily Mirror de Londres). Em 1952, novamente foi levantada a idéia de envolvimento da FIFA nas competições internacionais de clubes: comentando a dificuldade do Fluminense e da CBD (organizadores da Copa Rio Internacional de 1952) em trazer clubes europeus àquela competição, e justificando esta dificuldade na incompatibilidade entre os calendários das competições de clubes dos diferentes países, o jornal Estado de São Paulo (página 11, 26/06/1952) sugeriu que deveria haver o envolvimento da FIFA na programação das competições internacionais de clubes, afirmando que "o ideal, portanto, seria que os torneios internacionais, aqui ou no exterior, fossem disputados em épocas fixadas pela FIFA, ouvidas as federações vinculadas."[93]

A edição de 1951 da Copa Rio chegou a ser, por um breve período (março/abril de 2007), reconhecida pela FIFA como sendo uma Copa do Mundo de Clubes,[94] [95] e algumas fontes alegam que apenas a edição de 1951 da Copa Rio teve cunho de Mundial de Clubes[96] , porém a edição de 1952 também chegou a receber menção como troféu mundial pela imprensa da época,[97] e a competição de 1953 sucessora da Copa Rio Internacional, a Copa Rivadavia, também da CBD, foi também tratada como Campeonato Mundial de Clubes, ao menos perante o participante escocês Hibernian[98] , alegando que ela era rotulada dessa forma pela CBD,[99] [100] sendo que, por razões até agora desconhecidas, este clube tinha anteriormente recusado o convite para participar da Copa Rio em 1951 e 1952.[101] [102] [103] Também no início dos anos 1950, surgiu o conceito de competição intercontinental, em contraste ao conceito de competição mundial: a imprensa portuguesa, por exemplo, em 1953 citou a "característica euro-sul-americana" da Copa Rivadavia.[104] [105]

De 1952 a 1957 (com edições descaracterizadas e de menor importância a partir de 1963)[106] , foi realizada em Caracas, organizada por empresários,[107] uma competição internacional de clubes chamada "Troféu Marcos Pérez Jimenez", em homenagem ao presidente do país. Esta competição acabou ficando informalmente conhecida como "Pequena Copa do Mundo", ou de forma equivalente, "Pequena Taça do Mundo", ainda que a própria imprensa venezuelana da época nunca tenha usado estes termos para se referir à competição.[108] A despeito do nome pelo qual ficou conhecido este torneio, não existe, pelo menos até o presente momento, nenhuma evidência apontando autorização expressa da FIFA à competição ou participação de dirigentes da FIFA na sua organização.[109] Os principais atrativos desta competição eram clubes de Espanha e Brasil, sendo que na Espanha a imprensa tratou a competição como "Pequena Copa do Mundo" ou "o torneio de Caracas, pomposamente chamado de Pequena Copa do Mundo pelo seu organizador", [110] e no Brasil a imprensa tratou esta competição como Torneio de Caracas[111] [112] [113] [114] e como "Pequena Copa do Mundo".[115] Apesar de valorizada pelos clubes brasileiros, as evidências sugerem que não chegou a receber dos clubes brasileiros o mesmo grau de importância que estes deram a outras competições ditas "mundiais": o Corinthians, campeão da edição de 1953, só aceitou participar da competição após sua eliminação da Copa Rivadavia[116] , e só foi convidado porque o Vasco da Gama, convidado, não se interessou em participar[117] [118] - contrastantemente à atitude do Vasco da Gama em 1951, quando cancelou uma excursão à Europa para poder dar um mês de férias aos jogadores antes do início da Copa Rio Internacional.[119]

Nesta época (1951[120] e 1952[121] ), ainda não havia torneios continentais de clubes de futebol, que seriam a base do Mundial de Clubes da FIFA.

1960: A criação da Copa Intercontinental[editar | editar código-fonte]

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA passou a ser possibilitada com a criação dos torneios continentais de clubes: Europa/UEFA (regularmente a partir da temporada 1955/1956), América do Sul/CONMEBOL (regularmente a partir de 1960), América do Norte, Central e Caribe/CONCACAF (1962,1963, e regularmente a partir de 1967), África/CAF (regularmente a partir da temporada 1964/1965), Ásia/AFC (de 1967 a 1971, e regularmente a partir de 1985) e Oceania/OFC (1987, 1999, 2000, e regularmente a partir de 2005). Na verdade, os torneios continentais de clubes foram em parte criados com o objetivo de viabilizar as competições intercontinentais de clubes: em 1960, a Copa Libertadores foi criada com o objetivo de viabilizar a realização da Copa Intercontinental[122] ; após uma única edição em 1987, a Copa dos Campeões da Oceania foi relançada em 1999 com o objetivo de indicar o representante da Oceania na Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2000.[123]

Em dezembro de 1954, após uma série de amistosos contra equipes estrangeiras, por exemplo contra o Racing (Argentina), Spartak Moscou (União Soviética) e por último o Honved (Hungria), a imprensa britânica, inicialmente o jornal Daily Mail, proclamou o Wolverhampton Wanderers, apelidado de "os lobos", como os "campeões do mundo".[124] [125] [126] Foi essa atitude do jornal inglês que motivou Gabriel Hanot, editor do L'Équipe , a propor a criação da Copa dos Campeões da Europa, primeira competição continental de clubes de caráter oficial.[127]

Em 1955, a FIFA recusou a proposta do jornal francês L'Equipe que ela organizasse a planejada Copa dos Campeões da Europa. Porém, em 8 de maio de 1955, em resposta a um questionamento da UEFA sobre o projeto do L'Equipe de criação da Copa dos Campeões da Europa, o Comitê Executivo da FIFA autorizou a Copa dos Campeões da Europa e se comprometeu a reconhecê-la como competição oficial, contanto que ela fosse organizada pela UEFA e os clubes participantes tivessem a autorização de suas respectivas associações nacionais. Tendo obtido a autorização da FIFA, em 21 de junho do mesmo ano o Comitê Executivo da UEFA decidiu pelo estabelecimento da Copa dos Campeões da Europa, primeira competição continental de clubes de caráter oficial.[128] Estava criada a era das competições continentais de clubes, que seriam a base da futura Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Duas semanas após o lançamento da Copa dos Campeões da Europa, a Europa passou a ter também outra competição continental de clubes, a Taça das Cidades com Feiras, desta vez organizada em caráter não-oficial (não sendo organizada pela UEFA),[129] tendo surgido pela iniciativa de 3 dirigentes ligados à FIFA: Ernst Thommen, Ottorino Barassi e Stanley Rous (em 1971, a UEFA substituiu a Taça das Cidades com Feiras pela Taça UEFA).[130]

O argentino Di Stéfano e o húngaro Puskas eram amigos e companheiros de time no clube espanhol Real Madrid, fazendo parte da geração que conquistaria as cinco primeiras edições da Copa dos Campeões da Europa (1955/1956, 1956/1957, 1957/1958, 1958/1959 e 1959/1960), o que anos mais tarde levaria o clube a ser eleito "O Maior Clube do Século" em pesquisa da FIFA.[131] Em junho de 1957, o Real Madrid foi derrotado, pela primeira vez após se tornar campeão europeu, por uma equipe não-européia, o Vasco da Gama brasileiro, na final do Torneio de Paris, levantando dúvidas sobre a invencibilidade do então campeão europeu.[132] Testar a suposta invencibilidade daquele Real Madrid foi uma das razões que deram motivação à Copa Intercontinental.[133]

Em 13/06/1956, o Real Madrid venceu a edição inaugural da Copa dos Campeões da Europa (temporada 1955/1956), tornando-se o primeiro campeão continental oficial. O Real Madrid seguiu conquistando o título europeu, sendo campeão da Copa dos Campeões da Europa também nas temporadas 1956/1957, 1957/1958, 1958/1959 e 1959/1960.[134] Em 14 e 16 de junho de 1957, o Racing Club de Paris organizou um torneio em comemoração aos 25 anos do seu departamento de futebol, que acabou sendo o primeiro torneio intercontinental (com times de mais de um continente) ao qual o Real Madrid aceitou participar após se tornar campeão europeu (temporada 1955/1956) em 13/06/1956 (na verdade, acabaria sendo o único torneio intercontinental do qual o Real Madrid aceitou participar desde que se tornou campeão europeu em 13/06/1956 até a realização da 1ª edição da Copa Intercontinental em 03/07/1960).[135] [136] [137] Na final do torneio, o Real Madrid foi vencido pelo Vasco da Gama, um clube brasileiro e sul-americano (na verdade, acabaria sendo a única derrota do Real Madrid para rival não-europeu desde que se tornou campeão europeu em 13/06/1956 até a realização da 1ª edição da Copa Intercontinental em 03/07/1960).[138] A imprensa européia registrou que a derrota do Real Madrid para o Vasco elevava o nome do futebol brasileiro na Europa[139] , mostrava que "o Real Madrid não era invencível",[140] que "com brasileiros em campo, nada mais existia, nem mesmo o Real Madrid",[141] que "o Real Madrid, campeão da Europa, o qual não há dúvida estava cansado pela temporada pesada que tivera de fazer, mas que, de qualquer maneira, estava inferior à equipe do Vasco da Gama",[142] e que o Vasco, "representante sul-americano"[143] naquele torneio, era uma prova de que o futuro do futebol não era a Europa mas sim a América do Sul.[144] [145] [146] [147] [148] As palavras da imprensa européia sobre a partida entre Vasco e Real Madrid foram proféticas: 8 meses depois, em 15 de fevereiro de 1958, a imprensa espanhola já dava como certa a criação de um torneio sul-americano de clubes, semelhante ao existente na Europa,[149] e em 08 de outubro de 1958, foi anunciada em Paris pelo presidente da CBD João Havelange[150] a decisão de realizar a "Copa dos Campeões da América" (mais tarde chamada de Copa Libertadores) e a Copa Intercontinental, esta última uma confrontação anual entre os clubes campeões de Europa e América, em jogos de ida-e-volta (um jogo em cada um dos países dos clubes envolvidos, e um jogo-desempate, se necessário), tendo as duas competições (Libertadores e Intercontinental) sido propostas em parte com o objetivo de permitir testar a invencibilidade do mesmo Real Madrid, campeão da Europa, contra o melhor clube da América do Sul, a ser definido na Copa Libertadores.[151] A proposta de João Havelange de 1958 vislumbrava a possibilidade de incluir clubes campeões não só da América do Sul mas também de México, Estados Unidos e Canadá, porém acabou incluindo apenas os da América do Sul (filiados à CONMEBOL). A matéria do jornal El Mundo Deportivo, de 09/10/1958, traz declarações do então presidente do Real Madrid, Santiago Bernabeu, de que o clube postulava continuar vencendo a Copa dos Campeões da Europa e poder jogar a final intercontinental contra o campeão sul-americano. Em 02 de agosto de 1959, o Congresso da CONMEBOL ratificou a criação da Copa Libertadores, então ainda chamada de "Copa dos Campeões da América".[152] Em 1960, as propostas foram concretizadas: foram criadas as Copas Libertadores e Intercontinental, esta última endossada por UEFA[153] [154] e CONMEBOL, sendo a primeira competição bicontinental de clubes a ser estabelecida por estas duas entidades, em sua primeira edição vencida pelo Real Madrid, que se tornara pentacampeão europeu ao vencer a edição de 1959/1960 da Copa dos Campeões da Europa.

A Copa Intercontinental apresentou uma inovação: nas competições internacionais de clubes anteriores (Copas Latina, Sul-Americana, Rio, Européia), os clubes (em geral, clubes campeões) participavam como representantes de seus respectivos países; a Copa Intercontinental foi a primeira competição em que os clubes participaram como representantes não de seus países, mas sim de seus continentes. Algumas fontes sustentam que Vasco da Gama e Flamengo participaram do Torneio de Paris de 1957 e 1958 como representantes do futebol sul-americano[155] [156] [157] , o que aliado ao fato da participação do campeão europeu Real Madrid na edição de 1957 (e que não participou da edição de 1958 do Torneio de Paris porque se preparava para a final da Copa dos Campeões da Europa daquele ano, que seria cinco dias depois)[158] , faria do Torneio de Paris a primeira competição em que clubes teriam atuado como representantes dos seus respectivos continentes. Porém, em termos de competições com critérios fixos e oficialmente definidos, foi a Copa Intercontinental a primeira competição em que os clubes participaram como representantes não de seus países mas sim de seus continentes.

Ao ser anunciada a sua criação, a Copa Intercontinental foi imediatamente tratada no Brasil como um Mundial de Clubes.[159] [160]

Jogadores do clube escocês Kilmarnock carregam Décio Esteves, capitão do Bangu, após a final da edição inaugural da International Soccer League, competição criada em Nova York em 1960 com o objetivo de ser um Campeonato Mundial de Clubes, e que foi autorizada pela FIFA em 1961, mesmo ano em que a FIFA proibiu que a Copa Intercontinental fosse considerada um torneio oficial.

Na década de 1960, a FIFA se negou a autorizar a Copa Intercontinental[161] e a classificou como competição amistosa.[162] [163] [164]

Em 1960, cobrindo o título do Real Madrid na 1ª edição da Copa Intercontinental, o jornal espanhol El Mundo Deportivo chamou o clube de "O Primeiro Campeão Mundial", porém observou que a competição não incluía "africanos, asiáticos e outros federados da FIFA".[165] Neste ano, quando o Real Madrid venceu a Copa Intercontinental e se declarou campeão mundial, a FIFA vetou que se usasse a denominação "mundial" ao certame, e determinou que se chamasse a competição de "intercontinental".[166] [167] Segundo a FIFA, ela vetou que se chamasse a Copa Intercontinental de "Mundial" porque, segundo ela, "apenas através da FIFA se discerne a dimensão mundial do futebol" e porque, segundo a FIFA, não podia ser um "mundial" uma competição em que algumas partes do mundo não tinham nenhuma chance de tentar participar.[168] Neste mesmo ano, a criação da Copa Intercontinental despertou uma rivalidade de jurisdições entre a FIFA e UEFA, indispondo alguns membros da FIFA,[169] e neste ano houve rumores (a partir do representante espanhol na UEFA, Agustín Pujol) de que a FIFA se opunha à realização da Copa Intercontinental[170] e a uma homenagem que a UEFA pretendia fazer ao Real Madrid por ter sido ele o 1º campeão da Copa Intercontinental.[171] [172]

Em junho de 1961, a FIFA proibiu a Copa Intercontinental de ser jogada, a não ser que os participantes dessem caráter privado e amistoso à competição.[173] Três dias depois disso, a UEFA chegou a desistir da realização da Copa Intercontinental, informando à Conmebol que ela não tinha mais interesse na disputa.[174] Porém, a disputa acabou prosseguindo. Neste mesmo ano, em maio a FIFA autorizou a International Soccer League[175] , competição internacional de clubes que chegou a ser chamada de Campeonato Mundial de Clubes.[176] Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 24 de maio de 1961, essa autorização foi ratificada por Stanley Rous[177] , então presidente da Associação Inglesa de Futebol, secretário-geral e vice-presidente da FIFA, e que de 1962 até 1974, seria presidente da FIFA.

Em 1961, foi fundada a Confederação Norte-Centro-Americana e Caribenha de Futebol, a CONCACAF, sendo que um dos objetivos dessa fundação era incluir os países dessa região na Copa Libertadores da América (à época chamada de Copa dos Campeões da América), o que seria, em teoria, uma expansão também da Copa Intercontinental, dado que a Libertadores era um dos pilares da Intercontinental.[178] Porém, não ocorreu a inclusão dos times da CONCACAF na Libertadores, e em 1962 a CONCACAF criou sua própria competição continental de clubes, a terceira competição continental de clubes a ser estabelecida. A iniciativa foi do México[179] , e a competição continental de clubes da Concacaf surgiria em 1962, ano em que a seleção do México teria sua primeira vitória em Copas do Mundo: a vitória de 3 X 1 sobre a Tchecoslováquia, que seria a vice-campeã daquela Copa.

Em 1962, a Federação Mexicana de Futebol manifestou querer sua inclusão na Copa Intercontinental. Segundo o representante da Federação Mexicana, o pedido de inclusão feito pela mesma representava um desejo não só do México mas também de outros países norte-centro-americanos, caribenhos, asiáticos e africanos.[180]

Em 1962, a FIFA tentou pela primeira vez regulamentar a Copa Intercontinental sob seus auspícios e expandi-la para incluir os campeões de Europa, Ásia, África, América do Sul e América Norte-Central,[181] mas a idéia não prosperou naquele momento,[182] [183] por oposição de UEFA e CONMEBOL.[184]

Pelé foi o principal nome do clube brasileiro Santos nas conquistas da Copa Intercontinental de 1962 e 1963. Contudo, ele não participou do terceiro jogo (partida de desempate) da edição de 1963 (Santos FC X AC Milan), primeiro jogo da história da Copa Intercontinental a se tornar lembrado pelo excesso de violência sul-americana, característica marcante da competição a partir de 1967 e que levaria a pedidos públicos de intervenção da FIFA na mesma.

Em 1963, ocorreu a primeira final da Copa Intercontinental (Santos FC X AC Milan) marcada pela violência. A terceira partida (de desempate), realizada no Maracanã, foi polêmica: o jogador Almir Pernambuquinho (que substituiu Pelé na partida-desempate) teria supostamente afirmado em sua autobiografia que o Santos subornou o árbitro da partida-desempate e que teria jogado dopado aquela partida;[185] [186] [187] [188] [189] a suposta história de doping e suborno jamais foi comprovada, porém fontes isentas comprovam que o árbitro (o argentino Juan Brozzi) foi conivente à violência na partida e que os jogadores do Milan teriam ficado revoltados com a sua atuação.[190] [191] Em 27/11/1963, o jornal espanhol El Mundo Deportivo comentou que até aquele momento a FIFA havia lavado as mãos sobre a competição, e que provavelmente não oficializaria a Copa Intercontinental tendo em vista a violenta final de 1963. O jornal comenta a possibilidade da FIFA reconhecer a competição e esta passar a incluir os futuros clubes campeões de Ásia e África e ser jogada em campo-neutro.[192]

Em 1965, a África passou a ter sua competição continental de clubes.[193] [194]

Em agosto de 1967, foi publicado que havia surgido um movimento pela inclusão das equipes norte-centro-americanas na Copa Libertadores ou pela criação (na verdade, relançamento) de um torneio norte-centro-americano de clubes, cujo campeão decidiria o título pan-americano de clubes contra o campeão da Copa Libertadores, e o resultante campeão pan-americano disputaria o título da Copa Intercontinental contra o campeão europeu.[195] Em 08 de novembro de 1967, a CONMEBOL vetou a participação das equipes da CONCACAF na Copa Libertadores, participação que em teoria poderia significar incluir a CONCACAF na Copa Intercontinental, dado que a Libertadores era um dos pilares da Intercontinental.[196] A Copa dos Campeões da CONCACAF foi relançada em 12 de novembro de 1967, logo após a CONMEBOL se recusar a aceitar os clubes da CONCACAF na Copa Libertadores.[197] Apesar de não aceitar os clubes da CONCACAF na Libertadores, naquele momento a CONMEBOL prometeu estudar a realização de uma "Taça Pan-Americana",[198] que acabou surgindo em 1969 com o nome de Copa Interamericana, endossada por CONMEBOL e CONCACAF, sendo o primeiro campeonato intercontinental de clubes fora do eixo Europa/América do Sul, possibilitada pelo relançamento da Copa dos Campeões da CONCACAF em 1967 após 3 anos de interrupção (1964, 1965 e 1966).

Néstor Combin, jogador do Milan, após a final da Copa Intercontinental de 1969. Uma explosão de violência em 3 edições da Copa Intercontinental (1967,1968 e 1969) levou a demandas públicas a que a FIFA interviesse na competição. A FIFA respondeu em 1967 que não interviria porque oficialmente considerava a Copa Intercontinental uma "Copa Européia/Sul-Americana Amistosa". Porém, em 1970 a FIFA propôs expandi-la: incluir nela os campeões dos outros continentes e torná-la uma Copa do Mundo de Clubes.

Em 1967, a FIFA foi pressionada a tomar atitudes disciplinares mediante a violência observada nos jogos da Copa Intercontinental de 1967 (Celtic Glasgow/Escócia X Racing Avellaneda/Argentina).[199] A intervenção da FIFA no caso havia sido pedida pelo secretário da Associação Escocesa de Futebol, Willie Allan, que na ocasião disse que pressionaria a FIFA para reconhecer oficialmente a Copa Intercontinental e regulá-la sob sua jurisdição.[200] A possibilidade de intervenção da FIFA no caso foi aventada no congresso da CONMEBOL, no qual o presidente da entidade, Teofilo Salinas, afirmou que não aceitaria nenhuma intromissão da FIFA, pois segundo ele: "A Conmebol é a entidade encarregada de controlar, na América do Sul, a organização do torneio entre os campeões de Europa e América, disputa que a própria FIFA considera amistosa. Não achamos oportuno que a FIFA tenha que se intrometer na questão."[201]

Em 1967, o sub-secretário geral da FIFA, René Courte, escreveu um artigo explicando a decisão da FIFA de não tomar atitudes disciplinares sobre os incidentes na Copa Intercontinental de 1967. Neste artigo, René Courte informou que, oficialmente para a FIFA, a Copa Intercontinental não era um campeonato mundial de clubes mas sim uma "Copa Européia Sul-Americana Amistosa".[202]

Em 03 de novembro de 1967, o presidente da FIFA Stanley Rous afirmou o exposto por René Courte, esclareceu que a FIFA não tomaria nenhuma medida disciplinar no caso da Copa Intercontinental de 1967, e esclareceu que, oficialmente para a FIFA, a Copa Intercontinental era um torneio amistoso, e propôs uma expansão da Copa Intercontinental para incluir Ásia e Concacaf, sendo que, segundo ele, tal expansão ocorreria sob os auspícios da FIFA. Stanley Rous afirmou também que a Ásia (a Asian Football Confederation) e a Concacaf haviam solicitado participar da Copa Intercontinental e que a oposição à participação deles vinha de UEFA e CONMEBOL.[203] [204] [205] [206] [207] O ano de 1967 foi o de lançamento do torneio continental de clubes asiáticos, em maio de 1967[208] [209] , e de relançamento do torneio continental de clubes da Concacaf, em novembro de 1967,[210] [211] após interrupção deste em 1964, 1965 e 1966. Em 8 de novembro de 1967, o jornal madrilenho ABC destacou que, oficialmente, a Copa Intercontinental não era reconhecida pela FIFA mas era reconhecida por UEFA e CONMEBOL, portanto era de jurisdição "intercontinental" (não mundial), com o jornal prevendo a criação de outros títulos intercontinentais, hipotetisando um futuro título intercontinental Ásia-África,[212] (que acabou surgindo em 1987).[213] Coincidentemente ou não, o lançamento do torneio continental asiático de clubes e o pedido asiático de disputar a Copa Intercontinental são de 1967, ano seguinte à primeira vitória asiática em Copas do Mundo: a vitória norte-coreana sobre a Itália na Copa do Mundo de 1966, que levou à Eliminação da Itália naquela Copa.

Após as declarações de Stanley Rous e René Courte em 1967, um artigo de Carlos Pardo, no jornal catalão El Mundo Deportivo, sugeriu que a FIFA assumisse a responsabilidade pela Copa Intercontinental e a tornasse um torneio oficial. No artigo, Pardo concordou também com uma possível exigência da FIFA de que, para se poder "falar de campeonato do mundo de clubes" ("para hablar del campeonato del mundo de clubs"), seria necessária uma expansão da Copa Intercontinental para dar direito a asiáticos, africanos e equipes da Oceania de indicarem um representante.[214] No início de 1968, um artigo de Stanley Rous na revista FIFA News reafirmou a vontade da FIFA de criar um Campeonato Mundial de Clubes, com a participação de todos os campeões continentais.[215]

Além da violência observada, a edição de 1967 da Copa Intercontinental foi também a primeira vez em que começou a vir à tona um certo desinteresse europeu, particularmente britânico, pelo título da competição: antes do terceiro jogo (jogo-desempate), os escoceses do Celtic afirmaram que queriam o título intercontinental "não tanto por eles próprios" mas sim para não permitir que o título fosse para o Racing, com quem desenvolveram rivalidade em função dos incidentes violentos nos 2 primeiros jogos.[216]

Em resposta à violência na Copa Intercontinental de 1967, em junho de 1968 a UEFA propôs uma mudança no regulamento da competição: o saldo de gols das equipes passaria a contar como critério de desempate caso as equipes empatassem com uma vitória cada nos dois primeiros jogos. O objetivo da proposta era reduzir a possibilidade de que fosse necessária uma terceira partida de desempate, pois tanto na Copa Intercontinental de 1963 quanto na de 1967, foi na partida de desempate que ocorreram os episódios de maior violência.[217] A proposta da UEFA foi aceita e passou a valer a partir da edição de 1968 da Copa Intercontinental.[218]

João Havelange. Como presidente da CBD, impulsionou a criação das Taças Brasil, Libertadores e Intercontinental. Ao ser eleito presidente da FIFA em 1974, relançou a idéia de seu antecessor Stanley Rous: expandir a Copa Intercontinental para incluir os outros continentes e transformá-la numa Copa do Mundo de Clubes.

Em 1968 e 1969, mais confrontos violentos na Copa Intercontinental (1968: Estudiantes X Manchester United; 1969: Milan X Estudiantes), causados pela equipe argentina do Estudiantes, e mais demandas públicas para que a FIFA se envolvesse na competição, como as feitas por Matt Busby, técnico do Manchester United em 1968.[219]

Após a final da Copa Intercontinental de 1968, em setembro de 1968, o presidente da FIFA Stanley Rous criticou a violência da competição e disse que cominaria a UEFA e a CONMEBOL para que a Copa Intercontinental se tornasse "mais tranquila" ou desaparecesse. Também disse que, se fosse para a Copa Intercontinental seguir adiante, ele via com bons olhos que a CONCACAF (Confederação Norte-Centro-Americana e Caribenha de Futebol) fosse somada ao futebol sul-americano em uma competição que verdadeiramente indicasse o campeão do continente americano:[220] assim, em 1969, começou a ser disputada a Copa Interamericana, que já havia sido cogitada por CONMEBOL e CONCACAF desde novembro de 1967.[221] O acordo entre CONMEBOL e CONCACAF para a celebração da Copa Interamericana foi feito em outubro de 1968, e estabelecia que o vencedor da Copa Interamericana teria o direito de representar o continente americano contra o campeão europeu na Copa Intercontinental.[222]

Em janeiro de 1970, a FIFA anunciou que, em seu Congresso seguinte, faria a proposta de uma Copa do Mundo de Clubes com todos os clubes campeões continentais: a Copa Intercontinental seria expandida, sob os auspícios da FIFA, para incluir os campeões de Europa, América do Sul, Ásia, África, Oceania e Concacaf, e passaria a ser disputada como torneio oficial.[223] [224]

Em seu Congresso de 23 de junho de 1970, a FIFA propôs a idéia de um Campeonato Mundial de Clubes, aberto ao mundo todo (aos campeões de todas as federações continentais)[225] , através de uma proposta de seu então presidente Stanley Rous.[226] Porém a proposta foi rechaçada pela maior parte dos representantes europeus no Congresso. A idéia de um Mundial de Clubes foi, entretanto, apoiada por João Havelange e pelo então presidente da Conmebol, e visava substituir a Copa Intercontinental, restrita a europeus e sul-americanos.[227] A proposta da FIFA de 1970 foi mal-sucedida por oposição dos europeus (como em 1962 e 1967), a diferença sendo que em 1962 e 1967 os sul-americanos também rechaçaram a proposta da FIFA mas em 1970 eles apoiaram a idéia, tendo esse apoio sido costurado no Congresso da CONMEBOL realizado em Santiago do Chile em 1970.[228]

Em 1971, o campeão europeu Ajax (Holanda) desiste de disputar a Copa Intercontinental,[229] a primeira entre 7 vezes na década de 1970 em que isso ocorreria. Chegou-se a cogitar que o campeão sul-americano Nacional de Montevidéu (Uruguai) poderia ser declarado campeão da Copa Intercontinental por antecipação em função de "forfait" do adversário.[230] Porém, a Conmebol sugere que o vice-campeão europeu, Panathinaikos (Grécia) tome o lugar do campeão Ajax na disputa, e a proposta é aceita pela UEFA.[231] Assim, surge a regra de que, em caso de desistência do campeão europeu, o vice assume o seu lugar.

Em 1973, o jornal francês L'Equipe (o mesmo jornal que deu a idéia para a criação da Copa dos Campeões da UEFA)[232] se ofereceu para organizar o Mundial de Clubes em Paris com os quatro campeões continentais então existentes (UEFA, CONMEBOL, CONCACAF, África - no caso da Ásia, o torneio continental de clubes asiáticos foi descontinuado depois de 1971, e a proposta do L'Equipe vislumbrava a inclusão do campeão asiático tão logo fosse relançado o torneio deste continente). Mostraram-se favoráveis à idéia o presidente da CONMEBOL, Teofilo Salinas, o então candidato à presidência da FIFA, João Havelange, o presidente da Associação Francesa de Futebol Fernand Sastre, e as confederações africana e norte-centro-americana-caribenha de futebol (CAF e CONCACAF).[233]

Em 1974, após ser eleito presidente da FIFA (substituindo Stanley Rous), João Havelange anuncia seu desejo de criar uma "Copa Intercontinental de Clubes" com a participação de todos os continentes, não só Europa e América do Sul.[234]

Em 1973 e 1975, o jornal francês L'Equipe propôs a realização duma Copa do Mundo de Clubes, em substituição à Copa Intercontinental, que tinha sido desvalorizada pelos europeus na década de 1970. A década de 1970 foi o "ponto baixo" na história da Copa Intercontinental: acima, o time alemão Bayern de Munique vencedor da Copa Intercontinental de 1976, em uma das 3 vezes na década de 1970 em que o campeão europeu aceitou participar da competição; porém, mesmo vencendo o título, após a final de 1976, o técnico do Bayern, Dettmar Cramer, declarou que um amistoso teria sido preferível à Copa Intercontinental.

Em 1975, o mesmo jornal francês L'Equipe, através de seu diretor Jacques Goddat, apresentou novamente esta proposta, durante as celebrações pelos 20 anos da Copa dos Campeões da Europa.[235] No mesmo ano, a AFA (Associação de Futebol Argentina) também se mostrou favorável a uma Copa do Mundo de Clubes organizada pela FIFA (com todos os campeões continentais), sendo que a Conmebol estudaria o assunto para dar sua posição, enquanto a UEFA prosseguia sendo contrária à idéia, sobretudo através de seu então presidente Artemio Franchi.[236]

Em 1975, a Copa Intercontinental foi pela primeira vez descontinuada. Em julho deste ano, o campeão europeu de 1974/1975 Bayern de Munique anunciou sua decisão de não disputá-la.[237] Desde a edição de 1971, já estava estabelecido que, em caso de desistência do campeão europeu, o vice assumiria o seu lugar. Porém, o vice-campeão europeu da temporada 1974/1975, o Leeds United inglês, foi suspenso de competições internacionais pela UEFA em função de distúrbios causados pelos seus torcedores quando da final da Copa dos Campeões da Europa daquele ano. A imprensa espanhola chegou a sugerir a realização de uma inédita "decisão de terceiro lugar" entre os clubes derrotados nas semi-finais da Copa Europeia daquele ano, Barcelona/Espanha e Saint-Etienne/França, de forma a indicar um representante europeu para a Copa Intercontinental daquele ano[238] , mas a idéia não foi à frente e acabou não ocorrendo a decisão da Copa Intercontinental referente a 1975.

A matéria do jornal El Mundo Deportivo de 10/04/1975 cogita que o ceticismo da UEFA a uma Copa do Mundo de Clubes da FIFA teria que ver com o fato de que os clubes campeões europeus já não davam importância nem à já existente Copa Intercontinental. Isso pois, na década de 1970, os clubes campeões europeus recusaram jogar a Copa Intercontinental em 7 entre os 10 anos da década. As recusas foram: Ajax/Holanda em 1971 e 1973, Bayern de Munique/Alemanha em 1974 e 1975, Liverpool/Inglaterra em 1977 e 1978, e Nottingham Forrest/Inglaterra em 1979[239]  ; mesmo nas 3 ocasiões da década de 1970 em que o campeão europeu disputou a competição (1970: Feyenoord/Holanda, 1972: Ajax/Holanda, 1976: Bayern de Munique/Alemanha), em duas destas três ocasiões os clubes europeus chegaram a rebaixar a importância da competição mesmo quando saíram vitoriosos dela (após o holandês Ajax vencer o argentino Independiente na final da Copa Intercontinental de 1972, o jornal holandês De Telegraaf publicou que a disputa não foi mais difícil que um "encontro banal" pela Copa da Europa;[240] após o Bayern de Munique vencer a Copa Intercontinental de 1976, seu técnico Dettmar Cramer declarou que um amistoso em Tel Aviv teria valido mais a pena, dizendo que o público europeu tinha pouco interesse pela Copa Intercontinental[241] ). Em 1979 chegou-se a cogitar que a Copa Intercontinental seria extinta.[242] Porém, a Copa Intercontinental foi revivida em 1980: os clubes campeões europeus voltaram a disputá-la sempre, depois que ela passou a ser disputada em partida única no Japão,[243] organizada pela Associação Japonesa de Futebol[244] [245] [246] e patrocinada pela Toyota (passando por isso a se chamar também Copa Toyota ou Copa Europeia/Sul-Americana Toyota), com objetivo de impulsionar o futebol no Japão e lucrar com a transmissão televisiva da partida.[247] [248] Em 1980, cogitou-se escolher Nova York como local de disputa da Copa Intercontinental,[249] mas por questão de patrocínio, a escolha acabou sendo Tóquio,[250] tendo a decisão recebido críticas por tratar-se de uma cidade fora, e bastante distante, de Europa e América do Sul.[251] Outra crítica era que o aspecto comercial e midiático teria passado a se sobrepor ao aspecto técnico e esportivo: no inverno japonês, Porto/Portugal e Peñarol/Uruguai disputaram a competição em 1987 sob pesada neve, em condições que não eram de forma alguma propícias à prática esportiva, mas com os executivos japoneses admitindo que, em função dos altos valores envolvidos nos contratos de transmissão televisiva, o jogo não poderia ser adiado de forma alguma.[252] Algumas fontes alegam que, a partir da mudança da Copa Intercontinental para o Japão, os europeus teriam passado a ver a competição como um amistoso[253] [254] glorificado[255] que não seria levado a sério pelos europeus[256] [257] [258] e que servia para mostrar aos japoneses o que é o futebol[259] e ampliar o horizonte midiático e comercial dos clubes europeus para os consumidores asiáticos[260] [261] , e que seria desinteressante aos europeus:[262] [263] por exemplo, em fevereiro de 1981, o diretor técnico do Nottingham Forrest afirmou que iria a Tóquio jogar a Copa Intercontinental apenas para cumprir o contrato, levaria apenas 14 jogadores do elenco por se tratar de uma "visita relâmpago ao Japão", e que considerava uma vitória na Intercontinental sobre o Nacional de Montevidéu como menos "tonificante" que uma vitória sobre o Bristol na Copa da Inglaterra;[264] o jornalista inglês Tim Vickery afirma que o goleiro do Flamengo na Copa Intercontinental de 1981 lhe confidenciou que os jogadores do time rival, o campeão europeu Liverpool, pareciam não estar levando o jogo a sério,[265] não tendo o jogo sequer sido transmitido ao vivo na TV inglesa;[266] em 1999, o Manchester United foi ao Japão jogar a Intercontinental sem levar um dos seus principais jogadores, Andy Cole, poupado de participar da disputa, e o treino do time foi cancelado para os jogadores irem às compras.[267] Porém, a despeito do comprovado desinteresse europeu pela Copa Intercontinental nos anos 1970 e do suposto desinteresse europeu pela competição a partir dos anos 1980, e a despeito de ter passado a ser organizada pela Associação Japonesa de Futebol, a Copa Intercontinental continuou sendo uma competição supervisionada por UEFA e CONMEBOL[268] , até sua última edição em 2004, como comprovado pelo fato de que a partir de 1980 a UEFA passou a contratualmente obrigar os clubes europeus a disputá-la (caso vencessem a Copa dos Campeões da Europa)[269] (por exemplo, o Barcelona cogitou não disputar a edição de 1992 da Intercontinental, e a obrigação contratual junto à UEFA pesou na sua decisão de disputá-la),[270] e pelo fato de que os árbitros da competição continuaram sendo indicados por UEFA e CONMEBOL;[271] [272] e continuou sendo considerada um título mundial de clubes por boa parte dos clubes vencedores e por boa parte da imprensa, sobretudo no Brasil.[273] [274] [275] [276] [277] [278] [279] [280] [281]

Time do Estudiantes de La Plata comemorando a conquista da Copa Interamericana, competição que surgiu em 1968 pela recusa da Conmebol em 1967 a aceitar equipes da Concacaf na Copa Libertadores. Em 1978 e 1981, clubes da Concacaf, os mexicanos Clube América e Pumas UNAM, venceram a Interamericana e com base nisso postularam representar as Américas na Copa Intercontinental, em mais duas tentativas de dar caráter mais global à Copa Intercontinental (as tentativas anteriores tinham sido em 1962, 1967 e 1970). O clubes mexicanos não conseguiram seu intuito, e a Copa Intercontinental continuou reservada a europeus e sul-americanos.

Em 1976, foi a vez de João Saldanha comentar a possibilidade da FIFA endossar a Copa Intercontinental como Mundial de Clubes, adicionando que até aquele momento a posição da FIFA era considerá-la um título amistoso.[282]

Em outubro de 1968, quando foi criada a Copa Interamericana, estabeleceu-se que o vencedor da mesma disputaria a Copa Intercontinental contra o campeão europeu.[283] Em 1978, o Clube América do México se torna a primeira equipe da Concacaf a vencer a Copa Interamericana[284] , contra o Boca Juniors da Argentina, e com base nesse título o Club América mexicano anuncia sua intenção de jogar a Copa Intercontinental contra o Liverpool campeão europeu de 1976-1977, conforme afirmado pelas edições de 14 e 16 de abril de 1978 do jornal mexicano El Informador[285] e do jornal Folha de São Paulo[286] , em mais uma tentativa de dar caráter mais global à Copa Intercontinental. Porém, a tentativa fracassa, e o Boca Juniors é que recebe o direito de disputar a Copa Intercontinental, que prossegue sendo restrita unicamente a europeus e sul-americanos. O entendimento de que o Clube América do México jogaria a Copa Intercontinental por ter vencido a Copa Interamericana de 1977/1978 é confirmado também pelo jornal O Estado de São Paulo de 16 de abril de 1978,[287] a diferença sendo que este jornal afirma que o Clube América mexicano jogaria a final da Copa Intercontinental contra o vencedor de Liverpool e Brugges (ou seja, contra o vencedor da Taça dos Campeões Europeus 1977-78). Apesar da diferença no relato sobre se o rival do Club América seria o campeão europeu de 1976-1977 ou de 1977-1978, todas as 3 publicações (jornais El Informador, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo) deixam claro que, após o título do Club América na Copa Interamericana, a expectativa era que o Club América do México (não o Boca Juniors) tivesse o direito de representar as Américas na Copa Intercontinental. O jornal espanhol El Mundo Deportivo também confirma que o entendimento era que o América do México jogaria a Copa Intercontinental naquela ocasião, sugerindo que naquele ano ele jogaria a final da Intercontinental contra o campeão da Supercopa da Europa, o Anderlecht (naquele momento, o campeão europeu Liverpool já havia anunciado que não disputaria a Copa Intercontinental).[288] [289] O Anderlecht e o Club América do México chegaram a marcar os jogos da Copa Intercontinental edição de 1978 para serem disputados em 1979, mas os jogos acabaram não ocorrendo, a CONCACAF continuou não inserida na Copa Intercontinental, e a edição de 1978 da Copa Intercontinental acabou não sendo disputada, por nenhum dos quatro clubes citados (Liverpool, Anderlecht, Boca Juniors, Club América).[290] [291]

Em 13/05/1981[292] , a equipe mexicana Pumas UNAM sagrou-se campeã da Copa Interamericana, vencendo o clube Nacional de Montevidéu (que tinha acabado de ser campeão da Copa Intercontinental contra o Nottingham Forrest inglês em 11/02/1981[293] ), e com base nisso o clube mexicano pediu o estabelecimento de uma nova Copa Intercontinental, entre UEFA e CONCACAF.[294] O presidente da Concacaf, em agosto do ano anterior, afirmara a posição que o vencedor da Copa Interamericana é que deveria enfrentar o campeão europeu na Copa Intercontinental, e que ele se esforçaria para conseguir isso.[295] Em 1981, Abílio de Almeida (secretário do então presidente da FIFA João Havelange) propôs a expansão da Copa Intercontinental para incluir também a Concacaf: segundo esta proposta, tal inclusão seria a criação de um triangular entre os clubes campeões de CONCACAF, UEFA e CONMEBOL.[296] Porém, contrariamente ao estabelecido em outubro de 1968, acabou nunca ocorrendo a inclusão dos clubes da Concacaf na Copa Intercontinental, em nenhuma das quatro temporadas em que eles venceram a Copa Interamericana (1977/1978, 1980/1981, 1990/1991 e 1998). Os clubes da Concacaf, no caso os clubes do México, continuaram sem chance de jogar a Copa Intercontinental mesmo após passarem a disputar a Copa Libertadores, pois em 2001 o clube mexicano Cruz Azul chegou à final da Libertadores e a Conmebol anunciou que ele não teria o direito de jogar a Copa Intercontinental mesmo se vencesse a Libertadores.[297] [298] [299] Até hoje, se uma equipe mexicana vencer a Copa Libertadores, ela não terá o direito de jogar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA como representante da Conmebol. A diferença é que as equipes mexicanas hoje têm acesso à Copa do Mundo de Clubes da FIFA através da Copa dos Campeões da CONCACAF.

O então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva é presenteado pelo deputado Beto Albuquerque com a camisa comemorativa do título mundial de clubes do Internacional de Porto Alegre, campeão mundial de clubes de 2006. O nome "FIFA", mostrado na camisa abaixo da inscrição "campeão do mundo", reflete a polêmica entre clubes e seus torcedores surgida no Brasil após o surgimento da Copa do Mundo de Clubes da FIFA: o arquirrival do Internacional de Porto Alegre, o Grêmio, foi campeão da Copa Intercontinental, não reconhecida como título mundial pela FIFA. Após vencer a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2006, o Internacional se proclamou o Primeiro Clube Gaúcho Campeão Mundial.[300] [301] A mesma polêmica também ocorre no Estado de São Paulo, entre o São Paulo (campeão tanto da Copa Intercontinental quanto da Copa do Mundo de Clubes da FIFA) e o Corinthians (campeão apenas da Copa do Mundo de Clubes da FIFA).[302] [303]

Em 1983, foi a vez da Federação Inglesa de Futebol propor uma Copa do Mundo de Clubes, a ser realizada em 1985, porém a Federação Inglesa de Futebol desistiu do projeto antes de submetê-lo à análise da FIFA.[304]

Em 1984, a Associação de Futebol Argentina anunciou sua intenção de realizar em 1987, com apoio da FIFA, uma Copa do Mundo de Clubes. Segundo a AFA, seriam 12 clubes, sendo os 4 últimos campeões da Libertadores, os 4 últimos campeões da Copa dos Campeões da Europa, 1 clube indicado pela UEFA, 1 indicado pela Conmebol, 1 indicado pela AFA e 1 indicado pela FIFA, sendo que o clube indicado pela FIFA seria de África, Ásia, Oceania ou Concacaf.[305] [306] No dia seguinte à notícia, a FIFA desmentiu que tivesse qualquer coisa a ver com a iniciativa argentina, que acabou não se realizando.[307] [308]

Também 1984, o Grêmio Football Porto Alegrense teria afirmado querer reconhecimento da FIFA ao Mundialito de Clubes[309] , outra competição de clubes que foi simbólica e informalmente chamada de "mundial".

Em 1987, surge a terceira competição bicontinental de clubes, o Campeonato Afro-Asiático de Clubes, possibilitado pelo relançamento do torneio continental de clubes asiáticos em 1985.[310] Também em 1987 os organizadores da Copa Los Angeles anunciaram a intenção de transformá-la em um torneio bianual com 12 equipes campeãs de Europa, América do Sul e México;[311] ou seja, relançando a idéia de competição intercontinental entre clubes campeões nacionais, a idéia que havia embasado a realização dos antigos "mundiais" Copa Rio Internacional e International Soccer League. Porém, a proposta de 1987 não foi à frente.

Em 1993, a FIFA relançou a idéia de uma Copa do Mundo de Clubes na reunião do seu Comitê Executivo, realizada em Las Vegas em dezembro daquele ano. Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 16/06/1994, a idéia teria sido desta vez lançada por Silvio Berlusconi.[312]

Em 1996, o Comitê Executivo da FIFA aprovou a idéia da competição.[313] Em 1997, 35 anos após o lançamento original da idéia em 1962, a FIFA anunciou que criaria uma competição mundial de clubes.[314] [315]

O primeiro mundial de clubes[editar | editar código-fonte]

Em 1999 a FIFA anunciou que no mês de janeiro de 2000, realizaria o primeiro mundial de clubes organizado pela entidade. A competição teria a participação de clubes representantes de todas as federações continentais filiadas à FIFA.

Por fim, a primeira edição da competição ocorreu em janeiro de 2000 no Brasil, mais de 30 anos após a idéia lançada por Stanley Rous em 1967 e quase 40 anos após a primeira tentativa em 1962, e foi vencida pelo Corinthians.

O clube brasileiro Corinthians foi a primeira equipe a conquistar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, em 2000, e repetiu o feito em 2012 (foto acima).

O anúncio da realização da Copa do Mundo de Clubes da FIFA a partir de 2000 levou o jornal O Estado de São Paulo a hipotetisar que a edição de 1999 poderia ser a última edição da Copa Intercontinental. Porém, o mesmo jornal (edição de 30 de novembro de 1999) confirma que os patrocinadores da Copa Intercontinental tinham um acerto com UEFA e CONMEBOL para a realização da mesma até 2003.[316] A FIFA, por outro lado, não conseguiu realizar sua Copa do Mundo de Clubes em 2001, 2002 e 2003, pois a edição de 2001 (prevista para julho/agosto de 2001) foi, em 18 de maio de 2001, postergada para 2003[317] [318] e depois cancelada, em função de problemas com patrocinadores e parceiros da FIFA, sobretudo a ISL. Em fevereiro de 2004, a FIFA anunciou a intenção de relançar seu Mundial de Clubes. Após negociações entre a FIFA e os organizadores e patrocinadores da Copa Intercontinental (UEFA, CONMEBOL, Toyota), em maio de 2004 foi anunciado que a Intercontinental seria disputada pela última vez em 2004, e que a partir de 2005 ela seria substituída pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[319] [320]

O argentino Lionel Messi, do clube espanhol Barcelona, foi o melhor jogador da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2009 e 2011, além de ter sido o artilheiro da competição nesse mesmo ano.

A segunda edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA ocorreu, assim, em 2005, e a partir desta edição passaram a participar os campeões então vigentes das seis confederações continentais filiadas à FIFA, com critérios estabelecidos e sem convites.[321] [322] [323] [324] Participam da Copa do Mundo de Clubes da FIFA os campeões continentais de UEFA (Europa), CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe), CONMEBOL (América do Sul), AFC (Ásia), CAF (África) e OFC (Oceania), ou seja, os campeões de todas as federações continentais.

Antes da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, alguns jogos e algumas competições (jogos entre campeões escocês e inglês/1886-1901, Troféu Sir Thomas Lipton/1909-1911, Copa das Nações/1930, Copa Rio Internacional/1951-1952, Copa Rivadavia/1953, amistosos do Wolverhampton/1954, Pequena Taça do Mundo/1952-1957 e 1963, International Soccer League/1960-1965, Copa Intercontinental/1960-2004, Mundialito de Clubes/1981-1987)[325] chegaram a receber, em alguns países e épocas específicos, o tratamento de "título mundial de clubes". A FIFA tem conhecimento do fato de que essas competições (como o Troféu Lipton[326] e a Copa Intercontinental[327] ) chegaram a ser tratadas em alguns países como "Mundiais de Clubes": segundo a FIFA, no caso da Copa Intercontinental, os clubes eram chamados de[328] campeões mundiais, mas eram "campeões mundiais entre aspas" [329] de um "mundial" simbólico[330] , que não tinha a mesma dimensão do Mundial de Clubes da FIFA[331] e que não era um mundial verdadeiro[332] ; ; o documento oficial da FIFA sobre a Copa do Mundo de Clubes, o Statistical Kit, considera a Copa Intercontinental como competição "absorvida" ou "fundida" (merged) à Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2005, ressaltando que a Copa Intercontinental era endossada por UEFA e CONMEBOL (não pela FIFA), com este documento não utilizando a palavra world (mundo; mundial) no que diz respeito à Copa Intercontinental, mas utilizando a palavra world somente no que diz respeito à Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[333] [334] Já no caso do Troféu Lipton, também segundo a FIFA, este foi a primeira tentativa de que se tem notícia de se fazer um Mundial de Clubes[335] . Entretanto, a FIFA não reconhece oficialmente essas competições como sendo Mundiais de Clubes, tendo deixado isso claro em 1960,[336] 1961[337] , 1967[338] [339] , 1970[340] , 2000[341] , 2006,[342] 2007,[343] [344] 2011[345] e 2012[346] [347] [348] [349] , reconhecendo como Mundiais de Clubes apenas as edições da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, sendo esta uma decisão tomada em 2007 em caráter definitivo[350] pelo Comitê Executivo da FIFA, segunda instância em hierarquia dentro da estrutura da FIFA (abaixo apenas do Congresso da entidade)[351] e única instância da FIFA com legitimidade para decidir sobre o reconhecimento oficial de competições.[352]

Joseph Blatter, presidente da FIFA, que em 2000 conseguiu realizar o que seus antecessores Stanley Rous e João Havelange propuseram em 1967, 1970 e 1974: criar a Copa do Mundo de Clubes.
Taças dos mundiais conquistados pelo Corinthians.

Segundo textos no site da FIFA, apenas os clubes campeões da Copa do Mundo de Clubes da FIFA podem ser considerados verdadeiros campeões mundiais[353] , apenas eles podem ser verdadeiramente considerados campeões mundiais,[354] pois, segundo estes textos, apenas a Copa do Mundo de Clubes da FIFA é o verdadeiro confronto mundial de clubes.[355] Em 2000, o presidente da FIFA Joseph Blatter justificou esse não-reconhecimento da FIFA pelo fato de que as competições criadas anteriormente à Copa do Mundo de Clubes da FIFA eram competições de acesso restrito a clubes de, no máximo, 2 continentes,[356] e reafirmou essa visão em 2012, afirmando que a lógica da FIFA é que todas as confederações filiadas à FIFA têm que ter o direito de participar no Mundial.[357] Também em 2000, a FIFA respondeu a um fax do jornal Gazeta Esportiva, deixando claro que não reconhece nem a Copa Rio Internacional nem a Copa Intercontinental como Mundiais de Clubes, porque não foram organizadas pela FIFA e também pela questão da abrangência geográfica das competições.[358] Blatter já havia dado declarações nesse mesmo sentido em 1999, quando, comentando um possível desinteresse europeu por jogos entre times de Ásia e Oceania no Mundial FIFA 2000, afirmou que a idéia de um "Mundial de Clubes" era incluir times do mundo todo e ser interessante não só para europeus mas para espectadores do mundo todo.[359] A abrangência geográfica é, de fato, uma diferença entre a Copa do Mundo de Clubes da FIFA e as competições de clubes anteriores a ela. Isso, pois, anteriormente à criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, havia competições de clubes representativas de dois continentes, que davam oportunidade de classificação a clubes originários de, no máximo, 2 continentes, como a Copa Intercontinental CONMEBOL/UEFA, a Copa Interamericana CONMEBOL/CONCACAF e o Campeonato Afro-Asiático de Clubes CAF/AFC. A Copa do Mundo de Clubes da FIFA foi a primeira competição de clubes organizada pela FIFA, a única autoridade com jurisdição mundial no futebol, e foi a primeira competição de clubes da história a dar oportunidade de participação a todos os clubes do mundo (em função do critério classificatório via títulos continentais de todas as seis federações continentais filiadas à FIFA), como já ocorria no caso das seleções nacionais desde 1930, quando houve a criação da Copa do Mundo da FIFA (a Copa do Mundo de 1930[360] e as Eliminatórias das Copas do Mundo de 1934 em diante[361] , deram oportunidade de participação a todos os países do mundo que fossem filiados à FIFA,[362] que quisessem participar e se inscrevessem, independente do seu continente de origem).[363]

Efetivação[editar | editar código-fonte]

O inglês Wayne Rooney, do Manchester United, foi o artilheiro e melhor jogador da edição de 2008.

O mundial teve como nome oficial "Campeonato Mundial de Clubes da FIFA" e viria a ser incorporado definitivamente no calendário futebolístico apenas em 2005. A partir de sua primeira edição, o certame já teve três sedes. O torneio de 2000 foi organizado no Brasil, com a final sendo decidida no estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. De 2005 a 2008, o Japão foi o país escolhido para abrigar o campeonato, tendo suas finais acontecendo no Estádio Internacional de Yokohama. Em 2009 e 2010, o certame ocorreu nos Emirados Árabes Unidos, com a decisão tendo lugar no Estádio Sheikh Zayed, em Abu Dhabi. Nos anos de 2011 e 2012 voltou a ser realizado no Japão e nos anos de 2013 e 2014 o torneio acontecerá no Marrocos.[364]

A competição teve, até 2013, dez edições, havendo a hegemonia de equipes europeias e sul-americanas. Os clubes da América do Sul foram campeões em quatro ocasiões, em 2000, 2005, 2006 e 2012, duas conquistas a menos que os europeus, que levaram a melhor em 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013. Das quatro conquistas sul-americanas, todas são de equipes brasileiras, tendo outro país do continente se sagrado, no máximo, vice-campeão do certame. Já entre as conquistas europeias, duas são da Itália e da Espanha e uma da Inglaterra e da Alemanha.

O mascote oficial da edição de 2009.

Os clubes brasileiros são os únicos que venceram os europeus desde que a competição passou a ser homologada pela FIFA. Na disputa entre UEFA e CONMEBOL, os representantes europeus levantaram seis taças mundiais contra quatro dos sul-americanos e, desses, todos foram brasileiros: Corinthians em 2000 e 2012, São Paulo em 2005 e Internacional em 2006.[365]

As equipes com mais participações são o Auckland City, da Nova Zelândia, e o Al-Ahly, do Egito, com cinco participações. O Auckland City participou em 2006, 2009, 2011, 2012 e 2013 e o Al-Ahly participou em 2005, 2006, 2008, 2012 e 2013. Já o país que mais cedeu equipes para a disputa foi o México, que apenas não teve representantes na edição de 2005.

O TP Mazembe foi o primeiro clube de fora do continente europeu e da América do Sul a disputar uma final de Copa do Mundo de Clubes. Campeão da África e representando a República Democrática do Congo, ficou com o vice-campeonato na edição de 2010, tendo eliminado o então campeão da Copa Libertadores da América, o Sport Club Internacional.[366]

Critérios de participação[editar | editar código-fonte]

Os atuais critérios usados para um clube participar do campeonato são as competições continentais ao redor do mundo. Apenas tem a chance de disputar o certame os atuais campeões de cada torneio, que são:

Entidade Continente Classificação
World Map FIFA.svg País anfitrião * Campeão nacional do país sede(*)
Mapa da CAF.PNG África * Campeão da Liga dos Campeões da CAF
Mapa da CONCACAF.PNG América do Norte, Central e Caribe * Campeão da Liga dos Campeões da CONCACAF
Mapa da CONMEBOL.png América do Sul * Campeão da Copa Libertadores da América
Mapa da AFC.PNG Ásia * Campeão da Liga dos Campeões da AFC
Mapa da UEFA.PNG Europa * Campeão da Liga dos Campeões da UEFA
Mapa da OFC.png Ocenia * Campeão da Liga dos Campeões da OFC
(*) – Há também uma vaga do país anfitrião com critérios estabelecidos pela FIFA, a partir de 2007, e preenchida pelo atual campeão nacional do país, quando um clube do país-sede vence o título continental a vaga é transferida para o vice-campeão continental para evitar dois representantes de um só país como na primeira vez em 2000 quando a vaga foi indicada pela CBF (federação do país-sede).

Edições[editar | editar código-fonte]

# Ano Sede Final Semifinalistas
Campeão Placar Vice 3º lugar Placar 4º lugar
1 2000
Detalhes
Brasil
Brasil
Brasil
Corinthians
0 – 0
(4 – 3 pen)
Brasil
Vasco da Gama
México
Necaxa
1 – 1
(4 – 3 pen)
Espanha
Real Madrid
2001
Detalhes
Espanha
Espanha
Torneio cancelado
2 2005
Detalhes
Japão
Japão
Brasil
São Paulo
1 – 0 Inglaterra
Liverpool
Costa Rica
Deportivo Saprissa
3 – 2 Arábia Saudita
Al-Ittihad
3 2006
Detalhes
Japão
Japão
Brasil
Internacional
1 – 0 Espanha
Barcelona
Egito
Al-Ahly
2 – 1 México
América
4 2007
Detalhes
Japão
Japão
Itália
Milan
4 – 2 Argentina
Boca Juniors
Japão
Urawa Red
2 – 2
(4 – 2 pen)
Tunísia
Étoile du Sahel
5 2008
Detalhes
Japão
Japão
Inglaterra
Manchester United
1 – 0 Equador
LDU Quito
Japão
Gamba Osaka
1 – 0 México
Pachuca
6 2009
Detalhes
=Emirados Árabes Unidos
Emirados Árabes
Espanha
Barcelona
2 – 1 (pro) Argentina
Estudiantes
Coreia do Sul
Pohang Steelers
1 – 1
(4 – 3 pen)
México
Atlante
7 2010
Detalhes
=Emirados Árabes Unidos
Emirados Árabes
Itália
Internazionale
3 – 0 República Democrática do Congo
Mazembe
Brasil
Internacional
4 – 2 Coreia do Sul
Seongnam
8 2011
Detalhes
Japão
Japão
Espanha
Barcelona
4 – 0 Brasil
Santos
Catar
Al-Sadd
0 – 0
(5 – 3 pen)
Japão
Kashiwa Reysol
9 2012
Detalhes
Japão
Japão
Brasil
Corinthians
1 – 0 Inglaterra
Chelsea
México
Monterrey
2 – 0 Egito
Al-Ahly
10 2013
Detalhes
Marrocos
Marrocos
Alemanha
Bayern de Munique
2 – 0 Marrocos
Raja Casablanca
Brasil
Atlético Mineiro
3 – 2 República Popular da China
Guangzhou Evergrande
11 2014
Detalhes
Marrocos
Marrocos

Honras[editar | editar código-fonte]

Diversos prêmios são distribuídos a cada edição do torneio. Além do artilheiro do campeonato, os três melhores jogadores do certame recebem as Bolas de Ouro, de Prata e de Bronze, respectivamente. A equipe mais bem comportada e leal leva o Prêmio Fair Play.

Quatro jogadores receberam dois prêmios num só ano. Em 2000, Romário, do Vasco da Gama, levou a Bola de Bronze e foi artilheiro, junto a Nicolas Anelka; em 2008, Wayne Rooney, do Manchester United, recebeu a Bola de Ouro e também foi artilheiro assim como Lionel Messi, do Barcelona em 2011; em 2013 Mouhcine Iajour, do Raja Casablanca, foi artilheiro ao lado de outros três jogadores e recebeu a Bola de Bronze.

Ano Bola de Ouro Bola de Prata Bola de Bronze Artilheiro Prêmio Fair Play
2000 Brasil Edílson Brasil Edmundo Brasil Romário Brasil Romário (3)
França Nicolas Anelka (3)
Arábia Saudita Al Nassr
2005 Brasil Rogério Ceni Inglaterra Steven Gerrard Costa Rica Christian Bolaños Brasil Amoroso (2)
Inglaterra Peter Crouch (2)
Costa Rica Álvaro Saborío (2)
Arábia Saudita Mohammed Noor (2)
Inglaterra Liverpool
2006 Portugal Deco Brasil Iarley Brasil Ronaldinho Egito Mohamed Aboutrika (3) Espanha Barcelona
2007 Brasil Kaká Países Baixos Clarence Seedorf Argentina Rodrigo Palacio Brasil Washington (3) Japão Urawa Red Diamonds
2008 Inglaterra Wayne Rooney Portugal Cristiano Ronaldo Argentina Damián Manso Inglaterra Wayne Rooney (3) Austrália Adelaide United
2009 Argentina Lionel Messi Argentina Juan Sebastián Verón Espanha Xavi Brasil Denílson (4) México Atlante
2010 Camarões Samuel Eto'o República Democrática do Congo Dioko Kaluyituka Argentina Andrés D'Alessandro Colômbia Mauricio Molina (3) Itália Internazionale
2011 Argentina Lionel Messi Espanha Xavi Brasil Neymar Argentina Lionel Messi (2)
Brasil Adriano (2)
Espanha Barcelona
2012 Brasil Cássio Brasil David Luiz Peru Paolo Guerrero Argentina César Delgado (3)
Japão Hisato Sato (3)
México Monterrey
2013 França Franck Ribéry Alemanha Philipp Lahm Marrocos Mouhcine Iajour Argentina César Delgado (2)
Argentina Darío Conca (2)
Marrocos Mouhcine Iajour (2)
Brasil Ronaldinho (2)
Alemanha Bayern de Munique

Títulos[editar | editar código-fonte]

Por clube[editar | editar código-fonte]

O argentino César Delgado (na foto, ao atuar pelo clube mexicano Monterrey, em 2012) é o futebolista que mais gols marcou na Copa do Mundo de Clubes da FIFA com um total de 5 gols anotados nas edições de 2012 e 2013[367]
O espanhol Pep Guardiola (aqui, em foto tirada em 2010) é o técnico que mais vezes venceu a Copa do Mundo de Clubes da FIFA com com três conquistas em 2009, 2011 e 2013, sendo as duas primeiras pelo Barcelona e, a terceira, pelo Bayern de Munique
País Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
Espanha Barcelona 2 (2009 e 2011) 1 (2006)
Brasil Corinthians 2 (2000 e 2012)
Brasil Internacional 1 (2006) 1 (2010)
Brasil São Paulo 1 (2005)
Itália Milan 1 (2007)
Inglaterra Manchester United 1 (2008)
Itália Internazionale 1 (2010)
Alemanha Bayern de Munique 1 (2013)
Brasil Vasco da Gama 1 (2000)
Inglaterra Liverpool 1 (2005)
Argentina Boca Juniors 1 (2007)
Equador LDU Quito 1 (2008)
Argentina Estudiantes 1 (2009)
República Democrática do Congo Mazembe 1 (2010)
Brasil Santos 1 (2011)
Inglaterra Chelsea 1 (2012)
Marrocos Raja Casablanca 1 (2013)
Egito Al-Ahly 1 (2006) 1 (2012)
México Necaxa 1 (2000)
Costa Rica Deportivo Saprissa 1 (2005)
Japão Urawa Red 1 (2007)
Japão Gamba Osaka 1 (2008)
Coreia do Sul Pohang Steelers 1 (2009)
Catar Al-Sadd 1 (2011)
México Monterrey 1 (2012)
Brasil Atlético Mineiro 1 (2013)
Espanha Real Madrid 1 (2000)
Arábia Saudita Al-Ittihad 1 (2005)
México América 1 (2006)
Tunísia Étoile du Sahel 1 (2007)
México Pachuca 1 (2008)
México Atlante 1 (2009)
Coreia do Sul Seongnam 1 (2010)
Japão Kashiwa Reysol 1 (2011)
República Popular da China Guangzhou Evergrande 1 (2013)

Por país[editar | editar código-fonte]

País Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
 Brasil 4 (2000, 2005, 2006 e 2012) 2 (2000 e 2011) 2 (2010 e 2013)
 Espanha 2 (2009 e 2011) 1 (2006) 1 (2000)
 Itália 2 (2007 e 2010)
 Inglaterra 1 (2008) 2 (2005 e 2012)
 Alemanha 1 (2013)
 Argentina 2 (2007 e 2009)
Equador 1 (2008)
República Democrática do Congo RD Congo 1 (2010)
 Marrocos 1 (2013)
 México 2 (2000 e 2012) 3 (2006, 2008 e 2009)
 Japão 2 (2007 e 2008) 1 (2011)
 Coreia do Sul 1 (2009) 1 (2010)
 Egito 1 (2006) 1 (2012)
Costa Rica 1 (2005)
 Catar 1 (2011)
Arábia Saudita 1 (2005)
 Tunísia 1 (2007)
 China 1 (2013)

Por confederação[editar | editar código-fonte]

Confederação Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
UEFA 6 (2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013) 3 (2005, 2006 e 2012) 1 (2000)
CONMEBOL 4 (2000, 2005, 2006 e 2012) 5 (2000, 2007, 2008, 2009 e 2011) 2 (2010 e 2013)
CAF 2 (2010 e 2013) 1 (2006) 2 (2007 e 2012)
AFC 4 (2007, 2008, 2009 e 2011) 4 (2005, 2010, 2011 e 2013)
CONCACAF 3 (2000, 2005 e 2012) 3 (2006, 2008 e 2009)

Participações[editar | editar código-fonte]

Ano a ano[editar | editar código-fonte]

Ano Europa América do Sul Américas Central e do Norte Ásia Oceania África País anfitrião Clube convidado
2000 Inglaterra Manchester United Brasil Vasco da Gama (1) México Necaxa Arábia Saudita Al-Nassr (1) Austrália South Melbourne Marrocos Raja Casablanca Brasil Corinthians (2) Espanha Real Madrid (3)
2005 Inglaterra Liverpool Brasil São Paulo Costa Rica Saprissa Arábia Saudita Al-Ittihad Austrália Sydney Egito Al-Ahly Sem vaga Sem convite
2006 Espanha Barcelona Brasil Internacional México América Coreia do Sul Chonbuk Hyundai Nova Zelândia Auckland City Egito Al-Ahly Sem vaga Sem convite
2007 Itália Milan Argentina Boca Juniors México Pachuca Japão Urawa Red Diamonds Nova Zelândia Waitakere United Tunísia Etoile du Sahel Irã Sepahan (4) Sem convite
2008 Inglaterra Manchester United Equador LDU Quito México Pachuca Japão Gamba Osaka Nova Zelândia Waitakere United Egito Al-Ahly Austrália Adelaide United (4) Sem convite
2009 Espanha Barcelona Argentina Estudiantes México Atlante Coreia do Sul Pohang Steelers Nova Zelândia Auckland City República Democrática do Congo TP Mazembe =Emirados Árabes Unidos Al-Ahli Sem convite
2010 Itália Internazionale Brasil Internacional México Pachuca Coreia do Sul Seongnam Ilhwa Chunma Papua-Nova Guiné Hekari United República Democrática do Congo TP Mazembe =Emirados Árabes Unidos Al-Wahda Sem convite
2011 Espanha Barcelona Brasil Santos México Monterrey Catar Al-Sadd Nova Zelândia Auckland City Tunísia Espérance ST Japão Kashiwa Reysol Sem convite
2012 Inglaterra Chelsea Brasil Corinthians México Monterrey Coreia do Sul Ulsan Hyundai Nova Zelândia Auckland City Egito Al-Ahly Japão Sanfrecce Hiroshima Sem convite
2013 Alemanha Bayern de Munique Brasil Atlético Mineiro México Monterrey República Popular da China Guangzhou Evergrande Nova Zelândia Auckland City Egito Al-Ahly Marrocos Raja Casablanca Sem convite
(1): Não era o atual campeão do seu continente. Os campeões vigentes (de 1999) de América do Sul e Ásia, Palmeiras e Jubilo Iwata, foram designados para disputar a edição de 2001 do certame,[368] tendo o Palmeiras concordado com esta decisão.[369] Porém a edição de 2001 acabou sendo cancelada.
(2): Indicado pela CBF para o Mundial em junho de 1999, como o campeão brasileiro de 1998. A alegação foi de que não haveria como definir o campeão de 1999 a tempo de preparar o sorteio dos grupos. Porém, como também foi o campeão brasileiro de 1999, era o atual campeão.
(3): Convidado indicado pela FIFA.
(4): Como o campeão asiático foi um time japonês, para evitar a possibilidade de ocorrer uma final entre dois times de um mesmo país novamente (como no Campeonato Mundial de Clubes da FIFA de 2000), o representante do país-sede foi o vice-campeão asiático.

Por país[editar | editar código-fonte]

País Participações
 México
9
 Brasil
8
 Nova Zelândia
7
 Egito
5
 Coreia do Sul
4
 Espanha
 Inglaterra
 Japão
 Austrália
3
Arábia Saudita
2
 Argentina
 Emirados Árabes Unidos
 Itália
 Marrocos
 República Democrática do Congo
 Tunísia
 Alemanha
1
 Catar
 China
Costa Rica
Equador
 Irã
Papua-Nova Guiné

Por clube[editar | editar código-fonte]

Equipe Brasil
2000
Japão
2005
Japão
2006
Japão
2007
Japão
2008
=Emirados Árabes Unidos
2009
=Emirados Árabes Unidos
2010
Japão
2011
Japão
2012
Marrocos
2013
Marrocos
2014
Participações
Austrália Adelaide United 1
=Emirados Árabes Unidos Al-Ahli 1
Egito Al-Ahly 5
Arábia Saudita Al-Ittihad 1
Arábia Saudita Al Nassr 1
Catar Al-Sadd 1
=Emirados Árabes Unidos Al-Wahda 1
México América 1
México Atlante 1
Brasil Atlético Mineiro 1
Nova Zelândia Auckland City 5
Espanha Barcelona 3
Alemanha Bayern de Munique 1
Argentina Boca Juniors 1
Inglaterra Chelsea 1
Brasil Corinthians 2
Equipe Brasil
2000
Japão
2005
Japão
2006
Japão
2007
Japão
2008
=Emirados Árabes Unidos
2009
=Emirados Árabes Unidos
2010
Japão
2011
Japão
2012
Marrocos
2013
Marrocos
2014
Participações
Costa Rica Deportivo Saprissa 1
Tunísia Espérance 1
Argentina Estudiantes 1
Tunísia Étoile du Sahel 1
Japão Gamba Osaka 1
República Popular da China Guangzhou Evergrande 1
Papua-Nova Guiné Hekari United 1
Brasil Internacional 2
Itália Internazionale 1
Coreia do Sul Jeonbuk Hyundai Motors 1
Japão Kashiwa Reysol 1
Equador LDU Quito 1
Inglaterra Liverpool 1
Inglaterra Manchester United 2
República Democrática do Congo Mazembe 2
Itália Milan 1
México Monterrey 3
Equipe Brasil
2000
Japão
2005
Japão
2006
Japão
2007
Japão
2008
=Emirados Árabes Unidos
2009
=Emirados Árabes Unidos
2010
Japão
2011
Japão
2012
Marrocos
2013
Marrocos
2014
Participações
México Necaxa 1
México Pachuca 3
Coreia do Sul Pohang Steelers 1
Marrocos Raja Casablanca 2
Espanha Real Madrid 1
Japão Sanfrecce Hiroshima 1
Brasil Santos 1
Brasil São Paulo 1
Coreia do Sul Seongnam 1
Irã Sepahan 1
Austrália South Melbourne 1
Austrália Sydney 1
Coreia do Sul Ulsan Hyundai 1
Japão Urawa Red Diamonds 1
Brasil Vasco da Gama 1
Nova Zelândia Waitakere United 2
Equipe Brasil
2000
Japão
2005
Japão
2006
Japão
2007
Japão
2008
=Emirados Árabes Unidos
2009
=Emirados Árabes Unidos
2010
Japão
2011
Japão
2012
Marrocos
2013
Marrocos
2014
Participações

Referências

  1. Site do Hibernian Historical Trust, acessado em 04/02/2013.
  2. Site do Hibernian Historical Trust, acessado em 04/02/2013.
  3. Site do clube escocês Hearts, acessado em 04/02/2013
  4. Site RSSSF, sobre a Copa da Inglaterra
  5. Site RSSSF, sobre a Copa da Escócia
  6. "Renton Crowned World Champions" A SPORTING NATION Early Days 1744-1899. British Broadcasting Corporation-BBC
  7. Site do clube escocês Hearts, acessado em 04/02/2013
  8. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Argentino
  9. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Francês
  10. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Belga
  11. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Holandês
  12. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Suíço
  13. Site RSSSF, sobre a origem da "Challenge Cup" do Império Austro-Húngaro
  14. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Italiano,
  15. Site RSSSF, sobre a origem do Campeonato Uruguaio
  16. Site RSSSF, sobre a a Copa Van der Straeten Ponthoz
  17. RSSSF, sobre a Copa Jean Dupuich
  18. European Cup History: Origins. Acessado em 04/02/2013
  19. Roker Park: World Champions. Acessado em 04/02/2013
  20. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, de 05 de setembro de 1960, sobre o título do Real Madrid na Copa Intercontinental de 1960: "Mundial si queremos ser veraces, aunque no se pueda dejar en olvido que no participaron en la Copa Intercontinental de clubs los africanos, asiáticos u oceánicos. Pero es que cabe preguntarse, razonadamente, si existe un fútbol calificado en esos tres continentes o en los casquetes polares a la digna altura de los dos grupos de naciones que marcan la pauta en el viejo y en el nuveo mundo?"
  21. "Renton Crowned World Champions", A SPORTING NATION Early Days 1744-1899. British Broadcasting Corporation-BBC
  22. Lennox Herald: Scottish football history on display at Hampden, Oct 2 2009.
  23. ESPN Europe: Cup Final Thrashings. February 28, 2013
  24. Scottish league.Net: The 'World Cup' won by Renton in 1888. Acesso: 10/05/2013.
  25. Apenas em 1901 houve 2 jogos, mas apenas porque acabou empatada a primeira partida entre o inglês Tottenham Hotspurs e o escocês Hearts.
  26. Citação ao Troféu Sir Thomas Lipton, no site da FIFA. Acesso em 04/02/2013
  27. West Auckland AFC statue to mark Sir Thomas Lipton Trophy win BBC - British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013
  28. RSSSF, sobre o Troféu Sir Thomas Lipton
  29. RSSSF, sobre o Torneo Internazionale Stampa Sportiva de 1908
  30. The First World Cup. West Auckland Web. Acessado em 04/02/2013.
  31. West Auckland AFC statue to mark Sir Thomas Lipton Trophy win BBC - British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013
  32. Citação ao Troféu Sir Thomas Lipton, no site da FIFA. Acesso em 04/02/2013
  33. RSSSF, sobre a Copa das Nações de 1930
  34. European Cup History: Origins. Acessado em 04/02/2013
  35. [1]RSSSF, sobre o Torneio da Exposição Internacional de Paris de 1937
  36. Corriere di Bologna. Acessado em 04/02/2013
  37. Site do clube Bologna
  38. L'UOMO CHE COSTRUI' IL BOLOGNA CHE FACEVA TREMARE IL MONDO. Acessado em 04/02/2013.
  39. Site do clube Bologna
  40. RSSSF, sobre a Copa Mitropa
  41. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois as fontes seguintes
  42. Jornal italiano La Stampa: In Brasile un torneo tipo Coppa Latina?, 15-16/07/1950 - página: 5
  43. Reportagem do GloboEsporte, reproduzida na matéria "Título sul-americano completa 60 anos" de 14/03/2008 do GloboEsporte.com
  44. História da Copa Libertadores no site da Conmebol. Acesso em 24 de fevereiro de 2013
  45. Livro 30 Años de Pasión y Fiesta, em Qué es la Libertadores?
  46. Jogos Internacionais de Futebol em 1951 - jornal: O Estado de São Paulo - página 8, 22/07/1950
  47. O Brasil e os Campeonatos Sul-americanos de Futebol - jornal: O Estado de São Paulo - página 9, 22/07/1950
  48. Jornal O Estado de São Paulo, 29/11/1950, página 9.
  49. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 05/04/1951, página 3.
  50. Jornal do Brasil, 05/04/1951.
  51. Jornal do Brasil de 16/03/1951, página 10, chamando a Copa Rio de Torneio Mundial de Clubes Campeões.
  52. Jornal Sport Ilustrado, edições 691 (05/07/1951, página 3), 694 (18/07/1951, página 12) e 696 (19/07/1951, página 9) chamando a Copa Rio de Torneio Mundial de Clubes e o Palmeiras de campeão mundial.
  53. Acervo on-line do jornal Última Hora, chamando a Copa Rio de Mundial de Clubes e o Palmeiras de campeão mundial em várias edições de 1951 e 1952.
  54. Site Palestrinos, com reprodução de capa do jornal A Gazeta Sportiva de 1951, chamando o Palmeiras de campeão mundial em função da conquista da Copa Rio de 1951.
  55. A Copa Rio foi chamada de Torneio Mundial dos Campeões ao longo de várias edições do jornal O Estado de São Paulo do primeiro semestre de 1951.
  56. Jornal do Brasil, 20/01/1951, pág.10
  57. A Copa Rio foi chamada de Torneio Mundial de Clubes ou Torneio Mundial dos Campeões em vários números (edições) de 1951 do jornal O Globo Sportivo: 1-"O Vasco, favorito da crítica para obtenção do título de Campeão Mundial dos Campeões".... número 671, 1951, página 36 ; 2 - "25 jogos entre Selecionados, em 3 meses- Volta a grande atividade da Squadra Azzura- E depois, o Torneio Mundial dos Campeões, no Rio", texto do jornalista francês Albert Laurence, número 635, 1951, página 7; 3- "Torneio Mundial de Campeões: O Sporting de Lisboa, campeão de Potugal", texto de Albert Laurence, número 630 (de 1951); 4- "Candidatos à Copa Rio, o Austria, de Viena, bicampeão da Austria" (número 643); 5- "Candidatos à Copa do Rio", texto de Albert Laurence (número 628); 6- "Candidatos à Copa do Rio - Torneio Mundial de Clubes Campeões - O Hibernian da Edinburgh, Escócia" (número 632); 7- "Candidatos à Copa Rio, Torneio Mundial de Clubes Campeões: Madrid, Sevilha, Barcelona, ..." , texto de Albert Laurence (número 633); 8- edição de 651, página 17, chamando o Palmeiras de campeão mundial de clubes. Entre outros. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional.
  58. Jornal Mundo Esportivo (Brasil): 04/05/1951 página 5 , 13/07/1951 página 8, 27/07/1951 página 8, 31/07/1951 página 11, 24/08/1951 página 15, chamando a Copa Rio de "Torneio Mundial de clubes" ; 20/07/1951 página 8, chamando o Palmeiras de primeiro campeão mundial de clubes; 24/06/1952 página 5, dizendo que o Palmeiras será sempre citado como o primeiro campeão mundial de clubes. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional, edições catalogadas neste acervo como edições 245, 261, 263, 265, 266, 273 e 357 do Mundo Esportivo.
  59. Acervo on-line do jornal Correio da Manhã, que chamou a Copa Rio de Mundial de Clubes ou Mundial dos Campeões ao longo de várias edições de 1951.
  60. Jornal italiano Corriere dello Sport, número 32, Fascículo 141, pág.3, 1951. O jornal comenta a ressonância mundial da Copa Rio, e diz que não poderia faltar uma equipe italiana num torneio tão importante.
  61. Jornal austríaco Arbeiter Zeitung, 30/05/1951, página 8, matéria "Rapid zu schwach für Rio", chamando a Copa Rio de Weltmeisterschaft der Fußballmeister, ou seja, Campeonato Mundial dos Campeões de Futebol.
  62. . Acervo on-line do jornal Última Hora, chamando a Copa Rio de Mundial de Clubes e o Palmeiras de campeão mundial em várias edições de 1951 e 1952.
  63. Entrevista de Giampiero Boniperti à edição de maio de 2007 da Revista Placar.
  64. "Candidatos à Copa do Rio", texto do jornalista francês Albert Laurence. O Globo Sportivo, número 628 (data não-especificada), 1951, página 13. A matéria cita a Copa Rio como idealizada por Mário Filho e imediatamente prestigiada por Jules Rimet, Ottorino Barassi e Stanley Rous. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional.
  65. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  66. OBS: Acesse 1º essa fonte, Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  67. Jornal italiano La Stampa: Per Boniperti, Parola ed Altafini sarà una tournée piena di ricordi e nostalgie, 30 de junho de 1975 - página: 10
  68. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  69. El Mundo Deportivo, 08/06/1951, página 03.
  70. El Mundo Deportivo, 30/06/1951, página 03.
  71. Jornal ABC, Madrid, 08/06/1951, página 17.
  72. Diário de Lisboa, 09/07/1951, página 4.
  73. Jornal austríaco Arbeiter Zeitung, 30/05/1951, página 6, matéria "Rapid zu schwach für Rio", chamando a Copa Rio de Weltmeisterschaft der Fußballmeister, ou seja, Campeonato Mundial dos Campeões de Futebol.
  74. Arquivo Le Temps, jornal Journal de Genève, 19/07/1951, página 8, matéria "Football: La Coupe des Championnats".
  75. El Mundo Deportivo, 19 Abril de 1952, Página 3.
  76. Jornal O Estado de São Paulo, 16/06/1951, página 9.
  77. Jornal Última Hora, 02 de julho de 1951, página 6, catalogado no acervo on-line da Biblioteca Nacional como edição 41 do Última Hora.
  78. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  79. Jornal do Brasil, 11/05/1951.
  80. Jornal do Brasil, 31/05/1952.
  81. Jornal O Estado de São Paulo, 15/02/1953, página 15.
  82. Jornal do Brasil 11/05/1951.
  83. Jornal Mundo Esportivo, edição 457 de 1953 (05/06/1953)
  84. Jornal A Última Hora (14/04/1953) Ano 1953 - Edição 00563
  85. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  86. Hibernian reach the first European Cup semi-finals 1956. A SPORTING NATION. Rock'n'Roll Era: 1950-1959. BBC- British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013.
  87. Jogos Internacionais de Futebol em 1951 - jornal: O Estado de São Paulo - página 8, 22/07/1950
  88. O Brasil e os Campeonatos Sul-americanos de Futebol - jornal: O Estado de São Paulo - página 9, 22/07/1950
  89. Observação: a expressão "todos os países-membros da FIFA" sugere enorme dimensão, e deve ser entendida contextualizada. Em 1950, a FIFA tinha 73 países membros (http://www.fifa.com/classicfootball/history/game/historygame4.html) sendo que muitos deles desistiram de jogar a Copa do Mundo de 1950 (fonte de inspiração para a criação da Copa Rio Internacional) por questões ligadas a custos e problemas legados da Segunda Guerra Mundial, sendo que no final acabaram disputando aquela Copa do Mundo 13 entre os então 73 países-membros da FIFA (cerca de 18%), enquanto hoje disputam a Copa do Mundo da FIFA 32 entre os 208 países-membros (cerca de 15%).
  90. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 08/06/1951, página 03.
  91. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  92. La Stampa - Finalissima domani a Rio, 21-22/07/1951 - página: 5
  93. Acervo on-line do Jornal O Estado de São Paulo.
  94. UOL Esporte, 30/03/2007, "Fifa confirma Palmeiras como primeiro campeão do mundo", acesso em 28/04/2013.
  95. Globoesporte.com, 26/04/2007: "Fifa: Verdão ainda não é campeão mundial", acesso em 28/04/2013.
  96. Jornal Mundo Esportivo (Brasil), 09/03/1956, página 15, dizendo que apenas a edição de 1951 da Copa Rio teve cunho de Torneio de Campeões, e que o Palmeiras se considerou campeão mundial ao vencer o Torneio. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional, edição catalogada neste acervo como edição 745 do Mundo Esportivo.
  97. Jornal Última Hora, 04 de agosto de 1952, página 2, catalogado no acervo on-line da Biblioteca Nacional como edição 351 do Última Hora.
  98. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  99. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  100. Hibernian reach the first European Cup semi-finals 1956. A SPORTING NATION. Rock'n'Roll Era: 1950-1959. BBC- British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013.
  101. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  102. Jornal italiano La Stampa, stampasera - 14.06.1951 - numero 140 - pagina 5: Il Tottenham campione d'Inghilterra e gli Bibernians campioni di Scozia hanno risposto con un rifiuto.
  103. Jornal do Brasil, 31/05/1952.
  104. Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pág.6
  105. Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pag.7
  106. RSSSF, sobre a Pequena Taça do Mundo.
  107. Fútbol de Venezuela. Acessado em 04/02/1953
  108. Fútbol de Venezuela. Acessado em 04/02/1953
  109. Mais informações no respectivo artigo da Wikipedia referente a este torneio.
  110. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, de 11/06/1958, pág. 03:El Real Madrid desiste de participar en el Torneo de Caracas. Aunque el empresario de la competición internacional de Venezuela que ha cruzado el charco para contratar a los equipos que han de participar en su torneo l958 — y que él pomposamente titula Pequeña Copa del Mundo — no se encuentra en España, pues se ha desplazado a Suecia, ya se sabe la respuesta que le prepara el Real Madrid a la oferta presentada al club campeón de Europa, para su desplazamiento a Caracas. Esta respuesta es negativa
  111. Esportes Terra: Na Venezuela, Corinthians retorna à terra de "1º título mundial". Acesso em 04/02/2013.
  112. Jornal do Brasil, de 04/08/1953.
  113. Jornal Folha de São Paulo, 04/08/1953.
  114. Jornal Folha de São Paulo de 04 de agosto de 1955.
  115. Jornal Folha de São Paulo de 07 de agosto de 1955.
  116. Folha da Manhã (antiga Folha de São Paulo), 03/07/1953, página 07.
  117. Portal Terra, 15 de Fevereiro de 2012: Na Venezuela, Corinthians retorna à terra de "1º título mundial". Acesso: 29/03/2013.
  118. El Mundo Deportivo,15 de abril de 1953, página 03.
  119. El Mundo Deportivo, 10/03/1951, página 3.
  120. 1951: Ano de criação da Copa Rio Internacional.
  121. 1952: Ano de criação da Pequena Taça do Mundo.
  122. European-South American Cup: History. Site da UEFA. Arquivado. Acesso em 04/02/2013
  123. RSSSF, sobre a Copa dos Campeões da Oceania.
  124. Hats off to Hanot. Site da UEFA. Arquivado. Acesso em 04/02/2013.
  125. Wolverhampton Wanderers v Honved 1954 Official programme. Footysphere.tumblr.com. Página visitada em 20 May 2012.
  126. Matthew Spiro (12 May 2006). Hats off to Hanot. UEFA. Página visitada em 10 July 2006.
  127. 50 Years of the European Cup. Site da UEFA. Acesso em 04/02/2013
  128. 50 Years of the European Cup. Site da UEFA. Acesso em 04/02/2013
  129. UEFA Cup: All-time finals. Site da UEFA. Arquivado. Acesso em 04/02/2013.
  130. UEFA Europa League: História. Site da UEFA.
  131. FIFA: Club of The Century. Acesso em 06/06/2013.
  132. Jornal espanhol ABC, Madrid, 18/06/1957, pág.53
  133. FIFA.com: Goodbye Toyota Cup, hello FIFA Club World Championship. Friday 10 December 2004. Acesso em 06/06/2013.
  134. UEFA: História da Copa dos Campeões da Europa.
  135. Lista de partidas do Real Madrid, no site madridista Leyenda Blanca (em espanhol). Página visitada em 07 de setembro de 2011.
  136. Em 1956, o Real Madrid participou da Pequena Taça do Mundo venezuelana já sendo campeão europeu de 1955/1956, porém não foi convidado a esta competição tendo a condição de campeão europeu. O jornal El Mundo Deportivo de 16 de maio de 1956, página 7, comprova que o Real Madrid acordou sua participação na Pequena Taça do Mundo de 1956 já antes de tornar-se campeão europeu de 1955/1956.
  137. Jornal Espanhol El Mundo Deportivo, 20 de maio de 1957, página 5. Fala da aceitação do Real Madrid a disputar o Torneio de Paris. Quando disputou o Torneio de Paris de 1957 (12-14/06/1957), o Real Madrid já era bicampeão europeu 1955/1956-1956/1957. Mas quando aceitou o convite para participar do Torneio (20/05/1957), a final européia da temporada 1956/1957 ainda não havia acontecido (seria em 30/05/1957), e portanto o Real Madrid era o vigente campeão europeu temporada 1955/1956 quando aceitou disputar o Torneio de Paris.
  138. Lista de partidas do Real Madrid, no site madridista Leyenda Blanca (em espanhol). Página visitada em 07 de setembro de 2011.
  139. Jornal português Diário de Lisboa, 17/06/1957, página 18.
  140. Jornal espanhol ABC, Madrid, 18/06/1957, pág.53
  141. Notícia da agência de notícias francesa France Press no Jornal do Brasil, edição de Domingo 16 e Segunda-Feira 17 de junho de 1957 (7º Caderno). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 139 de 1957 do Jornal do Brasil.
  142. Artigo do francês Jean Beaufret no Jornal do Brasil de 07 de julho de 1957 (7º Caderno, página 3). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 155 de 1957.
  143. Artigo do francês Jean Beaufret no Jornal do Brasil de 07 de julho de 1957 (7º Caderno, página 3). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 155 de 1957.
  144. Artigo do francês Jean Beaufret no Jornal do Brasil de 07 de julho de 1957 (7º Caderno, página 3). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 155 de 1957.
  145. Entre o Torneio de Paris de 1957 e a Copa Intercontinental de 1960, o Real Madrid (campeão europeu em todos estes anos) não participou de nenhum torneio intercontinental (com clubes de mais de um continente), participou apenas de amistosos avulsos contra equipes norte- e sul-americanas, sempre com vitórias do Real Madrid, exceto por dois empates, um com o Nacional de Montevidéu em 1958 e outro com o Millonarios de Bogotá em 1959. Ver lista completa de partidas do Real Madrid no site "madridista" Leyenda Blanca. Sobre o Torneio de Paris, o Real Madrid não participou da edição de 1958 porque esta ocorreu em 21 e 23 de maio de 1958, e o Real Madrid (então bicampeão europeu 1955/1956-1956/1957) se preparava para a final da Copa dos Campeões da Europa de 1957/1958, que seria disputada cinco dias depois, em 28/05/1958. Ver Jornal do Brasil, 20 de maio de 1958, 2º Caderno, Página 3, edição 114 de 1958, e Jornal Folha da Manhã de 21/05/1958, assuntos gerais, página 13.
  146. Jornal do Brasil, 20 de maio de 1958, 2º Caderno, Página 3. No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 114 de 1958.
  147. Jornal Folha da Manhã de 21/05/1958, assuntos gerais, página 13.
  148. Lista completa de partidas do Real Madrid, no site madridista Leyenda Blanca (em espanhol). Página visitada em 07 de setembro de 2011.
  149. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 15/02/1958, pág. 03, matéria "El fútbol seguirá tomando el camino de los aires".
  150. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 09/10/1958, pág. 04.
  151. FIFA.com: Goodbye Toyota Cup, hello FIFA Club World Championship. Friday 10 December 2004. Acesso em 06/06/2013.
  152. História da Copa Libertadores, no site da Conmebol.
  153. Site da UEFA(em inglês). Acesso em 29/03/2013.
  154. Site da UEFA (em francês). Acesso em 29/03/2013.
  155. Jornal do Brasil de 07 de julho de 1957 (7º Caderno, página 3). No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 155 de 1957.
  156. Jornal do Brasil, 20 de maio de 1958, 2º Caderno, Página 3. No catálogo on-line da Biblioteca Nacional, edição 114 de 1958.
  157. Jornal Folha da Manhã de 21/05/1958, assuntos gerais, página 13.
  158. Jornal Folha da Manhã de 21/05/1958, assuntos gerais, página 13.
  159. Jornal do Brasil, 09/10/1958, página 2 do 2º caderno.
  160. Jornal O Estado de São Paulo, 09/10/1958, página 19.
  161. Revista UEFA Direct, nº 105, 2011, página 15. Acesso em 04/02/2013.
  162. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, de 03/06/1961,página 02.
  163. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, de 25/11/1967, página 08.
  164. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, de 03/11/1967, página 06.
  165. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, de 05/09/1960, página 03.
  166. Jornal madrilenho ABC, 17/11/1963, página 78.
  167. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 22/11/1979, página 02.
  168. El Mundo Deportivo, 06/08/1979, pág. 16.
  169. El Mundo Deportivo, 26/10/1960, pág.1
  170. El Mundo Deportivo, 24/10/1960, pág.7
  171. El Mundo Deportivo, 24/11/1960, pág.8
  172. El Mundo Deportivo, 24/10/1960, pág.7
  173. El Mundo Deportivo, 03/06/1961, pag.2
  174. Jornal do Brasil, 06/06/1961, página 10.
  175. New York Times, 24/05/1961.
  176. Jornal O Estado de São Paulo, 15/01/1960, pag.18
  177. Jornal O Estado de São Paulo, 24/05/1961, pag.17
  178. Jornal O Estado de São Paulo, 20/08/1961, pag.29
  179. Jornal O Estado de São Paulo, 20/08/1961, pag.29
  180. Jornal do Brasil, 22/08/1962, 1º caderno, página 12.
  181. Jornal O Estado de São Paulo, 25/07/1962, pag.18
  182. El Mundo Deportivo, 26/05/1962, pag.03
  183. El Mundo Deportivo, 23/01/1970, pag.10
  184. El Mundo Deportivo, 10/04/1975, pag.15
  185. Uol Esporte, Biografias: Almir Pernambuquinho. Acesso em 20/03/2013.
  186. Blog do Citadini: "A inveja mata!", 08/06/2012
  187. Blog do Citadini: "O juiz e seus problemas", 02/08/2012
  188. Blog do Citadini: "Que belo gol!", 20/08/2012
  189. Blog do Citadini: "Quarta de gols e de garfos", 12/04/2012
  190. Artigo de João Saldanha no Jornal do Brasil, 22/11/1976.
  191. Jornal do Brasil, 17/11/1963, página 39.
  192. El Mundo Deportivo, 27/11/1963, pag.06
  193. Site da Confederação Africana de Futebol. Acesso em 04/02/2013.
  194. RSSSF, sobre a Copa dos Campeões da África.
  195. Jornal do Brasil, 09/08/1967.
  196. Jornal O Estado de São Paulo, 08/11/1967, pag.18
  197. Site da Concacaf. Acesso em 04/02/2013.
  198. Jornal O Estado de São Paulo, 08/11/1967, pag.18
  199. El Mundo Deportivo, 25/11/1967, pag.08
  200. Jornal escocês Evening Times, de 03/11/1967, página 24.
  201. Jornal O Estado de São Paulo, 09/11/1967, pág.76
  202. El Mundo Deportivo, 25/11/1967, pag.08
  203. El Mundo Deportivo, 03/11/1967, pag.06
  204. OBS: Acesse 1º essa fonte, Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  205. Jornal italiano La Stampa: La finale mondiale Europa-America di calcio ufficialmente è una semplice gara amichevole, 03.11.1967 - numero 260 pagina 10
  206. Jornal ABC, Madrid, 03/11/1967, página 97.
  207. Jornal escocês Glasgow Herald, 06/11/1967, página 06: "Sir Stanley said then that FIFA regarded the competition, which is between the winners of the European Cup and the South American equivalent, as a friendly fixture".
  208. RSSSF, sobre a Copa dos Campeões da Ásia
  209. RSSSF, sobre a edição inaugural (1967) da Copa dos Campeões da Ásia
  210. RSSSF, sobre a Copa dos Campeões da Concacaf
  211. Site da Concacaf. Acesso em 04/02/2013.
  212. Jornal madrilenho ABC, 08/11/1967, pág.87
  213. RSSSF, sobre a Copa Afro-Asiática de Clubes.
  214. El Mundo Deportivo, 30/11/1967, pag.04
  215. Jornal ABC, Madrid, 03/01/1968, edição da Andaluzia (Sevilha), página 51.
  216. Palavras de Jock Stein, então técnico do Celtic, ditas antes do terceiro jogo (jogo desempate) daquela edição da Copa Intercontinental: "We want to win the title, not so much for ourselves but to prevent Racing from being champions." Jornal escocês Evening Times, 3 de novembro de 1967, página 24.
  217. El Mundo Deportivo 08/06/1968, página 7.
  218. El Mundo Deportivo 30/09/1968, página 18.
  219. Estudiantes leave their mark. Soccernet.Espn . Acesso em 04/02/2013
  220. El Mundo Deportivo 30/09/1968, página 31.
  221. Jornal O Estado de São Paulo, 08/11/1967, pag.18
  222. Jornal O Estado de São Paulo, 10/10/1968, pág.28
  223. El Mundo Deportivo, 23/01/1970, pag.10
  224. El Mundo Deportivo, 25/02/1970, pag.13
  225. El Mundo Deportivo, 24/04/1970, pag.10
  226. El Mundo Deportivo, 29/11/1973, pag.04
  227. El Mundo Deportivo, 29/11/1973, pag.04
  228. El Mundo Deportivo, 10/04/1975, pag.15
  229. El Mundo Deportivo , Quinta-feira 22 Julho de 1971, Página 4
  230. El Mundo Deportivo , 28 Agosto de 1971, Página 7.
  231. El Mundo Deportivo , 10 Novembro de 1971, Página 5.
  232. 50 Years of the European Cup. Site da UEFA. Acesso em 04/02/2013
  233. El Mundo Deportivo, 29/11/1973, pag.04
  234. Jornal O Estado de São Paulo, 18/06/1974, pág.32
  235. El Mundo Deportivo, 05/06/1975, pag.13
  236. El Mundo Deportivo, 10/04/1975, pag.15
  237. El Mundo Deportivo, 3 Julho de 1975, Página 7.
  238. El Mundo Deportivo, 27 Julho de 1975, Página 15.
  239. Jornal do Brasil, 13/12/1981, página 49.
  240. El Mundo Deportivo, 30 Setembro de 1972, Página 13
  241. Jornal do Brasil de 22/12/1976, página 20
  242. El Mundo Deportivo, 22/11/1979, pag.02
  243. Seria disputada em Tóquio de 1980 até 2000, e disputada em Yokohama de 2001 a 2004.
  244. El Mundo Deportivo, 27/11/1981, página 17.
  245. Site da UEFA: sobre a Copa Intercontinental (em francês). Acesso em 29/03/2013.
  246. Site da UEFA: sobre a Copa Intercontinental (em inglês).
  247. books.google.com.br. Placar: sobre Copa Toyota e Federação Japonesa (em português). Revista Placar.
  248. FIFA sobre: Futebol no Japão.
  249. El Mundo Deportivo, 21 de agosto de 1980, página 17.
  250. El Mundo Deportivo, 30 de novembro de 1980, página 16.
  251. El Mundo Deportivo, 04 de fevereiro de 1981, página 19.
  252. Revista Placar 12/02/11988, página 57.
  253. Artigo de Tostão na página 2 do caderno de esportes do Jornal do Brasil de 05/12/1999
  254. O Globo On-Line, 12/12/2011: "Uma visão inglesa do título mundial do Flamengo", escrito por Tim Vickery. Acesso em 25/12/2012
  255. The Continental Drift. . Tim Vickery, no site da UEFA, 02/01/2008 (arquivado). Acesso em 25/12/2012
  256. O Globo On-Line, 12/12/2011: "Uma visão inglesa do título mundial do Flamengo", escrito por Tim Vickery. Acesso em 25/12/2012
  257. Blog de Tim Vickery, na BBC (13 December 2010): World Club Cup deserves respect
  258. Blog de Tim Vickery, na BBC (15 December 2008):The prestige of the Club World Cup.
  259. Blog de Tim Vickery, na BBC (13 December 2010): World Club Cup deserves respect
  260. Blog de Tim Vickery, na BBC (15 December 2008):The prestige of the Club World Cup.
  261. El Mundo Deportivo, 04/12/2002, página 16.
  262. Jornal O Estado de São Paulo, 30 de novembro de 1999, página 34.
  263. El Mundo Deportivo, 11 de dezembro 1993, página 35
  264. El Mundo Deportivo, 11/02/1981, página 19.
  265. Blog de Tim Vickery, na BBC (15 December 2008):The prestige of the Club World Cup.
  266. O Globo On-Line, 12/12/2011: "Uma visão inglesa do título mundial do Flamengo", escrito por Tim Vickery. Acesso em 25/12/2012
  267. Jornal O Estado de São Paulo, 30 de novembro de 1999, página 34.
  268. Jornal El Mundo Deportivo, 17/09/1992, página 10.
  269. El Mundo Deportivo, 18/09/1992, pag.08
  270. El Mundo Deportivo, 18/09/1992, pag.08
  271. El Mundo Deportivo, 11 de novembro de 2000, página 29
  272. El Mundo Deportivo, 27 de novembro de 2001, página 24
  273. Site do São Paulo Futebol Clube
  274. Site do Santos Futebol Clube
  275. Site do Club de Regatas Flamengo
  276. Site do Grêmio de Futebol Porto-Alegrense
  277. Blog do Juca Kfouri: "Ora, a FIFA". 12.12.2011
  278. Revista Placar: Ranking Placar, em "Questão de Reconhecimento"
  279. O Globo
  280. Band Esporte
  281. Lancepedia
  282. Jornal do Brasil, 22/novembro/1976, página 18.
  283. Jornal O Estado de São Paulo, 10/10/1968, pág.28
  284. A Copa Interamericana em questão foi a referente aos títulos continentais de 1977, porém os jogos foram disputados em 1978.
  285. Acervo on-line do jornal mexicano El Informador
  286. Acervo on-line do jornal Folha de São Paulo
  287. Jornal O Estado de São Paulo, 16/04/1978, pág.55
  288. El Mundo Deportivo, 01/08/1979, pag.14
  289. El Mundo Deportivo, 28/05/1979, pag.24
  290. El Mundo Deportivo, 28 Maio de 1979, Página 24.
  291. El Mundo Deportivo, 29 Junho de 1979, Página 6.
  292. RSSSF: Copa Interamericana de 1980.
  293. RSSSF: Copa Toyota de 1980.
  294. Jornal mexicano El Siglo de Torréon. Arquivo histórico. "Los Pumas Por La Copa Concacaf-EUFA" (15/05/1981, página 13).
  295. Jornal mexicano El Siglo de Torréon. Arquivo histórico. "Mediocridad existente en el futbol del area de Concacaf." (29/08/1980, página 11).
  296. Jornal mexicano El Siglo de Torreón, 4/11/1981, página 4, matéria "Proyectan Varios Torneos de Futebol a Nivel Internacional".
  297. Jornal O Estado de São Paulo On-Line, 08/06/2001. Acesso em 04/02/2013.
  298. Diário do Grande ABC. 14/06/2001. Acessado em 04/02/2013.
  299. Jornal O Estado de São Paulo, 14/06/2001, pág.65
  300. Esportes Terra: Campeão do Mundo, Inter questiona título do Grêmio. Segunda, 18 de dezembro de 2006. Acesso em 08/07/2013.
  301. Site do Sport Club Internacional:AGORA É OFICIAL: SÓ TRÊS CLUBES SÃO CAMPEÕES MUNDIAIS. Publicado em 27/10/2007. Acesso em 08/07/2013.
  302. História do São Paulo Futebol Clube, no site do clube. Acesso em 08/07/2013.
  303. "Campeão Mundial, Sim!", texto de Sérgio Alvarenga no site do Sport Club Corinthians Paulista. 02/02/12. Acesso em 08/07/2013.
  304. El Mundo Deportivo, 23/11/1983, pag.20
  305. El Mundo Deportivo, 14/12/1984, pag.44
  306. Jornal O Estado de São Paulo, 13/12/1984, pág.25
  307. El Mundo Deportivo, 15/12/1984, pag.40
  308. Jornal O Estado de São Paulo, 14/12/1984, pág.19
  309. Jornal O Estado de São Paulo, 01/01/1984, pág.26
  310. RSSSF, sobre a Copa dos Campeões da Ásia
  311. Jornal mexicano El Siglo de Torreón. Arquivo Histórico. "Tirando a Gol". 06 de Julho de 1987, página 36.
  312. Jornal O Estado de São Paulo, 16/06/1994, pág.30
  313. Site da FIFA. Acesso em 04/02/2013.
  314. Jornal do Brasil, 24/07/1997.
  315. El Mundo Deportivo, 03/09/1997, pag.42
  316. Jornal O Estado de São Paulo, 30/11/1999, pág.34
  317. Jornal O Estado de São Paulo, 19/05/2001, pág.74
  318. Jornal O Estado de São Paulo, 11/08/2001, pág.68
  319. Jornal O Estado de São Paulo, 18/05/2004, pág.47
  320. Site da UEFA. Arquivado. Acesso em 04/02/2013.
  321. Na primeira edição da competição em 2000, o Real Madrid participou como convidado, enquanto os representantes sul-americano e asiático já não eram os campeões vigentes daqueles continentes.
  322. FIFA: We are the champions (em inglês) (01/12/2005).
  323. FIFA.com - Goodbye Toyota Cup, hello FIFA Club World Championship (em inglês) (10/12/2004).
  324. FIFA: Copa do Mundo(clubes).
  325. Ver o item "Antecedentes" sobre o tratamento de "título mundial de clubes" dado a estes jogos e competições.
  326. Citação ao Troféu Sir Thomas Lipton, no site da FIFA. Acesso em 04/02/2013
  327. We Are the Champions. Site da FIFA. Acesso em 04/02/2013.
  328. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: NAMED world champions
  329. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: Mixing old with new, we round up some facts and stats about the competitions that for 45 years have produced the "WORLD CLUB CHAMPIONS"
  330. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: With the passage of time, it became apparent that it was unrealistic to continue to confer the SYMBOLIC title of "club world champion" on the basis of a single match between the European and South American champions.
  331. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: As of 2005, the Toyota Cup, traditionally a one-off match between the champions of Europe and South America, will take on a WHOLE NEW DIMENSION when it becomes the FIFA Club World Championship, disputed by the champion clubs from all six continents.
  332. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: According to the new format, which enters into force in 2005, once again in Japan, the respective winners of the six "champions cups" of each confederation will qualify for the FIFA Club World Championship. "I am convinced that this is the best formula for everyone," argues Michel Platini, a FIFA Executive Committee member and former Toyota Cup winner from 1985. "It won't make the clubs' trips any longer, but by playing an extra game, the club crowned this time will be TRUE world champions," continued the former Juventus playmaker.
  333. FIFA: documentos oficiais. Acesso em 05/02/2013
  334. FIFA: documentos oficiais sobre competições, incluindo a Copa do Mundo de Clubes. Acesso em 05/02/2013
  335. Citação ao Troféu Sir Thomas Lipton, no site da FIFA. Acesso em 04/02/2013
  336. El Mundo Deportivo, 22/11/1979, pag.02
  337. El Mundo Deportivo, 03/06/1961, pag.02
  338. El Mundo Deportivo, 25/11/1967, pag.08
  339. El Mundo Deportivo, 03/11/1967, pag.06
  340. El Mundo Deportivo, 29/11/1973, pag.04
  341. Jornal O Estado de São Paulo 19/10/2000, pág.33
  342. "Timão é o primeiro campeão mundial, diz Blatter" GloboEsporte.com, 17/12/2006. Acesso em 04/02/2013.
  343. Do site da FIFA (15/12/2007). Acesso em 04/02/2013: With respect to the history of the FIFA Club World Cup and intercontinental club competitions in years gone by, such as the Copa Rio in the 1950s, the FIFA Executive Committee endorsed the view that the first edition of this competition was held in 2000 in Brazil where Corinthians became the very first FIFA club world champions.
  344. Jornal O Estado de São Paulo, 17/12/2007, pág.49
  345. "Fifa improvisa memorial no Japão e coloca Corinthians como 1º campeão do Mundo". UOL Esporte (12/12/2011). Acesso em 04/02/2013.
  346. "No sorteio, Timão é apresentado como 'primeiro vencedor da Copa do Mundo de Clubes da Fifa" LanceNet (24/09/2012). Acesso em 04/02/2013.
  347. Site da FIFA: sorteio do Mundial da FIFA de 2012. Acesso em 05/02/2013. Neste sorteio, o diretor de competições da FIFA, Mustapha Fahmy, em seu discurso lembrou que o Chelsea busca "ser o segundo time inglês a vencer o Mundial" - lembrando que o Manchester United venceu o torneio em 2008 -, além de lembrar que o Corinthians "foi o primeiro vencedor da Copa do Mundo de Clubes da Fifa em 2000, no Brasil". Ao lembrar que o Chelsea busca ser o segundo time inglês a vencer o Mundial, Fahmy citou como mundial apenas a Copa do Mundo de Clubes de 2008 (vencida pelo Manchester United), mas não citou a Copa Intercontinental de 1999 (vencida também pelo Manchester United). O presidente da FIFA Joseph Blatter disse, neste sorteio: "Começamos no ano de 2000. Tivemos uma passagem e nossa abordagem lógica é que tem de haver uma competição de clubes na qual participem todas as seis confederações da Fifa. Ou seja, para a FIFA, torneios bicontinentais (Copa Intercontinental, Copa Interamericana, Copa Afro-Asiática) não seriam abordagens lógicas perante a entidade.
  348. Site da FIFA: vídeo do sorteio do Mundial da FIFA de 2012. Acesso em 05/02/2013.
  349. FIFA: Estatutos. Do site da FIFA (acesso em 05/02/2013). No que diz respeito ao site da FIFA, são levados em consideração apenas conteúdos da versão em língua inglesa deste site, pois de acordo com o 8º artigo dos estatutos da FIFA, as línguas portuguesa, russa e árabe são aceitas como oficiais apenas nos debates do Congresso da FIFA, e para todos os outros fins, apenas inglês, alemão, francês e espanhol são línguas oficiais da FIFA, sendo que apenas o inglês é a língua oficial da FIFA para atas, correspondência e anúncios oficiais.
  350. Esportes Terra (15/12/2007, acessado em 05/02/2013): "Fifa considera Corinthians 1º campeão mundial"
  351. Do site da FIFA (acesso em 05/02/2013): sobre o Comitê Executivo.
  352. Matéria "Fifa: Verdão ainda não é campeão mundial" do GloboEsporte.com, de 26/04/2007. Acessada em 05/02/2013
  353. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: "I am convinced that this is the best formula for everyone," argues Michel Platini, a FIFA Executive Committee member and former Toyota Cup winner from 1985. "It won't make the clubs' trips any longer, but by playing an extra game, the club crowned this time will be TRUE world champions," continued the former Juventus playmaker.
  354. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: Initially a one-off contest between the champions of South America and Europe, the Toyota Cup, which superseded the Intercontinental Cup in 1980, has been revamped by FIFA to reach out to all confederations and associations across the globe so the winners may TRULY be regarded as the best club side in the world.
  355. Do site da FIFA. Acesso em 04/02/2013: Brought up watching the annual Europe-South America clash, Japanese fans are counting the days to the kick off of the TRUE world club showdown.
  356. Jornal O Estado de São Paulo, 19/10/2000, pág.33
  357. "No sorteio, Timão é apresentado como 'primeiro vencedor da Copa do Mundo de Clubes da Fifa" LanceNet (24/09/2012). Acesso em 04/02/2013.
  358. "Em 2000, Fifa confirmou à Gazeta Esportiva: Corinthians 1º campeão." GazetaEsportiva.Net (17/12/2012). Acesso em 04/02/2013.
  359. Declarações de Joseph Blatter no site da FIFA (acesso em 05/02/2013): "What is so dramatic about European fans not being very interested in Al-Nassr versus South Melbourne SC? The important thing here is that the game is of interest to fans in Asia and Oceania. The point of a WORLD CHAMPIONSHIP is that it includes teams from ALL OVER THE WORLDand is for spectators ALL OVER THE WORLD."
  360. "Copa do Mundo de 1930". BBC-Brasil.com (03/04/2002).Acesso em 04/02/2013.
  361. A Copa de 1930 foi a única que não teve Eliminatórias, pois em 1930 todos os países filiados à FIFA foram convidados à Copa e apenas 13 aceitaram participar.
  362. FIFA: lista de países filiados, com ano de filiação. Acesso em 04/02/2013.
  363. FIFA: História das Eliminatórias da Copa do Mundo. Acesso em 04/02/2013.
  364. http://pt.fifa.com/tournaments/archive/clubworldcup/japan2011/news/newsid=1528686.html
  365. Numerólogos (24 de dezembro de 2013). Mundial de Clubes: só times brasileiros dão títulos para Conmebol contra Uefa. Globoesporte.com. Página visitada em 25 de dezembro de 2013.
  366. TP Mazembe make history to reach Club World Cup final. BBC Sport (14 de dezembro de 2010). Página visitada em 18 de dezembro de 2010.
  367. Cesar Delgado - FIFA
  368. RSSSF: FIFA Club World Cup 2001.
  369. Blogs Estadão: Blog do Edmundo Leite: "O Maior Drible Tomado pelo Palmeiras", 28.julho.2011

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]